EDUCAÇAO
M
SAÚDE ESCOLAR:
NALISE DE
UA
EPERNCIA
Iray Slva Cota
*I �
RODUÇAO
M mudanças socias produzem mpaco, refletndo-se no pro cso educacional, mpondo alterações nS seus objetivs, nas
tc
ics de aprendizagem e no seu conteúdo prg.mático. Reconhe ce-se que a scola de hoje não pode se manter penas como uma, agência de alfabetização, mas como m centro de socialização, res ponsável por desenvolver tdas as potencialidades da criança tor nando-a elemento útil e ajustado à comunidade a que vai perten cer.e
é um empreendmento complexo para cuj a realização é ne!ário ma integração de recusos e esforços, visando modifi car mentalidades através da partiCipação ativa da comunidade. To davia, a problemática educacional asume feição particular no Bra sU em irtude das suas características próprias de pais em desen volimento, sobresando se
u alto crescmento demográfico, com a conseqüente concentração ns primeiras faixas etárias, fenômeno que amenta cada vez mais o número de depedentes em relação à popUlação econômicmente ativa. Acresça-se a isso o auto grau da migraã
o rural-urbana.A transição que se istala entre pais de economia predominan mente agricola, para uma economia industrial, vem trazendo. mo dificações na estrutura da famt1ia, salientando ) papel da mulher como força de trabalho, obrigando-a a asentar-se do lar. Impõe, portanto,
à
escola, modificações estruturas capazes de atender às solicitações da sociedade. A escola compete papel dos mais impor tantes na fomação básica dos. individuos, ampliandO seu horizonte. Até então a escola desvinculou os aspectos de educação da saúdeSTA SA DE EAGM
OJ
como parte do processo ducaivo. A saúde é condição essencial para uma boa aprendizagem, e, a fomas de garanti-la, são mprescin díveis para o desenvolvmento econômico através formação da mão -de-obra quallficada.
Os programas de educação primária devem fundamentar-se no reconhecimento da criança como indivíduo m fase de crescimento e desenvolvimento em que os componentes ambientais desempenham papel decisivo.
A idade escolar é uma fse durante a qual o organismo deve contar com uma série de condições favoráveis ( allmentação, cui dados igiênicos, suporte afetivo) para que a criança possa obter um número considerável de aquisições qUe lhe são necessárias ; fi sicas (crescimento, fomação de hábitos) ; mentais (aj ustamento ao meio mbiente, relacionmento) ; emocionais (harmonia de expres sões, sentimento de confiança, equllibrio emotivo) .
A ecola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia, re conhecendo esta situação do escolar, concluiu pela necessidade de m prgrama que integrase a saúde como pare do proceso edu cacionl.
I - ECDES
s preocupações da Bahia com a educação em Saúde escolar remontam a 1965, quando a scola de Enfemagem da Universidade Federal da Bahia realizou um levantamento em 35 escolas locali zadas em dois populosos bairros da Cidade do Salvador (Federação e Garcia) , objetivando conhecer s condições sanitãrias do ambien te escolar, saúde e assistência que lhe era prestada ( 1 ) . Quanto à vinculação administrativa, s escols estavam distribuidas em 40,0% estaduais, 25,7 % municipais, 20,0% convênio, 14,3 % parti culars.
s variáveis utlizadas na avallação do mbiente escolar foram : iluminação, área ara recreio, procedênCia da água, depósito da .gua utilizada, so do copo, serviço de merenda escolar, instalações sanltãrias, uso do papel higiênico, lavatórios, coleta e desino do lxo :
Quando à iluminação em 60,0% s escolas foi considerada boa ; 25,7 % regular e 14,3% deficiente. Esses percentuas referem-se à lminação natural. Em se tratando de ilminação .artificial, ape nas 8,0% das escolas não eram providas da iluminação elétrica. A exitência de iluminação elétrica não supõe, necessariamente, qua lidades écnicas imprescindiveis a uma escola.
10 TA SA DE EAGM
ens 2,� % das escols, cOTespondendo a um co, possuía área coera, 8,5 % áreas coberta e descoberta e 42,9% rea coberta.
A procedência da áua para a maioria das escolas é da rede pública, entretanto, 17, 1 % provém de chafarizes, 5,7 % de cisternas (pçs escavados) e 8,6% das escols
ã
o erm providas de água para a ut1llzação dos luns. s depó
sios de água eram, predomi nante : o fUtro, a talha com toneira, a talha sem torneira, o filtro bebedouro, havendo em algumas escolas a utilização dretta na tor neira. Chama-se a atenção que as scolas, em sua maioria, não ti nham depósito para água potável.O
copo individual era o mais sado, entretanto, 31,4% não ut1llzava copo e 8,6% o copo coletivo. Das 35 escolas psqulsads 11,4% não nham instalações sani táris, embora exist8em 4 privadas, 79 em funcionmento, nma idia 2,26 por escola ; das que esavam em uso, a mioria apre entava situação precáia., O papel higiênico era utilado em 14,3% das escols, sendo
d
epositado, em 51,4% ds casos, em recipiente dscoberto ; 0,0% era depositado diretmente no pso do sanitário. Ns demais escolas o papel igiênico era lançado na própra privada ou em depósito coberto.Laboratórios ns saniáris exstiam em' 28,6% das escolas .
.
O
.destlno do lixo em 62,8% das escols era o solo, sem qual quer tratamento. Ns demais ecolas era coleado pela Limpeza Pública (W,O% ) , ou incinerado na pópria escola ( 17,1 % ) .Metade das scols pssuia cantna. Destas, aens 23,5% esta vm equipadas e com capaCidade real de funcionamento. s demais, 76,5 % eram improvisadas. Nas escolas que não possuíam cantina, perfazendo um toal de 51,4%, s aluns, eventualmente, reCebiam merenda, podendo sta ser preparada em qualquer dependência da escola havendo csos de utilização aé de passeios da própria escola, para tal; das caninas exsentes 23,5 % estavam nstalads em es cs particulares. Considerando o nmero total de escolas pesquí sads m otal de 80,0% .
assun-REVISTA BRSILEIRA DE ENFERAGEM 101
tDS de saúde e a inexistência de profissionais de saúde que pudesem oferecer uma orientação sistemática e eficiente.
Baseada nessas constatações, a equipe de Enfermagem de Saúde Pública, da Escola de Enfermagem da UBa. decidiu realizar uma experiência, a fim de que servisse de modelo e viesse no futuro a oficializar-se. Foi elaborado m plano e apresentado às Secretarias de Educação e Cultura e de Saúde Pública do Estado da Bahia.
Naquele momento o currículo do curso primário estava pasan do por uma revisão. O então Secretário de Educação e Cltura soli citou que as atividades do programa de Saúde Escolar se desenvolvesse inicialmente, com a integração dos aspectos de saúde no currículo, item constante das áreas prioritárias do plano então apresentado. Essa inegração, entretanto, deu-se apenas na disciplina Ciências Naturais, do primeiro e segundo anos primários, tendo em vista cir cunstâncias especiais, alheias à nossa vontade.
Abaixo apresentamos na íntegra o proj eto original apresentado às referidas Secretarias.
DUCAÇAO EM SAÚDE ESCOLAR. PLNO EXPERIMENTAL
1 . Areas do trabalho :
1 . - Treinamento do professor primário na área da saúde ; 1 . 2 - Controle da saúde do escolar ;
1 . 3 - Integração dos aspectos de saúde no currículo do ensino primário.
2 . Primeira etapa do trabalho ; - Atividade j unto ao Profesor : 2 . 1 - Promoção de meios legais ;
- Autorização para a Professora de Enfermagem de Saú de Pública da Escola de Enfermagem da UniverSidade Federal da Bahia treinar o professor pimário para atuar j unto à equipe de saúde ;
- Reconhecimento do treinamento como "Exensão Cul-tural".
3 . Segunda etapa do trabalho - Controle da saúde do escolar :
3 . 1 - Condições in dispensá veis : - Designação da Escola
- Utilização do Serviço dos Centros de Saúde e dos demais serviços de Saúde da Comunidade ;
- Pessoal :
2
TA SA
E
EAGM EUilvetsiade Federal , aia, como membro do Setor de
Orien-ação Pedagógica da Secretaria e Educação e Cltura a .fm de promover a integração d. aspectos. de súde no currlculo pri mário.
5 . . Criéi� minmos: tecurss Diponive1s: 5 . 1 . - Instalações �
- capacidade da sala relacionada com o número de aluns; cndo ;
- .la de aula privativa de cada classe, no mesmo período;
- loeal adequado para pretar corro de· urgência; - local adequado para instalção de cântlna; � área para recreio;
- istalações sanitáis
(Piv
adas e lavatólos) ; - água canalizada,'5
.
. 2 . - Equipamento:- mobiiário que atenda às necesidades mínmas do edu-cando;
- maca ; - cad'a';
- .amário.:
- cantina eqpada ;
- bebedoo, filtro ou. talha cm toeira.
5 . 3 . - P·esoI :
- Médico Pediátra; · - Méico Psiuiatra;
- Efemeira de Saúde úbia ;
-
ssene
Cil;- Dentista com experiência em dontlogia sanitária;. - Psicólogo ;
- Professor Pmário ; - ViSltdora .Sanária : - Cant�nero.
Os. elements desa eqUipe pdem ser seecfonados entre aules que
trabalhm
nos órgão nclados à ministração Estadual.evm ser uilizads Os eViços de igiene Mental, tornando-sê dsnecesários o médico piquiatra e o psicólogo com atividade ex clsva no programa. Para ateder às necessIdades globaiS de saúde do escolar,
é
neceário a uilizaçãoe
serviços especialzadQs, comoSTA BSEA DE ERAGEM 13
A etapa seguinte costou da seleção da Escola que servisse de base pra a eperiência. Foi selecionada a Escola Parque tendo em vista as suas excelentes condições de organização e funcionamento. Dificuldades de ordem institucional relacionadas à falta de recur .. sos e m suporte legal, frstraram esa tentativa. Tendo em vista s dificuldades apontadas, a escola de Enfermagem partiu para os contaos com as Secretarias de Educação e Saúde, havendo por par te de ambas, receptividade ao programa tendo sido oferecido uma scola Primária localzada em área ssistida por um Centro de Saúde que servisse de campo de estágio para estudantes de enfer magem e medicina. Foi selecionada a Escola Dr. Eduardo Mamede, lcalizada no bairro de Nazaré, servida pelo 2.° Centro de Saúde.
m - NLISE DA PNCIA
Como suporte para o planejamento e a · conseqüene atuação na Escola Dr. Euardo Mamede foi realizado um estudo diagnstico em dois niveis: no primeiro nivel o estudo focalizou a estrutura e o funcionamento da Escola e, no segndO, s condições de saúde de 7) escolares, cusando o 1 .° ano primário. No primeiro nivel do es tudo foram focalizadas as condições técnicas do Corpo Docente e da Escola, que embora lcalizada num bairro de classe média e pos suindo uma infra-estrutra razoável, seu funcionamento (instala ções) ainda deixava muito a desejar, não diferindo, substancialmen
e, daquele encontrado nos bairros da Federação e Garcia, cuj . si tuação foi analsada no Inicio deste trabalho. Na parte referente ao corpo docente foram estudads, principalmente, s aspectos liga ds à fomação profisisonl, enfatizando s cursos de especialização e extensão cultural.
Antes da avaliação médica, odontológica, social, psicológica e de enfermagem, foi realizada uma enquete com a prOfesora visan do avaliar a sua capacidade de percepção dos inais e sintomas representativos de determinadas doenças que pudessem interferir no processo de aprendizagem. Observou-se que esta percepção é extre mmente lmitada.
1M
TA SEA DEEAGM
quanto . dos ecolares, que só ima inoria ds exmes reaados cobrirm a oalidade, ficando a freüência média por volta de 53 colares.
A avaliação de saúde dos escolares relizada pelas enfemeiras e estudantes de Enfemagem de Saúde Pública constou de :
1 - Entresta com s pais
2
- Verificação da acuidade visual 3 - Verificação da acuidade auditiva 4 - Verificação dos defeitos ortopédics 5 - Verificação de eo e altura 6 - Imunizações7 - Teste turbeculinico, além de :
Abreugrafia, Teste Psicológico, Exames Parasitológicos, xames Médico e Odontológico, realizados pelos demais membrs da equipe. Ds escolares submetids a exames
e
acuidade visual, 30,5 % a.presentaram deficiência ; 3,4 % eram portadores de estrabismo e 6,8% foram reavaliados, em virtude de j á terem prescrição para so de óculos, embora não s sassem. O percentual de escolares com deficiência isual era significativo, embora passasse dspercebido este problema pelos pas e profesores. Para a mensuração da acui dae visual foi utlizada a tabela de Slnelle.TABELA I
slado
do e de acuie vsual em 59 ecoares do 1.° anorio a coa
Dr. Edardo Mamde - Salvadr -ahia - 1969Aiade vual N.O
%
Nomal 35 59,3
eficiênca visual 18 30,5
strabismo 2 3,4
avaliaço (pscição para uo de ócls) 4 6,8 eavaliaço (pecrIção para uso de óculs) 4 6,8
TOTL 59 100,0
Fone : Levantameno de cmpo
ITA BSEA DE
RMAGEM
10
5
Ds escolares submetidos a exames ortopédics, 61,1 % apresen taram defeitos de coluna, j oelhos, pernas e ps.
A anãlise do peso relacionada com a idade mostra que é j us mente a partir da idade escolar (7 anos) que a anormalidade se acentua. A tabela II mostra que as crianças de 6 anos, que perfa zem m total de 40,0% aprsentaram m grau de normalidade da ordem de 81,2 % enquanto que, aos 7 anos, os dados se invertem e os normais atngem apenas 20,0 % , para 80,0% que apresentaram peso inferior ao normal. A partir dos 7 anos estão situadas 86,9 % ds crianças com peso inferior à idade. No cômputo global, entre tanto, o índice de anomalidade é superior a 50,0 % . (Segundo tabela da Dra. Emma de Azevêdo O. Castro.)
TABA 11
Iade e Po de 40 scolares do 1.° ano pimáriO da Eola Dr. Eduardo Mamede - Salvador - Bahia - 1969
Idade
(ans)
8 7 8 9
10 11 13
TOTAL
Nomal
N.o
%
13 81,2
3 20,0
1 50,00
17 42,5
onte : Levantamento e campo
Peso
Infior Total
N.J
%
N.o%
3 18,8 18 1 00
12 80,0 15 100
1 50,0 2 100
3 100,0 1 100
3 100,0 3 100
1 100,0 1 100
2 100,0 2 100
23 57,5 40 100
16· RESTA SA DE EAGM
TBA m
Idade e sata de 40 ols da cola Dr. Eduado
amde - Salvador - ahia 1969
atura
Idade Nomal Inferior Total
(ans) N.o
%
N.o%
N.O%
6 14 87,5 2 12,5 16 100
7 12 80,0 3 20,0 15 100
8 1 50,0 1 50,0 2 10
9 1 100,0 1 100
10 2 6,7 1 33,3 3 100
1 1 1 100,0 . 1 10
13 1 50,0 1 50,0 2 100
TOTL 31 77,5 9 22,5 0 100
Fone : evanameno de camo
TABLA IV
rese tubrculínlo apiado em 63 scolars do 1.° ano páio a
sa Dr. Eduardo mede - Salvadr - Bahia - 169
Teste tuberculínico
Não eator Reator Fraco Reator Foe
- TOTL
Fnt:
Lenmeno de
camoN.O
%
50 79,4 4 6,S 9 14,3
EISTA BSERA DE ERMAGEM 1M
Os escolares submetidos a teste tuberculínico apresentaram bai xo grau de resistência à infecção tuberculosa: apenas 6,3% foram classificados como reatores fracos, 14,3% reatores fortes e 79,4% não reatores foi aplicada a vacina BCG, dos 9 que foram classificados como "reator forte" 7 realizaram abreugrafia, todas resultado nor mal.
O anatox tetânico foi aplicado em 87,7% dos escolares incluídos na experiência.
Das crianças atendidas no Centro de Orientação Infanto Juve nl para observação e acompanhamento psicológico, 77,1 % apresen taram idade mental abaixo da idade cronológica. Segundo revelaram )S testes psicológicos, foi notória a presença de problemas emocio nais. Encontram-se crianças no primeiro ano primária que não co nhecem as cores, não sabem identificar a mão destra e cadestra e, ainda apresentam defeitos foniátricos. Abaixo, apresenta-se inci dência dos problemas emocionais ou os sintomas dos quais são causa:
TABELA V
Sinais de comportamento dvado de 35 crianças do 1.° ano priário
a Escoa Dr. Eduardo amede - Salvador - Bahia - 1969
Sinas Fq. %
Enurese 14 17,9
Agressi idae 8 10,3
Excitação 10 12,8
Insônia 2 2,6
Inapetência 6 7,7
Onicofagia 2 2,6
Tmidez 8 10,3
Ciúme 2 2,6
Desatenção 5 6,4
Desartia 4 5,1
Sem sintomas 17 21,7
TOTL 78 100,0_
1C& REISTA' BRSA
DE
EAGEM
S · sinais de dstúrbios de comportamento estão enquadrados na idade do grupo estudado. Entretanto,· lus escolares os tinhm em grau bastante elevado, sendo necessário acmpanhamento psi cológico e psiquiátrico. Como mostra a tabela acima, enurese, ex citação agressividade e timidez são os que aparecem com maior !reqüência.
A fim de oferecer uma recuperação adequada
às
criançs
com problems psicológicos acentuados, que estavam afetando a apren dzagem, foi criada uma "classe especial", e treinada Uma professora àa própria escola, que no ano seguinte assumiu o manej o dessa clase, composta de vine e dois alunos. Concomitantemente uma ioniatra orientava as crianças com prOblems de dislalla e slexla.TABELA I
ínie de vemnose ds alunos do 1.° ano da Esola
r. Eduardo Mamede - Salvador - Bahia - 1969
sis
Feq .Scaris lumbrlCóies 16
Trichiús trichiura 27
ncylostomo dudenales 3
Endmeba ol 4
neobius vermlculares
2
Glardla amblia 1
Negativo 1
�1ossomse Maoni 2
TOTAL 63
Fone : Levantamento de camo
%
25,4 42,8 4,8 6,3 3,2 1,6 12,7 3,2
100,0
Após O término dos exms acma referidos os escolares. form encinhados para o médico e dentista, pa exms.
IV -PREPRO DE GUNS BRS DA
EQPE
O treinmento abrangeu professores e a orientação se fez j unto aos axiliares da Escola, pais e comunidade.
OBEVS
Para o professor :' toná-lo cosciente da importância da inte gração educação em saúde escolar para o perfeito dsenvolvimento bio-psico-social do escolar, contribuindo para um maior rendimen
o escolar. '
Desenvolver a compreensão do valor da efetiva participação do professor no desenvolvimento do programa considerando o eu pa el na formação , do escolar.
Para o cantinelro e servente : conduzi-los à compreensão da íportância da sua participação no �senvolvi.ento do progrma de educação de saúde escolar, co1derando que as atiidades por
eles desenvolvidas esão diretamente relacionadas à saúde.
Para os ps : - toná-los consciente da lportância ·do pro -grama de educaão em saúde escolar e da necessidade de sua có laboração em proporcionar à criança um ambiente familiar que possibilite a aplicão dos conhecimentos adquiridos na escola.
Para a Comuidade : - dspertar a Comunidade para s el problemas de saúde a fim de que esta se organize e trabalhe para
encontrar a solução dos mesmos.
v - CONCLUSAO
o exposto anteriormente, ficou evidente que o baixo grau de aprendizagem, a evasão escolar e o absentesmo são resultads de m conjunto de fatores entre os quais a organização e o mbiente escolar atuam como elementos intervenientes, mas não determinan tes, fato que se evidencia na medida em que a saúde escolar,
m:
. prescindível ao seu aprenizado, não é apenas relegada a plano
:secndário, como afstada das preocupações pedagógicas.
110 RESTA BRSLERA DE EAGEM
A sstemática de atuação no campo da educação em saúde s colar supõe, necessariamente, a integração das Secretarias de Edu cação e Cltura e Saúde Pública a fim de que sej m utilizadas, prdutivmente, os recursos humanos e materiais, com a finalidade de realizar um trabalho de bse em 3 (três) níves complementares nível do educando, da escola e da omunidade.
Na área específica da Secretaria de Educação e Cultura, urge introduzir a disciplina Educação e Saúde no currículo dos cursos Pedagógico e Primário, transformando-a em disciplna institucio
'nalizada para que a saúde integre o processo educativo, auxiliando na fomação de hábitos e atitudes a ela favoráves.
� indispensável a partiCipação da Cmunidade para o êxito dste programa.
BmIGIA
ACTA, G. - ducação saniria do escolar. v. rs.. 8 (2) :
5-93, 1965.
BRO, J. B. - "Higiene pré-scolar e olr, higiene mental". n:
ratado d e higiene. io, Imresa Nacional, 1942. pp. 537-580. BG. E. E. e BRG. M. P. - The teacher's and he nurse's rols n
school helt. Nurs. Outlok 10 : 190-192, Mar. 2.
BOD, M. F. - "ygiene of child-hd". n : revntive Medicine. eventh ionphiladelhia, W. B. SandeS, 1950. pp. 0-497.
CRVLHO, G. C. - O profssor priário na difusão da educação Si tria do meio colar. Rev. Paul. Hosp. 9 : 2'1-22, abro 61.
CASTRO, P. C. - Atividads de Higiene cor numa Unidade Snitária. Rev. Pal. sp. 5 : 13-18, Maio 57.
S, V. M. e SEEL. E. W. - "Higiene scolar". n: Saneamento urbano e ral. - Rio, Imprensa Nacional. 1948. PP. 333-339. AGM nos serviços de saúde escolar. Rev. Bras. Enf. 16 : 57-58,
abro 3.
EN, R. B. - "a enferria de slud en s escuels". In: nfr mera n Slud publica. Mexico. La Prensa Mdica Meicna, c 1957,
pp. 81-94, 401-417.
GRCIA DE YAZIGI, V. et lil - Adiestrmieno de profssors en du cacion para la salud. BoI. Of. Sanit-Panm. 9 : 315-323, ct. 60. GIRGIS, S. - l maestro como ducado" en higine mental. oI. f. Sanit.
Panam. 39 : 332-33. Oct. 60.
GROT, R. E. - Health teacng n schoIs. hird edition. Philadelphia, Sands, c 1958. 359 p., ls.
LNOX, J. N. - a' preparción deI mastro para la educación sanitá ria - algns aspctos de la higiene ambiental. ll. Of. Sanit-Panam.
49 : 324-328, ct. 0.
ESTA RS.RA DE EAGM 111.
MUSTAD, H. S. - "eviço de higiene escolar". n: ática sanitria.
l. io, mp. Nacional, 1947. pp. 168-26.
MUTD, H. S. & SRBBNS, E. L. - "Secio de alud escolr".
n: Inrodu16n
a
a Salud ública. Mexico, . PrsaMica M..·
xicna, c 1965. pp. 24-267.
ROSNAU, M. J. -"Shool snitaion and chlld hygiene". In : Preventiv'
Medicine and ygiene. Sxth dition. New York, Appleon-centy,.
c 1940. pp. 1347-1378.
SA, C. - "A ducação a saúde e a escola". In : Higiene e educação a,
Saúde. 5.& iço. Ro, s. c. p., 1957. pp. 320-329.
SY, D. F. & OD, A. C. - "hen Your child entes school". n:'
Yor HIh. New York, Malln, 1953. pp. 462-478.
IJ.E, W. - "iene escolar". In : Adinstração sanita ns s