BEM-VINDO
P
ROFESSOR
I
NSTRUTOR
:
JOÃO
HENRIQUE
• Introdutório
• Vamos tratar aqui do preparo e
encaminhamento da Prestação de Contas do Exercício de 2015. A referida prestação é composta por documentos físicos e pelo encaminhamento de dado eletrônicos por meio do SIM AM.
LEGISLAÇAO FUNDAMENTAL
• Existe varias legislações pertinentes ao dever de prestar contas sendo:
• CONSTITUIÇÃO FEDERAL • LEI 101/2000 (LRF)
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
• CONSTITUIÇÃO FEDERAL
• “Art. 30. Compete aos Municípios: [...]
• III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei;”
• “Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei.
• § 1º - O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios, onde houver.
• § 2º - O parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o Prefeito deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal. § 3º - As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade, nos termos da lei.”
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
• “Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território Federal, exceto quando:
• [...]
• - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei;” • Art. 70 da Constituição Federal:
• “Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.”
LEI 101/2000 LRF
• “Art. 49. As contas apresentadas pelo Chefe do Poder Executivo ficarão disponíveis, durante todo o exercício, no respectivo Poder Legislativo e no órgão técnico responsável pela sua elaboração, para consulta e apreciação pelos cidadãos e instituições da sociedade.”
• “Art. 56. As contas prestadas pelos Chefes do Poder Executivo incluirão, além das suas próprias, as dos Presidentes dos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Chefe do Ministério Público, referidos no art. 20, as quais receberão parecer prévio, separadamente, do respectivo Tribunal de Contas.
• § 2o O parecer sobre as contas dos Tribunais de Contas será proferido no prazo previsto no art. 57 pela comissão mista permanente referida no § 1o do art. 166 da Constituição ou equivalente das Casas Legislativas estaduais e municipais.
• 3o Será dada ampla divulgação dos resultados da apreciação das contas, julgadas ou tomadas.
LEI 101/2000 LRF
• Art. 57. Os Tribunais de Contas emitirão parecer prévio conclusivo sobre as contas no prazo de sessenta dias do recebimento, se outro não estiver estabelecido nas constituições estaduais ou nas leis orgânicas municipais.
• § 1o No caso de Municípios que não sejam capitais e que tenham menos de duzentos mil habitantes o prazo será de cento e oitenta dias.
• § 2o Os Tribunais de Contas não entrarão em recesso enquanto existirem contas de Poder, ou órgão referido no art. 20, pendentes de parecer prévio.
•
Art. 58. A prestação de contas evidenciará o desempenho da arrecadação em relação à previsão, destacando as providências adotadas no âmbito da fiscalização das receitas e combate à sonegação, as ações de recuperação de créditos nas instâncias administrativa e judicial, bem como as demais medidas para incremento das receitas tributárias e de contribuições.”
CONSTITUIÇÃO ESTADUAL
• “Art. 17. Compete aos Municípios: [...]
• - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei;
• Art. 74. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Estado e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pela Assembléia Legislativa, mediante controle externo e pelo sistema de controle interno de cada Poder.
• Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física, jurídica, ou entidade pública que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiro, bens e valores públicos ou pelos quais o Estado responda, ou que, em nome deste, assuma obrigações de natureza pecuniária.”
PRAZO DE PRESTAR CONTAS
• LCE 113/2015 • Art. 23. [...] •
• “§ 1º O balanço das contas será remetido ao Tribunal de Contas até 31 de
março de cada ano, juntamente com as peças acessórias e relatório
circunstanciado do Executivo e Legislativo Municipal.” •
• [...] •
• “Art. 25. Os demais gestores e responsáveis por bens, valores e dinheiros públicos, na esfera estadual e municipal, prestarão contas, anualmente,
até o dia 30 de abril do exercício subsequente ao das referidas contas,
como previsto nesta lei e no Regimento Interno, além de Resoluções específicas do Tribunal de Contas.”
PRAZO DE PRESTAR CONTAS
• Regimento Interno TCE/PR
• “Art. 225. O prazo final de encaminhamento da Prestação de Contas Anual
é 31 de março, relativo ao exercício financeiro anterior, para o Poder Legislativo e para o Poder Executivo, compreendendo este último às
administrações direta e indireta, incluídas as autarquias, fundações e fundos especiais.
•
Parágrafo único. Para as sociedades de economia mista, empresas públicas, consórcios intermunicipais e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público municipal, o prazo final será 30 de abril, relativo ao exercício financeiro anterior.”
Órgãos de abrangência nos municípios
Órgãos da Administração Direta e Indireta dos Poderes Executivo e Legislativo dos municípios e aos consórcios intermunicipais.
• Administração Direta: – Poder Executivo; – Poder Legislativo;
• Administração Indireta:
– Fundos com contabilidade descentralizada; – Autarquias;
– Fundações de direito público;
– Consórcios intermunicipais e entidades congêneres; – Empresas Estatais;
– Fundações públicas de direito privado;
– Secretarias municipais das áreas da saúde e da educação de municípios com população acima de 200 (duzentos) mil habitantes.
RESPONSÁVEIS PELA PRESTAÇÃO DE CONTAS
• Para efeito da atribuição de responsabilidades sobre a Prestação de Contas consideram-se:
• - gestor das contas, a pessoa de cada representante legal da Entidade que tenha exercido a ordenação de despesas no período correspondente às contas prestadas;
• - gestor atual, o nome do atual representante legal da Entidade.
• IMPORTANTE: O CADASTRO DO GESTOR, DO RESPONSÁVEL TÉCNICO E DO CONTROLADOR INTERNO DEVEM ESTAR ATUALIZADOS JUNTO AO TCE
CONSTITUIÇAO DO PROCESSO
• A prestação de contas das Entidades municipais será constituída de:
• - composição informatizada, tendo por base os dados eletrônicos enviados através do SIM-AM, nos prazos estabelecidos na Instrução Normativa especifica, do Tribunal de Contas, incluindo-se os registros
efetivados no Módulo de Informações Anuais. • - documentos comprobatórios relacionados nos
Anexos desta Instrução Normativa, conforme o enquadramento da Entidade;
A instrução normativa para formação do Processo de 2015: • Até a presente data o tribunal não emitiu a instrução
normativa com os documentos necessários, para a montagem da prestação de contas. Porém emitiu em 19/12/2015 a instrução normativa 108/2015, a qual da as diretrizes do escopo de que itens serão analisados.
• Esta instrução delimita o universo do qual será baseada a análise referente ao exercício de 2015 .
As mudanças na análise das contas:
• A prestação e a análise das contas de 2015 dos 399 municípios paranaenses passarão por uma mudança histórica. O prefeito responderá pelos atos de governo, que são de sua competência direta, incluindo os investimentos mínimos em educação e saúde estabelecidos pela Constituição. Já os atos de gestão serão alvo de monitoramento e fiscalização permanentes, à parte da prestação de contas anual (PCA) do chefe do Poder Executivo municipal.
• Com a mudança, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) ganha rapidez para detectar irregularidades e determinar sua correção imediata, sem a necessidade de esperar às vezes mais de um ano, até o julgamento das contas. Os atos de gestão irregulares detectados serão transformados em processos apartados de tomada de contas.
As mudanças na análise das contas:
• A separação de conteúdos técnicos entre contas de governo e atos de gestão atende à crescente necessidade de acompanhamento e orientação em tempo real da administração pública. E também segue a evolução das leis e da jurisprudência nacional, incluindo o entendimento já consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a competência constitucional dos TCs de julgar as contas de governadores e prefeitos enquanto ordenadores de despesas.
• Com a inovação, o TCE-PR retira o critério da "anualidade" na análise de atos de gestão e amplia a possibilidade de responsabilização - em processos separados da PCA - dos agentes públicos envolvidos, em vários níveis decisórios, na administração municipal. "Já a PCA do gestor máximo de uma entidade deve ser avaliada pelo sucesso em implementar políticas públicas em benefício do cidadão
ACOMPANHAMENTO REMOTO
• A IN 108/2015 exclui 18 itens do escopo da PCA de 2015 em relação à do ano anterior. Esses itens foram transferidos para o Programa de Acompanhamento Remoto (Proar), sistema informatizado por meio do qual o TCE faz o acompanhamento concomitante dos atos de gestão municipal. Também serão alvo de procedimentos de fiscalização in loco definidos pelo Tribunal quando necessário.
O QUE SERÁ ANALISADO NO PCA
• No novo modelo, a PCA analisará, além do cumprimento da aplicação de 25% das receitas na educação básica e 15% na saúde, a aplicação mínima de 60% dos recursos do Fundeb no pagamento de professores. Também continuam sob a responsabilidade do gestor o resultado orçamentário e financeiro, comprovando o equilíbrio fiscal da administração; o resultado patrimonial; a gestão do regime próprio de previdência; o cumprimento dos limites da dívida consolidada; a implantação e os relatórios do sistema de controle interno.
• Outros pontos analisados na PCA são o cumprimento de aspectos da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/2000), incluindo os limites de gasto com pessoal; e a publicação do Relatório de Gestão Fiscal (a cada quatro meses) e do Relatório Resumido de Execução Orçamentário (bimestralmente).
COMO FICA O ACOMPANHAMENTO REMOTO
• ficará encarregado de apontar falhas, incorreções, distorções ou riscos à gestão, praticamente em tempo real. Nesta lista estão, entre outras, questões ligadas a licitações, contratos, terceirizações, consumo de combustível, pagamentos de diárias e conciliações bancárias. "Com isso, garantimos uma atuação mais dinâmica e eficaz.
COMO FICA O ACOMPANHAMENTO REMOTO
• ficará encarregado de apontar falhas, incorreções, distorções ou riscos à gestão, praticamente em tempo real. Nesta lista estão, entre outras, questões ligadas a licitações, contratos, terceirizações, consumo de combustível, pagamentos de diárias e conciliações bancárias. "Com isso, garantimos uma atuação mais dinâmica e eficaz.
IMPORTANTE
• DO QUE FOI VISTO NAS MUDANÇAS CHEGA-SE A CONCLUSÃO QUE NÃO SE PODE DEIXAR DE ENCAMINHAR O SIM AM NO PRAZO.
QUAIS ITENS FORMAM A ANÁLISE DE ACORDO COM A INSTRUÇÃO 108/2015
• CONTROLE INTERNO:
1. ENCAMINHAMENTO DO RELATÓRIO
2. RELATÓRIO DO CONTROLE INTERNO
APRESENTA CONTEÚDOS PRESCRITOS PELO TCE
QUAIS ITENS FORMAM A ANÁLISE DE ACORDO COM A INSTRUÇÃO 108/2015
• RESULTADO ORÇAMENTARIO FINANCEIRO
1. Resultado orçamentário/financeiro de fontes não vinculadas a programas, convênios, operações de créditos e RPPS.
QUAIS ITENS FORMAM A ANÁLISE DE ACORDO COM A INSTRUÇÃO 108/2015
• RESULTADO PATRIMONIAL
1. Encaminhamento do Balanço Patrimonial emitido pelo Sistema de Contabilidade da Entidade e sua respectiva publicação. Considera ainda a hipótese de a publicação não atender às especificações.
Obs.: O demonstrativo deverá estar assinado pelo
contador responsável.
2. Divergências de saldos em quaisquer das classes ou grupos do Balanço Patrimonial entre os dados do SIM/AM e o Sistema de Contabilidade da Entidade.
QUAIS ITENS FORMAM A ANÁLISE DE ACORDO COM A INSTRUÇÃO 108/2015
• AVALIAÇÃO DA APLICAÇÃO NO ENSINO BÁSICO
1. Aplicação do índice mínimo de 25% em manutenção e desenvolvimento da educação básica municipal.
2. Aplicação de no mínimo 60% dos recursos do FUNDEB na remuneração do magistério.
3. Aplicação de no mínimo 95% dos recursos do FUNDEB no exercício da arrecadação. Saldo deixado de aplicar no primeiro trimestre do exercício seguinte excede a 5%.
• Obs.: Item a ser apontado como restrição no caso de não ser atingido o índice mínimo de 25% e o índice mínimo de 60%.
QUAIS ITENS FORMAM A ANÁLISE DE ACORDO COM A INSTRUÇÃO 108/2015
• AVALIAÇÃO DA APLICAÇÃO EM SAÚDE
1. Aplicação do índice mínimo de 15%
em serviços e ações de saúde
pública.
QUAIS ITENS FORMAM A ANÁLISE DE ACORDO COM A INSTRUÇÃO 108/2015
• GESTÃO DO REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA 1. Encaminhamento do Certificado de Regularidade Previdenciária
– CRP emitido pelo Ministério da Previdência Social com vigência a data da prestação de contas.
2. Encaminhamento do Laudo Atuarial relativo ao exercício de 2015.
3. Registro do passivo atuarial em relação ao laudo respectivo ao exercício de 2015.
4. Encaminhamento da Lei ou Decreto que formaliza a opção escolhida para equacionamento do déficit, sendo exemplos: o parcelamento de aportes, o aumento da alíquota ou a criação de alíquota complementar.
5. Pagamento de aportes para cobertura do déficit atuarial na forma apurada no Lauto Atuarial.
QUAIS ITENS FORMAM A ANÁLISE DE ACORDO COM A INSTRUÇÃO 108/2015
• LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL
• 1 – Limite de despesas com pessoal – não retorno ao limite no prazo legal.
• 2 – Limite de despesas com pessoal – não redução de 1/3 no prazo legal.
• 3 – Ausência de declaração de realização da Audiência Pública para avaliação das metas fiscais.
• 4 – Limite fixado para a Dívida Consolidada – extrapolação do teto ou não redução do percentual mínimo anual de 1/15.
• 5 – Não comprovação de publicação dos Relatórios Resumidos da Execução Orçamentária – RREO, no exercício de 2015 (conforme Agenda de Obrigações).
• 6 – Não comprovação de publicação dos Relatórios de Gestão Fiscal – RGF no exercício de 2015 (conforme Agenda de Obrigações).
QUAIS ITENS FORMAM A ANÁLISE DE ACORDO COM A INSTRUÇÃO 108/2015
• LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL
IMPORTANTE
Para o exercício, o cálculo levará em consideração as terceirizações de serviços nas áreas de saúde e educação – art. 18, § 1º da LRF.
QUAIS ITENS FORMAM A ANÁLISE DE ACORDO COM A INSTRUÇÃO 108/2015
• GESTÃO DO LEGISLATIVO
• 1 – Extrapolação do teto constitucional para despesas da Câmara.
• 2 – Extrapolação do limite para despesas com a folha de pagamento.
QUAIS ITENS FORMAM A ANÁLISE DE ACORDO COM A INSTRUÇÃO 108/2015
• GESTAO DE CONSÓRCIOS
• 1 – Diferenças detectadas nas transferências relacionadas nos demonstrativos de consórcios e os registros de repasses de municípios a esses consorciados
LEMBRETE
• “APESAR DOS ITENS SEREM SUPRIMIDOS EM
RELAÇÃO AS INSTRUÇÕES DOS EXERCÍCIOS ANTERIORES, HÁ DE SE ATENTAR PARA QUE O ACOMPANHAMENTO É FEITO REMOTAMENTE AOS DADOS ENVIADOS PELO SIM AM”
• SENDO ASSIM, TOTAL ATENÇÃO AO
FECHAMENTO DO EXERCÍCIO NO SIM AM ANTES DE MONTAR O PROCESSO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS.
• - Verificar a abertura de créditos adicionais suplementares acima do limite disposto no Orçamento municipal. Caso existam dispositivos de exclusão na lei orçamentária no que tange o limite verificar se os lançamentos e aplicações estão corretos.
• - Verificar se os decretos lançados no Sistema Contábil, estão condizentes com os Decretos publicados e se estes forem de credito adicional especial estão em acordo com a Lei de credito adicional.
• - Verificar a correlação entre os projetos e atividades do PPA fronte ao orçamento.
• -
Verificar
a
efetividade
no
cumprimento
dos
programas
• - Verificar o Resultado deficitário das fontes não vinculadas com déficit orçamentário.
Analisar do grupo de fontes
consideradas livres 000 a 99, se existe receita que condiz com a despesas. Sempre a receita deve ser maior que a despesa. Em caso de déficit, efetuar o ajuste através dos empenhos não liquidados.
• Verificar aplicação do índice mínimo em manutenção e desenvolvimento da educação básica.
Verificar através do Relatório de gastos no MDE se a entidade atingiu o índice de 25% determinado em lei de gastos em educação. Lembrar de que merenda escolar não pode ser empenhada na fonte 102, 103 e 104 gerando glosas no TCE. Caso tenha essa situação estorne todo o processo de empenho e empenhe em alguma fonte livre dentro da Secretária de educação
• - Verificar aplicação de 60% dos recursos do FUNDEB na remuneração do magistério da educação básica.
• Para esse item atenção especial para que seja mensalmente efetuado o fechamento das fontes 60% e 40% não deixando recursos acumulados em uma ou outra dificultando a aplicação. Com o piso nacional raras vezes não se atinge o índice, mais caso venha a acontecer, deve ser feito rateio entre os professores vinculados ao FUNDEB, dando preferência pelo empenho do rateio em dezembro do exercício que vai ser submetido a análise das contas.
• - Verificar a aplicação de 95% dos recursos do FUNDEB, de acordo com o valor arrecadado. • Do valor total de recursos repassados a titulo
do FUNDEB, no mínimo 95% deve ser aplicado, sendo que os outros 5% caso ocorra devem ser aplicados no primeiro trimestre do exercício seguinte.
• - Verificar aplicação do percentual mínimo em saúde.
• Verificar através de relatório de aplicação em Saúde, se a entidade atingiu o índice determinado pela emenda 29 de aplicação de 15% em Saúde.
• - Verificar Limite de despesas com pessoal (LC 101/2000)
• Verificar se a entidade encontra-se dentro dos limites estabelecidos em lei para gastos de pessoal, sendo
• 54% máximo para Municípios
• Caso o Município tenha ultrapassado deve demonstrar o retorno nos dois quadrimestres seguintes.
• OBS – Atenção especial para câmaras no que se refere o disposto na legislação de gastos com vencimentos e subsídios de no máximo 70% do valor do repasse efetuado para a Câmara.
• Extrapolação do teto constitucional para Despesas da Câmara.
• - Verificar se as declarações exigidas pelo Tribunal foram efetuadas:
• Confirmar se foi efetuado no período pertinente as declarações, de realização de audiência pública de avaliação dos quadrimestres
• - Confirmar se foi efetuado junto ao TCE a
declaração da lei 131 quanto a
• - Ter controlador interno não ocupante de cargo comissionado ou terceirizado.
• É Vedado a ocupação de controlador interno que não seja efetivo, e também não pode ser terceirizado o trabalho a pessoa física ou jurídica
• - Verificar todos os pontos do escopo da análise e confeccionar o relatório de acordo interno de acordo com a realidade da entidade.
• Não adianta nada efetuar um relatório do controle interno com parecer FAVORÁVEL, se as possíveis irregularidades não forem sanadas antes do envio do SIM AM, a responsabilização pela falsa informação no relatório do controle interno gera multa e responsabilização para o mesmo.
• - Verificar as publicações dos Relatórios de Execução Orçamentária e Gestão Fiscal.
• Ter declarado na página do Tribunal tempestivamente o relatório, caso tenha declarado um relatório que teria de ser publicado no dia 31/07 por exemplo como 01/08, deve-se ter o jornal que o mesmo foi publicado em 31/07 em mãos para o possível contraditório. Uma vez efetuada a declaração no Tribunal não se altera mais.
• - Verificar o Índice correto de aplicação em Saúde, antes da confecção da Resolução ou Parecer do conselho de Saúde.
• Ter o SIM AM fechado e confeccionar a resolução de acordo com o índice apontado dentro do SIM AM por meio do relatório emitido no SIM de gastos com SAÚDE.
- Verificar o Balanço Patrimonial emitido pela contabilidade antes do Envio na prestação de Contas.
• Analisar se o relatório emitido no Sistema de Contabilidade está idêntico ao emitido no SIM AM. Os ajustes efetuados nos arquivos txt, sem a alteração no sistema podem gerar diferenças, as quais são difíceis de localizar para ajustes futuros.
• - Verificar se a publicação do Balanço patrimonial da contabilidade a ser enviado na prestação de contas está igual ao emitido pelo sim AM.
• - Verificar a comprovação da
Regularidade Previdenciária.
• Emitir CRP para envio ao TCE, caso o município não possua, regularizar a
situação junto ao Ministério da
• - Verificar se o município/câmara efetuou os aportes para cobertura do déficit atuarial de acordo com o disposto em Lei municipal
• Efetuar os aportes conforme determina a lei municipal, ou ainda verificar se o valor acumulado condiz com o declarado no laudo atuarial e na lei municipal.
• - Verificar a remuneração dos agentes políticos
• Analisar se os aumentos concedidos a vereadores, prefeitos e secretários tem amparo legal por lei. Normalmente os aumentos são de reposição da inflação, da qual deve ter lei declarada na atoteca e no sistema sim AP. Ter em mãos cópia da lei e publicação para eventual contraditório. Caso de câmaras que pegam carona na lei de reajuste inflacionário dos funcionários efetivos da prefeitura deve ter além da lei uma resolução do presidente.
Verificação entre o IMPOSTO DE RENDA retido na Câmara Municipal em confronto com a receita orçamentária declarada na prefeitura.
• - Verificar os repasses efetuados pelos municípios ao Consórcio (consórcios públicos) • Analisar através de solicitação ao município
consorciado de extrato dos repasses
efetuados por aquele ente e conferir com os valores declarados na receita orçamentária do consórcio.
• - Verificar se As funções da contabilidade e jurídico foram realizadas de forma contrária às disposições do Prejulgado nº 6, do Tribunal de Contas
• Cargos comissionados e terceirização para serviços de contabilidade e jurídico só podem existir no caso temporário de um efetivo pedir exoneração comprovado por meio de termo de exoneração e edital de abertura de novo concurso.
• - Verificar a inscrição na dívida fundada de precatórios notificados.
• Analisar a inscrição de precatórios para compor o anexo 16 se o mesmo está condizente com o relatório emitido pelo Tribunal de justiça. Pode se consultar o relatório do TJ no endereço
https://www.tjpr.jus.br/precatorios?p_p_auth=4rFws i1P&p_p_id=15&p_p_lifecycle=0&p_p_state=normal &p_p_state_rcv=1&_15_articleId=399202&_15_strut s_action=%2Fjournal%2Fview_article&_15_groupId= 137030&_15_version=2.0
•
- Inclusão de novos projetos de
recurso livre sem o atendimento de obras
paralisadas com recursos livres.
• Não se pode efetuar a inclusão de um
novo projeto sem recursos vinculados,
existindo
obras
de
recursos
livres
paralisadas.
• Verificar se foram efetuados todos os
repasses retidos de funcionários
• Todas as consignações devem ser
repassadas e o anexo 17 no que contem
as retenções deve estar zerado. (INSS,
fundo
de
previdência,
pensões,
empréstimos
consignados,
decisões
judiciais)
• - Verificação de prévio empenho de despesas – existência de despesas pagas e não empenhadas no exercício.
• Analisar se existem despesas pagas sem empenho. A legislação determina que o empenho tem de ser efetuado antes do pagamento da despesa.
• - Verificar a existência de baixas indevidas de contas do Passivo Financeiro.
• Analisar todas as baixas do passivo financeiro no que diz respeito as Consignações. Antes da aplicação do PCASP, muitas vezes se efetuava ajuste de saldo sem a vinculação do credor. Hoje cada credor possui um desdobramento da conta contábil a qual controla as entradas e saídas da conta.
• - Verificar se todos os valores empenhados em
favor do FUNDO DE PREVIDÊNCIA e INSS
foram pagos.
• Caso possua valores que ficaram inscritos em restos a pagar, efetue pagamento dos empenhos no mês de janeiro preferência pelos primeiros dias do mês e guarde os comprovantes para possível contraditório.
• - Verificar se existem multas pagas por
atraso a recolhimento de impostos INSS e
PASEP.
• Pode ocorrer do gestor ser penalizado
caso exista a comprovação do atraso dos
valores pagos.
• - Verificar quanto a parcelamentos do INSS se existe legislação autorizando a contratação pela câmara municipal.
• Caso não possua lei autorizatória, mandar projeto de lei com efeitos retroativos a data do parcelamento.
• - Verificar os gastos com taxa de administração RPPS, se estão condizentes com o disposto na lei própria para despesas de organização e funcionamento do fundo.
• - Verificar se os gastos do RPPS são única e exclusivamente em despesas previdenciárias, não se aceitando despesas estranhas a esse fim.
• Única exclusão são despesas de manutenção de contas e aplicações nas instituições financeiras.
• - Verificar se o portal de Transparência atende o disposto na legislação.
• - Evitar a troca de dados financeiros e de execução orçamentária sem estornos por meio de ferramentas mágicas dos sistemas de informática, pois uma vez lançado um dado está disponibilizado no portal.
• - Verificar se o limite da dívida pública fixado não teve extrapolação do teto.
•
• - Verificar se a aplicação dos Royaltes foram aplicadas conforme legislação:
• Não podem ser aplicados em despesa com pessoal e quaisquer dívidas
- Verificar os saldos referentes aos grupos de estoques de material de consumo, se condiz com o valor apresentado no almoxarifado.
• Com a implantação do PCASP, surgiu a necessidade de se controlar o estoque de bens de consumo para almoxarifado. Sendo assim deve-se efetuar a baixa conforme o consumo. Se sua entidade não possui almoxarifado nem tanques de combustível, efetua-se a baixa por meio de lançamento contábil dos totais dos estoques para cada grupo de conta do almoxarifado.
• O lançamento deve ser feito da seguinte forma
• D – 3.3.1.1 • C – 1.1.5.6
• Caso possua estoque de combustível ou material, o valor deve ficar coerente com o declarado de estoque no frotas.
• - Verificar o Acompanhamento da Dívida fundada.
• Mesmo não sendo necessário encaminhar os saldos da dívida fundada nas prestações de contas do exercício de 2012 em diante, cabe-se um alto controle dos valores aprecabe-sentados, estando estes coerentes com os extratos das instituições, uma vez que elas encaminham ao TCE demonstrativo da dívida por município.
• - Verificar os convênios
• Verificar o cadastramento dos convênios, seus termos, e sua execução.
• - Verificar o cadastro da entidade quanto aos tempos de responsabilidade do Controlador Interno.
• A troca de controlador ou o cadastro com tempo de responsabilidade vencido, gera a
não análise do relatório, gerando
irregularidade que terá de ser solucionada com a alteração do cadastro e um novo relatório do CI na época do contraditório.
.
• - Verificar as prestações de contas de adiantamento e efetuar as baixas de acordo com a nova determinação do PCASP.
• Deve se prestar contas de todos os adiantamentos pendentes, principalmente controlar o pagamento de novo adiantamento para quem não prestou contas, o que não é permitido. Prestar contas o mais próximo possível do término da viagem. Caso não seja prestado contas deve se apresentar demonstrativo dos responsáveis por adiantamentos em pendência.
• - Verificar a veracidade dos valores informados como saldos bancários de extrato.
• Muito embora o Tribunal não exija mais o encaminhamento dos extratos físicos pelas entidades, os bancos emitem um relatório de todas as contas de movimentação e encaminham ao Tribunal de Contas. Sendo assim caso informe um valor divergente do constante no extrato, provavelmente será questionado em instrução no ato do contraditório.
•
• - Verificar se não existem inconsistências nos saldos contábeis em relação às posições apresentadas nos extratos das instituições bancárias.
• Ter uma efetividade do que realmente esta
lançado na contabilidade pode ser
• Verificar se as conciliações bancárias evidenciadas no fechamento do SIM AM do exercício tem como ser comprovadas por meio de extratos bancários.
• Jamais efetue somatório de lançamentos para efetivação no banco, da maneira que é demonstrado no SIM AM deve se ter a comprovação posterior em extrato bancário para comprovar. A falta de comprovação em extrato bancário é grande responsável pela reprovação de contas.
• - Verificar se não existem contas bancarias com saldos a descoberto.
• Não pode se enviar o SIM AM com saldos contábeis das contas bancárias a descoberto ou seja negativos. Exemplo disso é uma entidade que está atrasada com o SIM AM e bem a frente de dezembro efetua fechamentos de fonte e a tesouraria para efetuar no banco analisa o saldo na data do dia da transferência, verificando se a conta bancária possui disponibilidade para tal. Ocorre que em muitas vezes como a transferência será lançada em 31/12, e os sistemas de informática muitas vezes não controlam o saldo, acaba passando a descoberto e encaminhado no AM. È muito difícil a comprovação desse item caso ocorra.
• - Verificar as fontes de recursos quanto a saldos descobertos.
• Analisar se nenhuma das fontes possui saldo negativo. No caso das vinculadas é vedada a utilização de receita para finalidade diversa.
• - Verificar os registros de Transferências constitucionais. • Conferir nos registros contábeis versus extratos e
demonstrativos de Arrecadação se as receitas de FPM, ICMS, IPVA E ROYALTS DA ITAIPU BINACIONAL. Os valores que são apresentados nos demonstrativos deve estar igualmente lançados na contabilidade.
VERIFICAÇÕES NAS LICITAÇÕES
• - Verificar se todos os dados licitados encontram-se igualmente declarados no Mural de Licitações.
• - Verificar se os valores de totais por licitação não possuem empenhos acima do valor licitado.
• - Verificar se os aditivos de contrato estão todos encaminhados no SIM AM.
• - Conferir as duas maiores licitações realizadas no exercício, independentemente do objeto, desconsiderando as contratações de obras e serviços de engenharia (PARA PREFEITURAS).
VERIFICAÇÕES NO PATRIMÔNIO
• Verificar se foi efetuado o disposto na
instrução Normativa 70/2012 quanto a
implantação do PCASP.
• - CONTAGEM E REAVALIAÇÃO DOPATRIMÔNIO • - APLICAÇÃO DOS VALORES DE REAVALIAÇÃO
NA CONTABILIDADE
• - APLICAÇÃO DE DEPRECIAÇÃO,
• Nesse item o tribunal vem sinalizando desde 2009 a obrigação do patrimônio estar coerente na entidade. Com a implantação da Nova Contabilidade pública, isso tomou força, porém até o momento o Tribunal não efetuou a cobrança nesse sentido. Como não existe nenhum layout de arquivos do SIM AM 2016, pode ocorrer dessa cobrança vir no próximo exercício, o que dificultará o envio do AM.
VERIFICAÇÕES NO CONTROLE
INTERNO.
•
• - Verificar se o consumo de combustível dos veículos possui uma média coerente
• - Verificar se os estoques declarados para os combustíveis no fechamento do SIM AM é igual ao real estoque dos mesmos.
O RELATÓRIO DO CONTROLE
INTERNO
• . De suma importância na administração publica dos atuais dias, o papel do controlador interno junto as entidades. Seu acompanhamento é de suma importância para o bom desempenho das contas junto aos órgãos de controle interno. O controlador deve participar da administração, ou seja lhe é imputada responsabilidade sobre os atos praticados que irão afetar o gestor das contas.
• Todos os anos o Tribunal de Contas exige em suas instruções normativas que regem a prestação de contas do exercício de informações advindas do sistema de Controle interno da Entidade.
• Esses dados são um aval de que a prestação de contas possui condições de ser analisada pelo Tribunal.
• O relatório é formado por informações de cunho orçamentário, financeiro, execução de convênios, processos de compras, acompanhamento da Lei de Responsabilidade Fiscal, atos de pessoal e subvenções sociais.
INFORMAÇÕES CONTIDAS NO
RELATÓRIO
• NORMATIZAÇÃO DO SISTEMA DE CONTROLE • QUALIFICAÇÃO DOS RESPONSÁVEIS
• RELAÇÃO DOS SERVIDORES QUE COMPÕE A CONTROLADORIA
• AÇÕES DESENVOLVIDA
• SINTESE DAS AVALIAÇÕES
• CONSIDERAÇÕES E MEDIDAS RECOMENDADAS
• ENCAMINHAMENTO DA PRESTAÇAO DE CONTAS A CÂMARA MUNICIPAL
DOCUMENTOS A SEREM ENCAMINHADOS A CÂMARA
• ANEXOS DE BALANÇO DA LEI 4320/64(EMITIDOS PELA CONTABILIDADE E PELO SIM AM)
• RELATÓRIOS DE GESTÃO FISCAL DO EXERCÍCIO
• RELATÓRIOS RESUMIDOS DA EXECUÇÃO
ORÇAMENTÁRIA
• CÓPIA INTEGRAL DO PROCESSO ENCAMINHADO AO TCE
DOCUMENTOS A SEREM ENCAMINHADOS A CÂMARA
• RELATÓRIOS EMITIDOS PELO SIM AM DO TCE:
• Balancete Contábil Analítico acumulado no exercício com os saldos em 31/12/2015.
• Receita Realizada por Fontes de Recursos – Relatório acumulada no exercício de 2015.
• Total de Pagamentos por Fonte De Recursos – Relatório acumulados no exercício de 2015.