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Relatório estágio profissional

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Academic year: 2021

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SUSANA TERESA ANTUNES MARTINHO DE CARVALHO ARAÚJO

MESTRADO INTEGRADO EM MEDICINA

JUNHO DE 2019

Orientadora: Dr.ª Paula Kjollerstrom

Presidente: Professor Doutor António Miguel Cotrim Talina Júri: Professor Doutor Bruno Heleno

Regente: Professor Doutor Rui Maio

Relatório final de estágio

Unidade curricular: Estágio profissionalizante

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II

“We must have perseverance and above all confidence in ourselves. We must believe that we are gifted for something.”

Marie Curie

Agradecimentos

Aos meus pais por estarem sempre ao meu lado e por terem feito com que fosse possível chegar aqui. Ao Nuno por ter sempre acreditado em mim e que me apoiou em todas as decisões.

À minha irmã, Tiago e Carminho, por me mostrarem o caminho a seguir.

Um obrigado aos meus avós pela preocupação e por estarem sempre presentes. Aos amigos de sempre e aos que aqui encontrei.

A todos os médicos e especialmente aos tutores, com os quais me cruzei ao longo destes seis anos. A todos os doentes, a razão pela qual quis ser médica.

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IV

ÌNDICE

ÌNDICE ... IV ABREVIATURAS ... VI 1. INTRODUÇÃO ... 1 2. OBJETIVOS ... 1 3. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ... 2 3.1 SAÚDE MENTAL ... 2

3.2 MEDICINA GERAL E FAMILIAR ... 2

3.3 PEDIATRIA ... 3

3.4 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA ... 4

3.5 CIRURGIA ... 4

3.6 MEDICINA INTERNA ... 5

3.7 ESTÁGIO OPCIONAL: CARDIOLOGIA ... 6

3.8 ELEMENTOS VALORATIVOS ... 6

4. REFLEXÃO CRÍTICA FINAL ... 6

5. ANEXOS ... 9

5.1 CRONOGRAMA DO ANO LETIVO 2018/2019 ... 10

5.2 TRABALHOS REALIZADOS EM CADA ESTÁGIO PARCELAR ... 10

5.3 TRABALHOS CIENTÍFICOS ... 11

5.4 COMISSÃO ORGANIZADORA DO XIV HOSPITAL DA BONECADA ... 12

5.5 CEMEF EM MEDICINA GERAL E FAMILIAR ... 12

5.6 SAÚDE MENTAL: COMPORTAMENTOS DE RISCO – ADIÇÕES, TRATAMENTO E RECUPERAÇÃO ... 13

5.7 IV JORNADAS DA COMUNIDADE DA USF ALPHAMOURO ... 13

5.8 5º ABC DE IMUNOLOGIA PARA MÉDICOS ... 14

5.9 CURSO DE FORMAÇÃO EM SAÚDE INFANTIL ... 15

5.10 TEAM – TRAUMA EVALUATION AND MANAGEMENT ... 15

5.11 I SIMPÓSIO IBÉRICO DE DOENÇA CELÍACA ... 16

5.12 PORTUGAL EHEALTH SUMMIT ... 16

5.13 I NEURO DAY ... 17

5.14 8ª REUNIÃO DE IMUNOALERGOLOGIA DE LISBOA ... 17

5.15 11AS JORNADAS DA PRIMAVERA DO HOSPITAL CUF CASCAIS ... 18

5.16 RESUMO SUBMETIDO AO I CONGRESSO INVESTIGAÇÃO EM MEDICINA DAS ESCOLAS MÉDICAS PORTUGUESAS ... 19

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VI

ABREVIATURAS

CEMEF Curtos Estágios Médicos em Férias

FCM Faculdade de Ciências Médicas

HDD Hospital de Dia

HFAR Hospital das Forças Armadas

HFF Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca

HTA Hipertensão Arterial

MGF Medicina Geral e Familiar

MI Medicina Interna

MIM Mestrado Integrado em Medicina

NMS NOVA Medical School

NOC Norma de Orientação Clínica

SU Serviço de Urgência

TEAM Trauma Evaluation and Management

UCIC Unidade de Cuidados Intensivos de Cardiologia

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RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO ESTÁGIO PROFISSIONALIZANTE

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1. INTRODUÇÃO

O Estágio Profissionalizante é uma unidade curricular do 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina (MIM) da NOVA Medical School | Faculdade de ciências médicas (NMS|FCM), composto pelos seguintes estágios parcelares: Saúde Mental, Medicina Geral e Familiar, Pediatria, Cirurgia e Medicina Interna.

O presente relatório visa descrever sucintamente cada um dos estágios parcelares efetuados ao longo do 6º ano. Serão enunciados os objetivos transversais a todos os estágios, assim como a descrição de lacunas pessoais, que gostaria de colmatar. Segue-se uma síntese de cada estágio e os correspondentes objetivos específicos. Serão, ainda, referidos elementos valorativos relevantes realizados ao longo dos seis anos que compõem MIM. Por fim, será efetuada uma reflexão crítica, focando o cumprimento dos objetivos pessoais e específicos e justificar o seu eventual não cumprimento.

2. OBJETIVOS

Com base nos artigos: “O Licenciado Médico em Portugal” (FML, 2005) e “The Tuning Project (University of Edinburgh, 2004), defini os seguintes objetivos: demonstrar o conhecimento das ciências básicas e clínicas, assim como as aptidões adquiridas ao longo do MIM na análise e solução dos problemas clínicos mais frequentes; avaliar e gerir os doentes adequadamente, com anamnese e exame físico detalhados, de forma a identificar corretamente os seus problemas médicos; formular hipóteses de diagnóstico e definir estratégias apropriadas e, ainda, implementar planos de gestão; para concretização dos objetivos referidos, ter em consideração as crenças culturais, as atitudes e os comportamentos dos doentes; privilegiar a comunicação eficaz com o doente e familiares, assim como, com todos os profissionais de saúde envolvidos na prestação de cuidados. É ainda fundamental, utilizar eficazmente a tecnologia de informação (na atualização, identificação e exploração de diferentes oportunidades), conhecer os conceitos fundamentais, atuar na prevenção da doença e promoção da saúde do doente e da população. Por fim, cultivar sempre uma atitude profissional, humana e de preocupação com os doentes e colegas profissionais de saúde, procurando uma melhoria contínua, com a motivação de promover as qualidades e compreender os desafios que se colocam presentemente no exercício da medicina.

Como objetivos pessoais, a fim de colmatar lacunas que considero ter na minha formação, estabeleci ganhar confiança, porque apesar de termos iniciado a prática clínica precocemente, gostaria de ter tidos mais oportunidades de, por exemplo, efetuar consultas sozinha. Gostaria também de praticar a técnica de sutura, que é fundamental em muitas especialidades, tivemos oportunidade de praticar apenas no 3º ano.

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3. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

O estágio profissionalizante decorreu entre os dias 10 de setembro de 2018 e 17 de maio de 2019. Nesta secção, estão descritas as principais atividades desenvolvidas durante os estágios parcelares e, adicionalmente, será também realizada uma breve descrição da Unidade Curricular Opcional e dos elementos valorativos.

3.1 SAÚDE MENTAL

1 0 DE SET EMBRO DE 2 0 1 8 A 4 DE OUT UBRO DE 2 0 1 8

O estágio parcelar de Saúde Mental decorreu no Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF), sob orientação do Dr. João Carlos Melo. Aqui, fui integrada na equipa do Hospital de Dia (HDD).

Para este estágio defini como objetivos específicos, reconhecer os sintomas das principais perturbações psiquiátricas, assim como efetuar a marcha diagnóstica apropriada, de forma a fazer propostas terapêuticas adequadas. Outro objetivo indispensável foi desenvolver técnicas de comunicação, fator este fundamental na área da Psiquiatria. Direcionado à equipa do HDD, defini ainda como objetivo perceber o âmbito de atuação dentro de um serviço de Psiquiatria, compreendendo os moldes em que se processa a autonomização e reabilitação dos doentes, para que surja maior facilidade de reinserção na sociedade. As patologias mais frequentemente observadas foram Esquizofrenia (34,6%), Perturbação Borderline da personalidade (26,9%) e Perturbação Bipolar (19,2%). Tive ainda oportunidade de frequentar, por três vezes, o Serviço de Urgência (SU) de Psiquiatria do HFF, aqui foi possível praticar o raciocínio clínico inerente à patologia aguda psiquiátrica, bem como a respetiva atitude terapêutica e interação com as restantes especialidades. As principais patologias observadas no SU foram surtos psicóticos, episódios depressivos e tentativas de suicídio. Participei na reimplantação de um projeto, que tinha sido extinto, o “Projeto Porta Aberta”, que consiste na educação concomitante à terapêutica farmacológica e não farmacológica, para doentes com Perturbação Bipolar. No dia 21 de Setembro de 2018, assisti no HFF, às palestras do encontro internacional “Saúde Mental e comportamentos de risco: adições, tratamento e recuperação” (Anexo 5.6).

3.2 MEDICINA GERAL E FAMILIAR

8 DE OUT UBRO DE 2 0 1 8 A 2 DE NOV EMBRO DE 2 0 1 8

O estágio parcelar de Medicina Geral e Familiar (MGF) decorreu na Unidade de Saúde Familiar (USF), sob orientação da Dra. Éola Espírito Santo. Sendo, que defini como principal objetivo específico a atingir no decorrer deste estágio, a aquisição de prática que me desse confiança para o futuro. Outros objetivos a atingir foram praticar o registo orientado por problemas, participar ativamente na discussão de casos clínicos, efetuar requisição de exames complementares, bem como terapêuticas, atendendo à melhor evidência científica e integração do utente, numa abordagem centrada na pessoa e enquadrada na família. Foi ainda possível assistir a diversos tipos de consulta, nomeadamente, consulta de Saúde de Adultos, Doença

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Aguda, Diabetes Mellitus, Saúde Infantil e Juvenil, Saúde Materna e Planeamento Familiar. A consulta de Saúde de Adultos, representou a maioria das consultas observadas, onde patologias do foro cardiovascular, como Hipertensão Arterial (HTA); endócrino-metabólico, como dislipidémia e diabetes mellitus tipo 2; musculosquelético e psiquiátrico, tiveram um papel preponderante. Os principais motivos de consulta foram a entrega de resultados de exames complementares de diagnóstico ou pedidos para realização destes. Realizei uma apresentação na sessão clínica semanal da equipa, em que fiz uma revisão da Norma de Orientação Clínica (NOC) – “Monitorização e Tratamento Para o Controlo da Asma na Criança, no Adolescente e no Adulto”. Participei nas IV Jornadas da Comunidade – aprender a cuidar (Anexo 5.7), no dia 20 de Outubro de 2018, que consistiu num dia aberto à comunidade, onde existiram diversas palestras, com o intuito de promover saúde.

3.3 PEDIATRIA

5 DE NOV E MBRO DE 2 0 1 8 A 3 0 DE NOV E MBRO DE 2 0 1 8

O estágio parcelar de Pediatria decorreu no Hospital de São Francisco Xavier (HSFX), sob orientação do Dr. Edmundo Santos. Neste estágio foram definidos como objetivos específicos adquirir competências que me permitissem reconhecer as patologias pediátricas mais prevalentes, desenvolver a marcha diagnóstica mais adequada, de forma a fazer propostas terapêuticas a cada doente. Outro objetivo, passou por tirar proveito de estarmos com diferentes médicos, para assimilar com cada um diferentes técnicas de trabalho, assim como adquirir conhecimentos em diferentes áreas de pediatria. O estágio permitiu-me usufruir das diferentes vertentes desta especialidade, uma vez que estive duas semanas direcionada ao berçário e duas semanas ao internamento. No âmbito deste estágio, frequentei um dia por semana o SU. Faz ainda parte da organização do estágio frequentar a consulta externa de Imunoalergologia. Por minha iniciativa frequentei outras consultas externas, nomeadamente: Pediatria geral, Desenvolvimento e Pneumologia. Realizei uma apresentação sobre “Sépsis Neonatal”, enquadrada com a apresentação de uma história clínica. Foi ainda possível estar uma manhã no serviço de Neonatologia.

No internamento, a faixa etária dos doentes observados, compreendia-se entre os 5 dias e os 14 anos, as patologias mais frequentemente observadas são de origem infeciosa, particularmente do foro respiratório, como pneumonia adquirida na comunidade e bronquiolite aguda. No SU, observei doentes com idades compreendidas entre os 3 meses e os 17 anos, a patologia infeciosa foi igualmente a mais frequentemente observada, nomeadamente infeções respiratórias, gastrointestinais e otorrinolaringológicas. Frequentei o workshop de “Simulação Avançada em Pediatria”, que teve como finalidade instruir, de forma a reconhecer, avaliar e atuar de acordo com as recomendações científicas atuais e situações clínicas padrão de urgência e emergência pediátrica. Durante o estágio de pediatria participei em duas atividades formativas: “5º ABC da Imunologia - Patologia Imune na gravidez” (Anexo 5.8) e “Curso de formação em Saúde Infantil” (Anexo 5.9).

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3.4 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

3 DE DE Z E MBRO DE 2 0 1 8 A 1 1 DE J A NE I RO DE 2 0 19

O estágio parcelar de Ginecologia e Obstetrícia (GO) decorreu no HSFX, sob orientação da Dra. Alexia Toller e Dra. Helena Pereira. Defini como objetivos pessoais adquirir capacidades para desempenhar tarefas cirúrgicas e reconhecer as principais complicações associadas aos procedimentos realizados. Outro objetivo, passou por praticar o exame ginecológico e a realização de colpocitologia. Ainda eram objetivos indispensáveis na área da Ginecologia desenvolver competências a fim de identificar as principais patologias ginecológicas, assim como familiarizar-me com os rastreios e estabelecer ferramentas para acompanhar o normal desenvolvimento da mulher, nas diferentes fases da vida. Na área de Obstetrícia, obter competências para efetuar o acompanhamento pré-concecional, a vigilância da gravidez, patologias obstétricas e reconhecer os sintomas e sinais de trabalho de parto.

O estágio permitiu-me usufruir das diferentes componentes de GO, na área de Ginecologia contactei com as seguintes vertentes: consulta externa geral, consulta externa de uroginecologia e consulta externa de patologia do colo, ecografia, bloco operatório e enfermaria. Em Obstetrícia contactei com as seguintes áreas: consulta externa obstétrica e consulta de diagnóstico pré-natal, ecografia, enfermaria materno-fetal e enfermaria de puerpério. Ainda frequentei um dia por semana o SU, tanto nas admissões, como no bloco de partos. Destaco a possibilidade de ter participado em 3 cirurgias, como 3º elemento.

Realizei ainda uma apresentação na sessão clínica semanal da equipa, em que fiz uma revisão de um artigo da “Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa – Doença renal crónica em ginecologia”.

3.5 CIRURGIA

2 1 DE J A NE I RO DE 2 0 19 A 1 5 DE MARÇO DE 2 0 1 9

O estágio parcelar de cirurgia decorreu no Hospital das Forças Armadas (HFAR), sob orientação do Dr. Pedro Maurício e da Dra. Sara Brás. Os objetivos pessoais definidos foram o treino de competências que me permitissem o reconhecimento das principais patologias cirúrgicas e o desenvolvimento de uma marcha diagnóstica apropriada, possibilitando a proposta de terapêuticas adequadas. Foi definido um outro objetivo, conseguir integrar a equipa do serviço no qual fui inserida, de forma a ter um papel relevante e para que isso fosse possível, adotei uma atitude participativa, critica e interventiva. No âmbito deste estágio, o treino de gestos cirúrgicos é fundamental, de forma a ganhar destreza, assim como familiarizar-me com a manipulação de material cirúrgico. Dois dias por semana foram dedicados ao bloco operatório, um dia à consulta externa e os restantes ao internamento. No bloco operatório foi possível participar em oito cirurgias, como 2ª ajudante. No internamento, procurei participar de forma ativa, assim, recolhia a anamnese, fazia a observação e avaliava a evolução dos doentes, escrevia o diário clínico, requisição de meios complementares de diagnóstico, realização de notas de admissão e notas de alta. Participei ainda, na cirurgia de ambulatório.

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O SU do HFAR funciona em permanência, sendo que a equipa de cirurgia geral encontra-se de assistência e é solicitada quando a patologia é do foro da especialidade.

As cirurgias observadas foram maioritariamente eletivas, sendo que a mais frequente foi a hernioplastia por hérnia inguinal (17%). As patologias observadas foram maioritariamente benignas: hérnias (36%), seguido da fístula perianal (13%). A consulta externa encontra-se articulada com o Gabinete de enfermagem, onde foi possível realizar alguns procedimentos. Durante a primeira semana decorreram aulas teóricas e teórico-práticas, e a realização do curso TEAM (Trauma Evaluation and Management) (Anexo 5.10). No Mini Congresso de Cirurgia, que se realizou no Hospital Beatriz Ângelo, no dia 15 de Março de 2019, apresentei o trabalho: “Game of guts: surgery is coming”, onde foram abordados dois casos clínicos de suboclusão intestinal recorrente. No HFAR faz parte do nosso plano visitar alguns dos serviços deste hospital, nomeadamente: Centro de Medicina Aeronáutica, Centro de Epidemiologia e Intervenção Preventiva, e Centro de Medicina Subaquática e Hiperbárica.

3.6 MEDICINA INTERNA

1 8 DE MARÇO DE 2 0 19 A 1 7 DE MAI O DE 2 0 1 9

O estágio parcelar de Medicina Interna (MI) decorreu no HSFX, no serviço de Medicina IV, sob orientação da Dra. Ana Lynce. Defini como objetivos específicos o treino da melhor abordagem ao doente, nomeadamente no que diz respeito à colheita da anamnese e realização de exame objetivo. Outro objetivo, foi praticar o raciocínio clínico através da intervenção na discussão dos doentes, propondo hipóteses diagnósticas, exames complementares de diagnóstico e a sua interpretação, terapêutica e avaliação prognóstica. Ainda outro objetivo foi desenvolver a capacidade de estratificação de gravidade das situações clínicas, através da frequência do SU.

O internamento foi a componente mais forte do estágio e onde passei mais tempo. Diariamente foram-me atribuídos doentes para a realização de exame objetivo, diário clínico, interpretação e requisição de exames complementares de diagnóstico, assim como resolução de motivos de internamento ou intercorrências durante o mesmo. Semanalmente, frequentei o SU onde foi possível estar em todas as valências, nomeadamente balcão de atendimento geral, sala de observações, sala de terapêuticas e sala de reanimação. No decorrer do estágio procurei participar em consultas externas de diferentes tipos: Medicina Interna, Doenças Autoimunes, Insuficiência Cardíaca, Patologia da Grávida e Acidente Vascular Cerebral. No internamento, a maioria dos doentes era do género feminino (84%) e apresentavam uma média de idades de 76,7 anos.

As patologias que mais frequentemente motivaram o internamento foram: doenças infeciosas, seguidas de doenças do sistema circulatório. Foram preparadas algumas sessões práticas, dirigidas aos alunos do 6º ano, com temas relevantes para a prática clínica diária. No Journal Club semanal, apresentei o meu trabalho, cujo tema foi “Síncope”, tendo sido integrado com um caso clínico.

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3.7 ESTÁGIO OPCIONAL: CARDIOLOGIA

2 0 DE MAI O DE 2 0 1 9 A 3 1 DE MA I O DE 2 0 1 9

Apesar de o estágio opcional, não ser uma componente integrante do estágio profissionalizante do 6º ano, esta foi uma componente importante do meu 6º ano, estive sob orientação do Professor Doutor Sérgio Bravo Baptista. No estágio estive três dias no internamento, três dias na unidade de cuidados intensivos de cardiologia (UCIC), dois dias na consulta externa de Cardiologia, um dia na sala de Pacing e um dia na sala de Hemodinâmica. Acompanhei ainda um dos elementos da equipa ao SU, quando a colaboração de Cardiologia era requisitada.

No internamento, a patologia mais prevalente é a insuficiência cardíaca e na UCIC a patologia mais prevalente é a doença coronária. Neste estágio participei na atividade formativa: “11as Jornada da Primavera do Hospital

CUF Cascais” (Anexo 5.15), cujo tema foi Cardiologia, sendo direcionado para médicos de todas as especialidades.

3.8 ELEMENTOS VALORATIVOS

Iniciei a frequência no curso em 2013, após ter concluído o Mestrado Integrado em Engenharia Biomédica na Universidade Nova de Lisboa e de obter uma bolsa de investigação no laboratório de Termodinâmica Molecular, do Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade Nova de Lisboa, onde participei em projetos de investigação, com escrita de três artigos científicos.

Como elementos valorativos ao longo do MIM, destaco ter pertencido à comissão organizadora do XIV Hospital da Bonecada em 2014/2015, esta comissão destacou-se e marcou um ponto de viragem na história deste evento, tendo sido a primeira vez que se realizou na praça central do Centro Comercial Colombo®. Destaco também um trabalho efetuado no âmbito da unidade curricular de Ginecologia e Obstetrícia, que foi um dos trabalhos selecionados, como candidato a representar a NMS, no “I Congresso Investigação em Medicina das Escolas Médicas Portuguesas”, do qual me orgulho. No 1º ano curricular do MIM participei no “Curto Estágio Médicos em Férias” (CEMEF), em MGF, com duração de 2 semanas. Durante este ano letivo, participei: “Saúde Mental: Comportamentos de Risco – Adições, tratamento e recuperação”, “5º ABC de Imunologia para Médicos”, “Curso de Formação em Saúde Infantil”, “TEAM – Trauma Evaluation and Management”, “I Simpósio Ibérico de Doença Celíaca”, “Portugal eHealth Summit”, “I Neuro Day”, “8ª Reunião de Imunoalergologia de Lisboa” e “11as Jornadas da Primavera do Hospital CUF Cascais”.

4. REFLEXÃO CRÍTICA FINAL

Terminado o estágio profissionalizante, que corresponde ao fim do MIM, é tempo de refletir sobre os objetivos definidos previamente e, ainda, sobre a concretização dos mesmos.

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A formação prévia permitiu-me, tirar melhor partido de todas as experiências ao longo do tempo decorrido. Forneceu-me competências pessoais e formativas, das quais destaco a investigação científica, um dos meus principais interesses e que ambiciono restabelecer ao longo da minha atividade enquanto médica.

Refletindo, ainda, a estrutura e organização do MIM, o plano curricular instituído, tem como vantagem permitir o contacto precoce com a prática clínica. Destaco, favoravelmente, o rácio tutor/aluno.

Refletindo particularmente em cada um dos estágios parcelares, em Saúde Mental, destaco a oportunidade de integrar uma equipa com diversos profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e terapeutas), sendo que foi possível compreender as várias formas de intervir, adequadamente à patologia de cada doente. A passagem pelo SU de psiquiatria, é uma experiência essencial, uma vez que permite observar os contornos das diferentes patologias que constituem a especialidade e o impacto que têm na vida dos doentes. Destaco ainda ter participado no Projeto Porta Aberta, que já tinha sido implementado em 2007, sendo que os resultados positivos deste projeto foram publicados, demonstrando um aumento da adesão à terapêutica, diminuição dos sintomas, redução de crises e aumento do tempo entre crises, menos hospitalizações e melhoria da qualidade de vida. Como pontos negativos, destaco não ter frequentado o internamento nem a consulta externa, que considero vertentes importantes.

No estágio parcelar de Medicina Geral e Familiar, realço como pontos positivos deste estágio ter adquirido autonomia e confiança, assim como competências para um método de trabalho para o futuro. Sinto que melhorei bastante na discussão de casos clínicos, particularmente diagnóstico diferencial, na proposta e interpretação de exames complementares de diagnóstico, bem como a propor medidas preventivas e terapêuticas, farmacológicas e não farmacológicas. A apresentação realizada permitiu a atualização científica da equipa e contribuiu para o meu treino de competências de comunicação. Gostei de ter participado nas Jornadas da comunidade, porque permitiu-me estar mais próxima da comunidade e apreender a importância do trabalho de equipa. Como fragilidades deste estágio destaco, o facto da USF ter poucos gabinetes, o que fez com que as consultas de forma autónoma fossem menos do que ambicionava.

O estágio parcelar de Pediatria, foi um estágio muito abrangente e completo, uma vez que foi possível frequentar diversas vertentes. Foi-me concedida a autonomia de orientar as minhas atividades, de acordo com os meus interesses e preferências. No berçário a sistematização do exame objetivo do recém-nascido e o desenvolvimento de competências de comunicação com os familiares. Como ponto menos positivo saliento, a pouca autonomia no internamento, sendo uma componente observacional, mais do que seria expectável num estágio profissionalizante.

O estágio parcelar de Ginecologia e Obstetrícia, foi muito completo, uma vez que permitiu frequentar as diversas valências desta especialidade. Realço o facto de ter tido liberdade para escolher as minhas tarefas de acordo com as minhas preferências. As oportunidades para observar e realizar procedimentos e

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desenvolver capacidades, foram essenciais para construir uma ideia mais completa da especialidade de GO e me preparar para a prática clínica futura.

No estágio parcelar de Cirurgia destaco a possibilidade de ter participado em diversas cirurgias, permitindo a familiarização com a dinâmica e funcionamento do bloco operatório, apreendendo os comportamentos mais adequados. No internamento, considero que me foi fornecido um papel relevante, tendo-me sido fornecido acesso ao serviço informático de forma individual. Saliento a grande disponibilidade de todos os profissionais em ensinar e receber alunos. Uma das desvantagens de realizar o estágio no HFAR é a escassez de contacto com o SU, o que fez com que o treino de pequena cirurgia fosse inexistente, outra desvantagem, é existir pouca variedade de patologias, nomeadamente de patologia maligna. Estabeleço como objetivo, no próximo ano, conseguir praticar a técnica de sutura, uma vez que este ano não foi possível.

O estágio parcelar de Medicina Interna foi muito importante para a minha formação, uma vez, que a forma como fui integrada na equipa, foi fundamental a fim de estimular o sentido de responsabilidade e capacidade de resolução de problemas. Durante o estágio, o acompanhamento dos diversos membros da equipa, permitiu-me ganhar confiança, havendo sempre disponibilidade para o esclarecimento de dúvidas e discussão de doentes. Independentemente da área de especialização futura, a MI constitui um pilar na formação de qualquer médico. O meu estágio superou as minhas expectativas, iniciei este estágio com algum receio do que me esperava, mas acabei com a convicção que estaria preparada para a fase seguinte. Para estágio opcional, optei por Cardiologia, com objetivo de compensar o facto de não ter tido estágio desta especialidade durante o curso. Considero que foi uma boa escolha. Este serviço que habitualmente não tem alunos de 6º ano, revelou-se disposto a receber e a ensinar. Considero que a escolha de um estágio opcional, seria uma mais valia nos outros anos curriculares anteriores.

Dos elementos valorativos, destaco ter pertencido à comissão organizadora do Hospital da Bonecada, uma vez, que ter feito parte de um projeto, como este, faz com que consigamos mostrar o nosso valor enquanto alunos e da importância do trabalho conjunto para a concretização de ambiciosos objetivos. O trabalho “Rastreio Pré-natal Não Invasivo”, que foi um dos candidatos a representar a NMS I Congresso Investigação em Medicina das Escolas Médicas Portuguesas, apesar de não ter sido selecionado, destaco a amostra bastante relevante (308 grávidas). As palestras assistidas, apesar de algumas terem maior relevância, permitem adquirir e atualizar conhecimentos e quais as perspetivas futuras.

Por fim concluo, que pesar da exigência inerente ao 6º ano, acredito que tirei o máximo proveito de cada estágio, associado ao desafio que é conciliar com o estudo da prova nacional de acesso (PNA). Considero que os objetivos foram maioritariamente cumpridos. Sendo este um ano de mudança, acredito que a formação dada por esta faculdade e tutores, irão ajudar-me num exame virado para a prática clínica. Sinto que me dediquei o máximo, de forma a adquirir as competências essenciais e transversais à prática médica, independentemente da especialidade por mim escolhida.

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5. ANEXOS

5.1 Cronograma do ano letivo 2018/2019

5.2 Trabalhos realizados em cada estágio parcelar no âmbito do estágio profissionalizante 5.3 Trabalhos científicos

Cargo exercido

5.4 Comissão organizadora do XIV Hospital da Bonecada – 2014/2015

Estágios

5.5 CEMEF em Medicina Geral e Familiar – Centro de Saúde de Algueirão Mem Martins – 2013/2014

Formações, conferências e eventos

5.6 Saúde Mental: Comportamentos de Risco – Adições, tratamento e recuperação – 20, 21 e 22 de Setembro de 2018

5.7 IV Jornadas da Comunidade da USF Alphamouro

5.8 5º ABC de Imunologia para Médicos – 9 de Novembro de 2018 5.9 Curso de Formação em Saúde Infantil – 22 de Novembro de 2018

5.10 TEAM – Trauma evaluation and Management – 24 e 25 de Janeiro de 2019 5.11 I Simpósio Ibérico de Doença Celíaca – 16 de Março de 2019

5.12 Portugal eHealth Summit – 19 a 22 de Março de 2019 5.13 I Neuro Day – 27 de Março de 2019

5.14 8ª Reunião de Imunoalergologia de Lisboa – 12 de Abril de 2019

5.15 11as Jornadas da Primavera do Hospital CUF Cascais – 24 de Maio de 2019

Trabalho – Rastreio Pré-Natal Não Invasico

5.16 Resumo submetido ao I Congresso Investigação em Medicina das Escolas Médicas Portuguesas 5.17 Declaração de submissão de Resumo

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5.1 CRONOGRAMA DO ANO LETIVO 2018/2019

Estágio

parcelar Regente

Período de

estágio Local Tutor

Saúde Mental Professor Doutor Miguel Cotrim Talina

10 de setembro de 2018 a

4 de outubro de 2018 Dr. João Carlos Melo

Medicina Geral e familiar

Professora Doutora Isabel Santos

8 de outubro de 2018 a 2 de novembro de 2018

Dra. Éola Espírito Santo

Pediatria Professor Doutor Luís Varandas

5 de novembro de 2018 a

30 de novembro de 2018 Dr. Edmundo Santos

Ginecologia e Obstetrícia Professora Doutora Teresinha Simões 3 de dezembro de 2018 a 11 de janeiro de 2019

Dra. Alexia Toller e Dra. Helena Pereira

Cirurgia Professor Doutor Rui Maio 21 de janeiro de 2019 a 15 março de 2019 Dr. Pedro Maurício e Dra. Sara Brás Medicina Interna Professor Doutor Fernando Nolasco 18 de março de 2019 a

17 de maio de 2019 Dra. Ana Lynce

Estágio opcional: Cardiologia

Professor José António Pereira Delgado Alves

20 de maio de 2019 a 31 de maio de 2019

Professor Doutor Sérgio Baptista

5.2 TRABALHOS REALIZADOS EM CADA ESTÁGIO PARCELAR

Estágio parcelar Tema Autores

Medicina Geral e familiar “Monitorização e Tratamento para o Controlo da Asma na Criança, no

Adolescente e no Adulto” – Revisão da Norma de Orientação Clínica. Susana Martinho

Pediatria “Sépsis Neonatal” – Revisão teórica, enquadrada com história clínica. Susana Martinho

Ginecologia e Obstetrícia “Doença Renal Crónica em Ginecologia” – Revisão teórica de artigo da Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa

Carina Almeida Susana Martinho

Cirurgia “Game of Guts: surgery is coming” – Revisão teórica enquadrada com dois casos clínicos de suboclusão intestinal recorrente.

Carina Almeida Luís Correia Susana Martinho Medicina Interna “Síncope” – Revisão teórica. Susana Martinho

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RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO ESTÁGIO PROFISSIONALIZANTE

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5.3 TRABALHOS CIENTÍFICOS

Publicações em Revistas Internacionais

A.B. Pereiro, J.M.M. Araújo, S. Martinho, F. Alves, A. Matias, S. Nunes, C.M.M. Duarte, L.P.N. Rebelo, I.M. Marrucho, Fluorinated Ionic Liquids: Properties and 4 Applications, ACS Sustainable Chem. Eng., DOI: dx.doi.org/10.1021/sc300163n, 2013.

S. Martinho, J.M.M. Araújo, L.P.N. Rebelo, I.M. Marrucho, A.B. Pereiro. Liquid- liquid Equilibria of Perfluorocarbons with

Fluorinated Ionic Liquids, J. Chem. Thermodyn., DOI: https://doi.org/10.1016/j.jct.2013.04.019, 2013

Ana B. Pereiro, Liliana C. Tomé, Susana Martinho, Luís Paulo N. Rebelo, Isabel M. Marrucho. Gas Permeation Properties of Fluorinated Ionic Liquids, Ind. Eng. Chem. Res., DOI: https://doi.org/10.1021/ie4002469, 2013

Comunicações em congressos

A.B. Pereiro, J.M.M. Araújo, S. Martinho, F. Alves, A. Matias, S. Nunes, C.M.M. Duarte, L.P.N. Rebelo, I.M. Marrucho, Perspectives on Fluorinated Ionic Liquids: Properties and Applications, COIL 5 - Vilamoura, Portugal, 21st-25thApril 2013. (COIL é

o congresso com maior relevância de líquidos iónicos)

S. Martinho, J.M.M. Araújo, L.P.N. Rebelo, I.M. Marrucho, A.B. Pereiro. Liquid- Liquid Equilibria of Perfluorocarbons with

Fluorinated Ionic Liquids, COIL 5 - Vilamoura, Portugal, 21st-25thApril 2013. (COIL é o congresso com maior relevância de líquidos iónicos)

Participação em Projetos Financiados

Bolsa de investigação

PTDC/EQU-FTT/118800/2010 – Desenvolvimento de novas terapêuticas de oxigénio, através da utilização de líquidos iónicos fluorados.

Fundos: Concurso 2010 Engenharia Química - Fenómenos de Transporte e Termodinâmica. Fundação para Ciência e a Tecnologia (FCT), Portugal. Financiado de 2012 até 2015.

Investigador principal: Ana Belén Pereiro Estévez

Instituição: Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB/UNL)

Bolsa de Iniciação Científica

PTDC/FIS/64926/2006 - Estudos de Sistemas de Átomos Ultrafrios Fermiónicos e Bosónicos. Fundos: Fundação para Ciência e a Tecnologia (FCT), Portugal.

Investigado Principal: José́ Tito da Luz Mendonça

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5.4 COMISSÃO ORGANIZADORA DO XIV HOSPITAL DA BONECADA

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5.6 SAÚDE MENTAL: COMPORTAMENTOS DE RISCO – ADIÇÕES,

TRATAMENTO E RECUPERAÇÃO

5.7 IV JORNADAS DA COMUNIDADE DA USF ALPHAMOURO

20 DE OUTUBRO DE 2018

CENTRO DE SAÚDE DE RIO DE MOURO INSCRIÇÕES GRATUITAS NO SECRETARIADO DA UNIDADE

(INSCRIÇÃO NÃO OBRIGATÓRIA)

TRAZ O TEU BONECO DOENTE! CONCURSO DE DESENHOS!

9:30 h RECEÇÃO

10:00 h COMO LIDAR COM FAMILIARES ACAMADOS WORKSHOP REGRAS BÁSICAS DE PRIMEIROS SOCORROS 11:00 h INTERVALO COM LANCHE

11:30 h DICAS PARA JOVENS PAIS

WORKSHOP REGRAS BÁSICAS DE PRIMEIROS SOCORROS 12:45 h AULA DE ZUMBA

DURANTE TODA A MANHÃ

USF DOS PEQUENINOS

Quantas vezes fizeste os teus pais passar vergonha por esperneares na consulta? Vem à USF dos Pequeninos conhecer-nos e perder o medo da bata branca!

Traz o teu boneco doente e com muita brincadeira vamos todos tratar dele!

COMO LIDAR COM FAMILIARES ACAMADOS

O aumento da esperança de vida associado à existência de melhores cuidados de saúde tem contribuído para o aumento de pessoas com doença crónica e dependência. Pretende-se ao longo da sessão fornecer informação específica aos cuidadores de pessoas dependentes abordando temas como: alimentação e hidratação; higiene, conforto e mobilidade; rede de apoio local; direitos legais.

WORKSHOP REGRAS BÁSICAS DE PRIMEIROS SOCORROS

Esta sessão visa dar a conhecer à população as melhores recomendações de atuação perante situações de acidente ou doença aguda, entre outras: asfixia, convulsões, queimaduras, picadas de animais, eletrocussão, intoxicação, sangramento nasal, etc.

Para além disso, iremos realçar algumas situações que necessitam de pedido de ajuda profissional.

DICAS PARA JOVENS PAIS

Com a chegada do primeiro filho desenrolam-se as primeiras adversidades ao lidar com o comportamento do bebé e da criança. Pretendemos uma conversa informal com os pais de forma a encontrarmos uma melhor forma de gerir questões relacionadas com o seu comportamento (birras em locais públicos, telemóvel/tablet, medos...).

SESSÕES

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5.9 CURSO DE FORMAÇÃO EM SAÚDE INFANTIL

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5.11 I SIMPÓSIO IBÉRICO DE DOENÇA CELÍACA

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5.13 I NEURO DAY

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5.15 11

A S

JORNADAS DA PRIMAVERA DO HOSPITAL CUF CASCAIS

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5.16 RESUMO SUBMETIDO AO I CONGRESSO INVESTIGAÇÃO EM

MEDICINA DAS ESCOLAS MÉDICAS PORTUGUESAS

Rastreio pré-natal não invasivo

Resumo

Cairrão, T.; Graziosi, C.; Martinho, S.; Monteiro, M.

Em Portugal, a maioria das grávidas efetua o rastreio combinado, ou seja, o doseamento de marcadores bioquímicos no sangue materno associados aos marcadores ecográficos(1), que podem identificar fetos com risco para aneuploidias,

com uma sensibilidade entre 85 e 90% e uma taxa de falsos positivos (FP) de 3 a 5%(2). Perante o resultado positivo de

um teste de rastreio, segue-se a possibilidade de realização de um teste diagnóstico, o qual constitui, inevitavelmente, um procedimento invasivo. A possibilidade de uma abordagem alternativa, isenta de riscos obstétricos será, seguramente, um dos grandes objetivos e conquistas em diagnóstico pré-natal (DPN). A descoberta de material fetal em tecidos maternos foi feita por Schmorl. Seguiram-se décadas de investigação até à identificação de células fetais e ao isolamento de ácido desoxirribonucleico (ADN) fetal livres na circulação materna.

Atualmente, a pesquisa de ADN fetal livre na circulação materna é comercializada por diversos laboratórios em Portugal, embora a sua existência ainda seja desconhecida por muitas grávidas, uma vez que não é realizado nos hospitais públicos nem comparticipado pelo SNS.

O objetivo deste trabalho é demonstrar a realidade portuguesa, através da análise de dados fornecidos pelo laboratório privado que detém a maior quota comercial no país, para tentar inferir quantas mulheres realizam este teste e os motivos pelos quais o fazem.(3)

Realizou-se então um estudo observacional, descritivo e transversal, com uma amostra de 308 grávidas, o que nos permitiu caracterizar: as mulheres que conheciam o teste, como souberam da sua existência, em que situações o realizaram e se sabiam interpretar o resultado. Aplicámos uma escala de ansiedade validada para grávidas, para verificar se existia associação com alguma das variáveis pesquisadas no questionário.(4)

Apresentamos ainda um caso clínico, que exemplifica uma situação em que foi realizado um teste de pesquisa de ADN fetal livre na circulação materna e que demonstra que existem situações em que o rastreio combinado pode levar a que seja realizado um procedimento invasivo desnecessário.

O estudo feito permite-nos concluir que a análise do ADN fetal livre é um método valioso no rastreio pré-natal, podendo complementar a avaliação ecográfica do 1º Trimestre, mas evidentemente nunca a substituindo.

(1) Almeida, P., Franco, S., Guerra, N., Moura, P. (2014). A nova era do rastreio pré-natal. Acta Obstet Ginecol Port;8(3), pp.284-290 (2) Walsh JME, Goldberg JD. Fetal aneuploidy maternal plasma DNA technology assessment. Prenatal Diagnosis 2013, 33, 514-520

(3) Sousa, M. J., Ribeiro, R., Cruz, G., Albuquerque, M., Sousa, J.G., Sousa, G. (2016). Non-Invasive prenatal tests: Impact in a group of Portuguese pregnant population. Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa

(4) Zhong, Q., Gelaye, B., Zaslavsky, A., Fann, J., Rondon, M., Sánchez, S. and Williams, M. (2015). Diagnostic Validity of the Generalized Anxiety Disorder - 7 (GAD-7) among Pregnant Women. PLOS ONE, 10(4), p.e0125096

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5.17 DECLARAÇÃO DE SUBMISSÃO DE RESUMO

Declaração

Para os devidos efeitos, e na qualidade de regente da UC Ginecologia e Obstetrícia do 4º ano do Mestrado integrado em Medicina (MIM) da NOVA Medical School (NMS), Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa,declaro que o trabalho “Rastreio Pré-natal não invasivo”, realizado pelas alunas Telma Cairrão, Susana Martinho e Maria Monteiro, foi o selecionado pelos docentes desta UC, como candidato a representar a NMS na sessão de comunicações livres de alunos do MIM no I Congresso Investigação em Medicina das Escolas Médicas Portuguesas que decorreu em Coimbra entre 28 e 29 de abril 2017.

Lisboa, 30 de Maio de 2019

Assistente Graduada de Ginecologia e Obstetrícia do CHLC Profª Auxiliar Convidada de Ginecologia e Obstetrícia

NOVA Medical School / Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa

Campo dos Mártires da Pátria, 130 | 1169-056 Lisboa

Referências

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