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East Timor Agriculture Network and Virtual Library Rede agrícola e biblioteca virtual de Timor Leste

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East Timor Agriculture Network and Virtual Library

Rede agrícola e biblioteca virtual de Timor Leste

Documento:TA008

ESTUDOS SOBRE FERTILIDADE DOS SOLOS DE TIMOR-LESTE

VI – Tentativa para “ maximizar” a produção orizícola

Author: M. Mayer Gonçalves, Mu si Min Date: July 1998

Published by: MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E DA TECNOLOGIA INSTITUTO DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA TROPICAL Cento de Estudo de Produção e Tecnologia Agrícolas

Summary

Studies of the fertility of the soils of Timor-Leste VI- Improvement of rice yields

Further to previous experimentation in flooded fields, having

attained yield levels of 5t/ha of paddy, it was aimed to increase

production with the aid of the improved varieties IR5, IR8, IR22

and IR24 and the association of high levels of nitrogen and

phosphate fertilization with different plant spacing .

It is now found useful to give notice of the results

obtained in 1974, although only in one crop and site, having

found that the variety IR8 was the one that significantly produced

more under the experimental conditions, yielding more than 7t/ha

of N and 105 kg/ha of P2 O5. These results might prove to be of

high economical interest.

KEY WORDS: East Timor, irrigated rice; improved varieties; nitrogen and phosphate fertilization; crop yields.

(2)

Resumo

Na continuidade de anterior experimentação em cultivo

alagado, em que se atingiram níveis de produção de 5t/ha de arroz

em casa, visou-se aumentar a mesma através das variedades

melhoradas IR5, IR8, IR22 e da associação de mais elevadas doses

de adubação azotada e fosfatada com diferentes compassos de

plantação.

Julgou-se agora oportuno e útil dar notícia dos resultados

obtidos em 1974, embora numa única cultura e local, em que a

variedade IR8 foi significativamente a que mais produziu nas

condições experimentação, mais de 7t/ha de arroz em casca,

quando cultivado ao compasso de 20x20 cm e com aplicação de

160 kg/ha de N e 105kg/ha de P2O5, admitindo-se para época da

experimentação o elevado económico desta adubação.

PALAVRAS- CHAVES: Timor-leste, arroz irrigado; variedades melhoradas; fertilização azotada e fosfatada; produtividades.

Rezumu

Iha kontinuidade esperimentasaun ulukliu iha área kultivu

ne’ebé luan liu (alargadu) bele atinje nivel produsaun 5t/ha hare

nian se hare aumenta hanesan, liuhusi variedade sira ne’ebé di’ak

IR5, IR8, IR22 no IR24 NO asosiasaun ho doze aas liu ba adubu

azotada no fosfotada ho nia kompasu plantasaun nian ne’ebé

lahanesan ka diferente.

Ida-ne’e mak agora ita uza atu fó notísia ka informasaun

kona-ba rezultadu ne’ebé hetan iha tinan 1974, husi ne’e hotu iha

únika kultura no lokál ho nia variedade IR8 signifikativamente

sai hanesan ida ne’ebé prodús barak liu iha kondisaun

esperimentál, nia liu 7t/ ha hare kuandu kuda ho kompasu 20x20

cm no aplikasaun 160 kg/ha N no 105 kg/ha P

2

O

5

. Rezultadu

hirak-ne’e hatudu interese ekonómiku ba adubasaun ne’ebé aas.

Disclaimer: The availability of a digital version of this docum ent does not invalidate the copyrights of the original authors.

This document was made available freely in a digital format in order to facilitate its use for the economic development of East Timor.

This is a project of the University of Évora, made possible through a grant from the USAID, East Timor. info: [email protected]

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MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E DA TECNOLOGIA INSTITUTO DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA TROPICAL

Cento de Estudo de Produção e Tecnologia Agrícolas

ESTUDOS SOBRE FERTILIDADE DOS SOLOS DE TIMOR-LESTE

VI – Tentativa para “ maximizar” a produção orizícola

M. Mayer Gonçalves Mu si Min

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ESTUDOS SOBRE FERTILIDADE DOS SOLOS DE TIMOR – LESTE

VI – Tentativa para “ maximizar” a produção orizícola

M. Mayer gonçalves1 Mu si Min2

1

Investigador principal do instituto de investigação cientifica tropical (centro de estudo de produção e tecnologia agrícolas)

2

(5)

1. INTRODUÇÃO

Quando em 1956 se iniciou o estudo dos recursos naturais agrícolas de Timor-leste (25) e, posteriormente, quando em 1964 se concretizaram programas de desenvolvimento agrícola (24), considerou-se que o melhoramento da orizicultura constituía uma das melhores promessas para a solução do problema alimentar do território, no qual aproveitamento intensivo das planícies costeiras era um dos aspectos principais de ordenamento agro – silvo – pastoril.

Recentemente e conforme dois estudos que foi possível conhecer (21, 22), embora se refira o aumenta do produção Orizícola – estimada em 56 000 em 1992 e correspondendo a 64% das necessidades do território -a possibilidade de Timor-leste ser auto – suficiente em arroz e até de o poder exportar para as regiões vizinhas, continua a ser apenas uma promessa, apesar de não oferecer duvidas o potencial do produção do território, face à experimentação portuguesa (12) e à realizada pelo “Indonésia Departements of Agriculture research”, citadas por Saldanha (22). Contudo a consulta da bibliografia agrícola da indonésia de 1991 a 1996 (13), apenas permitiu verificar a existência de três trabalhos respeitantes à orizicultura em Timor-leste, mas que não foi possível conhecer – dois em sequeiro e um com irrigação – e relativos à zona de Bobonaro, no interior do território e, possivelmente, a 300/400 m de altitude, a qual não será das regiões mais aptas ou capaz para o desenvolvimento da cultura do arroz alagado.

A partir de 1965, algumas acções da então missão de estudos agronómicos do ultramar (MEAU) foram iniciadas (3) e primordialmente dirigidas ao melhoramente da orizicultura, nomeadamente através do material vegetal utilizar e da fertilização.

Relativamente ao material vegetal, realizaram-se ensaios de observação durante 2/3 anos sobre 24 variedades locais e 48 exóticas, que permitiram purificar as primeiras, caracterizar a segunda nas condições locais e efectuar uma primeira apreciação (9,12). Salienta – se que, num risco calculado, se iniciou em 1967 um programa de distribuição de semente da variedade IR8 aos oriziculturas, atitude que, apesar da geral ausência de adubação e de outros condicionalismos negativos, terá sido o principal factor responsável por se ter passado de uma média de 10 650t de arroz em casca comercializado em 1965/66 para 18 632t em 1970/71 (19,20), um acréscimo de 75% em cinco anos.

(6)

Relativamente à fertilização, foi possível em 1971/73 realizar experimentação em quatro dos principais regiões orizícolas da costa norte (12) na qual, em geral, a variedades IR8 foi a mais produtiva seguida do perto pelo IR5. As suas produções máximas variaram de 4,3 a 5,5t/ha de arroz em casca – que, mais simplesmente também designaremos por grão – obtendo – se uma resposta média de 17 kg de grão por kg de (N+P2O5) aplicado, para o conjunto dos ensaios e com as maiores adubações; nas produções destas resultantes um valor médio de 2,2t/ha de grão constituía lucro líquido, o que demonstrava o indiscutível interesse económico da fertilização.

Embora a memória final dos referidos ensaios não tenha sido efectuada, a análise estatística das produções de grão demonstrou (1,11,18), de acordo com os efeitos lineares e quadrático de azoto e fósforo, que houve sempre resposta positiva significativa – quase sempre ao nível de 0,1% de probabilidade de erro – que seria previsível que aumentadas as doses da fertilização azotada se conseguissem ainda maiores produções, nomeadamente nas variedades IR5 e IR8.

Nas informações anteriores baseou – se em parte a continuidade da experimentação, cujos resultados e conclusões agora se apresentam3.

2. MATERIAL E MÉTODOS

A fase seguinte da experimentação – que se iniciava em 1974, devia durante três anos e com duas culturas anuais onde a disponibilidade de água o permitisse – foi programada para os mesmos quatro locais dos ensaios anteriores. Contudo, este trabalho diz apenas respeito à primeira cultura de 1974 no vale da ribeira de Seixal – planície da margem esquerda e na várzea do Liurai Cipriano, situada em soba Bere.

Segundo classificação de BAGNOULS & GAUSSEN, o clima da região será tropical quente seco, com temperatura média do mês mais frio superior a 15ºC e 5 a 6 meses secos (26); desde que existam dotações de água suficientes, o clima é bom para a cultura do arroz alagado e não oferece dúvidas a realização de duas culturas anuais com variedades de ciclo vegetativo curto.

3

A situação verificara em Timor – leste, após 1974, levou então a que não se considerasse primordial concluir e dar noticias deste estudo, embora algumas informações tenham sido divulgadas (9,10,11); decidiu – se agora fazê-lo por se entender que as suas conclusões mantêm toda validade e servirão positivamente à orizicultura timorense.

A saída de Timor – leste de um e dois técnicos responsáveis, apenas permitiu a realização do ensaio nos vales das ribeiras de seiçal e laivai, tendo sido este último consideravelmente afectado, na sua realização e produção de grão, por deficiência na germinação e dificuldades de rega; a situação depois verificada no território impediu a continuidade da experimentação.

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2.1- Solo

O ensaio foi instalado num aluviossolo recente e, com base na carta do solo (5), numa mancha de associação de solos A1 onde predominam Fluvissolos, apresentado no local (camada de 0-30 cm) e de acordo com a metodologia usada (6) as seguintes características: textura argilo – limosa, pouco calçaria face a percentagem de carbonato expressa em Ca CO3; pH (H2O) de 8,6 que permite classifica lá de alcalina; Ausência de Cloretos e um valor muito baixo de 1,12 m S da condutividade específica do extracto de saturação; no complexo de troca, onde predomina cálcio, a soma das bases e a capacidade de troca catiónica são elevadas e a saturação muito elevada; O potássio de troca, com 0,53 m.e./100g, é médio; O Fósforo assimilável praticamente não existe; E a matéria Orgânica e o Azoto tinham valores muito baixos.As Deficiência de Azoto e Fósforo neste solo já tinham sido anteriormente verificadas (2,12).

2.2 Material vegetal

Foram utilizadas quatro variedades de Oryza sativa L. subespécie indica, obtidas do “International rice research institute” (IRRI), IR5 e IR8 em 1966 e IR22 e IR24 em 1971. Estas últimas, tal como as outras tinham sido, foram sujeitas e ensaio de observação no posto experimental e de fomento de Manatuto em 1972 e, em conjunto com as anteriores como termo de comparação, em 1973 e 1974 (7,8,9); foram examinadas pormenorizadamente ao longo do ciclo cultural e realizou – se uma caracterização bio métrica, visando – se a sua apreciação preliminar nas condições locais.

De acordo com as informações do IRRI (14,15,16,17) e conforme algumas das informações realizadas, seriam de admitir as seguintes características:

Ø Ligeira sensibilidade ao foto periodismo no IR5 e IR22, considerando – se como indiferentes o IR8 e IR24;

Ø Cerca de 135 dias da sementeira à maturação no IR5, que se poderá reduzir nas outras variedade para 115 a 125 dias

Ø Provável maior capacidade de afilamento no IR8 e IR22;

Ø Boa resistência à acama – embora inferior no IR5, que mais alto – e à desgranação; Ø Potencial de produção semelhante, mas concerteza superior no IR8, também com maior

razão grão/palha;

Ø Bago mediano, semi – redondo e com manchas gessos as no IR5 e IR8 e comprido, delgado e transparente no IR22 IR24;

(8)

Ø Devido ao alto conteúdo de amilose, 27 a 33% quando cozinhado o arroz do IR5, IR8 e IR22 apresenta – se seco e firme (“solto”) e, o do IR24, ao m 16 a 20 % mole húmido (“espapaçado”).

2.3-Objectivos, delineamentos e principais pormenores experimentais

Pretendeu – se comparar o comportamento em condições em próximas da prática corrente em cultura intensiva, das quatro variedades de arroz e, considerando-se o potencial de produção das mesmas, estudar a possibilidade técnico – económico de “maximizar” essa produção em cultivo alagado, através da associação de elevadas doses de adubação azotada e fosfatada com diferentes com passos de plantação, bem como os efeitos da sua aplicação na composição das plantas e do solo.

O ensaio obedeceu ao esquema factorial 2 (fósforo) x 2 (azoto, compasso) x 4 (variedade), sendo assim constituído por 72 canteiros que foram estabelecidos com 10x10m.

Usaram – se os compassos de 20x20cm,20x25cm, e 25x25cm para as três plantas inicias transplantado por tufo, tendo – se considerado as duas filas exteriores como bordadura.

Os produtos utilizar na adubação, como fonte dos nutrientes, foram a ureia (45% de N) e o super fosfato concentrado (42% de P2O5 ) nos níveis seguintes:

N1- 90kg/ha de N P1-105kg/ha P2O5 (46 kg/ha de P)

N2-125kg/ha de N P2-140kg/ha P2O5 (61 kg/ha de P) N3-160kg/ha de N

A quantidade total fósforo e metade do azoto foram aplicadas imediatamente antes da transplantação e, a segunda aplicação de azoto, a seguir à fase de máximo afilamento, na altura do inicio, dos primórdios da panicular ou imediatamente antes.

Outros pormenores experimentais relativo à preparação do terreno, selecção e preparação das sementes, arranjo e manejo do viveiro e manejo da área experimental, foram os usais em orizicultura intensiva.

Para apreciação das variedades e dos restantes factores experimentais efectuaram – se observações, colheu – se material vegetal para análise e registaram – se os elementos necessário para cada tratamento, obedecendo – se sempre a normas pré – estabelecidas e dizendo respeito a dez variáveis. Neste trabalho consideram – se apenas as seguintes:

Ø Altura média das plantas na maturação. Ø Número de dias da sementeira à maturação;

Ø Massa de arroz em casa colhido, após secagem ao sol e até atingir um teor de humidade de 13 – 15 %

(9)

Ø Massa de palha colhida, igualmente após secagem ao sol;

Ø Teores foliares dos elementos azota, fósforo, potássio cálcio e magnésio, com base nas amostras colhidas.

Os factores e a interacção com testes F significativos para as diferentes variáveis, foram os seguintes:

Altura Dias da Producao Producao Teores das sementeira a de de minerais nas plantas maturacao palha graõ folhas

Compasso (C) ** Variedade (V) * * * * * * *** * * * ** Adubação (A) * * * * ** CxV * * * * 3 - RESULTADOS E DISCUSSÃO

O ensaio iniciou-se tardiamente, com sementeira no viveiro no início de Maio e transplantação no final deste mês e no seguinte. Em Julho notou – se, apenas no IR22 um ligeiro ataque de piricularia oryzae Bri. & Cav, agente causador da moléstia designada por “queimadora” do arroz, não se tende efectuada tratamentos por se ter julgado desnecessário; no final desta mês e no início de Agosto, devido à diminuição dos caudais provocada por destruições na rega que, no entanto, não terão prejudicado o ensaio. A colheita o iniciou – se em Setembro e concluiu – se no mês seguinte.

Os resultados obtidos para as cinco variáveis consideradas apresentam – se no quadro I a V, tendo sido sujeito a análise estatística: inicialmente atrves da realização de testes F com os habituais níveis de significância – *=5%** =1 % e = 0,1%- e, quando está existia, numa segunda fase usou – se o método de comparação múltipla de SHEFFÉ (23), em que se definiram diferença, ao nível de 5% de probabilidade de erro, para os totais relativos aos vários níveis dos factores ou interacções, ordenados por ordem crescente; quando necessário, analisou – se ainda estrutura factorial N3 x P2 da adubação, também através de testes F.

(10)

Nos quadros de resultados, com os valores médios correspondentes aos totais da análise estatística, letras diferentes definem valores significativamente diferentes ao nível de 5% de probabilidade de erro.

No quadro I apresentam-se os valores médios da altura das plantas na maturação e, para alem das diferenças consideradas significativas resultantes dos vários níveis de NxP e da interacção compasso x variedade, reduzidas e sem interesse cultural, importa reter que, de acordo com os valores médios globais, todas as variedades se separam significativamente segundo a ordem IR22 <IR24 <1R8 <IR5; cerca de 4,5 cm de diferença nas três primeiras e 8,5 cm entre o 1R8 (74,9 cm) e o IR5 (83,4 cm), confirmando-se assim uma maior altura do ultimo entre as quatro variedades e, portanto, apesar da boa resistência à acama que as caracteriza, uma maior possibilidade desta se poder verificar no IR5.

No quadro II referem-se os valores observados para o numero de dias da sementeira a maturação, julgando-se também de considerar sem interesse cultural as diferenças significativas resultantes do compasso, da interacção compasso x variedade — embora no 1R5 ao compasso 20x20 cm corresponda uma maior precocidade, cerca de 5 dias — e das varias adubações N x P.

As variedades continuaram a separar-se significativamente, segundo a ordem IR22 <IR24 <IR8 <IR5 e respectivamente com os valores médios globais de 107, 123, 125 e 128 dias; ressalta assim a acentuada maior precocidade do 1822, verificando-se diferenças de 2 e 3 dias nas restantes. Os resultados permitiram confirmar a menor precocidade do IR5 — media de 133 dias no ensaio de 1971/73 no mesmo local — e levam a referir que, com 125 dias, o IR8 registou precisamente o mesmo valor médio já observado no referido ensaio (12).

(11)

QUADRO I - Altura media das plantas na maturação, em cm.

Variedades Medias por

IR5 IR8 11 22 1824 adubacOes

Adubacoes Compassos de plantacao (cm)

20x20 20x25 25x25 20x20 20x25 25x25 20x20 20x25 25x25 20x20 20x25 25x25 20x20 20x25 25x25 Geral N1P1 83,3 86,3 92,7 76,3 72,7 74,0 70,0 62,0 65,3 72,7 71,7 73,0 75,6 73,2 76,3 75,0 c N 1 P2 80,0 79,0 82,0 73,0 74,3 73,7 66,0 64,0 63,7 69,3 69,0 69,7 72,1 71,6 72,3 72,0 a N2P1 88,0 85,0 88,3 74,7 72,7 74,7 66,7 67,7 63,3 77,3 72,0 64,3 76,7 74,2 72,7 74,6 c N2P2 80,0 82,3 92,7 75,7 77,3 79,7 69,3 67,3 66,3 69,3 70,0 68,0 73,6 74,2 76,7 74,8 c N3P1 78,3 85,3 86,0 73,3 76,0 76,3 68,7 71,7 63,7 73,0 68,7 67,7 73,3 75,4 73,4 74,1 b N3P2 76,7 73,3 81,7 75,3 75,3 72,7 62,0 62,3 67,7 67,3 75,3 69,3 70,3 71,6 72,9 71,6 a 81,1 81,9 87,2 74,7 74,7 75,2 67,1 65,8 65,0 71,5 71,1 68,7 Medias gerais por compassos

Medias por a a b A a a b a a b b a e do ensaio

variedades 83,4 74,9 66,0 70,4 73,6 73,4 74,0 73,7

(12)

QUADRO II - Período da sementeira a maturação, em dias.

Variedades Medias por

1R5 IR8 IR22 1R2

4

adubacoes

Adubacoes Compassos de plantacao (cm)

20x20 20x25 25x25 20x20 20x25 25x25 20x20 20x25 25x25 20x20 20x2 5 25x25 20x20 20x25 25x25 Geral N1P1 124 124 124 124 123 124 105 105 105 122 122 122 119 119 119 119 a N1P2 124 131 127 124 124 124 105 105 106 122 122 124 119 121 120 120 b N2P1 131 131 127 127 124 124 105 106 106 124 122 122 122 121 120 121 c N2P2 124 131 131 127 126 127 105 110 105 124 122 122 120 122 121 121 c N3P1 124 131 131 127 126 127 108 110 108 122 125 124 120 123 123 122 d 121 123 123 122 N3P2 124 131 131 127 126 127 108 110 108 124 125 124 d 125 130 129 126 125 126 106 108 106 123 123 123 Medias gerais por compassos

Medias por a b b a a a a b a a a a e do ensaio

variedades 128 125 107 123 120 121 121 121

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No quadro III referem-se os valores da produção de palha, para a qual o factor compasso não foi significativo, tal como o factor adubação, apesar da análise deste permitir verificar acréscimos de produção com o aumento da adubação azotada e fosfatada: 4 720, 4 842 e 5 562 kg/ha no primeiro caso e 4 920 e 5 162 kg/ha no segundo.

O Factor variedade voltou a revelar-se significativo, ao nível de 0,1% de probabilidade de erro, tendo-se as variedades separado pela ordem IR24<IR8<IR5<1R22, respectivamente com os valores médios globais de 3 961, 4 882, 5 538 e 5 783 kg/ha de palha, mas não sendo significativa a diferença de produção entre o IR5 e 1R8.

No quadro IV apresentam-se os valores da produção de arroz em casca, relativamente aos quais se revelaram significativos os efeitos dos factores variedade e adubação, ao nível de 0,1 e 1% respectivamente, bem como a interacção compasso x variedade ai nível de 5%.

A produção media geral das variedades determinou a ordem IR24<1R22<1R5<1R8, respectivamente com os valores de 4 797, 5 031, 5 403 e 6 223 kg/ha de grão, não sendo, no entanto, significativamente diferentes as produções medias das duas primeiras ao nível de 5% de probabilidade de erro. Constata-se assim que o IR8 foi a variedade mais produtiva, embora no ja citado ensaio anterior (12) o IR5 tivesse produzido significativamente um pouco mais (18).

Analisando-se as produções medias gerais dos vários níveis de adubação, registaram-se para os três de azoto 5 102, 5 109 e 5 880 kg/ha e para os dois de fósforo 5 419 e 5 308 kg/ha de grão, não admirando assim que as duas medias gerais relativas as maiores adubações azotadas tenham sido significativamente superiores as restantes, ao nível de 5%. Considerando-se que a produção do 1R8 foi significativamente superior as das outras variedades, a conclusão anterior aplica-se também isoladamente ao IR8, cujas produções medias para os três níveis de azoto foram 5 871, 5 654 e 7 145 kg/ha e para os dois de fósforo 6 336 e 6 110 kg/ha de grão.

Face ao efeito significativo do factor adubação, a análise da sua estrutura factorial revelou que o subfacture azoto foi o único significativo, ao nível de 0,1 % de probabilidade de erro, e que os respectivos efeitos lineares e quadráticos também o foram, ao mesmo nível, pelo que se considera que o

(14)

óptimo da aplicação de azoto não terá sido enquadrado. Tal como anteriormente, na medida em que a produção do IR8 foi significativamente superior as das restantes variedades, as deduções relativas aos efeitos linear e quadrático do azoto aplicam-se também isoladamente ao IR8.

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Variedades Medias por

1R5 IR8 IR22 IR24 adubacoes

Adubacoes Compassos de plantacao (cm)

20x20 20x25 25x25 20x20 20x25 25x25 20x20 20x25 25x25 20x20 20x25 25x25 20x20 20x25 25x25 Geral N1P1 5 553 5 555 6 852 6 026 5 797 4 938 4 490 4 227 4 383 3 663 3 623 3 642 4 933 4 801 4 954 4 896 N1P2 5 612 6 582 4 630 4 844 3 925 3 148 7 266 3 019 4 753 4 076 3 200 3 457 5 450 4 182 3 997 4 543 N2P1 4 844 6 582 5 124 3 308 4 468 4 691 3 663 6 340 5 309 3 899 3 382 4 198 3 929 5 193 4 831 4 651 N2P2 6 026 4 891 6 111 5 198 3 985 6 050 3 663 6 763 4 938 4 253 3 321 5 185 4 785 4 740 5 571 5 032 N3P1 4 726 5 193 4 938 5 908 4 831 4 445 6 498 4 589 8 766 4 667 4 227 3 766 5 450 4 710 5 479 5 213 N3P2 5 080 5 857 5 519 5 671 4 589 6 050 10 515 9 480 5 432 3 899 5 253 3 580 6 291 6 295 5 145 5 910 5 307 5 777 5 529 5 159 4 599 4 887 6 016 5 736 5 597 4 076 3 834 3 971 Medias gerais por Compassos

Medias por e do ensaio

variedades 5 538 4 882 5 783 3 961 5 140 4 987 4 996 5 041

b b c a

(16)

Variedades Medias por

IR5 IIZ8 IR22 1R24 adubacoes

Adubacoes Compassos de plantarao (cm)

20x20 20x25 25x25 20x20 20x25 25x25 20x20 20x25 25x25 20x20 20x25 25x25 20x20 20x25 25x25 Geral N 1 P 1 5 931 5 278 6 445 7 562 6 401 5 617 3 840 3 949 4 938 5 199 4 348 4 198 5 633 4 994 5 300 5 309 b N1P2 5 092 5 869 5 914 6 675 4 650 4 321 4 431 3 623 4 494 5 553 3 925 4 198 5 438 4 518 4 732 4 895 a N2P1 4 312 5 869 5 679 4 608 5 133 6 790 4 395 5 072 5 741 4 726 3 744 4 815 4 510 4 955 5 756 5 074 a N2P2 5 837 4 408 5 124 6 026 5 193 6 173 4 017 5 157 5 124 5 435 3 925 5 309 5 329 4 671 5 433 5 144 a N3P1 5 931 5 435 4 722 7 916 6 824 6 173 5 376 5 495 .6 975 6 616 4 589 4 445 6 460 5 586 5 579 5 875 c 5 657 5 984 6 013 5 884 N3P2 4 726 4 589 6 099 7 089 7 089 7 778 5 612 6 220 6 099 5 199 6 039 4 074 c 5 305 5 241 5 664 6 646 5 882 6 142 4 612 4 919 5 562 5 455 4 428 4 507 Medias gerais por compassos

Medias por a a a b a a a a b b a a e do eiisaio

variedades 5 403 6 223 5 031 4 797 5 504 5 118 5 469 5 364

b c a a

(17)

1 3 0 Maior nível de adubação fosfatada usado neste ensaio (140 kg/ha de P205) visou colmatar um possível défice, na hipótese de se atingir níveis de produção de 8t/ha de arroz em casca, face as cerca de 5 t/ha obtidos no ensaio anterior com 105 kg/ha de P205 (12), agora o menor nível usado, embora a analise desse ensaio tivesse revelado que o óptimo da adubação fosfatada tinha sido enquadrado, quer para o conjunto das oito variedades usadas quer para as melhores, IR5 e 1R8 (18). Relativamente ao sub-factor fósforo, a analise estatística revelou que o acréscimo de adubação agora praticado foi desnecessário, como se deduz dos valores médios de

produção obtidos com P1 e P2 atrás referidos, para o conjunto das variedades ou apenas para o 1R8 4.

Ainda relativamente

a

produção de grão e considerando-se a interacção compasso x variedade, verificou-se que o IR22 produziu significativamente mais (5 562 kg/ha) com o compassos 25x25 cm, para o IR8 e 1824 tal sucedeu com o compasso 20x20 cm (6 646 e 5 455 kg/ha) e para o IRS não se verificaram diferenças significativas.

Analisando-se os somatórios das medias gerais por variedade das duas produções, grão e palha, verifica-se que o IR8 foi o que mais produziu (11 105 kg/ha) – seguido do IR5 (10 941 kg/ha), IR22 (10 814 kg/ha) e do IR24 (8 758 kg/ha) – e tem neste total a mais favorável razão grão/palha, pois as variedades separam-se pela ordem 1822<IR5<IR24<1R8 com os valores respectivos de 0,87, 0,98, 1,21 e 1,27; este ultimo valor do IR8 aumenta para 1,29 quando se consideram apenas as produções medias com o compasso 20x20 cm e para 1,36 no caso das produções medias com a maior adubação azotada.

Considerando-se a produção de grão face ao numero de dias da sementeira

a

maturação, as variedades seguem a ordem 1824<IR5<LR22<IR8 de acordo com os seus valores globais de 39,0, 42,2, 47,0 e 49,8 kg/ha/dia; mantém-se assim a superioridade do 1R8, referindo-se ainda que aquele valor aumenta para 52,7 kg/ha/dia no conjunto dos tratamentos com o compasso 20x20 cm e para 56,4 kg/há/dia quando se consideram apenas os tratamentos com a maior adubação azotada.

4

Apenas como achega, relativamente ao ensaio de Laivai – também instalado numa mancha da Associação de Solos Al, na várzea do Liurai Noronha situada na margem direita da ribeira de Laivai – refere-se (9, 10): apesar das deficiências e não se considerando o compasso 25 x 25 cm devido as falhas, as variedades IR5 e IRS, com medias gerais ligeiramente acima de 4 t/ha de grão, produziram significativamente mais que o IR22 e IR24 e ultrapassaram 5 t/ha em quatro tratamentos; não deixou igualmente de se revelar favorável para a produção de grão, de acordo com

(18)

Se se admitir desprezável, por ser bastante reduzida no solo do ensaio, a produção de grão na ausência de adubação — 722 e 351 kg/ha para o IRS e IR8 em 1971/73 (12) — as respostas de produção, kg de grão por kg de adubo (N+PZO5) aplicado, determinam para as variedades a ordem IR24<1R22<1R5<1R8, face aos valores médios globais, aproximados e respectivos de 19,4, 20,3, 21,3 e 25,1 kg de grão por kg de adubo; a melhor resposta do 1R8 aumenta ainda para 25,3 nos tratamentos com a maior adubação azotada e para 26,9 nos relativos ao compasso 20x20 cm.

No quadro V, embora tenham sido obtidos — de acordo com a metodologia usada (4) — e estatisticamente interpretados os teores de azoto, fósforo, potássio, cálcio e magnésio no material foliar de todos os tratamentos, apresentam-se apenas os valores médios gerais de cada variedade, único factor que se revelou significativo para aqueles teores, ao nível de 1% de probabilidade de erro e que se traduz em diferenças significativas entre os teores de cada elemento nas quatro variedades, ao nível de 5%. Ressalta desta diferenças a importância da variedade para um mais correcto diagnostico foliar.

Variedades N P K Ca Mg

% No material foliar seco a 80°C

lR5 2,60 a 0,22 b 2,21 c 0,47 a 0,17 a 1R8 2,94 b 0,25 c 2,05 b 0,51 b 0,23 b L R22 3,28 c 0,25 c 1,86 a 0,55 c 0,33 c 1824 2,39 a 0,20 a 1,99 a 0,51 b 0,17 a

QUADRO V – Teores médios de N, P, K, Ca e Mg no material foliar das variedades.

Face as elevadas adubações com azoto e fósforo, lido se verificaram diferenças significativas resultantes dos vários níveis de N e P nos respectivos teores do material foliar, que ultrapassam os valores considerados baixos ou os limites mínimos de suficiência. Como já se referiu (11), será de admitir para o 1R8, em boas condições de produção e considerando-se a metodologia usada, que os teores óptimos de N, P, K, Ca e Mg considerando-sejam, respectivamente, cerca de 3,10%, 0,25%, 2,20%, 0,55% e 0;25%.

A concluir, julga-se de referir que no ensaio anterior realizado em 1971/73 no mesmo local, relativamente a estimativa sobre a economicidade da adubação no 1R8, se verificou que no acréscimo de produção obtido (4 609 kg/ha) com a maior adubação aplicada (90 kg/ha de

(19)

N e 105 kg/ha de P205), face

a

produção sem adubação (351 kg/ha), 24% desse acréscimo pagava o custo completo daquela adubação e 76% constituía lucro líquido (12).

Embora se tivesse programado para este ensaio a obtenção de dados visando avaliar o custo de algumas operações culturais, não foi possível consegui-los. Contudo, as informações anteriores levam a admitir — apesar dos acréscimos de custo resultantes, nomeadamente, do aumento da adubação em 70 kg/ha de azoto e da mão-de-obra para o compasso 20x20 cm — que se manteria na altura para o IR8 o elevado interesse económico da adubação com 160 kg/ha de N e 105 kg/ha de P205, face a uma produção de.7 t/ha de arroz em casca que o ensaio demonstra ser possível.

4 – CONCLUSÕES

Tendo-se como objectivo aumentar a produtividade na orizicultura, com base em conhecimentos anteriores estabeleceu-se nova experimentação em cultivo alagado, usando-se as variedades melhoradas IR5, IR8, 1822 e 1R24 e associando-se diferentes compassos de plantação com elevadas doses de adubação azotada e fosfatada.

Os resultados de produção de grão permitem concluir que a variedade 1R8 foi significativamente a que mais produziu, principalmente com transplantação de três plantas ao compasso de 20x20 cm e com adubação de 160 kg/ha de N e 105 kg/ha de P205, tratamento onde se conseguiu o máximo de 7 916 kg/ha de grão. 0 1R8 caracterizou-se ainda por uma relação global grão/palha de 1,27, maior que as das outras variedades, sendo igualmente superiores os seus valores globais de produção de grão face ao período da sementeira

a

maturação (49,8 kg/ha/dia) e por kg de adubo (N+P2O5) aplicado (25,1 kg/ha); estes valores aumentam quando se consideram apenas os tratamentos com o mais elevado nível de azoto, ou com o compasso 20x20 cm, ambos com efeitos significativos para a produção do IRS.

Indicam-se prováveis níveis óptimos dos elementos N, P, K, Ca e Mg no material foliar do 1R8, admite-se o interesse económico da sua adubação com o maior nível de azoto, o menor de fósforo e transplantação a 20x20 cm, bem como, ainda, um possível acréscimo de produção de grão com o aumento da adubação azotada.

Embora, actualmente, outras variedades sejam susceptíveis de ter interesse para Timor-Leste e, apesar das conclusões referidas serem baseadas apenas na cultura de 1974, a sua conjugação com os conhecimentos

antes obtidos, permite considerar a possibilidade de se atingirem, nas condições experimentais, níveis de produção próximos de 8 t/ha de arroz em casca.

(20)

BIBLIOGRAFIA

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para factoriais de base 3: Teoria, tabela, aplicações. Lisboa, Missão de Estudos

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2. CARDOSO, A.P. Silva, GONCALVES, M. Mayer & DAEHNHARDT, Ernst –

Fertilidade dos solos de Timor. Esboço de uma carta de pontos. Lisboa, Missão de

Estudos Agronómicos do Ultramar, 1974, 87 p. (Comunicações, 85).

3. CARDOSO, A.P. Silva, SOUSA, E. Conceição, BIZARRO, Danilo A. & BRAGA, Ma Violante – Estudos sobre a fertilidade dos solos de Timor. Aluviões do vale da Ribeira

de Lacló. II - Ensaios de adubação em vasos. III - Ensaio de adubação em arrozal (Primeiros resultados). Lisboa, Missão de Estudos Agronómicos do Ultramar, 1970, 21

p. (Comunica coes, 73).

4. FRAGOSO, M.A.C. – Métodos para analise de plantas. Lisboa, Missão de Estudos Agronómicos do Ultramar, 1962, 42 p. (MEAU, 251).

5. GARCIA, J. Sacadura & CARDOSO, J. Carvalho – Os solos de Timor. Lisboa, Junta de

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6. GOMES, M. Pereira – Metodologia usada no Laboratório de Analise de Terras da

Missao de Estudos Agronómicos do Ultramar. Lisboa, Missao de Estudos Agronomicos

do Ultramar, 1970, 15 p. (MEAU, 661).

7. GONÇALVES, M. Mayer – Fertilidade do solo, in MEAU – Relatório anual, 1972. Lisboa, Missao de Estudos Agronomicos do Ultramar, [1973], p. 23-66.

8. GONÇALVES, M. Mayer – Fertilidade do solo, in MEAU – Relatório anual, 1973. Lisboa, Missao de Estudos Agronomicos do Ultramar, [1974], p. 15-35.

9. GONÇALVES, M. Mayer – Fitotecnia e nutrição mineral das plantas, in MEAU –

Relatório anual, 1974. Lisboa, Missão de Estudos Agronómicos do Ultramar, [1975], p.

Referências

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