UNIVERSIDADE ANHANGUERA-UNIDERP
UBIRAJARA CECILIO GARCIA
Educação Ambiental em três campi do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul: Aquidauana, Corumbá e Coxim
CAMPO GRANDE – MS 2017
UBIRAJARA CECILIO GARCIA
Educação Ambiental em três campi do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul: Aquidauana, Corumbá e Coxim
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em Meio Ambiente e
Desenvolvimento Regional da
Universidade Anhanguera-Uniderp, como parte dos requisitos para a obtenção do título de Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional.
Orientação
Prof. Dr. Sandino Hoff
CAMPO GRANDE – MS 2017
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Anhanguera-Uniderp
Garcia, Ubirajara Cecilio.
Educação ambiental em três campi do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul: Aquidauana, Corumbá e Coxim. / Ubirajara Cecilio Garcia. -- Campo Grande, 2017.
62f.
Dissertação (mestrado) – Universidade Anhanguera-Uniderp, 2017.
“Orientação: Prof. Dr. Sandino Hoff. ”
1. Educação profissional. 2. Desenvolvimento sustentável – Mato Grosso do Sul. 3. Instituições escolares. 4. Organização do trabalho didático. I. Título.
CDD 21.ed. 370.113
333.7098171
AGRADECIMENTOS
Dedico este trabalho aos meus estimados ex, atuais e futuros estudantes, razão que motivou-me estudar Educação Ambiental.
Ao meu orientador Prof. Dr. Sandino Hoff, todo meu respeito e admiração, exemplo de educador ao qual espelharei em minha carreira docente.
Aos docentes e técnicos do Programa de Mestrado em Meio Ambiente e
Desenvolvimento Regional – UNIDERP-Anhanguera, muito obrigado pelos
ensinamentos e colaborações.
SUMÁRIO
1. Resumo Geral...7
2. General Summary...8
3. Introdução Geral...9
4. Revisão de Literatura...12
4.1. Síntese Histórica da Educação Ambiental ...14
4.1.1. Síntese Histórica da Educação Ambiental no Brasil ...16
4.2. Síntese Histórica da Rede Federal de Educação Profissional Científica e Tecnológica ...18
4.2.1. Síntese Histórica dos três Campi pesquisados do IFMS...19
4.3. A Organização do Trabalho Didático no Currículo Escolar e as possibilidades da Transversalidade/Interdisciplinaridade da Edcuação Ambiental na Educação Profissional ... 20
4.4. Impactos Ambientais nos Biomas Cerrado e Pantanal. Educação Ambiental – uma via de mitigação ... 25
5. Referências Bibliográficas...30
6. Artigo ... 36
1. Resumo Geral
O objeto deste estudo é a prática da Educação Ambiental em três campi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul - IFMS, localizados na região do Pantanal Sul-Mato-Grossense. Com base na linha de pesquisa Sociedade, Ambiente e Desenvolvimento Regional Sustentável, o trabalho teve como objetivo geral investigar o desenvolvimento e a prática da Educação Ambiental nos campi do IFMS, nos cursos Técnico Integrado em Edificações (Campus Aquidauana), Tecnologia em Processos Metalúrgicos (Campus Corumbá) e Licenciatura em Química (Campus Coxim). A coleta de dados foi realizada, em fontes primárias: documentos referentes à Educação Ambiental, Educação Profissional, Projetos Pedagógicos dos Cursos, planos de aula e produção dos discentes. Foram elaborados e aplicados questionários censitários aos docentes e discentes do último semestre dos cursos Técnico, Tecnológico e de Licenciatura e realizadas entrevistas semiestruturadas com coordenadores. Para completar os dados, foram utilizadas fontes secundárias: artigos, capítulos de livros, dissertações de mestrado e tese de doutorado, relacionados ao tema. O eixo teórico-metodológico referenciado no método histórico-crítico, o que estabelece como categoria de análise a organização do trabalho didático, fundamentada em Alves (2005), os aspectos da relação educativa, dos recursos didáticos e o espaço físico. Verificou-se a inserção da Educação Ambiental na minoria das unidades curriculares e nas ementas dos cursos; percebeu-se a necessidade de organizar e ampliar sistemicamente as ações relacionadas à este tema valendo-se da inter/transdisciplinaridade
Palavras-chave: Educação Profissional, Desenvolvimento Sustentável,
2. General Summary
The objective of this study is the practice of Environmental Education in three campuses of the Federal Institute of Education, Science and Technology of Mato Grosso do Sul - IFMS, located in the Pantanal Sul-Mato-Grossense region. Based on the Society, Environment and Sustainable Regional Development research line, the main objective of this work was to investigate the development and practice of Environmental Education in the IFMS campuses, in the Integrated Engineering in Buildings (Campus Aquidauana), Technology in Metallurgical Processes ( Campus Corumbá) and Degree in Chemistry (Coxim Campus). Data collection was carried out in primary sources: documents related to Environmental Education, Professional Education, Pedagogical Projects of the Courses, lesson plans and students' production. Census questionnaires were prepared and applied to the teachers and students of the last semester of the Technical, Technological and Licentiate courses and semi-structured interviews with coordinators were carried out. To complete the data, secondary sources were used: articles, book chapters, master's dissertations and doctoral thesis related to the theme. The theoretical-methodological axis referenced in the historical-critical method, which establishes as the category of analysis the organization of didactic work, based on Alves (2005), aspects of the educational relationship, didactic resources and physical space. The inclusion of Environmental Education in the minority of the curricular units and the menus of the courses was verified; The need to organize and systematically amplify the actions related to this theme using inter/transdisciplinarity
Key words: Professional Education, Sustainable Development, School Institutions, Didactic Work Organization.
9 3. Introdução Geral
O debate da questão ambiental, sob a ótica dos problemas que podem afetar o destino da humanidade, mobilizou governos e sociedade civil em geral a desenvolverem políticas públicas, programas e projetos, amplificados a partir da segunda metade do século XX.
O tema ganhou destaque em especial a partir de 1962 quando Rachel Carson publicou o livro “Primavera Silenciosa”, dissertando sobre o comportamento destruidor do homem, devido ao uso indevido de insumos químicos no que acarretou conforme observou DIAS (2004, p. 551): “em um período que o mundo começava a perceber as consequências do modelo de desenvolvimento econômico adotado pelos países ricos”.
Nesse caminho, a escola é a instituição que foi chamada a colaborar sob a luz da Educação Ambiental, em ações que estimulem o pensar e o agir de todos os indivíduos, como aponta CARVALHO (2011, p. 24):
“A Educação Ambiental tem sido valorizada como uma ação educativa e deve estar presente, na escola, de forma transversal e interdisciplinar, no intuito de articular o conjunto de saberes, formação de atitudes e sensibilidades ambientais”.
Espera-se que a escola busque desenvolver ações, por meio de seu currículo, embasando-se nos princípios, políticas e programas da Educação Ambiental - EA, dentre eles: a Política Nacional de Educação Ambiental - PNEA (Lei nº 9795-99), o Programa Nacional de Educação Ambiental - PRONEA, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental - DCNA (Resolução nº 02 – 15/06/2012) e os Parâmetros Curriculares Nacionais Meio Ambiente - PCN, visando esclarecer a comunidade em relação às questões ambientais locais, regionais, nacionais e globais.
O IFMS possui campi em dez municípios: Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã e Nova Andradina, compondo a Rede Federal de Educação Profissional formada por 38 Institutos Federais, dois Centros Federais de Educação Tecnológica, 24 Escolas Técnicas e o Colégio Pedro II, totalizando 562 unidades em funcionamento.
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Os cursos foram criados em razão da demanda para o desenvolvimento local e regional da mesorregião, conforme explicitado nos projetos pedagógicos de curso. Segundo PACHECO (2011, p.20): “uma das finalidades dos Institutos Federais está em atuar em favor do desenvolvimento local e regional na perspectiva da construção da cidadania”.
A Educação Ambiental, ministrada de forma transversal, foi pesquisada nos cursos Técnico Integrado em Edificações (Campus Aquidauana), Tecnologia em Processos Metalúrgicos (Campus Corumbá) e Licenciatura em Química (Campus Coxim).
O objetivo geral assim se enuncia: investigar o desenvolvimento e a prática da Educação Ambiental nos campi de Aquidauana, Corumbá e Coxim do IFMS, no desempenho do ensino e nos resultados alcançados.
O tema desta dissertação propositou os seguintes questionamentos: Os campi de Aquidauana, Corumbá e Coxim oportunizam o desenvolvimento da Educação Ambiental, levando a empreender o desenvolvimento regional sustentável do ambiente e da comunidade pantaneira? b) Os docentes das diversas disciplinas estão capacitados em relação a essa proposta pedagógica? c) Os estudantes ingressantes no mundo do trabalho adquiriram conhecimentos relacionados à Educação Ambiental, em especial, sobre os problemas ambientais?
A partir das questões levantadas, foram formulados dois objetivos específicos:
a) Analisar a Educação Ambiental estabelecida nos Projetos Pedagógicos dos Cursos Técnico, Tecnológico e de Licenciatura e cumprida na prática dos docentes, tendo em vista o desenvolvimento regional sustentável do ambiente e a comunidade pantaneira;
b) Apreender os conhecimentos sobre Educação Ambiental dos discentes nos últimos semestres dos cursos Técnico, Tecnológico e de Licenciatura.
A coleta de dados foi realizada, em fontes primárias: documentos
referentes à Educação Ambiental, Educação Profissional, Projetos
Pedagógicos dos Cursos, planos de aula e produção dos discentes.
Foram elaborados e aplicados questionários censitários aos docentes e discentes do último semestre dos cursos Técnico, Tecnológico e de
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Licenciatura e realizadas entrevistas semiestruturadas com coordenadores, previamente homologados pelo Comitê de Ética em Pesquisa deste programa pós-graduação strictu sensu. Para completar os dados, foram utilizadas fontes secundárias: artigos, capítulos de livros, dissertações de mestrado e tese de doutorado, relacionados ao tema.
O eixo teórico-metodológico foi referenciado no método histórico-crítico, o que estabelece como categoria de análise a organização do trabalho didático, fundamentada em Alves (2005) sobre os aspectos da relação educativa, dos recursos didáticos e o espaço físico.
Este trabalho tem como finalidade em mostrar ao Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, como esse importante tema está sendo abordado em três dos seus dez campi.
12 4. Revisão da Literatura
No cotidiano dos Institutos Federais a busca pela formação técnica, tecnológica e de licenciatura, objetiva atender as demandas do mundo do trabalho. Insere-se nesse contexto, a temática ambiental, exigindo que os profissionais incorporem conhecimentos sobre o meio ambiente. Conforme escreve SANTOS et al. (2012, p. 01):
“A preocupação com o meio ambiente tem mesmo se tornado um dos principais eixos de inovação nos diversos ramos industriais, consistindo um valor que agrega valor a produtos e serviços. Um funcionário que domine os novos saberes relativos ao meio ambiente estará mais bem preparado para enfrentar o desafio da sustentabilidade”.
Colaborou para impulsionar a temática ambiental a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225, inciso VI, incumbindo ao poder público de “promover educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente” (BRASIL, 1988).
Ao observar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), percebeu-se um distanciamento na discussão da Educação Ambiental na “Educação Profissional Técnica de Nível Médio”, já o Plano
Nacional de Educação (2001-2010 – Lei nº 10.172/01) propõe o
desenvolvimento da Educação Ambiental de forma transversal e que se desenvolva como “prática educativa integrada, contínua e permanente em conformidade com a Lei nº 9.795/99” (BRASIL, 2001).
Com a criação dos Institutos Federais, por meio da Lei nº 11.892/08, o Ministério da Educação incluiu a temática ambiental, onde é possível observar no artigo 6º, inciso IX: “promover a produção, o desenvolvimento e a transferência de tecnologias sociais, notadamente as voltadas à preservação do meio ambiente” (BRASIL, 2008). Observa-se então, o compromisso dos Institutos Federais com o desenvolvimento sustentável.
O PDI – Plano de Desenvolvimento Institucional, (2014, p.25), do IFMS apresenta como Missão e Valores respectivamente:
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“- Promover a educação de excelência por meio do ensino, pesquisa e extensão nas diversas áreas do conhecimento técnico e tecnológico, formando profissional humanista e inovador, com vistas a induzir o desenvolvimento econômico e social local, regional e nacional.
- Inovação, Ética, Compromisso com o desenvolvimento local e regional, Transparência e Compromisso Social.”
Ao estabelecer um paralelo com a PNEA - Política Nacional de Educação Ambiental (Lei nº9795-99), com o PRONEA – Programa Nacional de Educação Ambiental, com as DCNA – Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental (Resolução nº02 – 15/06/2012) e com os PCN’S – Parâmetros Curriculares Nacionais Meio Ambiente, pôde-se perceber um estreitamento com a proposta da Missão e dos Valores do IFMS.
Tais reflexões apresentadas encontram diálogo no Estatuto do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, Artigo 3º, como os princípios que norteiam a Educação Ambiental, dentre eles:
“[...]compromisso com a justiça social, cidadania, ética,
desenvolvimento sustentável do meio ambiente,
transparência e gestão democrática; eficácia nas respostas de formação profissional, difusão do conhecimento científico tecnológico e suporte aos arranjos produtivos locais, sociais e culturais; compromisso com a defesa dos direitos humanos e com a qualidade de vida; organização descentralizada mediante a possibilidade de implantação de diversos campi, inserindo-se na realidade regional, oferecendo suas contribuições e serviços resultantes do trabalho acadêmicos com vista a impulsionar os arranjos produtivos locais e regionais; organização dinâmica e flexível, com enfoque interdisciplinar, privilegiando o diálogo permanente com a realidade local e regional, sem abdicar dos aprofundamentos científicos e tecnológicos.[...]
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Ao apresentar os princípios acima, que estão intimamente relacionados com a Política Nacional de Educação Ambiental, instigou investigar se efetivamente a prática da Educação Ambiental ocorre nessa instituição de educação profissional, que há aproximadamente seis anos iniciou os seus trabalhos no Estado de Mato Grosso do Sul.
4.1 Síntese Histórica da Educação Ambiental
No século XVIII com o advento da Revolução Industrial, as ações predatórias do homem na natureza se intensificaram cada vez mais para extração de matérias-primas para as indústrias que se principiavam.
Conforme evidencia TOZONI-REIS (2004, p. 03): “a década de 1960 pode ser considerada uma referência quanto à origem das preocupações com as perdas da qualidade ambiental”. É em 1962 que Rachel Carson, publica o livro “Primavera Silenciosa”, aclamado “[...] como uma das obras mais importantes do século por ter auxiliado o desencadeamento de mudanças de postura por parte de vários países sobre o uso de insumos químicos” (MARCATTO, 2002, p. 64). Esta obra impulsionou a reflexão sobre os efeitos danosos das ações humanas sobre o ambiente.
Em 1968, a temática “Educação Ambiental”, surge na Conferência em Educação na Universidade de Keele, Grã-Bretanha, criando o Conselho para Educação Ambiental no Reino Unido.
Ainda no ano de 68, nasce o Clube de Roma, composto por especialistas de diferentes áreas do conhecimento, realizaram um documento denominado “Os Limites do Crescimento Econômico”, estudando ações para se obter no mundo um equilíbrio global, dentre elas a redução do consumo “e enfatizando a necessidade de modificações/ajustes no modelo de desenvolvimento econômico adotado pelos diferentes países” (NASCIMENTO, 2006, p. 09).
Entre as décadas de 1970 a 1990, mereceram destaque, eventos internacionais que colaboraram no desenvolvimento da temática Educação Ambiental em nível planetário dentre eles: Estocolmo (1972), Belgrado (1975), Tbilisi (1977), Moscou (1987) e Rio de Janeiro (1992).
A Conferência das Nações sobre o Ambiente Humano realizada em 1972, (Conferência de Estocolmo), organizada pela ONU (Organização das
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Nações Unidas), realizou a recomendação de nº 96 que reconhece na Educação Ambiental como um elemento no combate à crise ambiental.
Em 1975, a Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) e Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), seguindo a Recomendação nº 96 da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, desenvolveram o PIEA – Programa Internacional de Educação Ambiental no Seminário Internacional de Educação Ambiental em Belgrado. “A Carta de Belgrado define a estrutura e os princípios básicos da educação ambiental, identificando o crescimento econômico com controle ambiental como o conteúdo da nova ética global” TOZONI-REIS (2004, p. 04)”.
No ano de 1977, Unesco e Pnuma organizaram a Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental em Tbilisi, marco da primeira fase do Programa Internacional de Educação Ambiental definindo os objetivos, as características e as estratégias em nível nacional e internacional.
Sobre o evento em Tbilisi, TOZONI-REIS (2004, p. 05) explicita:
A Declaração da Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental de Tbilisi define como função da educação ambiental criar consciência e compreensão dos problemas ambientais e estimular a formação de comportamentos positivos.
Em 1987, na cidade de Moscou, foi promovido pela UNESCO e Pnuma, o Congresso Internacional sobre Educação e Formação Relativa ao Meio Ambiente. Dentre as principais ações, foi analisado os avanços da Educação Ambiental desde Tbilisi, reafirmou seus princípios, capacitando diferentes profissionais nas áreas formais e não formais da Educação Ambiental, assinalou a inclusão da dimensão ambiental nos currículos de todos os níveis e confirmou a importância e a necessidade da pesquisa, e da formação em Educação Ambiental.
Em 1992, na cidade do Rio de Janeiro, ocorreu a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecida como a Rio-92.
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Nesse evento, os documentos criados em Tbilisi subsidiaram a elaboração da Educação Ambiental na Agenda 21, em especial no capítulo 36, conforme observa TOZONI-REIS (2004, p.06):
“Merecem destaque, nesse documento, a integração de disciplinas pela organização multi e interdisciplinar dos currículos, o desenvolvimento de métodos de ensino e, principalmente, a comunicação”.
A Agenda 21 é considerada um dos principais documentos da Rio-92, ratificada por representantes de mais de 170 países. NASCIMENTO (2006, p. 13) comenta que “a Agenda 21 trata especificamente da promoção do ensino, da conscientização e da capacitação, visando reorientar o ensino no sentido do desenvolvimento sustentável”.
Durante a Rio-92, ocorreu o Fórum Internacional das Organizações Não-Governamentais, que pactuaram o “Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global”. Participaram na elaboração desse tratado entidades da sociedade civil e diversas partes do mundo. Esse documento “além de enfatizar o caráter crítico e emancipatório da Educação Ambiental, entendeu-a como um instrumento de transformação social” (BERNARDES e PRIETO, 2010, p. 174).
Em 2002, após dez anos de Rio-92, foi realizada em Johannesburgo, a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, conhecida como Rio+10. “Foi realizado um balanço dos dez anos da Agenda 21 onde concluíram a permanência da insustentabilidade do modelo econômico em curso” (TOZONI-REIS 2004, p. 07).
4.1.1 Síntese Histórica da Educação Ambiental no Brasil
No Brasil, a partir da década de 70, sob a influência dos encontros ocorridos em diversos países sobre o meio ambiente, órgãos governamentais, Organizações Não-Governamentais (ONGs), escolas e outras instituições educacionais a partir, iniciam os seus estudos sobre a Educação Ambiental e ações voltadas à recuperação, conservação e melhoria do meio ambiente. Neste período surgem também os primeiros cursos de especialização em Educação Ambiental.
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A partir de 1973, ocorreu o processo de institucionalização da Educação Ambiental no Governo Federal brasileiro com a criação da Secretaria Especial do Meio Ambiente (SEMA). Vale enfatizar que na década de 70 no Brasil, ocorreu a inserção da temática ambiental nos currículos escolares da educação básica e superior.
Na década de 80, foi criada a Política Nacional de Meio Ambiente – PNMA (Lei nº 6.938, de 1981), que estabeleceu como política pública a Educação Ambiental no Brasil e a necessidade de inclusão da Educação Ambiental em todos os níveis de ensino e desde então, outros marcos legais foram estabelecidos.
Em 1988, a Constituição Federal, estabeleceu no artigo 225, inciso VI Art. 225, § 1º, inciso VI:
“[...] assegura o direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, atribuindo ao Estado o dever de “promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente”.
A década de 80 foi marcada também pela criação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Fundo Nacional de Meio Ambiente “para fortalecer a área ambiental no governo federal e promover novos processos educativos” (PRONEA, 2014, p. 11).
A década de 90 merece destaque a Rio-92 e suas convenções internacionais; e a criação de leis, dentre elas a de Crimes Ambientais e de Recursos Hídricos e a Política Nacional de Educação Ambiental.
Durante a Rio-92, com a participação do Ministério da Educação (MEC), foi redigida a Carta Brasileira para Educação Ambiental. O PRONEA (2005, p.24) esclarece que esse documento, “reconhece ser a Educação Ambiental um dos instrumentos mais importantes para viabilizar a sustentabilidade como estratégia de sobrevivência do planeta e, consequentemente, de melhoria da qualidade de vida humana”.
Em 27 de abril de 1999 é promulgada a Lei nº 9795 que dispõe sobre a Educação Ambiental e institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá
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outras providências. A lei caracteriza o que é a Educação Ambiental; apresenta os seus princípios básicos e objetivos fundamentais; explana sobre a política nacional da Educação Ambiental utilizando o ensino formal e não-formal; e finaliza explicando como deverá ser a execução da política nacional da Educação Ambiental. No seu art 1º, a Lei nº 9795/1999 define o que é Educação Ambiental:
“Art. 1º Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade”.
No ano de 2004, em razão da Lei nº 9795/1999, Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Educação, lançam o Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNEA), fruto de Consulta Pública realizada em 2003, este documento torna-se referência programática para a construção das políticas públicas federais, estaduais e municipais de educação ambiental e que nos tempos atuais encontra-se em sua quarta edição.
4.2 Síntese Histórica da Rede Federal de Educação Profissional Científica e Tecnológica.
O ano de 1909 marca o início da história da Educação Profissional e Tecnológica no Brasil, quando o Presidente da República Nilo Peçanha criou as Escolas de Aprendizes e Artífices cujo o objetivo era “habilitar os filhos dos desfavorecidos de fortuna com o indispensável preparo técnico e intelectual” (PDI, 2014, p.16).
Com o passar dos anos, o sistema federal de ensino passou por diversas reformulações e outras escolas técnicas foram implantadas dentre elas: Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET), Colégio Pedro II, Escolas Técnicas e Agrotécnicas Federais e em 2008, com a Lei nº 11.892 é criado 38 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, entre eles o de Mato Grosso do Sul.
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O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (IFMS) é uma instituição pública federal que oferece educação profissional, científica e tecnológica. Possui natureza jurídica de autarquia com autonomia administrativa, patrimonial, financeira, didático-pedagógica e disciplinar e está subordinado Ministério da Educação (MEC), juntamente com a SETEC – Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, tendo como premissa a oferta de educação profissional, científica e tecnológica nos níveis básico e superior em diferentes modalidades de ensino com inserção na pesquisa aplicada e em ações de extensão tecnológica.
Conforme o Estatuto do IFMS, em seu Art.1, §2º:
O Instituto Federal é uma instituição de educação superior, básica e profissional, pluricurricular e multicampi e descentralizada, especializada na oferta de educação profissional e tecnológica nas diferentes modalidades de ensino, com base na conjugação de conhecimentos técnicos e tecnológicos com sua prática [...]”.
O Instituto Federal conta até a presente data desta pesquisa com dez campi, dentre eles: Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã e Três Lagoas e uma Reitoria localizada na capital.
4.2.1 Síntese Histórica dos três Campi pesquisados do IFMS
O Campus Aquidauana iniciou suas atividades em setembro de 2010. Até a presente pesquisa, possuía 849 estudantes matriculados em dezessete cursos nas modalidades de qualificação profissional (FIC – Formação Inicial e Continuada), técnico integrado de nível médio, técnico integrado – Educação de Jovens e Adultos (PROEJA), técnico subsequente presencial, técnico subsequente a distância, idiomas, graduação e pós-graduação.
O Campus Corumbá iniciou suas atividades em setembro de 2010. Até a presente pesquisa, possuía 774 estudantes matriculados em dezoito cursos nas modalidades de qualificação profissional (Formação Inicial e Continuada –
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FIC), técnico integrado de nível médio, técnico subsequente presencial, técnico subsequente a distância, idiomas, graduação e pós-graduação.
O Campus Coxim iniciou suas atividades em agosto de 2010. Até a presente pesquisa, possuía 988 estudantes matriculados em catorze cursos nas modalidades de qualificação profissional (Formação Inicial e Continuada – FIC), técnico integrado de nível médio, técnico subsequente presencial, técnico subsequente a distância, idiomas, graduação e pós-graduação.
4.3 A Organização do Trabalho Didático no Currículo Escolar e as
possibilidades da Transversalidade/Interdisciplinaridade da Educação
Ambiental na Educação Profissional
A Educação Ambiental destaca-se, como ação educativa, quando desenvolve a mediação entre a esfera educacional e o campo ambiental, pois auxilia na discussão sobre os problemas gerados pela crise ecológica, produzindo reflexões, concepções, métodos e experiências que buscam construir novas bases de conhecimento e valores ecológicos para esta e futuras gerações.
Neste sentido, REIGOTA (1995, p. 61) define Educação Ambiental como:
“[...] uma educação política, fundamentada numa filosofia política da ciência da educação anti-totalitária, pacifista e mesmo utópica, no sentido de exigir e chegar aos princípios básicos de justiça social, buscando uma “nova aliança” com a natureza através de práticas pedagógicas dialógicas”
Práticas pedagógicas dialógicas essas que se faz necessária a inserção da Educação Ambiental, na educação formal, e o currículo escolar é elemento fundamental nessa discussão para que ocorra com efetividade a implementação da EA transversalmente e interdisciplinarmente. A Educação Ambiental precisa ser instituída em todas as disciplinas do currículo escolar permeando as suas relações e atividades escolares.
Defendendo a Educação Ambiental para estimular ações no ensino formal, a Lei nº 9795-99 em seu Artigo 9º elucida que:
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“[...] se entende por educação ambiental na educação escolar a desenvolvida no âmbito dos currículos das instituições de ensino públicas e privadas, englobando: na educação básica: educação infantil, ensino fundamental e ensino médio; na educação superior; na educação especial; na educação profissional e educação de jovens e adultos[...]”.
A escola hoje, tem dificuldade de articular e incluir a dimensão ambiental nas unidades curriculares, em razão de como o currículo escolar está estruturado. Esta situação não decorre dos dias atuais e sim é possível compreender a organização do trabalho didático quando nos voltamos para a história e entendemos a gênese do currículo. LUCCHESE e ALVES (2012, p. 03), colaboram nesse entendimento:
“A obra Didática Magna, escrita por Comenius, no século XVII, demonstra as características fundamentais da escola moderna na divisão e organização do trabalho didático – “dividir os alunos em classe” – “não dando lições a nenhum em separado, mas a todos em conjunto”, e ainda, “tornar todos atentos” – são prerrogativas da organização do trabalho didático, que nascem da forma de organização da transmissão dos saberes, baseada no método de instrução simultânea”.
Acreditando na visão de ALVES, (2004, p. 242): “Está colocada para os educadores, hoje, uma árdua tarefa: a produção de uma nova instituição educacional pública”. Defendemos a inserção da Educação Ambiental no currículo escolar, em todas as unidades curriculares, para ampliar as relações entre ser humano e a natureza, no sentido de compreende-la, preservá-la e utilizá-la de forma sustentável.
Iniciar essa tarefa não é simples, tendo em vista que a organização do trabalho didático, nas escolas contemporâneas “foi fundada por Comenius no século XVII, sob a inspiração da organização manufatureira do trabalho
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(ALVES, 2004, p. 242)”, no que rompeu com o conhecimento culturalmente
significativo dos clássicos e instaurou o império do manual didático na escola. O conhecimento culturalmente significativo, que deveria estar em nossa sociedade, “[...] não penetra o espaço da escola, a instituição que celebra como sua a função de transmitir o conhecimento (ALVES, 2004, p. 244)”. Ressaltamos aqui a importância da Educação Ambiental permeando todas as disciplinas, trazendo para a escola, Ciência, do que realmente é importante e significativo.
Para se ter a compreensão do real como um todo, é necessário o conhecimento das partes e o mais importante, a relação entre elas. A Ciência consiste em um grupo de conhecimentos sistematizados que são adquiridos pela observação, identificação, pesquisa, e a interdisciplinaridade se relacionará como uma necessidade e como um problema para a interpretação da compreensão do real. Auxilia nessa compreensão, FRIGOTTO (1995, p.33):
[...] o trabalho interdisciplinar se apresenta como uma necessidade imperativa pela simples razão de que a parte que isolamos ou arrancamos do contexto originário do real para poder ser explicada efetivamente, isto é, revelar no plano do pensamento e do conhecimento as determinações que assim a constituem, enquanto parte, tem que ser explicitada na integridade das características e qualidades da totalidade. É justamente o exercício de responder a esta necessidade que o trabalho interdisciplinar se apresenta como um problema crucial, tanto na produção do conhecimento quanto nos processos educativos e de ensino”.
A escola precisa compreender que a Educação Ambiental é uma parceira significativa no currículo escolar e que esse alinhamento ocorre envolvendo os recursos didáticos e as pessoas que compõe essa instituição. Conforme apontam CARDOSO e HOFF (2015, p.202):
“Devemos lembrar que o termo recursos didáticos compreende não só os materiais didáticos, mas também o planejamento curricular, a metodologia empregada, os
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conteúdos trabalhados, os estatutos, enfim todos os recursos que medeiam a prática educativa”.
As ações do cotidiano escolar e as unidades curriculares precisam ser decodificas sob o prisma das questões ambientais, fazendo com que o ser humano que convive nesse espaço possa se tornar um sujeito ecológico, humanista, holístico, democrático e participativo, consciente da crise ambiental e dos caminhos para enfrentá-la.
A respeito da Educação Ambiental nas ações do cotidiano escolar, destacando os níveis de ensino e a importância do currículo, PEREZ (2007, p. 02) disserta:
“Acredita-se que todas as instituições de ensino, desde as que desenvolvem a Educação Infantil, passando pelo Ensino Médio e chegando ao Ensino Superior têm sua parte de responsabilidade na formação de cidadãos conhecedores de diferentes visões sobre o sistema socioambiental e cultural, que constituem o mundo em que vivem. Essas instituições têm ou deveriam ter suportes, tanto didático-pedagógico quanto de infraestrutura física, para atenderem às mais diversas necessidades, no âmbito da educação ambiental[...]”.
A Lei nº 9795-99 estabelece que a Educação Ambiental deve ser desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente e de forma transversal e disciplinar. É necessário promover a problematização das questões ambientais em todos os níveis de ensino, mas para ofertar esse conhecimento, todos os agentes que atuam no ambiente escolar precisam estar capacitados ao tema para ter o discernimento de como atuar em equipe. A educação ambiental precisa ser vista como um processo interdisciplinar e transversal e não como um fim em si mesmo. Para FRIGOTTO et al. (2012, p.117):
“A interdisciplinaridade, como método, é a reconstituição da totalidade pela relação entre os conceitos originados a partir de distintos recortes da realidade; isto é, dos diversos
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campos da ciência representados em disciplinas. Isto tem como objetivo possibilitar a compreensão do significado dos conceitos, das razões e dos métodos pelos quais se pode conhecer o real e apropriá-lo em seu potencial para o ser humano”.
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental, Art. 2°. a preconizam como uma dimensão da educação. Menciona o aspecto social e o individual, tal qual a Lei de 99, e deve imprimir relação do homem com a natureza, visando potencializar a atividade humana com a finalidade de torná-la plena de prática social e de ética ambiental.
Na esteira desse entendimento, LUCCHESE e ALVES (2012, p .03) afirmam:
“Consideramos a escola como um locus em que se dá a mediação do conhecimento com a Educação Ambiental. Tal fundamento encontra respaldo com Lei a nº 9795, art. 2º, 1999: “[...] a Educação Ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal. (BRASIL, Lei nº 9795, art. 2º, 1999)”.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e as resoluções do Conselho Nacional de Educação (CNE), corroboram que a Educação Ambiental não deve ser inserida como uma nova disciplina, mas utilizá-la de forma interdisciplinar e transversal. As unidades curriculares, Ciências Naturais, História, Geografia, Língua Portuguesa, Educação Física, Arte e Matemática foram integradas aos conteúdos sobre o Meio Ambiente. Nos PCN (1997, p. 193):
“Para que os alunos construam a visão da globalidade das questões ambientais é necessário que cada profissional de ensino, mesmo especialista em determinada área do conhecimento, seja um dos agentes da interdisciplinaridade que o tema e exige [...] Trabalhar de forma transversal
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significa buscar a transformação dos conceitos, a explicitação de valores e a inclusão de procedimentos, sempre vinculados à realidade cotidiana da sociedade, de modo que obtenha cidadãos mais participantes”.
4.4 Impactos Ambientais nos Biomas Cerrado e Pantanal. Educação Ambiental – uma via de mitigação
A relação entre cidadania e ambiente colabora para ampliar o conceito de conservação ambiental no sentido que os elementos naturais e ambientais são bens coletivos e a Educação Ambiental entra com um importante papel em reformular comportamentos humanos e a conscientização como um processo educativo fundamental para garantir um ambiente sustentável para todas as formas de vida.
No início o homem ocupou o espaço natural sem preocupação e consciência de que poderia estar devastando para suas próximas gerações, ele só deu conta quando o próprio meio ambiente começou a devolvê-lo ocasionando prejuízos para a sociedade.
Com a criação de novas tecnologias para aumentar a produção agropecuária, intensificou o processo de degradação do espaço natural, ampliando com maior velocidade as possibilidades de extinção dos ecossistemas. “A Revolução Industrial só fez aumentar essa impressão, sobretudo entre os especialistas devotados às investigações na área de ciências naturais” (ALVES et al., 2012, p. 05).
O Brasil em suas primeiras décadas do século XX, por meio de políticas públicas e programas de desenvolvimento do território nacional, sofreu ocupação antrópica em todo território nacional, acarretando prejuízos aos biomas nacionais. ALVES (1995, p.05) interpreta essa ideia como: “[...] o nosso processo de desenvolvimento sempre esteve regido pelo capital, o que representou formidável impulso para que o modo de produção capitalista se impusesse plenamente em escala universal”.
Pode-se exemplificar como influência antrópica, a retirada da vegetação original acarretando a extinção de fauna e flora, manejo inadequado do solo para práticas de extração mineral e realização de agricultura e pecuária em grande escala, e o surgimento de cidades de forma desordenada, dentre
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outros. ALVES et al (2012, p. 15) evidenciam como: [...] uma realidade profundamente comprometida pela ação do capital”.
Complementando a ideia exposta no parágrafo acima a respeito do capital, MÉSZÁROS (2003, p. 87) aponta: “Na atual conjuntura, são esses os perigos claramente evidentes no nosso horizonte; e ninguém sabe quais perigos adicionais para nossos filhos surgirão em razão da incontrolabilidade destrutiva do capital!”.
Um dos maiores desafios é enfrentar as consequências da degradação ambiental realizada pelo ser humano. Nesse sentido, RAFFESTIN (1993) apud BARROS (2009, p.03) dissertou em sua obra denominada Geografia do Poder: “[...] o homem ocupa o espaço natural e o transforma em um território urbano, ou território humano, no caso de adaptação e implantação de atividades agropecuárias”.
Os biomas Cerrado e Pantanal estão na ordem do dia. As ameaças são as mais diversas, como muito bem apontam ALVES et al (2012, p. 2-3):
“ – [...] desde o desmatamento desregrado, decorrente da pressão exercida pelo aumento de atividades humanas no Pantanal;
- a expansão desordenada da agropecuária, que resulta na fragmentação dos hábitats naturais e a formação de fragmentos florestais;
- a redução do estoque pesqueiro de algumas espécies nobres, que se associa à crise econômica da pesca profissional e esportiva;
- as doenças, como as leishmanioses, intensificadas por alterações ambientais;
- os aspectos ligados à mudança da paisagem do Pantanal, associando o processo de dinâmica geomorfológica de avulsão fluvial com a vulnerabilidade dos locais onde ocorrem e dos ribeirinhos;
- as ações humanas decorrentes do uso e da ocupação do
solo, que impactam os fatores ambientais-chave
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hidrologia e à inundação sazonal e influem os hábitats naturais e sua biodiversidade;
- a possibilidade de extinção de muitas espécies pela poluição dos rios, uso abusivo dos recursos naturais, destruição, fragmentação e descaracterização dos hábitats, expansão da fronteira agrícola, expansão urbana e industrial, crescimento populacional e introdução de espécies exóticas;
- até a omissão das esferas governamentais e a falta de compromisso político dos próprios pesquisadores que sentem o dever cumprido simplesmente pelo exercício da produção do conhecimento especializado [...].
A transformação do Cerrado e do Pantanal em território lunar é uma possibilidade e o capital é o responsável para esta ocorrência, como evidenciamALVES et al (2012, p.23): “Mas, frise-se, não é da ação do homem que se trata e, sim, de uma relação social, histórica, denominada “capital”.
Mitigação e desenvolvimento sustentável podem caminhar juntas, porém demanda esforço, conscientização, discernimento e organização da sociedade afim de que seja criada uma plataforma política às condições atuais instaladas pelo capital. ALVES et al (2012, p.24) apresentam propostas para mitigar essa questão, dentre elas estão:
“a) a definição de políticas públicas, prevendo medidas pertinentes de conservação, de proteção, de vigilância e punição contra desmandos; b) maior comprometimento de instituições universitárias com a questão ambiental e c) alianças com ONGs e empresas sensíveis à necessidade de defesa da vida na região”.
Desde o final dos anos 80 a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), chama atenção para o início de um longo processo educativo com o objetivo de desenvolver aquisições individuais e coletivas que possam resultar em soluções para os problemas ambientais, UNESCO (1987, p. 37):
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“Um processo permanente no qual os indivíduos e a comunidade tomam consciência do seu meio ambiente e
adquirem conhecimentos, habilidades, experiências,
valores e a determinação que os tornam capazes de agir, individual ou coletivamente, na busca de soluções para os problemas ambientais presentes e futuros”.
E o desenvolvimento da Educação Ambiental – formal e não formal – é condição sine qua non para que ocorra mitigação e desenvolvimento sustentável. Para efeito de ilustração a Educação Ambiental formal, SANTOS (2004, p.17) exprime:
“No estado de Mato Grosso do Sul, que é privilegiado por suas riquezas naturais, há que se reforçar a necessidade de procedimentos que favoreçam a Educação Ambiental (EA) a sua população, oportunizando experiências compartilhadas, e, que hajam investimentos na formação de agentes multiplicadores, que contribuirão com a conscientização sobre a importância da valorização e respeito ao mundo natural”.
Para a Educação Ambiental não formal, BRUM (2001) apud SANTOS (2004, p. 17), realiza uma relevante reflexão sobre o Pantanal:
“[...] a mídia deveria ser um instrumento utilizado para propagar as reais necessidades da sociedade, e não o faz com o enfoque devido, quando aborda as questões pantaneiras, desconsiderando o frágil ambiente do Pantanal, e divulgando reportagens que exploram as belezas naturais, exaltam suas riquezas, e registrando de forma mais ou menos superficial, as tragédias (queimadas, assoreamento dos rios, erosão, pesca predatória), não aprofundam as graves questões denunciadas por ecologistas e constatadas por pesquisadores”.
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A reflexão e preocupação nas diversas áreas da Educação, em especial, sobre educação-ambiente, TOZONI-REIS (2004, p.08) comenta: “não são novas e já estavam presentes de alguma forma, por exemplo, em Comenio, Rousseau, Pestalozzi, Froebel e Freinet”. Todo esse conjunto de problemas atuais (e outros nem tão atuais assim), decorrentes do capital, trazem ameaças à vida humana e de outras espécies incumbindo à Educação Ambiental protagonismo na mitigação dos biomas impactados.
30 5. Referências Bibliográficas
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36 6. Artigo
Educação Ambiental em três campi do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul: Aquidauana, Corumbá e Coxim
Ubirajara Cecilio Garcia
Resumo
O objeto deste estudo é a prática da Educação Ambiental em três campi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul - IFMS, localizados na região do Pantanal Sul-Mato-Grossense. Com base na linha de pesquisa Sociedade, Ambiente e Desenvolvimento Regional Sustentável, o trabalho teve como objetivo geral investigar o desenvolvimento e a prática da Educação Ambiental nos campi do IFMS, nos cursos Técnico Integrado em Edificações (Campus Aquidauana), Tecnologia em Processos Metalúrgicos (Campus Corumbá) e Licenciatura em Química (Campus Coxim). A coleta de dados foi realizada, em fontes primárias: documentos referentes à Educação Ambiental, Educação Profissional, Projetos Pedagógicos dos Cursos, planos de aula e produção dos discentes. Foram elaborados e aplicados questionários censitários aos docentes e discentes do último semestre dos cursos Técnico, Tecnológico e de Licenciatura e realizadas entrevistas semiestruturadas com coordenadores. Para completar os dados, foram utilizadas fontes secundárias: artigos, capítulos de livros, dissertações de mestrado e tese de doutorado, relacionados ao tema. O eixo teórico-metodológico referenciado no método histórico-crítico, o que estabelece como categoria de análise a organização do trabalho didático, fundamentada em Alves (2005), os aspectos da relação educativa, dos recursos didáticos e o espaço físico. Verificou-se a inserção da Educação Ambiental na minoria das unidades curriculares e nas ementas dos cursos; percebeu-se a necessidade de organizar e ampliar sistemicamente as ações relacionadas à este tema valendo-se da inter/transdisciplinaridade
Palavras-chave: Educação Profissional, Desenvolvimento Sustentável,
37 Abstract
The objective of this study is the practice of Environmental Education in three campuses of the Federal Institute of Education, Science and Technology of Mato Grosso do Sul - IFMS, located in the Pantanal Sul-Mato-Grossense region. Based on the Society, Environment and Sustainable Regional Development research line, the main objective of this work was to investigate the development and practice of Environmental Education in the IFMS campuses, in the Integrated Engineering in Buildings (Campus Aquidauana), Technology in Metallurgical Processes (Campus Corumbá) and Degree in Chemistry (Coxim Campus). Data collection was carried out in primary sources: documents related to Environmental Education, Professional Education, Pedagogical Projects of the Courses, lesson plans and students' production. Census questionnaires were prepared and applied to the teachers and students of the last semester of the Technical, Technological and Licentiate courses and semi-structured interviews with coordinators were carried out. To complete the data, secondary sources were used: articles, book chapters, master's dissertations and doctoral thesis related to the theme. The theoretical-methodological axis referenced in the historical-critical method, which establishes as the category of analysis the organization of didactic work, based on Alves (2005), aspects of the educational relationship, didactic resources and physical space. The inclusion of Environmental Education in the minority of the curricular units and the menus of the courses was verified; The need to organize and systematically amplify the actions related to this theme using inter/transdisciplinarity
Key words: Professional Education, Sustainable Development, School Institutions, Didactic Work Organization.
Introdução
O debate da questão ambiental, sob a ótica dos problemas que podem afetar o destino da humanidade, mobilizou governos e sociedade civil em geral a desenvolverem políticas públicas, programas e projetos, amplificados a partir da segunda metade do século XX.
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O tema ganhou destaque em especial a partir de 1962 quando Rachel Carson publicou o livro “Primavera Silenciosa”, dissertando sobre o comportamento destruidor do homem, devido ao uso indevido de insumos químicos no que acarretou conforme observou DIAS (2004, p. 551): “em um período que o mundo começava a perceber as consequências do modelo de desenvolvimento econômico adotado pelos países ricos”.
Nesse caminho, a escola é a instituição que foi chamada a colaborar sob a luz da Educação Ambiental, em ações que estimulem o pensar e o agir de todos os indivíduos, como aponta CARVALHO (2011, p. 24):
“A Educação Ambiental tem sido valorizada como uma ação educativa e deve estar presente, na escola, de forma transversal e interdisciplinar, no intuito de articular o conjunto de saberes, formação de atitudes e sensibilidades ambientais”.
Espera-se que a escola busque desenvolver ações, por meio de seu currículo, embasando-se nos princípios, políticas e programas da Educação Ambiental - EA, dentre eles: a Política Nacional de Educação Ambiental - PNEA (Lei nº 9795-99), o Programa Nacional de Educação Ambiental - PRONEA, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental - DCNA (Resolução nº 02 – 15/06/2012) e os Parâmetros Curriculares Nacionais Meio Ambiente - PCN, visando esclarecer a comunidade em relação às questões ambientais locais, regionais, nacionais e globais.
O IFMS possui campi em dez municípios: Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã e Nova Andradina, compondo a Rede Federal de Educação Profissional formada por 38 Institutos Federais, dois Centros Federais de Educação Tecnológica, 24 Escolas Técnicas e o Colégio Pedro II, totalizando 562 unidades em funcionamento.
Os cursos foram criados em razão da demanda para o desenvolvimento local e regional da mesorregião, conforme explicitado nos projetos pedagógicos de curso. Segundo PACHECO (2011, p.20): “uma das finalidades dos Institutos Federais está em atuar em favor do desenvolvimento local e regional na perspectiva da construção da cidadania”.
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A Educação Ambiental, ministrada de forma transversal, foi pesquisada nos cursos Técnico Integrado em Edificações (Campus Aquidauana), Tecnologia em Processos Metalúrgicos (Campus Corumbá) e Licenciatura em Química (Campus Coxim).
O objetivo geral assim se enuncia: investigar o desenvolvimento e a prática da Educação Ambiental nos campi de Aquidauana, Corumbá e Coxim do IFMS, no desempenho do ensino e nos resultados alcançados.
O tema desta dissertação propositou os seguintes questionamentos: Os campi de Aquidauana, Corumbá e Coxim oportunizam o desenvolvimento da Educação Ambiental, levando a empreender o desenvolvimento regional sustentável do ambiente e da comunidade pantaneira? b) Os docentes das diversas disciplinas estão capacitados em relação a essa proposta pedagógica? c) Os estudantes ingressantes no mundo do trabalho adquiriram conhecimentos relacionados à Educação Ambiental, em especial, sobre os problemas ambientais?
A partir das questões levantadas, foram formulados dois objetivos específicos:
a) Analisar a Educação Ambiental estabelecida nos Projetos Pedagógicos dos Cursos Técnico, Tecnológico e de Licenciatura e cumprida na prática dos docentes, tendo em vista o desenvolvimento regional sustentável do ambiente e a comunidade pantaneira;
b) Apreender os conhecimentos sobre Educação Ambiental dos discentes nos últimos semestres dos cursos Técnico, Tecnológico e de Licenciatura.
A coleta de dados foi realizada, em fontes primárias: documentos
referentes à Educação Ambiental, Educação Profissional, Projetos
Pedagógicos dos Cursos, planos de aula e produção dos discentes.
Foram elaborados e aplicados questionários censitários aos docentes e discentes do último semestre dos cursos Técnico, Tecnológico e de Licenciatura e realizadas entrevistas semiestruturadas com coordenadores, previamente homologados pelo Comitê de Ética em Pesquisa deste programa pós-graduação strictu sensu. Para completar os dados, foram utilizadas fontes secundárias: artigos, capítulos de livros, dissertações de mestrado e tese de doutorado, relacionados ao tema.
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O eixo teórico-metodológico foi referenciado no método histórico-crítico, o que estabelece como categoria de análise a organização do trabalho didático, fundamentada em Alves (2005) sobre os aspectos da relação educativa, dos recursos didáticos e o espaço físico.
Este trabalho tem como finalidade em mostrar ao Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, como esse importante tema está sendo abordado em três dos seus dez campi.
Material e Métodos
O local da pesquisa foram os três campi do IFMS – Aquidauana, Corumbá e Coxim localizados na região do Pantanal Sul-Mato-Grossense.
As entrevistas e os questionários, previstos para serem aplicados a 48 docentes e a 60 estudantes dos três campi compuseram uma população-alvo de 111 colaboradores. Destes, três coordenadores entrevistados, 41 docentes e 54 discentes responderam os questionários, alcançando 98 respondentes.
Os instrumentos empíricos utilizados para atender os objetivos específicos foram fontes documentais e fontes historiográficas, abrangendo também levantamentos a campo e englobando questionários e entrevistas com roteiro semiestruturado.
As fontes documentais constituíram-se de legislações sobre Educação Ambiental e Educação Profissional e de Projetos Pedagógicos dos Cursos. A aplicação de questionários censitários ficou reservada aos docentes e discentes dos semestres mais avançados dos cursos Técnico, Tecnológico e de Licenciatura.
As entrevistas semiestruturadas feitas com os coordenadores dos cursos servirampara descrever as características ambientais das atividades escolares.
As fontes bibliográficas foram selecionadas junto a artigos, capítulos de livros, dissertações de mestrado e tese de doutorado, relacionados ao tema. Todos os instrumentos de pesquisa serviram para conferir as razões da singularidade de ensino ambiental em procedimento nas instituições.
A análise dos dados iniciou-se com o eixo teórico-metodológico, referenciado no método histórico-crítico e estabeleceu como categoria principal a organização do trabalho didático, fundamentada em Alves (2005, p. 10-11).
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histórica de organização do trabalho didático envolve, sistematicamente, três aspectos:
a) ela é, sempre, uma relação educativa que coloca, frente a frente, uma forma histórica de educador, de um lado, e uma forma histórica de educando(s), de outro; b) realiza-se com a mediação de recursos didáticos, envolvendo os procedimentos técnico-pedagógicos do educador, as tecnologias educacionais pertinentes e os conteúdos programados para servir ao processo de transmissão do conhecimento, c) e implica um espaço físico com características peculiares, onde ocorre.
A relação educativa, os recursos didáticos e o espaço físico dos cursos profissionais foram analisados, buscando-se categorizar a Educação Ambiental, que, no ensino formal correlaciona-se com a formação para o exercício de uma profissão e com o desenvolvimento de habilidades e atitudes para o mundo do trabalho. A Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional, no artigo 39, prescreve que a educação profissional e tecnológica abrange os cursos de formação inicial e continuada ou qualificação profissional; de educação profissional técnica de nível médio; e de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação.
A lei indica uma formação atualizada do aluno, a qual deve corresponder um docente profissional do ramo, a fim de que seja produtiva a relação educativa. Dessa forma, foi analisada a relação educativa exercida no ensino da Educação Ambiental nos três cursos do IFMS, em suas atividades diárias dos docentes e discentes, por meio de diferentes ações pedagógicas, dentre elas: os projetos pedagógicos de cursos, as aulas expositivas, os trabalhos em grupo, os seminários, as pesquisas de campo e bibliográfica, as aulas de campo e outras atividades.
A mediação dos recursos didáticos foi analisada, a partir dos projetos pedagógicos de cursos; das entrevistas dos docentes e discentes; da Educação Ambiental presente no currículo dos cursos, verificando-se, também, o planejamento das aulas, as ementas e os estágios supervisionados.