Aos cinco dias do mês de novembro de 2008, às 17:55 horas, por ordem da MMª. Juíza do Trabalho Substituta, FERNANDA FERREIRA, foi aberta a audiência relativa aos autos em epígrafe, ocasião em que o feito foi submetido à julgamento, sendo proferida a seguinte
SENTENÇA
I.RELATÓRIO
LICÍNIO COSTA FILHO ajuizou ação em face de DISTRIBUIDORA BRASÍLIA DE VEÍCULOS S/A, ambos qualificados nos autos, informando data de admissão, demissão, função, pleiteando, em síntese, pagamento de comissões e repercussão nas demais parcelas; reversão da justa causa que lhe foi aplicada, com o pagamento integral das verbas rescisórias; e indenização por danos morais.
Atribuiu à causa o valor de R$180.000,00.
Juntou documentos.
A Reclamada apresentou defesa escrita, com documentos, sustentando a regularidade da justa causa e a ausência de danos morais, bem como a correção dos pagamentos a efetuados mensalmente, alegando que nada deve a título dos créditos que lhe são demandados.
Manifestação sobre defesa e documentos às fls.210/212.
Na audiência de instrução processual foram ouvidas as partes e três testemunhas.
O ofício expedido por este juízo foi respondido às fls.238/242, sobre o qual se manifestaram as partes, fls.247 e 248.
Razões finais remissivas.
Conciliação não obtida.
II.FUNDAMENTAÇÃO
1. REVELIA E CONFISSÃO.
A Reclamada compareceu à audiência inicial, apresentando oportunamente sua defesa, o que obsta a incidência dos efeitos da revelia e confissão ficta, nos termos dos arts. 844, caput, da CLT, e 319, do CPC, como requereu o Reclamante me sua impugnação.
Esclareço que a ausência de correlação das alegações da defesa com aquelas constantes da petição inicial, no máximo, caso se verifique a não impugnação específica de algum fato, implicará na incidência do art. 302 do CPC.
Rejeito.
2. REMUNERAÇÃO: COMISSÕES.
O Reclamante postula o pagamento de comissão, no montante de R$128.500,00, argumentando que apesar da previsão contratual de pagamento de R$350,00 fixos acrescidos dessa parcela variável, a última jamais foi quitada.
A Reclamada, por sua vez, confirma que a remuneração era composta da forma declinada na petição inicial, esclarecendo que aos vendedores era garantido um piso remuneratório mínimo de R$2.000,00 mensais. As comissões, então, só eram pagas e discriminadas nos contracheques caso a soma do seu montante com o salário fixo ultrapassassem o limite mínimo de R$2.000,00, pois do contrário a empresa garantia esse montante mínimo, acrescendo ao salário fixo a parcela denominada “piso complementar”.
Em que pese o contrato de trabalho a título de experiência firmado pelas partes prevê uma remuneração composta de R$350,00 fixo mais comissões, como se extrai do documento de fl.23, nada obsta que a composição remuneratória ou a forma de cálculo seja alterada posteriormente, desde que a inovação não seja prejudicial ao trabalhador – (CLT, art. 468), como se verifica no caso dos autos, pois a ausência de piso remuneratório mínimo resultaria na remuneração mensal da maioria do período contratual em valor inferior a R$2.000,00.
Registro que o vultoso valor de R$128.500,00 encontrado pelo Reclamante decorre de uma interpretação equivocada das planilhas de vendas carreadas aos autos. Através de meras operações aritméticas é possível concluir que o vendedor tinha direito de receber o percentual de 10% sobre o valor das comissões percebidas pela Reclamada em cada negociação e, não, destaco, sobre o valor do veículo comercializado.
A prova oral corrobora a dinâmica remuneratória narrada na defesa, pela qual é fixado um piso remuneratório mínimo, assegurado pelo pagamento de um “complemento salarial”, como se extrai do depoimento da testemunha VILMAR DE AQUINO SILVA, ao esclarecer:
...;que recebe o salário bruto de R$3.000,00, sendo uma parte fixa e o retante (sic) complemento de salário, que funcionária como uma espécie de comissão, mas que na verdade não é; que nenhum dos Vendedores, inclusive o reclamante, recebiam comissão;... - fl.216.
O cotejo dos contracheques com os relatórios de comissões apresentados pelas partes denotam que quando o salário fixo somado às comissões não alcançavam o piso remuneratório mínimo de R$2.000,00, o que se deu na maior parte do período contratual, os contracheques registravam o pagamento do “piso complementar” até a composição desse montante. Naqueles meses em que o salário fixo e as comissões ultrapassavam o piso remuneratório mínimo consta o registro do pagamento das diferenças salariais decorrentes das comissões no mês imediatamente subseqüente, como por exemplo, a título de amostragem, no mês de janeiro de 2008 (fls.146 e 148 – contracheque mês 02/2008), segundo explicações do documento de fl. 147.
Por todo o exposto, reputo lícita a dinâmica remuneratória adotada pela empresa, razão pela qual a análise da documentação não demonstra a existência de comissões pendentes de pagamento, já que o “piso complementar” quitava as comissões mensais quando estas não ultrapassam o montante mínimo remuneratório de R$2.000,00, e na hipótese das comissões superarem esse valor mínimo, o pagamento do respectivo valor era feito regularmente.
Indefiro o pedido.
3. RUPTURA CONTRATUAL. JUSTA CAUSA.
O Reclamante postula a reversão da justa causa que lhe foi aplicada, negando a autoria de conduta infundada que lhe foi imputada, concernente à ausência de prestação de contas da venda de um veículo modelo PARATI 1.6, com o suposto desvio de R$35.313,00.
A contestação, por seu turno, indica como fato gerador da resolução contratual motivada situação totalmente diversa, sequer fazendo menção à ausência do repasse do numerário mencionado pelo trabalhador.
Lá há alegação de prática de ato de improbidade por parte do Reclamante (CLT, art.482, alínea A), que para não perder a venda de veículos novos para a cliente VILLAGE VEÍCULOS LTDA, aceitou a dação em pagamento de veículos usados, em nome da Reclamada DISTRIBUIDORA DE BRASÍLIA DE VEÍCULOS S/A, negociando-os diretamente com um terceiro, GILBERTO MOREIRA DE ARAÚJO, tudo sem o conhecimento da empresa cliente tampouco da Reclamada. O próprio Reclamante recebia os veículos usados e os vendia ao terceiro, repassando cheques recebidos deste último à Reclamada, como pagamento pelos veículos adquiridos pela cliente VILLAGE. Ocorre que grande parte desses cheques eram desprovidos de fundos, gerando um prejuízo para Reclamada de cerca de R$162.000,00, além de transtornos à cliente VILLAGE, que descobriu-se em débito, embora tivesse entregado os veículos usados como forma de pagamento.
Os fatos narrados na peça defensória foram também explicitados na petição inicial, além de confirmados pelo depoimento pessoal do Reclamante, possuindo como único ponto divergente a alegação de que a negociação intermediada pelo Reclamante com o terceiro foi autorizada pelo Sr.Luiz Marcos Martines, Coordenador de Vendas Externas da Reclamada.
A prova oral produzida ratifica toda a narrativa exposta na contestação, mostrando-se contrária ao efetivo conhecimento do Sr. Luiz Marcos Martines, pois o auditor responsável pela investigação dos fatos, Sr.Marcos Antônio Freitas, informou que na apuração foi constatado o desconhecimento pelo Coordenador de Vendas Externas sobre a utilização de terceiro na negociação concretizada pelo Reclamante.
A situação narrada, em tese, poderia sim ocasionar a ruptura contratual motiva, pois a conduta atribuída ao trabalhador foi dotada de reprovabilidade e gravidade consideráveis, hábeis a quebrar a fidúcia que deve permear as partes envolvidas no liame empregatício. Contudo, óbice intransponível rechaça a justa causa, porque ausente o caráter determinante do ato faltoso.
Convém lembrar, em breve digressão teórica, que um dos requisitos à configuração da justa causa para a rescisão do contrato de trabalho é justamente o caráter determinante do ato faltoso, vale dizer, o nexo causal, a relação de causa/efeito entre a falta imputada ao trabalhador e o ato de resolução contratual.
Em outras palavras, a ruptura do contrato levada a efeito pelo Empregador com base na alegação de justa causa do Empregado deverá, efetivamente, ter ocorrido como resultado das condutas infratoras especificamente indicadas pelo primeiro: há que se perquirir se, realmente, existiram tais condutas e, em caso de conclusão positiva, se essas faltas foram as verdadeiras causas da ruptura contratual.
Ocorre que, no caso em tela, a conduta do Reclamante extraída do contexto fático explicitado até este momento, centrada basicamente na negociação clandestina de veículos usados e seus desdobramentos, não foi o motivo determinante eleito pelo ex-empregador para justificar a ruptura contratual, como emerge da prova documental.
É que o comunicado da ruptura contratual por justa causa, juntado com a contestação (fl. 120), apresenta alegação de que o Reclamante praticou ato de improbidade, violando normas internas da empresa, com o seguinte esclarecimento:
“...que foi descoberto na sua ausência, o recebimento de valores por V. Sa, que não foram repassados aos caixas da empresa. Tudo conforme pedido de esclarecimento em 17/04/2008. Tendo sido este fato na forma do dispositivo legal citado motivo bastante para JUSTA CAUSA. -grifei”.
O pedido de esclarecimento a que faz referência do comunicado de justa causa, juntada pela empresa à fl. 130, data de 17 de abril de 2008 e possui a seguinte redação:
“Tendo em vista o retorno de suas férias, nesta data, solicitamos a V. Sa. seja esclarecido o que aconteceu na transação referente ao pagamento de uma PARATI 1.6, em 03.08.2007, no valor
de R$35.313,00, recebido por V. Sa., uma vez que o valor não foi creditado á (sic) Disbrave. O presente esclarecimento deverá ser respondido, por escrito, no prazo improrrogável de 24 (vinte e quatro) horas.” - grifei.
É perceptível, então, que o motivo apontado como motivador da ruptura no comunicado confeccionado pela Reclamada não guarda relação com a negociação irregular empreendida pelo Reclamante, referindo-se ao extravio do pagamento de um veículo específico, que também não ficou cabalmente demonstrado.
Senão, vejamos.
Constam dos autos contratos de compra e venda de dois veículos modelo PARATI 1.6 TRACKFIELD, cada um no exato valor indicado acima, R$35.313,00, datados de 10 de julho de 2007 (fls.80/81), pagos através de cheques de titularidade da VILLAGE VEÍCULOS LTDA, cujas cópias encontram-se à fl. 82, sendo que nenhum desses documentos foram objeto de impugnação especifica pela defesa.
A microfilmagem dos cheques em questão demonstram inequivocamente que os respectivos valores foram depositados em conta bancária de titularidade da Reclamada, precisamente no mês de agosto de 2007 (fls.238/242), mostrando-se infundada a acusação de desvio de numerário que recaiu sobre o Reclamante como motivadora da ruptura contratual.
Enfim, apesar da gravidade e reprovabilidade da atuação do Reclamante no episódio da negociação de carros usados, a ausência do caráter determinante de sua conduta faltosa impede o reconhecimento da justa causa. Principalmente quando não restou cabalmente comprovado o motivo efetivamente apontado como autorizador da resolução contratual por culpa do trabalhador, qual seja, ausência de repasse de pagamento do veículo modelo PARATI 1.6.
Desse modo, afasto a justa causa imputada ao Reclamante, declarando rompido o contrato de trabalho por iniciativa da Reclamada, imotivadamente, deferindo o pagamento de aviso prévio indenizado (com projeção no tempo de serviço), férias proporcionais + 1/3, em 9/12 avos, 13º salário proporcional de 2008, em 5/12 avos, indenização rescisória (40% do FGTS) sobre as parcelas ora deferidas, bem como sobre os depósitos fundiários da conta vinculada.
Indefiro o pedido de 13º salário dos anos de 2006 e 2007, pois consta dos autos o pagamento dessa parcela (fls.).
Indefiro o pedido de férias vencidas, pois foram gozadas e pagas regularmente (fl.139/140).
Tendo havido controvérsia sobre o enquadramento jurídico do término do pacto, indefiro o pleito de multa do art. 467 e do art. 477, §8º, ambos da CLT.
Condeno a Reclamada, ainda, a fornecer ao Reclamante as guias do TRCT, no código 01, para viabilizar o saque dos depósitos mensais na conta vinculada do autor, relativos a todo o contrato de trabalho, bem como guias CD/SD, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas após o trânsito em julgado desta decisão, sob pena de pagamento de indenização correspondente ao valores mensais do FGTS e às parcelas do seguro-desemprego a que faria jus o trabalhador (art. 389, C.C. c/c Súmula 389, inciso II, do C. TST).
Na hipótese da Reclamada não cumprir sua obrigação de fazer, determino que a expedição de Alvará Judicial para que o Reclamante possa levantar os depósitos de FGTS realizados em sua conta vinculada, comprovando o valor do saque nos autos, também no prazo de 48 (quarenta e oito) horas.
Só após o cumprimento dessas determinações, remetam-se os autos ao cálculo para liqüidação da sentença, oportunidade em que os valores recebidos pelo Reclamante a título de FGTS deverão ser deduzidos do seu crédito, obstando qualquer forma de enriquecimento sem causa (art.884, caput, C.C.).
4. REPARAÇÃO CIVIL: DANO MORAL.
O Reclamante postula reparação civil por danos morais, no importe de R$35.313,00, apresentando como causa de pedir remota os fatos específicos: 1º) acusação infundada de que teria desviado dinheiro e sua disseminação no segmento da atividade econômica em que trabalhava, ocasionando-lhe prejuízos imensuráveis no âmbito do seu mercado de trabalho; 3º) ameaça de agressão de autoria do Sr. Carlos Alberto Taurisano, proprietário da Reclamada.
De fato, o Comunicado de Dispensa por Justa Causa pauta-se na alegação de que o Reclamante recebeu numerários de clientes e não os repassou à Reclamada (fls.120 e 130). Todavia, sequer há indícios de que essa acusação tornou-se pública ou acarretou alguma repercussão no mercado de trabalho do Reclamante. Ao contrário, sobre o extinção do liame contratual emergiram apenas comentários de que a ruptura foi por “justa causa”, sem que os fatos a ela relacionados fossem de conhecimento dos colegas de trabalho do Reclamante, como é possível extrai do depoimento da testemunha VILMAR DE AQUINO SILVA – fl.216.
Não se tornou pública qualquer acusação de desvio de numerário atribuída ao Reclamante, vindo à tona tão-somente desdobramentos de sua conduta irregular na negociação dos carros usados -- exaustivamente explicitada no item precedente --, como é possível inferir do depoimento da testemunha GILMARA CLEA COSTA NOBRE DANTAS. Não emergindo daí nenhum tipo de culpa ou dolo da Reclamada, pois esses desdobramentos decorreram exclusivamente da imprudência do próprio trabalhador, que arriscou-se demasiadamente para concluir uma venda para a cliente VILLAGE, envolvendo clandestinamente um terceiro na negociação (GILBERTO MOREIRA DE ARAÚJO), cuja inadimplência trouxe prejuízos consideráveis para a Reclamada.
Nesse contexto, a meu ver, o fato da empresa imputar ao trabalhador um conduta grave (desvio de dinheiro), apta a configurar improbidade, sem prová-la, por si só, não constitui motivo hábil a autorizar reparação civil por danos morais, com exceção, por óbvio, na hipótese desses fatos repercutirem no ambiente de trabalho, manchando a imagem e honra do empregado, o que não é o caso dos autos.
O segundo fato ensejador da postulação condenatória também não logrará êxito. É que não há prova hábil da suposta ameaça de agressão cuja autoria é atribuída ao proprietário da Reclamada. O Boletim de Ocorrência de fl.84/85 faz referência a testemunha que foi qualificada e ouvida por telefone, tornando suas declarações sobremaneira inconsistente, quer sob o aspecto da regularidade de sua própria qualificação, quer quanto aos fatos por ela narrados.
Por todo o exposto, indefiro o pedido em epígrafe.
O Reclamante não incorreu em nenhuma das condutas descritas no art. 17 do CPC, exercendo regularmente o direito de ação, razão pela qual deixo de condená-las nas penalidades por litigância de má-fé.
6. COMPENSAÇÃO.
Não há que se falar em compensação, uma vez que as partes não são ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra (art. 368, C.C.).
Contudo, determino a “dedução” das parcelas comprovadamente pagas sob a mesma rubrica daquelas objeto da condenação, rechaçando qualquer forma de enriquecimento sem causa (art. 884, C.C.).
III. DISPOSITIVO
Pelo exposto, na Reclamação Trabalhista ajuizada por LICÍNIO COSTA FILHO em face de DISTRIBUIDORA BRASÍLIA DE VEÍCULOS S/A, nos termos da fundamentação supra parte integrante do decisum, decido:
1) julgar PARCIALMENTE PROCEDENTES os pedidos veiculados na petição inicial, condenando a Reclamada a pagar em favor do Reclamante: aviso prévio indenizado (com projeção no tempo de serviço), férias proporcionais + 1/3, em 9/12 avos, 13º salário proporcional de 2008, em 5/12 avos, indenização rescisória (40% do FGTS) sobre as parcelas ora deferidas, bem como sobre os depósitos fundiários da conta vinculada.
2) condeno a Reclamada, ainda, a fornecer o TRCT e as guias CD/SD, observando-se os dados, as cominações e os prazos estabelecidos na fundamentação.
Liqüidação por cálculos.
A atualização do crédito trabalhista deverá fazer incidir juros de mora de 1% ao mês, pro rata die, e correção monetária, na forma do art. 883 da CLT e do art.39 da Lei 8.177/91 c/c Súmulas 200 e 381 do C.TST.
Descontos fiscais na forma do Provimento 1/96 da Corregedoria-geral da Justiça do Trabalho e da Lei 8.541/92 c/c Súmula 368, inciso II, C.TST, observando-se o limite máximo do salário de contribuição.
A teor do disposto no §3º, do art. 832 da CLT, com a nova redação atribuída pela Lei 10.035/2000, estabeleço que incidirão contribuições previdenciárias sobre as parcelas de natureza salarial objeto da condenação, assim compreendidas aquelas previstas expressamente no art.28, da Lei 8212/91, que deverão ser recolhidas e comprovadas nos autos no de 05 (cinco) dias após o trânsito em julgado desta decisão, sob pena de execução ex officio, conforme previsão do art. 114, §3º da Constituição da República.
Comprovados os recolhimentos, autoriza-se o Reclamado/Reconvinte a deduzir do crédito do Reclamante/Reconvindo os valores correspondentes à cota por ele devida, respeitados os percentuais e o teto de contribuição, conforme art. 198 do RPS(Decreto 3.048/1999).
Custas processuais da Reclamação Trabalhista, pela Reclamada, no importe de R$1300,00, calculada sobre R$6.500,00, valor arbitrado à condenação.
Cientes as partes (Súmula 197, C. TST).
FERNANDA FERREIRA
Juíza do Trabalho