COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO
Expectativas
Inflação
Fonte: Focus BCB
Mercado de trabalho decepciona
A última semana de 2017 foi caraterizada pela baixa movimentação nos mercados e pela diminuição da aversão ao risco no exterior. O CDS da economia brasileira com vencimento em cinco anos teve uma redução de dois pts. para 162 pts.. Em 2017, acumulou um contração de 119 pts.. O dólar devolveu partes dos ganhos das últimas semanas e fechou com uma desvalorização de 0,8% ante o real, cotado a R$ 3,31. Contudo, fechou o ano com uma valorização de 1,0% em 12 meses. A taxa de juros real ex-ante segue sua trajetória cadente, terminando o ano em 2,85% a.a. contra 6,45% no fechamento de 2016. A evolução da inflação segue comportada. Apesar da alta de 0,89% do IGP-M em dezembro, encerrou o ano com uma deflação de 0,5%. Por sua vez, o mercado de trabalho ainda não consegue apresentar uma recuperação sólida. Os dados do Caged para o mês de novembro apontam a perda líquida de 12 mil postos de trabalho. Já a Pnad Contínua com o trimestre findo em novembro mostrou uma redução de 0,2 p.p. na taxa de desemprego para 12,0%. Entretanto, a quantidade de pessoas fora da força de trabalho segue em patamar historicamente elevado. Por último, o déficit fiscal acumulado em 12 meses fechou novembro em R$ 146 bilhões, abaixo da meta oficial de R$ 163 bilhões.
O último Boletim Focus de 2017 não trouxe muitas alterações nas projeções inflacionarias. Para dezembro, a mediana das expetativas para o IPCA permaneceu em 0,28% enquanto para janeiro segue em 0,42%. O mesmo se vê para as medianas de encerramento de 2017 e 2018 que ficaram em 2,78% e 3,96%, respectivamente. Por sua vez, a inflação esperada para os próximos 12 meses aumentou 0,04 p.p. na semana para 3,90%.
A mediana das projeções para o crescimento do PIB para esse ano e o próximo aumentaram 0,02 p.p. para 1,0% e 2,70%, respectivamente.
Fonte: Focus BCB
Fonte: BCB
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3,90% 3,7% 3,9% 4,1% 4,3% 4,5% 4,7% ju n /17 ju l/17 ag o /17 se t/17 o u t/17 n o v/17 d e z/17
IPCA
Próximos 12 meses29/12/2017 Há 1 semana Há 4 semanas
dez/17
0,28
0,28
0,42
jan/18
0,42
0,42
0,50
2017
2,78
2,78
3,03
2018
3,96
3,96
4,02
IPCA (%)
Mediana - agregado 0,89% 0,98% 1,00% 2,60% 2,68% 2,70% 01/12/2017 22/12/2017 29/12/2017PIB - Mediana das projeções
Variação anualFonte: B3
Taxa de Juros
Fonte: B3
A taxa do swap DI prefixado de 360 dias teve uma retração de 0,01 p.p. na semana, fechando em 6,86% a.a.. Com o aumento da inflação esperada para os próximos 12 meses, a taxa real de juros ex-ante caiu 0,05 p.p. para 2,58% a.a.. Com uma queda de 0,07 p.p., a taxa real de juros implícita na negociação de títulos públicos indexados a preços com vencimento em 12 anos fechou em 5,37% a.a.. Outra medida de risco, o diferencial entre as taxas de juros de um e três anos ficou em 2,13 p.p., com uma redução de 0,17 p.p. na semana.
COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO
Fonte: B3
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6,86% 6,5% 7,0% 7,5% 8,0% 8,5% 9,0% ju n /17 ju l/17 ag o /17 se t/17 o u t/17 n o v/17 d e z/17 a.a.
Swaps DI pré - 360
2,85% 2,7% 3,1% 3,5% 3,9% 4,3% ju n /17 ju l/17 ag o /17 se t/17 o u t/17 n o v/17 d e z/17 a.a.Taxa Real de Juros
Ex- ante 2,13% 0,5% 1,0% 1,5% 2,0% 2,5% 3,0% ju n -17 ju l-17 ag o -17 se t-17 o u t-17 n o v-17 d e z-17Spread da taxa de juros
Fonte: Bloomberg
Câmbio
Fonte: J. P. Morgan
Com uma desvalorização de 0,8% na semana, a cotação do dólar em relação ao real fechou em R$ 3,31. O resultado foi em linha com as demais moedas de países emergentes. O índice que mede a variação de uma cesta dessas moedas mostrou uma alta de 0,8% para 69,6 pontos. Já o Dollar Index, que mede a variação da divisa norte-americana em relação ás moedas de países desenvolvidos, teve uma retração de 1,3% na semana, fechando em 92,1 pts.. Na comparação em 12 meses, o real apresentou uma desvalorização de 1,0%. Destaque para a Lira turca com uma queda de 7,3% em 2017.
COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO
Fonte: Bloomberg
*Cesta de Moedas:
Lira turca, Rublo russo, Rand sul-africano, Florim húngaro, Real, Peso mexicano,
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3,31 3,1 3,2 3,3 3,4 3,5 ju n /17 ju l/17 ag o /17 se t/17 o u t/17 no v/1 7 d e z/17
Real/US$
Cotação do US$ 29/12/2017 Semana Mês 12 meses Real 3,31 -0,8% 1,6% 1,0% Euro 0,83 -1,2% -0,9% -13,2% Libra esterlina 0,74 -1,0% -0,2% -9,4% Renminbi 6,51 -1,0% -1,6% -6,5% Peso mexicano 19,66 -0,5% 5,5% -5,3% Lira turca 3,80 -0,2% -2,9% 7,3% Iene 112,69 -0,5% 0,5% -3,9% Moeda Variação 69,6 67 68 69 70 71 72 ju n /17 ju l/17 ag o /17 se t/17 o u t/17 n o v/17 d e z/17Índice Emergentes*
Fonte: Bloomberg
Fonte: Bloomberg
Aversão ao Risco
Na semana, houve uma diminuição da aversão ao risco no exterior. O CDS com vencimento em cinco anos da economia brasileira teve uma redução de dois pontos, encerrando em 162 pts.. Em 2017, o CDS do Brasil acumulou um queda de 119 pts.. Dentre os países selecionados, foi a maior redução, seguida pela Rússia (104 pts.) e a África do Sul (99 pts.). O EMBI, que mede o
spread do retorno dos títulos soberanos de países
emergentes contraiu-se em três pts., totalizando 329 pts..
A cotação do petróleo tipo Brent teve uma alta de 2,8% na semana, fechando o período cotado a US$ 66,87. Favoreceram para isso os anúncios da queda nos estoques da commodity nos EUA e da redução das sondas em operações, assim como o aumento nas projeções de demanda.
COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO
Fonte: Bloomberg
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-119 -12 -21 -22 -99 -35 -51 -104 Brasil Reino Unido França Espanha África do Sul Chile México Rússia
Variação no ano
CDS de 5 anos – em pontos-base 161,97 150 160 170 180 190 200 210 220 230 240 250 ju n /17 ju l/17 ag o /17 se t/17 o u t/17 n o v/17 d e z/17Credit Default Swap (CDS)
Pontos-base 66,87 40 45 50 55 60 65 70 75 80 ju n /17 ju l/17 ag o /17 se t/17 o u t/17 n o v/17 d e z/17Petróleo
COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO
Em dezembro, o IGP-M acelerou o crescimento de 0,52% em novembro para 0,89%. O resultado ficou acima da mediana das expectativas de mercado. Em 12 meses, o indicador acumulou uma queda de 0,5%. No mesmo período de 2016 era observado um crescimento de 7,2%. Essa é a segunda vez que o indicador encerra o ano com deflação, a outra vez foi em 2009 (-1,7%). Pesou para o fato a queda de 2,5% a.a. nos preços ao produtor amplo (IPA), que por sua vez foram impactados pela retração de 13,0% a.a. dos preços dos produtos agrícolas, ainda como desdobramento da super safra do ano, sendo que os preços dos produtos industrias fecharam com uma alta de 1,5% a.a.. O índice de Preço ao Consumidor (IPC) apresentou uma alta de 0,30% no mês, encerrando o ano com uma elevação de 3,1%. Com um crescimento de 0,14% em dezembro, o Índice Nacional da Construção totalizou uma alta de 4,0% em 2017.
Fonte: FGV
IGP-M – dez/17
Fonte: FGV Fonte: FGV
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0,54%0,64% 0,08% 0,01% -1,10% -0,93% -0,67% -0,72% 0,10% 0,47% 0,20% 0,52% 0,89% d e z/16 jan /17 fe v/17 mar/17 ab r/ 17 mai/17 jun /17 ju l/17 ag o /17 se t/17 o u t/17 no v/1 7 d e z/17
Variação mensal
-2,5% 3,1% 4,0% -0,5% -5% 0% 5% 10% 15% d e z/15 mar/16 ju n /16 se t/16 d e z/16 mar/17 ju n /17 se t/17 d e z/17Variação anual
Abertura IPA IPC INCC IGP-M -13,0% 1,5% -24% -20% -16% -12%-8% -4%0% 4% 8% 12% 16% 20% 24% 28% 32% d e z/15 mar/16 jun /16 se t/16 d e z/16 mar/17 jun /17 se t/17 d e z/17IPA-M Produtos
Variação anual Agrícolas IndustriaisCOMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO
Após sete meses com um saldo positivo de contratações, o Caged de novembro apontou a redução liquida de 12,3 mil vagas de trabalho em novembro. O resultado foi na contramão do esperado pelo mercado. No mês, os destaques ficaram para as reduções de 29,0 mil e 22,8 mil na indústria de transformação e na construção civil, respectivamente. Apesar do fechamento de vagas em novembro, a série do acumulado em 12 meses segue diminuindo seu ritmo de queda, encerrando em -0,3 milhão de demissões liquidas contra 0,4 milhão no mês anterior. Ainda na mesma base de comparação, somente o setor de agropecuária tem saldo positivo (19,3 mil), enquanto os demais apresentam redução de postos de trabalho, com destaques para a construção civil (-173,5 mil) e serviços (-72,9 mil). Por último, a média móvel de seis meses da diferença entre os salários de demissão e admissão cresceu de R$ 212,96 para 213,53. No mesmo período de 2016 era de R$ 208,23.
Fonte: Caged
Fonte: Caged Fonte: Caged
Caged – nov/17
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-213,5 -230 -210 -190 -170 -150 -130 -110 -90 -70 -50 ju l-12 d e z-12 mai-13 out-13 mar-14 ago -14 jan -15 ju n -15 n o v-15 ab r-16 se t-16 fev-17 jul-17
Dif entre salários
Em termos reais - MM6M (R$ mil) -117 -462 -41 36 -64 60 34 10 36 35 34 77 -12 n o v/16 d e z/16 jan /17 fev/17 mar/17 abr/ 17 mai/17 jun /17 ju l/17 ag o /17 se t/17 o u t/17 n o v/17Evolução do emprego
Em milhares -0,3 -2,5 -2,0 -1,5 -1,0 -0,5 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 n o v/11 mai/12 no v/12 mai/13 no v/13 mai/14 no v/14 mai/15 no v/15 mai/16 no v/16 mai/17 no v/17Geração de empregos
Acumulada em 12 meses (milhões)COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO
Segundo a Pnad contínua, a taxa de desocupação ficou em 12,0% da força de trabalho no trimestre findo em novembro. O resultado representa uma diminuição de 0,2 p.p. na margem. No mesmo período de 2016 a taxa era de 11,9%. Apesar da melhora, o resultado deve ser relativizado por alguns motivos, dentre eles: a forte perda de empregos com carteira assinada, que alcançou seu menor patamar na série histórica (33,2 milhões); e o contingente em desalento, ou seja, fora da força de trabalho, que mesmo com a ligeira queda no mês, se mantém em nível historicamente elevado (64,4 milhões de pessoas). Por último, a evolução da massa salarial segue em trajetória crescente, a série do índice com mar/12=100 terminou em 110,6 pts, o que representa altas de 0,7% na margem e de 4,5% em 12 meses.
Fonte: IBGE
Fonte: IBGE Fonte: IBGE
Pnad Contínua – nov/17
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12,0% 6% 7% 8% 9% 10% 11% 12% 13% 14% n o v/14 fev/15 mai/15 ago /15 n o v/15 fev/16 mai/16 ago /16 n o v/16 fev/17 mai/17 ago /17 n o v/17
Desocupação
Trimestre móvel 110,6 104 105 106 107 108 109 110 111 112 n o v/14 fev/15 mai/15 ago /15 n o v/15 fev/16 mai/16 ago /16 n o v/16 fev/17 mai/17 ago /17 n o v/17Evolução Massa Salarial
Rendimento Habitual real - mar/12=10033,0 33,5 34,0 34,5 35,0 35,5 36,0 36,5 37,0 n o v/14 fev/15 mai/15 ago /15 n o v/15 fev/16 mai/16 ago /16 n o v/16 fev/17 mai/17 ago /17 n o v/17
Emprego com carteira
No setor privado – Em mil pessoasCOMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO
Em novembro, o setor público teve um déficit primário de R$ 909,0 milhões, totalizando um déficit de R$ 149,0 bilhões em 12 meses. O resultado ficou abaixo da meta estipulada pelo governo de R$ 163,1 bilhões para 2017. Em relação ao PIB, o déficit primário acumulado em 12 meses fechou em 2,3%, com quedas de 0,6 p.p. no mês e de 0,2 p.p. em relação a novembro passado. A conta de juros nominal teve retrações de 0,2 p.p. na margem e de 0,7 p.p. em 12 meses, fechando em 6,2% do PIB. Favoreceu para isso o ganho de R$ 1,2 bilhão com operações de swaps cambiais. Vale destacar o baixo montante em derivativos cambiais, diminuindo sua relevância fiscal. Com uma alta de 0,4 p.p. no mês, a dívida líquida do setor público em relação ao PIB fechou em 51,1% do PIB contra 44,2% no mesmo período de 2016. Já a dívida bruta do governo geral em relação ao PIB se manteve estável no mês em 74,4%. No mesmo período do ano anterior a relação estava em 71,1%.
Fonte: BCB
Fiscal – nov/17
Fonte: BCB Fonte: BCB
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6,2% 4% 5% 6% 7% 8% 9% n o v/13
mai/14 nov/14 mai/15 nov/15 mai/16 nov/16 mai/17 nov/17
Juros Nominais
Acumulado em 12 meses 51,1% 74,4% 28% 33% 38% 43% 48% 53% 58% 63% 68% 73% 78% n o v/13mai/14 nov/14 mai/15 nov/15 mai/16 ov/16n mai/17 nov/17