iteresse Geral
ESENTAÇAO 'DE TBLHO CIENTFICO
Amaia C. Cavalho
*TRODUÇAO
Apesar das numerosas obras existentes sobre o assunto, há in teresse da Revista Brasileira de Enfermagem em que o tema pro posto sej a tratado de maneira sscinta e didática, para consulta fácil das enfermeiras interessadas. O obj etivo deste artigo, é, por tanto, colocar à disposição ds profissionais envolvidas em traba lhos de pesquisa uma referência curta e concisa que, embora não esgoando o assunto, posa servir-lhes de orientação na fase final
do
trabalho e na elaboração do relatório para publicação.O artigo não contém nada de original senão, talvez, a forma de tratamento da matéria e m ou outro exemplo. A bibliograia no final constituí valis. fonte de informação para quem desej ar ampliar os conhecimentos sobre O tema.
Sob o ponto de vista da composição literária, o relatório de m trabalho científico pde ser considerado uma exposição do tipo ex planar, isto é, em "dar a compreender a outrem um princípio, m a.<:uno, uma opinião"'.
Clareza, propriedade na utilização ds emos. precisão de lin guagem e estilo atraente e interessante, são s qualidades esssen ciais a uma explanação.
Nlla pesquia, a redação do relatório é, ralmente, a última e mais importante tarefa do autor. Tudo o mais j á foi feito: seleção do problema, revisão da literatura, seleção da população, do método e dos instrumentos para ' a coleta de dados, a própri. coleta dos dados e sua tabulação, análse e interpretação, e até mesmo os anexos. Falta a, arte mais difícil e trabalhosa, que é a elaboração do documento final, cujs -características de concisão, clareza,
RISTA BSEmA
DEAGM
reção e fidedignidade podem credenciá-lo para a publicação ou re duzi-lo a mais um artigo
à
procura de m gente deilaão;
Teve muita razão quem afirmou que .. . . . os princípios para rei
gir um relatório de pesquisa são mas fáceis de dar do que obedcer''', pois mesmo que o autor os conheça teoricamente, sua aplicação depende de habilidades especiais, da capacidade de colocar no papel o que se tem em mente, de maneira tal ' que outras pessoas 'po,sam acompanhar o raciocínio do autor e compreender sua obra. Depen� de, portanto, de razoável conhecímento do venáculo, de exeriên cis anteriores em exercícios de composição literária, da utilização sistemática de dicionáios, especialmene ortográfico e etímológico. O Objetivo do relatório final é infomar às pesoas nteressas no assunto sobre a natureza do problema investigado, cono foi planej ado e ímplementado o projeto, s resultados conseguidos, a intepretação do autor sobre esses resultados e a conclusão ou as conclusões a que chegou.
PRES
DO RELATÓRIO NLRelaórios de pesqUisa devem apresentar, pelo menos s seguin tes partes : Títulos, Introdução, Revisão da lieratura, Metodologia, Resultados, Discusão, Conclusões e Referências Bibliográficas. Cada uma delas poderá ser subdividida m vários iens, dependendo da natureza e do tamanho do assunto.
Título da pesquisa
Deve ser símples, direto, preciso, mais ou menos curo,
ndl
cando concisamente o coneúdo da investigação. Nas disertações e teses é hábito colocar o título, com o nome do autor e da stituição onde a tese será defendida, na prímeira página, seguia de outras com os agradecímentos, se for o cso, e o índice ou conteúdo. Este deve incluir a lsta e a paginação das tabelas ou quadros e das figuras existentes no texto.
Introdução
Contém, em geral, a apreientação do assunto e a jstificação da pwquia. Deve incluir :
8
A RSA
DE EGEM2 - a ou s ipóeses, isto é, as possíveis respstas à pergunta qUe . deu origem ao problema, a tentativa de explicação do . fenõ' meno. A formlação dssas hipóeses de trabalho é muito impor
tante por qle elas · vão norear tdas s atividades da pesquisa.,
nluindo a seleção a poplação e ds instrumentos de coleta de dados; s conclusões do estudo devem ser a comprovação ou a ne gação ds ipóteses;
3 - s Objetivs do estudo, que derivam do problema e ds
Mpóteses e que constituem, de fato, a base estrutural de todo o trabalho do investigador; devem ser redigidOS de modo claro, pre co e direto.
. Esta pa
t
e do relatório pode ser iniciada mesmo antes da co ieta de dados, segUindo m esquema pré-estabelecido ; nunca, po rém, anes de alguma leitura preliminar sobre o assunto, em ques ópics de interesse são resumidos em fichs de cnsulta.
Rso da literatura
o levantamento da literatura existente sobre o problema em estudo é trabalhoso e demorado. O que interessa especificamente
são s pesquss ' já publicadas sobre o assunto e que, se completas
e . conclsivas, invalidam quaisquer outras investigações na mesma
inha; nesse caso, o autor . deverá mudar o tema do seu trabalho.
Para construir ma boa base teórica sobre a qual apoiar suas
conclões, o pesquisador necesita consultar o maior número pos sível de trabalhos cientificos escritos sobre aquele tema ou sobre ssunts correlatos, partindO sempre ds artigos e obras mais atuas
e recentes, num período de uma ou duas décadas, conforme a área
m cao à parte - s obras e os dcmentos mais antigos são os mas valorads como fone de informação.
Metodolgia
sa parte poderá aparecer com os titulos de "Material e é-. tdo" ou "pulação e Método". Inclui :
1 - dscrição da população (conjnto de pesoas, animais, ob jetos, plantas, acontecimentos, etc.) selecionada para o estudo e o critério de seleção adotado. s características da população, obti das por meio de fichários ou questionários, j á constituem parte dos resultads e não devem ser colocados no capítulo da metodologia ;
2 - descrição breve, mas suficiente, dos instrumentos que fo rm utilizados na coleta de dados;
ETA SLEA -DE RAGM
4 - definição ou conceituação de termos; e 5 - limitações dó estudo.
9
A definição de termos ajuda a esclarecer o problema e faciUta a formulação das hipóteses. Por isso deverá ser feita. à meida em que se processa a revsão da literatura e sob a forma de conceitos. Deve incluir : a) o significado do pensamento todo, não apenas das palavras; b) o significado das expressões de acordo com o usO ha bitual ds profisionais e não apenas a definição dada pelo dicio nário ; c) a descrição de exemplos ilustrativos, e quando necessário.
Não há necessidade de definir as palavras ou expressões já con sagrads pelo uso e que não dão margem a diferents interprea ções. Definições operacionais, entretanto, são necessárias para es" clarecer confsões semântics e anular ambiidades e redundâncias na dscrição de qualquer fenômeno.
A definição operacional consiste, segundo Wandelt, na descri ção explicita de m fenômeno considerado como referência concreta do temo a ser definido, quer costitua essa referência um obj eto, m processo ou uma ação . . . é descrição ou a representação real de m processo, ação ou Obj eto sugerido como exemplo único e rep:sentativo da significação do tempo que está sendo definido ·
WeatheraIl, simplificando, apresenta a definição operacional como consistindo
m
"especificar aquilo que se faz, com o feito de de aponar aquilo que é referido" ·Resultos
Nste capitulo devem ser apresenados o resulado da identifi cação, abulação e transformação dos ados; esses são reduzidos a números e porcentagens, organzados em quadros ou tabelas e trans formads em valores estatisticos; m minimo de discussão ou de interpreação pessoal poderá ser tolerado nesse capitUlo apenas para amenizar a monoonia de uma série de tabelas e a fim de chamar a atenção para as ifomações de grande significação.
O exagêro no número de tabelas ou a inclusão de quadros con tendo detalhes, informaçõs de pouca relevância, ou dados comple mentares que em nada afetarão os resultados da psquisa, só ser virão para torná-la mais longa e de leitura demorada e difícil.
Disssão
90 ITA BRSA
DE
AGMoutros pesquisadores. Exige reflexão, raciocínio, grande conhecinen o da matéria e da respectiva literatura corrente.
A observância de ma seqüência lógica na discussão, relacionan do s resultados conseguidos com as hipóteses levantadas no início e s obj etivos propostos, facUltará a elaboração das conclusões.
Conclusões
o capítulo poderá ter o nome de "Sumário e Conclusões" ; nese caso, será iniciado com a apresentação de um resumo bem conciso de todo o trabalho, começando pelo problema, hipóteses e obj etivos e focalizando ligeiramente a metdologia empregada.
s conclusões não devem conter repetições dos dados do texto ; consistem em afimações concisas que respondem às proposições apresentadas no início do trabalho, com bse na análise e inter pretação dos rsultados alcançados.
Informações conseguidas no decorrer da coleta de dados, mas estranhas ao problema em foco e aos objetivos da pesqusa, pOdem e devem ser iscutidos, mas não precisam, necessariamente, dar ori gem a qualquer conclusão.
Referca Bibliográfica.
É a lista, em ordem alfabética de autor ou por ordem de citações no texto, das obrs citadas na revião da literatura e que serviram de ase à discussão ds resultados.
Os artigos, folhetos ou livros consultados, mas não especifica mente citados no trabalho podem aparecer à parte, em foha des tinada à bibliografia consultada, mas nunca entre as referências bibliográficas.
A forma de apresentação das referências bibliográficas precisa seguir as determinações da Comissão de Estudo e Documentação a ssociação Brasileira de Normas Técnics.
Anexos ou Apensos
EISTA BSILERA DE ENFRMAOEM 91
CRATERíSTICS DO RELATÓRIO
O documento final deve apresentar certas caracteristicas a fim de torná-lo compreensível e de fácil e agradável leitura para o grupo a que se destina. O que será exposto abaixo não constitui a única maneira de apresentá-lo, mas a mais indicada pela maioria ·dos autores. Fox 1 afirma que não existe um modo único de se or ganizar o relatório da pesquisa, mas sim concordâncias sobre o que deverá ser incluido e em que ordem de seqüência. A forma poderá variar iem invalidar os resultados, contanto que o estilo sej a ade quado e garanta a comunicação perfeita entre o autor e seus leitores.
Cabeçalho
O título do trabalho deve estar no centro da primeira página, em maiúsculas. Logo abaixo, em minúsculas, o nome do autor ou dos autores. No caso de mais de um autor, colocar em primeiro lugar o nome do que maior contribuição deu. Se o autor pertencer a alguma instituição, ou exercer função de importância, colocar m astersco após o nome, com ou sem parêntesis, e completar as in formações em nota de rOdapé, separada do texto por um traço ho rizontal. A primeira página deste trabalho pode servir de exemplo {io exposto.
Foma
Deve ser datilografado em papel tamanho ofício, espaço duplo, ·com margem de pelo menos 3 cms à esquerda, no topo e ao pé da página, e de 1,5a
2
cms à direita. s notas de rOdapé, quando ne cessáris, devem aparecer dentro desses limites, separadas do texto "por um traço horizontal e mais ou menos 4 cm.Títulos e sub-títulos - Os títulos de partes, capítulos ou secções devem ser colcados no centro da página, em maiúsculs. Os sub títulos (se houver) vêm logo abaixo, também no centro da página, ms em minúsculas. Os tópicos correspondentes aos titulos e sub
titulos seguem a mesma margem do texto e podem ser grifadOS. 'Os itens, isto é, as subdivisões dos ópicos, numeradas ou não, se
guem a margem dos parágrafOS em sua primeira linha, e a do texto nas demais ; suas subdivisões, se houver, acompanham a margem ios parágrafOS tanto na primeira como nas demais linhas.
92
RESTA BRSA DE AGMxemplo :
CAULO V
O ÉTODO HISTóRICO
efiniço e Camo a
Históa
(Texto)
---- - -
---Fntes hstócas
(Texto)
Fntes hstócas na ' enfemagem
1 .
1 . 1
1 . 2
- -
1 . 2 . 1
-2 .
Apesar de ser esta a forma mais indicada, alguns autores suo primem o ponto entre os números ou preferem utilizar números e letras. Nesse caso, uma outra foma seria :
1 .
EITA BSILEA DE ENFERMAGEM 93
A subdivisão em mas de dois sub-itens dificulta a compreensão do t!xto e deve ser evitada.
No cso do trabalho ser publicado através de alguma editora, i diferenciação de títulos, sub-títulos, tópicos ou itens será feita pe las classes de caracteres usaas pels ,gráficas : redondo, itálico,
versalete e negrito (redondo, cor forte ) .
pginação - Deve ser feita em algarismos arábicos em seqüên
cia, incluindo s referências bibliográfics e s anexos. Quando se ratar de tee ou dssertação, usar . algarisms rmanos, minúculos, ao pé da página, para o prefácio (se houver) , agradecimentos e índices do coneúdo do trabalho, dos quadros e das tabelas ; no res' tante, algarismo arábics em seüência. s páginas que correspon' dem a i e l, iso é, s primeiras do prefácio e do texto, não ' recebem numeração.
Redo tinal
Não se tratando exatamente de trabalho literário, mas de m relatório técnico, a linguagem merece especial atenção - clareza, precsão e smpliciade na construção ds sentenças são caracterS ticas muito importantes da redação. lgums sugestões podem er vaisas como, por exemplo : usar enenças cus, om poucas idéias, de preferência a longos perídos com excesso de explicações ; seguir uma seqüência sisteatia. e lógica na exposição do racio' cinio, fácil de ser acompanhada ; não usar gíria, neologisms oU chavões, por mais adequados que pareçam à expressão do pensamen o; evitar abuss de sinais, símbolos e abreviaturas ; evitar excesss no uso do jargão profisional ; caprichar no estilo, tornando-o in terssante, de leitura fácil e agradável mesmo para pessos de ou trs campos ou profissões; eviar excessos de documentação, de repetições, de detalhes irrelevantes, superfluos. Em suma expor o assunto completa, mas concisamente, evitando prolixidade dese eessária; incluir o material absolutamente indspensável, excluir tudo o que não for de utilidade para melhorar a compreensão do texto ; resaltar os pontos importantes e não deixar que as idéias princi pais percam-se na confusão da linguagem.
94 RISTA RSEmA
DE
ERAGEMNúmeros
e porcentagens - Usar palavras par. citar os números da prmeira dezena e números inteiros grandes que no sejam se guidos de unidade de medida.Ex. : cino pessoas receberam mais de um
müMo
... a ampola contiha 3 ml de medicmentoNos demais casos usar sempre algarsmos, msmo para os va lores relativos expressos em porcentagens. Estes, quando sozinhs, dispensam o p arêntesis; quando precldidos de números absolutos, porém, devem aparecer entre parêntesis. Ex. : dos
465
casos, 150(32 % )
constituíam . . . etc. Será bom lembrar, entretanto, que não é elegante iniciar uma sentença com algarismos ; quando não se pu der evitar a alternativa por razão ligada à melhor compreensão do texto, o número deve ser expresso em palavras, qualquer que seja o seu tamanho. x . . . da população total. Quarenta e cinco ca sos . . . etc.leferências - Parte importante da pesquisa por costituir a base para a argumentação do autor na defesa de suas proposições, a referência a estudos j á publicados ou em fase de elaboração deve seguir uma sistemática que facilite a. consulta dos leitores interes sados.
A citação de autores pode ser feita diretamente, quando sua: opiniões são transcritas exatamente como aparecem no trabalho ori ginal - nese caso, se forem curtas (menos de quatro linhas) , devem aparecer entre aspas ; se forem longas (mais de quatro linhas) , po dem dispensar as aspas se colocads em parágrafOS separado, com tipos ou espaços de máquina menores.
A citação indireta se dá quando a idéia do autor é apresentada sob outra forma, não com suas própris palavras. Não pode ser co locada entre aspas.
A forma mais usada para a referência dessa literatura é colocar o sobrenome do autor em maiúsculas, seguido do ano. de publicação da pesquisa, ou do livro ou artigo em questão.
Ex. : FOX ( 1 970) , ao se referir ao . .. etc,
Quando houver dois ou três autores, colocar o sobrenome dos dos ou dos três, seguidos da data; no caso de haver de quatro a mais autores, colocar o sobrenome do primeiro, seguido da expres ão latina "et aW", ou no vernáculo & colaboradores.
ESTA BSA DE RAGEM 95
A colocação do número correspondente à sua indicação na lista de referências, à direita e acma do nome do autor, é opcional - po derá facilitar a procura da obra, nada mas.
Ex. : GOD e SOAES ( 1954) , ao se referirem . . . etc.; ou OOD e SOAES', ao se referire. . . . etc.; ou
GOD e SOAES ( 1954) ', ao se referirem . . . etc. ou ainda : GOD e SOAES, 19543, ao . . . etc.
Quando forem citados dois ou mais artigos do mesmo autor, publicados no msmo ano, as letras insculas
a,
O, c. " ec. devem ser colocadas logo após a data, tanto no exto quanto na lista das referêncis, a fim de diferenciá-los.Ex. :
NES ( 1973a) ao se referir aos hospitais psiquiátricos do municipio de São Paulo . . .
RNES ( 1973b) trata do ensino do relacionamento terapêu tico . . .
s determinações da Associação Brasileira de Norms Técnicas são de consulta obrigatória nesta fase do trabalho.
Tabelas ou quadros - Devem ser numerados com algarismos romans seguidos de um traço. O título é de grande importância .. - não pode ser longo demais, com detalhs superfluos, nem tão pouco resumido a custa do sacrifício da clareza por falta de infor mações ; precisa ser curto, mas explícito, respondendo às perguntas : que o u o que ? quando? onde ? como ?
O cabeçalho inclui s especificações do conteúdo de cada ma
ds colunas. Quando os espaços forem pequenos e exigirem abre viações ou símbolos ao invés da espeCificação completa, torna-se imprescindível a legenda no rodapé da tabela (espaço logo abaixo do fecho desta e utilizado para nots informativas e explicativas e para a designação da fonte fornecedora dos dados) .
Para facilitar o trabalho datilográfico . e por medida econômica, de tempo e dinheiro, s linhas de separação das colunas podem ser dipesadas, menos a que separa a coluna inicadora ds demais ; a tabela deve ser fechada no alto e embaixo e aberta lateralmente, à direita e à esquerda. A figura a seguir ilustra o exposto e completa a explicação.
96 RITA SERA .DE EGEM
Ex. : QUADRO X -COMPOSIÇAO DOS GRUPOS DE ESTUnO, SE GUNDO DADE E SEXO. NO NíCIO DA OBSERVAÇAO
Gruo Eáio (em ms)··
o 6
.6 12
12 18
18 24
Fonte :
*M
• mscuno • • fminino
CONCLUAO
GRUPO I
* *F Totl M
GRUPO 11
F tal
TOTAL
M F
o ssno não foi sgotado e apresenta muitos aspeetos que
poderão ser elucidados pela consulta à bibliografia indicada. Entre
tanto, há alguns ponts que precisam ser enfatisados, espeialmente
para os que estão iniciando no campo da investigação científica. O valor do estudo não sá relacionado com o seu tamanho, ms com o conteúdo. A prec�ão e concisão do relatório são quali dades que o qualificam como veículo impar da informação cientí fica ; deve ser uma exposição cmpleta do processo seguido na exe cução da mesma, de maneira a possibilitar a sua repetição com a garantia de se chegar as mesmos resultados.
Como enfatizam algus autores, o relatório de pesquIsa não é dIscurso, ensaio literário ou crônica de j onal ; seu estilo deve ser natural, direto, comercial.
RSTA SA DE EAGEM 7
Facllldade para expor as próprias Idéias com clareza e objetlvi dade e em estilo elegante, interesane, sem floreios e liberdades de linguagem, é qualidade que se adqUire por meio de treino, es crevendo, revendo o que já e escreveu, reescrevendo o que não i cou claro, enfm, caprichando na forma e no estilo, sem pressa e,
com perseverança.
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