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DO RÚSTICO AO PITORESCO: CÉU AZUL-TOLEDO

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DO RÚSTICO AO PITORESCO: CÉU AZUL-TOLEDO

SILVA, Alessandro Alcino1 FRANDOLOSO, Luis Fernando2

RESUMO

Este artigo é um estudo fotográfico, por meio do fotodocumentarismo imaginário para investigar a realidade sociocultural nas Rodovias PR-488 e PR-585. O ato fotográfico é instrumento capaz de representar a realidade sociocultural da população em estudo. Priorizou-se o tipo de pesquisa descritiva, também Priorizou-será lançado mão de pesquisa bibliográfica e análiPriorizou-se qualitativa das variáveis de estudo. O presente trabalho Abrangeu o período de abril de 2015 até setembro de 2016. Foram selecionadas 54 fotografias no espaço de 52,7 km, na Mesorregião Oeste Paranaense e Mircorregiões de Foz do Iguaçu e Toledo. Conclui-se que por meio do fotodocumentarismo imaginário se representou a região em estudo, com a apresentação de características como a simplicidade, a morte, a religiosidade, a estrutura social e produção da região em análise. Notou-se que a região representa parte do estado, com vasta área produzida, contrastes sociais e ambientais claros, baixo desenvolvimento e carência de infraestrutura.

PALAVRAS-CHAVE: documental imaginário, fotodocumentarismo, fotografia.

1 INTRODUÇÃO

Se eu pudesse contar a história em palavras, não precisaria carregar uma câmera.

Lewis Hine

O fotodocumentarismo imaginário dá ao autor, no ato fotográfico, a liberdade para exprimir o mundo tal como por ele idealizado. Assim, o artigo se justifica pela relevância do tema, visto que a região em estudo é preponderantemente de imigração estrangeira europeia, recente, em especial na primeira metade do século XX, em virtude das Guerras Mundiais.

O problema de pesquisa contempla a indagação sobre a possibilidade de o ato fotográfico ser suficiente para se representar a região das Rodovias PR-488 e PR-585. Por isso, lançou-se mão do objetivo geral foi demonstrar que o ato fotográfico é um instrumento capaz de representar a realidade sociocultural da população que vive nos arredores da Rodovia

1 Pós-graduando do curso de Especialização Lato Sensu em Fotografia, do Programa de Pós-Graduação da Faculdade Sul Brasil – Fasul.

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488, entre os municípios de Céu Azul e Toledo, Estado do Paraná, entre o período de abril de 2015 à meados de 2016. Com a finalidade de se atingir o objetivo geral, foram propostos quatro objetivos específicos: 1) Fazer fotografias da realidade sociocultural da população humana nos arredores das Rodovias PR-488 e PR-585, entre os municípios de Céu Azul e Toledo, Estado do Paraná; 2) Classificar as imagens produzidas da realidade sociocultural; 3) Realizar descrições das fotografias (produzidas na região em questão); e 4) Compreender, por meio dos signos nas imagens, a realidade sociocultural da população (desta região);

Para tanto o trabalho está dividido em quatro tópicos distintos. No primeiro tópico faz-se uma breve aproximação teórica, com ênfafaz-se no documental imaginário. Logo faz-se faz-segue a metodologia escolhida e utilizada, para então se apresentar os resultados e discussões do estudo. Finaliza-se com as considerações finais, a qual apresenta um possível resultado a que se propôs o estudo.

2 DESENVOLVIMENTO

Fotografar é apropriar-se da coisa fotografada. Significa pôr a si mesmo em determinada relação com o mundo, semelhante ao conhecimento - e, portanto, ao poder.

Sontag, 2004

Consenso geral que a civilização humana é orientada pelo sentido da visão. A capacidade de apreensão do conhecimento e a facilidade da comunicação humana por meio da imagem parece estar ligada a essência do próprio homem. Nesse sentido pode se dizer que existe uma Cultura do olhar. Muito além. Cultura do olhar com fundamento nos signos a despeito da larga utilização da escrita.

Antes, primeiro o conceito. Não se pode falar em apropriação imagética por instrumento mecânico sem conceituar a própria fotografia. Segundo Pierre Assouline, em seu livro Henri Cartier-Bresson: O olhar do século, Cartier-Bresson definia a fotografia como a

[...] imagem produzida e distribuída por aparelhos segundo um programa, a fim de informar receptores”. Portanto, “fotografias são imagens técnicas que transcodificam conceitos em superfícies. (ASSOULINE, Kindle.)

De outra forma, porém com similaridades, Vilém Flusser define que:

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significação caracteriza o mundo pós-industrial, todo funcionamento. Filosofia da Caixa Preta. (FLUSSER, Kindle)

Segundo Philippe Dubois são duas as formas de se entender tal conceito:

Fotografia: Resultado de um processo ótico-químico-mecânico que apresenta mensagens visuais baseadas no mundo empírico.

O fotográfico: Categoria aproximada da poesia, nem tanto estético, semiótico ou histórico, muito mais epistêmico, tal como uma real categoria de pensamento. (BUBOIS, Kindle.)

Concorda com os autores e continua Sontag (2004) ao afirmar que as fotografias são um pedaço ou miniatura do mundo e não uma representação dele e termina afirmando que fotografar é participar da mortalidade da pessoa ou coisa, pois o ato de fotografar congela, no tempo, a coisa e, não obstante, tal imagem seria a representação implacável do tempo.

Nesse sentido de signos como forma de registro de fatos/atos humanos, bem como de sua interação social, é que se pode utilizar a fotografia como expressão suficiente para servir como auxiliar a observação e dar suporte às ciências em geral, notadamente a antropologia, economia e sociologia. Trata-se, de fato, da própria essência do visualismo de Johannes Fabian.

1. O REAL E O FOTODOCUMENTARISMO IMAGINÁRIO

A fotografia é uma arte, porque pode mentir

Sontag, 2004

Fotografar é um ato de vontade consciente. Como tal o autor deve se por diante do dilema entre retratar o mundo de forma mais fidedigna possível ou apresentar o seu retrato como algo imagético, vindo de seu interior ou espírito. Daí surge o conceito de documentarismo imaginário em confronto com o documentarismo fotográfico.

O documentarismo fotográfico ou fotografia documental ou fotodocumentarismo passou por alterações na sua estrutura básica desde os primórdios do século XIX. Todavia, tal

estilo ou técnica fotográfica manteve a estrutura clássica, em especial ao se notar as imagens

produzidas por Wlaker Evans, Dorothea Lange, Lewis Hine ou Diane Arbus.

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O que se verifica, na atualidade, ao se notar a representação de fotodocumentaristas consagrados como Robert Frank, Alejandro Chaskielberg, Alinka Echeveria, Nobuyoshi Araki, Antonie D`Agata, Trent Parke ou o brasileiro Miguel Rio Branco3, é uma visão de mundo menos preocupada com a representação fiel do real e mais voltada para o ato de fotografar o mundo sobre o próprio ponto de vista do artista, em geral, com imagens pouco fidedignas, bastante pessimistas e com propostas estéticas e éticas ecléticas.

Esse distanciamento do objetivo e a aproximação com a subjetividade do autor na busca pela representação de significados e interpretações diversas é o que dá a tônica da nova ordem no documentarismo.

Então, se nota uma plêiade de fotógrafos e fotojornalistas que se dedicam ao subjetivismo fotográfico, ao mundo dos signos e sentidos. Nasce o documentarismo imaginário4, tal como bem observa LOMBARDI (2008).

O Documentário Imaginário refere-se, no entanto, a apenas um possível percurso da fotografia documental contemporânea ficando, portanto, aberta a outros possíveis direcionamentos. O propósito é procurar entender, por esse caminho, de que forma a fotografia documental vem sendo modificada e que tipo de influências vêm agindo sobre ela (LOMBARDI, 2008, p. 41).

Destaca ainda LOMBARDI (2008) que os precursores de tal movimento foram especialmente Robert Frank e Diane Arbus. Porém, foi na mitológica Agência Magnum Photos que o desenvolvimento de tal conceito ganhou espaço e floresceu vigorosamente.

Cabe destacar que a Agência Magnum Photos foi primordial não só para o mundo fotográfico, mas também para o desenvolvimento de uma espécie de arte documental, em virtude da liberdade de criação notada nessa instituição. Agência cuja característica fundamental era o sistema cooperado, como bem destaca FRANDOLOSO (2015, p. 50).

Sendo desenvolvida como uma forma de cooperativa (em que todos os integrantes associados decidiam juntos o futuro da empresa), a agência tinha como pretensão tornar seus membros independentes das revistas, que até então mantinham os direitos das imagens que encomendavam. Os fotógrafos da Magnum, por sua vez, disponibilizavam projetos coletivos para as publicações “e se concentrariam em projetos pessoais de longo prazo custeados, em parte, pela revenda de suas imagens por meio do arquivo da agência” (SW, 2012, p. 326).

3 Optou-se por não promover uma separação dos artistas fotográficos por período de tempo, como que em uma linha longitudinal, ou representação dinâmica, mas caracterizá-los pelos aspectos comuns em suas fotografias. 4 Em francês, Documentaire Imaginaire. Termo utilizado pelo curador canadense Chuck Samuels, do Le Móis de

la Photo à Montreal, para classificar o trabalho fotográfico Paisagem Submersa durante o Foto Arte, festival de fotografia realizado em Brasília, em 2004. Em maio de 2006, o curador, em resposta ao nosso e-mail, disse ter usado o termo buscando uma conexão entre o trabalho e o evento Image & Imagination, que estava organizando em 2005, sem ter, no entanto, se dedicado a uma discussão conceitual. Apud LOMBARDI (2008, p. 41,

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Por isso, o avanço do documentário imaginário se contrapõe ao fotodocumentarismo. Este caracterizado pelo registro de temas sociais, do cotidiano, seja por meio do registro fotográfico de cenas de guerra ou de viagens. Porém, registros calcados no dito real, com o objetivo de formar uma narrativa, cujo início geralmente ocorre por meio de um planejamento elaborado e metódico, como fim de “contar uma história”, narrar uma realidade por meio da impressão fotográfica.

Já não se pode analisar o documental imaginário por esse prisma objetivo. É uma forma diversa. O documental imaginário está ligado ao mundo imaginal, conceituado como

uma “região intermediária e nebulosa situada entre o mundo sensível e um mondo espiritual”

(LOMBARDI, 200O, p. 44). Como bem assinalado por DURAND (2004), ao se referir sobre tal descolamento da realidade científica e epistemológica, nela já se contrapondo, para um mundo poético e introspectivo do fotógrafo, verbis:

Já Imaginário diz respeito ao lugar onde estão instalados os sonhos, os desejos, os mitos, as crenças, as aspirações, as subjetividades. É também o espaço da criatividade, onde se admite a absorção de valores e que se mantém aberto ao paradoxo e à contradição. No imaginário, elaboram-se os meios representativos, simbólicos, retóricos e racionais, de finalidade defensiva frente à fatalidade da morte. (DURAND, 2004, p. 3)

Nesse sentido, o ato fotográfico passou a ser visto com liberdade para o fotógrafo,

além de retratar o objeto de cena, retratar-se a si. Como que em uma forma de expressão pessoal sobre o modo dele próprio conhecer, reconhecer e exprimir-se sobre o objeto. O que só é possível ao se revelar a potência da imagem, em uma palavra o studium.

Sendo assim, nos próximos tópicos serão apresentados os detalhes metodológicos do presente estudo, bem como os resultados verificados e as conclusões a que se chegou.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Para atingir o objetivo de demonstrar que o ato fotográfico é um instrumento capaz de representar as experiências socioculturais do estudo em questão e será dada prioridade para o tipo de pesquisa descritiva, bibliográfica e análise qualitativa das variáveis de estudo.

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De forma a proporcionar um refinamento e ampliar as possibilidades interpretativas das imagens, utilizou-se de localizador GPS e bússola para dar precisão espacial ao ato fotográfico.

Nesse sentido, para melhor visualização das fotografias, essas serão impressas em papel fotográfico comum, o arquivo será em espaço de cor sRGB, com qualidade de 100% (cem por cento), para impressão em papel fosco, nas dimensões definidas para o papel A4 e resolução de 300 pp, com avanços de 3 cm à esquerda e superior e 2 cm à direita e inferior.

Após a elaboração das imagens, sua prévia classificação e impressão, a descrição se pautará pelo método indutivo, com ênfase em procedimento histórico-comparativo, de tal sorte que serão colhidas informações nos diversos institutos de pesquisa que comportam informações sobre tal região, tais como IBGE, DERAL e IPARDES.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Como já dito, o estudo fotográfico contempla a PR-488 é também conhecida como Rodovia Coluna Prestes5 e a PR-585, entre os municípios de Vera Cruz do Oeste e Toledo, ambos no Estado do Paraná. Um percurso de aproximadamente 52,7 km. Localizada na Mesorregião Oeste Paranaense e Mircorregiões de Foz do Iguaçu e Toledo.

As imagens que compõem o presente trabalho foram colhidas desde a data de 29 de maio de 2015, até 09 de setembro de 2016. No total foram 54 fotografias escolhidas, dentre tantas.

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FIGURA 1 –ROTEAMENTO GEOFOTOGRÁFICO DOS LOCAIS RETRATADOS – 2015 - 2016

Fonte: dados do trabalho.

No município de Vera Cruz do Oeste foi selecionado um ponto aproximadamente nas coordenadas 25°6'36" S e 53°49'41" W, no qual foram capturadas 08 (oito) fotografias no período compreendido entre 25 de abril de 2016 até 09 de setembro de 2016, que compõem o quadro abaixo e representa a característica principal da região, qual seja, a monocultura do soja na terra roxa (causada pela decomposição de rochas de arenito-basáltico), extremamente fértil (IBGE, 2016).

FIGURA 2 – PONTO DE REFERÊNCIA- 2016

29/04/2016 – TERRA TOMBADA 29/04/2016 – TERRA ROXA

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01/07/2016 - CRESCIMENTO 01/07/2016-FLORA

12/08/2016-AUGE 09/09/2016-AMADURECIMENTO

Fonte: dados do trabalho.

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FOTOGRAFIA 1 CASINHA AZUL MAIO-2015

Fonte: NIKON D7100. Lente 18-105mm. Velocidade: 1/3200. Distância focal: 38mm. ISO 100. Diafragma 8.0. Localização: 24°59'19" S e 53°52'38" W.

Trata-se, ainda, de região repleta de belezas naturais. A fotografia abaixo, realizada no inverno de 2015, nas margens da rodovia exprime bem o cuidado da população local, de origem predominantemente europeia. A presença de animais, como as abelhas, reforçam a condição ambiental da região com um meio ambiente saudável.

FOTOGRAFIA 2 – GIRASSOL AMARELO – JULHO-2015

Fonte: CANON EOS 7D Mark II. Lente EF-S 17-55mm. Velocidade: 1/320. Distância focal: 43mm. ISO 200. Diafragma 8.0. Localização:24°57'28" S e 53°51'51" W.

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FOTOGRAFIA 3 O VELHO E O NOVO MARÇO-2016

Fonte: CANON EOS 7D Mark II. Lente EF-S 18-135mm. Velocidade: 1/500. Distância focal: 92mm. ISO 100. Diafragma 8.0. Localização: 24°54'37" S e 53°51'4" W.

Não se pode negar que a região é pitoresca. O comércio de serviços pouco usuais é bem percebido ao longo das rodovias estudadas. Neste exemplo a seguir, nota-se a oferta de serviço de aluguel de área para a pastagem, com um simples anúncio do verso da placa de sinalização da via.

FOTOGRAFIA 4 – ALUGA PASTO?– MAIO-2016

Fonte: CANON EOS 7D Mark II. Lente EF-S 17-55mm. Velocidade: 1/160. Distância focal: 55mm. ISO 100. Diafragma 8.0. Localização:24°55'41" S e 53°51'34" W.

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FOTOGRAFIA 5 NO MEIO DO CAMINHO A MORTE JUNHO-2016

Fonte: CANON EOS 7D Mark II. Lente EF-S 17-55mm. Velocidade: 1/200. Distância focal: 17mm. ISO 100. Diafragma 8.0. Localização:24°56'59" S e 53°51'33" W.

Não se pode olvidar também das tragédias a que se está propenso ao longo do trajeto em análise. Notou-se que o animal permaneceu no local por dias. Não há qualquer trabalho do Estado, no sentido de conservação, manutenção e limpeza da rodovia, salvo exceção à limpeza na área urbana.

FOTOGRAFIA 6 –NOVAMENTE A MORTE – AGOSTO-2016

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FOTOGRAFIA 7 NOVAMENTE A MORTE AGOSTO-2016

Fonte: CANON EOS 7D Mark II. Lente EF-S 17-55mm. Velocidade: 1/60. Distância focal: 28mm. ISO 2000. Diafragma 4.5. Localização: 24°59'14" S e 53°52'36" W.

Durante o período de estudo frequentemente se verificou a ocorrência de acidentes e danos em veículos ocasionados pela péssima manutenção da rodovia, como se pode notar na imagem acima.

5 CONCLUSÃO

As rodovias estaduais PR-488 e PR-585 representam satisfatoriamente o interior do estado do Paraná. Suas características marcantes, tanto na predominância da monocultura cíclica e altamente rentável, como nas características de um povo religioso e pacífico.

Assim, o que ora se apresenta teve como objetivo principal uma análise, por meio do documental imaginário, razão da possibilidade de apreensão da realidade com olhar livre e desconexo da fidelidade da captura fotográfica.

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Por isso, confirmou-se a primeira hipótese de que o ato fotográfico é instrumento capaz de representar realidade sociocultural da população em estudo.

De outra banda, as belezas naturais do estado do Paraná são específicas da terra roxa. Com grandes contrastes de cores entre a plantação, a vegetação nativa e o céu azul.

Tal como o contraste existente na natureza também há contraste socioeconômico marcante. De um lado se nota o plantation, com estrema concentração de terras. As cidades que

margeiam as rodovias são pequenas, subdesenvolvidas e carentes dos mais singelos serviços públicos e infraestrutura.

REFERÊNCIAS

BATISTA, Renato Veras. Espaços áridos da imagem: A fotografia panorâmica de Dimitri Lee. São Paulo: 2008, 129 p. (Mestrado em Comunicação e Semiótica) Pontifícia Universidade

Católica de São Paulo-PUC. Disponível em:

<http://www.sapientia.pucsp.br//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=6788>. Acesso em: 10 abr 2016.

DOBRANSZKY, Diana de Abreu. Referente e imagem na fotografia brasileira em fins do seculo XX. Campinas, São Paulo: 2002, 114 p. (Mestrado em Multimeios) Instituto de Artes, Programa de Pós-Graduação em Multimeios, Universidade de Campinas-UNICAMP.

Disponível em:

<http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000418536&fd=y>. Acesso em: 01 mar 2016.

DURAND, Gilbert. O imaginário: ensaio acerca das ciências e da filosofia da imagem. 3 ed. Rio de Janeiro: Difel, 2004.

FRANDOLOSO, Luis Fernando. Das Mudanças nas Práticas e Processos Fotográficos em Função dos Dispositivos Tecnológicos: Uma análise da flânerie ao longo de três séculos.

Curitiba, Paraná: 2005 (Mestrado em Comunicação e Linguagens). Universidade Tuiuti Paraná. HEILMAIR, Alex Florian. O conceito de imagem técnica na comunicologia de Vilém Flusser. São Paulo: 2008, 147 p. (Mestrado em Comunicação e Semiótica) Pontifícia Universidade Católica de São Paulo-PUC. Disponível em: <https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&ved=0ahUKE wiUyZL9tJ3MAhUDDpAKHdPHCUQQFggiMAE&url=http%3A%2F%2Fwww.sapientia.p ucsp.br%2Ftde_busca%2FprocessaArquivo.php%3FcodArquivo%3D14552&usg=AFQjCNH I7UorJ4IBypOINJ1h1Utjw1GCCg&sig2=EdrNnM7vzTLVz6GXPuZ85Q&cad=rja>. Acesso em: 10 abr 2016.

LOMBARDI, Kátia Hallak. Documentário Imaginário: reflexões sobre a fotografia

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RODOLPHO, Patricia. A fotografia urbana contemporânea: uma herança das imagens da cidade (1960-1990). Campinas, São Paulo: 2012, 244 p. (Mestrado em Multimeios) Instituto de Artes, Programa de Pós-Graduação em Multimeios, Universidade de Campinas-UNICAMP. Disponível em: <http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000908766>. Acesso em: 01 mar 2016.

SÔLHA, Helio Lemos. A construção dos olhares: imagem e antropologia visual. Campinas, São Paulo: 1998, 244 p. (Mestrado em Multimeios) Instituto de Artes, Programa de Pós-Graduação em Multimeios, Universidade de Campinas-UNICAMP. Disponível em: <http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000186784&opt=1>. Acesso em: 01 mar 2016.

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FIGURA 1  –  ROTEAMENTO GEOFOTOGRÁFICO DOS LOCAIS RETRATADOS –  2015 - 2016

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