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EM aula18

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Academic year: 2021

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(1)

Elementos de Matemática

Cleide Martins

DMat - UFPE - 2018.1

Turma XM

(2)

Objetivos

Denir o conjunto das partes de um conjunto Estudar Partições de um conjunto

(3)

Conjunto Potência

O Conjunto Potência ou Conjunto das Partes de um conjunto S é o conjunto de todos os subconjuntos de S, denotado P(S).

(4)

Cardinalidade de P(S)

Teorema

Se |S| = n então

|P(S)| = 2n

Demonstração

Para contar o número de subconjuntos de um conjunto S com n elementos, listamos os elementos de S:

x1, x2, x3, . . . , xn

e associamos a cada subconjunto de S um sequência de comprimento n formada por zeros e uns: se a k-ésima posição da sequência tem um 0 então o elemento xk não pertence ao

(5)

Notação

A um conjunto de subconjuntos de um conjunto S damos o nome de família de subconjuntos de S

Em outras palavras

Uma família de subconjuntos de S é um elemento de P(P(S))

Geralmente denotaremos famílias de subconjuntos por letras gregas minúsculas.

(6)

Partição

Uma partição de S é uma família τ de subconjuntos de S tal que ∅ 6∈ τ

se A, B ∈ τ então A ∩ B = ∅

S = [

A∈τ

(7)

Exemplos: partições de Z

Z = {x ∈ Z : x = 2t, t ∈ Z} ∪ {x ∈ Z : x = 2t + 1, t ∈ Z} Z = {x ∈ Z : x = 3t, t ∈ Z} ∪ {x ∈ Z : x = 3t + 1, t ∈ Z} ∪ {x ∈ Z : x = 3t + 2, t ∈ Z} Z = [ 0≤r≤n−1 {x ∈ Z : x = nt + r, n, t, r ∈ Z} = [ 0≤r≤n−1 nZ + r

(8)

Exemplos: partições de Z

Z = {x ∈ Z : x = 2t, t ∈ Z} ∪ {x ∈ Z : x = 2t + 1, t ∈ Z} Z = {x ∈ Z : x = 3t, t ∈ Z} ∪ {x ∈ Z : x = 3t + 1, t ∈ Z} ∪ {x ∈ Z : x = 3t + 2, t ∈ Z} Z = [ 0≤r≤n−1 {x ∈ Z : x = nt + r, n, t, r ∈ Z} = [ 0≤r≤n−1 nZ + r

(9)

Exemplos: partições de Z

Z = {x ∈ Z : x = 2t, t ∈ Z} ∪ {x ∈ Z : x = 2t + 1, t ∈ Z} Z = {x ∈ Z : x = 3t, t ∈ Z} ∪ {x ∈ Z : x = 3t + 1, t ∈ Z} ∪ {x ∈ Z : x = 3t + 2, t ∈ Z} Z = [ 0≤r≤n−1 {x ∈ Z : x = nt + r, n, t, r ∈ Z} = [ 0≤r≤n−1 nZ + r

(10)

Uma partição de R

Como um exemplo de uma partição em um número innito de partes, considere o conjunto R e dena π = {[n, n + 1) : n ∈ Z} ∅ 6∈ π m 6= n [n, n + 1) ∩ [m, m + 1) = ∅ R = [ P ∈π P

(11)

Sistema de Representantes Distintos: SRD

Dado um conjunto S e uma partição σ de S Um SRD para σ é um subconjunto T ⊆ S tal que

∀P ∈ σ |P ∩ T | = 1

(12)

O Axioma da Escolha

Um ponto controverso em Lógica Formal é o Axioma da Escolha Toda partição de todo conjunto tem um SRD

(13)

Relações entre conjuntos

Uma relação entre dois conjuntos A e B é um subconjunto qualquer de A × B Uma relação (binária) sobre um conjunto S é um subconjunto qualquer de S × S Estudaremos dois tipos especícos de relações sobre um conjunto S:

relações de equivalência e

relações de ordem

(14)

Relações entre conjuntos

Uma relação entre dois conjuntos A e B é um subconjunto qualquer de A × B Uma relação (binária) sobre um conjunto S é um subconjunto qualquer de S × S Estudaremos dois tipos especícos de relações sobre um conjunto S:

relações de equivalência e relações de ordem

(15)

Relação de Equivalência

Denição

Considere uma relação ∝ denida em S. Dizemos que ∝ é Reexiva se ∀x ∈ S x ∝ x

Simétrica se x ∝ y ⇒ y ∝ x

Transitiva se x ∝ y ∧ y ∝ z ⇒ x ∝ z

(16)

Relação de Equivalência

Denição

Considere uma relação ∝ denida em S. Dizemos que ∝ é Reexiva se ∀x ∈ S x ∝ x

Simétrica se x ∝ y ⇒ y ∝ x

(17)

Relação de Equivalência

Denição

Considere uma relação ∝ denida em S. Dizemos que ∝ é Reexiva se ∀x ∈ S x ∝ x

Simétrica se x ∝ y ⇒ y ∝ x

Transitiva se x ∝ y ∧ y ∝ z ⇒ x ∝ z

(18)

Relação de Equivalência

Denição

Considere uma relação ∝ denida em S. Dizemos que ∝ é Reexiva se ∀x ∈ S x ∝ x

Simétrica se x ∝ y ⇒ y ∝ x

Transitiva se x ∝ y ∧ y ∝ z ⇒ x ∝ z

Denição

(19)

Exercício

Construa 4 relações de equivalência sobre

A = {1, 2, 3, 4, 5}

(20)

Exercício

(21)

Relação de equivalência denida a partir de uma partição

Considere um conjunto S e uma partição τ de S. Dena a relação ∼ sobre S por x ∼ y ⇐⇒ ∃P ∈ τ x, y ∈ P

Proposição

A relação ∼ denida acima é de equivalência.

A reexividade, a simetria e a transitividade de ∼ são óbvias.

(22)

Partição associada a uma relação de equivalência

Considere um conjunto S e uma relação de equivalência ∼ sobre S. Construa uma família τ de subconjuntos de S denindo para cada x ∈ S

[x] = {y ∈ S : y ∼ x}

Proposição

A família τ denida acima é uma partição de S De fato,

∅ 6∈ τ

se z ∈ [x] ∩ [y] então z ∼ x, z ∼ y e, por simetria e transitividade x ∼ y, ou seja [x] = [y] segue da construção de τ que S = [

P ∈τ

(23)

Partição associada a uma relação de equivalência

Considere um conjunto S e uma relação de equivalência ∼ sobre S. Construa uma família τ de subconjuntos de S denindo para cada x ∈ S

[x] = {y ∈ S : y ∼ x}

Proposição

A família τ denida acima é uma partição de S De fato,

∅ 6∈ τ

se z ∈ [x] ∩ [y] então z ∼ x, z ∼ y e, por simetria e transitividade x ∼ y, ou seja [x] = [y]

segue da construção de τ que S = [

P ∈τ

P

(24)

Partição associada a uma relação de equivalência

Considere um conjunto S e uma relação de equivalência ∼ sobre S. Construa uma família τ de subconjuntos de S denindo para cada x ∈ S

[x] = {y ∈ S : y ∼ x}

Proposição

A família τ denida acima é uma partição de S De fato,

∅ 6∈ τ

(25)

Classes de Equivalência

Toda relação de equivalência sobre S dene uma partição de S. Cada parte da partição é uma classe de equivalência da relação

(26)

Mais partições de Z: Congruências

Consider um número xo n ∈ N

Denição

Dizemos que os inteiros a e b são congruentes módulo n se n divide a − b. Com símbolos

(27)

Teorema

Congruência módulo n é uma relação de equivalência

Demonstração

Sejam a, b e c inteiros arbitrários

Reexividade: a ≡ a (mod n) pois n divide 0

Simetria: se a ≡ b (mod n) então b ≡ a (mod n)

Transitividade: se a ≡ b (mod n) então tn = a − b e se b ≡ c (mod n) então kn = b − c. Então a − b + b − c = tn + kn, portanto a − c = mn e a ≡ c (mod n)

(28)

Teorema

Congruência módulo n é uma relação de equivalência

Demonstração

Sejam a, b e c inteiros arbitrários

Reexividade: a ≡ a (mod n) pois n divide 0 Simetria: se a ≡ b (mod n) então b ≡ a (mod n)

Transitividade: se a ≡ b (mod n) então tn = a − b e se b ≡ c (mod n) então kn = b − c. Então a − b + b − c = tn + kn, portanto a − c = mn e a ≡ c (mod n)

(29)

Teorema

Congruência módulo n é uma relação de equivalência

Demonstração

Sejam a, b e c inteiros arbitrários

Reexividade: a ≡ a (mod n) pois n divide 0 Simetria: se a ≡ b (mod n) então b ≡ a (mod n)

Transitividade: se a ≡ b (mod n) então tn = a − b e se b ≡ c (mod n) então kn = b − c. Então a − b + b − c = tn + kn, portanto a − c = mn e a ≡ c (mod n)

(30)

Classes de equivalência da congruência módulo n

(31)

Inteiros módulo n

A partição de Z em classes de congruência módulo n é denotada por

Zn= Z/nZ

os inteiros módulo n

Zn= {[0], [1], [2], . . . , [n − 1]}

ou

Zn= {0, 1, 2, . . . , n − 1}

(32)

Operações com inteiros módulo n

As operações usuais de soma e produto de números inteiros podem ser denidas para os inteiros módulo n de forma natural

[a] + [b] = [a + b] e

(33)

Exercícios

1 Construa as tabelas da soma e multiplicação de inteiros módulo 5 e módulo 6

2 Verique se essas operações têm um elemento neutro e, caso armativo, verique se os elementos não neutros têm um inverso.

3 Faça uma conjectura sobre o exercício anterior para os inteiros módulo n

Referências

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