OPERAÇÃO E MANEJO DA IRRIGAÇÃO NO PERÍMETRO DE SUMÉ - PB
UNIVERSIDADE F E D E R A L DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS E T E C N O L O G I A DEPARTAMENTO DE E N G E N H A R I A CIVIL
O P E R A Ç Ã O E MANEJO DA IRRIGAÇÃO NO PERÍMETRO DE SUMÉ - PB
POR
CÍCERO ROMÃO DE O L I V E I R A
CAMPINA GRANDE - PARAÍBA SETEMBRO - 1986
CICERO ROIIAO DE OLIVEIRA
OPERAÇÃO E MANEJO DA IRRIGAÇÃO NO PERÍMETRO DE SUME-PB
DISSERTAÇÃO SUBMETIDA AO CORPO DOCENTE DA COORDENAÇÃO DOS PROGRAMAS DE POS-GRADUAÇÃO E PESQUISA DO CENTRO CE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA - UFPB, COMO PARTE DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE MESTRE EM CIÊNCIAS (M.Sc.)
AREA DE CONCENTRAÇÃO: RECURSOS HÍDRICOS (ENGENHARIA DE IRRIGAÇÃO)
HUGO O R L A N D O C A R V A L L O G U E R R A - Ph.D. O r i e n t a d o r
OPERAÇÃO E MANEJO DA IRRIGAÇÃO NO PERÍMETRO DE SUMÍ-PB
CICERO ROMÃO DE OLIVEIRA
DISSERTAÇÃO APROVADA EM 17/09/19 86
- Ph.D
HAMILTON MEDETROS DE AZEVEDO - M.Sc C o - O r i e n t a d o r
Examinador
CAMPINA GRANDE - PB SETEMBRO / 19 86
RESUMO
O o b j e t i v o do t r a b a l h o f o i c a r a c t e r i z a r os s o l o s do Pe rímetro I r r i g a d o de Sumé-PB, com r e s p e i t o a suas caracterís t i c a s físico-hídricas, a n a l i s a r d i f e r e n t e s m o d a l i d a d e s de p r o g r a m a r a irrigação p a r a as c u l t u r a s de m i l h o , feijão, t o mate e algodão e a p r e s e n t a r a m e l h o r a l t e r n a t i v a v i s a n d o me
l h o r a r a operação da irrigação.
Q u a t r o m a n e i r a s d i f e r e n t e s de irrigação f o r a m a n a l i s a das: irrigação p a r a obtenção de r e n d i m e n t o s máximos, i r r i g a ção p a r a obtenção de 80% dos r e n d i m e n t o s máximos, irrigação quando 50% da água disponível t i v e r se e s g o t a d o e irrigação
f i x a n d o o t u r n o de r e g a em q u a t r o d i a s . Os r e s u l t a d o s d e s t e e s t u d o i n d i c a m que os s o l o s do p r o j e t o são s o l o s a l u v i a i s , de t e x t u r a em g e r a l f r a n c o a r e n o s a , f r a n c a , e f r a n c o a r g i l o s a . A d e n s i d a d e a p a r e n t e é a l t a 3 v a r i a n d o de 1,6 4 a 1,76 g/cm , d e c o r r e n t e de sua t e x t u r a a r e n o s a ; a p o r o s i d a d e é média e b a s t a n t e u n i f o r m e , i n c l u s i v e na camada s u p e r f i c i a l do s o l o . Quanto ãs q u a t r o m a n e i r a s de i r r i g a r , d e p o i s de anãli ses e comparações e n t r e as mesmas, chegou-se à conclusão que a m a n e i r a de i r r i g a r que f i x a o t u r n o de r e g a em q u a t r o d i a s , a p r e s e n t a - s e mais recomendável d e v i d o a que além de p r o p o r c i o n a r a l t o s níveis de p r o d u t i v i d a d e , se adequa ãs condições a d m i n i s t r a t i v a s , nível técnico dos a g r i c u l t o r e s , e d i s p e n s a
de r e c u r s o s p a r a aquisição de e q u i p a m e n t o p a r a medição do momento da irrigação.
SUMMARY The p u r p o s e o f t h i s w o r k was t o c h a r a c t e r i z e t h e s o i l s o f t h e Sume I r r i g a t i o n S t a t i o n w i t h r e s p e c t t o t h e i r p h y s i c a l and h y d r i c p r o p e r t i e s ; s t u d y d i f e r e n t ways o f i r r i g a t i o n programming f o r c o r n , b e a n s , t o m a t o and c o t t o n and o f f e r a l t e r n a t i v e s f o r t h e b e s t i r r i g a t i o n w a t e r use and management. F o u r a p p r o a c h f o r i r r i g a t i o n p r o g r a m m i n g were s t u d i e d : i r r i g a t i o n f o r maximum y i e l d s , i r r i g a t i o n t o o b t a i n 80% o f t h e maximum y i e l d s , i r r i g a t i o n when 50% o f the s o i l a v a i l a b l e w a t e r f o r p l a n t s i s used and i r r i g a t i o n w i t h a f i x e d i n t e r v a l
o f 4 days.
The r e s u l t s show t h a t t h e s t u d i e d s o i l s a r e a l u v i a i s , sandy loam, loam, and c l a y loam. H i g h b u l k d e n s i t y (1,64 t o
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1,76 g/cm ) and medium and u n i f o r m p o r o s i t y .
W i t h r e s p e c t t o t h e i r r i g a t i o n programming f o r t h e a r e a o f Sume, i t i s o b s e r v e d t h a t t h e i r r i g a t i o n w i t h a f i x e d i n t e r v a l i s t h e most recpmended b e c a u s e , b e s i d e s o b t a i n i n g h i g h l e v e l s o f p r o d u c t i v i t y , i t i s adequaded t o t h e a d m i n i s t r a t i v e c o n d i t i o n s , t e c h n i c a l l e v e l o f t h e f a r m e r s and d i s p e n s e e c o n o m i c a l expenses f o r t h e a c q u i s i t i o n o f h u m i d i t y m o n i t o r i n g e q u i p m e n t s .
I N D I C E
Página
CAPITULO I - INTRODUÇÃO 1
CAPITULO I I - REVISÃO DE LITERATURA 3
2.1 - PROPRIEDADES FlSICO-HÍDRICAS DOS
SOLOS 3
2.2 - DEMANDA DE ÃGUA DAS CULTURAS . . 6
2.3 - NECESSIDADES DE ÃGUA PARA IRRIGA
ÇÃO 8
CAPITULO I I I - MATERIAIS E MÉTODOS 12
3.1 - CARACTERÍSTICAS DA ÃREA 12 3.2 - AMOSTRAGEM E CARACTERIZAÇÃO DOS
SOLOS 13
3.3 - DEMANDA DE ÃGUA DAS CULTURAS . . 16
3.4 - NECESSIDADE DE ÃGUADE IRRIGAÇÃO . 23
CAPITULO I V - RESULTADOS E DISCUSSÃO 35
4.1 - CARACTERIZAÇÃO F l S I C O - HÍDRICA DOS DIFERENTES TIPOS DE SOLOS PARA
Página
4.2 - DEMANDA DE ÁGUA DAS CULTURAS. . . 3 8 4.3 - PROGRAMAÇÃO DA IRRIGAÇÃO, MANEJO
E OPERAÇÃO DO PROJETO 47 4.4 - COMPARAÇÃO DOS CRITÉRIOS USADOS
PARA PROGRAMAR A IRRIGAÇÃO. . . . 59
CAPITULO V - CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES 6 1
BIBLIOGRAFIA 63
CAPÍTULO I
INTRODUÇÃO
Embora a irrigação s e j a uma prática m i l e n a r em m u i t o s países, somente no começo d e s t e século é que o g o v e r n o b r a s i l e i r o c r i o u um órgão (DNOCS), p a r a combater as secas que p e r i o d i c a m e n t e ocorrem no n o r d e s t e do B r a s i l . Hoje e x i s t e m u i t o s órgãos responsáveis p o r áreas i r r i g a d a s nas regiões a f e t a d a s p e l a s s e c a s , p r o d u z i n d o d u r a n t e t o d o o ano, t a n t o c u l t u r a s de subsistência como p a r a industrialização de p r o d u t o s alimentícios.
Através de p e s q u i s a s d e s e n v o l v i d a s em m u i t a s áreas i r r i g a d a s do mundo, tem-se d e m o n s t r a d o a importância das p r o p r i e d a d e s físico-hídricas dos s o l o s no c r e s c i m e n t o das p l a n t a s . Daí s u r g e a importância do c o n h e c i m e n t o das interações d e s t a s p r o p r i e d a d e s , p a r a se f a z e r uso r a c i o n a l da a g r i c u l t u r a i r r i g a d a , aumentando a p r o d u t i v i d a d e , r e d u z i n d o o e f e i . t o dos s a i s e d i m i n u i n d o os c u s t o s da produção.
0 uso e m a n e j o , i n a d e q u a d o e i n t e n s i v o , das áreas c u l t i v a d a s através de s i s t e m a s de irrigação, somado com o m o v i mento de t e r r a s p r o v o c a d a s p e l a s máquinas agrícolas, no p r e
p a r o do t e r r e n o a s e r i r r i g a d o , acompanhado p e l o e f e i t o das c h u v a s , provocam uma desagregação na e s t r u t u r a do s o l o . Os s o l o s s o f r e m algumas modificações t a i s como: redução da t a x a
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de infiltração, menor armazenamento d'água d e v i d o a uma a l t e ração na e s t r u t u r a o r i g i n a l do s o l o , aumento no escoamento s u p e r f i c i a l , aumenta também o p o d e r e r o s i v o da água, e, acú mulo de s a i s no s o l o causado p e l o uso de água de má g u a l i d a
de e/ou drenagem d e f i c i e n t e . E s t e s f a t o r e s gue causa t r a n s t o r n o s no s o l o podem s e r m i n i m i z a d o s , guando se p r a t i c a um adeguado manejo da água e do s o l o .
0 p r e s e n t e t r a b a l h o tem como o b j e t i v o c a r a c t e r i z a r fí s i c o - h i d r i c a m e n t e t i p o s r e p r e s e n t a t i v o s de s o l o s no p e r i m e t r o i r r i g a d o de Sumê/PB, d e t e r m i n a r os parâmetros necessá r i o s da irrigação, e o f e r e c e r a l t e r n a t i v a s p a r a um m e l h o r a mento da operação e manejo da irrigação.
CAPÍTULO I I
REVISÃO DE L I T E R A T U R A
2.1 - PROPRIEDADE FlSICO-HÍDRICOS DOS SOLOS
A c o m p l e t a predisposição de um s o l o como um meio p a r a o c r e s c i m e n t o das p l a n t a s depende não somente da f e r t i l i d a de do s o l o , m a i s também do e s t a d o e da m o b i l i d a d e da água e do a r n e s t e , dos a t r i b u t o s mecânicos do solo e do seu regime tér m i c o . O solo deve ser s o l t o e suficientemente friável de t a l f o r m a
a p e r m i t i r a germinação e o desenvolvimento das raízes sem nenhuma obstrução mecânica. Os poros do solo defem t e r un volume e uma d i s t r i _ buição dos seus tamanhos t a l que permitam s u f i c i e n t e entrada, m o v i mento e retenção de água e a r para s a t i s f a z e r as necessidades das p l a n t a s . O regime térmico da zona das raízes deve permanecer d e n t r o de um i n t e r v a l o , ótimo para o crescimento das plantas (HELLEL, 19 80) .
Segundo BLACK (19 75) a composição granulométrica do so l o e x e r c e uma g r a n d e influência no c o m p o r t a m e n t o d e s t e e na r e s p o s t a das c u l t u r a s . I s t o d e v i d o o tamanho e distribuição das partículas d e t e r m i n a r o s e u g r a u de r e a t i v i d a d e e o com p o r t a m e n t o do s o l o , r e s p e c t i v a m e n t e . A distribuição do tama nho das partículas c o n s t i t u i - s e uma das características m a i s estável do s o l o , permanecendo quese i n a l t e r a d a ao l o n g o do tempo, a d e s p e i t o dos t r a t o s c u l t u r a s e o u t r a s práticas agrí
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c o l a s .
A d e n s i d a d e a p a r e n t e ou g l o b a l do s o l o é uma c a r a c t e rística i n t i m a m e n t e a s s o c i a d a a p o r o s i d a d e , g r a u de aeração e c a p a c i d a d e de retenção de água do s o l o (WILDE,1959). Se gundo TACKETT e PAARSON (196 4) a penetração das raízes do algodão v a r i a dependendo da d e n s i d a d e do s o l o . P o r o u t r o l a do AINA (1979) i n d i c a que a d e n s i d a d e do s o l o depende do manejo ao q u a l e l e ê s u b m e t i d o . A s s i m , s o l o c u l t i v a d o s são g e r a l m e n t e mais densos que a q u e l e s sob vegetação p e r e n e (ma t a o u p a s t a g e n s ) .
A d e n s i d a d e r e a l , segundo FORSYTHE (19 7 5 ) , que se cons t i t u i num parâmetro físico que c o n t r i b u i p a r a o conhecimen t o da p o r o s i d a d e , concentração de m a t e r i a l sólido nas sus pensões solo-água e p a r a c a l c u l a r a v e l o c i d a d e de sedimen tação das partículas. A caracterização do s i s t e m a de p o r o s é i m p o r t a n t e na determinação da dinâmica do armazenamento de água e a r no s o l o , nos e s t u d o s de d e s e n v o l v i m e n t o do s i s _ tema r a d i c u l a r das p l a n t a s e no m o v i m e n t o de c a l o r no s o l o
(VOMOCIL, 1 9 6 5 ) .
A c a p a c i d a d e do s o l o p a r a r e t e r água é uma p r o p r i e d a de intrínseca r e l a c i o n a d a com forças s u p e r f i c i a i s que d e t e r minam o nível de e n e r g i a da água no s o l o (REICHARDT, 1978) . A c a p a c i d a d e do s o l o de r e t e r água a d i f e r e n t e s tensões, da o r i g e m as c u r v a s características da umidade do s o l o , também chamadas de c u r v a s de retenção. E s t a s r e f l e t e m a d i s t r i b u i ção do tamanho dos p o r o s uma vez que a aplicação de uma de t e r m i n a d a sucção e s v a z i a um volume de água que ocupava um volume d e n t r o do s o l o (BAVER,1956). Possuem a i n d a uma i m
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portância teórico-prático no que d i z r e s p e i t o a conhecimen t o das relações ãgua-solo-planta, a s s i m como das caracterís t i c a s físicas dos s o l o s . Segundo HILLEL ( 1 9 7 0 ) , a t e x t u r a do s o l o e s e u t e o r de matéria orgânica exercem r e l e v a n t e s e f e i t o s na retenção de água.
A água disponível p a r a as p l a n t a s , c l a s s i c a m e n t e de f e n d i d a s como sendo uma característica estática, r e p r e s e n t a a q u a n t i d a d e de água que um s o l o p o d e r i a r e t e r o u armazenar e n t r e a "capacidade de campo" e o " p o n t o de murchamento" . E s t e c o n c e i t o o f e r e c e um critério p a r a c a r a c t e r i z a r o s o l o , q u a n t o a s u a c a p a c i d a d e de armazenar água. Em s o l o s p r o f u n d o s e com g r a n d e c a p a c i d a d e de retenção de água pode s e r possí v e l c u l t i v a r v e g e t a i s de s i s t e m a r a d i c u l a r bem desen v o l v i d o , sem irrigação o u chuva a d i c i o n a l , desde que o s o l o s e j a bem umedecido até uma p r o f u n d i d a d e considerável. Se a c a p a c i d a d e de retenção f o r pequena p o r s e r o s o l o r a so o u de t e x t u r a g r o s s a , f r e q u e n t e s irrigações serão ne c e s s a r i a s (BERNARDO, 19 8 4 ) . Não o b s t a n t e o c o n c e i t o de água disponível é arbitrário dado que a c a p a c i d a d e de campo não é uma p r o p r i e d a d e física p r e c i s a . A c a p a c i d a d e de campo
f o i d e f i n i d a segundo VEIKMEYER e HENDRICKSON (BLACK, 19 75) como sendo a q u a n t i d a d e de água r e t i d a p o r um s o l o p r e v i a m e n t e s a t u r a d o após c e s s a r o movimento da água g r a v i t a c i o n a l e o movimento c a p i l a r d e s c e n d e n t e t e r - s e t o r n a d o p r a t i c a m e n t e n u l o . Em s o l o s de t e x t u r a g r o s s a , i s t o pode a p r e s e n t a r uma f a i x a de transição bem nítida t o r n a n d o a capacd. dade de campo bem d e f i n i d a , porém em s o l o s de t e x t u r a f i n a , não há nítida f a i x a de transição na redução da i n t e n s i d a d e
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de m o v i m e n t o de água t o r n a n d o o c o n c e i t o de c a p a c i d a d e de campo i m p r e c i s o . D i a n t e d e s t a controvérsia, a obtenção de c u r v a de retenção da água p a r e c e s e r uma ótima a l t e r n a t i v a p a r a a v a l i a r a d i s p o n i b i l i d a d e de água p a r a as c u l t u r a s .
O p o n t o de murchamento f o i d e f i n i d o p o r B r i g g s e Shantz em 1912 como sendo a p e r c e n t a g e m de água do s o l o quando as p l a n t a s que n e l e crescem a d q u i r e m um e s t a d o de murchamento p e r m a n e n t e , não v o l t a n d o a t u r g i d e z mesmo quan-do c o l o c a d a s em a m b i e n t e s a t u r a d o da umidade (KIEHL, 19 79) . A s s i m , e s t e l i m i t e não deve s e r c o n f u n d i d o com o murchamen t o temporário, que o c o r r e t o d a vez que a trnspiração das p l a n t a s excede a absorção de água, fenômeno m u i t o f r e q u e n t e em d i a s q u e n t e s e secos (DAKER, 1 9 8 4 ) .
C o n s i d e r a n d o que o c o n c e i t o de d i s p o n i b i l i d a d e de água p a r a as p l a n t a s assume uma ampla discussão e v i s t o a dinâmica das interações no s i s t e m a água - s o l o - p l a n t a , REICHARDT (19 78) i n d i c a que t o d a v e z que o f l u x o de água do s o l o p a r a a r a i z é de uma i n t e n s i d a d e t a l que s u p r e a de manda de água da p l a n t a e da a t m o s f e r a , a água é disponível. A p l a n t a e n t r a em déficit de água e a t i n g e o p o n t o de mur chamento, quando o f l u x o d e i x a de s u p r i r e s t a demanda; nes t e momento a água não é disponível.
2.2 - DEMANDA DE ÁGUA DAS CULTURAS
0 c o n h e c i m e n t o do consumo de água p e l a s p l a n t a s (Eva potranspiração) é e s s e n c i a l p a r a se p o d e r e s t i m a r a q u a n t i d a de de água r e q u e r i d a p a r a irrigação. Também, o c o n h e c i m e n t o
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das demandas de água nos d i v e r s o s períodos e e t a p a s de desen v o l v i m e n t o das p l a n t a s p e r m i t e a administração de uma i r r i g a ção m a i s r a c i o n a l e e f e t i v a , de a c o r d o com a exigência da c u l t u r a .
Evapotranspiração r e a l e a t u a l são as p e r d a s combinada de água p a r a a a t m o s f e r a , em f o r m a de v a p o r , através dos p r o cessos de evaporação das superfícies e transpiração das p l a n t a s . Depende do c l i m a , da c u l t u r a e do conteúdo de água do s o l o . A evapotranspiração r e a l ê c a l c u l a d a m u l t i p l i c a n d o a evapotranspiração p o t e n c i a l p o r um c o e f i c i e n t e K que c o n s i d e r a o e f e i t o das relações água - s o l o - p l a n t a (GRASSI, 1968). A evapotranspiração p o t e n c i a l é a q u a n t i d a d e de água consumi da p o r uma c u l t u r a v e r d e , c u r t a , c r e s c e n d o a t i v a m e n t e , que c o b r e c o m p l e t a m e n t e o s o l o e com um contínuo e adequado s u p r i m e n t o de água.
Medidas de evapotranspiração n o r m a l m e n t e não e x i s t e m , como se f a z necessário, p a r a cada região e condição climáti_ ca. Em v i s t a d i s s o , as e s t i m a t i v a s baseadas em princípios físicos e fisiológicos, ou mesmo as equações empíricas que u t i l i z a m parâmetros climáticos comuns, c o n s t i t u e m - s e , m u i t a s v e z e s , na única a l t e r n a t i v a disponível. HARGREAVES ( 1 9 7 4 ) , d e
s e n v o l v e u uma m e t o d o l o g i a s i m p l e s e de fácil operação p a r a d e t e r m i n a r a evapotranspiração p o t e n c i a l e as n e c e s s i d a d e s de água p a r a as p l a n t a s .
O c o e f i c i e n t e K e sua variação ao l o n g o do d e s e n v o l v i mento da p l a n t a é uma expressão das características morfolõ
g i c a s e fisiológicas da c u l t u r a , da incidência do a m b i e n t e edãfico, em q u a n t o ao volume do s o l o e x p l o r a d o p e l a s raízes ,
8 e da d i s p o n i b i l i d a d e de n u t r i e n t e s , água e a r . A s s i m , o K pode s e r d i v i d i d o em três s u b c o e f i c i e n t e s (GRASSI, 1 9 6 8 ) : K = Kc . Ks . Ku o n d e , Kc, Ks e Ku são os s u b c o e f i c i e n t e s de c u l t u r a , s o l o e umidade, r e s p e c t i v a m e n t e .
P a r a condições onde não e x i s t e m limitações de s o l o nem de u m i d a d e , K depende f u n d a m e n t a l m e n t e do Kc > O s u b c o e f i c i e n
t e K o u s i m p l e s m e n t e c o e f i c i e n t e de c u l t u r a depende das ca racterísticas anãtoma-morfolõgicas: e fisiológicas da espécie e e x p r e s s a a variação da c a p a c i d a d e da p l a n t a p a r a e x t r a i r água do s o l o . O tamanho da p l a n t a , e x p r e s s a d o p e l o s e u v o l u me f o l i a r e r a d i c u l a r , g o v e r n a a s s i m o c o e f i c i e n t e . E s t e com
p o r t a m e n t o é m a i s e v i d e n t e nas c u l t u r a s e s t a c i o n a i s que au mentam de tamanho r a p i d a m e n t e e é p r a t i c a m e n t e imperceptível nas c u l t u r a s de f o r r a g e i r a s permanentes (GRASSI, 1 9 6 8 ) . Para a m a i o r i a das c u l t u r a s o v a l o r do Kc aumenta de um v a l o r mí
nimo na época de emergência e um v a l o r máximo na época de m a i o r d e s e n v o l v i m e n t o da c u l t u r a , p a r a d i m i n u i r na maturação. A i n d a DOOREMBOS e KASSAM (1979) i n d i c a que de c e r t o modo o v a l o r do K v a r i a com a umidade do a r e õom a v e l o c i d a d e do v e n t o .
2.3 - NECESSIDADES DE ÁGUA PARA IRRIGAÇÃO
Por irrigação s u b e n t e n d e - s e a aplicação de água ao s o l o onde se d e s e n v o l v e a g r i c u l t u r a , com o o b j e t i v o de s u p l e
9
m e n t a r a precipitação p l u v i a l , aumentando, assim o c r e s c i mento das p l a n t a s , a q u a l i d a d e do p r o d u t o e a sua p r o d u t i v i dade. P a r a a maximização da p r o d u t i v i d a d e é necessário a p l i c a r a q u a n t i d a d e e x a t a de água, no momento e x a t o , removendo q u a l q u e r excesso p o r v e n t u r a e x i s t e n t e (REICHARDT, 19 78) .
Segundo GRASSI (1968) as n e c e s s i d a d e s de água p a r a i r rigação de uma d e t e r m i n a d a c u l t u r a , d u r a n t e um d e t e r m i n a d o período, que aparecem d e v i d o a um possível déficit no b a l a n ço hídrico do s o l o , r e s u l t a da subtração da e v a p o t r a n s p i r a ção r e a l , a precipitação e f e t i v a e a contribuição de água pe l o s o l o . P a r a c a l c u l a r as n e c e s s i d a d e s de irrigação de uma c u l t u r a p r e c i s a - s e c o n h e c e r o c i c l o v e g e t a t i v o de cada c u l t u r a , a evapotranspiração r e a l ou uso c o n s u n t i v o , a p r e c i p i t a ção, o u t r a s contribuições hídricas e a eficiência do s i s t e m a de irrigação. Com e s t e s dados ê possível se c a l c u l a r a quan t i d a d e de água a s e r a p l i c a d a nas irrigações (Lâminas b r u t a e líquida) e os i n t e r v a l o s e n t r e uma irrigação e o u t r a ( t u r no de r e g a ) . A lâmina de irrigação é a q u a n t i d a d e de água que deve r e p o r - s e p a r a e v i t a r deficiências hídricas na p l a n
t a e r e p r e s e n t a o g r a u de e s g o t a m e n t o de umidade do solo.As_ s i m , a lâmina é c a l c u l a d a p e l a s e g u i n t e equação (GRASSI, 1968).
wc "w r
dn = ' 100 p* D
onde dn ê a lâmina de irrigação líquida em mm, IDC O conteúdo
de água do s o l o a c a p a c i d a d e de campo em % base s o l o s e c o , w o conteúdo de água do s o l o mínimo aceitável p a r a uma p r o dução econômica da c u l t u r a em % base s o l o s e c o , pa d e n s i
10
dade a p a r e n t e do s o l o em g/cm e D a p r o f u n d i d a d e das raízes em mm. O v a l o r de cür v a r i a dependendo das condições de cada
caso em p a r t i c u l a r (REICHARDT, 1 9 7 8 ) .
E x i s t e m vários critérios p a r a f i x a r o v a l o r de w . No caso de um manejo r a c i o n a l no q u a l se d e s e j a o t i m i z a r a quan t i d a d e de água f o r n e c i d a , a q u a n t i d a d e de água a s e r a p l i c a -da deve o b e d e c e r a um critério científico.
O c o n c e i t o clássico de água disponível (-1/3 a -15atm) tem s i d o usado com frequência e com r e l a t i v o s u c e s s o , e s t a b e l e c e n d o que se deve i r r i g a r quando se e s g o t a e n t r e 50 a 60% da água disponível. E s t e i n t e r v a l o de umidade c o r r e s p o n d e a aproximadamente -2 b a r s de sucção que de uma m a n e i r a g e r a l c o r r e s p o n d e ao l i m i t e de p o t e n c i a l de água após o q u a l a maio r i a das p l a n t a s tem s e u c r e s c i m e n t o a f e t a d o (SITHERS e VTPOND, 19 7 4 ) . E s t e critério a p r e s e n t a a l g u n s p r o b l e m a s . Em s o l o s cem a r g i l a s e x p a n s i v a s quando a t i n g e - s e e s t e l i m i t e de umidade , a água e n c o n t r a d i f i c u l d a d e s p a r a se i n f i l t r a r a menos que e l e s a p r e s e n t e m f e n d a s , que só aparecem quando a m a i o r p a r t e da água disponível é consumida. N e s t e p o n t o o s o l o terá a t i n g i d o níveis de umidade m u i t o p r e j u d i c i a i s p a r a as c u l t u r a s .
Na l i t e r a t u r a e x i s t e "um g r a n d e volume de r e s u l t a d o s de p e s q u i s a s r e a l i z a d a s com a f i n a l i d a d e de d e f i n i r o e f e i t o dos níveis de umidade s o b r e a p r o d u t i v i d a d e das c u l t u r a s . E s t e t i p o de informação tem p o s s i b i l i t a d o d e f i n i r o nível de mane
j o da irrigação das c u l t u r a s , através do p o t e n c i a l m a t r i c i a l do s o l o , p a r a o b t e r uma d e t e r m i n a d a p r o d u t i v i d a d e MAGALHÃES
M M, ( 1 9 7 9 ) , FAO ( 1 9 7 5 ) .
1 1
r e l a c i o n a r a p o t e n c i a i s m a t r i c i a i s v e r s u s níveis ótimos de p r o d u t i v i d a d e , ê i m p o r t a n t e c o n h e c e r também o e f e i t o de ní v e i s de manejo de irrigação f o r a da condição ótima em t a l f o r m a de p o d e r d e f i n i r o nível de m a n e j o de irrigação a que p o d e r - s e - i a adequar o p r o d u t o r p a r a o b t e r uma " p r o d u t i v i d a d e máxima" de a c o r d o com as suas p o s s i b i l i d a d e s , d e f i n i d a s pe
l a s condições de operação e c l i m a . A s s i m , MILLAR (1984) a p r e s e n t a níveis de manejo p a r a a obtenção de r e n d i m e n t o s de 50, 60, 7 0 , 8 0 , 90 e 100%.
CAPÍTULO I I I
M A T E R I A I S E MÉTODOS
3.1 - CARACTERÍSTICAS DA ÃREA
O Perímetro I r r i g a d o de Sumé e n c o n t r a - s e l o c a l i z a d o no município de Sumé-PB nas c o o r d e n a d a s 7°53* l a t i t u d e s u l e
37°04' l o n g i t u d e o e s t e , ã j u s a n t e do açude p u b l i c o de Sumé e ãs margens d i r e i t a e e s q u e r d a do r i o Sucurü. O p r o j e t o é a d m i n i s t r a d o p e l o D e p a r t a m e n t o N a c i o n a l de Obras C o n t r a as Secas (DNOCS) e tem uma área t o t a l de 700ha, das q u a i s 223 são irrigáveis e 134 a t u a l m e n t e i m p l a n t a d a s .
0 v a l e do r i o Sucurü e n c o n t r a - s e a uma a l t i t u d e média de 500 m e t r o s em relação ao nível do m a r , a p r e s e n t a n d o um r e l e v o p l a n o e suave o n d u l a d o com inclinações máximas de 3%.
Os s o l o s da área c o r r e s p o n d e m p r i n c i p a l m e n t e aos t i p o s Aluvião e Bruno Não Cálcicos. Os s o l o s i r r i g a d o s incluídos no e s t u d o , c o r r e s p o n d e m u n i c a m e n t e aos aluviões l o c a l i z a d o s nas margens do r i o Sucurü.
O c l i m a p r e d o m i n a n t e na região é o do t i p o BSh da clas_ sificação de Koppen com t e m p e r a t u r a máxima de 29°C e mínima de 25°C, precipitação média a n u a l de 49 8mm o c o r r e n d o p r i n c i p a l m e n t e no período de j a n e i r o ã j u n h o . A evapotranspiração p o t e n c i a l a n u a l a t i n g e 1714mm e a umidade r e l a t i v a média
13
a n u a l p a r a a região é em t o r n o de 68% ( h a g r e a v e s , 1974). A T a b e l a 1 a p r e s e n t a dados mensais de precipitação, t e m p e r a t u r a , evaporação e umidade r e l - t i v a p a r a o Município de Sumé.
3.2 - AMOSTRAGEM E CARACTERIZAÇÃO DOS SOLOS
Com a f i n a l i d a d e de i d e n t i f i c a r os s o l o s mais r e p r e s e n t a t i v o s da área, fêz-se uma amostragem sistemática o b t e n do-se a m o s t r a s em q u a d r a n t e s de 250m nas p r o f u n d i d a d e s de 0-15, 15-30 e 30-60cm. Foram amostrados 26 l o c a i s , t o t a l i z a n do 78 a m o s t r a s . A F i g u r a 1 a p r e s e n t a os l o c a i s da amostragem.
As amostras após c o l e t a d a s , f o r a m t r a z i d a s ao Laborató r i o de Irrigação e S a l i n i d a d e da UFPb em Campina Grande e a n a l i z a d a s com r e s p e i t o as s e g u i n t e s p r o p r i e d a d e s físico-hí d r i c a s .
- Distribuição do tamanho das partículas p e l o método do Hidrômetro;
- Densidade g l o b a l p e l o método do torrão p a r a f i n a d o ; - Densidade das partículas p e l o método do Picnômetro; - Capacidade de campo p e l o método da P a n e l a de Pressão; - P o n t o de murcha permanente p e l o método da membrana; - Curva de retenção da água do s o l o p e l o método da Pa
n e l a de Pressão.
Baseado n e s t a caracterização d i v i d i u - s e a área em c i n co (05) s o l o s r e p r e s e n t a t i v o s , denominados A, B, C, D e E. Os c i n c o s o l o s r e p r e s e n t a m 72,86% da área i r r i g a d a em e s t u do; sendo que o s o l o A r e p r e s e n t a 53,25%, o s o l o B, 11,25%
TABELA 1 - V a l o r e s médios d a precipitação, t e m p e r a t u r a , umidade r e l a t i v a e evaporação p a r a o Município de Sumé-PB.
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
Precipitação (mm) 40 65 106 105 59 38 18 7 6 20 15 19 T e m p e r a t u r a (°C) 25,8 24,8 24,2 23,5 22 ,7 21,5 21,1 21,5 22 ,9 24,5 25,3 25 ,5 * Umidade R e l a t i v a (%] 64,0 62 ,0 72 ,0 76 ,0 77,0 78,0 75 ,0 70 ,0 64,0 59 ,0 57,0 58,0 _ * * Evaporação (mm) 2 40 ,5 104,5 180 ,0 160 ,3 139,8 137,5 135 ,0 186 ,3 208,5 219 ,3 205 , 8 211,8 (* ) Dados p a r a o Município de M o n t e i r o - P B . ( L a t i t u d e 7^53', L o n g i t u d e 37°4') (**) Tanque Classe "A".
16
e os s o l o s C, D e E r e p r e s e n t a m cada vim 2,8% da área t o t a l i r r i g a d a .
3.3 - DEMANDA DE ÃGUA DAS CULTUPAS
P a r a d e t e r m i n a r a demanda de água das c u l t u r a s usou-se a m e t o d o l o g i a recomendada p e l a FAO (FAO, 19 75) que c o n s i s t e no s e g u i n t e :
A Evapotranspiração r e a l das c u l t u r a s é o b t i d a m u l t i p l i c a n d o a Evapotranspiração P o t e n c i a l (ETP) p o r um coeficien_ t e de c u l t u r a ( Kc) que depende da c u l t u r a e do meio na q u a l
e l a d e s e n v o l v e - s e . A s s i m : E TR = ETP X Kc [ 1 ] onde: E TR = Evapotranspiração r e a l (mm) ETP = Evapotranspiração p o t e n c i a l (mm) Kc = C o e f i c i e n t e da c u l t u r a .
P a r a cada obtenção do C o e f i c i e n t e de C u l t u r a , a FAO ãi v i d e o c i c l o fenológico das c u l t u r a s em q u a t r o estágios con s e c u t i v o s :
a) Estágio i n i c i a l ou de emergência: começa na g e r m i nação até o período em que o c u l t i v o não c o b r e t o t a l m e n t e a superfície do s o l o ;
17
ríodo de emergência e v a i até o estágio em que a superfície do s o l o f i c a p a r c i a l m e n t e c o b e r t o p e l a c u l t u r a em t o r n o de 80% da c o b e r t u r a ;
c) Estágio médio: começa do p o n t o em que o s o l o está t o t a l m e n t e c o b e r t o p e l a c u l t u r a até o período de maturação;
d) Estágio f i n a l : começa no início do período da matu ração até a c o l h e i t a .
A duração de cada um dos estágios, p a r a cada uma das c u l t u r a s , f o i o b t i d o através de e n t r e v i s t a s p e s s o a i s com os i r r i g a n t e s do Perímetro I r r i g a d o de Sumé ( T a b e l a 2 ) .
No estágio i n i c i a l , os v a l o r e s do Kc se a p r e s e n t a m co
mo função da Evapotranspiração P o t e n c i a l e da frequência de irrigação, de a c o r d o com a F i g u r a 2. No p r e s e n t e trabalho u t i l i z o u - s e a frequência de irrigação de 4 ( q u a t r o ) d i a s p o r s e r a frequência média usada pelos i r r i g a n t e s do Perímetro de Su mê.
Os c o e f i c i e n t e s de C u l t u r a p a r a os d o i s últimos está g i o s (estágio médio e f i n a l ) são funções das condições l o
c a i s de umidade r e l a t i v a e v e l o c i d a d e do v e n t o , de a c o r d o com a T a b e l a 3 (FAO, 1 9 7 5 ) . C o n h e c i d o s os C o e f i c i e n t e s de C u l t u r a p a r a o p r i m e i r o , t e r c e i r o e q u a r t o estágio o Kc do
segundo estágio ou o Kc p a r a q u a l q u e r período do c i c l o f e n o
lógico é o b t i d o através da construção de um gráfico que r e l a c i o n a tempo v e r s u s Kc. O p r o c e d i m e n t o p a r a c o n s t r u i r o gráfi_
co é o s e g u i n t e :
- No e i x o das a b c i s s a s c o l o c a - s e o tempo, d i v i d i d o e n t r e os 4 ( q u a t r o ) c o r r e s p o n d e n t e s estágios de c r e s c i m e n t o . No e i x o das o r d e n a d a s colocam-se os v a l o r e s dos c o e f i c i e n t e s
18
TABELA 2 - Comprimento d o s estágios de d e s e n v o l v i m e n t o p a r a as c u l t u r a s e s t u d a d a s (em d i a s ) .
CULTURA
E S T A G I O
TOTAL CULTURA
I N I C I A L DE SENVOLVIMENTO MÉDIO FINAL
TOTAL M i l h o * 15 25 25 25 90 Feijão 13 27 30 20 90 Tomate 20 30 30 40 120 Algodão 20 30 30 40 120 (*) M i l h o v e r d e .
K c
1.2
1.0
H
F I G U R A 2 COEFICIENTE DE QULTIVO MÉDIO Kc, PARA O ESTAGIO
INICIAL COMO FUNÇÃO DA EVAPOTR ANSPtR AÇÃO P0TENOAL
ET0 E FREQUÊNCIA DE IRRIGAÇÃO
(FAO, 1 9 7 5 )
20
TABELA 3 - C o e f i c i e n t e s de C u l t u r a Kc das c u l t u r a s p a r a os
q u a t r o estágios de d e s e n v o l v i m e n t o e p a r a d i f e r e n t e s condições climáticas (FAO, 19 7 5 ) .
CULTURA
UMIDADE
RELATIVA UR min >70% UR min VELOCIDADE DO n K VENTO m/seg u-b 5-1 0-5 < 20% 5-8 ESTAGIO DA CULTURA I n i c i a l Desenv. c u l t . 1 2 Apricó Médio 3 .95 .95 1.0 1.05 Colheita 4 .9 .9 .95 .10 Cevada 3 1.05 1.1 1.15 1.2 4 .25 .25 .2 .2 Feijão (Seco) 3 .95 .95 1.0 1.05 4 .85 .85 .9 .9 Feijão (Verde) 3 1.05 1.1 1.15 1.2 4 .3 .3 .25 .25 Beterraba de mesa 3 1.0 1.0 1.05 1.1 4 .9 .9 .95 1.0 Cenoura 3 1.0 1.05 1.1 1.15 4 .7 .75 .8 .85 Mamona 3 1.05 1.1 1.15 1.2 4 .5 .5 .5 .5 Aipo 3 1.0 1.05 1.1 1.15 4 .9 .95 1.0 1.05 Milho (Verde) 3 1.05 1.1 1.15 1.2 4 .95 1.0 1.05 1.1 Milho (Grão) 3 1.05 1.1 1.15 1.2 4 .55 .55 .6 .6 Algodão 3 1.05 1.15 1.2 1.25 4 .65 .65 .65 .7 Couve-flor 3 .95 1.0 1.05 1.1 4 .80 .85 .9 .95
21
Continuação da TABELA 3.
CULTURA
UMIDADE
RELATIVA UR min > 70% UR min < 20% CULTURA VELOCIDADE DO VENTO m/seg 0-5 5-8 0-5 5-8 Pepeino 3 .9 .9 .95 1.0 4 .7 .7 .75 .8 4 .85 .85 .95 1.0 Beringela 3 .95 1.0 1.05 1.1 4 .8 .85 .85 .9 Linho 3 1.0 1.05 1.1 1.15 4 .25 .25 .2 .2 Grãos 3 1.05 1.1 1.15 1.2 4 .3 .3 .25 .25 L e n t i l h a 3 1.05 1.1 1.15 1.2 4 .3 .3 .25 .25 Alface 3 .95 .95 1.0 1.05 4 .9 .9 .9 1.0 Melão 3 .95 .95 1.0 1.05 4 .65 .65 .75 .75 Mi lhe t o 3 1.0 1.05 1.1 1.15 4 .3 .3 .25 .25 Cevada 3 1.05 1.1 1.15 1.2 4 .25 .25 .2 .2 Cebola (seca) 3 .95 .95 1.05 1.1 4 .75 .75 .8 .85 Cebola (verde) 3 .95 .95 1.0 1.05 4 .95 .95 1.0 1.05 Amendoim 3 .95 1.0 1.05 1.1 4 .55 .55 .6 .6 E r v i l h a 3 1.05 1.1 1.15 1.2 4 0.95 1.0 1.05 1.1 Pimentão (verde) 3 .95 1.0 1.05 1.1 4 .8 .85 .85 .9 Batata 3 1.05 1.1 1.15 1.2 4 .7 .7 .75 .75
22
Continuação da TABELA 3.
CULTURA
UMIDADE
RELATIVA UR min >70% UR min <20% CULTURA VELOCIDADE DO VENTO m/seg 0-5 5-8 0-5 5-8 Rabanete 3 .8 .8 .85 .9 4 .75 .75 .8 .85 Cártamo 3 1.05 1.1 1.15 1.2 4 .25 .25 .2 .2 Sorgo 3 1.0 1.05 1.1 1.15 4 .5 .5 .55 .55 Soja 3 1.0 1.05 1.1 1.15 4 .45 .45 .45 .45 Espinafre 3 .95 .95 1.0 1.05 4 .9 .9 .95 1.0 MEIA ESTAÇÃO Abóbora 3 .9 .9 .95 1.0 4 .7 .7 .75 .8 NA COLHEITA Batata açuca 3 1.05 1.1 1.15 1.2 r e i r a . 4 .9 .95 1.0 1.0 4 .6 .6 .6 .6 NÃO IRRIGAR NO ULTIMO MES Girassol 3 1.05 1.1 1.15 1.2 4 .4 .4 .35 .35 Tomate 3 1.05 1.1 1.2 1.25 4 .6 .6 .65 .65 T r i g o 3 1.05 1.1 1.15 1.2 4 .25 .25 .2 .2
23
das c u l t u r a s .
- Os v a l o r e s do Kc p a r a os estágios i n i c i a l e médio
p l o t a m - s e no meio do r e s p e c t i v o período. 0 v a l o r do Kc pa
r a o estágio f i n a l p l o t a - s e no f i n a l do período.
- Traça-se uma c u r v a que une os três p o n t o s a n t e r i o r mente i n d i c a d o s .
A F i g u r a 3 a p r e s e n t a um exemplo i l u s t r a t i v o da cons trução d e s t e t i p o de c u r v a . A p a r t i r d e s t e ê possível d e t e r m i n a r o C o e f i c i e n t e de C u l t u r a p a r a q u a l q u e r tempo e perío do. No p r e s e n t e t r a b a l h o o b t e v e - s e e s t e gráfico, p a r a cada c u l t u r a e s t u d a d a sob as condições climáticas l o c a i s do Muni_ cípio de Sumé.
A Evapotranspiração P o t e n c i a l f o i o b t i d a através da fórmula de H a r g r e a v e s (HARGREAVES, 1974) c o n s i d e r a n d o que e s t a m e t o d o l o g i a f o i c r i a d a e a d a p t a d a para as condições c l i m a t i c a s do N o r d e s t e do B r a s i l .
3.4 - NECESSIDADES DE ÃGUA DE IRRIGAÇÃO
A q u a n t i d a d e de água a s e r a p l i c a d a em cada irrigação (lâmina de irrigação) é função do nível de água no p e r f i l do s o l o i d e a l p a r a p l a n t a , que r e s u l t e na p r o d u t i v i d a d e m a i s econômica, sendo d e t e r m i n a d a p e l a s e g u i n t e equação:
L - ^ T o n2 x Da x Pr [ 2 ]
onde:
I N I C I A L jDESEKVOLV j Mg DIO ^ FINAL
2 0 2 0 3 0 2 0
M A R A B R M AI
FIGURA 3 CURVA MEDIA DO COEFICIENTE DE CULTIVO Kc MÉDIO PARA OS QUATRO E S T Á G I O S DE DESENVOLVIMENTO DA CULTURA DO FEIJÃO
25 ü = umidade l i m i t e (% em peso) 3 Da = d e n s i d a d e a p a r e n t e do s o l o g/cm Pr = p r o f u n d i d a d e e f e t i v a do s i s t e m a r a d i c u l a r . No p r e s e n t e t r a b a l h o compara-se 4 m a n e i r a s de determi_ n a r o momento de i r r i g a r e a q u a n t i d a d e de água a a p l i c a r , usando:
- irrigação p a r a obtenção da máxima produção; - irrigação p a r a o b t e r 80% da produção máxima;
- irrigação quando 50% da água disponível no s o l o s e j a e s g o t a d a ;
- irrigação a p a r t i r de um t u r n o de r e g a f i x o de 4 d i a s .
A p r o f u n d i d a d e e f e t i v a das raízes f o i d e t e r m i n a d a " i n l o c o " p a r a cada período de c r e s c i m e n t o de cada c u l t u r a e s t u dada. P a r a cada c u l t u r a e s c o l h e u - s e 10 p l a n t a s no acaso , nos r e s p e c t i v o s estágios de d e s e n v o l v i m e n t o ( i n i c i a l , desen v o l v i m e n t o , médio e f i n a l ) , e m e d i u - s e com uma régua o com p r i m e n t o do s i s t e m a r a d i c u l a r e f e t i v o das p l a n t a s . P o s t e r i o r mente o b t e v e - s e uma média d e s t a s 10 observações. A T a b e l a
4 a p r e s e n t a a p r o f u n d i d a d e e f e t i v a média das 4 c u l t u r a s .
3.4.1 - Irrigação p a r a Obtenção da Produção Máxima.
A lâmina de irrigação é c a l c u l a d a através da equação [ 2 ] onde U ê a umidade l i m i t e que p o s s i b i l i t a r e n d i m e n t o s má x i m o s .
26
TABELA 4 - P r o f u n d i d a d e e f e t i v a média p a r a cada mês do c i c i o de c r e s c i m e n t o CULTURA MÊS PROFUNDIDADE * (cm) M i l h o 1 15 2 17 3 23 Feijão 1 15 2 35 3 48 Tomate 1 15 2 21 3 29 4 35 Algodão 1 15 2 25 3 33 4 43 (*) média de 10 observações.
27
TAYLOR ( 1 9 6 5 ) , c i t a d o s p o r MILLAR em ( 1 9 8 4 ) , a p r e s e n t a r a m os i n t e r v a l o s de p o t e n c i a i s a serem usados p a r a obtenção da p r o d u t i v i d a d e máxima p a r a as c u l t u r a s do ( m i l h o , feijão, t o mate e algodão), T a b e l a 5.
Os critérios usados p a r a e s t a b e l e c e r os l i m i t e s i n f e r i o r e s e s u p e r i o r e s de p o t e n c i a i s m a t r i c i a i s são os recomen dados p o r TAYLOR ( 1 9 6 5 ) . O m a i o r v a l o r é usado guando a de manda e v a p o r a t i v a é a l t a e o menor é usado guando a demanda ê b a i x a .
No caso do m i l h o , o p o t e n c i a l u t i l i z a d o f o i de 0,5 b a r d u r a n t e , t o d o c i c l o , porgue a e s p i g a ê c o l h i d a com o grão no e s t a d o l e i t o s o Cmilho v e r d e ) . Quando a exploração se d e s t i n a a produção de grãos, a p l a n t a pode s e r s u b m e t i d a as tensões de 8 a 12 b a r e s d u r a n t e o período de maturação do grão.
No n o r d e s t e do B r a s i l , em conseguência da e l e v a d a e n e r g i a s o l a r r a d i a n t e , surgem a l t o s v a l o r e s de demanda atraosfé r i c a . Assim no p r e s e n t e t r a b a l h o u t i l i z a r a m - s e os máximos v a l o r e s de p o t e n c i a i s m a t r i c i a i s .
3.4.2 - Irrigação p a r a Obtenção de 80% da P r o d u t i v i d a de Máxima.
As lâminas de irrigação são c a l c u l a d a s através da eguação [ 2 ] em gue ü é a umidade l i m i t e gue p o s s i b i l i t a 80% de r e n d i m e n t o s máximos. N e s t e c a s o , os máximos v a l o r e s de po t e n c i a i s p a r a as c u l t u r a s de m i l h o , t o m a t e e algodão f o r a m o b t i d o s de t a b e l a s a p r e s e n t a d a s p o r MILLAR, 19 84 ( T a b e l a 6 ) . já o v a l o r p a r a o feijão f o i o b t i d o das c u r v a s de r e n d i m e n t o r e l a t i v o de feijão em função do nível de m a n e j o de irrigação
28
TABELA 5 P o t e n c i a i s m a t r i c i a i s do s o l o ao q u a l d e v e r s e -i a a p l -i c a r a -irr-igação p a r a o b t e r p r o d u t -i v -i d a d e máxima nas q u a t r o c u l t u r a s e s t u d a d a s .
CULTURA POTENCIAL MATRICIAL (BARS)
M i l h o ( v e r d e ) - 0,50 a - 12,0 *
Feijão - 0,75 a - 2,0
Tomate - 0,80 a - 1,5
Algodão - 1,0 a - 3,0
(*) - ( 8 , 0 - 12) Maturação. Para produção de grãos. F o n t e : MILLAR, 19 84.
29 TABELA 6 - P o t e n c i a i s m a t r i c i a i s do s o l o a l q u a l deve-se i r r i g a r as c u l t u r a s , p a r a o b t e r 80% da p r o d u t i v i dade máxima. POTENCIAL MATRICIAL CULTURA (BARS) M i l h o - 1,6 Feijão - 1,6 Tomate - 3,0 Algodão - 7,5 F o n t e : MILLAR (19 8 4 ) .
30
a p r e s e n t a d a p o r MAGALHÃES tt ai (19 7 9 ) .
3.4.3 - Irrigação U t i l i z a d o 50% da Agua Disponível.
A lâmina de irrigação é c a l c u l a d a u t i l i z a n d o o c o n c e i t o clássico da água disponível (conteúdo de água do s o l o a -1/3 a t m o s f e r a menos o conteúdo da água do s o l o a -15 atmos f e r a s ) . N e s t a f o r m a de p l a n e j a r a irrigação, a p l i c a - s e água guando 50% da água disponível se e s g o t a . O conteúdo de água do s o l o n e s t e momento, c o r r e s p o n d e ao v a l o r de U da equação
[23.
3.4.4 - Irrigação a P a r t i r de um T u r n o de Rega F i x o de 4 D i a s .
A lâmina de irrigação é o b t i d a m u l t i p l i c a n d o s e o t u r -no de r e g a f i x o (4 d i a s ) p e l o uso c o n s u n t i v o diário. Com o
o b j e t i v o de o b t e r - s e os r e n d i m e n t o s das c u l t u r a s do m i l h o , feijão, tomate e algodão, u t i l i z a - s e a equação 1 2 ] p a r a ob t e r - s e o v a l o r da umidade l i m i t e , em s e g u i d a toma-se a equa ção da c u r v a de retenção de água do s o l o e c a l c u l a - s e o v a l o r do p o t e n c i a l m a t r i c i a l do s o l o . Através de gráficos que r e l a c i o n a m p o t e n c i a i s m a t r i c i a i s com r e n d i m e n t o s das c u l t u r a s , a p r e s e n t a d o s p o r MILLAR, 1984 ( F i g u r a s 4, 5, 6 e 7) são o b t i d o s os r e n d i m e n t o s r e l a t i v o s das r e s p e c t i v a s c u l t u r a s .
POTENCIAL MATRICIAL VERSUS RENDIMENTO DA CULTURA
iTom ate)
6 0 J
O -I -2 -3 - 4 -5
FIGURA 6 NÍVEL DE MANEJO DA IRRIGAÇÃO (BAR) (MILLAR 1 9 8 4 )
CAPÍTULO IV
RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1 - C A R A C T E R I Z A Ç Ã O F T S I C O - Hi D R I C A DOS D I F E R E N T E S T I P O S DE
SOLOS PARA FINS DE IRRIGAÇÃO.
No Anexo I e I I a p r e s e n t a m - s e as características físi co-hídricas dos s o l o s a m o s t r a d o s e a n a l i s a d o s do Perímetro I r r i g a d o de Sumê-PB. O Anexo I r e l a c i o n a a distribuição do tamanho das partículas, d e n s i d a d e g l o b a l , d e n s i d a d e r e a l ,
" c a p a c i d a d e de campo" e " p o n t o de murcha". 0 Anexo I I a p r e s e n t a as c u r v a s de retenção da água no s o l o p a r a a l g u n s dos s o l o s e s t u d a d o s . Observa-se que em g e r a l os s o l o s são de t e x t u r a média ( f r a n c a e f r a n c a a r e n o s a de a c o r d o com a clajs sificação do USDA, 1965) com uma a l t a d e n s i d a d e a p a r e n t e e v a l o r e s médios de c a p a c i d a d e de Campo e Ponto de Murcha. Es t e s r e s u l t a d o s estão de a c o r d o com a q u e l e s e n c o n t r a d o s em e s t u d o s a n t e r i o r e s c o n d u z i d o s p e l o DNOCS (1966) e UFPB e FINEP (19 83) no Perímetro I r r i g a d o de Sumé.
A distribuição do tamanho das partículas ( t e x t u r a ) pa r a os c i n c o t i p o s de s o l o s e s t u d a d o s ê a p r e s e n t a d a , p o r p r o f u n d i d a d e , na T a b e l a 7. Dos 5 s o l o s e s t u d a d o s , q u a t r o são de t e x t u r a f r a n c a a f r a n c a a r e n o s a . Com exceção dos s o l o s D e E, os s o l o s são r e l a t i v a m e n t e u n i f o r m e em t e x t u r a .
T A B E L A 7 - C a r a c t e r i z a ç ã o F Í s i c o - H í d r i c a d e C i n c o S o l o s d o P e r í m e t r o I r r i g a d o d e S u r a é - ? B , S O L O P R O F U N D I D A D E (%) QWNULOMETRIA % A F E I A % L I M O % A R G I L A C L A S S E T E X T U R A L C E N S I D A E E A P A R E N T E R E A L (g/cnr3) ( g / c n w ) P O R O S I D A D E (%) OHDACË % 0 , 2 3 A T M 15 ATM DISPCJJVI (%) 0 - 1 5 A 1 5 - 3 0 30 - 6 0 6 1 , 9 6 1 , 6 6 3 , 0 2 8 , 0 2 8 , 9 2 7 , 4 1 0 , 1 9 , 5 9,6 F r a n c o A r e n o s o F r a n c o A r e n o s o F r a n c o A r e n o s o 1,70 2 , 6 8 36,56 1 5 , 9 4 5 , 7 4 10,20 1,72 2 , 6 8 3 5 , 8 2 1 6 , 3 3 6 , 1 2 1 0 , 2 1 1,70 2,6 9 36 , 80 1 7 , 1 2 5 , 2 8 1 1 , £4 0 - 1 5 B 1 5 - 3 0 30 - 6 0 4 0 , 9 3 9 , 2 1 9 , 9 F r a n c o 41,9 3 8 , 6 19 .,5 F r a n c o 39,0 4 0 , 3 2 0 , 7 F r a n c o 1,72 2 , 7 2 3 6 , 7 6 2 4 , 5 4 1 2 , 1 7 1 2 , 3 7 1,74 2 , 7 1 3 5 , 7 9 2 2 , 3 1 1 0 , 8 7 1 1 , 4 4 1,68 2 , 7 3 3 8 , 4 6 2 4 , 5 9 1 1 , 2 8 1 3 , 3 1 0 - 1 5 C 1 5 - 3 0 30 - 60 4 6 , 3 5 6 , 8 5 9 , 9 3 8 , 5 3 0 , 1 3 1 , 1 1 5 , 2 1 3 , 1 9 , 0 F r a n c o F r a n c o A r e n o s o F r a n c o A r e n o s o 1.74 2 , 7 0 3 5 , 5 5 1 8 , 6 1 5 , 6 0 1 3 , 0 1 1.75 2 , 6 5 33,39 2 3 , 3 4 7 , 1 8 1 6 , 1 6 1,75 2 , 7 1 3 5 , 4 2 2 4 , 3 0 9 , 5 5 1 4 , 7 5 0 - 1 5 D 1 5 - 3 0 30 - 6 0 5 5 , 7 4 9 , 5 2 0 , 7 3 0 , 1 3 4 , 3 3 9 , 4 1 4 , 2 1 6 , 2 39,9 F r a n c o A r e n o s o F r a n c o F r a n c o A r g i l o s o 1,76 2 , 7 7 36,46 . 2 0 , 6 1 8 , 1 3 1 2 , 4 3 1,75 2,74 3 6 , 1 3 1 8 , 9 8 8 , 1 1 1 0 , 8 7 1,65 2 , 7 3 39,56 2 3 , 6 0 1 3 , 9 5 1 4 , 6 5 0 - 1 5 E 1 5 - 3 0 3 0 - 6 0 3 9 , 2 36,4 3 3 , 7 3 0 , 9 3 2 , 2 3 3 , 1 2 9 , 9 3 1 , 4 2 3 , 2 F r a n c o A r g i l o s o F r a n c o A r g i l o s o F r a n c o A r g i l o s o 1,67 2,74 3 9 , 0 5 2 1 , 4 8 1 1 , 0 1 1 0 , 4 7 1,66 2,79 40,50 3 6 , 1 9 1 9 , 4 7 1 6 , 7 7 1,64 2 , 6 8 38,80 3 9 , 8 3 1 7 , 1 8 2 2 , 6 5
37
Os v a l o r e s de d e n s i d a d e a p a r e n t e , a p r e s e n t a d o s na Tabe l a 7, v a r i a r a m de 1,6 4 a 1,76 g/cm , v a r i a n d o d e n t r o dos i n t e r v a l o s i n d i c a d o s p e l a b i b l i o g r a f i a (BUCKMAN '& BRADY,1983).
A d e n s i d a d e r e a l ou das partículas v a r i a m de 2,65 a o
2,79 g/cm . Segundo BUCKMAN & BRADY (19 83) a densidade r e a l dos s o l o s m i n e r a i s v a r i a p a r a a m a i o r i a d e l e s , numa f a i x a l i
3
m i t a d a de 2,65 a 2,77 g/cm d e v i d o e s t e s s o l o s serem compôs t o s p r i n c i p a l m e n t e de q u a r t z o , f e l d s p a t o e s i l i c a t o s c o l o i d a i s com d e n s i d a d e s c o m p r e e n d i d a s n e s t a f a i x a . A d e n s i d a d e poderá s e r m a i o r quando há ocorrências de m i n e r a i s pesados t a i s como m a g n e t i t a , g r a n a d a , epídoto, zircão, t u r m a l i n a o u h o r n b l e n d a .
A p o r o s i d a d e t o t a l é b a s t a n t e u n i f o r m e nos s o l o s e com a p r o f u n d i d a d e v a r i a n d o de 35 a 4 0 % , i s t o d e v i d o a u n i f o r m i dade na distribuição do tamanho das partículas através do p e r f i l do s o l o . Embora o manuseio do s o l o exerça influência considerável s o b r e o espaço p o r o s o da camada s u p e r f i c i a l , os dados o b t i d o s não amostram i s t o .
A q u a n t i d a d e de água disponível p a r a as p l a n t a s , com exceção do s o l o E, a p r e s e n t o u variações pequenas, com a p r o f u n d i d a d e , i s t o d e v i d o aos v a l o r e s de c a p a c i d a d e de campo e p o n t o de murcha v a r i a r e m pouco d e n t r o do p e r f i l . Observa-se que os s o l o s arenosos e f r a n c o - a r e n o s o s tem água disponível e n t r e 10,20 e 16,16%, e n q u a n t o os s o l o s f r a n c o a r g i l o s o s a p r e s e n t a r a m v a l o r e s e n t r e 10,47 e 22,65%. A s s i m , a medida que a t e x t u r a se a p r e s e n t a mais f i n a , há um aumento g e r a l na armazenagem de água no s o l o , embora as a r g i l a s possuam, v i a de r e g r a , menor c a p a c i d a d e do que os s o l o s f r a n c o s bem e s t r u
38
t u r a d o s . I s t o p o s s i v e l m e n t e e x p l i c a a pouca diferença em
ãgua disponível p a r a as p l a n t a s e n t r e as camadas de t e x t u r a f r a n c o e f r a n c o a r g i l o s a do s o l o t i p o D.
. A T a b e l a 8 a p r e s e n t a as equações das c u r v a s de r e t e n ção de água p a r a cada p r o f u n d i d a d e dos s o l o s r e p r e s e n t a t i v o s do Perímetro I r r i g a d o de Sumé. E s t a s equações r e p r e s e n t a m ma t e m a t i c a m e n t e , as c u r v a s de retenção dos s o l o s , a p r e s e n t a d o s no Anexo I I . E s t a s equações p e r m i t e m o b t e r as umidades do so l o p a r a q u a l q u e r p o t e n c i a l m a t r i c i a l ao q u a l e s t e é submeti^ do ou c o n t r a r i a m e n t e , p e r m i t a m c o n h e c e r o s t r e s s (tensão) a q u a l as p l a n t a s são s u b m e t i d a s sob um d e t e r m i n a d o conteúdo de água do s o l o .
4 . 2 - DEMANDA DE ÁGUA DAS CULTURAS
As F i g u r a s 8, 9, 10 e 11 a p r e s e n t a m os c o e f i c i e n t e s de c u l t u r a s ( Kc) v e r s u s o período de c r e s c i m e n t o das c u l t u r a s
de m i l h o , feijão, t o m a t e e algodão, r e s p e c t i v a m e n t e . Para uma mesma c u l t u r a , os v a l o r e s do Kc v a r i a r a m com o
desenvol-v i m e n t o da p l a n t a , a t i n g i n d o os máximos desenvol-v a l o r e s na época da floração e o u fecundação. No.começo do c i c l o , quando a p l a n t a está pouco d e s e n v o l v i d a e ao f i n a l d e s t e , quando a p l a n t a a t i n g e o estágio de maturação, as n e c e s s i d a d e s de água f o r a m menores. Os v a l o r e s de Kc, das c u l t u r a s em e s t u d o não d i f e
rem e n t r e sí, de a c o r d o com HARGREAVES (1966) que c l a s s i f i c a o m i l h o , feijão, t o m a t e e algodão num g r u p o de c u l t u r a s , de mesmo c o e f i c i e n t e de c u l t i v o .
3 9
TABELA 8 - Equações das c u r v a s características dos s o l o s do Perímetro I r r i g a d o de Sumé-PB.
SOLO PROFUNDIDADE EQUAÇÃO COEFICIENTE DE v «v"^ CORRELAÇÃO (R) 0
-
15 6 13,20 X T- 0 , 2 5 0,98 A 15-
30 6 = 13,22 X T- 0 , 2 6 0,99 30-
60 8 = 13,36 X T- 0 , 2 9 0,99 0-
15 9 = 21,41 X T- 0 , 1 8 0,99 B 15-
30 6 = 18,84 X T- 0 , 2 1 0,99 30-
60 e = 20 ,71 X T- 0 , 2 1 0,99 0 — 15 e = 14,29 X T- 0 , 3 2 0,99 C 15-
30 e = 17,76 X T- 0 , 2 9 0,99 30-
60 e -- 18,92 X T- 0 , 2 7 0,99 0 — 15 e-
15,54 X T- 0 , 2 3 0,99 D 15 — 30 e = 15,13 X T- 0 , 1 9 0,98 30-
60 e = 23,75 X T- 0 , 1 9 0,99 0-
15 e 1 8 , 7 1 X T- 0 , 1 9 0 ,99 E 15-
30 e 29,63 X T- 0 , 1 6 0,98 30-
60 e = 32,19 X T- 0 , 1 9 0 ,961.2 1.0 _ o < cr 3 O LU O 1.8 0.6 0.4 0.2 I I N I C I A L t Q g S E N V Q L V - | M E I O . F l H A L 15 2 5 25 2 5 J A N FEV M A R A B R M A I
FIGURA8 CURVA MEDIA DCT COEFICIENTE DE CULTIVO
Kc M É D I O PARA OS QUATRO ESTÁGIOS DE
FIGURA 9 CURVA MÉDIA DO COEFICIENTE DE CULTIVO Kc MÉDIO OS QUATRO ESTÁGIOS DE D E S E N V O L V I M E N T O
CULTURA DO FEIJÃO
PARA DA
1.2 o < cr J-_J 3 O L ü O Lü f— Lü Õ U . LÜ O O 1.0 0 3 .. 0.5 ., 0 4 -0 2 0 0 J U N H O I N I C I A L 2 0 D E S E N V O I V I M E N T O i f~ M E D I O 3 0 3 0 F I N A L 4 0 J U L H O A Ü O . SET. 0 U T . NO V
FIGURA 10 CURVA MEDIA DO COEFICIENTE DE CULTiVO Kc MÉDIO PARA
. OS QUATRO ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO DA C U L T U R A nr* TOMATF
LU z Lu O c LU O o 0.6 1 0 4 -. Q2 •-0.0 I N I C I A L D E S E N V O L V I M E N T O 2 0 -r-M E 0 1 0 F I N A L 3 0 3 0 4 0 J U L H O A GO. SET. O U T .
FIGURA II CURVA MEDIA DO COEFICIENTE DE CULTIVO Kc M É D I O
PARA OS QUATRO ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO DA CULTURA DO A L G O D Ã O
44 c u l t u r a s de t o m a t e e feijão no Médio São F r a n c i s c o , e n c o n t r a ram r e s u l t a d o s s i m i l a r e s , com diferenças dos Kc no estágio
i n i c i a l . I s t o deve-se ao f a t o que os c o e f i c i e n t e s de c u l t u r a p a r a os estágios médio e f i n a l são baseados u n i c a m e n t e nas condições de umidade r e l a t i v a e v e l o c i d a d e do v e n t o , que não v a r i a m grandemente e n t r e a área de Sumê e a do Médio São Fran c i s c o . Já o estágio i n i c i a l é baseado na Evapotranspiração P o t e n c i a l que v a r i a enormemente e n t r e as duas áreas onde os
t r a b a l h o s f o r a m c o n d u z i d o s . A s s i m , na.área de Sumê e Evapo transpiração P o t e n c i a l a n u a l é de 1714mm e n q u a n t o em P e t r o l i _ na é de 20 80mm.
A T a b e l a 9 a p r e s e n t a a evapotranspiração Potencial Men s a l p a r a o Perímetro I r r i g a d o de Sumê, c a l c u l a d a p e l o Método de HARGREAVES (19 75) e os c o e f i c i e n t e s de c u l t u r a , p a r a cada um dos q u a t r o estágios c o n s i d e r a d o s , p a r a as c u l t u r a s e s t u d a das. Os v a l o r e s da evapotranspiração mensal m u l t i p l i c a d o s pe l o s c o e f i c i e n t e s de c u l t u r a c o r r e s p o n d e n t e a cada mês, o r i g i _ naram as demandas de água ( T a b e l a 1 0 ) . I g u a l m e n t e aos v a l o res do Kc, as demandas de água f o r a m m a i o r e s nos e s t a d o s f e
nológicos de floração e fecundação. Observa-se também na Ta b e l a 10, que as demandas de água v a r i a m com a época de p l a n t i o e d e s e n v o l v i m e n t o das c u l t u r a s . A s s i m , as c u l t u r a s c u l t i _ vadas na época q u e n t e e seca ( s e t e m b r o e o u t u b r o ) tiveram uma demanda de água (média de 130 mm/mês) m a i o r que as c u l t i v a das em época chuvosa de t e m p e r a t u r a m a i s b a i x a , com média de lOOmm p o r mês ( f e v e r e i r o , março e a b r i l ) .
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TABELA 9 - C o e f i c i e n t e s de C u l t u r a e Evapotranspiração P o t e n c i a i p a r a as c u l t u r a s e s t u d a d a s e p a r a o Perime t r o I r r i g a d o de Sumé, r e s p e c t i v a m e n t e .
Evapotranspiração Coeficiente de Cultura Mes Potencial
(mm) Milho Feijão Tomate Algodão
J a n e i r o 174 F e v e r e i r o 134 0,72 Março 119 0,99 0,75 A b r i l 114 0,97 1,00 Maio 110 0, 85 Junho 10 7 J u l h o 120 0,74 0 ,67 A g o s t o 145 0,94 0,95 Setembro 160 1,00 0,99 O u t u b r o 176 0 , 76 0,78 Novembro 173 Dezembro 182
TABELA 10 - Demanda de água das c u l t u r a s (em mm)
CULTURA TOTAL JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
M i l h o 324,9 96,5 117,8 110,6
F e i j ão 296,8 89,3 114,0 93,5
Tomate 518,9 88,8 136,3 160,0 133,8
47 4.3 - PROGRAMAÇÃO DA IRRIGAÇÃO, MANEJO E OPERAÇÃO DO PROJETO.
Sendo o propósito básico da irrigação a b a s t e c e r as p l a n t a s de água, a n t e s que os níveis de água no s o l o baixem a va l o r e s p r e j u d i c i a i s ã p r o d u t i v i d a d e das c u l t u r a s e q u a l i d a d e dos p r o d u t o s , usou-se q u a t r o m a n e i r a s p a r a d e t e r m i n a r o momen t o e a q u a n t i d a d e de água â i r r i g a r .
No cálculo das lâminas líquidas de irrigação não f o i c o n s i d e r a d a a precipitação dependente nem as contribuições de água p e l a ascensão c a p i l a r a p a r t i r do lençol freático. No Pe rímetro I r r i g a d o de Sumê, e em g e r a l no N o r d e s t e Semi-Ãrido , as chuvas são m u i t o i r r e g u l a r e s , o c o r r e n d o meses com p r e c i p i -tação i g u a l a z e r o , HARGREAVES ( 1 9 7 3 ) . 0 mesmo a u t o r a n a l i s a n do dados de precipitação de 35 anos p a r a o Município de Sumê e n c o n t r a que chuvas de 12, 15, 15, 8 e 5mm d u r a n t e os meses de f e v e r e i r o , março., a b r i l , maio e j u n h o , r e s p e c t i v a m e n t e , po dem s e r esperadas o c o r r e r em q u a t r o anos num t o t a l de c i n c o . I s t o c o r r e s p o n d e a um nível de p r o b a b i l i d a d e de 80%, s u p e r i o r ao 75% v a l o r s e l e c i o n a d o como um v a l o r razoável p a r a a maio r i a das condições e c u l t u r a s . Por o u t r o l a d o a contribuição de água o r i u n d a do lençol freático c o n s i d e r o u - s e i n s i g n i f i c a n t e uma v e z que na m a i o r p a r t e do Perímetro o lençol freático está â p r o f u n d i d a d e s m a i o r e s que lm e a t e x t u r a g e r a l m e n t e g r o s s a dos s o l o s , i m p o s s i b i l i t a a ascensão c a p i l a r .
Quando se i r r i g a v i s a n d o o b t e r a máxima produção, ou 80% d e s t a , ou através do critério da água disponível, a lâmi. na líquida de água é c a l c u l a d a baseando-se num g r a u de esgo-t a m e n esgo-t o de umidade, p r e v i a m e n esgo-t e e s esgo-t a b e l e c i d o p a r a as d i f e
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r e n t e s estágios de d e s e n v o l v i m e n t o . A frequência de i r r i g a ção ê c a l c u l a d a d i v i d i n d o a lâmina líquida p e l o uso c o n s u n t i vo diário.
A T a b e l a 11 a p r e s e n t a as lâminas líquidas de irrigação e os t u r n o s de r e g a p a r a d i f e r e n t e s épocas de d e s e n v o l v i m e n t o das c u l t u r a s c r e s c e n d o nos c i n c o t i p o s de s o l o s do perímetro i r r i g a d o de Sumé, que de a c o r d o com a m e t o d o l o g i a a d o t a d a p e r m i t i r i a o b t e r p r o d u t i v i d a d e máxima.
No caso do m i l h o , o b s e r v a - s e com exceção do s o l o t i p o D, p a r a t o d o s os estágios de c r e s c i m e n t o , a c u l t u r a n e c e s s i t a de pequenas lâminas de irrigação, com pequenos t u r n o s de r e g a . Assim tem-se irrigações tão pequenas como de 0,35mm,aplicadas em i n t e r v a l o s de 2,4 h o r a s . I s t o se deve ao f a t o de q u e , p a r a o b t e r p r o d u t i v i d a d e s máximas deve-se i r r i g a r quando os p o t e n c i a i s m a t r i c i a i s do s o l o a t i n g e m 0,5 b a r s (MILLAR, 1984). Por o u t r o l a d o , a e s c a s s a p r o f u n d i d a d e das raízes do m i l h o f e z que a água disponível na zona r a d i c u l a r d e s t e f o s s e r e d u z i d a .
O s o l o D a p r e s e n t a m a i o r e s lâminas e t u r n o s de r e g a que os o u t r o s q u a t r o s o l o s ; i s t o se deve ao f a t o de que as d e n s i
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dades a p a r e n t e s d e s t e s o l o f o r a m a l t a s (1,76 e 1,75 g/cm pa r a os i n t e r v a l o s 015 e 1530cm, r e s p e c t i v a m e n t e ) . O b s e r v a n d o -se as equações das c u r v a s características do s o l o D não -se en c o n t r a uma p e r c e n t a g e m de água disponível m a i o r que nos ou t r o s s o l o s ; também não se pode a t r i b u i r ao s i s t e m a r a d i c u l a r do m i l h o que ê bem menos d e s e n v o l v i d o que nas o u t r a s c u l t u r a s . O s o l o E embora mais a r g i l o s o não a p r e s e n t o u i s t o , d e v i d o es
3 t a r menos compactado ( d e n s i d a d e a p a r e n t e 1,65 g/cm ) .
TABELA 1 1 - Lâminas Líquidas e Turnos de Rega p a r a Obtenção da P r o d u t i v i d a d e Máxima das C u l t u r a s .
MÊS
SOLO A SOLO B SOLO C SOLO D SOLO E
CULTURA MÊS
LAMINA TURNO DE LAMINA TURNO DE LAMINA TURNO DE LÂMINA TURNO DE LÂMINA TURNO D
REGA REGA REGA REGA REGA
(mn) (dias) (mm) (dias) (mm) (dias) (mm) (dias) (ran) (dias) Fevereiro 0,61 0,18 0,74 0,21 2,04 0,59 6,31 1,83 0,35 0,10 Milho Março 0,78 0,21 1,14 0,30 2,60 0,68 6,94 1,83 1,39 0,37 A b r i l 1,30 0,35 1,47 0,40 4,32 1,17 8,74 2,37 4,49 1,22 Março 4,48 1,56 '5,16 1,79 7,70 2,67 10,59 3,68 4,31 1,50 Feijão A b r i l 12,03 3,17 13,44 3,54 19,72 5,19 21,38 5,63 21,96 5,78 Maio 17,71 5,86 19,04 6,30 23,02 7,62 29,23 9,68 34,45 11,41 Julho 5,04 1,76 5,83 2,04 8,53 2,98 11,25 3,93 4,91 1,72 Tomate Agosto 7,51 1,71 8,49 1,93 13,23 3,01 14,56 3,31 10,49 2,38 Setembro 10,66 2,00 12,04 2,26 19,23 3,61 19,19 3,60 17,68 3,32 Outubro 13,47 3,12 14,96 3,46 23,83 5,52 22,78 5,27 23,76 5,50 Julho 6,98 2,69 8,08 3,12 11,28 4,36 13,38 5,17 6,94 2,68 Algodão Agosto 12,31 2,77 14,06 3,16 21,05 -- 4,73 20,20 4,54 17,80 4,00 Setembro 16,93 3,21 19,07 3,61 28,82 5,46 25,93 4,91 27,23 • •5,16 Outubro 23,38 5,28 25,66 5,79 38,15 8,61 33,92 7,66 39,45 8,91
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quenos nos d o i s p r i m e i r o s meses s i g n i f i c a , que a irrigação deve s e r p r a t i c a m e n t e contínua. Do p o n t o de v i s t a do uso e m a n e j o , haverá d i f i c u l d a d e s do manejo da irrigação.
O algodão, mais r e s i s t e n t e ao déficit de água ( p o t e n c i a i m a t r i c i a l l i m i t e de -1,0 b a r p a r a obtenção da máxima p r o d u t i v i d a d e ) , a p r e s e n t a os m a j o r e s i n t e r v a l o s de irrigação das q u a t r o c u l t u r a s i r r i g a d a s . O feijão e t o m a t e com p o t e n c i a i s m a t r i c i a i s do s o l o máximos de -0,75 e -0,80 b a r s , r e s p e c t i v a m e n t e , 3m g . r a i apresentam lâminas e i n t e r v a l o s de irrigação intermediários. Exceção f a z novamente o s o l o D, pe l a mesma razão de s o l o a n t e r i o r m e n t e mencionada.'
Observa-se também p a r a as q u a t r o c u l t u r a s , um i n c r e m e n t o das lâminas de irrigação e t u r n o s de r e g a com o desenvol-v i m e n t o das c u l t u r a s . I s t o d e desenvol-v i d o a que a p r o f u n d i d a d e das raízes aumenta com o tempo, aumentando a s s i m a c a p a c i d a d e de armazenamento de água no p e r f i l de s o l o .
A T a b e l a 12 a p r e s e n t a as lâminas líquidas e t u r n o s de r e g a p a r a obtenção de 80% dos máximos r e n d i m e n t o s ; e s t a f o r ma de d e t e r m i n a r lâminas e t u r n o s de r e g a se b a s e i a no dêfi_
c i t hídrico no s o l o que os c u l t i v o s s u p o r t a m para o b t e r 80% dos r e n d i m e n t o s máximos.
Observa-se que na c u l t u r a do m i l h o em t o d o s os está g i o s de d e s e n v o l v i m e n t o , a c u l t u r a a p r e s e n t a v a l o r e s de lâmi_ nas e t u r n o s de r e g a mais adequados ao uso.da irrigação no que d i z r e s p e i t o ao uso e m a n e j o , comparado a m a n e i r a de i r r i g a r p a r a obtenção da p r o d u t i v i d a d e máxima. Os t u r n o s de r e ga e as lâminas de irrigação são m a i o r e s , d e v i d o a que os po t e n c i a i s m a t r i c i a i s p a r a p r o d u z i r 80% dos r e n d i m e n t o s , r e c o
-TABELA 12 - Lâminas e T u r n o s de Rega p a r a Obtenção de 80% da P r o d u t i v i d a d e Máxima.
CULTURA MES
SOLO A SOLO B SOLO C SOLO D SOLO E
CULTURA MES LÂMINA (mm) TURNO DE REGA (dias) LÂMINA (rrm) TURNO DE REGA (dias) LÂMINA (nm) TURNO DE REGA (dias) LÂMINA (mm) TURNO DE REGA (dias) IÂMINA (irni) TURNO DE REGA (dias) Fevereiro 10,74 3,11 12,56 3,64 16,50 4,78 17,61 5,10 10,95 3,17 Milho Março 11,22 2,95 14,39 3,79 19,23 5,06 19,42 5,11 13,85 3,64 A b r i l 17,19 4,66 19,90 5,39 27,45 7,44 24,85 6,73 22,62 6,13 Março 10,74 3,73 12,56 4,36 16,50 5,73 17,61 6,11 10,95 3,80 Feijão A b r i l 27,35 7,20 31,24 8,22 43,92 11,56 36,72 9,66 41,13 10,82 Maio 39,33 13,02 43,91 14,54 61,32 20,30 51,52 17,06 63,44 21,01 Julho 15,10 - 5,28 18,00 6,29 23,34 8,16 22,55 7,88 15,78 5,52 Tomate Agosto ' 21,80 4,95 25,57 5,81 29,77 6,77 29,57 6,72 27,21 6,18 Setembro 30,50 5,72 35,92 6,74 47,68 8,95 39,10 7,34 42,23 7,92 Outubro 37,89 8,77 43,54 10,08 58,80 13,61 47,62 11,02 55,20 12,78 Julho 20,32 7,85 24,90 9,61 29,02 11,20 28,62 11,05 21,87 8,44 Algodão Agosto 34,97 7,86 42,26 9,50 52,46 11,79 43,91 9,87 46,23 10,39 Algodão Setembro 47,29 8,96 56,36 10,67 71,44 13,53 57,63 10,91 67,60 12,80 Outubro 63,82 14,41 74,85 16,90 94,74 21,39 77,66 17,53 96,35 21,75