Clipping
08/10/2020
IMPRESSO
Jornal do Comércio | Geração E | p. 04
Projeto transforma peças íntimas usadas em
novas
Foto: Ana Karla
Rosele consegue ajudar mulheres em vulnerabilidade e o ambiente
Pensando em aumentar a vida útil das peças íntimas femininas e ajudar mulheres em situação de vulnerabilidade, a Caon Lingerie criou o Programa de Logística Reversa. Ele funciona da seguinte forma: as pessoas deixam suas calcinhas e sutiãs (de qualquer marca e modelo) em pontos de coleta em Porto Alegre e a Caon faz uma triagem e identifica o que pode ser higienizado e consertado. É um exemplo de empreendedorismo social.
As calcinhas e sutiãs passam por reformas e uma lavagem industrial, e então são entregues em um bom estado para mulheres em condições de vulnerabilidade através de uma rede de acolhimento. Por fim, as peças que estão muito desgastadas são enviadas
para o desmanche adequado na indústria Ambiente Verde, em Taquara. Desse material, são feitas caixas de entrega para os produtos da Caon, criando um novo uso ao resíduo têxtil.
A proprietária da marca Rosele Caon tem como objetivo transformar a realidade das mulheres e do meio ambiente a partir dos seus produtos. "Queremos gerar impacto positivo na sociedade, atuando sobre a questão da desigualdade de gênero. Apostamos na educação para ajudá-las a se transformarem", diz.
O dinheiro para as operações da marca (logística, costura e lavagem industrial) vem das vendas de calcinhas, sutiãs e conjuntos novos que a Caon desenvolve. "Produzimos, com carinho cada calcinha e cada sutiã. Com vontade de levar conforto e beleza, apostamos em tecidos macios e modelagens pensadas para o bem-estar de quem veste a roupa", pontua Rosele. As calcinhas custam a partir de R$ 70,00 e os sutiãs, R$ 120,00.
Rosele encontrou na marca um jeito de ajudar outras mulheres e o meio ambiente.
"O descarte de lingerie no lixo comum é danoso, já que as peças, em sua maioria, possuem materiais sintéticos em sua composição e levam séculos para se degradar, em um processo tóxico. Mas a questão vai além: enquanto toda essa roupa vai para o lixo, muitas mulheres em situação de vulnerabilidade não têm acesso a calcinhas."
Jornal do Comércio | Geração E | p. 05
As máscaras como pontapé inicial pelo viés da
sustentabilidade
Foto: Arquivo
Cris criou a Leveza em Cor, de artesanato sustentável
Em 2020, surgiram muitos novos negócios com um mesmo produto: máscara. A demanda, inexistente antes da pandemia, só cresceu ao longo dos meses, fez com que muitas pessoas apostassem na produção do item e dessem os passos iniciais em um projeto próprio.
Cris Tronco, 34 anos, trabalhava como fotógrafa e viu, em poucos dias, sua agenda ficar vazia para o ano todo. O tempo ocioso e a proximidade com o artesanato impulsionaram a empreendedora a criar a Leveza em Cor, marca de artesanato consciente. "Tenho muito o viés da sustentabilidade, de gerar menor impacto ambiental possível. Comecei a pesquisar sobre as máscaras de tecido e tirei a minha máquina que estava há cinco anos no armário para costurar, presentear e doar para as pessoas do meu círculo", conta Cris, que prioriza tecidos de reuso.
Os amigos e familiares que receberam os itens como presente começaram a encomendar, dando vida ao novo negócio de Cris. As máscaras estão disponíveis à
artesanato com a preocupação ambiental e relações mais éticas de troca comercial era algo que sempre quis, mas pensava para o futuro. Criei a marca com um nome mais genérico para, aos poucos, ir incorporando outros itens com esse viés de sustentabilidade, de produção local", explica.
As máscaras da Leveza em Cor, quando não estiveram mais em condições de uso, podem ser devolvidas para Cris, que afirma dar o destino correto para o produto. "Tecido é um grande problema, porque aqui no Brasil é muito complicado de reciclar. Não é uma coisa que pode ser colocada no lixo comum, nem seco nem orgânico. Fiz uma parceria com a Arco Reciclagem e Compostagem, que gerencia resíduos sólidos para outras empresas, enviando para cooperativas que realmente vão reciclar cada tipo de material. Normalmente, encaminharíamos 70% do nosso lixo para o aterro, e, com esse gerenciamento otimizado, agora só 10% vai para lá", afirma.
Para a empreendedora, estruturar um novo negócio foi prazeroso e desafiador. "Fui aprendendo com o processo, muito na tentativa e erro, desde o modelo até as postagens e embalagens. Não tenho medo de testar e ver que não deu certo, e não espero a coisa estar pronta para jogar no mundo", relata Cris, que planeja seguir com o projeto no futuro. "Se ela não se tornar a minha principal atividade, vai estar em paralelo com a fotografia. É um espaço de artesanato consciente e com uma preocupação ambiental, uma coisa que eu quero levar para a vida."
MONITORIA
Pampa TV | Pampa debates
Data: 05.06.2020
Entrevista com candidata a prefeitura de Porto
Alegre Manuela D'Ávila - Movimento Muda
Porto Alegre - PCdoB e PT
A candidata fala sobre a sua trajetória na política, desde o movimento estudantil até a sua eleição como deputada federal. Afirma que teve uma trajetória completa, que conheceu alternativas para problemas pelo mundo. Acha que deve a cidade e foi ela que o fez ser candidata a vice-presidente em 2018, e com isso tem a obrigação com a cidade. Afirma que liderar as pesquisas mostra que as pessoas mentem a seu respeito e que as pessoas não acreditam em fake news.
Fala que irá governar com seu vice, Miguel Rossetto, e não irá ter briga como se vê hoje, diz que isso é motivo de alegria. Sobre sua relação com oPCdoB, afirma que é possível defender o país e ter uma visão de sociedade mais justa. Lembra das crianças nas sinaleiras em Porto Alegre.
Paulo Sérgio Pinto (apresentador) - Fala que Porto Alegre é linda do alto e do rio, massas entranhas de Porto Alegre vê buracos, pichações e sem condições sanitárias nos bolsões de miséria.
Manuela D`Avila (candidata) - Diz que o que encoraja é ver que crianças não tem condições igual a sua filha, que tem mães sem creches. Lembra que há 20 anos atrás tinha o melhor transporte público, Coleta Seletiva. Fala das 13 mil crianças fora de creches na cidade.
Lembra que falou com o prefeito e governador para a criação de um comitê de crise e que o prefeito nem ouviu o conselho municipal de saúde, se negou a fazer teste nos profissionais de saúde e que é mentira dizer que ouviu os profissionais da saúde. Criaria o comitê de crise e chamaria a oposição. Diz que o abrir e fechar depende das testagens. Afirma que o prefeito não fez o debate dos impostos e IPTU por conta da pandemia.
Paulo Sérgio Pinto (apresentador) -Cita uma cidade zumbi, como o Voluntários da Pátria, Cais Maua, Periferia, a cidade dos buracos, suja, a iluminação parece encaminhada e questiona se isso não assusta.
Manuela D`Avila (candidata) - Fala que todos reclamam que Porto Alegre não escuta a cidade e não resolve o problema, mas junto com as pessoas é possível dialogar e resolver os problemas.