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Código Penal Comentado - Delmanto lei 1079 art 39 ate 67

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80 8011 Lei n° 1.079, de 10.4.50Lei n° 1.079, de 10.4.50

PARTE TERCEIRA

PARTE TERCEIRA

Título I

Título I

Capítulo I

Capítulo I

DOS MINISTROS DO SUPREMO

DOS MINISTROS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

TRIBUNAL FEDERAL

Art. 39.

Art. 39. São crimes de responsabilidade dos Ministros do Supremo São crimes de responsabilidade dos Ministros do Supremo Tribunal Federal:Tribunal Federal: 1.

1.alterar, por qualquer forma, exceto por via de recurso a decisão ou voto já proferido em sessãoalterar, por qualquer forma, exceto por via de recurso a decisão ou voto já proferido em sessão do Tribunal;

do Tribunal; 2.

2. proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa;proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa; 3.

3. exercer atividade político-partidária;exercer atividade político-partidária; 4.

4. ser patentemente desidioso no cumprimento dos deveres do cargo;ser patentemente desidioso no cumprimento dos deveres do cargo; 5.

5. proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções.proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções. Art. 39-A.

Art. 39-A. Constituem, também, crimes de responsabilidade do Presidente do Supremo TribunalConstituem, também, crimes de responsabilidade do Presidente do Supremo Tribunal Federal ou de

Federal ou de seu substituto quando no exercício da seu substituto quando no exercício da PresidêPresidência, as condutas previstas no ncia, as condutas previstas no art. 10art. 10 desta Lei, quando por eles ordenadas ou praticadas.

desta Lei, quando por eles ordenadas ou praticadas.

Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se aos Presidentes, e r

Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se aos Presidentes, e r espectivos substitutosespectivos substitutos quando no exercício da Presidência, dos Tribunais Superiores, dos Tribunais de Contas, dos Tribunais quando no exercício da Presidência, dos Tribunais Superiores, dos Tribunais de Contas, dos Tribunais Regionais Federais, do Trabalho e Eleitorais, dos Tribunais de Justiça e de Alçada dos Estados e do Regionais Federais, do Trabalho e Eleitorais, dos Tribunais de Justiça e de Alçada dos Estados e do Distrito Federal, e aos Juízes Diretores de Foro ou função equivalente no primeiro grau de jurisdição. Distrito Federal, e aos Juízes Diretores de Foro ou função equivalente no primeiro grau de jurisdição. ■ Artigo acrescentado pela Lei n° 10.028, de 19.10.00.

■ Artigo acrescentado pela Lei n° 10.028, de 19.10.00.

Capítulo II

Capítulo II

DO PROCURADOR-GERAL DA REPUBLICA

DO PROCURADOR-GERAL DA REPUBLICA

Art. 40.

Art. 40. São crimes de responsabilidade do Procurador-Geral da República:São crimes de responsabilidade do Procurador-Geral da República: 1.

1.emitir parecer, quando, por lei, seja suspeito na causa;emitir parecer, quando, por lei, seja suspeito na causa; 2.

2. recusar-se à prática de ato que lhe incumba;recusar-se à prática de ato que lhe incumba; 3.

3. ser patentemente desidioso no cumprimento de suas atribuições;ser patentemente desidioso no cumprimento de suas atribuições; 4.

4. proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo.proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo. ■ Vide

■ Vide art.art. 52, 11, da CR/88.52, 11, da CR/88. Art. 40-A.

Art. 40-A. Constituem, também, crimes de responsabilidade do Procurador-Geral da República, ou deConstituem, também, crimes de responsabilidade do Procurador-Geral da República, ou de seu substituto quando no exercício da

seu substituto quando no exercício da chefia do Ministério Público da União, as chefia do Ministério Público da União, as condutas previstas nocondutas previstas no art. 10 desta Lei, quando por eles ordenadas ou praticadas.

art. 10 desta Lei, quando por eles ordenadas ou praticadas. Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se: Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se:

II — ao Advogado-Geral da União;— ao Advogado-Geral da União;

IIII — aos Procuradores-Gerais do Trabalho, Eleitoral e Militar, aos Procuradores-Gerais de Justiça— aos Procuradores-Gerais do Trabalho, Eleitoral e Militar, aos Procuradores-Gerais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, aos Procuradores-Gerais dos Estados e do Distrito Federal, e aos dos Estados e do Distrito Federal, aos Procuradores-Gerais dos Estados e do Distrito Federal, e aos membros do Ministério Público da União e dos Estados, da Advocacia Geral da União, das membros do Ministério Público da União e dos Estados, da Advocacia Geral da União, das Procura-dorias dos Estados e do Distrito Federal, quando no exercício de função de chefia das unidades dorias dos Estados e do Distrito Federal, quando no exercício de função de chefia das unidades regionais ou locais das respectivas instituições.

regionais ou locais das respectivas instituições. ■ Artigo acrescentado pela Lei n° 10.028, de 19. 10.00. ■ Artigo acrescentado pela Lei n° 10.028, de 19. 10.00.

(2)
(3)

L Leeiinn°°11..007799,,dede1100..44..5500 880022

Título II

Título II

DO PROCESSO E JULGAMENTO

DO PROCESSO E JULGAMENTO

Capítulo I

Capítulo I

DA DENUNCIA

DA DENUNCIA

Art. 41.

Art. 41. É permitido a todo cidadão denunciar, perante o Senado Federal, os Ministros do SupremoÉ permitido a todo cidadão denunciar, perante o Senado Federal, os Ministros do Supremo

Tribunal Federal e o Procurador-Geral da República, pelos crimes de responsabilidade que cometerem Tribunal Federal e o Procurador-Geral da República, pelos crimes de responsabilidade que cometerem (arts. 39 e 40).

(arts. 39 e 40).

Art. 41-A.

Art. 41-A. Respeitada a prerrogativa de foro que assiste às autoridades a que se referem o parágrafoRespeitada a prerrogativa de foro que assiste às autoridades a que se referem o parágrafo

único do art. 39-A e o inciso II do parágrafo único do art. 40-A, as ações penais contra elas ajuizadas único do art. 39-A e o inciso II do parágrafo único do art. 40-A, as ações penais contra elas ajuizadas  pe

 pela la prprátiática ca dodos cs crimrimes es de de rerespspononsasabbiliilidadade de prprevevisistotos ns no o artart. 1. 10 0 dedeststa la leiei, s, sererão ão prprococesessasadadas es e  jul

 julgagadas das de ade acocordo rdo com com o ro rito ito instinstituituído ído pelpela La Lei n° ei n° 8.038.038, de 8, de 28 d28 de me maio aio de 19de 1990, p90, permermitiditido, a o, a todtodoo cidadão, o oferecimento da denúncia.

cidadão, o oferecimento da denúncia. ■ Artigo acrescentado pela Lei n

■ Artigo acrescentado pela Lei n2 2 10.028,10.028, de 19.10.00.de 19.10.00.

Art. 42.

Art. 42. A denúncia só poderá ser recebida se o denunciado não tiver, por qualquer motivo, deixadoA denúncia só poderá ser recebida se o denunciado não tiver, por qualquer motivo, deixado

definitivamente o cargo. definitivamente o cargo.

Art. 43.

Art. 43.A denúncia, assinada pelo denunciante com a firma reconhecida, deve ser acompanhada dosA denúncia, assinada pelo denunciante com a firma reconhecida, deve ser acompanhada dos

documentos que a comprovem ou da declaração de impossibilidade de apresentá-los, com a documentos que a comprovem ou da declaração de impossibilidade de apresentá-los, com a indicação do local onde possam ser encontrados. Nos crimes de que haja prova testemunhal, a indicação do local onde possam ser encontrados. Nos crimes de que haja prova testemunhal, a denúncia deverá conter o rol das testemunhas, em número de cinco, no mínimo.

denúncia deverá conter o rol das testemunhas, em número de cinco, no mínimo.

Art. 44.

Art. 44. Recebida a denúncia pela Mesa do Senado, será lida no expediente da sessão seguinte eRecebida a denúncia pela Mesa do Senado, será lida no expediente da sessão seguinte e

despachada a uma comissão especial, eleita para opinar sobre a mesma. despachada a uma comissão especial, eleita para opinar sobre a mesma.

Art. 45.

Art. 45. A comissão a que alude o artigo anterior reunir-se-á dentro de 48 (quarenta e oito) horas e,A comissão a que alude o artigo anterior reunir-se-á dentro de 48 (quarenta e oito) horas e,

depois de eleger o seu presidente e relator, emitirá parecer no prazo de 10 (dez) dias sobre se a depois de eleger o seu presidente e relator, emitirá parecer no prazo de 10 (dez) dias sobre se a denúncia deve ser, ou não, julgada objeto de deliberação. Dentro desse período poderá a comissão denúncia deve ser, ou não, julgada objeto de deliberação. Dentro desse período poderá a comissão  pr

 proocecedder er às às didililigêgêncnciaias s quque e jujulglgar ar nenececessssáráriaias.s.

Art. 46.

Art. 46. 0 parecer da comissão, com a denúncia e os documentos que a instruírem, será lido no0 parecer da comissão, com a denúncia e os documentos que a instruírem, será lido no

expediente de sessão do Senado, publicado no

expediente de sessão do Senado, publicado no Diário do Congresso Nacional Diário do Congresso Nacional e e  em avulsos, queem avulsos, que

deverão ser distribuídos entre os senadores, e dado para ordem do dia da sessão seguinte. deverão ser distribuídos entre os senadores, e dado para ordem do dia da sessão seguinte.

Art.

Art.47.0 parecer será submetido a uma só discussão, e a votação nominal, considerando-se aprovado47.0 parecer será submetido a uma só discussão, e a votação nominal, considerando-se aprovado

se reunir a maioria simples de votos. se reunir a maioria simples de votos.

Art. 48.

Art. 48.Se o Senado resolver que a denúncia não deve constituir objeto de deliberação, serão os papéisSe o Senado resolver que a denúncia não deve constituir objeto de deliberação, serão os papéis

arquivados. arquivados.

Art. 49.

Art. 49. Se a denúncia for considerada objeto de deliberação, a Mesa remeterá cópia de tudo aoSe a denúncia for considerada objeto de deliberação, a Mesa remeterá cópia de tudo ao

denunciado, para responder à acusação no prazo de 10 (dez) dias. denunciado, para responder à acusação no prazo de 10 (dez) dias.

Art. 50.

Art. 50. Se o denunciado estiver fora do Distrito Federal, a cópia lhe será entregue pelo Presidente doSe o denunciado estiver fora do Distrito Federal, a cópia lhe será entregue pelo Presidente do

Tribunal de Justiça do Estado em que se achar. Caso se ache fora do País ou em lugar incerto e não Tribunal de Justiça do Estado em que se achar. Caso se ache fora do País ou em lugar incerto e não sabido, o que será verificado pelo 1

sabido, o que será verificado pelo 1 22Secretário do Senado, a intimação far-se-á por edital, publicadoSecretário do Senado, a intimação far-se-á por edital, publicado no

no Diário do CDiário do C ongresso Nacional,ongresso Nacional, com a antecedência de 60 (sessenta) dias, aos quais se acrescerá,com a antecedência de 60 (sessenta) dias, aos quais se acrescerá, em comparecendo o denunciado, o prazo do art. 49.

em comparecendo o denunciado, o prazo do art. 49.

Art. 51.

Art. 51. Findo o prazo para a resposta do denunciado, seja esta recebida, ou não, a comissão daráFindo o prazo para a resposta do denunciado, seja esta recebida, ou não, a comissão dará

 pa

 parerececer, r, dedentntro ro dde e 110 0 (d(dezez) d) diaias, s, sosobbre re a a prprococededênêncicia a ou ou imimprprococededênêncicia a da da acacususaçaçãoão..

Art. 52.

Art. 52. Perante a comissão, o denunciante e o denunciado poderão comparecer pessoalmente ouPerante a comissão, o denunciante e o denunciado poderão comparecer pessoalmente ou

 por

 por proprocurcuradoador, ar, assissistir stir a toa todos dos os os atoatos e s e diligdiligêncências ias por por ela ela prapraticaticadosdos, inq, inquiruirir, rir, reinqeinquiruirir, cir, contontestestar ar  testemunhas e requerer a sua acareação. Para esse efeito, a comissão dará aos interessados testemunhas e requerer a sua acareação. Para esse efeito, a comissão dará aos interessados conhecimento das suas reuniões e das diligências a que deva proceder, com a indicação de lugar, dia conhecimento das suas reuniões e das diligências a que deva proceder, com a indicação de lugar, dia e hora.

e hora.

Art. 53.

Art. 53. Findas as diligências, a comissão emitirá sobre ela o seu parecer, que será publicado eFindas as diligências, a comissão emitirá sobre ela o seu parecer, que será publicado e

distribuído, com todas as peças que o instruírem, e dado para ordem do dia 48 (quarenta e oito) horas, distribuído, com todas as peças que o instruírem, e dado para ordem do dia 48 (quarenta e oito) horas, no mínimo, depois da distribuição.

no mínimo, depois da distribuição.

Art. 54.

Art. 54.Esse parecer terá uma só discussão e Esse parecer terá uma só discussão e considerar-se-á aprovado se, em votação nomconsiderar-se-á aprovado se, em votação nominal, reunir inal, reunir 

a maioria simples dos votos. a maioria simples dos votos.

(4)

803

803 Lei n° 1.079, de 10.4.50Lei n° 1.079, de 10.4.50

Art. 55.

Art. 55.

Se o Senado entender que não procede a acusação, serão os papéis arquivados. Caso decida

Se o Senado entender que não procede a acusação, serão os papéis arquivados. Caso decida

o contrário, a Mesa dará imediato conhecimento dessa decisão ao Supremo Tribunal Federal, ao

o contrário, a Mesa dará imediato conhecimento dessa decisão ao Supremo Tribunal Federal, ao

Presidente da República, ao denunciante e ao denunciado.

Presidente da República, ao denunciante e ao denunciado.

Art. 56.

Art. 56. Se o denunciado não estiver no Se o denunciado não estiver no Distrito Federal, a decisão ser-lhe-á comunicada à Distrito Federal, a decisão ser-lhe-á comunicada à requisiçãorequisição

da Mesa, pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado onde se achar. Se estiver fora do País ou

da Mesa, pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado onde se achar. Se estiver fora do País ou

em lugar incerto e não sabido, o que será verificado pelo 1

em lugar incerto e não sabido, o que será verificado pelo 1 22Secretário do Senado, far-se-á a intimaçãoSecretário do Senado, far-se-á a intimação mediante edital pelo

mediante edital pelo  Diário  Diário do Congresso Nacional,do Congresso Nacional,

com a antecedên

com a antecedência de

cia de 60 (sessenta) di

60 (sessenta) dias.

as.

Art. 57.

Art. 57. A decisão produzirá desde a data da sua intimação os seguintes efeitos contra o denunciado:A decisão produzirá desde a data da sua intimação os seguintes efeitos contra o denunciado: a.

a.

ficar suspenso do exercício das suas funções até sentença final;

ficar suspenso do exercício das suas funções até sentença final;

 b.

 b.

ficar sujeito à acusação criminal;ficar sujeito à acusação criminal; c.

c. perder, até se perder, até sentença finntença final, um terço doal, um terço dos vencimes vencimentos, que lhe ntos, que lhe será pago nserá pago no caso de ao caso de absolviçãobsolvição..

Capítulo II

Capítulo II

DA ACUSAÇÃO E DA DEFESA

DA ACUSAÇÃO E DA DEFESA

Art. 58.

Art. 58. Intimado o denunciante ou o seu procurador da decisão a que aludem os três últimos artigos,Intimado o denunciante ou o seu procurador da decisão a que aludem os três últimos artigos, ser-lhe-á dada vista do processo, na Secretaria do Senado, para, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, ser-lhe-á dada vista do processo, na Secretaria do Senado, para, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, oferecer o libelo acusatório e o rol das testemunhas. Em seguida abrir-se-á vista ao denunciado ou ao oferecer o libelo acusatório e o rol das testemunhas. Em seguida abrir-se-á vista ao denunciado ou ao

seu defensor, pelo mesmo prazo para oferecer a contrariedade e o rol das testemunhas.

seu defensor, pelo mesmo prazo para oferecer a contrariedade e o rol das testemunhas.

Art. 59.

Art. 59.Decorridos esses prazos, com o libelo e a contrariedade ou sem eles, serão os autos remetidos,Decorridos esses prazos, com o libelo e a contrariedade ou sem eles, serão os autos remetidos, em original, ao Presidente do Supremo Tribunal Federal, ou ao seu substituto legal, quando seja ele o em original, ao Presidente do Supremo Tribunal Federal, ou ao seu substituto legal, quando seja ele o

denunciado, comunicando-se-lhe o dia designado para o julgamento e convidando-o para presidir a

denunciado, comunicando-se-lhe o dia designado para o julgamento e convidando-o para presidir a

sessão.

sessão.

Art. 60.

Art. 60.

0 denunciante e o acusado serão notificados, pela forma estabelecida no art. 56, para

0 denunciante e o acusado serão notificados, pela forma estabelecida no art. 56, para

assistirem ao julgamento, devendo as testemunhas ser, por um magistrado, intimadas a comparecer 

assistirem ao julgamento, devendo as testemunhas ser, por um magistrado, intimadas a comparecer 

à requisição da Mesa.

à requisição da Mesa.

Parágrafo único. Entre a notificação e o julgamento deverá mediar o prazo mínimo de 10

Parágrafo único. Entre a notificação e o julgamento deverá mediar o prazo mínimo de 10 (dez) dias.(dez) dias. Art. 61.

Art. 61. No dia e hora marcados para o julgamen No dia e hora marcados para o julgamento, o Senado reunir-se-á, sob a presidêto, o Senado reunir-se-á, sob a presidência do Presidentencia do Presidente

do Supremo Tribunal Federal ou do seu substituto legal. Verificada a presença de número legal de

do Supremo Tribunal Federal ou do seu substituto legal. Verificada a presença de número legal de

senadores, será aberta a sessão e feita a chamada das partes, acusador e acusado, que poderão

senadores, será aberta a sessão e feita a chamada das partes, acusador e acusado, que poderão

comparecer pessoalmente ou pelos seus procuradores.

comparecer pessoalmente ou pelos seus procuradores.

Art. 62.

Art. 62. A revelia do acusador não importará transferência do julgamento, nem perempção da acusa-A revelia do acusador não importará transferência do julgamento, nem perempção da

acusa-ção.

ção.

§ § 1199..

A revelia do acusado determinará o adiamento do julgamento, para o qual o Presidente

A revelia do acusado determinará o adiamento do julgamento, para o qual o Presidente

designará novo dia, nomeando um advogado para defender o

designará novo dia, nomeando um advogado para defender o

revel.revel. § 2

§ 299..

Ao defensor nomeado será facultado o exame de todas as peças do processo.

Ao defensor nomeado será facultado o exame de todas as peças do processo.

Art. 63.

Art. 63. No dia definitivamente aprazado para o julgamento, verificado o núm No dia definitivamente aprazado para o julgamento, verificado o número legal de senadores,ero legal de senadores,

será aberta a sessão e facultado o ingresso às partes ou aos seus procuradores. Serão juízes todos

será aberta a sessão e facultado o ingresso às partes ou aos seus procuradores. Serão juízes todos

os senadores presentes, com exceção dos impedidos nos termos do art. 36.

os senadores presentes, com exceção dos impedidos nos termos do art. 36.

Parágrafo único. 0 impedimento poderá ser oposto pelo acusador ou pelo acusado e invocado por  Parágrafo único. 0 impedimento poderá ser oposto pelo acusador ou pelo acusado e invocado por 

qualquer senador.

qualquer senador.

Art. 64.

Art. 64.Constituído o Senado em tribunal de julgamento, o Presidente mandará ler o processo e, emConstituído o Senado em tribunal de julgamento, o Presidente mandará ler o processo e, em

seguida, inquirirá publicamente as testemunhas, fora da presença umas das outras.

seguida, inquirirá publicamente as testemunhas, fora da presença umas das outras.

Art. 65.

Art. 65.

0 acusador e o acusado, ou os seus procuradores, poderão reinquirir as testemunhas,

0 acusador e o acusado, ou os seus procuradores, poderão reinquirir as testemunhas,

contestá-Ias sem interrompê-Ias e requerer a sua acareação. Qualquer senador poderá requerer sejam contestá-Ias sem interrompê-Ias e requerer a sua acareação. Qualquer senador poderá requerer sejam

feitas as perguntas que julgar necessárias.

feitas as perguntas que julgar necessárias.

Art. 66.

Art. 66.

Finda a inquirição, haverá debate oral, facultadas a réplica e a tréplica entre o acusador e o

Finda a inquirição, haverá debate oral, facultadas a réplica e a tréplica entre o acusador e o

acusado, pelo prazo que o Presidente determinar.

acusado, pelo prazo que o Presidente determinar.

Parágrafo único. Ultimado o debate, retirar-se-ão as partes do recinto da sessão e abrir-se-á uma

Parágrafo único. Ultimado o debate, retirar-se-ão as partes do recinto da sessão e abrir-se-á uma

discussão única entre os senadores sobre o objeto da acusação.

discussão única entre os senadores sobre o objeto da acusação.

Art. 67.

Art. 67. Encerrada a discussão, fará o Presidente um relatório resumido dos fundamentos da acusaçãoEncerrada a discussão, fará o Presidente um relatório resumido dos fundamentos da acusação

e da defesa, bem como das respectivas provas, submetendo em seguida o caso a julgamento.

e da defesa, bem como das respectivas provas, submetendo em seguida o caso a julgamento.

(5)

Lei n° 1.079, de 10.4.50

804

Capítulo

III

DA

SENTENÇA

Art. 68.0 julgamento será feito, em votação nominal, pelos senado res desimpedidos que responderão "sim" ou "não" à seguinte pergunta enunciada pelo Presidente: "Cometeu o acusado o crime que lhe é imputado e deve ser condenado à perda do seu cargo?".

Parágrafo único. Se a resposta afirmativa obtiver, pelo menos, dois terços dos votos dos senadores presentes, o Presidente fará nova consulta ao plenário sobre o tempo não excedente de 5 (cinco) anos, durante o qual o condenado deverá ficar inabilitado para o exercício de qualquer função pública. Art. 69. De acordo com a decisão do Senado, o Presidente lavrará, nos autos, a sentença que será

assinada por ele e pelos senadores, que tiverem tomado parte no julgamento, e transcrita na ata. Art. 70. No caso de condenação, fica o acusado desde logo destituído do seu cargo. Se a sentença for absolutória, produzirá a imediata reabilitação do acusado, que voltará ao exercício do cargo, com

direito à parte dos vencimentos de que tenha sido privado.

Art. 71.Da sentença, dar-se-á imediato conhecimento ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal e ao acusado.

Art. 72. Se no dia do encerramento do Congresso Nacional não estiver concluído o processo ou  julgamento d e Ministro do Sup remo T ribu nal Fe deral ou do Pro curador-Geral da Rep ública, de verá ele

ser convocado extraordinariamente pelo terço do Senado Federal.

Art. 73. No processo e julgamento de Ministro do Supremo Tribunal, ou do Procurador-Geral da República, serão subsidiários desta Lei, naquilo em que lhes forem aplicáveis, o Regimento Interno do Senado Federal e o Código de Processo Penal.

PARTE QUARTA

Título Único

Capítulo I

DOS GOVERNADORES E SECRETÁRIOS DOS ESTADOS

Art. 74. Constituem crimes de responsabilidade dos governadores dos Estados ou dos seus secretá-rios, quando por eles praticados, os atos definidos como crimes nesta Lei.

■ Quanto aos crimes de responsabilidade do governador do Distrito Federal e de seus secretários, vide Lei n2 7.106, de 28.6.83.

Capítulo II

DA DENÚNCIA, ACUSAÇÃO E JULGAMENTO

Art. 75. É permitido a todo cidadão denunciar o governador perante a Assembléia Legislativa, por  crime de responsabilidade.

Art. 76. A denúncia, assinada pelo denunciante e com a firma reconhecida, deve ser acompanhada dos documentos que a comprovem, ou da declaração de impossibilidade de apresentá-los, com a indicação do local em que possam ser encontrados. Nos crimes de que houver prova testemunhal, conterá o rol das testemunhas, em número de cinco pelo menos.

(6)

80 5 Lei n2 1.079, de 10.4.50

Parágrafo único. Não será recebida a denúncia depois que o governador, por qualquer motivo, houver deixado definitivamente o cargo.

Art. 77. Apresentada a denúncia e julgada objeto de deliberação, se a Assembléia Legislativa, por  maioria absoluta, decretar a procedência da acusação, será o Governador imediatamente suspenso de suas funções.

Art. 78. O Governador será julgado, nos crimes de responsabilidade, pela forma que determinar a Constituição do Estado e não poderá ser condenado, senão à perda do cargo, com inabilitação, até 5 (cinco) anos, para o exercício de qualquer função pública, sem prejuízo da ação da justiça comum.

§ 1°. Quando o tribunal de julgamento for de jurisdição mista, serão iguais, pelo número, os representantes dos órgãos que o integrarem, excluído o Presidente, que será o Presidente do Tribunal de Justiça.

§ 22. Em qualquer hipótese, só poderá ser decretada a condenação pelo voto de dois terços dos

membros de que se compuser o tribunal de julgamento.

§ 32. Nos Estados, onde as Constituições não determinarem o processo nos crimes de responsa-bilidade dos governadores, aplicar-se-á o disposto nesta Lei, devendo, porém, o julgamento ser  proferido por um tribunal composto de cinco membros do Legislativo e de cinco desembargadores, sob a presidência do Presidente do Tribunal de Justiça local, que terá direito de voto no caso de empate.  A escolha desse tribunal será feita — a dos membros do Legislativo — mediante eleição pela  Assembléia; a dos desembargadores, mediante sorteio.

§ 42. Esses atos deverão ser executados dentro em 5 (cinco) dias contados da data em que a  Assembléia enviar ao Presidente do Tribunal de Justiça os autos do processo, depois de decretada a

procedência da acusação.

Art. 79. No processo e julgamento do governador serão subsidiários desta Lei naquilo em que lhe forem aplicáveis, assim o regimento interno da Assembléia Legislativa e do Tribunal de Justiça, como o Código de Processo Penal.

Parágrafo único. Os secretários de Estado, nos crimes conexos com os dos governadores, serão sujeitos ao mesmo processo e julgamento.

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 80. Nos crimes de responsabilidade do Presidente da República e dos Ministros de Estado, a Cãmara dos Deputados é tribunal de pronúncia e o Senado Federal, tribunal de julgamento; nos crimes de responsabilidade dos Ministros do Supremo Tribunal Federal e do Procurador-Geral da República, o Senado Federal é, simultaneamente, tribunal de pronúncia e julgamento.

Parágrafo único. O Senado Federal, na apuração e julgamento dos crimes de responsabilidade, funciona sob a presidência do Presidente do Supremo Tribunal, e só proferirá sentença condenatória pelo voto de dois terços dos seus membros.

Art. 81. A declaração de procedência da acusação nos crimes de responsabilidade só poderá ser  decretada pela maioria absoluta da Câmara que a proferir.

Art. 82. Não poderá exceder de 120 (cento e vinte) dias, contados da data da declaração da procedência da acusação, o prazo para o processo e julgamento dos crimes definidos nesta Lei. Art. 83. Esta Lei entrará em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 10 de abril de 1950; 1292 da Independência e 622 da República.

EuRico G. DUTRA Honório Monteiro

(7)

Lei n° 1.521, de 26.12.51

806

LEI N° 1.521, DE 26 DE DEZEMBRO DE 1951

 Altera dispositivos da legislação vigente sobre crimes contra a economia popular. O Presidente da República

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1°. Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes e as contravenções contra a economia popular. Esta Lei regulará o seu julgamento.

Art. 22. São crimes desta natureza:

I. recusar individualmente em estabelecimento comercial a prestação de serviços essenciais à subsistência; sonegar mercadoria ou recusar vendê-la a quem esteja em condições de comprar a pronto pagamento;

II. favorecer ou preferir comprador ou freguês em detrimento de outro, ressalvados os sistemas de entrega ao consumo por intermédio de distribuições ou revendedores;

III. exporá venda ou vender mercadoria ou produto alimentício, cujo fabrico haja desatendido a determinações oficiais, quanto ao peso e composição;

IV. negar ou deixar o fornecedor de serviços essenciais de entregar ao freguês a nota relativa à prestação de serviço, desde que a importância exceda de Cr$ 15,00 (quinze cruzeiros), e com a indicação do preço, do nome e endereço do estabelecimento, do nome da firma ou responsável, da data e local da transação e do nome e residência do freguês;

V. misturar gêneros e mercadorias de espécies diferentes, expô-los à venda ou vendê-los como puros; misturar gêneros e mercadorias de qualidades desiguais para expô-los à venda ou vendê-los por preço marcado para os de mais alto custo;

VI. transgredir tabelas oficiais de gêneros e mercadorias, ou de serviços essenciais, bem como expor à venda ou oferecer ao público ou vender tais gêneros, mercadorias ou serviços, por preço superior ao tabelado, assim como não manter afixadas, em lugar visível e de fácil leitura, as tabelas de preços aprovadas pelos órgãos competentes;

VII. negar ou deixar o vendedor de fornecer nota ou caderno de venda de gêneros de primeira necessidade, seja à vista ou a prazo, e cuja importância exceda de Cr$ 10,00 (dez cruzeiros), ou de especificar na nota ou caderno — que serão isentos de selo — o preço da mercadoria vendida, o nome e o endereço do estabelecimento, a firma ou o responsável, a data e local da transação e o nome e

residência do freguês;

VIII. celebrar ajuste para impor determinado preço de revenda ou exigir do comprador que não compre de outro vendedor;

IX. obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos ("bola de neve", "cadeias", "pichardismo" e quaisquer outros equivalentes);

X. violar contrato de venda a prestações, fraudando sorteios ou deixando de entregar a coisa vendida, sem devolução das prestações pagas, ou descontar destas, nas vendas com reserva de domínio, quando o contrato for rescindido por culpa do comprador, quantia maior do que a correspon-dente à depreciação do objeto;

XI. fraudar pesos ou medidas padronizadas em lei ou regulamentos; possui-los ou detê-los, para efeitos de comércio, sabendo estarem fraudados:

Pena — detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa de Cr$ 2.000,00 (dois mil cruzeiros) a Cr$ 50.000,00 (cinqüenta mil cruzeiros).

■ Vide  art. 2 2 da Lei n° 7.209/84 sobre pena de multa.

Parágrafo único. Na configuração dos crimes previstos nesta Lei, bem como na de qualquer outra de defesa de economia popular, sua guarda e seu emprego, considerar-se-ão como de primeira necessidade, ou necessários ao consumo do povo, os gêneros, artigos, mercadorias e qualquer outra espécie de coisas ou bens indispensáveis à subsistência do indivíduo em condições higiênicas e ao exercício normal de suas atividades; estão compreendidos nesta definição os artigos destinados à alimentação, ao vestuário e à iluminação, os terapêuticos ou sanitários, o combustível, a habitação e os materiais de construção.

(8)

807

Lei n° 1.521, de 26.12.51

Art. 32. São também crimes dessa natureza:

I. destruir ou inutilizar, intencionalmente e sem autorização legal, com o fim de determinar alta de preços, em proveito próprio ou de terceiro, matérias-primas ou produtos necessários ao consumo do povo;

II. abandonar ou fazer abandonar lavoura ou plantações, suspender ou fazer suspender a atividade de fábricas, usinas ou quaisquer estabelecimentos de produção, ou meios de transporte, mediante indenização paga pela desistência da competição;

III. promover ou participar de consórcio, convênio, ajuste, aliança ou fusão de capitais, com o fim de impedir ou dificultar, para o efeito de aumento arbitrário de lucros, a concorrência em matéria de produção, transportes ou comércio;

IV. reter ou açambarcar matérias-primas, meios de produção ou produtos necessários ao consu-mo do povo, com o fim de dominar o mercado em qualquer ponto do País e provocar a alta dos preços;

V. vender mercadorias abaixo do preço de custo com o fim de impedir a concorrência;

VI. provocar a alta ou baixa de preços de mercadorias, títulos públicos, valores ou salários por  meio de noticias falsas, operações fictícias ou qualquer outro artifício;

VII.dar indicações ou fazer afirmações falsas em prospectos ou anúncios, para o fim de substitui-ção, compra ou venda de títulos, ações ou quotas;

VIII. exercer funções de direção, administração ou gerência de mais de uma empresa ou sociedade do mesmo ramo de indústria ou comércio com o fim de impedir ou dificultar a concorrência;

IX. gerir fraudulenta ou temerariamente bancos ou estabelecimentos bancários, ou de capitaliza-ção; sociedades de seguros, pecúlios ou pensões vitalícias; sociedades para empréstimos ou finan-ciamento de construções e de vendas de imóveis a prestações, com ou sem sorteio ou preferência por meio de pontos ou quotas; caixas econômicas; caixas Raiffeisen; caixas mútuas, de beneficência, socorros ou empréstimos; caixas de pecúlio, pensão e aposentadoria; caixas construtoras; coopera-tivas; sociedades de economia coletiva, levando-as à falência ou à insolvência, ou não cumprindo qualquer das cláusulas contratuais com prejuízo dos interessados;

X. fraudar de qualquer modo escriturações, lançamentos, registros, relatórios, pareceres e outras informações devidas a sócios de sociedades civis ou comerciais, em que o capital seja fracionado em ações ou quotas de valor nominativo igual ou inferior a Cr$1.000,00 (um mil cruzeiros) com o fim de sonegar lucros, dividendos, percentagens, rateios ou bonificações, ou de desfalcar ou desviar fundos de reserva ou reservas técnicas:

Pena — detenção, de 2 (dois) anos a 10 (dez) anos, e multa de Cr$ 20 .000,0 0 (vinte mil cruzeiros) a Cr$ 100 .000 ,00 (cem mil cruzeiros).

■ Sobre pena de multa, vide art.2° da Lei n° 7.209/84.

Art. 42. Constitui crime da mesma natureza a usura pecuniária ou real, assim se considerando:

a. cobrar juros, comissões ou descontos percentuais, sobre dívidas em dinheiro, superiores à taxa permitida por lei; cobrar ágio superior à taxa oficial de câmbio, sobre quantia permutada por moeda estrangeira; ou, ainda, emprestar sob penhor que seja privativo de instituição oficial de crédito;

b. obter, ou estipular, em qualquer contrato, abusando da premente necessidade, inexperiência ou leviandade de outra parte, lucro patrimonial que exceda o quinto do valor corrente ou justo da prestação feita ou prometida:

Pena — detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa Cr$ 5.000,00 (cinco mil cruzeiros) a Cr$ 20.0 00,0 0 (vinte mil cruzeiros).

■Sobre pena de multa, vide art.2° da Lei n° 7.209/84.

§ 1°. Nas mesmas penas incorrerão os procuradores, mandatários ou mediadores que intervierem na operação usurária, bem como os cessionários de crédito usurário que, cientes de sua natureza

lícita, o fizerem valer em sucessiva transmissão ou execução judicial. § 2°. São circunstâncias agravantes do crime de usura:

I.ser cometido em época de grave crise econômica; II. ocasionar grave dano individual;

III.dissimular-se a natureza usurária do contrato; IV. quando cometido:

a. por militar, funcionário público, ministro de culto religioso; por pessoa cuja condição econômi-co-social seja manifestamente superior à da vítima;

b. em detrimento de operário ou de agricultor; de menor de 18 (dezoito) anos ou de deficiente mental, interditado ou não.

(9)

Lei n° 1.521, de 26.12.51 808

§ 32. A estipulação de juros ou lucros usurários será nula, devendo o juiz ajustá-los à medida legal, ou, caso já tenha sido cumprida, ordenar a restituição da quantia paga em excesso, com os juros legais a contar da data do pagamento indevido.

■ Vide art. 192, § 32 ,, da CR/88.

Art. 52. Nos crimes definidos nesta Lei haverá suspensão da pena e livramento condicional em todos

os casos permitidos pela legislação comum. Será a fiança concedida nos termos da legislação em vigor, devendo ser arbitrada dentro dos limites de Cr$ 5.000,00 (cinco mil cruzeiros) a Cr$ 50.000,00 (cinqüenta mil cruzeiros), nas hipóteses do art 22, e dentro dos limites de Cr$ 10.000,00 (dez mil

cruzeiros), a Cr$ 100.000,00 (cem mil cruzeiros) nos demais casos, reduzida a metade dentro desses

l imites, quando o infrator for empregado do estabelecimento comercial ou industrial, ou não ocupe

cargo ou posto de direção dos negócios.

■ Redação determinada pela Lei n2 3.290, de 23.10.57.

Art. 62. Verificado qualquer crime contra a economia popular ou contra a saúde pública (Capítulo Ill

do Título VIII do Código Penal) e atendendo à gravidade do fato, sua repercussão e efeitos, o juiz, na sentença, declarará a interdição de direito, determinada no art. 69, IV, do Código Penal, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano assim como, mediante representação da autoridade policial, poderá decretar, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, a suspensão provisória, pelo prazo de 15 (quinze) dias, do exercício da profissão ou atividade do infrator.

■Vide atual art. 47 do CP.

Art. 72. Os juízes recorrerão de ofício sempre que absolverem os acusados em processo por crime

contra a economia popular ou contra a saúde pública, ou quando determinarem o arquivamento dos autos do respectivo inquérito policial.

Art. 82. Nos crimes contra a saúde pública, os exames periciais serão realizados, no Distrito Federal,

 pelas repartições da Secretaria Geral da Saúde e Assistência e da Secretaria da Agricultura, Indústria e Comércio da Prefeitura ou pelo Gabinete de Exames Periciais do Departamento de Segurança Pública e, nos Estados e Territórios, pelos serviços congêneres, valendo qualquer dos laudos como corpo de delito.

Art. 92

. ( Revogado pela Lei n

6.649, de 16.5.79.)

■ Acerca da locação de imóveis urbanos, vide Lei n2 8.245/91.

Art. 10.Terá forma sumária, nos termos do Capítulo V, Título II, Livro II, do Código de Processo Penal,

o processo das contravenções e dos crimes contra a economia popular, não submetidos ao julgamento  pelo Júri.

§ 12. Os autos policiais (inquérito ou processo iniciado por portaria) deverão terminar no prazo de 10 (dez) dias.

§ 22. 0 prazo para oferecimento da denúncia será de 2 (dois) dias, esteja ou não o réu preso. § 32. A sentença do juiz será proferida dentro do prazo de 30 (trinta) dias contados do recebimento dos autos da autoridade policial (art. 536 do Código de Processo Penal).

§ 42. A retardação injustificada, pura e simples, dos prazos indicados nos parágrafos anteriores importa em crime de prevaricação (art. 319 do Código Penal).

Art. 11. No Distrito Federal, o processo das infrações penais relativas à economia popular caberá,

indistintamente, a todas as varas criminais com exceção das 1 2 e 202

, observadas as disposições quanto aos crimes da competência do Júri de que trata o art. 12.

Arts. 12 a 30. (Revogados pelo Decreto-Lei n°2, de 14.1.66.)

■ Esses dispositivos tratavam do Tribunal do Júri para os crimes contra a economia popular. Cf., a respeito, art. 5 2

, XXXVIII, d, da CR/88.

... . Art. 33. Esta Lei entrará em vigor 60 (sessenta) dias depois de sua publicação, aplicando-se aos

 processos iniciados na sua vigência.

Art. 34. Revogam-se as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 26 de dezembro de 1951; 1302da Independência e 632da República.

GETÚLI0 VARGAS

FranciscoNegrão de Lima

(10)

809 Lei n° 1.579, de 18.3.52

LEI N

9

1.579, DE 18 DE MARÇO DE 1952

Dispõe sobre as Comissões Parlamentares de Inquérito. ■ Vide art. 58 e §§ 1° a 4° da CR/88.

O Presidente da República

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art.1° .As Comissões Parlamentares de Inquérito, criadas na forma do art. 53 da Constituição Federal,

terão ampla ação nas pesquisas destinadas a apurar os fatos determinados que deram origem à sua formação.

■ Refere-se à CR de 1946.

Parágrafo único. A criação de Comissão Parlamentar de Inquérito dependerá de deliberação plenária, se não for determinada pelo terço da totalidade dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado.

Art.2

2

. No exercício de suas atribuições, poderão as Comissões Parlamentares de Inquérito determinar 

as diligências que reputarem necessárias e requerer a convocação de ministros de Estado, tomar o depoimento de quaisquer autoridades federais, estaduais ou municipais, ouvir os indiciados, inquirir  testemunhas sob compromisso, requisitar de repartições públicas e autárquicas informações e docu-mentos, e transportar-se aos lugares onde se fizer mister a sua presença.

Art. 32. Indiciados e testemunhas serão intimados de acordo com as prescrições estabelecidas na

legislação penal.

Parágrafo único. Em caso de não-comparecimento da testemunha sem motivo justificado, a sua intimação será solicitada ao juiz criminal da localidade em que resida ou se encontre, na forma do art. 218 do Código de Processo Penal.

Art. 42. Constitui crime:

I.impedir, ou tentar impedir, mediante violência, ameaça ou assuadas, o regular funcionamento de Comissão Parlamentar de Inquérito, ou o li vre exercício das atribuições de qualquer dos seus membros:

Pena — a do art. 32 9 do Código Penal;

II. fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, tradutor ou intérprete, perante a Comissão Parlamentar de Inquérito:

Pena — a do art. 342 do Código Penal.

A r t . 59. AsComissões Parlamentares de Inquérito apresentarão relatório de seus trabalhos à respectiva

Câmara, concluindo por projeto de resolução. § 1 Q

. Se forem diversos os fatos objeto de inquérito, a comissão dirá, em separado, sobre cada um, podendo fazê-lo antes mesmo de finda a investigação dos demais.

§ 2°. A incumbência da Comissão Parlamentar de Inquérito termina com a sessão legislativa em que tiver sido o utorgada, salvo deliberação da respectiva Camara, p rorrogando-a dentro da legislatura em curso.

Art. 62. 0 processo e a instrução dos inquéritos obedecerão ao que prescreve esta Lei, no que lhes

for aplicável, às normas do processo penal.

Art. 72. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 18 de março de 1952; 13 12 da Independência e 642da República.

GETÚLIO VARGAS (Publicada no DOU de 21.3.52.)

(11)

Lei n° 2.252, de 1 .7.54 81 0

LEI N

2

2.252, DE 1

2

DE JULHO DE 1954

Dispõe sobre a corrupção de menores. O Presidente da República

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1Q

.Constitui crime, punido com a pena de reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa, corromper 

ou facilitar a corrupção de pessoa menor de 18 (dezoito) anos, com ela praticando infração penal ou induzindo-a a praticá-la.

■Vide art. 2 2 

da Lei n° 7.209, de 11.7.84, sobre pena de multa. Art. 22. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Art. 32

. Revogam-se as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 12 de julho de 1954; 1332 da Independência e 662 da República.

GETÚLIO VARGAS

(Publicada no DOU de 3.7.54.)

LEI N

2

2.889, DE 1

 4

DE OUTUBRO DE 1956

Define e pune o crime de genocídio. ■Vide art. 12 da Lei n

8.072, de 25.7.90 (Lei dos Crimes Hediondos). O Presidente da República

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 12. Quem, com a intenção de destruir, no todo ou em parte, grupo nacional, étnico, racial ou religioso, como tal:

a. matar membros do grupo;

b. causar lesão grave à integridade física ou mental de membros do grupo;

c. submeter intencionalmente o grupo a condições de existência capazes de ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial;

d. adotar medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo; e. efetuar a transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo.

Será punido:

—com as penas do art. 121, § 22, do Código Penal, no caso da letra a ;

—com as penas do art. 129, § 22, no caso da letra b; —com as penas do art. 270, no caso da letra c; — com as penas do art. 125, no caso da letra d; — com as penas do art. 148, no caso da letra e .

Art. 22

. Associarem-se mais de três pessoas para prática dos crimes mencionados no artigo anterior: Pena — metade da cominada aos crimes ali previstos.

Art. 32

. Incitar, direta e publicamente, alguém a cometer qualquer dos crimes de que trata o art. 12:

Pena — metade das penas ali cominadas.

§ 12. A pena pelo crime de incitação será a mesma do crime incitado, se este se consumar. § 22. A pena será aumentada de um terço, quando a incitação for cometida pela imprensa.

Art. 42. A p ena será agra vad a de u m terço, no caso d os arts. 1 2, 22e 3 2, quando cometido o crime por 

governante ou funcionário público. Art. 52.

Será punida com dois terços das respectivas penas a tentativa dos crimes definidos nesta Lei Art. 62

. Os crimes de que trata esta Lei não serão considerados crimes políticos para efeitos de

(12)

81 1 Lei n23.924, de 2 6.7.61

Art. 72. Revogam-se as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 1 2de outubro de 1956; 1352da Independência e 682da República.

JUSCELINO KUBITSCHEK

Nereu Ramos (Publicada noDO U de 2. 10.56.)

LEI N

2

3.924, DE 26 DE JULHO DE 1961

Dispõe sobre os monumentos arqueológicos e pré-históricos. ■Vide notas aos arts. 163, parágrafo único, Ill (crime de dano qualificado), e 165 (dano em coisa de valor artístico, arqueológico ou histórico) do CP. Vide, também, Lei n° 9.605, de 12.2.98, arts. 62 a 65.

Capítulo I

Art. 12. Os monumentos arqueológicos ou pré-históricos de qualquer natureza existentes no território

nacional e todos os elementos que neles se encontram ficam sob a guarda e proteção do Poder Público, de acordo como que estabelece o art. 175 da Constituição Federal.

Parágrafo único. A propriedade da superfície, regida pelo direito comum, não inclui a das jazidas arqueológicas ou pré-históricas, nem a dos objetos nelas incorporados na forma do a rt. 152 da mesma Constituição.

■ Refere-se à CR de 1946. Art. 22

. Consideram-se monumentos arqueológicos ou pré-históricos:

a. as jazidas de qualquer natureza, origem ou finalidade, que representem testemunhos da cultura dos paleoameríndios do Brasil, tais como sambaquis, montes artificiais ou tesos, poços sepul-crais, jazigos, aterrados, estearias e quaisquer ou tras não especificadas aqui, mas de significado

idêntico, a juízo da autoridade competente;

b. os sítios nos quais se encontram vestígios positivos de ocupação pelos paleoameríndios, tais como grutas, lapas e abrigos sob rocha;

c. os sítios identificados como cemitérios, sepulturas ou locais de pouso prolongado ou de aldeamento, "estações" e "cerãmios" nos quais se encontrem vestígios humanos de interesse arqueológico ou paleoetinográfico;

d. as inscrições rupestres ou locais como sulcos de polimentos de utensílios e outros vestígios de atividade de paleoameríndios.

Art. 32. São proibidos em todo o território nacional o aproveitamento econômico, a destruição ou

mutilação, para qualquer fim, das jazidas arqueológicas ou pré-históricas conhecidas como samba-quis, casqueiros, concheiros, birbigueiras ou sernambis, e bem assim dos sítios, inscrições e objetos enumerados nas alíneas b, c e d do artigo anterior, antes de serem devidamente pesquisados, respeitadas as concessões anteriores e não caducas.

Art. 42.Toda a pessoa, natural ou jurídica, que na data da publicação desta Lei já estiver procedendo,

para fins econômicos ou outros, à exploração de jazidas arqueológicas ou pré-históricas, deverá comunicar à Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, dentro de 60 (sessenta) dias, sob pena de multa de dez mil a cinqüenta mil cruzeiros, o exercício dessa atividade, para efeito de exame, registro, fiscalização e salvaguarda do interesse da ciência.

Art. 52

. Qualquer ato que importe na destruição ou mutilação dos monumentos a que se refere o art.

22desta Lei será considerado crime contra o Patrimônio Nacional e, como tal, punível de acordo com o disposto nas leis penais.

(13)

Lei n°4.117, de 27.8.62

812

Art. 29. Aos infratores desta Lei serão aplicadas as sanções dos

arts.

163 a 167 do Código Penal, conforme o caso, sem prejuízo de outras penalidades cabíveis.

Brasília, 26 de julho de 1961 ; 1402 da independência e 732

da República.

JANTO QUADROS (Publicada no DOU de 27.7.61. Íntegra na RT 312/771 e Lex 1961/750.)

LEI N24.117, DE 27 DE AGOSTODE 1962

Institui o Código Brasileiro de Telecomunicações. ■Vide Lei n° 9.472, de 16.7.97, que estipula crime referente ao desenvolvimento clandestino de

atividades de telecomunicação. Vide, também, art. 5 2 , Xll, da CR/88.

...

Art. 53. Constitui abuso, no exercício da liberdade da radiodifusão, o emprego desse meio de comunicação para a prática de crime ou contravenção previstos na legislação em vigor no País, inclusive:

a. incitar a desobediência às leis ou decisões judiciárias;

b. divulgar segredos de Estado ou assuntos que prejudiquem a defesa nacional; c. ultrajar a honra nacional;

d. fazer propaganda de guerra ou de processos de subversão da ordem política e social; e. promover campanha discriminatória de classe, cor, raça ou religião;

t insuflar a rebeldia ou a indisciplina nas forças armadas ou nas organizações de segurança pública;

g. comprometer as relações internacionais do País; h. ofender a moral familiar, pública, ou os bons costumes;

L caluniar, injuriar ou difamar os Poderes Legislativo, Executivo ou Judiciário ou os respectivos membros;

 /: veicular notícias falsas, com perigo para a ordem pública, econômica e social;

I. colaborar na prática de rebeldia, desordens ou manifestações proibidas.

Parágrafo único. Se a divulgação das notícias falsas houver resultado de erro de informação e for  objeto de desmentido imediato, a nenhuma penalidade ficará sujeita a concessionária ou permissio-nária.

■ Artigo com redação determinada pelo Decreto-Lei n° 236, de 28.2.67.

Art. 54. São livres as críticas e os conceitos desfavoráveis, ainda que veementes, bem como a narrativa de fatos verdadeiros, guardadas as restrições estabelecidas em lei, inclusive de atos de qualquer dos poderes do Estado.

Art. 55. É inviolável a telecomunicação nos termos desta Lei.

Art. 56. Pratica crime de violação de telecomunicação quem, transgredindo lei ou regulamento, exiba autógrafo ou qualquer documento do arquivo, divulgue ou comunique, informe ou capte, transmita a outrem ou utilize o conteúdo resumo, significado, interpretação, indicação ou efeito de qualquer  comunicação dirigida a terceiro.

§ 12. Pratica, também, crime de violação de telecomunicações quem ilegalmente receber, divulgar  ou utilizar, telecomunicação interceptada.

§ 22. Somente os serviços fiscais das estações e postos oficiais poderão interceptar

telecomunica-ção.

Art. 57. Não constitui violação de telecomunicação:

I. a recepção de telecomunicação dirigida por quem diretamente ou como cooperação esteja legalmente autorizado;

(14)

81 3 Lei n° 4.117, de 27.8.62

a. ao destinatário da telecomunicação ou a seu representante legal; b. aos intervenientes necessários ao curso da telecomunicação;

c.ao comandante ou chefe, sob cujas ordens imediatas estiver servindo; d. aos fiscais do governo junto aos concessionários ou permissionários; e. ao juiz competente, mediante requisição ou intimação deste.

Parágrafo único. Não estão compreendidas nas proibições contidas nesta Lei as radiocomunica-ções destinadas a ser livremente recebidas, as de amadores, as relativas a navios e aeronaves em

perigo, ou as transmitidas nos casos de calamidade pública.

Art. 58. Nos crimes de violação da telecomunicação, a que se referem esta Lei e o art. 151 do Código Penal, caberão, ainda, as seguintes penas:

I. para as concessionárias ou permissionárias as previstas nos arts. 62 e 63, se culpados por  ação ou omissão e independentemente da ação criminal;

II. para as pessoas físicas:

a.1 (um) a 2 (dois) anos de detenção ou perda de cargo ou emprego, apurada a responsabilidade em processo regular, iniciado com o afastamento imediato do acusado até decisão final; b. para autoridade responsável por violação da telecomunicação, as penas previstas na

legisla-ção em vigor serão aplicadas em dobro;

c. serão suspensos ou cassados, na proporção da gravidade da infração, os certificados dos operadores profissionais e dos amadores responsáveis pelo crime de violação da telecomu-nicação.

■ Artigo com redação determinada pelo Decreto-Lei n° 236, de 28.2.67. Art. 59.  As penas por infração desta Lei são:

a.multa, até o valor de Cr$ 10.0 00,0 0 (dez mil cruzeiros); b. suspensão, até 30 (trinta) dias;

c. cassação; d.detenção.

§ 1°. Nas infrações em que, a juízo do CONTEL, não se justificar a aplicação de pena, o infrator  será advertido, considerando-se a advertência como agravante na aplicação de penas por inobser-vância do mesmo ou de outro preceito desta Lei.

§ 2°. A pena de multa poderá ser aplicada isolada ou conjuntamente, com outras sanções especiais estatuídas nesta Lei.

§ 3°. O valor das multas será atualizado de 3 (três) em 3 (três) anos, de acordo com os níveis de correção monetária.

■ Artigo e parágrafos com redação determinada pelo Decreto-Lei n° 236, de 28.2.67. Art. 60. A aplicação das penas desta Lei compete:

a.ao CONTEL: multa e suspensão, em qualquer caso; cassação, quando se tratar de permissão; b. ao Presidente da República: cassação, mediante representação do CONTEL em parecer 

fundamentado.

■ Artigo com redação determinada pelo Decreto-Lei n° 236, de 28.2.67.

Art. 61. A pena será imposta de acordo com a infração cometida, considerados os seguintes fatores: a. gravidade da falta;

b. antecedentes da entidade faltosa; c. reincidência específica.

Parágrafo único. Se a concessão ou permissão abranger mais de uma emissora, a penalidade que recair sobre uma delas não atingirá as demais inocentes.

■ Artigo com redação determinada pelo Decreto-Lei n° 236, de 28.2.67.

Art. 62. A pena de multa poderá ser aplicada por infração de qualquer dispositivo legal, ou quando a concessionária ou permissionária não houver cumprido, dentro do prazo estipulado, exigência que tenha sido feita pelo CONTEL.

■ Artigo com redação determinada pelo Decreto-Lei n° 236, de 28.2.67. Art. 63. A pena de suspensão poderá ser aplicada nos seguintes casos:

(15)

Lei n2 4.117, de 27.8.62 81 4

b. infração à liberdade de manifestação do pensamento e de informação (Lei n° 5.250, de 9 de fevereiro de 1967);

c. quando a concessionária ou p ermissionária não houver cumprido, dentro do prazo estipulado, exigência que lhe tenha sido feita pelo CONTEL;

d. quando seja criada situação de perigo de vida;

e. utilização de equipamentos diversos dos aprovados ou instalações fora das especificações técnicas constantes da portaria que as tenha aprovado;

f. execução de serviço para o qual não está autorizado.

Parágrafo único. No caso das letras d, e e f deste artigo, poderá ser determinada a interrupção do serviço pelo agente fiscalizador, ad referendum do CONTEL.

■ Artigo e parágrafo com redação determinada pelo Decreto-Lei n°236, de 28.2.67. Art. 64.  A pena de cassação poderá ser imposta nos seguintes casos:

a. infringência do art. 53;

b. reincidência em infração anteriormente punida com suspensão;

c.interrupção do funcionamento por mais de 30 (trinta) dias consecutivos, exceto quando tenha, para isso, obtido autorização prévia do CONT EL;

d. superveniência da incapacidade legal, técnica, financeira ou econômica para execução dos serviços da concessão ou permissão;

e. não haver a concessionária ou permissionária, no prazo estipulado, corrigido as irregularida-des motivadoras da suspensão anteriormente imposta;

f. não haver a concessionária ou permissionária cumprido as exigências e prazos estipulados, até o licenciamento definitivo de sua estação.

■ Artigo com redação determinada pelo Decreto-Lei n° 236, de 28.2.67.

Art. 65. 0 CONTEL promoverá as medidas cabíveis, punindo ou propondo a punição, por iniciativa própria ou sempre que receber representação de qualquer autoridade.

■ Artigo com redação determinada pelo Decreto-Lei n° 236, de 28.2.67.

Art. 66. Antes de decidir da aplicação de qualquer das penalidades previstas, o CONTEL notificará a interessada para exercer o direito de defesa, dentro do prazo de 5 (cinco) dias, contados do recebimento da notificação.

§ 1 2. A repetição da falta no período decorrido entre o recebimento da notificação e a tomada de decisão, será considerada como reincidência e, no caso das transgressões citadas no art. 53, o Presidente do CO NTEL suspenderá a emissora provisoriamente.

§ 22. Quando a representação for feita por uma das autoridades a seguir relacionadas, o Presidente do CONTEL verificará in limine sua procedência, podendo deixar de ser feita a notificação a que se refere este artigo:

I. em todo o território nacional:

a. Mesa da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal; b. Presidente do Supremo Tribunal Federal;

c. Ministros de Estado;

d. Secretário-Geral do Conselho de Segurança Nacional; e. Procurador-Geral da República;

f. Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas; II. Nos Estados:

a. Mesa da Assembléia Legislativa; b. Presidente do Tribunal de Justiça;

c. Secretário de assuntos relativos à Justiça; d. Chefe do Ministério Público Estadual; III. nos Municípios:

a.Mesa da Câmara Municipal; b.Prefeito Municipal.

(16)

815 Lei n2 4.117, de 27.8.62

Art. 67.

A perempção da concessão ou autorização será declarada pelo Presidente da República,

 precedendo parecer do Conselho Nacional de Telecomunicações se a concessionária ou

permissio-nária decair no direto à renovação.

Parágrafo único. 0 direito à renovação decorre do cumprimento, pela empresa, de seu contrato de

concessão ou permissão, das exigências legais e regulamentares, bem como das finalidades

educa-cionais, culturais e morais a que se obrigou, e de persistirem a possibilidade técnica e o interesse

 público em sua existência.

■ Artigo e parágrafo único com redação determinada pelo Decreto-Lei n° 236, de 28.2.67.

Art. 68.

A caducidade da concessão ou da autorização será declarada pelo Presidente da República,

 precedendo parecer do Conselho Nacional de Telecomunicações, nos seguintes casos:

a. quando a concessão ou a autorização decorra de convênio com outro país, cuja denúncia a torne

inexeqüível;

 b. quando expirarem os prazos de concessão ou autorização decorrentes de convênio com outro

 país, sendo inviável a prorrogação.

Parágrafo único. A declaração da caducidade só se dará se for impossível evitá-la por convênio

com qualquer país ou por inexistência comprovada de freqüência no Brasil, que possa ser atribuída à concessionária ou permissionária, a fim de que não cesse seu funcionamento.

■ Artigo e parágrafo único com redação determinada pelo Decreto-Lei n°236, de 28.2.67.

Art. 69.

A declaração da perempção ou da caducidade, quando viciada por ilegalidade, abuso de

 poder ou pela desconformidade com os fins ou motivos alegados, titulará o prejudicado a postular 

reparação do seu direito perante o Judiciário.

■ Artigo com redação determinada pelo Decreto-Lei n° 236, de 28.2.67.

Art. 70.

Constitui crime punível com a pena de detenção de 1 (um) a 2 (dois) anos, aumentada da

metade se houver dano a terceiro, a instalação ou utilização de telecomunicações, sem observância

do disposto nesta Lei e nos regulamentos.

Parágrafo único. Precedendo ao processo penal, para os efeitos referidos neste artigo, será

l i

minarmente procedida a busca e apreensão da estação ou aparelho ilegal.

■ Artigo e parágrafo único com redação determinada pelo Decreto-Lei n° 236, de 28.2.67.

Art. 71.

Toda irradiação será gravada e mantida em arquivo durante as 24 (vinte e quatro) horas

subseqüentes ao encerramento dos trabalhos diários da emissora.

§ 12.

As emissoras de televisão poderão gravar apenas o som dos programas transmitidos.

§ 2

2.

As emissoras deverão conservar em seus arquivos os textos dos programas, inclusive

noticiosos, devidamente autenticados pelos responsáveis, durante 60 (sessenta) dias.

§ 3

2.

As gravações dos programas políticos, de debates, entrevistas, pronunciamentos da mesma

natureza e qualquer irradiação não registrada em texto, deverão ser conservadas em arquivo pelo

 prazo de 20 (vinte) dias depois de transmitidas, para as concessionárias ou permissionárias até 1 kw  e 30 (trinta) dias para as demais.

§ 42.

As transmissões compulsoriamente estatuídas por lei serão gravadas em material fornecido

 pelos interessados.

■ Artigo e parágrafos com redação determinada pelo Decreto-Lei n° 236, de 28.2.67.

Art. 72.A autoridade que impedir ou embaraçar a liberdade da radiodifusão ou da televisão, fora dos casos autorizados em lei, incidirá, no que couber, na sanção do art. 322 do Código Penal.

■ Artigo com redação determinada pelo Decreto-Lei n° 236, de 28.2.67.

... .

Art. 129.Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 27 de agosto de 1962; 141 2

da Independência e 74

2da República.

JO Ã O GOULART (Publicada no

DOU

de 5. 10.62 e republicada no DOU de 17.12.62. Íntegra na RT 329/891 e Lex

(17)

Lei n24.319,de16.3.64 816

LEI N

2

4.319, DE 16 DE MARÇO DE 1964

Cria o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana.

...

Art. 82. Constitui crime:

I. Impedir ou tentar impedir, mediante violência, ameaças ou assuadas, o regular funcionamento do CDDPH, ou de Comissão de Inquérito por ele instituída ou o livre exercício das atribuições de qualquer dos seus membros:

Pena — a do art. 329 do C ódigo Penal.

II.Fazer afirmação falsa, negar ou calar a verdade, como testemunha, perito, tradutor ou intérprete perante o CDDPH ou Comissão de Inquérito por ele instituída:

Pena — a do art. 342 do C ódigo Penal.

...

Brasília, 16 de março de 1964; 1432 da Independência e 762da República.

JOÃO GOULART

(Publicada no DOU de 16 3.64 e 20 3.64. Íntegra naLex 1964/273.)

LEI N° 4.511, DE 1

4

DE DEZEMBRO DE 1964

Dispõe sobre o meio circulante, e dá outras providências.

...

Art. 13. É proibido o uso, para qualquer fim, de cheques, vales, bilhetes, bônus, brindes ou qualquer  outra forma de impresso, seja qual for a sua procedência ou origem, de natureza particular ou pública que, de algum modo, se assemelhem às cédulas de papel-moeda ou às moedas metálicas.

§ 12. A infração deste dispositivo, quando por particular, será punida com multa de Cr$ 50.000,00 (cinqüenta mil cruzeiros) a Cr$ 500.000,00 (quinhentos mil cruzeiros), fixada pelo Ministro da Fazenda, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei; quando por autoridade pública, o Ministro da Fazenda

instaurará inquérito competente, sendo o fato considerado "crime de responsabilidade". ■Vide Lei n2 1.079/50 sobre os crimes de responsabilidade e seu processo.

§ 22. O Ministério da Fazenda, dentro de 60 (sessenta) dias, a partir da vigência desta Lei, baixará

instruções para a execução deste artigo, determinando, inclusive, a forma de apreensão dos referidos materiais e respectivas matrizes.

■ Nota: Vide  art. 44 da LOP.

...

Brasília, 12- de dezembro de 1964; 143 2 da Independência e 762da República.

H . CASTELLO BRANCO

Octávio Gouveia de Bulhões

(18)

817 Lei n2 4.591, de 16.12.64

LEI N° 4.591, DE 16 DE DEZEMBRO DE 1964

Dispõe sobre o condomínio em edificações e a s incorporações imobiliárias.

...

Título II

DAS INCORPORAÇÕES

Capítulo IV

DAS INFRAÇÕES

...

Art. 65. É crime contra a economia popular promover incorporação, fazendo, em proposta, contratos, prospectos ou comunicação ao público ou aos interessados, afirmação falsa sobre a constituição do condomínio, alienação das frações ideais do terreno ou sobre a construção das edificações:

Pena — reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa de cinco a cinqüenta vezes o maior salário mínimo legal vigente no País.

■Vide  art. 2 2 da Lei 6° 7.209, de 11.7.84, sobre pena de multa.

§ 12. Incorrem na mesma pena:

I. o incorporador, o corretor e o construtor, individuais, bem como os diretores ou gerentes de empresa coletiva incorporadora, corretora ou construtora que, em proposta, contrato, publicidade, prospecto, relatório, parecer, balanço ou comunicação ao público ou aos condôminos, candidatos ou subscritores de unidades, fizerem afirmação falsa sobre a constituição do condomínio, alienação das frações ideais ou sobre a construção das edificações;

II. o incorporador, o corretor e o construtor, individuais, bem como os diretores ou gerentes de empresa coletiva, incorporadora, corretora ou construtora que usar, ainda que a título de empréstimo, em proveito próprio ou de terceiros, bens ou haveres destinados à incorporação contratada por  administração, sem prévia autorização dos interessados.

§ 22. O julgamento destes crimes será de competência de juízo singular, aplicando-se os arts.52, 62 e 72 da Lei n2 1.521, de 26 de dezembro de 1951.

§ 32. Em qualquer fase do procedimento criminal objeto deste artigo, a prisão do indiciado dependerá sempre de mandado do juízo referido no § 22.

■ § acrescentado pela Lei n° 4.864, de 29.11.65.

Art. 66.São contravenções relativas à economia popular, puníveis na forma do art. 10 da Lei n2 1.521, de 26 de dezembro de 1951:

I. negociar o incorporador frações ideais de terreno, sem previamente satisfazer às exigências constantes desta Lei;

II. omitir o incorporador, em qualquer documento de ajuste, as indicações a que se referem os

arts. 37 e 38 desta Lei;

III. deixar o incorporador, sem justa causa, no prazo do art. 35 e ressalvada a hipótese de seus §§ 2 2 e 32, de promover a celebração do contrato relativo à fração ideal de terreno, do contrato de

construção ou da Convenção do Condomínio; IV.(vetado);

V. omitir o incorporador, no contrato, a indicação a que se refere o § 52do art. 55 desta Lei; VI. paralisar o incorporador a obra, por mais de 30 (trinta) dias, ou retardar-lhe excessivamente o andamento sem justa causa:

Pena — multa de cinco a vinte vezes o maior salário mínimo vigente no País. ■Vide  art. 22 da Lei n7.209, de 11.7.84, sobre pena de multa.

Parágrafo único. No caso de contratos relativos a incorporações, de que não participe o incorpo-rador, responderão solidariamente pelas faltas capituladas neste artigo o construtor, o corretor, o proprietário ou titular de direitos aquisitivos do terreno, desde que figurem no contrato, com direito regressivo sobre o incorporador, se as faltas cometidas lhe forem imputáveis.

(19)

Lei n° 4.595, de 31.12.64

818

■ Remissão: Art. 35.•

 0

 prazo para promover é de sessenta dias (Lei n° 4.864, de 29.11.65, art. 13), computados a partir da data de qualquer acerto preliminar, ou, havendo prazo de carência, do esgotamento do termodesta, sem renúncia ao empreendimento.

■ Remissão.: Art. 37: "Se o imóvel estiver gravado de ônus real ou fiscal ou se contra os alienantes houver qualquer ação que possa comprometê-lo, o fato será obrigatoriamente mencionado em todos os documentos de ajuste, com a indicação de sua natureza e das condições da liberação".

■ Remissão: Art. 38: "Também constará, obrigatoriamente, dos documentos de ajuste, se for o caso, o fato de encontrar-se ocupado o imóvel, esclarecendo-se a que título se deve esta ocupação e quais as condições de desocupação".

■ Remissão: Art. 55, § 5 A omissão referida é a do orçamento atualizado da construção, sempre que essa previsão for superior ao preço combinado. Aplica-se só à construção pelo plano de empreitada  por preço reajustável através de índices de correção.

... . Brasília, 16 de dezembro de 1964; 143g da Independência e 76° da República.

H. CASTELLO BRANCO

Milton SoaresCampos (Publicadano DOU de 21 .12.64. Íntegra na RF 209/462 eLex 1964/1367.)

LEI N° 4.595, DE 31 DE DEZEMBRO DE 1964

Dispõe sobre a política e as instituições monetárias, bancárias e creditfcias, cria o C onselho Monetário Nacional e dá outras providências. O Presidente da República

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

... .

Capítulo IV

DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

... .

Seção IV

DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS PRIVADAS

... . Art. 34. É vedado às instituições financeiras conceder empréstimos ou adiantamentos:

I. a seus diretores e membros dos conselhos consultivo ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges:

... § 1°. A infração ao disposto no inciso I deste artigo constitui crime e sujeitará os responsáveis pela transgressão à pena de reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos, aplicando-se, no que couber, o Código

Penal e o Código de Processo Penal.

... . Art. 38. As instituições financeiras conservarão sigilo em suas operações ativas e passivas e serviços prestados.

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