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A informação contábil como instrumento no processo de planejamento estratégico

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(1)

CENTRO

sOc1O-ECONOMICO

E

DEPARTAMENTO

DE

CIÊNCIAS

CONTÁBEIS

~ 1 '_

A

INFORIVIAÇAO

CONTABIL

COMO

INSTRUTVIENTO

NO

PROCESSO

DE

PLANEJA1\/1ENTO'EsTRATEG1cO

ELIZANDRA

FERNANDES

(2)

UNTVERSIDADE

FEDERAL

DE

SANTA CATARINA

CENTRO

SÓCIO-ECONÓMICO

DEPARTAMENTO DE

CIÊNCIAS

CONTÁBEIS

A

INFORMAÇÃO

CONTÁBIL

COMO

TNSTRUMENTO

NO

PROCESSO

DE PLANEJAMENTO

ESTRATÉGICO

Trabalho de Conclusão de Curso submetido ao

Departamento

de Ciências Contábeis,

do

Centro Sócio-Econômico, da Universidade Federal de Santa Catarina,

como

requisito

parcial para a obtenção

do

grau de Bacharel

em

Ciências Contábeis.

Acadêmico:

ELIZANDRA FERNANDES

Orientador:

PROF.

.TOISSE

ANTONIO LORANDI

- AM. Sc.

(3)

PROCESSO

DE PLANEJAMENTO

ESTRATÉGICO

Autora:

ELIZANDRA

FERNANDES

Esta

monografiafoi

apresentada

como

trabalho de conclusão

do Curso

de Ciências Contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina, obtendo a nota média

de..aLO

atn`buída pela banca constituída pelos professores abaixo nominados.

Florianópolis,

novembro

de 1999.

v

Cm'

l

Prof.

Maria

De

ze Henriq Casagrande

Professores

que

compuseram

a banca:

V i '

' -”

~to~.Sc.

Presidente

Wwh

~ Prof arcos

Lafiin

- M.Sc.

Membro

¿«»z~,‹L-¿\/

O

Tr

. Flávio da

Cruz

-

M.Sc.

(4)

1

AGRADECIMENTOS

Agradeço

a Deus, por

me

conceder saúde, força e determinação para- a

concretização de mais

uma

meta.

Aos meus

pais, Sandra e Elpídio, pelo apoio e pela oportunidade que sempre

me

deram

de estudar,

meus

irmãos, Geverson, Diogo, Giscard e Elisangela pelo carinho e

compreensão.

Meus

agradecimentos ao

Departamento

de Ciências contábeis, à

Coordenação

de Curso, aos Professores,

em

especial ao Professor Joisse,

meu

orientador, pelas horas de paciência e pela atenção que dispensou neste

tempo

de preparação.

Aos

amigos e colegas de Curso

que

comigo

enfrentaram as adversidades e festejaram

as alegrias.

Enfim, meus

mais sinceros agradecimentos ao

amigo

e companheiro Baldoino, a pessoa

que

mais contribuiu para a concretizaçao deste objetivo, pelo carinho,

compreensão

e principalmente pelo

amor

e atenção que

me

dedicou.

(5)

coração jamais sofreu

quando

em

busca de seus sonhos.

uma

coisa

toma

um

sonho

impossível: o

medo

de fracassar.

(6)

SUMÁRIO

1

INTRODUÇÃO

1.1

CONSIDERAÇÕES

INICIAIS

1.2

PROBLEMA

1.3

OBJETIVOS

1.4

METODOLOGIA

1.5

ESTRUTURADO

ESTUDO

2

EMBASAMENTO

TEÓRICO

2.1

PLANEJAMENTO

2.2

ESTRATÉGIA

Ç 2.3»

PLANEJAMENTO

ESTRATÉGICO

2.3.1

IMPLEMENTAÇÃO

DO

PLANEJAMENTO

ESTRATÉGICO

2.3.2

MODELOS

DE IMPLEMENTAÇÃO

3

A INFORMAÇÃO

CONTÁBIL

3.1

CONTABILIDADE

É 3.2

INFORMAÇÃO

CONTÁBIL

3.3

CONTROLE

GERENCIAL

3 .3.I

AVALIAÇÃO

DE

DESEMPENHO

CONSIDERAÇÕES

FINAIS

(7)

Esse capítulo objetiva dar

uma

visão geral

do que

será abordado

no

estudo,

bem

como

indicar a metodologia de pesquisa que será utilizada

no

desenvolvimento

do

mesmo.

Será dividido

em

O3 (três) partes nas quais são definidas as diretrizes do estudo.

1.1

CONSIDERAÇÕES

INICIAIS

As

grandes

mudanças

globais

que

estão ocorrendo nas políticas econômicas

afeta principalmente as corporações.

A

política de globalização adotada pelo país nos últimos anos,

no

aspecto de

uma

maior abertura

do mercado

nacional aos produtos

estrangeiros, foi

um

dos fatores que contribuíram para estas mudanças,

pois fez

aumentar a concorrência e imprimir a qualidade

como

fator chave de sucesso. Desta forma, as empresas tiveram que melhorar seus produtos para

poderem

competir

com

os importados das mais diversas nacionalidades.

Como uma

das conseqüências deste fato, a estrutura.e o

modelo

de gestão organizacional tornaram'-se vitais para a continuidade

das empresas neste

novo

mercado.

Neste ambiente competitivo

em

que está se vivendo, o processo de gestão e a

estrutura da empresa se

toma

importante, pois é ela

que

definirá

e tomará as decisões para o futuro da organização.

Definindo

um

planejamento, os gestores

tem

condições de

montar

uma

linha de ação que

venha

de encontro

com

a

meta

estabelecida.

Salientando,

a

meta da

empresa consiste

no

fim

mais

amplo

para

o

qual ela foi constituída.

A

contabilidade surgiu

com

a necessidade de se controlar melhor o patrimônio de

uma

entidade,

com

isto seu objeto era

o

Patrimônio.

Hoje

o patrimônio continua sendo o objeto da contabilidade

mas

com

outro enfoque, visando não os

bens,

~ ~

direitos e obrigações,

mas

também,

as alterações e

modificaçoes

nos seus valores

(8)

2

Ao

longo dos anos os gestores

começaram

a perceber, de

forma

crescente,

que

os demonstrativos contábeis se

tomaram

uma

fonte de informação de grande utilidade.

Desta

forma acompanhando

as mudanças, a Contabilidade dimensionou sua atuação para várias áreas, entre elas a Contabilidade Gerencial,

onde

viabiliza a utilização

da

informação na elaboração e na

comunicação

de estratégias, através de diferentes formas de gestão.

Neste sentido, a informação se

tomou

instrumento fundamental nesta

nova

visão de gerenciamento, e o planejamento não significa apenas organizar e direcionar, planejar é

também

estratégia.

Com

isto, surgiu o Planejamento Estratégico,

um

processo de gestao que busca auxiliar as empresas na

tomada

de decisões e

no cumprimento

de sua meta.

~

A

informaçao contábil'

em

sintonia

com

o

planejamento estratégico se

tomou

um

instrumento, para que os gestores das organizações

possam tomar

decisões a respeito

dos objetivos fiituros.

Assim

precisam' conhecer profundamente a organização

que

está

sob `sua responsabilidade, o ambiente

onde

operam,

bem como

a situação atual

do

mercado, para que

possam

avaliar da melhor

forma

_possível o impacto de suas decisões.

1.2

PROBLEMA

O' planejamento estratégico surgiu

com

o

intuito de auxiliar os gestores

na

administração das organizações, e

com

isto auxiliar

no

seu

desempenho

para poder alcançar sua meta.

De

acordo

com

a literatura

na

área, pode-se

afirmar

que

o

número

de empresas que

adotam

essa

forma

de gestão ainda é reduzida, pelo

menos

formalmente,

talvez por não

conhecerem

o processo.

Com

o

aumento

da concorrência,

em

que

qualidade e

bons

preços são

fundamentais, as empresas que não tiverem

um

diferencial competitivo

tendem

a

um

processo de descontinuidade.

Com

isto pretende-se contribuir, através de

uma

avaliação,

como

a informação Contábil

pode

auxiliar

no

processo de Planejamento

estratégico,

no

aspecto de controle gerencial, e na implementação de estratégias na

(9)

1.3

OBJETIVOS

O

objetivo geral desta pesquisa é avaliar

como

a Informação contábil

pode

auxiliar

no

Planejamento estratégico. '

Para alcançar este objetivo geral, tem-se

como

específicos:

0

Definir

os conceitos de planejamento, estratégia, controle e informação contábil.

0 Identificar as etapas de

um

planejamento estratégico e sua implementação.

0

A

relação entre ia informação contábil e o planejamento estratégico.

0 Enfatizar a importância de

um

planejamento estratégico na gestão de

uma

empresa.

1.4

METODOLOGIA

O

Conhecimento

é o

caminho

pelo qual é possível se conseguir

compreender

determinados fatos e situações. Existem diversas formas de conhecimento, entre eles, o

passado de geração para geração de

forma

informal, empírico, e

o

científico que é real,

porque lida

com

ocorrência

ou

fatos.

Segundo

Lakatos e

Marconi

(1991 : 17)

O

conhecimento científico consiste na evidência dos fatos

observados e experimentalmente controlados.

Mas

de acordo

com

Rey

(1993:O7)

O

conhecimento científico apoia-se no raciocínio lógico,

para deduzir outras informações ou alcançar novas

aplicações a partir de leis ou conceitos gerais.

E

baseia-se

no método indutivo para chegar àquelas generalizações oua

hipóteses que permitirão programar novos ensaios e

experimentos.

Para que se possa adquirir estes conhecimentos, utiliza-se vários métodos, entre eles a pesquisa.

A

realidade

nunca

é evidente é preciso interpretar,

com

isto a pesquisa

se

tomou

instrumento fundamental, pois é o procedimento científico que leva a

circunscrever, delimitar, fragmentar, analisar e relacionar o que se constitui

o

objeto da

(10)

4

A

Pesquisa é

um

tratamento de investigação que

tem

por

objetivo descobrir respostas para dúvidas e indagações,

_ através do emprego de processo científico.

Mas

de acordo

com

Demo

(1990:34)

Pesquisa se define sobretudo pela capacidade de

questionamento, que não admite resultados definitivos, estabelecendo a provisoriedade metódica

como

fonte

principal da renovação científica.

Para que a pesquisa se

tome

um

processo científico ela deve estar inserida dentro de

um

gênero

de

trabalho científico,

como

a

Monografia.

Para que se possa entender o

que

seria este trabalho científico, vejamos o que diz alguns autores. (Farina

apud

Domingos

Salvador, 1980:32) .

A

monografia é

um

estudo científico de

uma

questão

bem

determinada e limitada, realizado

com

profundidade e de forma exaustiva

Alonso apud

Domingos

Salvador, cita (1980:32)

'

É

a descrição ou tratado especial de determinada parte de

uma

ciência, ou de

um

assunto

em

particular

Americam

Library Association

apud

Domingos

Salvador, (1980:32)

~

É

um

trabalho sistemático e completo sobre

um

assunto

particular, usualmente pormenorizado no tratamento,

mas

não extenso no alcance.

Desta forma, se visualiza a importância de

um

trabalho científico. Para

que

se

possa realizá-lo é preciso escolher

o método

de pesquisa que melhor vier de encontro

com

o

tema ou

assunto

em

pauta. Dentre os vários

métodos

de pesquisa esta

monografia

trabalhará

com

a pesquisa Bibliográfica.

Onde

usará materiais já elaborados (livros,

artigos científicos, etc).

Segundo

Lakatos (l985:66)

A

pesquisa bibliográfica, ou de fontes secundárias,

abrange toda bibliografia já tomada pública

em

relação

ao tema de estudo, desde publicações avulsas, boletins,

jomais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses,

material cartográfico etc., até meios de comunicação

orais: rádio, gravações

em

fita magnética e audiovisuais:

filmes e televisão.

(11)

A

bibliografia pertinente oferece meios para definir,

resolver, não somente problemas já conhecidos,

como

também

explorar novas áreas onde os problemas não se

cristalizaram suficientemente.

Com

isto, se tentara acrescentar ao material já existente conteúdo de pesquisa

complementar, para salientar a importância e a abrangência

do tema

em

estudo.

1.5

ESTRUTUTRA

DO

ESTUDO

Para poder propiciar o entendimento deste estudo, o. presente trabalho será

dividido

em

03 (três) capítulos, assim discriminados:

-

Na

introdução

do

trabalho aborda-se o problema, os objetivos

do

estudo e a

metodologia aplicada. .

-

O

capitulo

O2

(dois), se refere ao

embasamento

teórico, procurando delimitar os

principais conceitos envolvidos

no

assunto, buscando dar

uma

base' teórica para o

desenvolvimento

do

problema específico.

-

Na

continuidade, o capitulo O3(três) abordará a informação contábil e o controle

gerencial.

(12)

2

EMBASAMENTO

TEÓRICO

Para

uma

melhor

compreensão

do

tema

em

estudo, neste capítulo serão abordados alguns conceitos de Planejamento, estratégia, Planejamento Estratégico,

como

também

a implementação

do

Planejamento Estratégico.

V

2.1

PLANEJAMENTO

“Planejar não é o que vamos fazer amanhã,

mas o que vamos fazer hoje

em

antecipação do amanhã.” ( Adizes)

Com

a necessidade de se

tomarem

mais .eficientes e competitivas, as empresas

começaram

a se organizar,

com

isto, surgiu o planejamento.

O

Planejamento não

pode

ser considerado»

um

ato isolado, ele deve ser visto

como

um

processo feito-dezações

inter-relaciónadas e interdependentes que visa alcançar metas previamente estabelecidas

e

também

deve ser considerada a necessidade de os objetivos serem viáveis.

Segundo

Lopes

( l9_78: 03)

O

Planejamento do ponto de vista empresarial consiste, no

seu sentido mais lato,

em

um

processo que estabelece

objetivos, define linhas de ação e planos detalhados para

atingi-los e determina os recursos necessários à consecução

dos mencionados objetivos.

Com

isto se verifica que planejar é pensar

em

termos definidos sobre

o

futuro

da

organização,

como

ela deverá chegar à posição que os gestores almejam,

como

combater os riscos e

como

tirar partido das vantagens previsíveis,

ou

seja, ele visa definir hoje que resultados

devem

ser alcançados

no

futuro, e de que

fonna

se

conseguirá. '

V _

Outro aspecto a destacar é o grande

número

de “vícios” e paradigmas organizacionais que afetam a sua operacionalização, isto é, cada empresa possui

(13)

culturas e formas de gestão diferentes,

provocando

interferências de

ordem

prática

na

sua implementação, contribuindo para reforçar a idéia de complexidade que lhe é

característica.

Por

isto de acordo

com

Oliveira (1999: 34)

A

atividade de planejamento é complexa

em

decorrência de

sua própria natureza, qual seja, a de

um

processo contínuo

de pensamento sobre o futuro, desenvolvido mediante a determinação de estados futuros desejados e a avaliação de

cursos de ação altemativos a serem seguidos para que tais

estados sejam alcançados.

Com um

planejamento ordenado, é possível, a partir da missão de

uma

organização,

decompor

os objetivos que

vão

traçar a linha de ação por centros de responsabilidade, e

com

isto determinar metas para cada empreendimento, concentrando esforços

em

conformidade

com

os recursos e

com

as prioridades traçadas.

Antony

afirma

que (1976:2l),

9

Planejamento é o processo de decidir sobre que ação deverá ser tomada no futuro.

A

área coberta por inn plano pode ser

um

minúsculo setor da empresa, ou pode ser

toda a empresa. Assim,

uma

decisão quando a se o preço de

um

produto deva ser aumentado 10 centavos é

um

plano,

bem

como

a decisão sobre a fusão ou não da empresa

com

outra.

`

Para se ter mais eficiência e eficácia dentro de

uma

organização,

com

o processo de planejamento cada vez mais elaborado surgiram, formas diferentes de

classifica-lo: Estratégico, Tático e Operacional. '

-

O

PLANEJAMENTO

ESTRATÉGICO

Tem

a participação direta dos níveis mais altos da empresa e diz respeito tanto à formulação de objetivos quanto ao

método

de açao a ser seguido, levando

em

conta as

condições

extemas

e intemas à empresa e sua evolução esperada. Gracioso (1996:22)

cita:

Por definição,

uma

decisão estratégica é toda aquela que

resulta

numa

nova maneira de distribuir ou utilizar os

recursos básicos da empresa. Segue-se que

nem

toda

decisão estratégica é de longo prazo, embora seja,

necessariamente, de longo alcance.

De

qualquer maneira, são decisões que se distinguem das do nível tático, ou

operacional, e envolvem a participação direta dos

(14)

8

-

PLANEJAMENTO

TÁTICO

Tem

por objetivo otimizar determinada área de resultado e não a empresa

como

um

todo, é desenvolvido

em

setores inferiores, tendo

como

finalidade a utilização dos recursos disponíveis para obtenção dos objetivos.

O

planejamento tático

pode

ser

~

considerado a parte administrativa da organização,

onde

se faz as previsoes, e controles

a curto prazo, voltados para os setores intemo da organização.

Segundo

Oliveira (1999z4ó)

O

planejamento tático é desenvolvido

em

níveis

organizacionais inferiores, tendo

como

principal

finalidade a utilização eficiente dos recursos disponíveis

para a consecução de objetivos previamente fixados, segundo

uma

'estratégia predeterminada,

bem como

as

políticas orientativas para o processo decisório da

empresa.

-

O

PLANEJAMENTO OPERACIONAL

Pode

ser considerado

como

a formalização das metodologias de desenvolvimento e implantação estabelecidas, corresponde a

um

conjunto de partes

homogêneas do

planejamento tático.

De

acordo

com

Fischmann

(l991:16),

“Planejamento operacional é

o

que cuida das operações

da

organização (compras, vendas, produção). ”

O

planejamento deve ser elaborado

em

conjunto

com

todos os setores

da

organização, para

que

se possa ter

um

maior engajamento de todas as pessoas envolvidas

no

processo. Apesar de o planejamento estratégico ser desenvolvido

no

âmbito

do

alto nível das organizações, ele até

pode

vir a ser confundido,

com

o tático,

mas

de acordo

com

Ackoff

(1976:O3)

Estratégia e tática são dois aspectos de comportamento.

A

estratégia relaciona-se

com

objetivos de longo prazo e

com

modos

de persegui-los que afetam o sistema

como

um

todo; a tática relaciona-se

com

metas de culto prazo e

com

meios de atingi-las que geralmente afetam somente

uma

parte da empresa.

Embora

não possam ser separadas

(15)

No

processo de planejamento é importante que suas classificações (estratégico,

tático e operacional)

fiquem

integrados e

em

sintonia, para

que

possibilite o

cumprimento

dos objetivos traçados pela organização.

2.2

ESTRATÉGIA

“Desde a sua primeira menção no velho Testamento,

o conceito de estratégia tem sido, perrnanentemente,

uma

questão semântica”.

(Jeffrey Bracker)

As

grandes

mudanças

por que

passam

as corporações hoje,

fazem

com

que

elas

procurem

meios para se sobressaírem e desta

forma

conquistarem

uma

fatia maior

do

mercado, para que

possam

com

isso alavancar seus negócios.

A

palavra estratégia,

tem

sido muito utilizada nos últimos anos,

mas

como

conta a história, ela surgiu a muito tempo, através dos militares. '

Estratégia, de acordo

com

a raiz grega, quer dizer “Arte

do

General” e surgiu

no

ínicio

do

século

XVIII

na literatura militar européia.

A

perfeição na estratégia militar se

atingiria

quando

houvesse derrota completa das forças armadas

do

inimigo através de

rendimento incondicional,

sem

qualquer luta

ou derramamento

de sangue.

A

estratégia, foi inserida

no

âmbito empresarial,

segundo Lopes

(l978:03) por

volta

do

ano de 1953, por

Von Neumann

e Morgenstrin, que descreviam a estratégia

COIIIOI

Estratégia Pura,

como

medida ou série 'de medidas tomadas pela empresa, como, por exemplo, “programas de desenvolvimento de produto”, no qual sucessivos produtos e mercados são claramente definidos.

Estratégia Mista seria

uma

regra de decisão estatística

que definiria qual estratégia pura, especificamente, deveria a empresa selecionar,

em

determinada situação.

_

Com

isto estratégia compreenderia a seleção dos prováveis

caminhos

a serem

seguidos pela organização, selecionados de acordo

com

as suas metas.

O

gestor poderá escolher determinado tipo de estratégia

que

seja

o

mais adequado, tendo

em

vista a sua capacitação e o objetivo estabelecido, entretanto deverá estar ciente que a escolha

(16)

10

poderá nortear o seu desenvolvimento por

um

período de tempo.

Como

diz

Cobra

(1989:59),

“A

escolha dos caminhos mais adequados para atingir os

objetivos tem sido entendido

como

fonnulação

estratégica. Administrar é escolher entre altemativas, a

formulação da estratégia consiste, assim, no processo de

adaptaçao da empresa à variações do meio ambiente.”

Desta forma, apesar de ser

uma

postura consciente de adequação ambiental, a

~

estratégia nao

pode

ser considerada .um sinônimo de sucesso, pois ela exige ingredientes

adicionais. Salienta-se, que a estratégia

não

é o único fator determinante

no

sucesso

ou

fracasso de

uma

empresa, a competência de seus gestores é tao importante quanto a sua

estratégia.

Mas

se ela for adequada poderá trazer extraordinários resultados para o

fiituro de

uma

organização.

Ressaltando, a estratégia empresarial deve ser considerada

uma

opção

inteligente,

econômica

e eficiente,

com

isto se constituirá

uma

“arma” que poderá dispor

uma

organização para otimizar o uso de seus recursos,

podendo

se

tomar

assim mais competitiva, superando a concorrência e explorando melhor as oportunidades.

Segundo

Mills

apud

Oliveira (1999: 179),

As

estratégias empresariais determinam as necessidades

da estnitura organizacional

em

termos de qualificações,

as quais, por sua vez, estabelecem a estrutura de pessoas,

sistemas, estilo administrativo e valores comuns.

As

estratégias são ações desenvolvidas pelas organizações, cuja finalidade é conseguir vantagens sustentáveis sobre seus concorrentes, conseguindo desta maneira

uma

melhor

alocação de recursos e

uma

boa

posição

em

relação ao ambiente

em

que

atua e aos cliente que atende. A

E

para melhor desenvolver as estratégias dentro de

um

processo de gestão, tem- se

como

suporte as políticas e diretrizes organizacionais.

Conforme

Leitão (l995:60)

Diretrizes são orientações que servem

como

condições de

contorno ou limites para a identificação das ações que

operacionalizam as Estratégias

em

busca dos objetivos. Politica é

um

conjunto coerente e integrado de diretrizes.

(17)

2.3

PLANEJAMENTO

ESTRATÉGICO

“O

planejador estratégico está na

mesma

situaçao de

mn

marinheiro que deve reconstruir seu navio

em

alto mar,

sem poder levá-lo a

um

estaleiro”.

( Otto Neurath)

O

Planejamento Estratégico surgiu por voltados anos 60,

como

um

fator chave para melhorar a administração das empresas, alavancar a competitividade e auxiliar os gestores nas

tomadas

de decisões.

O

processo de Planejamento Estratégico, envolve

um

modo

de pensar e este

pensar envolve vários questionamentos, os quais

envolvem

indagações sobre o

que

fazer, para o melhor

desempenho

organizacional.

O

planejamento estratégico

pode

ser

conceituado de duas maneiras diferentes

como

cita Santos (1985: 30)

O

Planejamento Estratégico Intuitivo é,

em

geral,

elaborado por

uma

única pessoa, o Presidente da

organização, não é escrito, envolve

um

horizonte não muito amplo, é baseado na experiência, sentimentos,

julgamentos e pensamento reflexivo, é muito importante

e não deve ser subestimado.

O

Planejamento Estratégico Formal, por sua vez, é

organizado e desenvolvido segundo procedimentos e

produtos, é explícito, permitindo o acompanhamento do

raciocínio, é baseado

em

pesquisa, é participativo e

documentado. '

O

planejamento estratégico formalmente estruturado, pressupõe a necessidade de

um

processo de decisão que deve ocorrer antes, durante e depois de sua elaboração e

implantação na empresa.

Segundo

Oliveira (1999:46)

O

Planejamento estratégico é conceituado

como

um

processo gerencial que possibilita ao executivo

estabelecer o

rumo

a ser seguido pela empresa,

com

vistas a obter 'um nível de otimização na relação da

empresa

com

o seu ambiente.

O

processo

começa

pela determinação dos objetivos definidos, resultantes de

uma

.sistemática de consenso político dos vários centros de poder da empresa.

Além

disso, o planejamento estratégico corresponde ao estabelecimento de

um

conjunto de providências a serem

tomadas

pela administração, pois é

um

processo contínuo,

um

(18)

12

exercício para a

mente

e está diretamente relacionado

com

os objetivos de longo prazo,

isto é, aonde a empresa deseja chegar.

De

acordo

com

Fischmann

(1991 125),

Planeamento J estraté ico é

uma

técnica administrativa

1 g z .

que, através da análise do ambiente de

uma

organização,

cria a consciência das suas oportunidades e ameaças dos

seus pontos fortes e fracos para o cumprimento da sua missão e, através desta consciência, estabelece o

propósito de direção que a organização deverá seguir

para aproveitar as opoitimidades e evitar riscos.”

Neste sentido, o planejamento estratégico representa

uma

metodologia gerencial

que

procura criar

uma

situação de otimização da empresa perante as

mudanças

de seu ambiente, visando usufruir da

melhor

maneira possível das oportunidades,

bem como

evitar as ameaças. Coloca a

empresa

numa

situação ativa, procurando fazer

com

que

a

meta

principal da

empresa

seja cumprida.

Mas,

o planejamento estratégico não deve ser considerado apenas

como

uma

afirmação

das aspirações de

uma

organização, pois inclui

também

o que deve ser feito

para transformar essas aspirações

em

realidade.

De

acordo

com

Steiner

apud

Lopes

( 1978:160),

O

Planejamento Estratégico é o processo que gera

decisões relativas a missão básica da empresa, objetivos

que ela procura atingir e estratégias e diretrizes principais

que orientarão o uso dos recursos à disposição da

empresa, para atingir seus objetivos.

A

utilização do» planejamento estratégico proporciona progresso nos sistemas de

gestão,

uma

vez que introduz a análise estratégica

como

um

importante instrumento

gerencial.

Druker

apud'

Lopes

( 1978: 160) diz:

O

Planejamento Estratégico é

um

processo contínuo de

efetuar decisões empresariais (portanto envolve riscos)

presentes, sistematicamente, e

com

o maior

conhecimento possível do seu futuro, organizando os esforços necessários à execução dessas decisões e

aferindo seus resultados

em

comparação

com

as

expectativas, através de feedback organizado e metódico.

Com

isto

o

planejamento estratégico visa principalmente a eficácia das

organizações,

ou

seja, orientar os esforços na direção mais correta. Para isto

um

dos

fatores potenciais mais importantes dentro de

uma

organização é a habilidade e a rapidez de assimilação e aprendizado de seus gestores,

em

relação as

mudanças do

(19)

ambiente

em

que ela está inserida,

sempre

visando

uma

melhor

adequação e

desenvolvimento de suas políticas e estratégias,

com

a estrutura organizacional.

Conforme

Sandra Figueiredo (l992:3 1)

Planejamento estratégico envolve-se

com

a determinação

dos objetivos e metas da corporação, assim

como

com

o

desenvolvimento de padrões, políticas e estratégias, através das quais eles são alcançados.

~ ~

Enfim,

planejar estrategicamente- é criar condiçoes para que as organizaçoes e

principalmente as pessoas que dela participam,

possam tomar

decisões rápidas ao se

defrontarem

com

as oportunidades e ameaças, e

com

isto otimizar as vantagens competitivas

em

relação ao ambiente concorrencial

em

que

atuam.

2.3.1

EVIPLEMENTAÇÃO

DO

PLANEJAMENTO

ESTRATÉGICO

O

conhecimento detalhado de

uma

metodologia de elaboração e implementação

do

planejamento estratégico nas empresas, fomece"aos gestores a base teórica necessária para otimizar a sua aplicação. -

Para que a organização, através de seus gestores,

possam

desenvolver

métodos

e

planos que possibilitem sua continuidade e próspero desenvolvimento, é preciso antes

enumerar

o que a empresa pretende

com

este

novo

plano. Para isto Oliveira

recomenda

a análise dos seguintes pontos (l999:60):

a) Conhecer e melhor utilizar seus pontos fortes.

Pontos Fortes é diferenciação conseguida pela empresa

(variável controlável) que lhe proporciona

uma

vantagem

operacional no ambiente empresarial.

b) Conhecer e eliminar ou adequar seus pontos fracos.

Pontos Fraco é

uma

situação inadequada da empresa

(variável controlável) que lhe proporciona

uma

desvantagem operacional no ambiente empresarial. c) Conhecer e usufruir as oportunidades extemas.

Oportunidade é a força ambiental incontrolável pela empresa, que pode favorecer a sua ação estratégica, desde que conhecida e aproveitada satisfatoriamente enquanto

(20)

14

d) Conhecer e evitas as ameaças externas.

Ameaça

é a força ambiental incontrolável pela empresa,

que cria obstáculos à sua estratégia,

mas

que poderá ou

não ser evitada, desde que conhecida

em

tempo hábil.

A

escolha pelo planejamento estratégico requer, as vezes,

mudanças

significativas na filosofia"e nos

métodos

gerenciais da maioria das organizações. Pois

o

planejamento estratégico não é implantável por

meio

de simples modificações técnicas

~

nos processos e

métodos

de decisao da organização, ele possui

uma

estrutura própria.

De

acordo

com

Filho (1982:11),

A

premissa do planejamento estratégico é de que as organizações desejam crescer e desenvolver-se fisica e

economicamente no sentido de

uma

evolução positiva para o futuro. Processo de crescimento e

desenvolvimento, porém, não é tão simples, pois a ambiência de mudanças contínuas exige da organização

uma

capacidade de inovação e adaptação constante.

Adaptar-se a

um

novo

ambiente,

com

novas tecnologias e inovação é

uma

luta

para se sobrepor aos diversos obstáculos que poderão surgir, entre eles, pode-se citar os paradigmas organizacionais.

Inovar sempre provoca desafios, por isto é necessário

sempre

vencer obstáculos

organizacionais,_,

como

os vícios existentes na própria empresa. Esses vícios são geralmente processos intemos que prejudicam a operacionalização dos objetivos

organizacionais necessários à implementação

do

planejamento estratégico. Vasconcelos Filho e

Machado

afirmam

que

(1982: 12):

Esses vícios diminuem a possibilidade da congruência dos valores intemos e extemos, prejudicando a

efetividade, eficiência organizacional, vez que a

organização se

toma

fechada ao exame de fatores

extemos.

Desta forma, se

pode

verificar que

uma

das finalidades

do

planejamento

estratégico é vencer estes vícios, que só prejudicam as organizações, estabelecendo assim

um

sentido direcional relevante e oportuno.

Colocando

a empresa

em uma

situação que ela possa conhecer seus fatores controláveis e

também

os fatores externos,

diminuindo

com

isto as incertezas e criando desta forma,

uma

organização eficiente e

(21)

Após

análise

do

que se espera

do

plano, e a descoberta de possíveis vícios

organizacionais é necessário visualizar,

uma

forma

de implementa-lo. Poderá haver diversidade na

forma

de

como

cada organização ira implementar seu plano estratégico,

pois as empresas diferem em: tamanho, diversidade, operações, filosofia, ambiente entre outros.

As

etapas de implementação

do

planejamento estratégico não são consideradas

rígidas, pois

podem

variar de

empresa

para empresa

como

de autor para autor.

As

etapas

são maleáveis, deste

modo

sempre haverá a possibilidade de serem revistas.

Salientando,

embora o

plano estratégico seja feito

com

uma

abrangência de longo prazo, ele deve ser refeito todos os anos para incluir as alterações

que

acontecem

no

ambiente interno e externo

da

organização. _

Para Oliveira (1999:64), as fases

do

planejamento estratégico

podem

ser

resumidas

em

quatro fases:

I Diagnóstico estratégico;

I

Missão

da empresa;

I Instrumentos prescritivos; I Controle e avaliação.

ó

DIAGNÓSTICO

EsTRATÉG1co

É

a fase

em

que se deve analisar todos os aspectos pertinentes aos pontos fortes,

fracos e neutros da empresa (análise intema), assim

como

as oportunidades e

ameaças

do

ambiente (análise externa).

E

com

isto responder a pergunta “qual a real situação

da

empresa?”. Para Filho (l982:94-5)

apud

Edval da Silva Tavares, esta fase é

chamada

de

Análise Ambiental: V

Análise ambiental compreende atividades

u

de mapeamento, classificação e análise de variáveis que

habitam no ambiente (variáveis políticas, econômicas,

tecnológicas, sociais etc), ambiente extemo

(consumidores, concorrentes, sindicatos, etc) e o ambiente intemo (recursos humanos, produtos, etc) .

Fischmann

e

Almeida

(1991), consideram esta fase a da Avaliação do ambiente,

pois determina quais são os pontos fortes e fracos da organização e apresenta quais as

(22)

16

ó

M1ssÃo

DA EMPRESA

É

nesta fase que se determina o

que

a empresa quer ser

ou

aonde se pretende chegar, representa

uma

perspectiva

na

qual a organização decide atuar, avaliando cada

um

dos negócios apresentados, para que se viáveis se

tomarem

assunto de negócio

da

empresa.

É

nesta fase que se pretende responder

“onde

a empresa pretende chegar?”.

Beuren

afirma que (1998:37),

A

Missão de

uma

organização consiste no

fim

mais amplo para a qual ela foi constituída, caracterizando e

direcionando seu

modo

de atuação. Ela é orientadora das

demais defmições,

em

todos os níveis hierárquicos e

areas funcionais, de

uma

organização,

bem como

da

configuração de seus sistemas e subsistemas. '

A

missão da empresa é o ponto mais importante para a qual ela foi criada, é a razão de ser

da

organização, pois serve

como

instrumento na

fixação

de objetivos e

estratégias organizacionais.

O

DISTRUMEN

TOS

PRESCRITIVOS E

QUANTITATIV OS

É

nesta fase que se tenta responder

“como

a empresa

pode

chegar

na

situação

que almeja?”. A

Os

instrumentos prescritivos

determinam

o

que

deve ser feito para alcançar os propósitos estabelecidos pela missão da empresa.

Conforme

Oliveira (1991), para

melhor

utilizar este instrumento utiliza-se 03 (três) etapas:

- Estabelecimento de estratégias e políticas funcionais: conseguidas

através das

estratégias, políticas e diretrizes;

- Estabelecimento de objetivos, desafios e metas;

- Estabelecimento dos projetos e planos de ação: conseguidas através dos

projetos,

programas e planos de ação.

Os

instrumentos quantitativos analisam os recursos necessários e expectativas

de

retomo

para atingir objetivos, desafios e metas e é representa pelo planejamento

(23)

ó

CONTROLE

E

AVALIAÇÃO

Esta fase

tem

a função de assegurar se os objetivos e metas delineados

no

processo de Planejamento Estratégico estão sendo cumpridos e desta forma executar

uma

análise dos desvios estabelecendo ações corretivas. Salientando, Oliveira (l999:241),

Controle pode ser definido

como

uma

funçao do processo

administrativo que, mediante a comparação

com

padrões previamente estabelecidos, procura mediar e avaliar o desempenho e o resultado das ações,

com

a finalidade de

realimentar os tomadores de decisões, de fonna que possam corrigir ou reforçar esse desempenho ou interferir

em

funções do processo administrativo, para assegurar

que os resultados satisfaçam às metas, aos desafios e aos

objetivos estabelecidos.

O

função de controle e avaliação poder ser utilizado

como

instrumento gerencial,

segundo Oliveira (1999: 243) para:

- Corrigir ou reforças o desempenho apresentado;

- informar sobre a necessidade de alterações nas

funções administrativas de planejamento, organização e direção;

- proteger `

os ativos da empresa (financeiros,

tecnológicos, humanos etc.) contra furtos, roubos, desperdícios etc.,

- garantir a manutenção ou aumento de eficiência e

eficácia' na consecução dos objetivos, desafios e

metas da empresa;

- informar se os programas, projetos e planos de ação

estão sendo desenvolvidos de acordo

com

o

estabelecido e apresentando os resultados desejados;

e ,

- informar se os recursos estão sendo utilizados da

melhor maneira possível.

Existe várias maneiras de se implementar

um

planejamento estratégico, apesar de apresentarem formas diferentes de colocação, todos enfatizam a importância de se ter

um

planejamento ordenado e eficaz,

com

etapas

bem

claras e definidas.

A

implementação

do

processo de planejamento estratégico, deve ser integrado

com

as demais funções administrativas e

com

a estrutura organizacional, valorizando as

etapas de avaliação e controle (salientadas por

Rebouças

e Fischmann) para

que

O

(24)

18

Transformar as estratégias

em

ações é valorizar as etapas de implementação

do

plano, fazendo

um

elo de ligação entre o planejamento estratégico, tático e o

operacional.

Na

implementação

do

planejamento estratégico fator crucial para

o

seu sucesso

está diretamente relacionado a valorização das pessoas

buscando tomar

o processo

o

mais participativo possível, engajando todos os setores da organização, desde o chão de

fábrica até a direção da

empresa

e

com

isto integrar as estratégias

com

a cultura

da

organização, possibilitando administrar o processo de

mudanças

necessárias a

implementação

deste

novo

plano.

2.3.2

MODELOS

DE

1M1>LEMENTAÇÃo

A

seguir se apresenta de

forma

compacta, através de quadros demonstrativos, as

etapas de implementação

do

Planejamento Estratégico, segundo

Fischmann

e Almeida,

(25)

Quadro

resumo,

segundo Rebouças

de

Oliveira

apud Edval da

Silva

Tavares (l989:48)

Econômico - Financeiro

O

processo Inicia-se a partir de

: Ex › ctativas e Deseos

Algumas vezes irrealistas quanto aos "destinos da empresa e submetidas a uma avaliação racionale

criteriosa das:

O

1 ortunidades

Em

tennos de : Que prejudicarão

Mercados a explorar a empresa e suas

Recursos a aproveitar oportunidades

considerando a realidade da empresa como seus Pontos Fortes Pontos Fracos

Pontos Neutros

Tudo isso "dentro" do horizonte estabelecido pela

E

que deve conduzir a escolha de

Respeitando a ` '

Postura Estratégica

I

Que possibilita o estabelecimento de Macroestratégias - Macropoliticas

|

Que a orientação a formalização de Objetivos Gerais e Funcionais

|

Mais realistas que as expectativas e desejos,

como base para a formulação de Desafios e Metas

I

Quantificados, que permitirão o estabelecimento,

a nível de área funcional, de Estratégias e Políticas

Capazes de: Tirar proveito dos pontos fortes e oportunidades

evitar ou eliminar os pontos fiacos e . u - . .. z . - u ››

e que devem ser traduzidos em Planos de ação e Projetos

Destinados a orientar a operacionalização do

(26)

Modelo

segundo

Vasconcelos

Filho

Apud

Edval da

Silva

Tavares (1989:54)

Sensibilização para o Planejamento Estratégico

I

N

Definição do Negócio e da Missão

I

Análise Ambiental

Marketing

Definição de Macropolíticas da organização

Definição das políticas funcionais da Organização

Políticas

Rec. Política Humanos de Politicas Financeiras Políticas Produção de Pesq.Desenv Políticas de

Definição da Filosofia de Atuação da Organização

Estratégias

Marketing Rec. Humanos Financeiras Produção Pesq. Desenv. Formulação da Macro Estratégias

F ormulação das Estratégias da Organização

Estratégias Estratégias Estratégias Estratégias

Objetivos

Marketing Rec. Humanos Financeiras. Produção Pesq. Desenv. Definiçãodosobjetivos Funcionais da Organização

Objetivos Objetivos Objetivos Objetivos

Definição dos Macroobjetivos da Organização

Elaboração dos Planos de ação

(Metas e Subestratégias)

Checagem da consistência

Plano Estratégico

Preparação dos Quadros

(27)

Etapas

do

Planejamento

Estratégico

e

sua

implementação

1>LANEJA1vmNTo

ESTRATÉGICO

Avaliação Avaliação Estabeleci- Quantifi- das do mento do A

cação Finalização

Estratégias Ambiente Perfil dos

'

Vigente Estratégico Objetivos

Qual é o cami- Concientização Propósito de di- Viabilidade dos Resumo do Pla

nho que a orga- das oportunida- reção que a or- objetivos traça- no Estratégico

nização vem se- des e ameaças e ganização deverá dos. Í em

um

peque-

guindo? Qual é dos pontos for- seguir para apro- no documento.

a sua função? tes e fracos para veitar asoportu-

o cumprimento nidades e evitar

da missão. as ameaças

11vn›LEMENrAÇÃo

~

Preparação Integração Acompanha

Divulgação -

da com o Plano mento

Organização Tático

Transmitir aos Treinamento. Colocar no or- Avaliar e contro-

elementos de Plano de incen- çamento as lar a implemen-

decisão da em- tivos. Mudan- idéias do Pla- tação, para asse-

presa o que se ças de estrutu- nejamento Es- gurar o cumpri-

espera na sua ra Desenvolvi- tratégico, inte- mento da estra-

alçada de atua- mento de siste- grado as deci- tégia estabeleci-

ção. mas de infor- sões admi- da. Se não for

mações. nistrativas e possivel o cum-

operacionais primento, alte-

com as estra- rar a estratégia.

(28)

22

Ao

analisar os três autores, pode-se destacar alguns pontos diferentes,

com

algumas

divergências:

-

A

determinação dos

propósitos, citada por Oliveira, eqüivale ao ponto

denominado

definição

do

negócio e da missão, apresentada por Vasconcelos Filho e

subentendida por Fischmann.

- Oliveira trata da determinação da missão após

a análise ambiental, Vasconcelos Filho faz na

ordem

inversa e

Fischmann

não cita a missão diretamente no quadro,

por tratar-se de

uma

abordagem

simplificada.

V

- Oliveira

afirma

que

a determinação

da

postura

estratégica equivale

ao

ponto

denominado

formulação da macro-estratégias representada por Vasconcelos Filho e

equivale ao

ponto denominado

formulação de estratégia altemativa citada por Fischmann.

Ao

analisar os três autores se

pode

constatar

que

apesar da

forma

diferente de implementar

o

planejamento estratégico, todos enfatizam a importância de

uma

plano ordenado e coerente

com

os objetivos

da

organização.

Com

isto, neste ambiente concorrencial

um

diferencial significativo para as

empresas é o grau de engajamento dos

modelos

mentais das pessoas

que

participam

da

organização,

em

relação as metas e estratégias por ela pretendidas.

É

neste processo de trabalhar

com

os

modelos

mentais que entra a informação contábil.

(29)

Após

se analisar os

métodos

de implementação

do

Planejamento Estratégico,

aborda-se a Contabilidade e a informação Contábil

como

instrumento para o processo

de Planejamento Estratégico. '

3.1

A

CONTABILIDADE

A

contabilidade surgiu

com

o intuito de controlar o patrimônio de

uma

entidade

e da '

necessidade dos gestores

do

patrimônio

em

conhecer, controlar, avaliar os

resultados, e desta formaobter informações sobre a rentabilidade de seus produtos, bens

e serviço.

A

contabilidade

pode

ser considerada

como

um

sistema de informação,

que

será utilizada pelos. usuáriosrcomo

instmmento

de gestão empresarial e até para

fins

de

~

gestao de seu próprio patrimônio.

Segundo Marion

(1998: 128)

A

contabilidade surgiu basicamente da necessidade dos donos de patrimônio que desejavam mensurar, acompanhar a variação e controlar suas riquezas. Daí, pode-se afirmar que a Contabilidade surgiu

em

função de

um

usuário específico, o

homem

proprietário de

patrimônio que, de posse das infonnações contábeis,

passa a conhecer melhor sua “saúde” econômica-

financeira, tendo dados para propiciar tomadas de

decisões mais adequadas.

Para conseguir

acompanhar

as

mudanças que

estão ocorrendo e melhor fornecer informações aos seus usuários, a contabilidade

vem

ampliando seu

campo

de atuação direcionando suas idéias para

novos

enfoques.

Um

desses

novos

conceitos é a contabilidade gerencial

que

viabiliza a utilização da- informação na elaboração e

na

comunicação

de estratégias-através de diferentes formas de gestão, exemplo:

o

processo

(30)

24

A

contabilidade gerencial pode ser caracterizada,

superficialmente,

como

um

enfoque especial conferido a

várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e

tratados na contabilidade fmanceira, na contabilidade de

custos, na análise financeira e de balanço etc., colocados

numa

perspectiva diferente,

num

grau de detalhamento mais analítico ou

numa

forma de apresentação e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gestores das entidades

em

seu processo decisório.

Salientando,

Anthony

cita (1979: 17)

A

contabilidade gerencial, preocupa-se

com

a informação contábil útil à administração.

A

contabilidade gerencial está voltada para

uma

melhor

utilização dos recursos

econômicos

- financeiros da organização, fornecendo instrumentos

que

possibilita aos gestores, através de

um

sistema de informação, melhorar o

desempenho

das firnções organizacionais.

3.2

A INFORMAÇÃO

coNTÁBrL

“Numa

sociedade industrial, o recurso estratégico é o

capital, mas

em

urna sociedade da era pós-industrial éa

informação”.

( Daniel Bell)

As

organizações freqüentemente se

deparam

com

situações

em

que são obrigadas a

tomarem

decisões, sendo que estas

podem

estar relacionadas

com

o futuro,

por isto, dentro de

uma

empresa

há a necessidade de se terem informações corretas

que

subsidiem estas decisões. `

Desta forma, os gestores responsáveis pela administração da empresa, precisam de informações eficientes e rápidas para ajuda-los a executarem seus trabalhos,

com

isso, a informação contábil se

tomou

fundamental aos 'gestores empresariais.

Segundo

Iudicibus (1986:24), '

O

administrador inteligente, que sabe usar a informação

(31)

um

poderoso instrumental de trabalho que lhe pennite tomar

decisões visando ao futuro

com

maior segurança,

bem como

conhecer a situação atual e o grau de aceito ou desacerto de

suas decisões passadas. '

Mas

as informações contábeis fornecidas aos gestores não se limitam apenas ao conjunto das demonstrações contábeis, de acordo

com Homgren

(1985), ele constitui o mais importante subsistema de informações, que

tem

a finalidade de atender as

necessidades dos usuários

extemos

e intemo da organização.

A

qualidade da informação

pode

ser

mensurada

pelo grau de satisfação

do

usuário,

onde

a informação não deve custar mais

do

que o valor dos beneficios

que

ela

pode

gerar para a organização.

Conforme Padoveze

(l994:33)

Pam

que a informação contábil seja usada no processo de

administração, é necessário que essa informação contábil

seja desejável e útil para as pessoas responsáveis pela

administração da entidade. Para os administradores que buscam a excelência empresarial, urna informação,

mesmo

que útil, só é desejável se conseguida a

um

custo

adequado e interessante para a entidade.

A

informação

não-'pode custar mais do que ela pode valer para a

administração da entidade.

Masrpara

alcançar seu objetivo, que é

fomecer

informações relevantes aos seus

usuários, a contabilidade deverá verificar qual a informação que se

toma

relevante para cada tipo de usuário.

Conforme Bio

(1985:97),

um

sistema de informação deve:

. - Produzir

infonnações realmente necessárias,

em

tempo hábil e confiáveis, atendendo aos requisitos

operacionais e de tomada de decisões o que tais

informações

devem

atender;

- Ter por base políticas capazes de assegurar o atingimento dos objetivos, de maneira direta, simples

e eficiente;

- Integrar-se a

uma

estrutura de organização lógica

e

auxiliar a coordenação entre as diferentes unidades

organizacionais por ele interligadas. - Ter

um

fluxo-total de procedimentos

( internos e

extemos ao processamento) racional, integrado,

rápido e de menor custo possivel;

- Conter dispositivos de controle intemo que garantam

a confiabilidade das informações de saída

Segundo

Iudícibus,

embora

um

conjunto básico de informações fornecidos pelos

(32)

"

_26

número

de usuários, a Contabilidade ainda deve ter flexibilidade para fornecer

~

informaçoes diferenciadas para os vários tipos de usuários. _

Uma

das funções da informação é a de atuar

como

elemento de ligação entre as estratégias definidas pela organização e sua execução, pois ela

pode

ser

um

elo

que

visualiza os objetivos projetados pela organização,

com

os trabalhos que estão sendo executados.

Esta ligação

pode fomecer

informações através

da

qual a organização

pode

adquirir conhecimentos e adaptar suas estratégias ao ambiente competitivo

em

que

está

inserida.

Segundo

Mcgee

e Prusak (1995 : 17),

Os

executivos de alto nível precisam começar a

determinar claramente o papel que a informação vai

desempenhar no projeto e execução da estratégia

competitiva de suas empresas, ou se arriscarão a ficar

numa

posição de desvantagem perante seus concorrentes

. mais capacitados no que se refere a informação.

Esta informação

como

instrumento de gestao de

uma

organização, é condição indispensável para o sucesso da empresa.

Com

isto é essencial ter a disposição dados

atualizadas e

também

meios que o

façam

chegar rapidamente ao conhecimento dos

gestores.

O

tipo de informação necessária para a correta gestão da organização

depende

do

uso

que

dela se irá fazer.

Conforme

Iudicibus (1986: 24),

Além

destes demonstrativos básicos de finais de

um

periodo contábil, a Contabilidade fornece aos administradores

um

fluxo

contínuo de informações sobre os

mais variados aspectos da gestão financeira e econômica

das empresas.

A

utilidade da informação contábil existe

quando

um

elo de ligação entre as

estratégiasdefinidas pela organização e sua execução.

Pois fornece informaçoes sobre o ambiente , sobre a competitividade e auxilia os

gestores a localizarem tanto as

ameaças

quanto as oportunidades fazendo

com

que

a

empresa

desenvolva suas políticas e diretrizes competitivas de

forma

mais eficazes,

conforme

estabelecidas

no

processo de planejamento estratégico.

Segundo

Mcgee

e

Pmsak

(1994z2ó)

Informação e tecnologia da informação têm sempre desempenhado papéis tanto na definição quanto na execução de

uma

estratégia.

Têm

um

papel a representar

(33)

no aperfeiçoamento da definição de estratégias

competitivas, na capacidade de executar essas estratégias e na habilidade necessária para garantir que estratégias e

execução

permaneçam

sincronizadas entre si e

com

0

ambiente competitivo.

O

aumento

da complexidade e da competitividade

do mercado

requer

que

a

contabilidade produza informaçoes cada vez mais úteis e

em

sintonia

com

os objetivos estabelecidos pela organização,

onde

a qualidade das informações contábeis

deve

ser integrada as metas e políticas traçadas pela

empresa no

processo de planejamento

estratégico.

Conforme Bio

(l985:l21), as informações gerenciais de qualidade

caracterizam-se por ser:

- Comparativas: especialmente quando as

informações refletem a comparação dos planos

com

a execução.

-

A Confiáveis: o usuário precisa

acreditar na informação

para se sentir seguro ao decidir.

- Geradas

em

tempo

hábil:

uma

informação, especialmente se voltada para o controle, deve estar

tão próxima do acontecimento quanto for possível...

-

De

nível de detalhamento adequado:... as

informações

devem

aparecer

num

nível de ponnenores adequado ao nível do usuário...

- Por exceção: informar “por exceção” significa ressaltar o que é relevante, destacar as exceções.

3.3

CONTROLE

GERENCIAL

E

A

CONTABILIDADE

Para

que

os gestores consigam avaliar se o processo de planejamento estratégico

implementado

pela organização esteja sendo cumprido, é necessário avaliar e controlar

todas as

tomadas

de decisões.

Segundo

Iudicibus pode-se conceituar controle

como

(1975z2ó)

Controle pode ser conceituado

como

um

processo pelo qual a administração se certifica, na medida do possível

de que a organização está agindo de conformidade

com

os planos e políticas traçados pela administração.

Segundo Anthony

(l979:20),

um

importante processo

no

qual se usa a

(34)

28

É

o processo de assegurar que os recursos são obtidos e aplicados efetiva e eficientemente na realização dos

objetivos da organização.

O

controle gerencial é

uma

função importante desenvolvida pelos gestores,

~

tendo

como

propósito fundamental praticar açoes

que tenham

os melhores interesses

para a organização.

A

função de controle gerencial é a

que

confere

dinamismo

ao processo de planejamento estratégico

como

um

todo, pois pressupõe

uma

atividade de avaliação não só

do

processo

em

si,

mas

também

das pessoas

que

trabalham

na

- ~

organizaçao.

E

é através deste controle que se consegue visualizar se as metas e diretrizes estabelecidas estão -sendo

confirmadas ou

não, permitindo a correção e

também

conseguir visualizar os resultados conseguidos

com

a concretização das ações.

Sua

função principal é contribuir

com

o planejamento feito pela organização.

Segundo

Athony

&

Dearden

(1980:88),

Um

sistema de controle gerencial tem a função de

facilitar o planejamento que é exigido para implementar

estratégias de companhia, de motivar os gerentes a atingir

as metas da companhia e a medir o desempenho

em

relação à execução destas metas. `

Um

eficiente -sistema de informação, contribui satisfatoriamente para

um bom

desempenho

da função de controle, pois revela a necessidade de ações corretivas

em

tempo

hábil, possibilitando aos gestores julgar e avaliar seu plano estratégico e se

necessário sugerir

mudanças

e até reavalia-lo.

E

para auxiliar neste processo tem-se o

.sistema de Feedback,

que

produz informações sobre decisões e ações realizadas pelos gestores das organizações.

Conforme

Sandra Figueiredo (1992:27) -

O

sistema de Feedback é

também

um

instrumento de

controle nas decisões, pois proporciona meios de

avaliação contínua do desempenho corrente

em

face do planejamento estratégico.

No

processo de controle das estratégias e políticas estabelecidas pela organização o

Orçamento

é

um

dos principais instrumentos, pois faz o planejamento das

atividades da organização, por

um

certo período específico de tempo,

nonnalmente

anual

com

controles periódicos e reúne as atividades estabelecidas por todos os setores

da organização

em

um

único documento.

Padoveze define

que (1994:333)

O

objetivo do plano orçamentário não é apenas prever o que vai acontecer e seu posterior controle. Ponto básicoe,

(35)

entendemos, fundamental é o processo de estabelecer e

coordenar objetivos para todos as áreas da empresa, de forma tal que todos trabalhem sinergicamente

em

busca dos planos de lucros.

Enfatizando

Homgren

(1985 : 1 17) cita:

Um

orçamento é

uma

expressão quantitativa formal de

planos da administração, Orçamento geral resume os

objetivos de todos as subunidades de

uma

organização -

vendas, produção, distribuição e finanças...Orçamento

geral normalmente consiste

num

demonstrativo de lucro

futuro esperado... Estes demonstrativos são o ponto culminante de

uma

série de decisões de planejamento baseados

num

exame

detalhado e rigoroso do futuro da

organização.

Mas

as empresas, tanto de

pequeno

como

de

médio

porte, geralmente

não

utilizam esta

forma

de controle

como

instrumento gerencial,

o que

acarreta

desvantagem

concorrencial. Pois

com

um

sistema orçamentário seria muito mais fácil à

tomada de

decisões.

Conforme

afirma Valerio (1996:102), sobre pesquisa realizada

na

região

da

grande Florianópolis,

Micro e pequenas empresas, na sua grande maioria, não

chegam

a utilizar os orçamentos

como

uma

forma de

otimizar o gerenciamento. Administram-nas simplesmente através da intuição do proprietário, ou

em

algumas vezes dos gerentes, e do controle contábil da sua

empresa, dispensando métodos científicos provindos da Administração que, certamente preparariam-na melhor para suas atividades durante seu exercício comercial e/ou

industrial. ,

Por

este motivo, pode-se considerar as formas de controle fundamental

no

processo de planejamento estratégico, pois elas possibilitam a verificação de possíveis

falhas e

fomecem

informações úteis para a correção de seus objetivos. Estas falhas

Referências

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