CENTRO
sOc1O-ECONOMICO
EDEPARTAMENTO
DE
CIÊNCIAS
CONTÁBEIS
~ 1 '_
A
INFORIVIAÇAO
CONTABIL
COMO
INSTRUTVIENTO
NO
PROCESSO
DE
PLANEJA1\/1ENTO'EsTRATEG1cO
ELIZANDRA
FERNANDES
UNTVERSIDADE
FEDERAL
DE
SANTA CATARINA
CENTRO
SÓCIO-ECONÓMICO
DEPARTAMENTO DE
CIÊNCIAS
CONTÁBEIS
A
INFORMAÇÃO
CONTÁBIL
COMO
TNSTRUMENTO
NO
PROCESSO
DE PLANEJAMENTO
ESTRATÉGICO
Trabalho de Conclusão de Curso submetido ao
Departamento
de Ciências Contábeis,do
Centro Sócio-Econômico, da Universidade Federal de Santa Catarina,como
requisitoparcial para a obtenção
do
grau de Bacharelem
Ciências Contábeis.Acadêmico:
ELIZANDRA FERNANDES
Orientador:
PROF.
.TOISSEANTONIO LORANDI
- AM. Sc.PROCESSO
DE PLANEJAMENTO
ESTRATÉGICO
Autora:
ELIZANDRA
FERNANDES
Esta
monografiafoi
apresentadacomo
trabalho de conclusãodo Curso
de Ciências Contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina, obtendo a nota médiade..aLO
atn`buída pela banca constituída pelos professores abaixo nominados.
Florianópolis,
novembro
de 1999.v
Cm'
lProf.
Maria
De
ze Henriq CasagrandeProfessores
que
compuseram
a banca:V i '
' -”
~to~.Sc.
PresidenteWwh
~ Prof arcos
Lafiin
- M.Sc.Membro
¿«»z~,‹L-¿\/
OTr
. Flávio daCruz
-
M.Sc.1
AGRADECIMENTOS
Agradeço
a Deus, porme
conceder saúde, força e determinação para- aconcretização de mais
uma
meta.Aos meus
pais, Sandra e Elpídio, pelo apoio e pela oportunidade que sempreme
deram
de estudar,meus
irmãos, Geverson, Diogo, Giscard e Elisangela pelo carinho ecompreensão.
Meus
agradecimentos aoDepartamento
de Ciências contábeis, àCoordenação
de Curso, aos Professores,em
especial ao Professor Joisse,meu
orientador, pelas horas de paciência e pela atenção que dispensou nestetempo
de preparação.Aos
amigos e colegas de Cursoque
comigo
enfrentaram as adversidades e festejaramas alegrias.
Enfim, meus
mais sinceros agradecimentos aoamigo
e companheiro Baldoino, a pessoaque
mais contribuiu para a concretizaçao deste objetivo, pelo carinho,compreensão
e principalmente peloamor
e atenção queme
dedicou.coração jamais sofreu
quando
em
busca de seus sonhos.
Só
uma
coisatoma
um
sonhoimpossível: o
medo
de fracassar.SUMÁRIO
1INTRODUÇÃO
1.1CONSIDERAÇÕES
INICIAIS
1.2PROBLEMA
1.3OBJETIVOS
1.4METODOLOGIA
1.5ESTRUTURADO
ESTUDO
2
EMBASAMENTO
TEÓRICO
2.1PLANEJAMENTO
2.2ESTRATÉGIA
Ç 2.3»PLANEJAMENTO
ESTRATÉGICO
2.3.1
IMPLEMENTAÇÃO
DO
PLANEJAMENTO
ESTRATÉGICO
2.3.2
MODELOS
DE IMPLEMENTAÇÃO
3
A INFORMAÇÃO
CONTÁBIL
3.1CONTABILIDADE
É 3.2INFORMAÇÃO
CONTÁBIL
3.3CONTROLE
GERENCIAL
3 .3.I
AVALIAÇÃO
DE
DESEMPENHO
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
Esse capítulo objetiva dar
uma
visão geraldo que
será abordadono
estudo,bem
como
indicar a metodologia de pesquisa que será utilizadano
desenvolvimentodo
mesmo.
Será divididoem
O3 (três) partes nas quais são definidas as diretrizes do estudo.1.1
CONSIDERAÇÕES
INICIAIS
As
grandesmudanças
globaisque
estão ocorrendo nas políticas econômicasafeta principalmente as corporações.
A
política de globalização adotada pelo país nos últimos anos,no
aspecto deuma
maior aberturado mercado
nacional aos produtosestrangeiros, foi
um
dos fatores que contribuíram para estas mudanças,pois fez
aumentar a concorrência e imprimir a qualidade
como
fator chave de sucesso. Desta forma, as empresas tiveram que melhorar seus produtos parapoderem
competircom
os importados das mais diversas nacionalidades.Como uma
das conseqüências deste fato, a estrutura.e omodelo
de gestão organizacional tornaram'-se vitais para a continuidadedas empresas neste
novo
mercado.Neste ambiente competitivo
em
que está se vivendo, o processo de gestão e aestrutura da empresa se
toma
importante, pois é elaque
definiráe tomará as decisões para o futuro da organização.
Definindo
um
planejamento, os gestorestem
condições demontar
uma
linha de ação quevenha
de encontrocom
ameta
estabelecida.Salientando,
a
meta da
empresa consisteno
fim
maisamplo
parao
qual ela foi constituída.A
contabilidade surgiucom
a necessidade de se controlar melhor o patrimônio deuma
entidade,com
isto seu objeto erao
Patrimônio.Hoje
o patrimônio continua sendo o objeto da contabilidademas
com
outro enfoque, visando não só osbens,
~ ~
direitos e obrigações,
mas
também,
as alterações emodificaçoes
nos seus valores2
Ao
longo dos anos os gestorescomeçaram
a perceber, deforma
crescente,que
os demonstrativos contábeis se
tomaram
uma
fonte de informação de grande utilidade.Desta
forma acompanhando
as mudanças, a Contabilidade dimensionou sua atuação para várias áreas, entre elas a Contabilidade Gerencial,onde
viabiliza a utilizaçãoda
informação na elaboração e na
comunicação
de estratégias, através de diferentes formas de gestão.Neste sentido, a informação se
tomou
instrumento fundamental nestanova
visão de gerenciamento, e o planejamento não significa apenas organizar e direcionar, planejar étambém
estratégia.Com
isto, surgiu o Planejamento Estratégico,um
processo de gestao que busca auxiliar as empresas natomada
de decisões eno cumprimento
de sua meta.~
A
informaçao contábil'em
sintoniacom
o
planejamento estratégico setomou
um
instrumento, para que os gestores das organizações
possam tomar
decisões a respeitodos objetivos fiituros.
Assim
precisam' conhecer profundamente a organizaçãoque
estásob `sua responsabilidade, o ambiente
onde
operam,bem como
a situação atualdo
mercado, para que
possam
avaliar da melhorforma
_possível o impacto de suas decisões.1.2
PROBLEMA
O' planejamento estratégico surgiu
com
o
intuito de auxiliar os gestoresna
administração das organizações, ecom
isto auxiliarno
seudesempenho
para poder alcançar sua meta.De
acordocom
a literaturana
área, pode-seafirmar
queo
número
de empresas queadotam
essaforma
de gestão ainda é reduzida, pelomenos
formalmente,talvez por não
conhecerem
o processo.Com
oaumento
da concorrência,em
que
qualidade ebons
preços sãofundamentais, as empresas que não tiverem
um
diferencial competitivotendem
aum
processo de descontinuidade.Com
isto pretende-se contribuir, através deuma
avaliação,
como
a informação Contábilpode
auxiliarno
processo de Planejamentoestratégico,
no
aspecto de controle gerencial, e na implementação de estratégias na1.3
OBJETIVOS
O
objetivo geral desta pesquisa é avaliarcomo
a Informação contábilpode
auxiliar
no
Planejamento estratégico. 'Para alcançar este objetivo geral, tem-se
como
específicos:0
Definir
os conceitos de planejamento, estratégia, controle e informação contábil.0 Identificar as etapas de
um
planejamento estratégico e sua implementação.0
A
relação entre ia informação contábil e o planejamento estratégico.0 Enfatizar a importância de
um
planejamento estratégico na gestão deuma
empresa.1.4
METODOLOGIA
O
Conhecimento
é ocaminho
pelo qual é possível se conseguircompreender
determinados fatos e situações. Existem diversas formas de conhecimento, entre eles, o
passado de geração para geração de
forma
informal, empírico, eo
científico que é real,porque lida
com
ocorrênciaou
fatos.Segundo
Lakatos eMarconi
(1991 : 17)O
conhecimento científico consiste na evidência dos fatosobservados e experimentalmente controlados.
Mas
de acordocom
Rey
(1993:O7)O
conhecimento científico apoia-se no raciocínio lógico,para deduzir outras informações ou alcançar novas
aplicações a partir de leis ou conceitos gerais.
E
baseia-seno método indutivo para chegar àquelas generalizações oua
hipóteses que permitirão programar novos ensaios e
experimentos.
Para que se possa adquirir estes conhecimentos, utiliza-se vários métodos, entre eles a pesquisa.
A
realidadenunca
é evidente é preciso interpretar,com
isto a pesquisase
tomou
instrumento fundamental, pois é o procedimento científico que leva acircunscrever, delimitar, fragmentar, analisar e relacionar o que se constitui
o
objeto da4
A
Pesquisa éum
tratamento de investigação quetem
porobjetivo descobrir respostas para dúvidas e indagações,
_ através do emprego de processo científico.
Mas
de acordocom
Demo
(1990:34)Pesquisa se define sobretudo pela capacidade de
questionamento, que não admite resultados definitivos, estabelecendo a provisoriedade metódica
como
fonteprincipal da renovação científica.
Para que a pesquisa se
tome
um
processo científico ela deve estar inserida dentro deum
gênerode
trabalho científico,como
aMonografia.
Para que se possa entender oque
seria este trabalho científico, vejamos o que diz alguns autores. (Farinaapud
Domingos
Salvador, 1980:32) .A
monografia éum
estudo científico deuma
questãobem
determinada e limitada, realizado
com
profundidade e de forma exaustivaAlonso apud
Domingos
Salvador, cita (1980:32)'
É
a descrição ou tratado especial de determinada parte deuma
ciência, ou deum
assuntoem
particularAmericam
Library Associationapud
Domingos
Salvador, (1980:32)~
É
um
trabalho sistemático e completo sobre
um
assuntoparticular, usualmente pormenorizado no tratamento,
mas
não extenso no alcance.
Desta forma, se visualiza a importância de
um
trabalho científico. Paraque
sepossa realizá-lo é preciso escolher
o método
de pesquisa que melhor vier de encontrocom
o
tema ou
assuntoem
pauta. Dentre os váriosmétodos
de pesquisa estamonografia
trabalhará
com
a pesquisa Bibliográfica.Onde
usará materiais já elaborados (livros,artigos científicos, etc).
Segundo
Lakatos (l985:66)A
pesquisa bibliográfica, ou de fontes secundárias,abrange toda bibliografia já tomada pública
em
relaçãoao tema de estudo, desde publicações avulsas, boletins,
jomais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses,
material cartográfico etc., até meios de comunicação
orais: rádio, gravações
em
fita magnética e audiovisuais:filmes e televisão.
A
bibliografia pertinente oferece meios para definir,resolver, não somente problemas já conhecidos,
como
também
explorar novas áreas onde os problemas não secristalizaram suficientemente.
Com
isto, se tentara acrescentar ao material já existente conteúdo de pesquisacomplementar, para salientar a importância e a abrangência
do tema
em
estudo.1.5
ESTRUTUTRA
DO
ESTUDO
Para poder propiciar o entendimento deste estudo, o. presente trabalho será
dividido
em
03 (três) capítulos, assim discriminados:-
Na
introduçãodo
trabalho aborda-se o problema, os objetivosdo
estudo e ametodologia aplicada. .
-
O
capituloO2
(dois), se refere aoembasamento
teórico, procurando delimitar osprincipais conceitos envolvidos
no
assunto, buscando daruma
base' teórica para odesenvolvimento
do
problema específico.-
Na
continuidade, o capitulo O3(três) abordará a informação contábil e o controlegerencial.
2
EMBASAMENTO
TEÓRICO
Para
uma
melhorcompreensão
dotema
em
estudo, neste capítulo serão abordados alguns conceitos de Planejamento, estratégia, Planejamento Estratégico,como
também
a implementaçãodo
Planejamento Estratégico.V
2.1
PLANEJAMENTO
“Planejar não é o que vamos fazer amanhã,
mas o que vamos fazer hoje
em
antecipação do amanhã.” ( Adizes)Com
a necessidade de setomarem
mais .eficientes e competitivas, as empresascomeçaram
a se organizar,com
isto, surgiu o planejamento.O
Planejamento nãopode
ser considerado»
um
ato isolado, ele deve ser vistocomo
um
processo feito-dezaçõesinter-relaciónadas e interdependentes que visa alcançar metas previamente estabelecidas
e
também
deve ser considerada a necessidade de os objetivos serem viáveis.Segundo
Lopes
( l9_78: 03)O
Planejamento do ponto de vista empresarial consiste, noseu sentido mais lato,
em
um
processo que estabeleceobjetivos, define linhas de ação e planos detalhados para
atingi-los e determina os recursos necessários à consecução
dos mencionados objetivos.
Com
isto se verifica que planejar é pensarem
termos definidos sobreo
futuroda
organização,
como
ela deverá chegar à posição que os gestores almejam,como
combater os riscos ecomo
tirar partido das vantagens previsíveis,ou
seja, ele visa definir hoje que resultadosdevem
ser alcançadosno
futuro, e de quefonna
seconseguirá. '
V _
Outro aspecto a destacar é o grande
número
de “vícios” e paradigmas organizacionais que afetam a sua operacionalização, isto é, cada empresa possuiculturas e formas de gestão diferentes,
provocando
interferências deordem
práticana
sua implementação, contribuindo para reforçar a idéia de complexidade que lhe é
característica.
Por
isto de acordocom
Oliveira (1999: 34)A
atividade de planejamento é complexaem
decorrência desua própria natureza, qual seja, a de
um
processo contínuode pensamento sobre o futuro, desenvolvido mediante a determinação de estados futuros desejados e a avaliação de
cursos de ação altemativos a serem seguidos para que tais
estados sejam alcançados.
Com um
planejamento ordenado, é possível, a partir da missão deuma
organização,
decompor
os objetivos quevão
traçar a linha de ação por centros de responsabilidade, ecom
isto determinar metas para cada empreendimento, concentrando esforçosem
conformidadecom
os recursos ecom
as prioridades traçadas.Antony
afirma
que (1976:2l),9
Planejamento é o processo de decidir sobre que ação deverá ser tomada no futuro.
A
área coberta por inn plano pode serum
minúsculo setor da empresa, ou pode sertoda a empresa. Assim,
uma
decisão quando a se o preço deum
produto deva ser aumentado 10 centavos éum
plano,
bem
como
a decisão sobre a fusão ou não da empresacom
outra.`
Para se ter mais eficiência e eficácia dentro de
uma
organização,com
o processo de planejamento cada vez mais elaborado surgiram, formas diferentes declassifica-lo: Estratégico, Tático e Operacional. '
-
O
PLANEJAMENTO
ESTRATÉGICO
“
Tem
a participação direta dos níveis mais altos da empresa e diz respeito tanto à formulação de objetivos quanto aométodo
de açao a ser seguido, levandoem
conta ascondições
extemas
e intemas à empresa e sua evolução esperada. Gracioso (1996:22)cita:
Por definição,
uma
decisão estratégica é toda aquela queresulta
numa
nova maneira de distribuir ou utilizar osrecursos básicos da empresa. Segue-se que
nem
todadecisão estratégica é de longo prazo, embora seja,
necessariamente, de longo alcance.
De
qualquer maneira, são decisões que se distinguem das do nível tático, ouoperacional, e envolvem a participação direta dos
8
-
PLANEJAMENTO
TÁTICO
Tem
por objetivo otimizar determinada área de resultado e não a empresacomo
um
todo, é desenvolvidoem
setores inferiores, tendocomo
finalidade a utilização dos recursos disponíveis para obtenção dos objetivos.O
planejamento táticopode
ser~
considerado a parte administrativa da organização,
onde
se faz as previsoes, e controlesa curto prazo, voltados para os setores intemo da organização.
Segundo
Oliveira (1999z4ó)O
planejamento tático é desenvolvidoem
níveisorganizacionais inferiores, tendo
como
principalfinalidade a utilização eficiente dos recursos disponíveis
para a consecução de objetivos previamente fixados, segundo
uma
'estratégia predeterminada,bem como
aspolíticas orientativas para o processo decisório da
empresa.
-
O
PLANEJAMENTO OPERACIONAL
Pode
ser consideradocomo
a formalização das metodologias de desenvolvimento e implantação estabelecidas, corresponde aum
conjunto de parteshomogêneas do
planejamento tático.De
acordocom
Fischmann
(l991:16),“Planejamento operacional é
o
que cuida das operaçõesda
organização (compras, vendas, produção). ”O
planejamento deve ser elaboradoem
conjuntocom
todos os setoresda
organização, para
que
se possa terum
maior engajamento de todas as pessoas envolvidasno
processo. Apesar de o planejamento estratégico ser desenvolvidono
âmbito
do
alto nível das organizações, ele atépode
vir a ser confundido,com
o tático,mas
de acordocom
Ackoff
(1976:O3)Estratégia e tática são dois aspectos de comportamento.
A
estratégia relaciona-se
com
objetivos de longo prazo ecom
modos
de persegui-los que afetam o sistemacomo
um
todo; a tática relaciona-secom
metas de culto prazo ecom
meios de atingi-las que geralmente afetam somenteuma
parte da empresa.Embora
não possam ser separadasNo
processo de planejamento é importante que suas classificações (estratégico,tático e operacional)
fiquem
integrados eem
sintonia, paraque
possibilite ocumprimento
dos objetivos traçados pela organização.2.2
ESTRATÉGIA
“Desde a sua primeira menção no velho Testamento,
o conceito de estratégia tem sido, perrnanentemente,
uma
questão semântica”.(Jeffrey Bracker)
As
grandesmudanças
por quepassam
as corporações hoje,fazem
com
que
elasprocurem
meios para se sobressaírem e destaforma
conquistaremuma
fatia maiordo
mercado, para que
possam
com
isso alavancar seus negócios.A
palavra estratégia,tem
sido muito utilizada nos últimos anos,
mas
como
conta a história, ela surgiu a muito tempo, através dos militares. 'Estratégia, de acordo
com
a raiz grega, quer dizer “Artedo
General” e surgiuno
ínicio
do
séculoXVIII
na literatura militar européia.A
perfeição na estratégia militar seatingiria
quando
houvesse derrota completa das forças armadasdo
inimigo através derendimento incondicional,
sem
qualquer lutaou derramamento
de sangue.A
estratégia, foi inseridano
âmbito empresarial,segundo Lopes
(l978:03) porvolta
do
ano de 1953, porVon Neumann
e Morgenstrin, que descreviam a estratégiaCOIIIOI
Estratégia Pura,
como
medida ou série 'de medidas tomadas pela empresa, como, por exemplo, “programas de desenvolvimento de produto”, no qual sucessivos produtos e mercados são claramente definidos.Estratégia Mista seria
uma
regra de decisão estatísticaque definiria qual estratégia pura, especificamente, deveria a empresa selecionar,
em
determinada situação._
Com
isto estratégia compreenderia a seleção dos prováveiscaminhos
a seremseguidos pela organização, selecionados de acordo
com
as suas metas.O
gestor poderá escolher determinado tipo de estratégiaque
sejao
mais adequado, tendoem
vista a sua capacitação e o objetivo estabelecido, entretanto deverá estar ciente que a escolha10
poderá nortear o seu desenvolvimento por
um
período de tempo.Como
dizCobra
(1989:59),
“A
escolha dos caminhos mais adequados para atingir osobjetivos tem sido entendido
como
fonnulaçãoestratégica. Administrar é escolher entre altemativas, a
formulação da estratégia consiste, assim, no processo de
adaptaçao da empresa à variações do meio ambiente.”
Desta forma, apesar de ser
uma
postura consciente de adequação ambiental, a~
estratégia nao
pode
ser considerada .um sinônimo de sucesso, pois ela exige ingredientesadicionais. Salienta-se, que a estratégia
não
é o único fator determinanteno
sucessoou
fracasso de
uma
empresa, a competência de seus gestores é tao importante quanto a suaestratégia.
Mas
se ela for adequada poderá trazer extraordinários resultados para ofiituro de
uma
organização.Ressaltando, a estratégia empresarial deve ser considerada
uma
opção
inteligente,
econômica
e eficiente,com
isto se constituiráuma
“arma” que poderá disporuma
organização para otimizar o uso de seus recursos,podendo
setomar
assim mais competitiva, superando a concorrência e explorando melhor as oportunidades.Segundo
Mills
apud
Oliveira (1999: 179),As
estratégias empresariais determinam as necessidadesda estnitura organizacional
em
termos de qualificações,as quais, por sua vez, estabelecem a estrutura de pessoas,
sistemas, estilo administrativo e valores comuns.
As
estratégias são ações desenvolvidas pelas organizações, cuja finalidade é conseguir vantagens sustentáveis sobre seus concorrentes, conseguindo desta maneirauma
melhor
alocação de recursos euma
boa
posiçãoem
relação ao ambienteem
que
atua e aos cliente que atende. A
E
para melhor desenvolver as estratégias dentro deum
processo de gestão, tem- secomo
suporte as políticas e diretrizes organizacionais.Conforme
Leitão (l995:60)Diretrizes são orientações que servem
como
condições decontorno ou limites para a identificação das ações que
operacionalizam as Estratégias
em
busca dos objetivos. Politica éum
conjunto coerente e integrado de diretrizes.2.3
PLANEJAMENTO
ESTRATÉGICO
“O
planejador estratégico está namesma
situaçao demn
marinheiro que deve reconstruir seu navio
em
alto mar,sem poder levá-lo a
um
estaleiro”.( Otto Neurath)
O
Planejamento Estratégico surgiu por voltados anos 60,como
um
fator chave para melhorar a administração das empresas, alavancar a competitividade e auxiliar os gestores nastomadas
de decisões.O
processo de Planejamento Estratégico, envolveum
modo
de pensar e estepensar envolve vários questionamentos, os quais
envolvem
indagações sobre oque
fazer, para o melhor
desempenho
organizacional.O
planejamento estratégicopode
serconceituado de duas maneiras diferentes
como
cita Santos (1985: 30)O
Planejamento Estratégico Intuitivo é,em
geral,elaborado por
uma
única pessoa, o Presidente daorganização, não é escrito, envolve
um
horizonte não muito amplo, é baseado na experiência, sentimentos,julgamentos e pensamento reflexivo, é muito importante
e não deve ser subestimado.
O
Planejamento Estratégico Formal, por sua vez, éorganizado e desenvolvido segundo procedimentos e
produtos, é explícito, permitindo o acompanhamento do
raciocínio, é baseado
em
pesquisa, é participativo edocumentado. '
O
planejamento estratégico formalmente estruturado, pressupõe a necessidade deum
processo de decisão que deve ocorrer antes, durante e depois de sua elaboração eimplantação na empresa.
Segundo
Oliveira (1999:46)O
Planejamento estratégico é conceituadocomo
um
processo gerencial que possibilita ao executivo
estabelecer o
rumo
a ser seguido pela empresa,com
vistas a obter 'um nível de otimização na relação da
empresa
com
o seu ambiente.O
processocomeça
pela determinação dos objetivos definidos, resultantes deuma
.sistemática de consenso político dos vários centros de poder da empresa.Além
disso, o planejamento estratégico corresponde ao estabelecimento de
um
conjunto de providências a seremtomadas
pela administração, pois éum
processo contínuo,um
12
exercício para a
mente
e está diretamente relacionadocom
os objetivos de longo prazo,isto é, aonde a empresa deseja chegar.
De
acordocom
Fischmann
(1991 125),Planeamento J estraté ico é
uma
técnica administrativa1 g z .
que, através da análise do ambiente de
uma
organização,cria a consciência das suas oportunidades e ameaças dos
seus pontos fortes e fracos para o cumprimento da sua missão e, através desta consciência, estabelece o
propósito de direção que a organização deverá seguir
para aproveitar as opoitimidades e evitar riscos.”
Neste sentido, o planejamento estratégico representa
uma
metodologia gerencialque
procura criaruma
situação de otimização da empresa perante asmudanças
de seu ambiente, visando usufruir damelhor
maneira possível das oportunidades,bem como
evitar as ameaças. Coloca a
empresa
numa
situação ativa, procurando fazercom
que
ameta
principal daempresa
seja cumprida.Mas,
o planejamento estratégico não deve ser considerado apenascomo
uma
afirmação
das aspirações deuma
organização, pois incluitambém
o que deve ser feitopara transformar essas aspirações
em
realidade.De
acordocom
Steinerapud
Lopes
( 1978:160),O
Planejamento Estratégico é o processo que geradecisões relativas a missão básica da empresa, objetivos
que ela procura atingir e estratégias e diretrizes principais
que orientarão o uso dos recursos à disposição da
empresa, para atingir seus objetivos.
A
utilização do» planejamento estratégico proporciona progresso nos sistemas degestão,
uma
vez que introduz a análise estratégicacomo
um
importante instrumentogerencial.
Druker
apud'Lopes
( 1978: 160) diz:O
Planejamento Estratégico éum
processo contínuo deefetuar decisões empresariais (portanto envolve riscos)
presentes, sistematicamente, e
com
o maiorconhecimento possível do seu futuro, organizando os esforços necessários à execução dessas decisões e
aferindo seus resultados
em
comparaçãocom
asexpectativas, através de feedback organizado e metódico.
Com
istoo
planejamento estratégico visa principalmente a eficácia dasorganizações,
ou
seja, orientar os esforços na direção mais correta. Para istoum
dosfatores potenciais mais importantes dentro de
uma
organização é a habilidade e a rapidez de assimilação e aprendizado de seus gestores,em
relação asmudanças do
ambiente
em
que ela está inserida,sempre
visandouma
melhor
adequação edesenvolvimento de suas políticas e estratégias,
com
a estrutura organizacional.Conforme
Sandra Figueiredo (l992:3 1)Planejamento estratégico envolve-se
com
a determinaçãodos objetivos e metas da corporação, assim
como
com
odesenvolvimento de padrões, políticas e estratégias, através das quais eles são alcançados.
~ ~
Enfim,
planejar estrategicamente- é criar condiçoes para que as organizaçoes eprincipalmente as pessoas que dela participam,
possam tomar
decisões rápidas ao sedefrontarem
com
as oportunidades e ameaças, ecom
isto otimizar as vantagens competitivasem
relação ao ambiente concorrencialem
que
atuam.2.3.1
EVIPLEMENTAÇÃO
DO
PLANEJAMENTO
ESTRATÉGICO
O
conhecimento detalhado deuma
metodologia de elaboração e implementaçãodo
planejamento estratégico nas empresas, fomece"aos gestores a base teórica necessária para otimizar a sua aplicação. -Para que a organização, através de seus gestores,
possam
desenvolvermétodos
eplanos que possibilitem sua continuidade e próspero desenvolvimento, é preciso antes
enumerar
o que a empresa pretendecom
estenovo
plano. Para isto Oliveirarecomenda
a análise dos seguintes pontos (l999:60):
a) Conhecer e melhor utilizar seus pontos fortes.
Pontos Fortes é diferenciação conseguida pela empresa
(variável controlável) que lhe proporciona
uma
vantagemoperacional no ambiente empresarial.
b) Conhecer e eliminar ou adequar seus pontos fracos.
Pontos Fraco é
uma
situação inadequada da empresa(variável controlável) que lhe proporciona
uma
desvantagem operacional no ambiente empresarial. c) Conhecer e usufruir as oportunidades extemas.
Oportunidade é a força ambiental incontrolável pela empresa, que pode favorecer a sua ação estratégica, desde que conhecida e aproveitada satisfatoriamente enquanto
14
d) Conhecer e evitas as ameaças externas.
Ameaça
é a força ambiental incontrolável pela empresa,que cria obstáculos à sua estratégia,
mas
que poderá ounão ser evitada, desde que conhecida
em
tempo hábil.A
escolha pelo planejamento estratégico requer, as vezes,mudanças
significativas na filosofia"e nos
métodos
gerenciais da maioria das organizações. Poiso
planejamento estratégico não é implantável por
meio
de simples modificações técnicas~
nos processos e
métodos
de decisao da organização, ele possuiuma
estrutura própria.De
acordocom
Filho (1982:11),A
premissa do planejamento estratégico é de que as organizações desejam crescer e desenvolver-se fisica eeconomicamente no sentido de
uma
evolução positiva para o futuro. Processo de crescimento edesenvolvimento, porém, não é tão simples, pois a ambiência de mudanças contínuas exige da organização
uma
capacidade de inovação e adaptação constante.Adaptar-se a
um
novo
ambiente,com
novas tecnologias e inovação éuma
lutapara se sobrepor aos diversos obstáculos que poderão surgir, entre eles, pode-se citar os paradigmas organizacionais.
Inovar sempre provoca desafios, por isto é necessário
sempre
vencer obstáculosorganizacionais,_,
como
os vícios existentes na própria empresa. Esses vícios são geralmente processos intemos que prejudicam a operacionalização dos objetivosorganizacionais necessários à implementação
do
planejamento estratégico. Vasconcelos Filho eMachado
afirmam
que
(1982: 12):Esses vícios diminuem a possibilidade da congruência dos valores intemos e extemos, prejudicando a
efetividade, eficiência organizacional, vez que a
organização se
toma
fechada ao exame de fatoresextemos.
Desta forma, se
pode
verificar queuma
das finalidadesdo
planejamentoestratégico é vencer estes vícios, que só prejudicam as organizações, estabelecendo assim
um
sentido direcional relevante e oportuno.Colocando
a empresaem uma
situação que ela possa conhecer seus fatores controláveis e
também
os fatores externos,diminuindo
com
isto as incertezas e criando desta forma,uma
organização eficiente eApós
análisedo
que se esperado
plano, e a descoberta de possíveis víciosorganizacionais é necessário visualizar,
uma
forma
de implementa-lo. Poderá haver diversidade naforma
decomo
cada organização ira implementar seu plano estratégico,pois as empresas diferem em: tamanho, diversidade, operações, filosofia, ambiente entre outros.
As
etapas de implementaçãodo
planejamento estratégico não são consideradasrígidas, pois
podem
variar deempresa
para empresacomo
de autor para autor.As
etapassão maleáveis, deste
modo
sempre haverá a possibilidade de serem revistas.Salientando,
embora o
plano estratégico seja feitocom
uma
abrangência de longo prazo, ele deve ser refeito todos os anos para incluir as alteraçõesque
acontecemno
ambiente interno e externoda
organização. _Para Oliveira (1999:64), as fases
do
planejamento estratégicopodem
serresumidas
em
quatro fases:I Diagnóstico estratégico;
I
Missão
da empresa;I Instrumentos prescritivos; I Controle e avaliação.
ó
DIAGNÓSTICO
EsTRATÉG1co
É
a faseem
que se deve analisar todos os aspectos pertinentes aos pontos fortes,fracos e neutros da empresa (análise intema), assim
como
as oportunidades eameaças
do
ambiente (análise externa).E
com
isto responder a pergunta “qual a real situaçãoda
empresa?”. Para Filho (l982:94-5)
apud
Edval da Silva Tavares, esta fase échamada
deAnálise Ambiental: V
Análise ambiental compreende atividades
u
de mapeamento, classificação e análise de variáveis que
habitam no ambiente (variáveis políticas, econômicas,
tecnológicas, sociais etc), ambiente extemo
(consumidores, concorrentes, sindicatos, etc) e o ambiente intemo (recursos humanos, produtos, etc) .
Fischmann
eAlmeida
(1991), consideram esta fase a da Avaliação do ambiente,pois determina quais são os pontos fortes e fracos da organização e apresenta quais as
16
ó
M1ssÃo
DA EMPRESA
É
nesta fase que se determina oque
a empresa quer serou
aonde se pretende chegar, representauma
perspectivana
qual a organização decide atuar, avaliando cadaum
dos negócios apresentados, para que se viáveis setomarem
assunto de negócioda
empresa.
É
nesta fase que se pretende responder“onde
a empresa pretende chegar?”.Beuren
afirma que (1998:37),A
Missão deuma
organização consiste nofim
mais amplo para a qual ela foi constituída, caracterizando edirecionando seu
modo
de atuação. Ela é orientadora dasdemais defmições,
em
todos os níveis hierárquicos eareas funcionais, de
uma
organização,bem como
daconfiguração de seus sistemas e subsistemas. '
A
missão da empresa é o ponto mais importante para a qual ela foi criada, é a razão de serda
organização, pois servecomo
instrumento nafixação
de objetivos eestratégias organizacionais.
O
DISTRUMEN
TOS
PRESCRITIVOS E
QUANTITATIV OS
É
nesta fase que se tenta responder“como
a empresapode
chegarna
situaçãoque almeja?”. A
Os
instrumentos prescritivosdeterminam
oque
deve ser feito para alcançar os propósitos estabelecidos pela missão da empresa.Conforme
Oliveira (1991), paramelhor
utilizar este instrumento utiliza-se 03 (três) etapas:- Estabelecimento de estratégias e políticas funcionais: conseguidas
através das
estratégias, políticas e diretrizes;
- Estabelecimento de objetivos, desafios e metas;
- Estabelecimento dos projetos e planos de ação: conseguidas através dos
projetos,
programas e planos de ação.
Os
instrumentos quantitativos analisam os recursos necessários e expectativasde
retomo
para atingir objetivos, desafios e metas e é representa pelo planejamentoó
CONTROLE
E
AVALIAÇÃO
Esta fase
tem
a função de assegurar se os objetivos e metas delineadosno
processo de Planejamento Estratégico estão sendo cumpridos e desta forma executar
uma
análise dos desvios estabelecendo ações corretivas. Salientando, Oliveira (l999:241),Controle pode ser definido
como
uma
funçao do processoadministrativo que, mediante a comparação
com
padrões previamente estabelecidos, procura mediar e avaliar o desempenho e o resultado das ações,com
a finalidade derealimentar os tomadores de decisões, de fonna que possam corrigir ou reforçar esse desempenho ou interferir
em
funções do processo administrativo, para assegurarque os resultados satisfaçam às metas, aos desafios e aos
objetivos estabelecidos.
O
função de controle e avaliação poder ser utilizadocomo
instrumento gerencial,segundo Oliveira (1999: 243) para:
- Corrigir ou reforças o desempenho apresentado;
- informar sobre a necessidade de alterações nas
funções administrativas de planejamento, organização e direção;
- proteger `
os ativos da empresa (financeiros,
tecnológicos, humanos etc.) contra furtos, roubos, desperdícios etc.,
- garantir a manutenção ou aumento de eficiência e
eficácia' na consecução dos objetivos, desafios e
metas da empresa;
- informar se os programas, projetos e planos de ação
estão sendo desenvolvidos de acordo
com
oestabelecido e apresentando os resultados desejados;
e ,
- informar se os recursos estão sendo utilizados da
melhor maneira possível.
Existe várias maneiras de se implementar
um
planejamento estratégico, apesar de apresentarem formas diferentes de colocação, todos enfatizam a importância de se terum
planejamento ordenado e eficaz,com
etapasbem
claras e definidas.A
implementaçãodo
processo de planejamento estratégico, deve ser integradocom
as demais funções administrativas ecom
a estrutura organizacional, valorizando asetapas de avaliação e controle (salientadas por
Rebouças
e Fischmann) paraque
O
18
Transformar as estratégias
em
ações é valorizar as etapas de implementaçãodo
plano, fazendo
um
elo de ligação entre o planejamento estratégico, tático e ooperacional.
Na
implementaçãodo
planejamento estratégico fator crucial parao
seu sucessoestá diretamente relacionado a valorização das pessoas
buscando tomar
o processoo
mais participativo possível, engajando todos os setores da organização, desde o chão de
fábrica até a direção da
empresa
ecom
isto integrar as estratégiascom
a culturada
organização, possibilitando administrar o processo de
mudanças
necessárias aimplementação
destenovo
plano.2.3.2
MODELOS
DE
1M1>LEMENTAÇÃo
A
seguir se apresenta deforma
compacta, através de quadros demonstrativos, asetapas de implementação
do
Planejamento Estratégico, segundoFischmann
e Almeida,Quadro
resumo,
segundo Rebouças
de
Oliveira
apud Edval da
SilvaTavares (l989:48)
Econômico - Financeiro
O
processo Inicia-se a partir de: Ex › ctativas e Deseos
Algumas vezes irrealistas quanto aos "destinos da empresa e submetidas a uma avaliação racionale
criteriosa das:
O
1 ortunidadesEm
tennos de : Que prejudicarãoMercados a explorar a empresa e suas
Recursos a aproveitar oportunidades
considerando a realidade da empresa como seus Pontos Fortes Pontos Fracos
Pontos Neutros
Tudo isso "dentro" do horizonte estabelecido pela
E
que deve conduzir a escolha deRespeitando a ` '
Postura Estratégica
I
Que possibilita o estabelecimento de Macroestratégias - Macropoliticas
|
Que a orientação a formalização de Objetivos Gerais e Funcionais
|
Mais realistas que as expectativas e desejos,
como base para a formulação de Desafios e Metas
I
Quantificados, que permitirão o estabelecimento,
a nível de área funcional, de Estratégias e Políticas
Capazes de: Tirar proveito dos pontos fortes e oportunidades
evitar ou eliminar os pontos fiacos e . u - . .. z . - u ››
e que devem ser traduzidos em Planos de ação e Projetos
Destinados a orientar a operacionalização do
Modelo
segundo
Vasconcelos
Filho
Apud
Edval da
SilvaTavares (1989:54)
Sensibilização para o Planejamento Estratégico
I
N
Definição do Negócio e da Missão
I
Análise Ambiental
Marketing
Definição de Macropolíticas da organização
Definição das políticas funcionais da Organização
Políticas
dí Rec. Política Humanos de Politicas Financeiras Políticas Produção de Pesq.Desenv Políticas de
Definição da Filosofia de Atuação da Organização
Estratégias
Marketing Rec. Humanos Financeiras Produção Pesq. Desenv. Formulação da Macro Estratégias
F ormulação das Estratégias da Organização
Estratégias Estratégias Estratégias Estratégias
Objetivos
Marketing Rec. Humanos Financeiras. Produção Pesq. Desenv. Definiçãodosobjetivos Funcionais da Organização
Objetivos Objetivos Objetivos Objetivos
Definição dos Macroobjetivos da Organização
Elaboração dos Planos de ação
(Metas e Subestratégias)
Checagem da consistência
Plano Estratégico
Preparação dos Quadros
Etapas
do
Planejamento
Estratégico
e
sua
implementação
1>LANEJA1vmNTo
ESTRATÉGICO
Avaliação Avaliação Estabeleci- Quantifi- das do mento do A
cação Finalização
Estratégias Ambiente Perfil dos
'
Vigente Estratégico Objetivos
Qual é o cami- Concientização Propósito de di- Viabilidade dos Resumo do Pla
nho que a orga- das oportunida- reção que a or- objetivos traça- no Estratégico
nização vem se- des e ameaças e ganização deverá dos. Í em
um
peque-guindo? Qual é dos pontos for- seguir para apro- no documento.
a sua função? tes e fracos para veitar asoportu-
o cumprimento nidades e evitar
da missão. as ameaças
11vn›LEMENrAÇÃo
~
Preparação Integração Acompanha
Divulgação -
da com o Plano mento
Organização Tático
Transmitir aos Treinamento. Colocar no or- Avaliar e contro-
elementos de Plano de incen- çamento as lar a implemen-
decisão da em- tivos. Mudan- idéias do Pla- tação, para asse-
presa o que se ças de estrutu- nejamento Es- gurar o cumpri-
espera na sua ra Desenvolvi- tratégico, inte- mento da estra-
alçada de atua- mento de siste- grado as deci- tégia estabeleci-
ção. mas de infor- sões admi- da. Se não for
mações. nistrativas e possivel o cum-
operacionais primento, alte-
com as estra- rar a estratégia.
22
Ao
analisar os três autores, pode-se destacar alguns pontos diferentes,com
algumas
divergências:-
A
determinação dospropósitos, citada por Oliveira, eqüivale ao ponto
denominado
definição
do
negócio e da missão, apresentada por Vasconcelos Filho esubentendida por Fischmann.
- Oliveira trata da determinação da missão após
a análise ambiental, Vasconcelos Filho faz na
ordem
inversa eFischmann
não cita a missão diretamente no quadro,por tratar-se de
uma
abordagem
simplificada.V
- Oliveira
afirma
que
a determinaçãoda
posturaestratégica equivale
ao
pontodenominado
formulação da macro-estratégias representada por Vasconcelos Filho eequivale ao
ponto denominado
formulação de estratégia altemativa citada por Fischmann.Ao
analisar os três autores sepode
constatarque
apesar daforma
diferente de implementaro
planejamento estratégico, todos enfatizam a importância deuma
plano ordenado e coerentecom
os objetivosda
organização.Com
isto, neste ambiente concorrencialum
diferencial significativo para asempresas é o grau de engajamento dos
modelos
mentais das pessoasque
participamda
organização,
em
relação as metas e estratégias por ela pretendidas.É
neste processo de trabalharcom
osmodelos
mentais que entra a informação contábil.Após
se analisar osmétodos
de implementaçãodo
Planejamento Estratégico,aborda-se a Contabilidade e a informação Contábil
como
instrumento para o processode Planejamento Estratégico. '
3.1
A
CONTABILIDADE
A
contabilidade surgiucom
o intuito de controlar o patrimônio deuma
entidadee da '
necessidade dos gestores
do
patrimônioem
conhecer, controlar, avaliar osresultados, e desta formaobter informações sobre a rentabilidade de seus produtos, bens
e serviço.
A
contabilidadepode
ser consideradacomo
um
sistema de informação,que
será utilizada pelos. usuáriosrcomoinstmmento
de gestão empresarial e até parafins
de~
gestao de seu próprio patrimônio.
Segundo Marion
(1998: 128)A
contabilidade surgiu basicamente da necessidade dos donos de patrimônio que desejavam mensurar, acompanhar a variação e controlar suas riquezas. Daí, pode-se afirmar que a Contabilidade surgiuem
função deum
usuário específico, ohomem
proprietário depatrimônio que, de posse das infonnações contábeis,
passa a conhecer melhor sua “saúde” econômica-
financeira, tendo dados para propiciar tomadas de
decisões mais adequadas.
Para conseguir
acompanhar
asmudanças que
estão ocorrendo e melhor fornecer informações aos seus usuários, a contabilidadevem
ampliando seucampo
de atuação direcionando suas idéias paranovos
enfoques.Um
dessesnovos
conceitos é a contabilidade gerencialque
viabiliza a utilização da- informação na elaboração ena
comunicação
de estratégias-através de diferentes formas de gestão, exemplo:o
processo24
A
contabilidade gerencial pode ser caracterizada,superficialmente,
como
um
enfoque especial conferido avárias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e
tratados na contabilidade fmanceira, na contabilidade de
custos, na análise financeira e de balanço etc., colocados
numa
perspectiva diferente,num
grau de detalhamento mais analítico ounuma
forma de apresentação e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gestores das entidadesem
seu processo decisório.Salientando,
Anthony
cita (1979: 17)A
contabilidade gerencial, preocupa-secom
a informação contábil útil à administração.A
contabilidade gerencial está voltada parauma
melhor
utilização dos recursoseconômicos
- financeiros da organização, fornecendo instrumentosque
possibilita aos gestores, através de
um
sistema de informação, melhorar odesempenho
das firnções organizacionais.
3.2
A INFORMAÇÃO
coNTÁBrL
“Numa
sociedade industrial, o recurso estratégico é ocapital, mas
em
urna sociedade da era pós-industrial éainformação”.
( Daniel Bell)
As
organizações freqüentemente sedeparam
com
situaçõesem
que são obrigadas atomarem
decisões, sendo que estaspodem
estar relacionadascom
o futuro,por isto, dentro de
uma
empresa
há a necessidade de se terem informações corretasque
subsidiem estas decisões. `
Desta forma, os gestores responsáveis pela administração da empresa, precisam de informações eficientes e rápidas para ajuda-los a executarem seus trabalhos,
com
isso, a informação contábil se
tomou
fundamental aos 'gestores empresariais.Segundo
Iudicibus (1986:24), '
O
administrador inteligente, que sabe usar a informaçãoum
poderoso instrumental de trabalho que lhe pennite tomardecisões visando ao futuro
com
maior segurança,bem como
conhecer a situação atual e o grau de aceito ou desacerto de
suas decisões passadas. '
Mas
as informações contábeis fornecidas aos gestores não se limitam apenas ao conjunto das demonstrações contábeis, de acordocom Homgren
(1985), ele constitui o mais importante subsistema de informações, quetem
a finalidade de atender asnecessidades dos usuários
extemos
e intemo da organização.A
qualidade da informaçãopode
sermensurada
pelo grau de satisfaçãodo
usuário,onde
a informação não deve custar maisdo
que o valor dos beneficiosque
elapode
gerar para a organização.Conforme Padoveze
(l994:33)Pam
que a informação contábil seja usada no processo deadministração, é necessário que essa informação contábil
seja desejável e útil para as pessoas responsáveis pela
administração da entidade. Para os administradores que buscam a excelência empresarial, urna informação,
mesmo
que útil, só é desejável se conseguida aum
custoadequado e interessante para a entidade.
A
informaçãonão-'pode custar mais do que ela pode valer para a
administração da entidade.
Masrpara
alcançar seu objetivo, que éfomecer
informações relevantes aos seususuários, a contabilidade deverá verificar qual a informação que se
toma
relevante para cada tipo de usuário.Conforme Bio
(1985:97),um
sistema de informação deve:. - Produzir
infonnações realmente necessárias,
em
tempo hábil e confiáveis, atendendo aos requisitos
operacionais e de tomada de decisões o que tais
informações
devem
atender;- Ter por base políticas capazes de assegurar o atingimento dos objetivos, de maneira direta, simples
e eficiente;
- Integrar-se a
uma
estrutura de organização lógicae
auxiliar a coordenação entre as diferentes unidades
organizacionais por ele interligadas. - Ter
um
fluxo-total de procedimentos( internos e
extemos ao processamento) racional, integrado,
rápido e de menor custo possivel;
- Conter dispositivos de controle intemo que garantam
a confiabilidade das informações de saída
Segundo
Iudícibus,embora
um
conjunto básico de informações fornecidos pelos"
_26
número
de usuários, a Contabilidade ainda deve ter flexibilidade para fornecer~
informaçoes diferenciadas para os vários tipos de usuários. _
Uma
das funções da informação é a de atuarcomo
elemento de ligação entre as estratégias definidas pela organização e sua execução, pois elapode
serum
eloque
visualiza os objetivos projetados pela organização,com
os trabalhos que estão sendo executados.Esta ligação
pode fomecer
informações atravésda
qual a organizaçãopode
adquirir conhecimentos e adaptar suas estratégias ao ambiente competitivo
em
que
estáinserida.
Segundo
Mcgee
e Prusak (1995 : 17),Os
executivos de alto nível precisam começar adeterminar claramente o papel que a informação vai
desempenhar no projeto e execução da estratégia
competitiva de suas empresas, ou se arriscarão a ficar
numa
posição de desvantagem perante seus concorrentes. mais capacitados no que se refere a informação.
Esta informação
como
instrumento de gestao deuma
organização, é condição indispensável para o sucesso da empresa.Com
isto é essencial ter a disposição dadosatualizadas e
também
meios que ofaçam
chegar rapidamente ao conhecimento dosgestores.
O
tipo de informação necessária para a correta gestão da organizaçãodepende
do
usoque
dela se irá fazer.Conforme
Iudicibus (1986: 24),Além
destes demonstrativos básicos de finais deum
periodo contábil, a Contabilidade fornece aos administradores
um
fluxo
contínuo de informações sobre osmais variados aspectos da gestão financeira e econômica
das empresas.
A
utilidade da informação contábil existequando
háum
elo de ligação entre asestratégiasdefinidas pela organização e sua execução.
Pois fornece informaçoes sobre o ambiente , sobre a competitividade e auxilia os
gestores a localizarem tanto as
ameaças
quanto as oportunidades fazendocom
que
aempresa
desenvolva suas políticas e diretrizes competitivas deforma
mais eficazes,conforme
estabelecidasno
processo de planejamento estratégico.Segundo
Mcgee
ePmsak
(1994z2ó)Informação e tecnologia da informação têm sempre desempenhado papéis tanto na definição quanto na execução de
uma
estratégia.Têm
um
papel a representarno aperfeiçoamento da definição de estratégias
competitivas, na capacidade de executar essas estratégias e na habilidade necessária para garantir que estratégias e
execução
permaneçam
sincronizadas entre si ecom
0ambiente competitivo.
O
aumento
da complexidade e da competitividadedo mercado
requerque
acontabilidade produza informaçoes cada vez mais úteis e
em
sintoniacom
os objetivos estabelecidos pela organização,onde
a qualidade das informações contábeisdeve
ser integrada as metas e políticas traçadas pelaempresa no
processo de planejamentoestratégico.
Conforme Bio
(l985:l21), as informações gerenciais de qualidadecaracterizam-se por ser:
- Comparativas: especialmente quando as
informações refletem a comparação dos planos
com
a execução.-
A Confiáveis: o usuário precisa
acreditar na informação
para se sentir seguro ao decidir.
- Geradas
em
tempo
hábil:uma
informação, especialmente se voltada para o controle, deve estartão próxima do acontecimento quanto for possível...
-
De
nível de detalhamento adequado:... asinformações
devem
aparecernum
nível de ponnenores adequado ao nível do usuário...- Por exceção: informar “por exceção” significa ressaltar o que é relevante, destacar as exceções.
3.3
CONTROLE
GERENCIAL
E
A
CONTABILIDADE
Para
que
os gestores consigam avaliar se o processo de planejamento estratégicoimplementado
pela organização esteja sendo cumprido, é necessário avaliar e controlartodas as
tomadas
de decisões.Segundo
Iudicibus pode-se conceituar controlecomo
(1975z2ó)
Controle pode ser conceituado
como
um
processo pelo qual a administração se certifica, na medida do possívelde que a organização está agindo de conformidade
com
os planos e políticas traçados pela administração.
Segundo Anthony
(l979:20),um
importante processono
qual se usa a28
É
o processo de assegurar que os recursos são obtidos e aplicados efetiva e eficientemente na realização dosobjetivos da organização.
O
controle gerencial éuma
função importante desenvolvida pelos gestores,~
tendo
como
propósito fundamental praticar açoesque tenham
os melhores interessespara a organização.
A
função de controle gerencial é aque
conferedinamismo
ao processo de planejamento estratégicocomo
um
todo, pois pressupõeuma
atividade de avaliação não sódo
processoem
si,mas
também
das pessoasque
trabalhamna
- ~
organizaçao.
E
é através deste controle que se consegue visualizar se as metas e diretrizes estabelecidas estão -sendoconfirmadas ou
não, permitindo a correção etambém
conseguir visualizar os resultados conseguidos
com
a concretização das ações.Sua
função principal é contribuir
com
o planejamento feito pela organização.Segundo
Athony
&
Dearden
(1980:88),Um
sistema de controle gerencial tem a função defacilitar o planejamento que é exigido para implementar
estratégias de companhia, de motivar os gerentes a atingir
as metas da companhia e a medir o desempenho
em
relação à execução destas metas. `
Um
eficiente -sistema de informação, contribui satisfatoriamente paraum bom
desempenho
da função de controle, pois revela a necessidade de ações corretivasem
tempo
hábil, possibilitando aos gestores julgar e avaliar seu plano estratégico e senecessário sugerir
mudanças
e até reavalia-lo.E
para auxiliar neste processo tem-se o.sistema de Feedback,
que
produz informações sobre decisões e ações realizadas pelos gestores das organizações.Conforme
Sandra Figueiredo (1992:27) -O
sistema de Feedback étambém
um
instrumento decontrole nas decisões, pois proporciona meios de
avaliação contínua do desempenho corrente
em
face do planejamento estratégico.No
processo de controle das estratégias e políticas estabelecidas pela organização oOrçamento
éum
dos principais instrumentos, pois faz o planejamento dasatividades da organização, por
um
certo período específico de tempo,nonnalmente
anual
com
controles periódicos e reúne as atividades estabelecidas por todos os setoresda organização
em
um
único documento.Padoveze define
que (1994:333)O
objetivo do plano orçamentário não é apenas prever o que vai acontecer e seu posterior controle. Ponto básicoe,entendemos, fundamental é o processo de estabelecer e
coordenar objetivos para todos as áreas da empresa, de forma tal que todos trabalhem sinergicamente
em
busca dos planos de lucros.Enfatizando
Homgren
(1985 : 1 17) cita:Um
orçamento éuma
expressão quantitativa formal deplanos da administração, Orçamento geral resume os
objetivos de todos as subunidades de
uma
organização -vendas, produção, distribuição e finanças...Orçamento
geral normalmente consiste
num
demonstrativo de lucrofuturo esperado... Estes demonstrativos são o ponto culminante de
uma
série de decisões de planejamento baseadosnum
exame
detalhado e rigoroso do futuro daorganização.
Mas
as empresas, tanto depequeno
como
demédio
porte, geralmentenão
utilizam esta
forma
de controlecomo
instrumento gerencial,o que
acarretadesvantagem
concorrencial. Pois
com
um
sistema orçamentário seria muito mais fácil àtomada de
decisões.
Conforme
afirma Valerio (1996:102), sobre pesquisa realizadana
regiãoda
grande Florianópolis,
Micro e pequenas empresas, na sua grande maioria, não
chegam
a utilizar os orçamentoscomo
uma
forma deotimizar o gerenciamento. Administram-nas simplesmente através da intuição do proprietário, ou
em
algumas vezes dos gerentes, e do controle contábil da sua
empresa, dispensando métodos científicos provindos da Administração que, certamente preparariam-na melhor para suas atividades durante seu exercício comercial e/ou
industrial. ,
Por
este motivo, pode-se considerar as formas de controle fundamentalno
processo de planejamento estratégico, pois elas possibilitam a verificação de possíveis
falhas e