Fortaleza - Ceará,Sábado, 13 de novembro de 2021
www.opovo.com.br/vidaearte [email protected] | 3255 61 37
Fernando tomaz/divulgaÇÃo
Acompanhe
Instagram: @amarinasena2 YouTube: Marina Sena
RePeRtóRio
1. Me toca 2. Pelejei 3. Por supuesto 4. Cabelo 5. voltei pra mim 6. temporal 7. tamborim 8. amiúde 9. Seu olhar 10. Santo
O POVO MAIS
mais.opovo.Com.br
Marina Sena fala da criação do disco e referências no 14º episódio do projeto audiovisual de entrevistas exclusivas vida&arte Convida, disponível na seção
“Séries e docs” do oP+
“De primeira”, de Marina Sena
Onde: YouTube, Spotify, Deezer e mais
A cantora e compositora Marina Sena, 24, sempre pensa numa praia enquanto escreve suas canções. As imagens pas- seiam pela brisa do mar e pe- las partículas de areia. Ora sob a luz da lua, ora sob os raios do astro rei sol. “Sempre vou es- tar na praia, naquela sensação de verão”, revela ao O POVO.
Curiosamente, a artista nasceu e cresceu em Taiobeiras, muni- cípio do Norte de Minas Gerais
— estado brasileiro que não tem um milímetro sequer ba- nhado pelas águas salgadas. Diz ela que todo mineiro, justamen- te por morar longe do litoral, é encantado pela beira-mar.
Essa essência tropical mar- ca o disco de estreia da artista.
Em “De Primeira” (2021), Mari- na explora a dinâmica do pop à mescla de ritmos como sam- ba, axé, reggae, rock, dancehall (popular na Jamaica) e bossa nova. Uma sonoridade contem- porânea, que parece simboli- zar a mistura brasileira. Como resultado, a autenticidade da artista de timbre sedutor. Nas dez faixas, produzidas por Iuri Rio Branco, ela passeia por te- mas como amor, desejo, sonhos, aventuras de verão, ondas do mar, descobertas e liberdade.
O repertório conta com dez ví- deos, dirigidos por Vito Soares, disponíveis no YouTube.
Revelação da música brasi- leira em 2021, a mineira alcan- çou milhares de ouvintes nas plataformas digitais. Com o lançamento do álbum em agos- to, Marina ganhou repercussão nacional. Em pouco tempo, foi escolhida pelo streaming Spotify como “Artista Radar” e um dos nomes da América Latina pelo YouTube Foundry (programa global de música independente).
Os títulos renderam destaque no telão da famosa avenida Times Square, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Eleita “aposta musical” do aplicativo TikTok, a cantora também foi indicada ao Prêmio Multishow. Além da
| MÚSICA | Revelação da música brasileira em 2021, a cantora e
compositora Marina Sena repercute primeiro disco, indicações a prêmios, trajetória, parcerias e referências
Luiza EstEr
categoria “Experimente” (voto popular), ela participa da pre- miação em outras três catego- rias do júri: “Canção do Ano”
(“Me Toca”); “Álbum do Ano” (“De Primeira”); e “Revelação do ano”.
“Por Supuesto”, terceira faixa do disco, liderou a parada viral do Spotify no mundo, em outu- bro. A repercussão ainda não foi completamente assimilada.
A artista explica: “Não sei se entendi. Vou entender mesmo quando fizer bastante show e ver a cara da galera. A internet te supre num ponto, mas chega uma hora que você precisa ver quem são essas pessoas que es- tão te ouvindo. Aí, sim, vou en- tender mesmo a dimensão do negócio. Na internet, mesmo quando é muito, você não con- segue dimensionar direito. Eu tô doida pra ver todo mundo”.
Após o período de reclusão, devido à Covid-19, o setor cul- tural retorna aos poucos. Com a retomada, a mineira está con- firmada no Festival Queremos (maio, no Rio de Janeiro) e no Festival Coala de 2022 — pre- visto para setembro do próximo ano, em São Paulo. Na última quinta-feira, 11, Marina anun- ciou show em janeiro no Cine Joia, na capital paulistana, e os ingressos esgotaram em menos de uma hora.
Segundo Marina, o álbum reflete algo “de verdade”. Daí vem a identificação de tantas pessoas. “Nada foi coloca- do ali de uma forma forçada.
Tudo foi realmente natu- ral, tem a ver com encontro.
Uma junção de pessoas que se identificam muito. Por isso, a entrega ficou tão boa e as pes- soas estão enxergando. O que é de verdade atinge, não tem jeito. É de verdade, vai atin- gir. É puro”, afirma.
Conhecida pelas bandas Rosa Neon e Outra Banda Lua, a mineira já queria investir na carreira solo. “Eu queria fazer bandas, mas queria solo. Que- ria tudo! Na pandemia, surgiu a oportunidade”. O título “De Pri- meira” advém de três justificati- vas: “vai bombar de primeira”; o disco é de “primeira qualidade”;
AUTÊNTICA T R O P I C A L
e é, também, a expressão “De primeira as coisas eram diferen- tes”, citada por sua avó, Stelina.
Na infância, Marina dava si- nais de sua “criança-artista”.
“Cantava nas apresentações da escola. Tinha teatro, eu partici- pava. Dança, dançava. Tinha que soltar a pomba da paz na entra- da da cidade, ia soltar”.
Aos 17 anos, ela se inscreveu no reality show The Voice Brasil (Rede Globo). Passou na primei- ra etapa da seletiva — o que despertou a validação: “Eu sou boa”. Não passou na segunda etapa, mas, desde então, ado- tou outra postura. Falou “Sou artista!” e foi para Montes Cla- ros, maior cidade do Norte de Minas. Depois, embarcou para Belo Horizonte e, de lá, São Pau- lo — onde conversou com O POVO por videoconferência.
Segundo Marina, a sua mú- sica “é produto do que se con- some no Brasil, uma mistura
do que vem de fora e do que tá aqui”. E afirma: “É nesse caldei- rão que eu tô brincando”. Com confiança, a artista diz que quer ficar rica: “Para fazer mais, com mais qualidade, para empre- gar muito. Quero viver bem, ter uma casa, um carro, mas que- ro mesmo é fazer um clipe de R$ 1 milhão. Fazer um ‘discão’.
É pra isso que eu quero ganhar dinheiro: fazer coisas melhores, com mais possibilidades”.
“O que é de verdade atinge, não tem jeito. É de verdade, vai atingir. É puro”
MaRina Sena, cantora
VIDA&ARTE
FORTALEZA - CE, SÁBADO, 13 DE NOVEMBRO DE 2021
ANA MIRANDA*
*ESCREVE AOS SÁBADOS C O N F I R A E STA E O U T R A S C O LU N A S E M W W W. O P O V O . C O M . B R / C O LU N A S
CARLUS CAMPOS
Vida e arte 13.11
Lágrimas e sorrisos
Depois do dia das lágrimas, quando lembra- mos com respeito e afeição nossos mortos, veio o Dia do Riso. Minha avó dizia, depois da tempesta- de vem a bonança. Há quanto tempo eu não ouvia esse ditado! E que ditado tão bom para os dias de hoje, quando sentimos tempestades varando o mundo. Lágrimas purificam, trazem alívio, mas o riso, ah, o riso é uma anestesia no coração, um voo de inteligência, um instante de liberdade, uma declaração de amor...
Certo, há também os risos sardônicos, de es- cárnio, de nervosismo, agressivos, os de ironia, burlescos, grotescos... Mas, sempre o riso é um caminho para as pessoas se aproximarem, seja por afeto, seja por hostilidade. Não sei quem in- ventou o riso, se os homens das cavernas riam, tenho fé que sim, os gregos antigos já falam do riso, estudam o riso, temos o riso platônico, um falso prazer que nos afasta da verdade. Depois do século 4 os seres humanos cessaram de rir, cho- raram sem descanso e pesadas cadeias caíram sobre o espírito, entre lamentações e remorsos de consciência, dizem historiadores. O riso é estuda- do desde o século 16, como no maravilhoso “Tra- tado do riso” de Laurent Joubert. Já foi tido como
um dom do diabo e um dom de Deus. Como vício, como virtude. Como evolução ou retrocesso. In- sulto à criação divina. Vingança do diabo. Mas Je- sus nunca riu, dizem estudiosos da Bíblia, e nem Deus. Por que, então, rimos?
Sei que nós, cearenses, somos o povo do riso.
Daqui surgiram alguns dos maiores humoris- tas de nosso país. Rimos em casa, nas ruas, em teatros, praças, tribunas... E eu me lembro de quando comecei a frequentar o Ceará, sempre me surpreendia agradavelmente com o humor das pessoas, e me reconhecia. Porque sempre gostei de rir, e sempre tivemos esse hábito em casa. Mi- nha irmã e eu ríamos às vezes até perder a força nas pernas finas de criança. Na nossa casa da in- fância, ali na avenida Aquidabã, praia de Iracema, risadas femininas ressoavam num doce cotidiano de rendas e bordados. Ríamos.
Mas os escritores não devem rir, decerto em respeito a sua missão de olhar dramas e tragé- dias. Lembro, porém, das gargalhadas mara- vilhosas de João Ubaldo Ribeiro que ressoavam como trovão. Ou do sorriso incontido de Raduan Nassar. Em uma viagem Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles foram posar para fotografias, no final Clarice disse a Lygia que ela não devia sor- rir nas fotos. Embora Clarice escrevesse: Sorria sempre, seus lábios não precisam traduzir o que acontece em seu coração. Lygia me contou essa história – saudades da Lygia, com quem eu ri muitas vezes quando éramos vizinhas e amigas.
O conhecimento atual fala bem do riso: é uma resposta ao dilema da existência; a constatação de que a razão fracassa diante da realidade; um sinal de evolução; aumenta os níveis de dopamina (prazer) e endorfina (bem-estar); tem uma força corrosiva diante do fanatismo; diminui o estres- se; combate infecções; reduz a dor; diminui doen- ças... Rir é o melhor modo de suportar a existência quando nenhuma explicação nos convence. Rir é aceitar sem compreender. O riso são as lágrimas que não conseguimos derramar.
O RISO É UM CAMINHO PARA AS PESSOAS SE APROXIMAREM, SEJA POR AFETO, SEJA POR HOSTILIDADE
ALCEU VALENÇA
ORQUESTRA OURO PRETO
O cantor e compositor pernambucano Alceu Valença fará apresentação com a Orquestra Ouro Preto neste sábado, 13. O artista é o quarto convidado do projeto Orquestra Ouro Preto SulAmérica Sessions, que reúne encontros com grandes nomes da música brasileira. A apresentação tem em seu repertório clássicos como “Anunciação”, “La Belle de Jour” e “Coração Bobo”, além de trazer “Valencianas”, com obras adaptadas para a música de concerto.
Quando: hoje, 13, às 20h30min
Onde: Orquestra Ouro Preto no YouTube e no Canal Like (530 da Claro)
TEMPO TEMPORÃO
NÓS NO BATENTE
CASA ABSURDA
PORTO DRAGÃO
A partir deste sábado, será exibido na Casa Absurda o espetáculo “Tempo Temporão - O Terreiro de Catirina”, criado por artistas de Fortaleza e Natal para dar vida ao texto do dramaturgo cearense Ricardo Guilherme. A obra reverencia a Cultura Popular Tradicional e foca na figura de Catirina, vivida por avó e neta. Ela atua como um totem da resistência feminina da cultura popular e suas adversidades. O espetáculo tem direção de Pedro Domingues.
Quando: 13, 14, 20 e 21 de novembro, sempre às 19 horas Onde: Casa Absurda (Rua Isaac Meyer, 108 - Aldeota) Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia); vendas pelo Sympla
Estreia neste sábado o sétimo episódio da websérie documental “Nós no Batente”.
Na produção que será veiculada hoje, a protagonista é Toinha do Quilombo, uma das representantes mais importantes e antigas do Quilombo de Águas Pretas. Ela tem como pautas constantes a reflexão sobre valores humanos e sociais e a conscientização a respeito da memória, cultura e ancestralidade do seu povo.
Quando: hoje, dia 13, às 18 horas Onde: Porto Dragão no YouTube
CCBNB
AUDIOVISUAL
A programação do Centro Cultural do Banco do Nordeste (CCBNB) deste sábado, 13, reúne contação de histórias e conversa com o jornalista e cineasta paraibano Elinaldo Rodrigues. Edivaldo Batista, de Fortaleza, narrará “Vitória Régia e Outros Contos Indígenas Brasileiros”. Em sua participação, Elinaldo falará sobre sua trajetória no audiovisual e sobre o curta “Tupan - A Fúria do Sol”. As obras do cineasta têm como temas centrais a cultura e o meio ambiente.
Quando: neste sábado, 13; às 18 e às 20 horas Onde: CCBNB no YouTube
O MELHOR DA A G E N DA C U LT U R A L
Q U E R D I V U L GA R S E U E V E N T O ? M I G U E L A R AUJ O @ O P O V O . C O M . B R
INFORMAÇÕES SOBRE ATRAÇÕES, DATAS E HORÁRIOS SÃO DE RESPONSABILIDADE DOS ORGANIZADORES DOS EVENTOS
Acompanhe a agenda das transmissões ao vivo on-line - live - de artistas nacionais para hoje, sábado, 13 de novembro (13/11);
Alceu Valença e Orquestra Ouro Preto realizam show
LEONARDO AVERSA/DIVULGAÇÃO
vida&arte
FORTALEZA - CE, SábAdO, 13 dE nOvEmbRO dE 2021
3
& AudiovisuAl artes cênicas
Na música “As Canções Que Você Fez Para Mim”, composta por Erasmo Carlos e por Rober- to Carlos, a versão eternizada de Maria Bethânia entoa: “É tão difícil olhar o mundo e ver o que ainda existe / Pois sem você meu mundo é diferente / Minha ale- gria é triste”. A partir deste fim de semana, esses versos terão seus sentidos expandidos para múltiplas telas e linguagens:
estreia hoje, 13, o documentário
“Minha Alegria É Triste”. Unindo elementos do teatro e do cine- ma, a experiência híbrida entre ficção e realidade apresenta histórias de resistências, dra- mas e reinvenções de palhaços durante a pandemia. A produ- ção tem interpretação em libras e será exibida gratuitamente.
Com direção e roteiro de Fábio Limah, a obra reúne as vivências dos artistas da pa- lhaçaria Kevin Braga (Dois de Paus), Ajota Takashi (Mysterio), Juh Silva (Juluka), Paula Barros (Nanna Chorona), Patrícia Zulu (Lilica Trícia Tritri), Taís Sawa- ki (Magy) e Yure Lee (Manon).
Aprovado em agosto no Prêmio de Experimentação Artística Vi- cente Salles 2021, da Fundação Cultural do Pará, o projeto reú- ne duas ramificações: o longa- metragem e uma minissérie que será veiculada em 2022 apre- sentando o processo da obra.
Apesar de olhar para o mo- mento difícil que a classe artís- tica vive, o filme mostra que, na obra, “nem tudo são prantos”.
Mesmo diante de um cenário tão complexo, o trabalho apre- senta “alentos e afagos” na alma por meio dos palhaços envolvi- dos. O detalhe é enfatizado por Fábio Limah: “Há uma crescen- te emocional no roteiro em cada ato e, intencionalmente, se bus- cou ressaltar essa alegria, teo- ricamente inerente às pessoas que desenvolvem a persona de palhaço/palhaça, em alguns momentos até para realizar o contraponto com suas dores”.
A convivência, aliás, teve
efeitos não só na construção do documentário, mas também no bem-estar de quem estava en- volvido nos processos. “Estar no set com essa equipe fez com que, durante os cinco dias em que passamos juntos/as, eu não sentisse vontade de chorar, e não chorei. Me emocionei mui- to todos os dias, mas não cho- rei de tristeza como nos dias anteriores”, relata.
Protagonista do “docudra- ma”, o palhaço Dois de Paus é interpretado por Kevin Bra- ga. A relação entre os dois é de identificação: segundo Ke- vin, o palhaço “captura toda a sua existência”. Além de suas cenas serem inspiradas nas vivências de Kevin, as roupas usadas pelo palhaço carregam as marcas da infância do ar- tista. No filme, as experiências atravessadas desde o início da pandemia são destacadas.
“A primeira coisa em que eu pensei foi em transformar todas as minhas desventuras, triste- zas e inseguranças em cenas de palhaço. Busquei ver tudo aqui- lo que eu estava vivendo com um outro olhar, mais humilde, simples e cômico, que é olhar do meu palhaço”, relata Braga.
Com trabalhos na palhaçaria e no teatro paralisados, Kevin recorreu a alternativas para conseguir uma fonte de renda.
O artista começou a buscar edi- tais para inscrever projetos, a ir atrás de trabalhos como desig- ner gráfico - sua outra expertise - e até fez curso de formação em ópera. “Eu juntava todos esses trabalhos para conseguir me manter e também focar em algo que não fosse a tragédia que es- távamos vivendo”, afirma.
“Teve um momento na pan- demia que eu estava sem gra- na. Não entrava nenhum tra- balho. Eu passei quase um mês só comendo banana e farinha.
Foi muito difícil. No início, eu achava que ia morrer de Co- vid-19, pois tenho problemas respiratórios, mas quando chegou esse período eu pen- sei que minha morte não seria pela Covid-19, mas pela fome”, revela. Felizmente, Kevin pôde
contar com sua família e seus amigos para resistir.
“Minha Alegria É Triste”
também reúne a participação de Patrícia Zulu, que dá vida à palhaça Lilica Tricia Tri Tri. A atriz carrega consigo o coração de Lilica - “o maior do mundo”
- há mais de 15 anos, levando alegria e animação para even- tos sociais, infantis e ações promocionais em Belém e no Interior do Pará.
No atual contexto, Patrícia espera “estabilidade” quanto à retomada gradual de apre- sentações culturais: “Eu quero mais atenção para os artistas.
Fazemos parte de uma clas- se trabalhadora importante, levamos diversão e entrete- nimento e carregamos uma bagagem cultural muito rele- vante, que conta nossa histó- ria como seres humanos. Pre- cisamos ser valorizados”.
| Lançamento | Mesclando documentário e ficção, filme
“Minha Alegria É Triste” estreia neste fim de semana com dramas e reinvenções de artistas da palhaçaria durante a pandemia
SuSpiroS
de um riSo
“minha Alegria É Triste”, de Fábio Limah e Kevin braga, apresenta dramas e reinvenções de palhaços durante a pandemia
FOTOS divuLgAçãO
Minha Alegria É Triste
Quando: hoje, 13, e amanhã, 14; 20 e 21; 27 e 28 de novem- bro, sempre às 20 horas Onde: Minha Alegria É Triste no YouTube
Mais info: @minhaalegriae- tristedoc no Instagram
Busquei ver tudo aquilo que eu estava vivendo com um olhar simples e cômico”
Kevin Braga Artista
Miguel ArAujo
[email protected] ESpECiAL pARA O pOvO
em “Minha alegria É triste”, o palhaço dois de Paus (Kevin Braga) apresenta manchetes
‘aterrorizantes’ de um jornal chamado “braZil”
VIDA&ARTE
FORTALEZA - CE, SÁBADO, 13 DE NOVEMBRO DE 2021
O que é e como jogar
1.O jogo é constituído de 81 quadrados numa grade de 9 x 9 quadrados, subdivivida em nove grades menores de 3 x 3 quadrados.
2.Cada fileira (vertical e horizontal) deverá conter números de 1 a 9.
3.Cada grade menor, de 3 x 3 quadrados, deverá conter números de 1 a 9.
4. Nas fileiras horizontais e verticais da grade maior, cada número deverá aparecer uma só vez.
SUDOKU
PALAVRAS CRUZADAS
23 DE SETEMBRO A 22 DE OUTUBRO 23 DE OUTUBRO A 21 DE NOVEMBRO 22 DE NOVEMBRO A 21 DE DEZEMBRO 21 DE JUNHO A 22 DE JULHO 23 DE JULHO A 22 DE AGOSTO 23 DE AGOSTO A 22 DE SETEMBRO
22 DE DEZEMBRO A 20 DE JANEIRO 21 DE JANEIRO A 19 DE FEVEREIRO 20 DE FEVEREIRO A 20 DE MARÇO 21 DE MARÇO A 20 DE ABRIL 21 DE ABRIL A 20 DE MAIO 21 DE MAIO A 20 DE JUNHO
Brincar
Nico. LARA ANICETO
@nicomahouA Cara de Ju. JULIANNE ALMEIDA
@ajuilustraFinho Doguinho. GABO
@gaboseirasHORÓSCOPO PERSONARE
www.personare.com.br | [email protected]
PEIXES AQUÁRIO
CAPRICÓRNIO
SAGITÁRIO ESCORPIÃO
LIBRA
VIRGEM LEÃO
CÂNCER
GÊMEOS TOURO
ÁRIES
Meios alternativos se
mostram aliados em situações de fragilidade econômica.
Os processos e os recursos que permeiam a gestão do cotidiano são otimizados com originalidade, pois a Lua encontra Netuno e forma trígonos com Marte, Mercúrio e Sol no segmento cotidiano- material.
Procure valorizar o
intercâmbio de conhecimento, lhe proporcionando visão diferenciada. Estímulos intelectuais e criativos podem lhe levar a dinamizar seu desempenho no trabalho e na vida privada, pois a Lua encontra Netuno e forma trígonos com Marte, Mercúrio e Sol entre o setor social e seu signo.
Busque cultivar serenidade, pois ela é importante para avaliar com imparcialidade as situações. A solidariedade familiar se mostra essencial ao processo de superação dos problemas, como aponta o encontro da Lua com Netuno e os trígonos com Marte, Mercúrio e Sol entre os setores doméstico e de crise.
O senso de oportunidade apurado pode lhe colocar na rota de realizações importantes. Eleva-se a produção intelectual e a comunicação, visto que a Lua harmonizada a Netuno, Marte, Mercúrio e Sol no eixo espiritual-social tende a promover desenvoltura de pensamento e no trato humano.
União e solidariedade fazem a diferença frente aos obstáculos, tanto os de âmbito pessoal quanto os coletivos.
Lua, Netuno, Marte, Mercúrio e Sol se harmonizam no circuito íntimo, apurando sua percepção sobre as necessidades pessoais e familiares, enquanto que promovem cumplicidade no dia a dia.
Tente demonstrar capacidade de escuta. A solidariedade pode despontar como fator de aproximação nas relações humanas, promovendo suporte emotivo e apoio intelectual e prático, pois a Lua encontra Netuno no setor de relacionamentos e forma trígonos com Marte, Mercúrio e Sol.
As conversas tendem a levar a acordos importantes do cotidiano. O trato humano pode se revestir de empatia, tornando os processos colaborativos aprazíveis e prósperos, devido ao encontro da Lua com Netuno no setor comunicativo e os trígonos com Marte, Mercúrio e Sol no das amizades.
Como sugerem Marte, Mercúrio e Sol harmonizados, procure exercitar suas habilidades na vida profissional. A administração do cotidiano é favorecido pelo pensamento sensível promovido no encontro Lua-Netuno sobre a área material, fazendo práticas que dinamizam recursos e processos.
Que tal transmitir
positividade para o entorno?
O pensamento otimista e próspero pode lhe fazer ampliar seus horizontes, de modo a buscar experiências que lhe engrandeçam como pessoa, pois a Lua encontra Netuno em seu signo e forma trígonos com Marte, Mercúrio e Sol no setor espiritual.
Sua motivação tende a fi car em movimento crescente, estimulando o entorno a se apoiarem mutuamente em prol de qualidade de vida. A Lua encontra Netuno e forma trígonos com Marte, Mercúrio e Sol no circuito de crise, de modo que a solidariedade pode afl orar no processo de superação dos obstáculos.
Busque dar valor às trocas intelectuais e as atividades em parceria, gerando resultados prósperos.
Solidariedade e metas comuns podem fortifi car os relacionamentos pessoais, como sinaliza a passagem da Lua pelo setor de amizades, em conjunção a Netuno e em trígono com Marte, Mercúrio e o Sol.
A combinação de talentos diversos pode contribuir com as ações. Tente valorizar as propostas interdisciplinares.
Momento favorável para as parcerias profi ssionais, já que a Lua no setor do trabalho encontra Netuno e forma trígonos com Marte, Mercúrio e Sol, gerando processos colaborativos.
O SANTO
Santo Estanislau
O ANJO
Pahaliah
Nasceu na nobre família dos Kostka, na Polônia, a 28 de outubro de 1550. Aos 14, foi estudar em Viena, com seu irmão mais velho Paulo.
Devido a uma ordem do imperador Maximiliano I, o internato jesuíta onde estudavam foi fechado, sobrando como refúgio o castelo de um príncipe luterano que, com Paulo, promoveu o calvário doméstico de Estanislau. Em resposta às agressões do irmão e
às tentações da corte, o menino permanecia firme em seus propósitos cristãos. Sua saúde cedeu e, ao pedir um sacerdote para que pudesse comungar, recebeu um não. Santa Bárbara apareceu- lhe portando Jesus Eucarístico e, em seguida, trazendo-lhe a saúde física, surgiu a Virgem Maria com o Menino Jesus. Depois, o jovem discerniu sua vocação como jesuíta e foi para a Companhia de Jesus.
Este Anjo ajuda a descobrir todos os enigmas das religiões e auxilia a conversão dos povos ao cristianismo. Domina a religião, a moral, a teologia e ajuda a encontrar a vocação certa. Quem tem a proteção deste Anjo, desenvolve desde cedo uma personalidade muito forte, é um autêntico combatente, lutando sempre pelos grandes ideais. É um grande otimista, mestre na arte de discernir e gosta de viver em paz com todo mundo.
FORTALEZA - CE, SÁBADO, 13 DE NOVEMBRO DE 2021
[email protected] | *ESTA COLUNA É PUBLICADA TODOS OS DIAS
CLÓVIS
HOLANDA
[email protected] | *ESTA COLUNA É PUBLICADA TODOS OS DIAS
HOLANDA
Pause O POVOAcompanhe no Instagram da coluna mais fotos de eventos, personalidades, consumo e outras notícias. Acesse @pauseopovo.
JOÃO FILHO TAVARES
Nosso Meio: mercado da comunicação
se une em espaço de conteúdo e experiências
Inaugurado, na noite desta quarta-feira, o Espaço Nosso Meio. Carregando como missão a produção de conhecimento, a inovação e a conexão, iniciou suas atividades com evento reunindo empresários, gestores, profissionais de marketing, patrocinadores, fornecedores, apoiadores, e personalidades da mídia cearense. O POVO é um dos veículos parceiros da iniciativa.
O fundador do projeto, Fernando Hélio Martins Brito, e a diretora executiva, Tamires Soares Brito, atuaram como anfitriões da noite e apresentaram o conceito do primeiro hub de Comunicação do Nordeste. O evento foi conduzido pelo gestor de carreiras,
influenciador e cerimonialista Wladson Sidney.
O consultor de marketing e estratégia Bosco Couto, um dos idealizadores do Espaço, destacou a importância da união e da partilha de experiências para os profissionais. “A indústria passou por muitas mudanças nos últimos tempos e nós, que fazemos parte deste grande mundo do marketing, podemos elevar ainda mais o nível desse segmento, com troca e aprendizado. O Nosso Meio é palco para estes encontros e fico muito feliz em ver tantos profissionais envolvidos com o projeto”, finaliza.
Seguem presenças...
ETC E TAL...
Idézio Rolim é o novo confreiro de Amis Et Vins, o desejado grupo de amigos enófilos capitaneado pelo médico Weiber Xavier. Encontro de apresentação do novo integrante agendado para dia 18, no L`Ô.
Famoso nutrólogo Fred Carioca casa-se hoje à tarde com o executivo da área de investimentos William Maciel. Cerimônia civil e festa acontecem no Colosso. Lilian Porto assina a produção do evento. Bolos e doces da requisitada Dolce Divino.
Casal da vez, Paolla Oliveira e Diogo Nogueira vêm a Fortaleza no dia 25 para a live de aniversário dos 50 anos da marca de lingerie Del Rio.
Peças do designer Érico Gondim, muitas delas premiadas, em mais de um ambiente da CasaCor. Mostra este ano, aliás, valoriza acima de tudo a produção local.
No setor de gastronomia na mostra, o destaque vai para a cervejaria Capitosa, da dinâmica Carol Zilles, beer sommelier que por anos assinou coluna aqui no O POVO.
Harmonização facial é o serviço mais disponível no BS Design. São muitas clínicas e profissionais oferecendo aquele
“up” no rosto, todos com agenda lotada.Até quem antes não era chegado às intervenções, tem se deixado levar pelo encanto das agulhas preenchedoras...
Amanhã no Vida &Arte, entrevista com Fernanda Montenegro, que acaba de ser eleita como nova imortal da Academia Brasileira de Letras, juntamente com Gilberto Gil, anunciado ontem para uma outra cadeira vacante na entidade.
BOM SÁBADO!
Programação movimenta ruas do Cariri
No Teatro Sesc Adalberto Vamozi, localizado no Crato, Nonato Lima apresentou o show ‘Brasiliando’ na quinta, 11
JR PANELA / DIVULGAÇÃO
| ATÉ AMANHÃ | 23ª edição da Mostra Sesc Cariri de Culturas oferece atividades gratuitas
Palhaço Mateu, rei, rainha, contramestre, guerreiros, ca- pitão, embaixadores, príncipe, princesa, jaraguá, burrinha, boi e bode nas ruas; poesia, perfor- mance, música e audiovisual nos palcos e bibliotecas: arte e saberes populares colorem as calçadas de todo o Cariri durante a 23ª edição da Mostra Sesc Cariri de Culturas.
Iniciada no último sábado, 7, a programação em formato híbrido segue até amanhã, 14.
Com o objetivo de fortalecer o patrimônio natural e cultural do Cariri cearense e difundir a tradi- ção do Ceará Profundo, a Mostra Sesc reúne pesquisadores, artistas e público em torno de apresenta- ções, ações formativas e mesas de debate abertas ao público e trans- mitidas virtualmente no Youtube e no Instagram do Sesc Ceará, assim
como na Fecoplay, plataforma de streaming da Fecomércio Ceará.
Neste ano, o evento conta com 114 coletivos e artistas selecionados no edital de 2020, além de 50 grupos de tradição popular.
Hoje, às 16h, acontece a inau- guração do Museu Orgânico Casa de Telma Saraiva — atividade presencial que será transmitida nas redes sociais da Mostra Sesc.
Reunião de saberes e memórias dos mestres da cultura no Cariri, os museus orgânicos celebram as tradições e histórias de persona- gens como Mestre Nena. Nascido no Crato, o menino Francisco Go- mes Novaes começou a brincar no reisado de congo do Mestre Móises Ricardo ainda aos 12 anos.
Hoje, aos 70, Mestre Nena coman- da o Bacamarteiros da Paz em Juazeiro do Norte.
Em seu museu orgânico na ci- dade de Juazeiro, Mestre Nena re- cebe os visitantes com café quente e contos e causos para partilhar.
No acervo, fotos, vestes e instru- mentos do Bacamarteiros da Paz conta a história do tradicional gru- po que transforma o cangaço em arte pelas ruas do Cariri. “Eu me sinto muito feliz com esse museu orgânico. Enquanto eu for vivo, eu vou brincar reisado”, assegura.
Neste sábado, a banda Donaleda apresenta o show “This Is Reggae Music Made In Ceará” às 20h no Teatro Sesc Patativa do Assaré em Juazeiro do Norte. A performance do grupo será transmitida ao vivo.
Toda a programação da Mostra Sesc está disponível no site www.
mostrasescdeculturas.com.br.
(Bruna Forte. A repórter viajou ao Cariri a convite do Sesc Ceará) Evandro e Guilherme Colares
JOÃO FILHO TAVARES
Gustavo Rocha, Ivana Pimentel e Luiza Lacerda Honório Pinheiro, Fernando Hélio e Alexandre Pinheiro
FOTOS JOÃO FILHO TAVARES
Junior Gomes e Carlos Rios
JOÃO FILHO TAVARES
Juliana Farias e Gabriel Miranda
JOÃO FILHO TAVARES
Lídia Oliveira e Paulo Henrique Donato
JOÃO FILHO TAVARES
Karla Rodrigues, Jaqueline Maia e Renata Benevides
JOÃO FILHO TAVARES
Bob Filho, Tamires Brito e Bob Santos
JOÃO FILHO TAVARES
Ana Celina Bueno e Bosco Couto
JOÃO FILHO TAVARES
André Borges, Duda Brígido, Thiago Façanha e Hermann Hesse
VIDA&ARTE
FORTALEZA - CE, SÁBADO, 13 DE NOVEMBRO DE 2021
ESG é a tradução de práticas corporativas que ajudam na manutenção do negócio
sustentabilidade
Desde o começo da pandemia da Covid-19 no Brasil estamos ouvindo um “zum zum zum” das grandes empresas falando sobre essa sigla que até antes de 2020 era bem pouco falada. Esse falató- rio começou exatamente no mo- mento em que tomamos o susto de termos o mundo inteiro parado por causa de um vírus. Imagina só, uma sociedade humana alta- mente estruturada, que mapeia genoma, tem capacidade de clo- nagem, faz viagens ao espaço e simplesmente parou por causa de um vírus. Foi neste contexto que o ESG ganhou ainda mais força e eu quero te explicar o porquê dele ser tão importante.
A sigla ESG, que vem do in- glês Environmental, Social e Governance (traduzindo: meio ambiente, social e governança) surgiu pela primeira vez em 2004 em um documento do Pacto Glo- bal em parceria com Banco Mun- dial chamado “Who Cares Wins”
como uma grande provocação às
instituições financeiras sobre in- tegrar fatores ambientais, sociais e de governança no mercado de capitais. Esse relatório incenti- vava que o ESG fosse usado como métrica de avaliação de empre- sas que buscavam investimentos e existiriam para responder a esta provocação sobre o impacto socioambiental que o capitalismo traz ao mundo. Deu Certo! A ideia foi tão bem absolvida pelo mer- cado de capitais que os grandes fundos de investimento como a Black Rocks começaram a colocar em seus planos de investimento a temática do ESG com muita for- ça.
No Brasil, a força do tema ESG vem exatamente, mais de uma década depois, quando surge a pandemia. Não que a gente não discutisse sustenta- bilidade antes... a gente já esta- va começando a entender bem a diferença entra responsabilida- de social e sustentabilidade em- presarial. Mas isso ainda estava confinado às empresas grandes tidas como “do bem”.
O que a gente não tinha en- tendido, e talvez você ainda não despertou para o assunto, é que ESG (meio ambiente, social e go- vernança) não existe para tornar nenhuma empresa do bem. Ele é a tradução de práticas corporativas de excelência que ajudam efetiva- mente na manutenção do negócio e em seu crescimento no longo
prazo. ESG é a indicação para as empresas que trabalham com mais solidez, custos inteligentes, reputação impecável e resiliência.
Também indica que essas empre- sas geram além dos mais altos padrões de lucratividade impacto socioambiental em sua atuação.
O conceito do ESG provoca a responsabilidade social e, se você me permite ser radical, bate de frente com ela. Enquanto no con- ceito de responsabilidade social a empresa foca em minimizar seu impacto negativo fazendo o bem para a sociedade, no ESG a em- presa vive os mais altos padrões de garantia de sustentabilidade.
Sempre que eu falo desse con- ceito, e no Brasil já tem gente traduzindo literalmente e cha- mando de ASG (ambiental, social e governança), eu gosto de tra- zer a visão de um Iceberg. Todos nós sabemos que os Icebergs são
| ANÁLISE | Empreendedora da startup Muda Meu Mundo, Priscilla Veras destaca a força do tripé “meio ambiente, social e governança” como provocação de mudança nas empresas
E O QUE
é esse tal ESG?
PRISCILLA VERAS
[email protected] ESPECIAL PARA O POVO
estruturas enormes de gelo que a sua maior parte está afundada na água onde nós não podemos ver, a parte que todos vemos é talvez a menor de todas. Pois bem, a for- ma como você implanta ou vive o ESG na empresa começa com a parte mais sólida, a maior e mais importante de todas, aquela que nem sempre as pessoas veem mas que se ela não for muito es- truturada tudo o que for cons- truído em cima vai desabar. Estou falando da governança.
Se eu tivesse criado esse termo ele se chamaria GSE (governan- ce, social e environmental)... falo isso porque é a governança que vai indicar o quão potente são to- das as ações que a empresa faz.
É a governança que permite às empresas caminharem seguras com trilhos claros e focados de crescimento e de práticas “corre- tas”. Sem governança você pode
falar que faz ações ambientais mas por trás dos panos aprovar uma barragem que deveria ser condenada e a mesma barragem gerar um desastre ambiental e social. É através da governança que as empresas expressam seus mais profundos anseios de serem aquilo que estão se propondo a ser e com isso bem estruturado podemos então pensar em olhar as práticas sociais e ambientais.
Ao olhar para ESG, nós abrimos primeiro uma análise interna de padrões e comportamentos que vivenciamos dentro da empresa e que bem estruturados refletem no mundo ao redor da empresa.
Não se trata de ser “do bem”, se trata de que nenhuma empresa viverá nos próximos anos sem adotar ESG como uma forma de ser e fazer negócios. E sim, isso dá lucro, trás cliente e te leva a um patamar acima da concorrência.
Amálgama criativa de Jansen
Obra ‘(Des)esperança’, de Jansen
LUCAS JANSEN / DIVULGAÇÃO
| NOSSO PAPEL É ARTE | A partir de colagens digitais, designer
Lucas Jansen expressa ideias e sentimentos que o movem enquanto artista
O contraste entre o preto e branco das fotos que dão base às obras do designer Lucas Jansen com a explosão de cores ao redor delas é uma das características centrais da produção do cearen- se — marca estética, mas tam- bém simbólica, uma vez que re- presenta, pela arte, sentimentos que povoam o artista. A partir de colagens digitais mescladas com ilustrações, Jansen cria amál- gamas criativas e de expressão.
Uma das obras do artista, “Cara Embaçada”, ilustra a sobreca- pa de hoje do O POVO, dentro do projeto “Nosso Papel É Arte”.
Aos 31 anos, Jansen tem as colagens digitais como foco ar- tístico — e “escape” — desde 2018. O contato com a técnica veio, inicialmente, do trabalho como designer editorial. O in- teresse pela arte, no entanto, data da adolescência. O “clique”
se deu, ele reconhece, aos 14 anos, quando descobriu a banda Nirvana a partir do disco “Ne- vermind”. “Me lembro que ouvir aquele CD, por mais que eu não entendesse as coisas, virou uma espécie de chave na minha ca- beça”, rememora.
“Acho que foi o primeiro con- tato que realmente mudou mi- nha cabeça e me fez entender que música, pintura, tem sig- nificados. Comecei a me inte- ressar (por fazer arte), mas sem foco. Apesar de não saber tocar, tentava escrever música, ape- sar de não ser bom desenhista, desenhava”, segue Jansen.
A segunda “virada de chave”
ocorreu quando engrenou no design, atuando como esta- giário no O POVO e, inclusive, desenhando centenas de capas do Vida&Arte. A descoberta da colagem digital veio em outra experiência profissional, numa revista, quando uma coluna precisava de uma solução vi- sual e Jansen passou a produzir obras do tipo com constância.
Após passagens por outras em- presas, Jansen retornou ao O POVO no mês passado.
“Apesar de que eu sempre quis fazer algo, ser designer e trabalhar com design editorial acabou me mostrando o cami- nho de como buscar isso, além de experiências como ter tra- balhado no Vida&Arte. Minha atuação teve total influência no meu caminho”, reconhece. “Não vou dizer que se não tivesse tra- balhado com design eu não en- contraria alguma forma de me expressar. Talvez encontrasse, mas não sei se seria essa. Se es- tou onde estou como artista, foi por conta de trabalhar com de- sign e design editorial”, avança.
Entre as inspirações de Jan- sen, ele cita o nigeriano Temi
Coker, o cubano Magdiel Lopez, a brasileira Natasha Lomonaco, o japonês Inio Asano e artistas de rua como Banksy, Os Gê- meos, Tito Ferreira, Thyagão, Zé Victor e Acidum. Apesar da importância das referências, produz, principalmente, a par- tir das próprias questões.
“O que me move nas minhas produções é o que estou sentin- do naquele momento. Sou uma pessoa bastante ansiosa e criar vem sendo uma grande válvu- la de escape, então temas que vêm sempre nas minhas obras são ansiedade, depressão, espe- rança, raiva, dor, sonhos, busca, culpa, aceitação”, elenca.
Após centenas de desig- ns editoriais publicados no O POVO, a publicação de uma obra autoral emociona o ar- tista. “É muito importante ter esse espaço de reconhecimen- to ao estar me expressando em uma obra autoral. Minha obra me expressa muito”, aponta.
(João Gabriel Tréz)
Acompanhe o artista
@byjansen
O POVO MAIS
MAIS.OPOVO.COM.BR
Confi ra obras de Jamille Queiroz, Azuhli, Negrosousa, Raisa Christina, Hélio Rôla, Sy Gomes e outros artistas na mostra “Nosso Papel É Arte”, no O POVO +”