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Desafios para os Professores do Ensino Superior

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Academic year: 2021

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Linha Editorial: Pesquisa Científica

Desafios para os Professores do Ensino Superior

Celiane Aparecida Caovilla (FCSGN)1 Julio Cesar Santin2

Keylla Mara Cardoso de Sousa3 Humbelina Silva Siqueira Lopes4

Sueli Sanches5 Arlete Tavares Buchardt6 Ana Paula Ferreira de Almeida7

Aline Akemi Ishikawa8 Robson Cavalin Rodrigues 9

Ana Célia de Julio 10 Aurea Gardeni Sousa da Silva 11

Resumo: Neste artigo buscamos trazer uma compilação de trabalhos teóricos para contribuir

com os profissionais que se tornam professores nos cursos de ensino superior, trazendo alguns elementos produzidos por pesquisadores a respeito dos desafios desses docentes, demonstrando que entre as principais dificuldades está em garantir a aprendizagem desses estudantes. Entre os teóricos consultados essa questão é recorrente, demonstrando que além de pesquisador, os educadores precisam ter atenção redobrada para garantir que sua atuação esteja além do simples dar aula, mas que permita aos acadêmicos que tenham a aprendizagem necessária para sua atuação profissional.

Palavras-chave: Ensino superior; docente, desafios, aprendizagem.

Abstract: In this article we seek to draw up a compilation of theoretical works to contribute

to the professionals who become teachers in the courses of higher education, bringing some elements produced by researchers about the challenges, teachers, demonstrating that the main

1Licenciada em História (UNIC/MT), especialista em Sociologia da Educação (UNEMAT/MT), Psicopedagogia (UNIL) e Tecnologias na Educação (UFMT/UAB/MT). E-mail: celiane_01@hotmail.com.

2Graduado em Agronomia - Escuela de Agricultura de La Región Tropical Húmida (1998) Costa Rica, América Central. E-mail: jcsantin@uol.com.br

3Pós graduação stricto sensu em Ciências Odontológicas Integradas, pela Unic Cuiabá. Kmckny@hotmail.com 4 Doutora em Ciência do Solo, Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. Email: humbelinasiqueira@gmail.com

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Licenciada em Química pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Arapongas - Paraná (1984).

ssanches.quimica@hotmail.com

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Mestra em Crítica Textual pela Universidade Federal da Bahia. atbuchardt@gmail.com 7

Possui graduação em Agronomia pela Universidade do Estado de Mato Grosso (2009), E-mail: ana.engagro@hotmail.com

8 Doutora em Ciências pelo Programa de Pós - Graduação em Toxicologia da USP de Ribeirão Preto (2016). E-mail: alineishikawa10@gmail.com

9

Mestrado em Física pela Universidade Federal de Pelotas (2014). robsonufpel@gmail.com 10

Mestre em Direito Civil/Negocial pela Universidade Estadual de Londrina (2006). prof.anaceliadejulio@gmail.com

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Licenciada em Letras Português-Inglês pela Universidade do Estado de Mato Grosso- UNEMAT (2009). gaarrderniasscaeetaano@gmail.com

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difficulties are in safety in Europe. . Among the practices, what is most important for learning is what is most important for learning, what is most important for learning.

Keywords: higher education; teacher, challenges, learning. 1. INTRODUÇÃO

Ao tornar-se um professor, os profissionais inserem-se numa nova atividade com desafios que vão além da atuação para a qual foram formados. Mas esta é uma reflexão necessária para que seu desempenho possa ser satisfatório para si, para os estudantes e para a instituição no qual está inserido.

Para esta discussão, buscamos, numa pesquisa teórica, as contribuições que estudiosos trouxeram a respeito da atuação e das dificuldades encontradas por aqueles que se tornam professores de cursos do ensino superior. Nosso objetivo está em relatar o que os teóricos consideram desafios para os docentes desses cursos e apontar elementos que possam auxiliar na superação dessas dificuldades mais prementes, entre elas a questão da aprendizagem dos alunos.

A aprendizagem que os estudantes vão apresentar vai estar diretamente relacionada com a atuação dos professores, que devem conduzi-los a uma parceria entre o professor e seus educandos, superando a concepção de transmissão de conhecimentos para permitir a formação de novos profissionais que utilizem-se de seus conhecimentos para tornarem-se profissionais com capacidade técnica para desenvolver seu trabalho, bem como produzir novos conhecimentos sobre a área em que atuam.

2. AS DIFICULDADES DOS PROFESSORES DO ENSINO SUPERIOR

A estrutura do ensino superior no Brasil organiza-se em graduação e pós-graduação, sendo diferenciados em abrangência e especialização, de acordo com Gaetta e Masetto (2013), que explicam que a graduação é considerada formação inicial, formando tecnólogos, bacharelados e licenciaturas, para formar profissionais. Eles continuam colocando que a pós-graduação se caracteriza como formação continuada, podendo ser especialização, mestrado (acadêmico e profissional) e doutorado. Nessa fase o objetivo esta na ampliação e aprimoramento dos saberes necessários à sua profissão.

Durante esse percurso, alguns profissionais passam da situação de profissionais da área que escolheram, para a de formadores de novos profissionais, em que, principalmente os

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bacharéis, sem formação para o ato educativo passam a exercer essa atividade de formadores necessitando aprender como tornar-se educador. Nesse percurso de tornar-se docente do ensino superior é uma tarefa complexa e desafiador (GAETA E MASETTO, 2013), por ter de desenvolver habilidades didático-pedagógicas.

Aceitar essa nova condição traz em si as dificuldades inerentes a essa atividade, sendo uma das principais garantir que os estudantes possam aprender os conteúdos que lhe cabe ensinar. Sendo que esse processo é caracterizado por Veras (2011) como um aspecto de capacitação profissional, preparando os estudantes para a profissão que escolheram. Para isso, deve fugir do modelo tradicional, para o “estar com” esses alunos, procurando aliar a prática com as atividades que serão desenvolvidas por eles, estimulando os estudantes e também a si próprio. Vale destacar que o foco desses docentes deve estar na aprendizagem dos estudantes, pois passou de profissional de uma área específica para a de educador, que deve reconhecer suas atribuições, a legislação a respeito, a responsabilidade social que lhe passa a ser imputada e o tipo de cobrança que passa a receber, pois, como educador, dentro do processo ensino-aprendizagem, deve propiciar a expansão da visão dos estudantes, dando-lhes a liberdade de reconhecer a diversidade existente no conhecimento.

Assim, ao incumbir-se da educação profissional desses estudantes, é importante certificar-se de que, ao concluir a disciplina tenham realmente construído os conhecimentos necessários para o exercício de sua atividade, que conheçam as ferramentas necessárias ao exercício profissional, bem como da participação na sociedade. Para que isso se dê, lhe cabe uma reflexão coletiva (NÓVOA, 2007), com seus pares, mas principalmente com os acadêmicos. Nesta perspectiva, Nóvoa (op. cit.) coloca como instrumentos necessários aos estudantes ter uma base conceitual para poder ampliar seus conhecimentos; ter uma base procedimental que permita realizar as atividades para a qual estão sendo preparados, com mecanismos operatórios necessários; e uma base atitudinal que lhes dê condições de escolher como agir, como posicionar-se diante dos desafios da profissão.

Masetto (2003) nos alerta para o fato de que são necessários instrumentos e estratégias que façam das aulas momento de real aprendizado dos conteúdos e das atividades. Assim, há que se pensar em cada turma e em cada conteúdo especificamente, sendo importante levar em conta as características da contemporaneidade em que vivem esses estudantes, como a necessidade de trabalhar em conjunto com professores e colegas, para poder aprender na

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diversidade de olhares sobre o assunto em questão, como nos demonstra Morin (2003), ao colocar que, além de ânimo e vontade, os alunos devem ser levados a compreender a necessidade de humanização do aprendizado, mas desenvolver uma consciência de que o conhecimento vai além de sua utilidade para o mercado de trabalho.

Nessa linha de pensamento, a dificuldade de ser professor avança para o desafio de fazer o aluno desconstruir o objeto de estudo, buscando entendê-lo e, se necessário, fazer sua reconstrução a partir de uma reflexão de sua importância para o indivíduo e para o grupo social, principalmente, a partir do que já conhecem.

Surge, então, essa nova dificuldade de fazer com que o docente valorize aquilo que o acadêmico traz, entendendo-o como esse agente de reconstrução ao partir daquilo que traz como bagagem, o que facilita seu contato com os novos conceitos a serem aprendidos, criando uma base conceitual sólida (NÓVOA, op. cit.).

Observamos que um dos principais desafios dos profissionais que passam a atuar no ensino superior, como docentes, geralmente, com ausência de formação pedagógica, está em criar instrumentos e estratégias que auxiliem os estudantes na construção desse conhecimento que norteará sua vida profissional, para que sejam professores que marquem essa trajetória dos acadêmicos sob sua responsabilidade.

3. CONCLUSÃO

Tornar-se docente do ensino superior já é em si um grande desafio, principalmente aos que formaram-se sem conhecer as práticas pedagógicas, mesmo que cursando o mestrado ou doutorado, já que são cursos que tem uma orientação mais voltada para a pesquisa do que para a sala de aula.

Surgem, então, novos desafios, como o de buscar conhecimentos específicos sobre a docência, em sua didática e práticas pedagógicas, além de ter segurança do domínio de conteúdos, da pesquisa e das funções que assume ao ingressar nessa atividade.

Propomos aos educadores que se busquem as competências necessárias para ser um bom professor, formando-se, com o tempo, e tornando-se um profissional que, além dos conhecimentos necessários, constrói sua identidade através do estudo, da troca com seus colegas e de sua participação ativa na construção de novos modelos institucionais para superar a ausência da formação pedagógica adequada em sua formação. Porém, é na sala de aula, em conexão com seus alunos que esse profissional vai tornar-se educador, na convivência e

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observação daqueles que são de sua responsabilidade e para quem deve preparar-se para formar os novos profissionais de valor para a sociedade.

REFERÊNCIAS

GAETA, Cecília; MASETTO, Marcos T. O Professor Iniciante no Ensino Superior: Aprender, Atuar e Inovar. Editora Senac. São Paulo, 2013.

MASETTO, Marcos Tarciso. Competência Pedagógica do Professor Universitário. São Paulo: Summus, 2003.

MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: pensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.

NÓVOA. António. Desafios do trabalho do professor no mundo contemporâneo. Livreto publicado pelo Sindicato dos Professores de São Paulo, 2007.

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