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DOCUMENTO PROTEGIDO PELA LEI DE DIREITO AUTORAL

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Academic year: 2022

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(1)AU TO RA L. UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES. TO. FACULDADE INTEGRADA AVM. LA. LE I. DE. DI R. EI. PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU. PE. POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS. DIEGO PADILHA MIRA. DO. CU. M. EN. TO. PR. OT. EG. ID. O. Aplicação da Lei de Resíduos Sólidos nos tempos atuais. Rio de Janeiro 2013.

(2) UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES FACULDADE INTEGRADA AVM PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU. POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS Aplicação da Lei de Resíduos Sólidos nos tempos atuais. Esta publicação atende a complementação didático-pedagógica da disciplina de metodologia de pesquisa e a produção e desenvolvimento de monografia para os cursos de pós-graduação lato e stricto sensu.. Rio de Janeiro 2013.

(3) AGRADECIMENTOS. Ao professor e mestre Francisco Carrera, orientador do Curso de Direito Ambiental do Instituto A Vez do Mestre, e aos demais professores que contribuíram na formação das minhas convicções e dos meus pensamentos..

(4) DEDICATÓRIA. Aos meus amigos Andrea, Anley, Tainah, Léo e Mayara que estiveram ao meu lado nessa grande caminhada. Aos meus familiares que estão sempre junto comigo nas conquistas dos meus objetivos..

(5) RESUMO. O trabalho trata da introdução da nova lei de resíduos sólidos no ordenamento jurídico brasileiro, com enfoque nas suas definições, classificações, bem como a parte de logística reversa e responsabilidades dos fabricantes, distribuidores e comerciantes. Salienta ainda um projeto piloto que vem sendo testado em São Paulo e que tem um grande potencial para servir de base também para outras Cidades..

(6) METODOLOGIA. Os métodos utilizados para a elaboração desse trabalho foram: leitura de artigos e leis, pesquisa bibliográfica e documental, e reportagens, a respeito de um projeto piloto em São Paulo..

(7) SUMÁRIO. CAPITULO I – Introdução. 8. CAPÍTULO II - Política Nacional de Resíduos Sólidos. 9. 2.1 - Definição de Resíduos Sólidos. 9. 2.2 - Classificação dos Resíduos Sólidos. 12. 2.3 – Objetivos. 13. 2.4 - Responsabilidade Compartilhada. 17. 2.5 - Logística Reversa. 19. CAPÍTULO III - Planos de Resíduos Sólidos. 22. 3.1 - Plano Nacional. 22. 3.2 - Plano Estadual. 23. 3.3 - Plano Microrregional. 25. 3.4 - Plano Municipal. 25. 3.5 - Plano de Gerenciamento. 27. CAPÍTULO IV – Projeto Piloto de Logística Reversa. 30. CAPÍTULO V – Conclusão. 33. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. 34.

(8) CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO. A Lei 12.305, de 02.08.2010, instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, dispondo sobre os princípios, objetivos, instrumentos e diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os perigosos, delimitando a esfera de responsabilidade dos geradores de resíduos e do poder público, além de prever instrumentos econômicos. A supramencionada Lei demorou 19 anos até ser sancionada, ou seja, houveram vários debates até se chegar ao seu conteúdo e formação atual. É relevante citar que a problemática dos resíduos sólidos não é de hoje, mas sim de tempos atrás. Apesar disso, hoje esta problemática se mostra mais clara e difícil de resolver, em razão da grande produção de lixo que ocorre diariamente em nosso país. Em uma pública sobre a História do lixo, Aristides Rocha conta um episódio pitoresco, porém muito emblemático do comportamento da população, qual seja: Na cidade do Rio de Janeiro que desde de 1850 era assolada pela peste, Oswaldo Cruz, Chefe de Higiene, pagava 300 réis a cada cidadão que levasse um rato. Alguns meses após o início da campanha descobriu-se que alguns familiares criavam ratos para vender posteriormente. (MILARÉ, 2012) O lixo que é algo visível aos nossos olhos, entretanto acaba se tornando invisível. As destinações finais, sendo elas corretas ou incorretas, muitas vezes ocorre em municípios afastados das regiões metropolitanas, com algumas exceções. Observa-se que a preocupação da maioria dos cidadãos é se livrar daquele lixo que põe em frente a sua residência, o chamado lixo urbano, porém não se preocupam com a sua destinação final. A Política Nacional de Resíduos Sólidos não é a pioneira sobre o tema resíduos sólidos. A matéria em questão já estava correlacionada ao rol de serviços de infraestrutura básica prevista no artigo 30, V da Constituição.

(9) Federal de 1988, bem como as diversas resoluções do CONAMA e algumas Leis Estaduais do Rio de Janeiro que deram embasamento para formação da referida política. Observa-se que em 1988, já existiam normas que definiam sobre a destinação final de resíduos, como exemplo a Resolução CONAMA 006, de 15.06.1988 que versava sobre os empreendimentos que deveriam gerir seu próprio resíduo, esta Resolução acabou sendo revogada e substituída pela Resolução do CONAMA 313, de 29.10.2002, este ato normativo determina que as industrias deverão registrar mensalmente e manter na unidade industrial os dados de geração e destinação dos resíduos gerados para efeito de obtenção de dados para o Inventário Nacional de Resíduos Industriais. Nesse Sentido, a Resolução do CONAMA 005, de 05.08.1993, que versa sobre o gerenciamento de resíduos sólidos provenientes de serviços de saúde, portos e aeroportos, bem como de terminais ferroviários e rodoviários, estabelece que as empresas responsáveis por estas atividades deverão gerenciar esses resíduos da sua geração até a sua disposição final. Ato contínuo, esses procedimentos foram aprimorados, atualizados e complementados pela Resolução CONAMA 358, de 29.04.2005. Cabe ressaltar ainda que algumas Leis estaduais foram muito importantes. e. pertinentes. ao. processo. de. formação. da. política. supramencionada, como exemplo a Lei Estadual nº 3755, de 07 de janeiro de 2002, que autoriza o poder executivo a financiar a formação de cooperativas, bem como a Lei Estadual nº 4191, de 30 de setembro de 2003 que estabelece princípios,. procedimentos,. normas. e. critérios. referentes. à. geração,. acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte, tratamento, destinação final dos resíduos no Estado do Rio de Janeiro, visando o controle da poluição, da contaminação e minimização de seus impactos ambientais. Ante o exposto, conclui-se que apesar da grande quantidade de norma presente em nosso ordenamento jurídico, havia a necessidade de uma Política Nacional que sistematizasse toda matéria pertinente a resíduos sólidos..

(10) CAPÍTULO II – POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS. O doutrinador Paulo de Bessa Antunes diz que: “a Política Nacional de Resíduos Sólidos deve ser estendida como uma lei geral voltada para proteção ambiental. Ela dispõe sobre os princípios, objetivos e instrumentos, bem como sobre as diretrizes relativas a gestão integrada e ao gerenciamento. de. responsabilidades. resíduos. sólidos,. incluídos. os. perigosos,. às. dos geradores e do poder público e aos instrumentos. econômicos aplicáveis. Desta forma, como se observa, esta Lei poderá contribuir na redução dos danos e impactos causados pela disposição final inadequada dos Resíduos Sólidos”. (ANTUNES, 2011). No mesmo sentindo Édis Milaré afirma que: “Com o advento da PNRS preenche-se uma importante lacuna na estrutura do regulatório nacional. Percebe-se a problemática quanto a disposição final inadequada dos resíduos sólidos, além da dificuldade de identificação dos agentes responsáveis.” (MILARÉ, 2012). 2.1 - Definições dos Resíduos Sólidos. A Lei 12.305 de 2010, que versa sobre a política nacional de resíduos sólidos, estabelece em seu artigo 3º, 19 (dezenove) definições de conceitos, mecanismos e instrumentos que acabam por traduzir toda a sistemática instituída para a gestão de resíduos sólidos. Art. 3º Para os efeitos desta Lei, entende-se por: I - acordo setorial: ato de natureza contratual firmado entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, tendo em vista a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto; II - área contaminada: local onde há contaminação causada pela disposição, regular ou irregular, de quaisquer substâncias ou resíduos; III - área órfã contaminada: área contaminada cujos responsáveis pela disposição não sejam identificáveis ou individualizáveis;.

(11) IV - ciclo de vida do produto: série de etapas que envolvem o desenvolvimento do produto, a obtenção de matérias-primas e insumos, o processo produtivo, o consumo e a disposição final; V - coleta seletiva: coleta de resíduos sólidos previamente segregados conforme sua constituição ou composição; VI - controle social: conjunto de mecanismos e procedimentos que garantam à sociedade informações e participação nos processos de formulação, implementação e avaliação das políticas públicas relacionadas aos resíduos sólidos; VII - destinação final ambientalmente adequada: destinação de resíduos que inclui a reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento energético ou outras destinações admitidas pelos órgãos competentes do Sisnama, do SNVS e do Suasa, entre elas a disposição final, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos; VIII - disposição final ambientalmente adequada: distribuição ordenada de rejeitos em aterros, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos; IX - geradores de resíduos sólidos: pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, que geram resíduos sólidos por meio de suas atividades, nelas incluído o consumo; X - gerenciamento de resíduos sólidos: conjunto de ações exercidas, direta ou indiretamente, nas etapas de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos, de acordo com plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos ou com plano de gerenciamento de resíduos sólidos, exigidos na forma desta Lei; XI - gestão integrada de resíduos sólidos: conjunto de ações voltadas para a busca de soluções para os resíduos sólidos, de forma a considerar as dimensões política, econômica, ambiental, cultural e social, com controle social e sob a premissa do desenvolvimento sustentável; XII - logística reversa: instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada; XIII - padrões sustentáveis de produção e consumo: produção e consumo de bens e serviços de forma a atender as necessidades das atuais gerações e permitir melhores condições de vida, sem comprometer a qualidade ambiental e o atendimento das necessidades das gerações futuras; XIV - reciclagem: processo de transformação dos resíduos sólidos que envolve a alteração de suas propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas, com vistas à transformação em insumos ou novos produtos, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos órgãos competentes do Sisnama e, se couber, do SNVS e do Suasa;.

(12) XV - rejeitos: resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada; XVI - resíduos sólidos: material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível; XVII - responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos: conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos, nos termos desta Lei; XVIII - reutilização: processo de aproveitamento dos resíduos sólidos sem sua transformação biológica, física ou físicoquímica, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos órgãos competentes do Sisnama e, se couber, do SNVS e do Suasa; XIX - serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos: conjunto de atividades previstas no art. 7º da Lei nº 11.445, de 2007.. O resíduo Sólido é o material, substância, objeto ou todo bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder. Considerando que descartar é pôr de lado, vemos que a definição leva em conta o estado atual do bem, de cuja companhia nos desfazemos. Não se leva em conta se o bem descartável é útil ou não, segundo Paulo Affonso Machado. Pela definição acima se percebe que os resíduos sólidos, são componentes sólidos de qualquer natureza no final de ciclo, precisando assim dar uma destinação final correta a este componente seja reutilizando, reciclando ou a descartando de forma correta.. 2.2 – Classificações dos Resíduos Sólidos.

(13) Os resíduos podem ser classificados quanto a sua origem e a sua periculosidade, conforme o artigo 13º da Política Nacional de Resíduos Sólidos: Quanto à origem: eles podem ser resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas em residências urbanas; resíduos de limpeza urbana: os originários da varrição, limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana; resíduos sólidos urbanos: os englobados nas alíneas “a” e “b”; resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços: os gerados nessas atividades, excetuados os referidos nas alíneas “b”, “e”, “g”, “h” e “j”; resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: os gerados nessas atividades, excetuados os referidos na alínea “c”; resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e instalações industriais; resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de saúde, conforme definido em regulamento ou em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e do SNVS; resíduos da construção civil: os gerados nas construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos para obras civis; resíduos agrossilvopastoris: os gerados nas atividades agropecuárias e silviculturais,. incluídos. os. relacionados. a. insumos. utilizados. nessas. atividades; resíduos de serviços de transportes: os originários de portos, aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira; resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa, extração ou beneficiamento de minérios; Já quanto à periculosidade eles podem ser classificados em resíduos perigosos: aqueles que, em razão de suas características de inflamabilidade,. corrosividade,. carcinogenicidade,. reatividade,. teratogenicidade. e. toxicidade,. patogenicidade,. mutagenicidade,. apresentam. significativo risco à saúde pública ou à qualidade ambiental, de acordo com lei, regulamento ou norma técnica; e também em resíduos não perigosos: aqueles não enquadrados na alínea “a”.. 2.3 Objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

(14) Dentre os principais objetivos da Lei está a saúde humana e a qualidade ambiental. Ocorrendo evento lesivo à saúde pública e ao meio ambiente, relacionado ao gerenciamento de resíduos sólidos, o Poder Público deve atuar, ainda que subsidiariamente, com vistas a minimizar ou cessar o dano. Assim, ainda que a lei valorize, de forma intensa, a reciclagem e a reutilização, esses procedimentos devem ser submetidos ao monitoramento, a fiscalização ambiental, sanitária e agropecuária, a avaliação ambiental periódica e ao licenciamento e revisão. Art. 8o São instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, entre outros: V - o monitoramento e a fiscalização ambiental, sanitária e agropecuária; XVII - no que couber, os instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente, entre eles: a) os padrões de qualidade ambiental; d) a avaliação de impactos ambientais; f) o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras;. Outro objetivo não menos importante da Lei é o da não geração de resíduo, na gestão dos resíduos sólidos a seguinte ordem deve ser observada: 1- não geração, 2- redução, 3- reutilização, 4 – reciclagem, 5- tratamento e 6- disposição final. Sendo assim é com base nessas diretrizes que se desdenha todo o arcabouço normativo do ordenamento jurídico brasileiro. Art. 9º Na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, deve ser observada a seguinte ordem de prioridade: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.. Destacando-se a primeira prioridade, no EIA e no LA há de ser examinada a alternativa de indeferir o projeto que contenha a geração de resíduos sólidos evitáveis..

(15) Art. 7o São objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos: II - não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos;. Como o posicionamento da Lei. 12.305, não se pode admitir que qualquer um seja livre para produzir o resíduo sólido que quiser, quando quiser e onde quiser. Há uma metodologia que inclui os 5 “erres” na gestão dos resíduos sólidos: repensar, reduzir, reutilizar, reciclar e responsabilizar. (RIBEIRO, 2009) O doutrinador Paulo de Bessa Antunes ensina que: “o resíduo é um subproduto de uma determinada atividade e, muitas vezes, processos ineficientes fazem com que a própria matéria prima possa se transformar em resíduo com perdas econômicas e ambientais significativas”. Assim, a ordem de prioridade para o gerenciamento e gestão dos resíduos sólidos, tal como estabelecida na lei, segue uma lógica econômica e ambiental precisa e que merece aplausos. Nota-se que, por ser diretriz, a norma não impede que sejam gerados resíduos, até mesmo porque seria uma norma natimorta. O que a norma busca é que qualquer atividade seja praticada com o mais elevado nível de eficiência econômica e ambiental, o que o levará, logicamente, ao menor índice de desperdício que é diretamente proporcional à menor. Ante o exposto, a própria Lei em seu artigo 9º, parágrafo primeiro, reconhece que os resíduos sólidos, se adequadamente aproveitados, podem se constituir em importante fonte de energia complementar, desde que tenha sido comprovada sua viabilidade técnica e ambiental e com a implantação de programa de monitoramento de emissão de gases tóxicos aprovado pelo órgão ambiental. Art. 9º Na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, deve ser observada a seguinte ordem de prioridade: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. § 1º Poderão ser utilizadas tecnologias visando à recuperação energética dos resíduos sólidos urbanos, desde que tenha sido comprovada sua viabilidade técnica e ambiental e com a implantação de programa de monitoramento de emissão de gases tóxicos aprovado pelo órgão ambiental..

(16) Outro objetivo é a valorização do catador, que se dedicam a coleta, transporte e disposição final dos resíduos. A figura é de tal importância que foi mencionado 12 vezes pela Lei, nos respectivos artigos, quais sejam: Art. 7o São objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos: XII - integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos; Art. 8o São instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, entre outros: IV - o incentivo à criação e ao desenvolvimento de cooperativas ou de outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis; Art. 15º A União elaborará, sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, com vigência por prazo indeterminado e horizonte de 20 (vinte) anos, a ser atualizado a cada 4 (quatro) anos, tendo como conteúdo mínimo: V - metas para a eliminação e recuperação de lixões, associadas à inclusão social e à emancipação econômica de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis; Art. 17. O plano estadual de resíduos sólidos será elaborado para vigência por prazo indeterminado, abrangendo todo o território do Estado, com horizonte de atuação de 20 (vinte) anos e revisões a cada 4 (quatro) anos, e tendo como conteúdo mínimo: IV - metas para o aproveitamento energético dos gases gerados nas unidades de disposição final de resíduos sólidos; Art. 18. A elaboração de plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos, nos termos previstos por esta Lei, é condição para o Distrito Federal e os Municípios terem acesso a recursos da União, ou por ela controlados, destinados a empreendimentos e serviços relacionados à limpeza urbana e ao manejo de resíduos sólidos, ou para serem beneficiados por incentivos ou financiamentos de entidades federais de crédito ou fomento para tal finalidade. § 1o Serão priorizados no acesso aos recursos da União referidos no caput os Municípios que: II - implantarem a coleta seletiva com a participação de cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda. Art. 19. O plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos tem o seguinte conteúdo mínimo: IX - programas e ações de capacitação técnica voltados para sua implementação e operacionalização;.

(17) Art. 21. O plano de gerenciamento de resíduos sólidos tem o seguinte conteúdo mínimo: § 3o Serão estabelecidos em regulamento: I - normas sobre a exigibilidade e o conteúdo do plano de gerenciamento de resíduos sólidos relativo à atuação de cooperativas ou de outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis; Art. 33. São obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de: § 3o Sem prejuízo de exigências específicas fixadas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e do SNVS, ou em acordos setoriais e termos de compromisso firmados entre o poder público e o setor empresarial, cabe aos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes dos produtos a que se referem os incisos II, III, V e VI ou dos produtos e embalagens a que se referem os incisos I e IV do caput e o § 1o tomar todas as medidas necessárias para assegurar a implementação e operacionalização do sistema de logística reversa sob seu encargo, consoante o estabelecido neste artigo, podendo, entre outras medidas: III - atuar em parceria com cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis, nos casos de que trata o § 1o. Art. 36. No âmbito da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, cabe ao titular dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, observado, se houver, o plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos: I - adotar procedimentos para reaproveitar os resíduos sólidos reutilizáveis e recicláveis oriundos dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos; IV - realizar as atividades definidas por acordo setorial ou termo de compromisso na forma do § 7o do art. 33, mediante a devida remuneração pelo setor empresarial; Art. 42. O poder público poderá instituir medidas indutoras e linhas de financiamento para atender, prioritariamente, às iniciativas de: II - implantação de infraestrutura física e aquisição de equipamentos para cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda; Art. 44. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, no âmbito de suas competências, poderão instituir normas com o objetivo de conceder incentivos fiscais, financeiros ou creditícios, respeitadas as limitações da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), a:.

(18) II - projetos relacionados à responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos, prioritariamente em parceria com cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda; Art. 50. A inexistência do regulamento previsto no § 3o do art. 21 não obsta a atuação, nos termos desta Lei, das cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis.. A lei 12.305, ainda que não proíba expressamente, não previu a possibilidade de incentivo ao catador de material reutilizável e reciclável empregado de pessoa física ou de pessoa jurídica. Emanam do texto da lei duas orientações: impulsionar o catador autônomo ou não subordinado a uma relação de emprego e o incentivo para não agir isoladamente. Assim, a associação e/ou a cooperativa é fortalecida. O associativismo tem uma vantagem processual, pois a associação ou a cooperativa de catadores de material reutilizável e reciclável tem legitimidade para agir como autora ou listisconsorte da Acao Civil Publica. Ninguem esclarecido e bem –intencionado pode negar que essa cooperativa ou associação, ao mesmo tempo em que cuida dos interesses de seus associado, tem uma finalidade de proteger o meio ambiente. (MACHADO, 2012).. 2.4 Responsabilidade Compartilhada. A responsabilidade compartilhada esta prevista no artigo 30 da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que traz em seu conteúdo os objetivos de tal responsabilidade pelo ciclo de vida do produto, quais sejam: Art. 30. É instituída a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, a ser implementada de forma individualizada e encadeada, abrangendo os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, os consumidores e os titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, consoante as atribuições e procedimentos previstos nesta Seção. Parágrafo único. A responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos tem por objetivo:.

(19) I - compatibilizar interesses entre os agentes econômicos e sociais e os processos de gestão empresarial e mercadológica com os de gestão ambiental, desenvolvendo estratégias sustentáveis; II - promover o aproveitamento de resíduos sólidos, direcionando-os para a sua cadeia produtiva ou para outras cadeias produtivas; III - reduzir a geração de resíduos sólidos, o desperdício de materiais, a poluição e os danos ambientais; IV - incentivar a utilização de insumos de menor agressividade ao meio ambiente e de maior sustentabilidade; V - estimular o desenvolvimento de mercado, a produção e o consumo de produtos derivados de materiais reciclados e recicláveis; VI - propiciar que as atividades produtivas alcancem eficiência e sustentabilidade; VII - incentivar as boas práticas de responsabilidade socioambiental.. A lei determina que categorias profissionais sejam abrangidas pela responsabilidade compartilhada: os fabricantes, os importadores, os distribuidores. e. os. comerciantes.. Esses. ainda. possuíram. outras. responsabilidades que irão fortalecer os objetivos supracitados. As demais obrigações têm responsabilidades que abrangem: investimento no desenvolvimento, na fabricação e na colação no mercado de produtos: a) que sejam aptos, após o uso pelo consumidor, à reutilização, à reciclagem ou a outra forma de destinação ambientalmente adequada; b) cuja fabricação e uso gerem a menor quantidade de resíduos sólidos possível. A divulgação de informações relativas às formas de evitar, reciclar e eliminar os resíduos sólidos associados a seus respectivos produtos, recolhimentos dos produtos e dos resíduos remanescentes após o uso, assim como sua subsequente destinação final ambientalmente adequada, no caso de produtos objeto do sistema de logística reversa na forma do artigo 33 da Política Nacional de Resíduos Sólidos. E por fim, o compromisso de, quando firmados acordos ou termos de compromisso com o município, participar das ações previstas no plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos, no caso de produtos ainda não inclusos no sistema de logística reversa.. 2.5 - Logística Reversa.

(20) A Política Nacional de Resíduos Sólidos traz em seu artigo 3º, XII; o conceito de logística reversa, qual seja: Art. 3o Para os efeitos desta Lei, entende-se por: XII - logística reversa: instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada;. Podemos ver que, a logística reversa nada mais é que o ciclo de vida do produto, da sua matéria prima, produção, destinação, consumo e destinação final. Ensejando uma responsabilidade pós-consumo, pois a logística reversa tem como finalidade levar o produto consumido de volta as fases inicias do seu ciclo de vida ou então pela sua reutilização. Desta maneira, existe uma responsabilidade compartilhada entre os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de implementarem uma estrutura de logística reversa no que diz respeito ao descarte desses produtos e embalagens: Art. 33. São obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de: I - agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso, observadas as regras de gerenciamento de resíduos perigosos previstas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa, ou em normas técnicas; II - pilhas e baterias; III - pneus; IV - óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; V - lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; VI - produtos eletroeletrônicos e seus componentes.. Quanto aos produtos e as embalagens mencionadas deve ser levar em consideração a viabilidade técnica e econômica da logística reversa, bem como o grau e a extensão do impacto a saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos gerados..

(21) Paulo Bessa ensina que: “cabe aos consumidores efetuarem a devolução após o uso, aos comerciantes ou aos distribuidores, dos produtos e das embalagens a que se referem os incisos I a VI do caput, e dos outros produtos ou embalagens objeto de logística reversa, na forma do §1, todos do artigo 33.” Art. 33. São obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de: § 1o Na forma do disposto em regulamento ou em acordos setoriais e termos de compromisso firmados entre o poder público e o setor empresarial, os sistemas previstos no caput serão estendidos a produtos comercializados em embalagens plásticas, metálicas ou de vidro, e aos demais produtos e embalagens, considerando, prioritariamente, o grau e a extensão do impacto à saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos gerados.. Nesse sentido, os comerciantes e distribuidores deverão efetuar a devolução aos fabricantes ou aos importadores dos produtos e as embalagens reunidos ou devolvidos na forma dos §§3º e 4º do artigo 33. Art. 33. São obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de: § 3o Sem prejuízo de exigências específicas fixadas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e do SNVS, ou em acordos setoriais e termos de compromisso firmados entre o poder público e o setor empresarial, cabe aos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes dos produtos a que se referem os incisos II, III, V e VI ou dos produtos e embalagens a que se referem os incisos I e IV do caput e o § 1o tomar todas as medidas necessárias para assegurar a implementação e operacionalização do sistema de logística reversa sob seu encargo, consoante o estabelecido neste artigo, podendo, entre outras medidas: I - implantar procedimentos de compra de produtos ou embalagens usados; II - disponibilizar postos de entrega de resíduos reutilizáveis e recicláveis; III - atuar em parceria com cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis, nos casos de que trata o § 1o..

(22) § 4o Os consumidores deverão efetuar a devolução após o uso, aos comerciantes ou distribuidores, dos produtos e das embalagens a que se referem os incisos I a VI do caput, e de outros produtos ou embalagens objeto de logística reversa, na forma do § 1o.. E por fim, os fabricantes e os importadores darão destinação final ambientalmente adequada aos produtos e as embalagens reunidos ou devolvidos,. sendo. o. rejeito. encaminhado. para. a. disposição. final. ambientalmente adequada, na forma estabelecida pelo órgão do Sisnama e, se houver, pelo plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos. (ANTUNES, 2011). À exceção dos consumidores, todos os participantes do sistema de logística reversa manterão atualizadas e disponíveis ao órgão municipal competente e a outras autoridades informações completas sobre a realização das ações sob sua responsabilidade. (ANTUNES, 2011). O sistema de logística reversa poderão ser estendidos a produtos comercializados em embalagens plásticas, metálicas ou de vidro, e aos demais produtos e embalagens, atendidos, prioritariamente, o grau, e a extensão do impacto a saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos gerados. Percebe-se que a logística reversa traz inúmeros benefícios econômicos, sociais e ambientais, antes o que era jogado fora, contaminava, demorava anos para se decompor, hoje, o mesmo produto no sistema de logística reversa gera dinheiro para empresa que o está reaproveitando, gerando assim mais empregos e o mais importante, que é não poluindo..

(23) CAPÍTULO III – PLANOS DE RESÍDUOS SÓLIDOS. A. nova. lei. estabelece. as. competências. legais. para. a. implementação dos planos de Resíduos Sólidos, assegurando também ampla publicidade ao conteúdo dos planos, devendo estes serem submetidos ao controle social em sua formulação, implementação e operacionalização. O artigo 14 da Lei 12.305 de 2010 trouxe os níveis dessas competências quais sejam: Art. 14. São planos de resíduos sólidos: I - o Plano Nacional de Resíduos Sólidos; II - os planos estaduais de resíduos sólidos; III - os planos microrregionais de resíduos sólidos e os planos de resíduos sólidos de regiões metropolitanas ou aglomerações urbanas; IV - os planos intermunicipais de resíduos sólidos; V - os planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos; VI - os planos de gerenciamento de resíduos sólidos.. 3.1 - Planos Nacionais de Resíduos Sólidos. É competência da União, sob a coordenação do Ministério da Meio Ambiente, elaborar o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, com vigência por prazo indeterminado e horizonte de 20 anos, a ser atualizado a cada 4 anos, tendo em seu conteúdo as atribuições previstas no artigo 15 da referida lei. Art. 15. A União elaborará, sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, com vigência por prazo indeterminado e horizonte de 20 (vinte) anos, a ser atualizado a cada 4 (quatro) anos, tendo como conteúdo mínimo: I - diagnóstico da situação atual dos resíduos sólidos; II - proposição de cenários, incluindo tendências internacionais e macroeconômicas; III - metas de redução, reutilização, reciclagem, entre outras, com vistas a reduzir a quantidade de resíduos e rejeitos encaminhados para disposição final ambientalmente adequada;.

(24) IV - metas para o aproveitamento energético dos gases gerados nas unidades de disposição final de resíduos sólidos; V - metas para a eliminação e recuperação de lixões, associadas à inclusão social e à emancipação econômica de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis; VI - programas, projetos e ações para o atendimento das metas previstas; VII - normas e condicionantes técnicas para o acesso a recursos da União, para a obtenção de seu aval ou para o acesso a recursos administrados, direta ou indiretamente, por entidade federal, quando destinados a ações e programas de interesse dos resíduos sólidos; VIII - medidas para incentivar e viabilizar a gestão regionalizada dos resíduos sólidos; IX - diretrizes para o planejamento e demais atividades de gestão de resíduos sólidos das regiões integradas de desenvolvimento instituídas por lei complementar, bem como para as áreas de especial interesse turístico; X - normas e diretrizes para a disposição final de rejeitos e, quando couber, de resíduos; XI - meios a serem utilizados para o controle e a fiscalização, no âmbito nacional, de sua implementação e operacionalização, assegurado o controle social.. Cabe ressaltar que o Plano Nacional de Resíduos Sólidos será elaborado mediante processo de mobilização e participação social, incluindo a realização de audiências e consultas públicas. Assim defini Paulo Affonso Leme Machado “Dentre os onze incisos do artigo 15, parece-me importante salientar que está referida como conteúdo mínimo do plano, a fixação de metas de redução de reutilização e de reciclagem com a finalidade de reduzir a quantidade de resíduos e rejeitos. O plano sendo nacional não pode ficar isolado em relação a outros planos nacionais, como o de desenvolvimento industrial, rural, florestal, mineral, de saneamento básico e de gerenciamento costeiro, entre outros”.. 3.2 - Planos Estudais de Resíduos Sólidos. É competência dos Estados elaborarem os planos Estaduais de Resíduos Sólidos, sendo este o instrumento pelo qual farão a gestão dos resíduos em seu espaço..

(25) Este plano se assemelha ao plano nacional também será por prazo indeterminado, abrangendo todo o território do Estado, com o horizonte de atuação de 20 (vinte) anos e revisões a cada 4 (quatro) anos. O artigo 17 da Lei 12.305 de 2010 trouxe o conteúdo mínimo dos planos Estaduais, quais sejam: Art. 17. O plano estadual de resíduos sólidos será elaborado para vigência por prazo indeterminado, abrangendo todo o território do Estado, com horizonte de atuação de 20 (vinte) anos e revisões a cada 4 (quatro) anos, e tendo como conteúdo mínimo: I - diagnóstico, incluída a identificação dos principais fluxos de resíduos no Estado e seus impactos socioeconômicos e ambientais; II - proposição de cenários; III - metas de redução, reutilização, reciclagem, entre outras, com vistas a reduzir a quantidade de resíduos e rejeitos encaminhados para disposição final ambientalmente adequada; IV - metas para o aproveitamento energético dos gases gerados nas unidades de disposição final de resíduos sólidos; V - metas para a eliminação e recuperação de lixões, associadas à inclusão social e à emancipação econômica de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis; VI - programas, projetos e ações para o atendimento das metas previstas; VII - normas e condicionantes técnicas para o acesso a recursos do Estado, para a obtenção de seu aval ou para o acesso de recursos administrados, direta ou indiretamente, por entidade estadual, quando destinados às ações e programas de interesse dos resíduos sólidos; VIII - medidas para incentivar e viabilizar a gestão consorciada ou compartilhada dos resíduos sólidos; IX - diretrizes para o planejamento e demais atividades de gestão de resíduos sólidos de regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões; X - normas e diretrizes para a disposição final de rejeitos e, quando couber, de resíduos, respeitadas as disposições estabelecidas em âmbito nacional; XI - previsão, em conformidade com os demais instrumentos de planejamento territorial, especialmente o zoneamento ecológicoeconômico e o zoneamento costeiro, de: a) zonas favoráveis para a localização de unidades de tratamento de resíduos sólidos ou de disposição final de rejeitos; b) áreas degradadas em razão de disposição inadequada de resíduos sólidos ou rejeitos a serem objeto de recuperação ambiental; XII - meios a serem utilizados para o controle e a fiscalização, no âmbito estadual, de sua implementação e operacionalização, assegurado o controle social..

(26) 3.3 – Planos Microrregionais de Resíduos Sólidos. Os Estados também poderão elaborar planos microrregionais de resíduos sólidos e outros planos específicos direcionados às regiões metropolitanas ou às aglomerações urbanas. A elaboração e a implementação pelos Estados de planos microrregionais de resíduos sólidos, ou de planos de regiões metropolitanas ou aglomerações urbanas acontecerá obrigatoriamente com a participação dos Municípios envolvidos e não excluem nem substituem qualquer das prerrogativas a cargo dos Municípios. O plano microrregional de resíduos sólidos deve atender ao previsto para o plano estadual e estabelecer soluções integradas para a coleta seletiva, a recuperação e a reciclagem, o tratamento e a destinação final dos resíduos sólidos urbanos e, consideradas as peculiaridades microrregionais, outros tipos de resíduos.. Art. 17. O plano estadual de resíduos sólidos será elaborado para vigência por prazo indeterminado, abrangendo todo o território do Estado, com horizonte de atuação de 20 (vinte) anos e revisões a cada 4 (quatro) anos, e tendo como conteúdo mínimo: § 3o Respeitada a responsabilidade dos geradores nos termos desta Lei, o plano microrregional de resíduos sólidos deve atender ao previsto para o plano estadual e estabelecer soluções integradas para a coleta seletiva, a recuperação e a reciclagem, o tratamento e a destinação final dos resíduos sólidos urbanos e, consideradas as peculiaridades microrregionais, outros tipos de resíduos.. 3.4 - Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. A elaboração de plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos será condição para que o Município e o Distrito Federal acessem os recursos da União, ou por ela controlados, destinados a empreendimentos e.

(27) serviços relacionados à limpeza urbana e ao manejo de resíduos sólidos, ou para serem beneficiados por incentivos ou financiamentos de entidades federais de crédito ou fomento para tal finalidade, conforme critérios previstos em Lei. A União ao distribuir esses recursos deverá dar prioridade aos planos de gestão integrada entre os municípios que optarem por soluções consorciadas intermunicipais para a gestão dos resíduos sólidos, incluída a elaboração e implementação de plano intermunicipal, ou que se inserirem de forma voluntária nos planos microrregionais de resíduos sólidos e também implantarem a coleta seletiva com a participação de cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda. Art. 19. O plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos tem o seguinte conteúdo mínimo: I - diagnóstico da situação dos resíduos sólidos gerados no respectivo território, contendo a origem, o volume, a caracterização dos resíduos e as formas de destinação e disposição final adotadas; II - identificação de áreas favoráveis para disposição final ambientalmente adequada de rejeitos, observado o plano diretor de que trata o § 1o do art. 182 da Constituição Federal e o zoneamento ambiental, se houver; III - identificação das possibilidades de implantação de soluções consorciadas ou compartilhadas com outros Municípios, considerando, nos critérios de economia de escala, a proximidade dos locais estabelecidos e as formas de prevenção dos riscos ambientais; IV - identificação dos resíduos sólidos e dos geradores sujeitos a plano de gerenciamento específico nos termos do art. 20 ou a sistema de logística reversa na forma do art. 33, observadas as disposições desta Lei e de seu regulamento, bem como as normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e do SNVS; V - procedimentos operacionais e especificações mínimas a serem adotados nos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, incluída a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos e observada a Lei nº 11.445, de 2007; VI - indicadores de desempenho operacional e ambiental dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos; VII - regras para o transporte e outras etapas do gerenciamento de resíduos sólidos de que trata o art. 20, observadas as normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e do SNVS e demais disposições pertinentes da legislação federal e estadual; VIII - definição das responsabilidades quanto à sua implementação e operacionalização, incluídas as etapas do.

(28) plano de gerenciamento de resíduos sólidos a que se refere o art. 20 a cargo do poder público; IX - programas e ações de capacitação técnica voltados para sua implementação e operacionalização; X - programas e ações de educação ambiental que promovam a não geração, a redução, a reutilização e a reciclagem de resíduos sólidos; XI - programas e ações para a participação dos grupos interessados, em especial das cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda, se houver; XII - mecanismos para a criação de fontes de negócios, emprego e renda, mediante a valorização dos resíduos sólidos; XIII - sistema de cálculo dos custos da prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, bem como a forma de cobrança desses serviços, observada a Lei nº 11.445, de 2007; XIV - metas de redução, reutilização, coleta seletiva e reciclagem, entre outras, com vistas a reduzir a quantidade de rejeitos encaminhados para disposição final ambientalmente adequada; XV - descrição das formas e dos limites da participação do poder público local na coleta seletiva e na logística reversa, respeitado o disposto no art. 33, e de outras ações relativas à responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos; XVI - meios a serem utilizados para o controle e a fiscalização, no âmbito local, da implementação e operacionalização dos planos de gerenciamento de resíduos sólidos de que trata o art. 20 e dos sistemas de logística reversa previstos no art. 33; XVII - ações preventivas e corretivas a serem praticadas, incluindo programa de monitoramento; XVIII - identificação dos passivos ambientais relacionados aos resíduos sólidos, incluindo áreas contaminadas, e respectivas medidas saneadoras; XIX - periodicidade de sua revisão, observado prioritariamente o período de vigência do plano plurianual municipal.. 3.5 – Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. O Plano de gerenciamento de resíduos sólidos será obrigatório para os geradores de resíduos decorrentes dos serviços de saneamento básico, dos resíduos industriais, dos resíduos dos serviços de saúde, dos resíduos da construção civil, dos estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços que: gerem resíduos perigosos e gerem resíduos que, mesmo caracterizados como não perigosos por sua natureza, composição ou volume, não sejam equiparados aos resíduos domiciliares pelo poder público municipal;.

(29) das empresas de construção civil; os responsáveis pelos terminais e outras instalações dos portos, aeroportos, terminais alfandegários e ferroviários e passagens de fronteiras e, nos termos do regulamento de normas estabelecidas pelos órgãos do SISNAMA e do SVNS, as empresas de transporte; os responsáveis por atividades agro-silvo-pastoris, se exigido pelo órgão competente do SISNAMA, do SVNS ou do SUASA, conforme o artigo 20 da Lei 12.305 de 2010. O plano deverá ser elaborado com base no seguinte conteúdo: descrição do empreendimento ou atividade; diagnóstico dos resíduos sólidos gerados ou administrados, contendo a origem, o volume e a caracterização dos resíduos, incluindo os passivos ambientais a eles relacionados; observadas as normas estabelecidas pelos órgãos do SISNAMA, do SNVS e do SUASA e, se houver, o plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos: explicitação dos responsáveis por cada etapa do gerenciamento de resíduos sólidos e definição. dos. procedimentos. operacionais. relativos. às. etapas. do. gerenciamento de resíduos sólidos sob responsabilidade do gerador; identificação das soluções consorciadas ou compartilhadas com outros geradores; ações preventivas e corretivas a serem executadas em situações de gerenciamento incorreto ou acidentes; metas e procedimentos relacionados à minimização da geração de resíduos sólidos e, observadas as normas estabelecidas pelos órgãos do SISNAMA, do SNVS e do SUASA, à reutilização e reciclagem; se couber, ações relativas à responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, na forma do art. 31; medidas saneadoras dos passivos ambientais relacionados aos resíduos sólidos; periodicidade de sua revisão, observado, se couber, o prazo de vigência da respectiva licença de operação a cargo dos órgãos do SISNAMA. Para elaboração, implementação e operacionalização do plano deve ser indicado responsável técnico, inclusive para o controle da disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. Tais técnicos deverão manter as informações atualizadas e disponíveis para os órgãos de controle. Segundo Paulo Affonso Leme Machado: “A atuação desse técnico não exclui a responsabilidade jurídica das pessoas jurídicas, nos casos em que a infração penal seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício de sua.

(30) entidade. A responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das pessoas físicas, autoras e coautoras ou partícipes do mesmo fato, conforme estabelece o parágrafo único do artigo 3º da Lei 9605 de 1998”. Ainda, cabe ressaltar que o plano de gerenciamento de resíduos sólidos á parte integrante do processo de licenciamento ambiental do empreendimento ou atividade pelo órgão competente do SISNAMA. (Artigo 24 lei 12.305 de2010.) Desta forma, entende-se que só será concedida licença ambiental com a elaboração do referido plano..

(31) CAPÍTULO IV – PROJETO DE LOGÍSTICA REVERSA. O Brasil ainda é um coadjuvante quando se trata de projetos sustentáveis. Existe uma grande necessidade de projetos voltados para o ciclo fechado dos produtos, ainda mais com a vigência da nova lei de Resíduos Sólidos, haja vista que esta responsabiliza toda cadeia em que o produto circula do fabricante ao consumidor. Nesse. sentido,. todos. vêm. buscando. uma. solução. para. enfrentamento dos problemas urbanos, principalmente no que tange a destinação ambientalmente adequada para aquele produto que chegou ao final do seu ciclo. Hoje, a maior parte desses produtos vai para aterros sanitários ou lixões que segundo a mesma lei já deviam estar desativados, porém isso não ocorreu ainda em todos os municípios. Desta forma, países no exterior, principalmente Holanda e Alemanha, começaram a recolher esses produtos através de uma maquina, semelhante a de refrigerantes aqui no Brasil, na qual esta recolhe garrafa pets, latas e embalagens, em troca de cupons em dinheiro. Antes de adentrar nas características principais do projeto, é de suma importância falar que hoje as garrafas pets e as embalagens são encontradas em lugares que tenham lixo ou resíduos descartados de forma incorreta, tais como oceanos, aterros, praia, florestas e outros, sempre haverá uma garrafa pet ou uma embalagem de algum produto. Motivo que me chamou bastante atenção e me fez pesquisar se já existe algum projeto semelhante a aquele dos países europeus aqui no Brasil. Para minha surpresa e motivação descobri que existe um projeto piloto em São Paulo, mais precisamente Jundaí. Este projeto é implementado pela empresa Sustent Trading, esta que importou 6 máquinas da Noruega e as colocou em 3 supermercados da região de Jundaí, o objetivo do projeto piloto é encontrar um modelo de recolhimento que atenda a política nacional de resíduos sólidos..

(32) É bem simples, a pessoa chega, coloca a garrafa de plástico, lata ou embalagem, a máquina pesa e no fim de tudo a pessoa recebe um cupom que vale dinheiro ou desconto em algum produto. Além disso, a máquina possui um mecanismo em que os materiais depositados são comprimidos ou até separados por tipo, facilitando o descarte dos itens. Todos saem ganhando inclusive financeiramente. Afirma o diretor Felipe Kurc da Sustent Tranding: "Primeiro, é preciso tornar o descarte pela máquina um hábito do consumidor. Todo mundo ganha, até mesmo a empresa patrocinadora, que pode usar a máquina como canal de mídia para divulgar sua marca", diz o diretor Felipe Kurc. A empresa que instalou as máquinas “Sustent Tranding” terá lucro com patrocínios de empresas privadas “ex.: Cola Cola”. O supermercado onde foi instalada a máquina, ou poderá ser pago em razão dos cupons pela empresa fabricante “Coca-Cola” ou não terá prejuízos se a empresa só der descontos nos produtos dela (em sua própria margem de lucro). Nesse Sentindo a empresa não terá prejuízo, pois o desconto que ela irá pagar ou o dinheiro que será dado através do cupom será equivalente ao valor do material que ela iria gastar se não tivesse feito o recolhimento daquele material. Podemos ver que tanto a empresa como os supermercados ganharão com publicidade e mídia, com o projeto sustentável. Ainda o supermercado provavelmente terá um aumento no seu número clientes, em razão da máquina. Desta forma, os fabricantes, os distribuidores e os consumidores agem de forma conjunta conforme prevê a nova lei de resíduos sólidos evitando maiores prejuízos ao meio ambiente e dão mais uma opção de coleta seletiva a população, uma vez que a coleta seletiva atual ainda é muita fraca e sem muitos incentivos. Este projeto estabelece uma relação maior com o público, uma vez que estará presente no dia-dia de cada pessoa, pois pode ser implementado nos locais de grande circulação de pessoas, faculdades, supermercados, shoppings, postos, colégios, entre outros. Ainda com pouca visibilidade no Brasil, não deve demorar muito tempo para que essas máquinas sejam instaladas nas grandes cidades, o que.

(33) será um importante passo para o aumento da conscientização com o meio ambiente e com o descarte correto..

(34) CAPÍTULO V – CONCLUSÃO. Como vimos, a Lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos é uma lei atual que contém instrumentos importantes para permitir o avanço necessário do Brasil em virtude dos problemas ambientais decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos. A Lei é bem clara e o objetiva quando fala dos planos de resíduos sólidos, dividindo toda responsabilidade entre os Estados. Ainda institui a responsabilidade compartilhada geradores de resíduos: dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, o cidadão e titulares de serviços de manejo dos resíduos sólidos urbanos na Logística Reversa dos resíduos e embalagens pós-consumo e pós-consumo. A presente lei tem por objetivo principal a prevenção e a redução na geração de resíduos, buscando implementar projetos sustentáveis e planos com prazos e um conjunto de instrumento para alcançar um resultado efetivo. Houve também a criação de metas que irão contribuir com o fim dos lixões, fazendo com que os particulares elaborem seus planos de gerenciamento de resíduos. Ocorrerá ainda a inclusão de catadores de resíduos recicláveis e reutilizáveis, tanto na logística reversa quanto na coleta seletiva. Será essencial que a União, os Estados, Distrito Federal e os Municípios, bem como as empresas fabricantes, distribuidores, comerciantes atuem de forma conjunta na implementação de novos projetos. Por fim, cabe dizer que todas as metas, objetivos e instrumentos estabelecidos na nova lei farão com que o Brasil alcance metas do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, que é de alcançar o índice de reciclagem de resíduos de 20% em 2015..

(35) BIBLIOGRAFIA CONSULTADA. A Lei 12.305, de 02.08.2010- POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS.. PAULO AFONSO LEME MACHADO, 20ª Revista, atualizada e Ampliada, Direito Ambiental Brasileiro, Malheiros Editores, 2012. PAULO DE BESSA ANTUNES, 13ª edição, revista e atualizada, Editora Lumen Juris, 2011.. ÉDIS MILARÉ, Direito Ambiental, 7ª Edição, Revista, atualizada e reformulada, Editora Revistas dos Tribunais, 2012. DANIEL V. RIBEIRO E MARCIO R. MORELLI, Resíduos Sólidos: Problema ou Oportunidade?, Rio de Janeiro, Interciência, 2009. http://www.mma.gov.br/pol%C3%ADtica-de-res%C3%ADduos-s%C3%B3lidos. http://www.hypeness.com.br/2012/04/maquina-troca-garrafa-pet-por-dinheiro/. http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,jundiai-ganha-maquinas-de-venda-reversapara-retornar-embalagens,782698,0.htm. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm.

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