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Rev. Bras. Enferm. vol.27 número1

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(1)

EDUCAÇAO

M

SAÚDE ESCOLAR:

NALISE DE

UA

EPERNCIA

Iray Slva Cota

*

I �

RODUÇAO

M mudanças socias produzem mpaco, refletndo-se no pro­ cso educacional, mpondo alterações nS seus objetivs, nas

tc­

ics de aprendizagem e no seu conteúdo prg.mático. Reconhe­ ce-se que a scola de hoje não pode se manter penas como uma, agência de alfabetização, mas como m centro de socialização, res­ ponsável por desenvolver tdas as potencialidades da criança tor­ nando-a elemento útil e ajustado à comunidade a que vai perten­ cer.

e

é um empreendmento complexo para cuj a realização é ne!ário ma integração de recusos e esforços, visando modifi­ car mentalidades através da partiCipação ativa da comunidade. To­ davia, a problemática educacional asume feição particular no Bra­ sU em irtude das suas características próprias de pais em desen­ volimento, sobresando s

e

u alto crescmento demográfico, com a conseqüente concentração ns primeiras faixas etárias, fenômeno que amenta cada vez mais o número de depedentes em relação à popUlação econômicmente ativa. Acresça-se a isso o auto grau da migra

ã

o rural-urbana.

A transição que se istala entre pais de economia predominan­ mente agricola, para uma economia industrial, vem trazendo. mo­ dificações na estrutura da famt1ia, salientando ) papel da mulher como força de trabalho, obrigando-a a asentar-se do lar. Impõe, portanto,

à

escola, modificações estruturas capazes de atender às solicitações da sociedade. A escola compete papel dos mais impor­ tantes na fomação básica dos. individuos, ampliandO seu horizonte. Até então a escola desvinculou os aspectos de educação da saúde

(2)

STA SA DE EAGM

OJ

como parte do processo ducaivo. A saúde é condição essencial para uma boa aprendizagem, e, a fomas de garanti-la, são mprescin­ díveis para o desenvolvmento econômico através formação da mão­ -de-obra quallficada.

Os programas de educação primária devem fundamentar-se no reconhecimento da criança como indivíduo m fase de crescimento e desenvolvimento em que os componentes ambientais desempenham papel decisivo.

A idade escolar é uma fse durante a qual o organismo deve contar com uma série de condições favoráveis ( allmentação, cui­ dados igiênicos, suporte afetivo) para que a criança possa obter um número considerável de aquisições qUe lhe são necessárias ; fi­ sicas (crescimento, fomação de hábitos) ; mentais (aj ustamento ao meio mbiente, relacionmento) ; emocionais (harmonia de expres­ sões, sentimento de confiança, equllibrio emotivo) .

A ecola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia, re­ conhecendo esta situação do escolar, concluiu pela necessidade de m prgrama que integrase a saúde como pare do proceso edu­ cacionl.

I - ECDES

s preocupações da Bahia com a educação em Saúde escolar remontam a 1965, quando a scola de Enfemagem da Universidade Federal da Bahia realizou um levantamento em 35 escolas locali­ zadas em dois populosos bairros da Cidade do Salvador (Federação e Garcia) , objetivando conhecer s condições sanitãrias do ambien­ te escolar, saúde e assistência que lhe era prestada ( 1 ) . Quanto à vinculação administrativa, s escols estavam distribuidas em 40,0% estaduais, 25,7 % municipais, 20,0% convênio, 14,3 % parti­ culars.

s variáveis utlizadas na avallação do mbiente escolar foram : iluminação, área ara recreio, procedênCia da água, depósito da .gua utilizada, so do copo, serviço de merenda escolar, instalações sanltãrias, uso do papel higiênico, lavatórios, coleta e desino do lxo :

Quando à iluminação em 60,0% s escolas foi considerada boa ; 25,7 % regular e 14,3% deficiente. Esses percentuas referem-se à lminação natural. Em se tratando de ilminação .artificial, ape­ nas 8,0% das escolas não eram providas da iluminação elétrica. A exitência de iluminação elétrica não supõe, necessariamente, qua­ lidades écnicas imprescindiveis a uma escola.

(3)

10 TA SA DE EAGM

ens 2,� % das escols, cOTespondendo a um co, possuía área coera, 8,5 % áreas coberta e descoberta e 42,9% rea coberta.

A procedência da áua para a maioria das escolas é da rede pública, entretanto, 17, 1 % provém de chafarizes, 5,7 % de cisternas (pçs escavados) e 8,6% das escols

ã

o erm providas de água para a ut1llzação dos luns. s dep

ó

sios de água eram, predomi­ nante : o fUtro, a talha com toneira, a talha sem torneira, o filtro bebedouro, havendo em algumas escolas a utilização dretta na tor­ neira. Chama-se a atenção que as scolas, em sua maioria, não ti­ nham depósito para água potável.

O

copo individual era o mais sado, entretanto, 31,4% não ut1llzava copo e 8,6% o copo coletivo. Das 35 escolas psqulsads 11,4% não nham instalações sani­ táris, embora exist8em 4 privadas, 79 em funcionmento, nma idia 2,26 por escola ; das que esavam em uso, a mioria apre­ entava situação precáia.

, O papel higiênico era utilado em 14,3% das escols, sendo

d

epositado, em 51,4% ds casos, em recipiente dscoberto ; 0,0% era depositado diretmente no pso do sanitário. Ns demais escolas o papel igiênico era lançado na própra privada ou em depósito coberto.

Laboratórios ns saniáris exstiam em' 28,6% das escolas .

.

O

.destlno do lixo em 62,8% das escols era o solo, sem qual­ quer tratamento. Ns demais ecolas era coleado pela Limpeza Pública (W,O% ) , ou incinerado na pópria escola ( 17,1 % ) .

Metade das scols pssuia cantna. Destas, aens 23,5% esta­ vm equipadas e com capaCidade real de funcionamento. s demais, 76,5 % eram improvisadas. Nas escolas que não possuíam cantina, perfazendo um toal de 51,4%, s aluns, eventualmente, reCebiam merenda, podendo sta ser preparada em qualquer dependência da escola havendo csos de utilização aé de passeios da própria escola, para tal; das caninas exsentes 23,5 % estavam nstalads em es­ cs particulares. Considerando o nmero total de escolas pesquí­ sads m otal de 80,0% .

(4)

assun-REVISTA BRSILEIRA DE ENFERAGEM 101

tDS de saúde e a inexistência de profissionais de saúde que pudesem oferecer uma orientação sistemática e eficiente.

Baseada nessas constatações, a equipe de Enfermagem de Saúde Pública, da Escola de Enfermagem da UBa. decidiu realizar uma experiência, a fim de que servisse de modelo e viesse no futuro a oficializar-se. Foi elaborado m plano e apresentado às Secretarias de Educação e Cultura e de Saúde Pública do Estado da Bahia.

Naquele momento o currículo do curso primário estava pasan­ do por uma revisão. O então Secretário de Educação e Cltura soli­ citou que as atividades do programa de Saúde Escolar se desenvolvesse inicialmente, com a integração dos aspectos de saúde no currículo, item constante das áreas prioritárias do plano então apresentado. Essa inegração, entretanto, deu-se apenas na disciplina Ciências Naturais, do primeiro e segundo anos primários, tendo em vista cir­ cunstâncias especiais, alheias à nossa vontade.

Abaixo apresentamos na íntegra o proj eto original apresentado às referidas Secretarias.

DUCAÇAO EM SAÚDE ESCOLAR. PLNO EXPERIMENTAL

1 . Areas do trabalho :

1 . - Treinamento do professor primário na área da saúde ; 1 . 2 - Controle da saúde do escolar ;

1 . 3 - Integração dos aspectos de saúde no currículo do ensino primário.

2 . Primeira etapa do trabalho ; - Atividade j unto ao Profesor : 2 . 1 - Promoção de meios legais ;

- Autorização para a Professora de Enfermagem de Saú­ de Pública da Escola de Enfermagem da UniverSidade Federal da Bahia treinar o professor pimário para atuar j unto à equipe de saúde ;

- Reconhecimento do treinamento como "Exensão Cul-tural".

3 . Segunda etapa do trabalho - Controle da saúde do escolar :

3 . 1 - Condições in dispensá veis : - Designação da Escola

- Utilização do Serviço dos Centros de Saúde e dos demais serviços de Saúde da Comunidade ;

- Pessoal :

(5)

2

TA SA

E

EAGM E

Uilvetsiade Federal , aia, como membro do Setor de

Orien-ação Pedagógica da Secretaria e Educação e Cltura a .fm de promover a integração d. aspectos. de súde no currlculo pri­ mário.

5 . . Criéi� minmos: tecurss Diponive1s: 5 . 1 . - Instalações �

- capacidade da sala relacionada com o número de aluns; cndo ;

- .la de aula privativa de cada classe, no mesmo período;

- loeal adequado para pretar corro de· urgência; - local adequado para instalção de cântlna; � área para recreio;

- istalações sanitáis

(Piv

adas e lavatólos) ; - água canalizada,

'5

.

. 2 . - Equipamento:

- mobiiário que atenda às necesidades mínmas do edu-cando;

- maca ; - cad'a';

- .amário.:

- cantina eqpada ;

- bebedoo, filtro ou. talha cm toeira.

5 . 3 . - P·esoI :

- Médico Pediátra; · - Méico Psiuiatra;

- Efemeira de Saúde úbia ;

-

ssene

Cil;

- Dentista com experiência em dontlogia sanitária;. - Psicólogo ;

- Professor Pmário ; - ViSltdora .Sanária : - Cant�nero.

Os. elements desa eqUipe pdem ser seecfonados entre aules que

trabalhm

nos órgão nclados à ministração Estadual.

evm ser uilizads Os eViços de igiene Mental, tornando-sê dsnecesários o médico piquiatra e o psicólogo com atividade ex­ clsva no programa. Para ateder às necessIdades globaiS de saúde do escolar,

é

neceário a uilização

e

serviços especialzadQs, como

(6)

STA BSEA DE ERAGEM 13

A etapa seguinte costou da seleção da Escola que servisse de base pra a eperiência. Foi selecionada a Escola Parque tendo em vista as suas excelentes condições de organização e funcionamento. Dificuldades de ordem institucional relacionadas à falta de recur .. sos e m suporte legal, frstraram esa tentativa. Tendo em vista s dificuldades apontadas, a escola de Enfermagem partiu para os contaos com as Secretarias de Educação e Saúde, havendo por par­ te de ambas, receptividade ao programa tendo sido oferecido uma scola Primária localzada em área ssistida por um Centro de Saúde que servisse de campo de estágio para estudantes de enfer­ magem e medicina. Foi selecionada a Escola Dr. Eduardo Mamede, lcalizada no bairro de Nazaré, servida pelo 2.° Centro de Saúde.

m - NLISE DA PNCIA

Como suporte para o planejamento e a · conseqüene atuação na Escola Dr. Euardo Mamede foi realizado um estudo diagnstico em dois niveis: no primeiro nivel o estudo focalizou a estrutura e o funcionamento da Escola e, no segndO, s condições de saúde de 7) escolares, cusando o 1 .° ano primário. No primeiro nivel do es­ tudo foram focalizadas as condições técnicas do Corpo Docente e da Escola, que embora lcalizada num bairro de classe média e pos­ suindo uma infra-estrutra razoável, seu funcionamento (instala­ ções) ainda deixava muito a desejar, não diferindo, substancialmen­

e, daquele encontrado nos bairros da Federação e Garcia, cuj . si­ tuação foi analsada no Inicio deste trabalho. Na parte referente ao corpo docente foram estudads, principalmente, s aspectos liga­ ds à fomação profisisonl, enfatizando s cursos de especialização e extensão cultural.

Antes da avaliação médica, odontológica, social, psicológica e de enfermagem, foi realizada uma enquete com a prOfesora visan­ do avaliar a sua capacidade de percepção dos inais e sintomas representativos de determinadas doenças que pudessem interferir no processo de aprendizagem. Observou-se que esta percepção é extre­ mmente lmitada.

(7)

1M

TA SEA DE

EAGM

quanto . dos ecolares, que só ima inoria ds exmes reaados cobrirm a oalidade, ficando a freüência média por volta de 53 colares.

A avaliação de saúde dos escolares relizada pelas enfemeiras e estudantes de Enfemagem de Saúde Pública constou de :

1 - Entresta com s pais

2

- Verificação da acuidade visual 3 - Verificação da acuidade auditiva 4 - Verificação dos defeitos ortopédics 5 - Verificação de eo e altura 6 - Imunizações

7 - Teste turbeculinico, além de :

Abreugrafia, Teste Psicológico, Exames Parasitológicos, xames Médico e Odontológico, realizados pelos demais membrs da equipe. Ds escolares submetids a exames

e

acuidade visual, 30,5 % a.presentaram deficiência ; 3,4 % eram portadores de estrabismo e 6,8% foram reavaliados, em virtude de j á terem prescrição para so de óculos, embora não s sassem. O percentual de escolares com deficiência isual era significativo, embora passasse dspercebido este problema pelos pas e profesores. Para a mensuração da acui­ dae visual foi utlizada a tabela de Slnelle.

TABELA I

slado

do e de acuie vsual em 59 ecoares do 1.° ano

rio a coa

Dr. Edardo Mamde - Salvadr -ahia - 1969

Aiade vual N.O

%

Nomal 35 59,3

eficiênca visual 18 30,5

strabismo 2 3,4

avaliaço (pscição para uo de ócls) 4 6,8 eavaliaço (pecrIção para uso de óculs) 4 6,8

TOTL 59 100,0

Fone : Levantameno de cmpo

(8)

ITA BSEA DE

RMAGEM

10

5

Ds escolares submetidos a exames ortopédics, 61,1 % apresen­ taram defeitos de coluna, j oelhos, pernas e ps.

A anãlise do peso relacionada com a idade mostra que é j us­ mente a partir da idade escolar (7 anos) que a anormalidade se acentua. A tabela II mostra que as crianças de 6 anos, que perfa­ zem m total de 40,0% aprsentaram m grau de normalidade da ordem de 81,2 % enquanto que, aos 7 anos, os dados se invertem e os normais atngem apenas 20,0 % , para 80,0% que apresentaram peso inferior ao normal. A partir dos 7 anos estão situadas 86,9 % ds crianças com peso inferior à idade. No cômputo global, entre­ tanto, o índice de anomalidade é superior a 50,0 % . (Segundo tabela da Dra. Emma de Azevêdo O. Castro.)

TABA 11

Iade e Po de 40 scolares do 1.° ano pimáriO da Eola Dr. Eduardo Mamede - Salvador - Bahia - 1969

Idade

(ans)

8 7 8 9

10 11 13

TOTAL

Nomal

N.o

%

13 81,2

3 20,0

1 50,00

17 42,5

onte : Levantamento e campo

Peso

Infior Total

N.J

%

N.o

%

3 18,8 18 1 00

12 80,0 15 100

1 50,0 2 100

3 100,0 1 100

3 100,0 3 100

1 100,0 1 100

2 100,0 2 100

23 57,5 40 100

(9)

16· RESTA SA DE EAGM

TBA m

Idade e sata de 40 ols da cola Dr. Eduado

amde - Salvador - ahia 1969

atura

Idade Nomal Inferior Total

(ans) N.o

%

N.o

%

N.O

%

6 14 87,5 2 12,5 16 100

7 12 80,0 3 20,0 15 100

8 1 50,0 1 50,0 2 10

9 1 100,0 1 100

10 2 6,7 1 33,3 3 100

1 1 1 100,0 . 1 10

13 1 50,0 1 50,0 2 100

TOTL 31 77,5 9 22,5 0 100

Fone : evanameno de camo

TABLA IV

rese tubrculínlo apiado em 63 scolars do 1.° ano páio a

sa Dr. Eduardo mede - Salvadr - Bahia - 169

Teste tuberculínico

Não eator Reator Fraco Reator Foe

- TOTL

Fnt:

Lenmeno de

camo

N.O

%

50 79,4 4 6,S 9 14,3

(10)

EISTA BSERA DE ERMAGEM 1M

Os escolares submetidos a teste tuberculínico apresentaram bai­ xo grau de resistência à infecção tuberculosa: apenas 6,3% foram classificados como reatores fracos, 14,3% reatores fortes e 79,4% não reatores foi aplicada a vacina BCG, dos 9 que foram classificados como "reator forte" 7 realizaram abreugrafia, todas resultado nor­ mal.

O anatox tetânico foi aplicado em 87,7% dos escolares incluídos na experiência.

Das crianças atendidas no Centro de Orientação Infanto Juve­ nl para observação e acompanhamento psicológico, 77,1 % apresen­ taram idade mental abaixo da idade cronológica. Segundo revelaram )S testes psicológicos, foi notória a presença de problemas emocio­ nais. Encontram-se crianças no primeiro ano primária que não co­ nhecem as cores, não sabem identificar a mão destra e cadestra e, ainda apresentam defeitos foniátricos. Abaixo, apresenta-se inci­ dência dos problemas emocionais ou os sintomas dos quais são causa:

TABELA V

Sinais de comportamento dvado de 35 crianças do 1.° ano priário

a Escoa Dr. Eduardo amede - Salvador - Bahia - 1969

Sinas Fq. %

Enurese 14 17,9

Agressi idae 8 10,3

Excitação 10 12,8

Insônia 2 2,6

Inapetência 6 7,7

Onicofagia 2 2,6

Tmidez 8 10,3

Ciúme 2 2,6

Desatenção 5 6,4

Desartia 4 5,1

Sem sintomas 17 21,7

TOTL 78 100,0_

(11)

1C& REISTA' BRSA

DE

EAGEM

S · sinais de dstúrbios de comportamento estão enquadrados na idade do grupo estudado. Entretanto,· lus escolares os tinhm em grau bastante elevado, sendo necessário acmpanhamento psi­ cológico e psiquiátrico. Como mostra a tabela acima, enurese, ex­ citação agressividade e timidez são os que aparecem com maior !reqüência.

A fim de oferecer uma recuperação adequada

às

crianç

s

com problems psicológicos acentuados, que estavam afetando a apren­ dzagem, foi criada uma "classe especial", e treinada Uma professora àa própria escola, que no ano seguinte assumiu o manej o dessa clase, composta de vine e dois alunos. Concomitantemente uma ioniatra orientava as crianças com prOblems de dislalla e slexla.

TABELA I

ínie de vemnose ds alunos do 1.° ano da Esola

r. Eduardo Mamede - Salvador - Bahia - 1969

sis

Feq .

Scaris lumbrlCóies 16

Trichiús trichiura 27

ncylostomo dudenales 3

Endmeba ol 4

neobius vermlculares

2

Glardla amblia 1

Negativo 1

�1ossomse Maoni 2

TOTAL 63

Fone : Levantamento de camo

%

25,4 42,8 4,8 6,3 3,2 1,6 12,7 3,2

100,0

(12)

Após O término dos exms acma referidos os escolares. form encinhados para o médico e dentista, pa exms.

IV -PREPRO DE GUNS BRS DA

EQPE

O treinmento abrangeu professores e a orientação se fez j unto aos axiliares da Escola, pais e comunidade.

OBEVS

Para o professor :' toná-lo cosciente da importância da inte­ gração educação em saúde escolar para o perfeito dsenvolvimento bio-psico-social do escolar, contribuindo para um maior rendimen­

o escolar. '

Desenvolver a compreensão do valor da efetiva participação do professor no desenvolvimento do programa considerando o eu pa­ el na formação , do escolar.

Para o cantinelro e servente : conduzi-los à compreensão da íportância da sua participação no �senvolvi.ento do progrma de educação de saúde escolar, co1derando que as atiidades por

eles desenvolvidas esão diretamente relacionadas à saúde.

Para os ps : - toná-los consciente da lportância ·do pro­ -grama de educaão em saúde escolar e da necessidade de sua có­ laboração em proporcionar à criança um ambiente familiar que possibilite a aplicão dos conhecimentos adquiridos na escola.

Para a Comuidade : - dspertar a Comunidade para s el problemas de saúde a fim de que esta se organize e trabalhe para

encontrar a solução dos mesmos.

v - CONCLUSAO

o exposto anteriormente, ficou evidente que o baixo grau de aprendizagem, a evasão escolar e o absentesmo são resultads de m conjunto de fatores entre os quais a organização e o mbiente escolar atuam como elementos intervenientes, mas não determinan­ tes, fato que se evidencia na medida em que a saúde escolar,

m:

. prescindível ao seu aprenizado, não é apenas relegada a plano

:secndário, como afstada das preocupações pedagógicas.

(13)

110 RESTA BRSLERA DE EAGEM

A sstemática de atuação no campo da educação em saúde s­ colar supõe, necessariamente, a integração das Secretarias de Edu­ cação e Cltura e Saúde Pública a fim de que sej m utilizadas, prdutivmente, os recursos humanos e materiais, com a finalidade de realizar um trabalho de bse em 3 (três) níves complementares nível do educando, da escola e da omunidade.

Na área específica da Secretaria de Educação e Cultura, urge introduzir a disciplina Educação e Saúde no currículo dos cursos Pedagógico e Primário, transformando-a em disciplna institucio­

'nalizada para que a saúde integre o processo educativo, auxiliando na fomação de hábitos e atitudes a ela favoráves.

� indispensável a partiCipação da Cmunidade para o êxito dste programa.

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Referências

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