Conte´
udo
1 Introdu¸c˜ao
2 F´ormulas Fechadas de Newton-Cotes
3 An´alise do Erro de Integra¸c˜ao
4 Regras de Integra¸c˜ao Generalizadas
5 An´alise dos Erros das F´ormulas Generalizadas
6 M´etodo dos Coeficientes Indeterminados
7 Quadratura Gaussiana
8 Referˆencias
Introdu¸c˜
ao
Estamos interessados em estudar m´etodos num´ericos para calcular de forma aproximada a integral de uma fun¸c˜ao com uma vari´avel real em um intervalo [a, b].
O problema consiste em: encontrar
I = I (f ) = Z b
a
f (x ) dx
onde f (x ) ´e uma fun¸c˜ao cont´ınua com derivadas cont´ınuas no intervalo [a, b].
Seja F (x ) a fun¸c˜ao primitiva de f (x ), tal que F0(x ) = f (x ). Pelo Teorema Fundamental do C´alculo (TFC) sabemos que o valor da integral ´e dado por
I = Z b
a
f (x ) dx = F (b) − F (a)
Introdu¸c˜
ao
Exemplo Calcular R2 0 x4 dx . Como F (x ) = x5 5 satisfaz F 0(x ) = x4 = f (x ), pelo TFC, temos I = Z 2 0 x4 dx = 255 −05 5 = 32 5 = 6.4Algumas observa¸c˜oes:
nem sempre conseguimos determinar a primitiva F (x ) Z b
a ex2 dx
em algumas situa¸c˜oes a manipula¸c˜ao de F (x ) pode ser complexa
em outros casos, podemos n˜ao conhecer de forma anal´ıtica a fun¸c˜ao f (x ) que se deseja integrar e s´o temos os valores de f (x ) em pontos xi do intervalo (ex: experimentos)
Introdu¸c˜
ao
De forma geral, a integra¸c˜ao num´erica consiste em integrar o polinˆomio Pn(x ) que interpola os pontos
(x0, f (x0)), (x1, f (x1)), . . . , (xn, f (xn)) onde x0, . . . , xn ∈ [a; b] Ou seja, I = Z b a f (x )dx ≈ Z xn x0 Pn(x )dx
Introdu¸c˜
ao
Considera-se inicialmente as f´ormulas de Newton-Cotes do tipo fechada, isto ´e, quando x0 = a e xn= b
Ser˜ao adotados aqui polinˆomios interpoladores Pn(x ) sobre n´os
igualmente espa¸cados no intervalo [a; b] Assim, xi = b − a n i + a; i = 0, 1, . . . , n Al´em disso, h = b − a n ⇒ xi = x0+ ih; i = 0, 1, . . . , n A Forma de Lagrange do polinˆomio interpolador ser´a utilizada
Regra do Retˆ
angulo
O polinˆomio mais simples ´e uma constante
f (x ) ´e aproximada pelo seu valor em x0 = a (ou em x1= b), de tal
forma que Z b a f (x ) dx ≈ Z b a P0(x ) dx = Z b a f (a)dx = xf (a) b a
= (b − a)f (a) = hf (a) = IR
Regra do Ponto M´
edio
Tamb´em pode-se aproximar f (x ) por uma outra constante tomada ao avaliar f (x ) em algum outro ponto do intervalo [a; b]
Uma escolha comum ´e o ponto m´edio do intervalo
Z b a f (x ) dx ≈ (b − a)f a + b 2 = hf a + b 2 = IM a b
Regra do Trap´
ezio
Seja P1(x ) o polinˆomio interpolador de f (x ) que passa pelos pontos
(x0, f (x0)) e (x1, f (x1)), com x0 = a e x1= b, ent˜ao Z b a f (x )dx ≈ Z x1 x0 P1(x )dx
A Forma de Lagrange do Polinˆomio interpolador ´e dada por P1(x ) = f (x0)L0(x ) + f (x1)L1(x ) L0(x ) = x − x1 x0− x1 e L1(x ) = x − x0 x1− x0 Assim, Z x1 x0 P1(x )dx = Z x1 x0 [f (x0)L0(x ) + f (x1)L1(x )] dx
Regra do Trap´
ezio
Ent˜ao Z x1 x0 P1(x )dx = f (x0) Z x1 x0 x − x1 x0− x1 dx + f (x1) Z x1 x0 x − x0 x1− x0 dx = f (x0) Z 1 0 x0+ zh − x0− h −h hdz + f (x1) Z 1 0 x0+ zh − x0 h hdz = −f (x0) Z 1 0 (zh − h)dz + f (x1) Z 1 0 zhdz = −hf (x0) Z 1 0 (z − 1)dz + hf (x1) Z 1 0 zdz = −hf (x0) z2 2 − z 1 0 + hf (x1) z2 2 1 0 = −hf (x0) 12 2 − 1 + hf (x1) 12 2 =h 2f (x0) + h 2f (x1) = h 2(f (x0) + f (x1))Regra do Trap´
ezio
IT =
h
Exemplo - Regra do Trap´ezio
Calcule de forma aproximada o valor da seguinte integralR01.2excos (x ) dx usando a regra do trap´ezio.
Solu¸c˜ao do Exemplo
Temos a = x0= 0 e b = x1 = 1.2, logo h = x1− x0= 1.2. Calculando os
valores da fun¸c˜ao em x0 e x1 temos
f (0) = e0cos (0) = 1 f (1.2) = e1.2cos (1.2) = 1.20
logo
I = 1.22 [f (0) + f (1.2)] = 0.6[1 + 1.20] = 1.32
Solu¸c˜ao do Exemplo 0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0 1.2 1.0 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 f(x)=exp(x)*cos(x) p1(x)
Regra 1/3 de Simpson
Aproximando f (x ) por um polinˆomio interpolador P2(x ), ent˜ao
Z b a f (x )dx ≈ Z x2 x0 P2(x )dx
A Forma de Lagrange do Polinˆomio interpolador ´e dada por
P2(x ) = f (x0)L0(x ) + f (x1)L1(x ) + f (x2)L2(x ) L0(x ) = (x − x1)(x − x2) (x0− x1)(x0− x2) L1(x ) = (x − x0)(x − x2) (x1− x0)(x1− x2) L2(x ) = (x − x0)(x − x1) (x2− x0)(x2− x1)
Regra 1/3 de Simpson
Assim, Z x2 x0 P2(x )dx =f (x0) Z x2 x0 (x − x1)(x − x2) (x0− x1)(x0− x2) dx+ f (x1) Z x2 x0 (x − x0)(x − x2) (x1− x0)(x1− x2) dx+ f (x2) Z x2 x0 (x − x0)(x − x1) (x2− x0)(x2− x1) dx Sabe-se que x1 = x0+ h e x2 = x0+ 2hCada integral da soma ´e ent˜ao determinada trocando
x = x0+ zh; z ∈ [0; 2]
Regra 1/3 de Simpson
Z x2 x0 (x − x1)(x − x2) (x0− x1)(x0− x2) dx= Z 2 0 (x0+ zh − x0− h)(x0+ zh − x0− 2h) (−h)(−2h) hdz = Z 2 0 (zh − h)(zh − 2h) 2h dz = h 2 2h Z 2 0 (z − 1)(z − 2)dz = h 2 Z 2 0 (z2− 3z + 2)dz = h 2 z3 3 − 3z2 2 + 2z 2 0 = h 2 (2)3 3 − 3(2)2 2 + 2(2) = h 6(8 − 18 + 12) = h 3Regra 1/3 de Simpson
Z x2 x0 (x − x0)(x − x2) (x1− x0)(x1− x2) dx= Z 2 0 (x0+ zh − x0)(x0+ zh − x0− 2h) (h)(−h) hdz = Z 2 0 (zh)(zh − 2h) −h dz = h 2 −h Z 2 0 z(z − 2)dz = −h z 3 3 − 2z2 2 2 0 = −h (2) 3 3 − (2) 2 = −h 3 (8 − 12) = 4h 3Regra 1/3 de Simpson
Z x2 x0 (x − x0)(x − x1) (x2− x0)(x2− x1) dx= Z 2 0 (x0+ zh − x0)(x0+ zh − x0− h) (2h)(h) hdz = Z 2 0 (zh)(zh − h) 2h dz = h 2 2h Z 2 0 z(z − 1)dz =h 2 z3 3 − z2 2 2 0 =h 2 (2)3 3 − (2)2 2 = h 12(16 − 12) =h 3Regra 1/3 de Simpson
Sendo Z x2 x0 P2(x )dx =f (x0) Z x2 x0 (x − x1)(x − x2) (x0− x1)(x0− x2) dx+ f (x1) Z x2 x0 (x − x0)(x − x2) (x1− x0)(x1− x2) dx+ f (x2) Z x2 x0 (x − x0)(x − x1) (x2− x0)(x2− x1)Obt´em-se ent˜ao Z x2 x0 P2(x )dx = f (x0) h 3+ f (x1) 4h 3 + f (x2) h 3 = h 3[f (x0) + 4f (x1) + f (x2)]
Regra 1/3 de Simpson
I1/3S = h
3[f (x0) + 4f (x1) + f (x2)]
Exemplo - Regra 1/3 de Simpson
Vamos calcular o valor da integral R01.2excos x dx . Temos que
h = x2− x0 2
Pela f´ormula ´e preciso calcular o valore de f (x ) em x0, x1 e x2.
f (x0) = f (0) = e0cos (0) = 1 f (x1) = f (0.6) = e0.6cos (0.6) = 1.50 f (x2) = f (1.2) = e1.2cos (1.2) = 1.20 assim I = 0.6 3 [1 + 4(1.50) + 1.2] = 0.2(8.2) = 1.64
Regra 3/8 de Simpson
Aproximando f (x ) por um polinˆomio interpolador P3(x ), ent˜ao
Z b a f (x )dx ≈ Z x3 x0 P3(x )dx
A Forma de Lagrange do Polinˆomio interpolador ´e dada por P3(x ) = f (x0)L0(x ) + f (x1)L1(x ) + f (x2)L2(x ) + f (x3)L3(x ) L0(x ) = (x − x1)(x − x2)(x − x3) (x0− x1)(x0− x2)(x0− x3) L1(x ) = (x − x0)(x − x2)(x − x3) (x1− x0)(x1− x2)(x1− x3) L2(x ) = (x − x0)(x − x1)(x − x3) (x2− x0)(x2− x1)(x2− x3) L3(x ) = (x − x0)(x − x1)(x − x2) (x3− x0)(x3− x1)(x3− x2)
Regra 3/8 de Simpson
Novamente, pode-se utilizar o polinˆomio interpolador na Forma de Lagrange
A Regra 3/8 de Simpson ´e definida como
I3/8S = 3h
Exemplo - Regra 3/8 de Simpson
Podemos calcular novamente R01.2excos (x ) dx , agora pela regra 3/8 de Simpson. Para tal, sabemos que h = 1.2−03 = 0.4 e assim calculamos
f (0) = 1, f (0) = 1.37 f (0.8) = 1.55, f (1.2) = 1.2
logo
I = 3(0.4)
8 [1 + 3(1.37) + 3(1.55) + 1.2] = 1.6465
Introdu¸c˜
ao
Vamos considerar agora o erro cometido ao usar as regras de quadratura apresentadas at´e agora.
Em todos os casos aproximamos f (x ) por um polinˆomio interpolador Pn(x ) de grau n no intervalo [a, b]
Calculamos a integral de Pn como aproxima¸c˜ao para a integral.
Erro cometido ´e dado por
E = Z b
a
[f (x ) − Pn(x )] dx
Como vimos no estudo de interpola¸c˜ao, o erro ´e dado por
f (x ) − Pn(x ) = (x − x0)(x − x1) . . . (x − xn)
f(n+1) (η(x )) (n + 1)! onde η(x ) ´e um ponto entre [a, b] e x0, . . . , xn s˜ao os pontos de
interpola¸c˜ao.
Erro cometido na integra¸c˜
ao num´
erica
Assim de forma geral temos que
E = (n+1)!1 Z b
a
(x − x0)(x − x1) . . . (x − xn)f(n+1)(η) dx
Antes de continuar vamos enunciar um resultado do qual faremos uso na dedu¸c˜ao das f´ormulas dos erros cometidos na integra¸c˜ao num´erica.
Teorema Valor M´edio para Integrais
Sejam h(x ) e g (x ) fun¸c˜oes cont´ınuas em [a, b] tal que h(x ) n˜ao muda de sinal, ent˜ao existe ξ ∈ [a, b] tal que
Z b a h(x )g (x ) dx = g (ξ) Z b a h(x ) dx
An´
alise do erro na Regra do Retˆ
angulo
Nesse caso n = 0 e x0 = a, portantoER =
Z b
a
(x − a)f0(η(x )) dx
Aplicando o teorema do valor m´edio para integrais temos
ER = Z b a (x − a)f0(η(x )) dx = f0(ξ) Z b a x − a dx = f0(ξ) h x2 2 − ax i b a = f0(ξ) h b2 2 − ab − a2 2 + a 2i = f 0(ξ) 2 b 2− 2ab + a2 isto ´e ER = f0(ξ) 2 (b − a) 2
An´
alise do erro na Regra do Retˆ
angulo
ER =
f0(ξ)
2 (b − a)
2
Devido a dificuldade de determinar o ponto ξ, em geral trabalhamos com um limitante superior para o erro, o qual ´e dado por
|ER| ≤
M1
2 (b − a)
2
onde M1 ´e um limitante para |f0(x )| em [a, b], isto ´e
M1= max a≤x ≤b|f
An´
alise do erro na Regra do Trap´
ezio
Para a regra do trap´ezio temos n = 1 e x0 = a e x1 = b, assim temos
ET = 1 2 Z b a (x − a)(x − b)f00(η(x )) dx
Como (x − a)(x − b) n˜ao muda de sinal, usamos o teorema do valor m´edio para integrais e obtemos
ET = f00(ξ) 2 Z b a (x − a)(x − b) dx
que ap´os integra¸c˜ao resulta em
ET = − f00(ξ) 12 (b − a) 3 ⇒ |E T| ≤ M2 12(b − a) 3
onde M2 ´e um limitante para a segunda derivada de |f00(x )| no intervalo
[a, b].
An´
alise do erro na Regra do Trap´
ezio
Para a regra do trap´ezio temos n = 1 e x0 = a e x1 = b, assim temos
ET = 1 2 Z b a (x − a)(x − b)f00(η(x )) dx
Como (x − a)(x − b) n˜ao muda de sinal, usamos o teorema do valor m´edio para integrais e obtemos
ET = f00(ξ) 2 Z b a (x − a)(x − b) dx
que ap´os integra¸c˜ao resulta em
ET = − f00(ξ) 12 (b − a) 3 ⇒ |E T| ≤ M2 12(b − a) 3
onde M2 ´e um limitante para a segunda derivada de |f00(x )| no intervalo
Resumo: an´
alise do erro dos m´
etodos de integra¸c˜
ao
Regra do RetˆanguloER =f 0 (c) 2 (b − a) 2 ou ER =f 0 (c) 2 h 2
Regra do Trap´ezio
ET =−f 00 (c) 12 (b − a) 3 ou ET =−f 00 (c) 12 h 3
Regra do Ponto M´edio
EM= f 00 (c) 24 (b − a) 3 ou EM =f 00 (c) 24 h 3 Regra 1/3 de Simpson E1/3S= −f (4) (c) 2880 (b − a) 5 ou E1/3S=−f (4) (c) 90 h 5 Regra 3/8 de Simpson E3/8S=−f (4) (c) 6480 (b − a) 5 ou E3/8S= −3f (4) (c) 80 h 5
Introdu¸c˜
ao
Quando o intervalo ´e grande, pode n˜ao ser conveniente aumentar o grau do polinˆomio interpolador
Uma ideia ´e dividir o intervalo original em diversos subintervalos e aplicar uma regra de integra¸c˜ao em cada subintervalo
Essas s˜ao as chamadas regras repetidas
generalizadas compostas
Regra do Retˆ
angulo Generalizada
Dividindo o intervalo [a; b] em m subintervalos, com x0 = a, xm = b e
xi = a + ih para i = 0, . . . , m, ent˜ao I = Z b a f (x )dx = m X i =1 Z xi xi −1 f (x )dx
Sendo a Regra do Retˆangulo dada por
IR = hf (a)
Ent˜ao a regra generalizada fica como
IRR = m
X
i =1
Regra do Retˆ
angulo Generalizada
IRR = m X i =1 hf (xi −1)Regra do Ponto M´
edio Generalizada
Dividindo o intervalo [a; b] em m subintervalos, com x0 = a, xm = b e
xi = a + ih para i = 0, . . . , m, ent˜ao I = Z b a f (x )dx = m X i =1 Z xi xi −1 f (x )dx
Para o caso do ponto m´edio tem-se que
IM = hf xi −1+ xi 2 ⇒ IMR = m X i =1 hf xi −1+ xi 2
Regra do Ponto M´
edio Generalizada
IMR = m X i =1 hf xi −1+ xi 2Regra do Trap´
ezio Generalizada
A Regra do Trap´ezio ´e dada porIT =
h
2[f (x0) + f (x1)]
Subdividindo o intervalo de integra¸c˜ao [a; b] em m subintervalos iguais ent˜ao ITR = Z b a f (x )dx = m X i =1 Z xi xi −1 f (x )dx =h 2[f (x0) +f (x1)] + h 2[f (x1)+ f (x2)] + · · · + h 2[f (xm−2) +f (xm−1)] + h 2[f (xm−1)+ f (xm)] =h 2[f (x0) + 2f (x1) + · · · + 2f (xm−1) + f (xm)]
Regra do Trap´
ezio Generalizada
Assim, ITR = h 2[f (x0) + 2f (x1) + · · · + 2f (xm−1) + f (xm)] =h 2 m X i =0 cif (xi) onde c0 = cm= 1 e ci = 2, para i = 1, . . . , m − 1Regra do Trap´
ezio Generalizada
ITR = h 2 m X i =0 cif (xi)Exemplo: Aplicar a regra do trap´ezio generalizada para calcular:
Z 1,2
0
excos(x )dx ,
utilizando os dados da tabela a seguir:
x0 x1 x2 x3 x4 x5 x6 x 0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 excos(x ) 1 1,197 1,374 1,503 1,552 1,468 1,202 Z 1,2 0 excos(x )dx = h 2[f (x0) + 2(f (x1) + f (x2) + f (x3) + f (x4) + f (x5)) + f (x6)] = 0, 2 2 [1 + 2(1, 197 + 1, 374 + 1, 503 + 1, 552 + 1, 468) + 1, 202] = 0, 1[1 + 2(7, 094) + 1, 202] = 0, 1[1 + 14, 188 + 1, 202] = 0, 1[16, 39] = 1, 639
Regra 1/3 de Simpson Generalizada
Sendo a Regra 1/3 de Simpson dada por
I1/3S =
h
3[f (x0) + 4f (x1) + f (x2)]
Subdividindo o intervalo de integra¸c˜ao [a; b] em m (m´ultiplo de 2) subintervalos iguais ent˜ao
I1/3SR = h 3[f (x0) +4f (x1)+f (x2)] + h 3[f (x2)+4f (x3)+f (x4)] + h 3[f (x4)+4f (x5)+ f (x6)] + · · · + h 3[f (xm−2) +4f (xm−1)+ f (xm)] =h 3[f (x0) + 4f (x1) + 2f (x2) + 4f (x3) + 2f (x4) + · · · + f (xm]
Regra 1/3 de Simpson Generalizada
Portanto, I1/3SR =h 3[f (x0) + 4f (x1) + 2f (x2) + 4f (x3) + 2f (x4) + · · · + f (xm] =h 3 m X i =0 cif (xi) onde c0 = cm= 1caso contr´ario (i = 1, . . . , m − 1)
ci = 4, se i for ´ımpar ci = 2, se i for par
Regra 1/3 de Simpson Generalizada
I1/3SR = h 3 m X i =0 cif (xi)Exemplo: Aplicar a regra 13 de Simpson generalizada para calcular:
Z 1,2
0
excos(x )dx ,
utilizando os dados da tabela a seguir:
x0 x1 x2 x3 x4 x5 x6 x 0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 excos(x ) 1 1,197 1,374 1,503 1,552 1,468 1,202 Z 1,2 0 excos(x )dx = h 3[f (x0) + 4f (x1) + 2f (x2) + 4f (x3) + 2f (x4) + 4f (x5) + f (x6)] = 0, 2 3 [1 + 4(1, 197 + 1, 503 + 1, 468) + 2(1, 374 + 1, 552) + 1, 202] = 0, 2 3 [1 + 4(4, 168) + 2(2, 926) + 1, 202] = 0, 2 3 [1 + 16, 672 + 5, 852 + 1, 202] = 0, 2 3 [24, 726] = 1, 6484
Regra 3/8 de Simpson Generalizada
Sendo a Regra 3/8 de Simpson dada porI3/8S =
3h
8 [f (x0) + 3f (x1) + 3f (x2) + f (x3)]
Subdividindo o intervalo de integra¸c˜ao [a; b] em m (m´ultiplo de 3) subintervalos iguais ent˜ao
I3/8SR = 3h 8 [f (x0) +3f (x1)+3f (x2)+f (x3)] + 3h 8 [f (x3)+3f (x4)+3f (x5)+f (x6)] + 3h 8 [f (x6)+3f (x7)+3f (x8)+ f (x9)] + · · · + 3h 8 [f (xm−3) +3f (xm−2)+3f (xm−1)+ f (xm)] =3h 8 [f (x0) + 3f (x1) + 3f (x2) + 2f (x3) + · · · + f (xm]
Regra 3/8 de Simpson Generalizada
Portanto, I3/8SR =3h 8 [f (x0) + 3f (x1) + 3f (x2) + 2f (x3) + · · · + f (xm] =3h 8 m X i =0 cif (xi) onde c0 = cm= 1caso contr´ario (i = 1, . . . , m − 1)
ci = 2, se i for divis´ıvel por 3 ci = 3, caso contr´ario
I3/8SR = 3h 8 m X i =0 cif (xi)
Exemplo: Aplicar a regra 38 de Simpson generalizada para calcular:
Z 1,2
0
excos(x )dx ,
utilizando os dados da tabela a seguir:
x0 x1 x2 x3 x4 x5 x6 x 0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 excos(x ) 1 1,197 1,374 1,503 1,552 1,468 1,202 Z 1,2 0 excos(x )dx = 3 8h[f (x0) + 3(f (x1) + f (x2)) + 2f (x3) + 3(f (x4) + f (x5)) + f (x6)] = 0, 6 8 [1 + 3(1, 197 + 1, 374) + 2(1, 503) + 3(1, 552 + 1, 468) + 1, 202] = 0, 6 8 [1 + 3(2, 571) + 3, 006 + 3(3, 020) + 1, 202] = 0, 6 8 [1 + 7, 713 + 3, 006 + 9, 060 + 1, 202] = 0, 6 8 [21, 981] = 1, 648575
An´alise dos Erros das F´ormulas Generalizadas
An´
alise dos Erros das F´
ormulas Generalizadas
Ser˜ao considerados que todos os espa¸camentos s˜ao iguais hi = h Logo, h = b − a m ⇒ m = b − a h
An´
alise do Erro – Regra do Retˆ
angulo Generalizada
Considerando a Regra do Retˆangulo, tem-se queER =
f0(c)
2 (b − a)
2
Somando o erro para todos os intervalos [xi −1; xi], ent˜ao
ERR = m X i =1 f0(ci) 2 h 2= f0(c) 2 h 2m = f0(c) 2 h 2b − a h = f 0(c) 2 (b − a)h
Al´em disso, o seguinte limitante superior do erro pode ser obtido
|ERR| ≤ |b − a|h 2 c∈[a;b]max f0(c)
An´
alise do Erro – Regra do Ponto M´
edio Generalizada
Para a Regra do Ponto M´edioEM =
f00(c) 24 h
3
Logo, em sua f´ormula repetida
EMR = m X i =1 f00(ci) 24 h 3 = f00(c) 24 h 3m = f00(c) 24 h 3b − a h = f 00(c) 24 (b − a)h 2
Assim, um limitante para o erro fica como
|EMR| ≤ |b − a|h2 24 c∈[a;b]max f00(c)
An´
alise do Erro – Regra do Trap´
ezio Generalizada
De forma similar, sabendo que para a Regra do Trap´ezioET = −f00(c) 12 h 3 Portando, ETR = m X i =1 −f00(c i) 12 h 3 = −f00(c) 12 h 3m = −f00(c) 12 h 3b − a h = −−f 00(c) 12 h 2(b − a)
Assim, um limitante para o erro fica como
|ETR| ≤ |b − a|h
2
12 c∈[a;b]max
f00(c)
An´
alise do Erro – Regra 1/3 de Simpson Generalizada
Para a Regra 1/3 de SimpsonE1/3S = −f(4)(c) 90 h 5 Portanto, E1/3SR = m/2 X i =1 −f(4)(c i) 90 h 5 = −f(4)(c) 90 h 5m 2 = −f(4)(c) 180 h 5b − a h = −f (4)(c) 180 h 4(b − a)
Assim, um limitante para o erro fica como
|E1/3SR| ≤ |b − a|h 4 180 c∈[a;b]max f (4)(c)
Exemplo: Determinar o menor n´umero de intervalos em que podemos dividir [0,1.2] para obter: R1.2
0 e x
cos(x )dx , pela regra do trap´ezio com erro ≤ 0, 5 × 10−3). Express˜ao do erro para a f´ormula do trap´ezio generalizada
R(f ) = Nh 3 12 f 00 (ξ), x0< ξ < xN, ⇒ |R(f )| ≤ Nh 3 12 max |f 00 (t)|, 0 ≤ t ≤ 1, 2.
f (t) = etcos t ⇒ f00(t) = −2etsin t max |f00(t)| = 2(3, 320)(0, 932) = 6, 188. Lembrando que h =b−a
N = 1,2−0
N = 1,2
N. Assim, temos que
R(f ) ≤ 1.2h 2 12 (6, 188) ≤ 0, 5 × 10 −3 ⇒ h2≤ 0, 0000808 ⇒ h ≤ 0, 02842.
Escolhemos h que divida exatamente o intervalo [0,1.2], ou seja, h = 0, 025 Usando N =b−ah , obtemos Nmin= 48.
Introdu¸c˜
ao
Como vimos podemos obter uma regra para integra¸c˜ao num´erica ao integrar o polinˆomio interpolador do integrando.
Veremos agora uma forma alternativa de derivar as f´ormulas de integra¸c˜ao num´erica at´e ent˜ao estudadas.
Como vimos as f´ormulas de integra¸c˜ao num´erica s˜ao do tipo
Z b
a
f (x ) dx ≈Xwif (xi)
onde wi s˜ao constantes e f (xi) s˜ao os valores da fun¸c˜ao f nos pontos
xi.
Ex: regra do Trap´ezio, Simpson 1/3 IT =
h
2[f (x0) + f (x1)], IS = h
3[f (x0) + 4f (x1) + f (x2)]
No m´etodo dos coeficientes indeterminados, consideramos os pontos x0, . . . , xn dados e buscamos determinar os coeficientes w0, . . . , wn de
tal forma que a f´ormula de integra¸c˜ao num´erica
Z b
a
f (x ) dx ≈Xwif (xi)
seja exata para certos tipos de fun¸c˜oes, como por exemplo quando f (x ) ´e um polinˆomio de grau ≤ n.
Vamos ilustrar a ideia do m´etodo atrav´es de um exemplo. Procuramos uma f´ormula
Z b
a
f (x ) dx ≈ w0f (x0) + w1f (x1) + w2f (x2)
que ser´a exata para todos os polinˆomios de grau ≤ 2, isto ´e, quando f (x ) = c0+ c1x + c2x2 ent˜ao a f´ormula de integra¸c˜ao num´erica
Como Z b a f (x ) dx = Z b a [c0+ c1x + c2x2] dx = c0 Z b a dx + c1 Z b a x dx + c2 Z b a x2 dx
Isto ´e, exigir que a f´ormula integre a fun¸c˜ao f (x ) (nesse exemplo um polinˆomio de grau 2) exatamente ´e o mesmo que exigir que a f´ormula integre as fun¸c˜oes base 1, x e x2 exatamente.
Assim temos que
f (x ) = 1 ⇒ wo1 + w11 + w21 = Z b a dx f (x ) = x ⇒ wox0+ w1x1+ w2x2 = Z b a x dx f (x ) = x2 ⇒ wox02+ w1x12+ w2x22 = Z b a x2 dx
M´
etodo dos Coeficientes Indeterminados
Calculando as integrais Z b a dx = (b − a) Z b a x dx = (b 2− a2) 2 Z b a x2 dx = (b 3− a3) 3assim considerando que x0 = a, x1= (a + b)/2 e x2 = b, podemos
escrever as equa¸c˜oes de forma matricial como
1 1 1 a a+b2 b a2 a+b2 2 b2 w0 w1 w2 = b − a b2−a2 2 b3−a3 3
Resolvendo esse sistema de equa¸c˜oes lineares, chegamos a solu¸c˜ao (coeficientes da f´ormula de integra¸c˜ao):
w0= b − a 6 , w1 = 2(b − a) 3 , w2 = b − a 6 que reconhecemos como a regra de Simpson 1/3
Is = h 3[f (x0) + 4f (x1) + f (x2)] ⇒ b − a 6 f (x0) + 4(b − a) 6 f (x1) + (b − a) 6 f (x2) pois h = (b − a)/2.
Exemplo - M´etodo dos Coeficientes Indeterminados
Encontre a f´ormula Z 1
0
f (x ) dx ≈ w0f (x0) + w1f (x1)
que ´e exata para fun¸c˜oes da forma
f (x ) = aex+ b cos (πx2 )
Solu¸c˜ao do Exemplo
Para f (x ) = cos (πx2 ) temos
Z 1 0 f (x ) dx = Z 1 0 cos (πx 2 ) dx = 2 sin (πx2 ) π 1 0 = 2 π
Solu¸c˜ao do Exemplo
E assim temos a equa¸c˜ao
w0f (0) + w1f (1) = Z 1 0 cosπx 2 dx = 2 π
como f (0) = cos (0) = 1 e f (1) = cos (π/2) = 0 temos
w0=
2 π
Solu¸c˜ao do Exemplo Para f (x ) = ex temos Z 1 0 ex dx = ex 1 0 = e − 1 e assim w0f (0) + w1f (1) = e − 1 ⇒ w0+ w1e = e − 1 de onde obtemos w1 = 1 − 1 e − 2 πe
Solu¸c˜ao do Exemplo E assim para I = w0f (x0) + w1f (x1) obtemos a f´ormula I = 2 πf (x0) + 1 −1 e − 2 πe f (x1) que integra Z x1 x0 [aex+ b cos (πx /2)] dx
para quaisquer valores de a e b de forma exata.
Introdu¸c˜
ao
Como vimos, as regras de integra¸c˜ao de Newton-Cotes s˜ao simples e efetivas, mas possuem algumas desvantagens:
Uso de muitos pontos para interpola¸c˜ao de alta ordem pode gerar alguns problemas
As regras de Newton-Cotes fechadas requerem a avalia¸c˜ao de f (x ) nos pontos do extremo do intervalo, onde geralmente ocorrem singularidades
As regras do tipo Newton-Cotes, n˜ao possuem um grau de precis˜ao t˜ao alto quanto poderiam
Veremos que algumas dessas desvantagens s˜ao contornadas pela Quadratura Gaussiana).
Estamos interessados em obter uma f´ormula de integra¸c˜ao na forma
I = Z b
a
f (x ) dx = w0f (x0) + w1f (x1) + . . . + wnf (xn)
onde agora os coeficientes wi assim como os pontos xi para
i = 0, . . . , n devem ser determinados de forma a obter a melhor precis˜ao poss´ıvel.
Temos as seguintes inc´ognitas:
x0, x1, . . . , xn w0, w1, . . . , wn
Sendo assim, podemos esperar que as regras que iremos obter sejam capazes de integrar exatamente polinˆomios de grau ≤ 2n + 1 uma vez que estes s˜ao definidos por 2n + 2 parˆametros.
Vamos apresentar a ideia do m´etodo para o caso com 2 pontos
I = Z b
a
f (x ) dx = w0f (x0) + w1f (x1)
Vamos considerar o intervalo [−1, 1] para as regras de Quadratura Gaussiana, sem perda de generalidade, j´a que sempre podemos fazer uma mudan¸ca de vari´avel para mudar do intervalo [a, b] para [−1, 1] para realizar a integra¸c˜ao.
Antes de continuar, vejamos como podemos fazer essa mudan¸ca de intervalo.
Seja x ∈ [a, b]. Podemos fazer a seguinte mudan¸ca de vari´avel
x (t) = (b − a)t
2 +
b + a
2 , t ∈ [−1, 1]
Qualquer que seja x ∈ [a, b], existe t ∈ [−1, 1] tal que x = x (t). Sendo assim dx dt = x 0(t) = b − a 2 ⇒ dx = b − a 2 dt logo usando x = x (t) e dx = x0(t) dt temos
I = Z b a f (x ) dx = Z 1 −1 f (x (t)) x0(t) dt = Z 1 −1 F (t) dt onde F (t) = f (x (t)) x0(t) = f t(b−a)2 +b+a2 b−a 2
Quadratura Gaussiana - 2 pontos
Assim vamos trabalhar com
I = Z 1
−1
F (t)dt ≈ w0F (t0) + w1F (t1)
onde t0, t1, w0 e w1 devem ser determinados de modo que a regra seja
exata para polinˆomios de grau ≤ 3, pois
2 pontos → determinar t0, t1, w0e w1
Uma f´ormula de Quadratura Gaussiana com os pontos t0, t1, . . . , tn,
tem grau de precis˜ao polinomial dado por:
2n + 1
Por exemplo, se tivermos 2 pontos, isto ´e, t0 e t1, a Quadratura
Gaussiana tem precis˜ao 2n + 1 = 2(1) + 1 = 3.
Vamos deduzir o caso
I = Z 1
−1
F (t) dt = w0F (t0) + w1F (t1)
usando o m´etodo dos coeficientes indeterminados. Queremos encontrar w0, w1, t0 e t1, isto ´e, 4 parˆametros, logo, a regra de
integra¸c˜ao que vamos deduzir deve integrar exatamente um polinˆomio de grau ≤ 3.
Sendo assim, podemos escrever
F (t) = c0φ0(t) + c1φ1(t) + c2φ2(t) + c3φ3(t)
onde as fun¸c˜oes base s˜ao: φj(t) = tj.
Agora basta exigir que a regra que queremos encontrar, i.e.,
Considerando que a regra ´e
w0F (t0) + w1F (t1) =
Z 1
−1
F (t) dt
Temos que exigir que a regra integre φ0(t) exatamente. Neste caso
como F (t) = φ0(t), e assim w0φ0(t0) + w1φ1(t1) = Z 1 −1 φ0(t) dt como φ0(t) = 1 temos w01 + w11 = Z 1 −1 1 dt
De forma similar, repetimos o processo para φ1, φ2 e φ3.
Pelo m´etodo dos coeficientes indeterminados temos φ0(t) = 1 ⇒ w0 1 + w1 1 = Z 1 −1 dt = t 1 −1= 2 φ1(t) = t ⇒ w0t0+ w1t1 = Z 1 −1 t dt= t 2 2 1 −1 = 0 φ2(t) = t2⇒ w0t02+ w1t12 = Z 1 −1 t2 dt = t 3 3 1 −1 = 23 φ3(t) = t3⇒ w0t03+ w1t13 = Z 1 −1 t3 dt = t 4 4 1 −1 = 0
Temos o seguinte sistema de equa¸c˜oes n˜ao-lineares w0+ w1= 2
w0t0+ w1t1= 0
w0t02+ w1t12= 2/3
Pelo m´etodo dos coeficientes indeterminados temos φ0(t) = 1 ⇒ w0 1 + w1 1 = Z 1 −1 dt = t 1 −1= 2 φ1(t) = t ⇒ w0t0+ w1t1 = Z 1 −1 t dt = t 2 2 1 −1 = 0 φ2(t) = t2⇒ w0t02+ w1t12 = Z 1 −1 t2 dt = t 3 3 1 −1 = 23 φ3(t) = t3⇒ w0t03+ w1t13 = Z 1 −1 t3 dt = t 4 4 1 −1 = 0
Temos o seguinte sistema de equa¸c˜oes n˜ao-lineares w0+ w1= 2
w0t0+ w1t1= 0
w0t02+ w1t12= 2/3
w0t03+ w1t13= 0
Em geral precisamos recorrer a m´etodo num´ericos para resolver sistemas de equa¸c˜oes n˜ao-lineares (M´etodo de Newton). Fazendo t0= −t1, temos
−w0t1+ w1t1 = 0 ⇒ t1(w1− w0) = 0 ⇒ w0= w1
assim w0+ w1 = 2 ⇒ w0 = w1 = 1 e ainda temos que
t02+ t12 = 2 3 ⇒ 2t 2 1 = 2 3 ⇒ t1= √ 3 3 e como t0= −t1 temos t0 = − √ 3 3
Logo como w0 = 1, w1 = 1, t0= − √ 3 3 , t1 = √ 3 3
obtemos a seguinte regra de integra¸c˜ao num´erica
I = Z 1 −1 F (t) dt = w0F (t0) + w1F (t1) = F − √ 3 3 ! + F √ 3 3 !
que ´e chamada de Quadratura Gaussiana. Essa f´ormula ´e exata para polinˆomios de grau ≤ 3.
Como vimos, uma f´ormula de Quadratura Gaussiana com apenas 2 pontos ´e capaz de integrar polinˆomios de grau at´e 3, enquanto que as f´ormulas de Newton-Cotes com 2 pontos (Regra do Trap´ezio)
integram apenas polinˆomios de grau 1.
Para o caso com 3 pontos (t0, t1, t2→ n = 2) temos 2n + 1 = 5 e portanto essa quadratura de Gauss ´e capaz de integrar exatamente polinˆomios de grau ≤ 5.
I = Z 1 −1 F (t) dt = w0F (t0) + w1F (t1) + w2F (t2) Considerando φ0= 1, φ1= t, φ2= t2, φ3= t3, φ4= t4e φ5= t5 w0+ w1+ w2= Z 1 −1 dt = 2 w0t0+ w1t1+ w2t2= Z 1 −1 t dt = 0 w0t02+ w1t12+ w2t22= Z 1 −1 t2dt = 2/3 w0t03+ w1t13+ w2t32= Z 1 −1 t3dt = 0 w0t04+ w1t14+ w2t42= Z 1 −1 t4dt = 2/5 w0t05+ w1t15+ w2t52= Z 1 −1 t5dt = 0
A solu¸c˜ao do sistema fornece pesos pontos w0 0.555 t0 − q 3 5 w1 0.888 t1 0 w2 0.555 t2 q 3 5
Em geral as f´ormulas de Quadratura Gaussiana s˜ao dadas em forma de tabelas com os coeficientes (pesos) wi e pontos ti a serem usados
na f´ormula I = Z 1 −1 F (t) dt ≈ n X i =0 wiF (ti)
E como vimos essas regras de integra¸c˜ao tem grau de precis˜ao 2n + 1 por constru¸c˜ao.
Exemplo 1
Calcule I =R3
1 3ex dx usando a Quadratura Gaussiana com 2 pontos.
Solu¸c˜ao do Exemplo 1 1. Mudan¸ca de intervalo x (t) = (b − a)t 2 + b + a 2 = t + 2 logo x0(t) = dx dt = 1 ⇒ dx = dt assim Z 3 1 3ex dx = Z 1 −1 3e(t+2) 1 dt
Solu¸c˜ao do Exemplo 1
Precisamos avaliar F (t) = 3e(t+2) em t = −√3/3 e t =√3/3:
F (−0.577350) = 3e(−0.577350+2) = 12.444292 F (0.577350) = 3e(0.577350+2) = 39.486647
Assim calculamos a integral de forma aproximada como
I = F (−0.577350) + F (0.577350) = 51.930938
Se usarmos uma regra com 3 pontos temos
I = 5 9F (− r 3 5) + 8 9F (0) + 5 9F ( r 3 5) = 52.1004
Obs: compare com o valor exato da integral: 3[e3− e] = 52.1018
Exemplo 2
Calcular a integral I =R−20 (x2− 1) dx com a Quadratura Gaussiana de 2 pontos. Solu¸c˜ao do Exemplo 2 Mudan¸ca de intervalo x (t) = (0 − (−2))t 2 + (0 − 2) 2 = t − 1 x0(t) = dx dt = 1 ⇒ dx = dt e portanto Z 0 −2 (x2− 1) dx = Z 1 −1 [(t − 1)2− 1] 1 dx = Z 1 −1 t2− 2t + 1 − 1 dt = Z 1 −1 [t2− 2t] dt
Solu¸c˜ao do Exemplo 2
A aproxima¸c˜ao da integral ´e dada por
I = F − √ 3 3 ! + F √ 3 3 ! = 1.488 − 0.821 = 0.66666
a qual pode ser comparada com o valor exato que ´e
Z 1 −1 [t2− 2t] dt = t 3 3 1 −1 − t2 1 −1 = 2 3 = 0.66666
De onde podemos ver que de fato a Quadratura Gaussiana de 2 pontos integra polinˆomios de grau ≤ 3 de forma exata.
Referˆ
encias
Slides das aulas do Prof. Dr. Bernardo Martins Rocha, DCC-ICE-UFJF.