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Rev. Bras. Enferm. vol.27 número1

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Academic year: 2018

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iteresse Geral

ESENTAÇAO 'DE TBLHO CIENTFICO

Amaia C. Cavalho

*

TRODUÇAO

Apesar das numerosas obras existentes sobre o assunto, há in­ teresse da Revista Brasileira de Enfermagem em que o tema pro­ posto sej a tratado de maneira sscinta e didática, para consulta fácil das enfermeiras interessadas. O obj etivo deste artigo, é, por­ tanto, colocar à disposição ds profissionais envolvidas em traba­ lhos de pesquisa uma referência curta e concisa que, embora não esgoando o assunto, posa servir-lhes de orientação na fase final

do

trabalho e na elaboração do relatório para publicação.

O artigo não contém nada de original senão, talvez, a forma de tratamento da matéria e m ou outro exemplo. A bibliograia no final constituí valis. fonte de informação para quem desej ar ampliar os conhecimentos sobre O tema.

Sob o ponto de vista da composição literária, o relatório de m trabalho científico pde ser considerado uma exposição do tipo ex­ planar, isto é, em "dar a compreender a outrem um princípio, m a.<:uno, uma opinião"'.

Clareza, propriedade na utilização ds emos. precisão de lin­ guagem e estilo atraente e interessante, são s qualidades esssen­ ciais a uma explanação.

Nlla pesquia, a redação do relatório é, ralmente, a última e mais importante tarefa do autor. Tudo o mais j á foi feito: seleção do problema, revisão da literatura, seleção da população, do método e dos instrumentos para ' a coleta de dados, a própri. coleta dos dados e sua tabulação, análse e interpretação, e até mesmo os anexos. Falta a, arte mais difícil e trabalhosa, que é a elaboração do documento final, cujs -características de concisão, clareza,

(2)

RISTA BSEmA

DE

AGM

reção e fidedignidade podem credenciá-lo para a publicação ou re­ duzi-lo a mais um artigo

à

procura de m gente de

ilaão;

Teve muita razão quem afirmou que .. . . . os princípios para re

i

gir um relatório de pesquisa são mas fáceis de dar do que obedcer''', pois mesmo que o autor os conheça teoricamente, sua aplicação de­

pende de habilidades especiais, da capacidade de colocar no papel o que se tem em mente, de maneira tal ' que outras pessoas 'po,sam acompanhar o raciocínio do autor e compreender sua obra. Depen� de, portanto, de razoável conhecímento do venáculo, de exeriên­ cis anteriores em exercícios de composição literária, da utilização sistemática de dicionáios, especialmene ortográfico e etímológico. O Objetivo do relatório final é infomar às pesoas nteressas no assunto sobre a natureza do problema investigado, cono foi planej ado e ímplementado o projeto, s resultados conseguidos, a intepretação do autor sobre esses resultados e a conclusão ou as conclusões a que chegou.

PRES

DO RELATÓRIO NL

Relaórios de pesqUisa devem apresentar, pelo menos s seguin­ tes partes : Títulos, Introdução, Revisão da lieratura, Metodologia, Resultados, Discusão, Conclusões e Referências Bibliográficas. Cada uma delas poderá ser subdividida m vários iens, dependendo da natureza e do tamanho do assunto.

Título da pesquisa

Deve ser símples, direto, preciso, mais ou menos curo,

ndl­

cando concisamente o coneúdo da investigação. Nas disertações e teses é hábito colocar o título, com o nome do autor e da s­

tituição onde a tese será defendida, na prímeira página, seguia de outras com os agradecímentos, se for o cso, e o índice ou conteúdo. Este deve incluir a lsta e a paginação das tabelas ou quadros e das figuras existentes no texto.

Introdução

Contém, em geral, a apreientação do assunto e a jstificação da pwquia. Deve incluir :

(3)

8

A RSA

DE EGEM

2 - a ou s ipóeses, isto é, as possíveis respstas à pergunta qUe . deu origem ao problema, a tentativa de explicação do . fenõ'­ meno. A formlação dssas hipóeses de trabalho é muito impor­

tante por qle elas · vão norear tdas s atividades da pesquisa.,

nluindo a seleção a poplação e ds instrumentos de coleta de dados; s conclusões do estudo devem ser a comprovação ou a ne­ gação ds ipóteses;

3 - s Objetivs do estudo, que derivam do problema e ds

Mpóteses e que constituem, de fato, a base estrutural de todo o trabalho do investigador; devem ser redigidOS de modo claro, pre­ co e direto.

. Esta pa

t

e do relatório pode ser iniciada mesmo antes da co­ ieta de dados, segUindo m esquema pré-estabelecido ; nunca, po­ rém, anes de alguma leitura preliminar sobre o assunto, em que

s ópics de interesse são resumidos em fichs de cnsulta.

Rso da literatura

o levantamento da literatura existente sobre o problema em estudo é trabalhoso e demorado. O que interessa especificamente

são s pesquss ' já publicadas sobre o assunto e que, se completas

e . conclsivas, invalidam quaisquer outras investigações na mesma

inha; nesse caso, o autor . deverá mudar o tema do seu trabalho.

Para construir ma boa base teórica sobre a qual apoiar suas

conclões, o pesquisador necesita consultar o maior número pos­ sível de trabalhos cientificos escritos sobre aquele tema ou sobre ssunts correlatos, partindO sempre ds artigos e obras mais atuas

e recentes, num período de uma ou duas décadas, conforme a área

m cao à parte - s obras e os dcmentos mais antigos são os mas valorads como fone de informação.

Metodolgia

sa parte poderá aparecer com os titulos de "Material e é-. tdo" ou "pulação e Método". Inclui :

1 - dscrição da população (conjnto de pesoas, animais, ob­ jetos, plantas, acontecimentos, etc.) selecionada para o estudo e o critério de seleção adotado. s características da população, obti­ das por meio de fichários ou questionários, j á constituem parte dos resultads e não devem ser colocados no capítulo da metodologia ;

2 - descrição breve, mas suficiente, dos instrumentos que fo­ rm utilizados na coleta de dados;

(4)

ETA SLEA -DE RAGM

4 - definição ou conceituação de termos; e 5 - limitações dó estudo.

9

A definição de termos ajuda a esclarecer o problema e faciUta a formulação das hipóteses. Por isso deverá ser feita. à meida em que se processa a revsão da literatura e sob a forma de conceitos. Deve incluir : a) o significado do pensamento todo, não apenas das palavras; b) o significado das expressões de acordo com o usO ha­ bitual ds profisionais e não apenas a definição dada pelo dicio­ nário ; c) a descrição de exemplos ilustrativos, e quando necessário.

Não há necessidade de definir as palavras ou expressões já con­ sagrads pelo uso e que não dão margem a diferents interprea­ ções. Definições operacionais, entretanto, são necessárias para es" clarecer confsões semântics e anular ambiidades e redundâncias na dscrição de qualquer fenômeno.

A definição operacional consiste, segundo Wandelt, na descri­ ção explicita de m fenômeno considerado como referência concreta do temo a ser definido, quer costitua essa referência um obj eto, m processo ou uma ação . . . é descrição ou a representação real de m processo, ação ou Obj eto sugerido como exemplo único e rep:sentativo da significação do tempo que está sendo definido ·

WeatheraIl, simplificando, apresenta a definição operacional como consistindo

m

"especificar aquilo que se faz, com o feito de de aponar aquilo que é referido" ·

Resultos

Nste capitulo devem ser apresenados o resulado da identifi­ cação, abulação e transformação dos ados; esses são reduzidos a números e porcentagens, organzados em quadros ou tabelas e trans­ formads em valores estatisticos; m minimo de discussão ou de interpreação pessoal poderá ser tolerado nesse capitUlo apenas para amenizar a monoonia de uma série de tabelas e a fim de chamar a atenção para as ifomações de grande significação.

O exagêro no número de tabelas ou a inclusão de quadros con­ tendo detalhes, informaçõs de pouca relevância, ou dados comple­ mentares que em nada afetarão os resultados da psquisa, só ser­ virão para torná-la mais longa e de leitura demorada e difícil.

Disssão

(5)

90 ITA BRSA

DE

AGM

outros pesquisadores. Exige reflexão, raciocínio, grande conhecinen­ o da matéria e da respectiva literatura corrente.

A observância de ma seqüência lógica na discussão, relacionan­ do s resultados conseguidos com as hipóteses levantadas no início e s obj etivos propostos, facUltará a elaboração das conclusões.

Conclusões

o capítulo poderá ter o nome de "Sumário e Conclusões" ; nese caso, será iniciado com a apresentação de um resumo bem conciso de todo o trabalho, começando pelo problema, hipóteses e obj etivos e focalizando ligeiramente a metdologia empregada.

s conclusões não devem conter repetições dos dados do texto ; consistem em afimações concisas que respondem às proposições apresentadas no início do trabalho, com bse na análise e inter­ pretação dos rsultados alcançados.

Informações conseguidas no decorrer da coleta de dados, mas estranhas ao problema em foco e aos objetivos da pesqusa, pOdem e devem ser iscutidos, mas não precisam, necessariamente, dar ori­ gem a qualquer conclusão.

Referca Bibliográfica.

É a lista, em ordem alfabética de autor ou por ordem de citações no texto, das obrs citadas na revião da literatura e que serviram de ase à discussão ds resultados.

Os artigos, folhetos ou livros consultados, mas não especifica­ mente citados no trabalho podem aparecer à parte, em foha des­ tinada à bibliografia consultada, mas nunca entre as referências bibliográficas.

A forma de apresentação das referências bibliográficas precisa seguir as determinações da Comissão de Estudo e Documentação a ssociação Brasileira de Normas Técnics.

Anexos ou Apensos

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EISTA BSILERA DE ENFRMAOEM 91

CRATERíSTICS DO RELATÓRIO

O documento final deve apresentar certas caracteristicas a fim de torná-lo compreensível e de fácil e agradável leitura para o grupo a que se destina. O que será exposto abaixo não constitui a única maneira de apresentá-lo, mas a mais indicada pela maioria ·dos autores. Fox 1 afirma que não existe um modo único de se or­ ganizar o relatório da pesquisa, mas sim concordâncias sobre o que deverá ser incluido e em que ordem de seqüência. A forma poderá variar iem invalidar os resultados, contanto que o estilo sej a ade­ quado e garanta a comunicação perfeita entre o autor e seus leitores.

Cabeçalho

O título do trabalho deve estar no centro da primeira página, em maiúsculas. Logo abaixo, em minúsculas, o nome do autor ou dos autores. No caso de mais de um autor, colocar em primeiro lugar o nome do que maior contribuição deu. Se o autor pertencer a alguma instituição, ou exercer função de importância, colocar m astersco após o nome, com ou sem parêntesis, e completar as in­ formações em nota de rOdapé, separada do texto por um traço ho­ rizontal. A primeira página deste trabalho pode servir de exemplo {io exposto.

Foma

Deve ser datilografado em papel tamanho ofício, espaço duplo, ·com margem de pelo menos 3 cms à esquerda, no topo e ao pé da página, e de 1,5a

2

cms à direita. s notas de rOdapé, quando ne­ cessáris, devem aparecer dentro desses limites, separadas do texto "por um traço horizontal e mais ou menos 4 cm.

Títulos e sub-títulos - Os títulos de partes, capítulos ou secções devem ser colcados no centro da página, em maiúsculs. Os sub­ títulos (se houver) vêm logo abaixo, também no centro da página, ms em minúsculas. Os tópicos correspondentes aos titulos e sub­

titulos seguem a mesma margem do texto e podem ser grifadOS. 'Os itens, isto é, as subdivisões dos ópicos, numeradas ou não, se­

guem a margem dos parágrafOS em sua primeira linha, e a do texto nas demais ; suas subdivisões, se houver, acompanham a margem ios parágrafOS tanto na primeira como nas demais linhas.

(7)

92

RESTA BRSA DE AGM

xemplo :

CAULO V

O ÉTODO HISTóRICO

efiniço e Camo a

Históa

(Texto)

---- - -

---Fntes hstócas

(Texto)

Fntes hstócas na ' enfemagem

1 .

1 . 1

1 . 2

- -

1 . 2 . 1

-2 .

Apesar de ser esta a forma mais indicada, alguns autores suo primem o ponto entre os números ou preferem utilizar números e letras. Nesse caso, uma outra foma seria :

1 .

(8)

EITA BSILEA DE ENFERMAGEM 93

A subdivisão em mas de dois sub-itens dificulta a compreensão do t!xto e deve ser evitada.

No cso do trabalho ser publicado através de alguma editora, i diferenciação de títulos, sub-títulos, tópicos ou itens será feita pe­ las classes de caracteres usaas pels ,gráficas : redondo, itálico,

versalete e negrito (redondo, cor forte ) .

pginação - Deve ser feita em algarismos arábicos em seqüên­

cia, incluindo s referências bibliográfics e s anexos. Quando se ratar de tee ou dssertação, usar . algarisms rmanos, minúculos, ao pé da página, para o prefácio (se houver) , agradecimentos e índices do coneúdo do trabalho, dos quadros e das tabelas ; no res' tante, algarismo arábics em seüência. s páginas que correspon' dem a i e l, iso é, s primeiras do prefácio e do texto, não ' recebem numeração.

Redo tinal

Não se tratando exatamente de trabalho literário, mas de m relatório técnico, a linguagem merece especial atenção - clareza, precsão e smpliciade na construção ds sentenças são caracterS­ ticas muito importantes da redação. lgums sugestões podem er vaisas como, por exemplo : usar enenças cus, om poucas idéias, de preferência a longos perídos com excesso de explicações ; seguir uma seqüência sisteatia. e lógica na exposição do racio' cinio, fácil de ser acompanhada ; não usar gíria, neologisms oU chavões, por mais adequados que pareçam à expressão do pensamen­ o; evitar abuss de sinais, símbolos e abreviaturas ; evitar excesss no uso do jargão profisional ; caprichar no estilo, tornando-o in­ terssante, de leitura fácil e agradável mesmo para pessos de ou­ trs campos ou profissões; eviar excessos de documentação, de repetições, de detalhes irrelevantes, superfluos. Em suma expor o assunto completa, mas concisamente, evitando prolixidade dese­ eessária; incluir o material absolutamente indspensável, excluir tudo o que não for de utilidade para melhorar a compreensão do texto ; resaltar os pontos importantes e não deixar que as idéias princi­ pais percam-se na confusão da linguagem.

(9)

94 RISTA RSEmA

DE

ERAGEM

Números

e porcentagens - Usar palavras par. citar os números da prmeira dezena e números inteiros grandes que no sejam se­ guidos de unidade de medida.

Ex. : cino pessoas receberam mais de um

müMo

... a ampola contiha 3 ml de medicmento

Nos demais casos usar sempre algarsmos, msmo para os va­ lores relativos expressos em porcentagens. Estes, quando sozinhs, dispensam o p arêntesis; quando precldidos de números absolutos, porém, devem aparecer entre parêntesis. Ex. : dos

465

casos, 150

(32 % )

constituíam . . . etc. Será bom lembrar, entretanto, que não é elegante iniciar uma sentença com algarismos ; quando não se pu­ der evitar a alternativa por razão ligada à melhor compreensão do texto, o número deve ser expresso em palavras, qualquer que seja o seu tamanho. x . . . da população total. Quarenta e cinco ca­ sos . . . etc.

leferências - Parte importante da pesquisa por costituir a base para a argumentação do autor na defesa de suas proposições, a referência a estudos j á publicados ou em fase de elaboração deve seguir uma sistemática que facilite a. consulta dos leitores interes­ sados.

A citação de autores pode ser feita diretamente, quando sua: opiniões são transcritas exatamente como aparecem no trabalho ori­ ginal - nese caso, se forem curtas (menos de quatro linhas) , devem aparecer entre aspas ; se forem longas (mais de quatro linhas) , po­ dem dispensar as aspas se colocads em parágrafOS separado, com tipos ou espaços de máquina menores.

A citação indireta se dá quando a idéia do autor é apresentada sob outra forma, não com suas própris palavras. Não pode ser co­ locada entre aspas.

A forma mais usada para a referência dessa literatura é colocar o sobrenome do autor em maiúsculas, seguido do ano. de publicação da pesquisa, ou do livro ou artigo em questão.

Ex. : FOX ( 1 970) , ao se referir ao . .. etc,

Quando houver dois ou três autores, colocar o sobrenome dos dos ou dos três, seguidos da data; no caso de haver de quatro a mais autores, colocar o sobrenome do primeiro, seguido da expres­ ão latina "et aW", ou no vernáculo & colaboradores.

(10)

ESTA BSA DE RAGEM 95

A colocação do número correspondente à sua indicação na lista de referências, à direita e acma do nome do autor, é opcional - po­ derá facilitar a procura da obra, nada mas.

Ex. : GOD e SOAES ( 1954) , ao se referirem . . . etc.; ou OOD e SOAES', ao se referire. . . . etc.; ou

GOD e SOAES ( 1954) ', ao se referirem . . . etc. ou ainda : GOD e SOAES, 19543, ao . . . etc.

Quando forem citados dois ou mais artigos do mesmo autor, publicados no msmo ano, as letras insculas

a,

O, c. " ec. devem ser colocadas logo após a data, tanto no exto quanto na lista das referêncis, a fim de diferenciá-los.

Ex. :

NES ( 1973a) ao se referir aos hospitais psiquiátricos do municipio de São Paulo . . .

RNES ( 1973b) trata do ensino do relacionamento terapêu­ tico . . .

s determinações da Associação Brasileira de Norms Técnicas são de consulta obrigatória nesta fase do trabalho.

Tabelas ou quadros - Devem ser numerados com algarismos romans seguidos de um traço. O título é de grande importância .. - não pode ser longo demais, com detalhs superfluos, nem tão pouco resumido a custa do sacrifício da clareza por falta de infor­ mações ; precisa ser curto, mas explícito, respondendo às perguntas : que o u o que ? quando? onde ? como ?

O cabeçalho inclui s especificações do conteúdo de cada ma

ds colunas. Quando os espaços forem pequenos e exigirem abre­ viações ou símbolos ao invés da espeCificação completa, torna-se imprescindível a legenda no rodapé da tabela (espaço logo abaixo do fecho desta e utilizado para nots informativas e explicativas e para a designação da fonte fornecedora dos dados) .

Para facilitar o trabalho datilográfico . e por medida econômica, de tempo e dinheiro, s linhas de separação das colunas podem ser dipesadas, menos a que separa a coluna inicadora ds demais ; a tabela deve ser fechada no alto e embaixo e aberta lateralmente, à direita e à esquerda. A figura a seguir ilustra o exposto e completa a explicação.

(11)

96 RITA SERA .DE EGEM

Ex. : QUADRO X -COMPOSIÇAO DOS GRUPOS DE ESTUnO, SE­ GUNDO DADE E SEXO. NO NíCIO DA OBSERVAÇAO

Gruo Eáio (em ms)··

o 6

.6 12

12 18

18 24

Fonte :

*M

• mscuno • • fminino

CONCLUAO

GRUPO I

* *F Totl M

GRUPO 11

F tal

TOTAL

M F

o ssno não foi sgotado e apresenta muitos aspeetos que

poderão ser elucidados pela consulta à bibliografia indicada. Entre­

tanto, há alguns ponts que precisam ser enfatisados, espeialmente

para os que estão iniciando no campo da investigação científica. O valor do estudo não sá relacionado com o seu tamanho, ms com o conteúdo. A prec�ão e concisão do relatório são quali­ dades que o qualificam como veículo impar da informação cientí­ fica ; deve ser uma exposição cmpleta do processo seguido na exe­ cução da mesma, de maneira a possibilitar a sua repetição com a garantia de se chegar as mesmos resultados.

Como enfatizam algus autores, o relatório de pesquIsa não é dIscurso, ensaio literário ou crônica de j onal ; seu estilo deve ser natural, direto, comercial.

(12)

RSTA SA DE EAGEM 7

Facllldade para expor as próprias Idéias com clareza e objetlvi­ dade e em estilo elegante, interesane, sem floreios e liberdades de linguagem, é qualidade que se adqUire por meio de treino, es­ crevendo, revendo o que já e escreveu, reescrevendo o que não i­ cou claro, enfm, caprichando na forma e no estilo, sem pressa e,

com perseverança.

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Referências

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