• Nenhum resultado encontrado

Otimização de ensaios funcionais em esquentadores Open Flue

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Otimização de ensaios funcionais em esquentadores Open Flue"

Copied!
77
0
0

Texto

(1)

Universidade de Aveiro Departamento deElectr´onica, Telecomunica¸c˜oes e Inform´atica, 2018

Paulo Alexandre

Tavares Pereira

Otimiza¸

ao de ensaios funcionais em

esquentadores Open Flue

(2)
(3)

Universidade de Aveiro Departamento deElectr´onica, Telecomunica¸c˜oes e Inform´atica, 2018

Paulo Alexandre

Tavares Pereira

Otimiza¸

ao de ensaios funcionais em

esquentadores Open Flue

Disserta¸c˜ao apresentada `a Universidade de Aveiro para cumprimento dos re-quisitos necess´arios `a obten¸c˜ao do grau de Mestre em Electr´onica e Teleco-munica¸c˜oes, realizada sob orienta¸c˜ao cient´ıfica do Doutor Paulo Bacelar Reis Pedreiras, Professor do Departamento de Electr´onica e Telecomunica¸c˜oes da Universidade de Aveiro.

(4)
(5)

o j´uri / the jury

presidente / president Prof. Doutor Pedro Nicolau Faria da Fonseca Professor Auxiliar da Universidade de Aveiro

vogais / examiners committee Prof. Doutor Paulo Bacelar Reis Pedreiras Professor Auxiliar da Universidade de Aveiro

Prof. Doutor Lu´ıs Miguel Pinho de Almeida

(6)
(7)

agradecimentos / acknowledgements

De um modo geral gostaria de agradecer a todas as pessoas que estiveram envolvidas neste projecto, nomeadamente ao Elder Matos e ao Tiago Moura, pelo voto de confian¸ca, apoio e por todos os ensinamentos durante o per´ıodo de est´agio. Ao prof. Doutor Paulo Pedreiras por todo o apoio, orienta¸c˜ao e principlamente por nunca me ter deixado sair do caminho correcto. Por ´

ultimo, mas n˜ao menos importante gostaria de agradecer aos meus pais e `

a Nat´alia por me terem dado esta oportunidade, pelo apoio incondicional e por todos os dias fazerem de mim uma melhor pessoa.

(8)
(9)

Resumo A crescente preocupa¸c˜ao com o meio ambiente e com o futuro do planeta, levaram `a implementa¸c˜ao de leis r´ıgidas sobre as emiss˜oes para a atmosfera de N Ox.

Para se conseguir cumprir com os requisitos das novas leis, a Bosch teve ne-cessidade de desenvolver novos modelos de esquentadores, mais complexos tanto a n´ıvel funcional como de constru¸c˜ao.

A presente disserta¸c˜ao visa estudar o funcionamento dos esquentadores e explicar os testes funcionais utilizados, propondo-se m´etodos de melhoria aos processos, com o objectivo de diminuir o tempo necess´ario `a realiza¸c˜ao dos ensaios funcionais, mas sem nunca colocar em causa a qualidade dos esquentadores produzidos.

(10)
(11)

Abstract The growing concern for the environment and the future of the planet, led to the implementation of strict laws on emissions to the atmosphere of N Ox.

In order to meet the requirements of the new laws, Bosch needed to develop new models of water heaters, which are more complex both at the functional and construction levels.

The present dissertation aims to study the operation of water heaters and to explain the functional tests used, and then propose improvements to the processes in order to reduce the time required to perform the functi-onal tests, but without ever jeopardizing the quality of the water heaters produced.

(12)
(13)

Conte´

udo

Conte´udo i

Lista de Figuras iii

Lista de Tabelas v

Lista de Acr´onimos vii

1 Introdu¸c˜ao 1

1.1 Proposta e Objectivos . . . 2

1.2 Estrutura da Disserta¸c˜ao . . . 3

2 O esquentador 5 2.1 O que ´e um esquentador . . . 5

2.2 Como funciona um esquentador . . . 7

3 Componentes relevantes 13 3.1 Transdutores de temperatura . . . 13

3.1.1 Sensores de resistˆencia . . . 13

3.1.2 Termopares . . . 14

3.1.3 Term´ıstores . . . 15

3.1.4 Sensores de temperatura integrados . . . 15

3.2 Transdutores de press˜ao . . . 16

3.3 Transdutores de caudal . . . 17

4 Situa¸c˜ao atual 19 4.1 Ensaio final do esquentador . . . 19

4.2 Contextualiza¸c˜ao do problema . . . 20

4.2.1 Descri¸c˜ao do AGU . . . 21

5 Proposta de optimiza¸c˜ao 25 5.1 Aquecimento por indu¸c˜ao . . . 25

5.1.1 Impacto da frequˆencia no aquecimento . . . 27

5.1.2 Desenvolvimento da bobine . . . 27

5.1.3 Circuito auto-oscilante com bobine de 3 terminais . . . 29

5.1.4 Circuito auto-oscilante com bobine simples . . . 31

(14)

5.1.5 Circuito Fullbridge . . . 32

5.1.6 Circuito com Digipot . . . 34

5.2 Banca de pr´e-afina¸c˜ao de v´alvulas de g´as . . . 34

5.2.1 Altera¸c˜ao circuito de controlo de press˜ao . . . 36

5.2.2 Altera¸c˜ao ao circuito de medi¸c˜ao caudal . . . 37

6 Observa¸c˜oes e Resultados 39 6.1 Constru¸c˜ao da Bobine . . . 39

6.2 Circuito auto-oscilante com bobine simples . . . 40

6.3 Circuito Fullbridge . . . 42

6.4 Altera¸c˜oes banca pr´e-afina¸c˜ao de autom´aticos de g´as . . . 44

7 Conclus˜oes e trabalho futuro 47

Bibliografia 49

(15)

Lista de Figuras

2.1 Fotografia do modelo do Gas Geyser que pode ser visitado no Museu da Ciˆencia em Londres[15]. . . 5 2.2 Edwin Ruud ao lado do seu esquentador de ´agua autom´atico [19]. . . 6 2.3 Esquentador moderno da marca Junkers [23]. . . 6 2.4 Esquema caracter´ıstico do processo de queima para os esquentadores com

exaust˜ao natural. [27] . . . 7 2.5 Esquema de funcionamento de um esquentador do tipo FP [28]. . . 8 2.6 Esquema interno de um esquentador. 1–Chamin´e, 2–Sensores de seguran¸ca,

3–Cˆamara de combust˜ao, 4–Autom´aticos de ´agua e g´as. Adaptado de: [30]. . 9 2.7 Esquema de funcionamento de um autom´atico de ´agua com efeito Venturi. Na

imagem a) verifica-se que quando n˜ao existe fluxo de ´agua a press˜ao nos dois lados da membrana ´e igual. Quando existe fluxo de ´agua, imagem b), a press˜ao na parte superior da membrana ´e menor do que na inferior, empurrando assim a membrana para cima. [32] . . . 10 2.8 Fotografia de um autom´atico de g´as. . . 11 2.9 Fotografia do termostato utilizado para detec¸c˜ao do retorno dos gases de queima. 12 3.1 Esquema simplificado representando o efeito de Seebck [29, p. 45]. . . 14 3.2 Circuito da c´elula de Brokaw utilizado na constru¸c˜ao de sensores de

tempera-tura integrados [34]. . . 16 3.3 Transdutores de press˜ao utilizados. . . 17 3.4 Esquema simplificado de um caudal´ımetro diferencial. Fonte [40]. . . 17 3.5 Esquema simplificado do funcionamento de um caudal´ımetro por efeito de

Co-riolis. Fonte [41]. . . 18 3.6 Esquema simplificado de um caudal´ımetro do tipo Thermal Mass Flow.Fonte [40]. 18 4.1 Soprador de ar quente utilizado para acelerar o teste dos sensores AGU. . . . 20 4.2 Representa¸c˜ao interna dos componentes que formam os sensores do tipo AGU. 22 4.3 Esquema do funcionamento interno dos term´ostatos com ac¸c˜ao bimet´alica.[47] 23 4.4 Curvatura nos discos bimet´alicos quando sujeitos a varia¸c˜oes na temperatura. [48] 24 5.1 Esquema do funcionamento da bobine de indu¸c˜ao [53]. . . 26 5.2 Conjunto de bobines de indu¸c˜ao com diferente formas geom´etricas [54]. . . 26 5.3 Efeito do campo magn´etico nos dipolos, N-Norte, S-Sul [55]. . . 27 5.4 Compara¸c˜ao entre uma bobine feita manualmente (Figura 5.4a) e uma bobine

comercial (Figura 5.4b). . . 28 5.5 Conjunto de todas as bobines desenvolvidas e testadas. . . 29

(16)

5.6 Esquema do circuito de indu¸c˜ao com fonte de alimenta¸c˜ao de 12V [59]. . . 30

5.7 Circuito de indu¸c˜ao para fonte de alimenta¸c˜ao de 12V e bobine planar com ponto m´edio. . . 30

5.8 Circuito de indu¸c˜ao auto-oscilante com regulador LM7812 e bobine com 2 ter-minais [61]. . . 31

5.9 Fotografia do circuito auto-oscilante com LM7812 para bobine com 2 terminais. 32 5.10 Circuito final em PCB. . . 32

5.11 Esquema de funcionamento de um circuito em Ponte H. . . 33

5.12 Circuito de indu¸c˜ao com FullBridge Gate Driver IRS2453. . . 33

5.13 Circuito fullbridge, tem em falta um andar de trans´ıstores. . . 34

5.14 Diagrama de funcionamento do circuito com Digipot. . . 34

5.15 Desenho CAD da banca de ensaio funcional de autom´aticos de g´as. [64] . . . 35

5.16 Esquema simplificado do circuito pneum´atico inicial, presente no Anexo A.2 . 36 5.17 Esquema simplificado do circuito pneum´atico proposto. . . 37

6.1 Esquema utilizado para medir a indutˆancia das bobines. . . 39

6.2 Tens˜ao medida no Dreno dos trans´ıstores IRFZ44NN. . . 41

6.3 Tens˜ao medida no Dreno dos trans´ıstores TK40A10N1. . . 41

6.4 Tempo de disparo do sensor de Flashback quando se utiliza o circuito auto-oscilante com bobine simples. . . 42

6.5 Tempo de disparado do sensor de Flashback quando se utiliza o circuito com IRS2453. . . 43

6.6 Verifica¸c˜ao do tempo morto entre comuta¸c˜oes no circuito Fullbridge. . . 44

6.7 Ajuste da press˜ao antes da altera¸c˜ao do circuito de ar comprimido. . . 45

6.8 Ajuste da press˜ao ap´os altera¸c˜ao do circuito de ar comprimido. . . 45

A.1 Fotografia da banca de pr´e-afina¸c˜ao de autom´aticos de g´as . . . 55

A.2 Circuito pneum´atico original da banca. [64] . . . 56

(17)

Lista de Tabelas

3.1 V´arios tipos de termopares [29, p. 46]. . . 15 6.1 Medi¸c˜ao da indutˆancia das bobines construidas manualmente. . . 39 6.2 Compara¸c˜ao entre a tens˜ao no dreno e a corrente de entrada no circuito, com

(18)
(19)

Lista de Acr´

onimos

• AGU : Termost´ato de contacto

• AVAC : Aquecimento Ventila¸c˜ao e Ar Condicionado • BJT : Bipolar junction transistor

• CAD : Computer-Aided Design • ELD : Energy Labelling Directive • ErP : Energy related Product • f.e.m. : For¸ca electro-motriz • FP : Fan Pressurazied • HDG : Hidrogerador

• HES : High Expansion Alloys

• INE : Instituto Nacional de Estat´ıstica • LES : Less Expansion Alloys

• NTC : Negative Temperature Coefficient • OF : Open Flue

• PCB : Placa de circuito impresso.

• PID : Controller (proportional–integral–derivative) • PLC : Programmable logic controller

(20)
(21)

Cap´ıtulo 1

Introdu¸

ao

Quando se repara nas comodidades existentes nos anos 30, torna-se complicado compar´ a-las com as que existem atualmente. Por exemplo, nos anos 30, em Portugal, apenas 16,70% dos portugueses habitava casas eletrificadas. Porto e Lisboa representavam a maior percentagem no que diz respeito `a eletrifica¸c˜ao [1, p. 116]. A popula¸c˜ao utilizava, para o preparo das suas refei¸c˜oes, g´as de hulha ou g´as natural. No ano de 1936 existiam cerca de 240000 portugueses com rede de g´as e apenas 9000 possu´ıam um esquentador para aquecimento de ´aguas [1, p. 117].

Num passado mais recente e desde a sua introdu¸c˜ao em Portugal, entre 1997 e 2011, nota-se um crescimento exponencial do consumo de g´as natural [2]. Tr´as-os-Montes e Algarve parecem ser as regi˜oes onde o consumo ´e menos elevado, potenciado pela deficiˆencia de uma rede de g´as natural [2]. J´a a partir de 2013, o consumo de g´as natural sofre uma diminui¸c˜ao, sendo de 4,6%. Tamb´em no que diz respeito ao consumo de GPL, nota-se uma redu¸c˜ao no seu consumo em 2013, cerca de 3% comparativamente a 2012 [3, p. 21].

Segundo o Instituto Nacional de Estat´ıstica (INE), no seu inqu´erito sobre os consumos de energia no setor Dom´estico em Portugal, realizado em 2010, constatou que em 78,6% das casas que utilizam equipamentos para o aquecimento de ´aguas sanit´arias, fazem-no com recurso a um esquentador. [4, p. 78]

No entanto, o cen´ario mundial relativo `a energia encontra-se em constante mudan¸ca, motivado pelas altera¸c˜oes econ´omicas e clim´aticas, sendo necess´ario travar as emiss˜oes de CO2 [3, p. 21]. ´E tamb´em a partir de 1997, e ainda neste contexto, que surge o Protocolo

de Quioto. Para realizar este protocolo, reuniram-se v´arios pa´ıses com o objetivo de discutir solu¸c˜oes para as altera¸c˜oes clim´aticas sentidas at´e ent˜ao, iniciando-se uma tentativa de reduzir as emiss˜oes de gases com efeito de estufa [5]. Em 2007 v´arios lideres dos estados membros da Uni˜ao Europeia voltaram a reunir-se para definirem um conjunto de objetivos (inseridos na Estrat´egia “Europa 2020”) a serem atingidos at´e 2020. Dentro destas metas pretende-se reduzir em pelo menos 20% as emiss˜oes de gases efeito estufa, aumentar em 20% a utiliza¸c˜ao de fontes de energia renov´aveis e aumentar tamb´em em 20% a eficiˆencia energ´etica, valores sempre comparados com os existentes em 1990 [6].

Para ajudar a cumprir os objetivos 20-20-20, em 2015 (a 26 Setembro), foram lan¸cadas normas que impunham os requisitos m´ınimos que os aparelhos destinados a AVAC (Aqueci-mento Ventila¸c˜ao Ar Condicionado) e aquecimento de ´aguas dom´esticas necessitavam cumprir para poderem ser colocados `a venda no mercado. A norma ErP (Energy-related Product)

(22)

identificou os parˆametros m´ınimos de eficiˆencia, emiss˜oes de N Ox 1 e de polui¸c˜ao sonora nos

equipamentos para aquecimento de ´agua sanit´arias. Por sua vez, a norma ELD (Energy La-belling Directive) definiu que equipamentos com potˆencias de at´e 70kW ou com reservat´orios de at´e 500l possu´ıssem etiquetas energ´eticas e com detalhe do produto [8] [9].

A implementa¸c˜ao destas regras seguiu duas fases, em primeiro lugar a fase de ELD (La-belling) com in´ıcio em 2015 e posteriormente a fase de ErP (EcoDesign) onde se limitou um valor m´aximo de 56 mg/kWh as emiss˜oes de N Ox para esquentadores de ´agua a G´as Natural

e GPL, regra que entrou em vigor a 26 de Setembro do presente ano [10].

Para cumprir a norma de EcoDesign surgiu a necessidade de descontinuar a produ¸c˜ao de alguns modelos de produtos e `a obrigatoriedade de introduzir no mercado novos equipamen-tos de acordo com a legisla¸c˜ao vigente. Com os novos limites de emiss˜oes mais apertados, os m´etodos de produ¸c˜ao e os pr´oprios esquentadores ficaram mais complexos e exigentes, impli-cando um acr´escimo no n´umero dos sensores de seguran¸ca incorporados nos equipamentos.

1.1

Proposta e Objectivos

Com a imposi¸c˜ao dos novos limites para as emiss˜oes e sendo estes mais apertados, os m´etodos de produ¸c˜ao e os esquentadores tiveram de ser reformulados. Foi necess´ario descon-tinuar a produ¸c˜ao de equipamentos que n˜ao cumpriam com as normas e desenvolver novos modelos de esquentadores, que fossem capazes de cumprir com a legisla¸c˜ao vigente. De modo a cumprir as normas, os novos esquentadores tˆem de conseguir aquecer ´agua, libertando menos quantidades de N Ox e isso implicou que tivesse de ser feita uma reestrutura¸c˜ao ao

equipamento alterando a forma como se efectua a queima de g´as. As altera¸c˜oes levaram `

a necessidade de introduzir nos esquentadores mais sensores de seguran¸ca que aumentaram a complexidade dos equipamentos, dos processos de constru¸c˜ao e dos m´etodos de teste e valida¸c˜ao dos esquentadores.

O aumento do n´umero de sensores necess´arios e as altera¸c˜oes ao esquentador levaram a um aumento do pre¸co da mat´eria prima necess´aria. O aumento da complexidade de constru¸c˜ao refletiu-se no incremento do tempo de constru¸c˜ao e teste dos esquentadores.

O tempo de produ¸c˜ao, assim como o tamanho, as quantidades a serem produzidas e a m˜ao de obra dispon´ıvel s˜ao factores importantes no desenvolvimento de novos produtos, pois tˆem um liga¸c˜ao directa com o custo final dos produtos [11]. Deste modo, nesta disserta¸c˜ao pretende-se desenvolver m´etodos e processos que levem `a diminui¸c˜ao do tempo necess´ario para a realiza¸c˜ao dos ensaios funcionais aos esquentadores, de modo a reduzir o seu tempo de produ¸c˜ao e o seu custo. Para tal, ir-se-´a desenvolver um sistema de aquecimento por indu¸c˜ao electromagn´etica com objectivo de substituir os sopradores de ar quente utilizados nos ensaios funcionais aos esquentadores. Este novo m´etodo pretende reduzir o tempo e energia utilizada durante o ensaio final. Ainda no ensaio final realizam-se afina¸c˜oes ao modo funcionamento do esquentador. Para se reduzir o tempo de afina¸c˜ao, est´a a ser implementado um m´etodo de pr´e-afina¸c˜ao dos autom´aticos de g´as de forma autom´atica. Nesta disserta¸c˜ao pretende-se propor altera¸c˜oes ao circuito de regula¸c˜ao de caudal e press˜ao de g´as do equipamento que est´a a ser constru´ıdo para realizar a pr´e-afina¸c˜ao. Pretende-se tamb´em ajustar os parˆametros do controlador Proporcional-Integral-Derivativo (PID) usado na regula¸c˜ao da press˜ao de ar,

1O termo N O

x utiliza-se para representar ´oxidos nitrosos, tais como N O ( ´Oxido N´ıtrico) e N O2 (Di´oxido

de Nitrog´enio) que s˜ao os principais causadores da polui¸c˜ao atmosf´erica, promovendo a forma¸c˜ao de chuvas ´

(23)

de modo a reduzir o tempo necess´ario `a realiza¸c˜ao dos ajustes.

1.2

Estrutura da Disserta¸

ao

Esta disserta¸c˜ao divide-se em 6 cap´ıtulos principais.

No Cap´ıtulo 1 procura-se explicar as motiva¸c˜oes e necessidades que levaram ao desenvol-vimento desta disserta¸c˜ao.

No Cap´ıtulo 2 procura-se situar na hist´oria o aparecimento do esquentador relacionando isso com a entrada do grupo Bosch na ´area de aquecimento de ´aguas sanit´arias. Pretende-se ainda explicar o modo de funcionamento de um esquentador e quais os seus componentes mais importantes.

O Cap´ıtulo 3 tem como objetivo dar uma explica¸c˜ao sobre os tipos de tecnologias relevantes `

a realiza¸c˜ao desta disserta¸c˜ao. Dar-se-´a foco aos transdutores de temperatura, press˜ao e caudal.

O Cap´ıtulo 4 foca-se na caracteriza¸c˜ao do estado de arte na realiza¸c˜ao dos ensaios funci-onais a esquentadores, explicando em detalhe qual o problema que originou esta disserta¸c˜ao. No Cap´ıtulo 5 apresenta-se uma proposta de solu¸c˜ao para os problemas anteriormente mencionados. V˜ao ser explicadas as v´arias abordagens utilizadas para se realizar um sistema de aquecimento por indu¸c˜ao eletromagn´etica.

(24)
(25)

Cap´ıtulo 2

O esquentador

2.1

O que ´

e um esquentador

O esquentador define-se como um aparelho alimentado por g´as ou eletricidade que tem como objetivo realizar o aquecimento instantˆaneo (n˜ao fazendo armazenamento) de ´aguas sanit´arias [12], [4, p. 112].

O nascimento do esquentador deve-se a Benjamin Waddy MaugHan, um pintor britˆanico que, em 1869, patenteou o primeiro modelo [13], denominado por “Geyser”ou “Gas Gey-ser” [14]. Este equipamento, apresentado na Figura 2.1, consistia num cilindro met´alico que no seu interior continha pequenos tubos, tamb´em met´alicos, por onde se fazia circular a ´agua.

Figura 2.1: Fotografia do modelo do Gas Geyser que pode ser visitado no Museu da Ciˆencia em Londres[15].

(26)

Estes tubos eram aquecidos pelos gases quentes provenientes da queima do g´as com-bust´ıvel. No entanto, este aparelho apresentava elevados riscos na sua utiliza¸c˜ao por n˜ao pos-suir um sistema de exaust˜ao dos gases de queima [16], que podia levar `a sua explos˜ao [17]. Em 1889, pegando no trabalho anteriormente realizado por Benjamin Waddy MaugHan e introdu-zindo ventila¸c˜ao dos gases de queima, aumentando a seguran¸ca na utiliza¸c˜ao dos aparelhos, Edwin Ruud construiu o primeiro esquentador autom´atico com reservat´orio [18], presente na Figura 2.2 (atualmente denominado por termoacumulador), fundando depois a “Ruud Manufacturing Company” [19].

Figura 2.2: Edwin Ruud ao lado do seu esquentador de ´agua autom´atico [19].

No decorrer do ano de 1892 a empresa Junkers cria a patente do calor´ımetro, um disposi-tivo que tinha o objedisposi-tivo de medir o poder calorifico dos gases de combust˜ao [20]. Com base no seu calor´ımetro, em 1894, a Junkers patenteia o seu “aquecedor de l´ıquidos”a g´as [21]. No entanto, devido `a crise financeira vivida em 1932, Hugo Junkers viu as suas empresas enfrentarem a insolvˆencia, vendo-se obrigado a vender `a Bosch o seu ramo de aquecimento para suportar a continua¸c˜ao do seu neg´ocio nas ´areas da avia¸c˜ao [22], dando-se assim in´ıcio ao neg´ocio do grupo Bosch nos ramos de aquecimento de ´agua e edif´ıcios [22].

(27)

2.2

Como funciona um esquentador

Os esquentadores s˜ao definidos por 3 caracter´ısticas fundamentais: a capacidade, o tipo de exaust˜ao de gases e o seu g´as de combust˜ao. A capacidade de um esquentador representa a quantidade em litros de ´agua quente (com uma diferen¸ca de 25oC para a temperatura de en-trada de ´agua) por minuto, que o aparelho consegue fornecer. Por exemplo, um aparelho de 15 litros/min consegue fornecer 15 litros de ´agua quente por minuto a 50oC se a temperatura de entrada da ´agua for de 25oC [24]. Quanto ao tipo de g´as utilizado para combust˜ao os esquen-tadores podem ser produzidos para funcionarem com g´as de cidade (tamb´em denominado por g´as de 1a fam´ılia), g´as natural (2a fam´ılia) e a GPL (3a fam´ılia). Esta distin¸c˜ao faz-se porque cada fam´ılia de gases ´e caracterizada por possuir um ´Indice de Wobbe diferente [25]. Este fator representa o poder calorifico dos gases combust´ıveis, quando nas mesmas condi¸c˜oes, s˜ao sujeitos `a passagem pelo mesmo orif´ıcio [26]. A exaust˜ao dos gases provenientes da queima pode-se realizar por exaust˜ao natural (Open Flue - OF) ou por exaust˜ao ventilada/for¸cada (Fan Pressurized - FP). Nos equipamentos do tipo OF, o escoamento dos gases de queima, assim como a admiss˜ao de ar para a combust˜ao, faz-se atrav´es de convex˜ao natural. Na Figura 2.4 apresenta-se o esquema simplificado do processo de exaust˜ao dos gases de queima, num esquentador do tipo OF.

Figura 2.4: Esquema caracter´ıstico do processo de queima para os esquentadores com exaust˜ao natural. [27]

Os equipamentos do tipo FP contˆem um ventilador para ajudar a expuls˜ao dos gases pela conduta de exaust˜ao. Esta ventila¸c˜ao ajuda tamb´em no impulsionamento de ar necess´ario para a combust˜ao. Dentro desta gama de equipamentos existem tamb´em modelos completa-mente estanques, em que o ventilador e a cˆamara de combust˜ao s˜ao montados de forma isolada do meio onde se encontra o esquentador, sendo ent˜ao o ventilador respons´avel pela expuls˜ao dos gases de queima e pela admiss˜ao de ar fresco proveniente do exterior. Apresenta-se na

(28)

Figura 2.5 o esquema de um esquentador do tipo FP.

Figura 2.5: Esquema de funcionamento de um esquentador do tipo FP [28].

Os esquentadores s˜ao tamb´em catalogados quanto `a sua forma de igni¸c˜ao,que pode ser autom´atica ou manual. Nos modelos manuais utiliza-se um sistema piezo-el´etrico que precisa de ser acionado pelo utilizador quando este necessitar de ´agua quente. Os materiais piezo-el´etricos s˜ao conhecidos por responderem `as deforma¸c˜oes mecˆanicas dos seus corpos, atrav´es da gera¸c˜ao de cargas el´etricas [29, p. 110] que posteriormente s˜ao utilizadas para gerar a fa´ısca de igni¸c˜ao. Os modelos autom´aticos encontram-se divididos em 2 grupos: os modelos a baterias, onde a fa´ısca ´e produzida por um circuito eletr´onico alimentado a pilhas (quando se trata de aparelhos FP a alimenta¸c˜ao dos circuitos ´e proveniente da rede el´etrica) e os modelos com Hidrogerador (HDG), que possuem uma turbina em s´erie com o circuito de ´agua, que quando existe fluxo de ´agua gera a diferen¸ca de potencial necess´aria para despoletar a fa´ısca para iniciar a queima. Estruturalmente, um esquentador pode ser dividido em 4 grandes blocos: autom´aticos de ´agua/g´as, cˆamara de combust˜ao, chamin´e de exaust˜ao e sensores de seguran¸ca.

Na Figura 2.6 apresenta-se o esquema interno legendado do esquentador apresentado na Figura 2.3, onde se indica a localiza¸c˜ao dos grupos anteriormente mencionados.

(29)

Figura 2.6: Esquema interno de um esquentador. 1–Chamin´e, 2–Sensores de seguran¸ca, 3– Cˆamara de combust˜ao, 4–Autom´aticos de ´agua e g´as. Adaptado de: [30].

O autom´atico de ´agua tem como fun¸c˜ao reconhecer a necessidade de ´agua quente, isto ´e, quando se abre uma torneira cria-se um fluxo de ´agua dentro do autom´atico, que faz deslocar um ˆembolo que atua no autom´atico de g´as, ligando o fornecimento de g´as.

Esta funcionalidade ´e conseguida tirando partido do efeito de Venturi [31, p. 39]. Este fen´omeno diz-nos que quando temos um fluido incompress´ıvel (nesta caso ´agua) que circula num tubo com sec¸c˜ao vari´avel, verifica-se que na zona de menor sec¸c˜ao a velocidade do fluido tem de ser maior do que na zona de maior sec¸c˜ao, porque o caudal tem que se manter constante. Assim sendo, aplicando-se a Equa¸c˜ao de Bernoulli (2.1) [31] e assumindo que a altura relativa entre as duas sec¸c˜oes ´e zero, verifica-se que na zona de estrangulamento a press˜ao vai ser menor do que na zona com maior ´area de sec¸c˜ao. Para aplicar este conceito nos autom´aticos, coloca-se um tubo de Venturi na entrada da ´agua, como mostra a Figura 2.7. Este tubo ´e caracterizado por n˜ao ter uma sec¸c˜ao uniforme em todo o seu comprimento, tendo uma zona com sec¸c˜ao menor. Esta zona encontra-se ligada `a parte superior da membrana. Quando se inicia a passagem de ´agua cria-se, na parte superior da membrana, uma press˜ao menor do que na parte inferior mesma, fazendo com que esta se eleve empurrando o ˆembolo que serve de interruptor `a passagem de g´as. Assim que o fluxo de ´agua cessa a press˜ao nos dois lados da membrana volta a ser igual e esta retorna ao seu estado inicial, fechando a

(30)

alimenta¸c˜ao de g´as ao autom´atico de g´as. v2 2 + gz + p ρ = constante (2.1) Onde: v = velocidade do fluido; g = acelera¸c˜ao da gravidade;

z = eleva¸c˜ao em rela¸c˜ao ao plano de referˆencia; p = press˜ao do fluido;

ρ = densidade do fluido;

Figura 2.7: Esquema de funcionamento de um autom´atico de ´agua com efeito Venturi. Na imagem a) verifica-se que quando n˜ao existe fluxo de ´agua a press˜ao nos dois lados da mem-brana ´e igual. Quando existe fluxo de ´agua, imagem b), a press˜ao na parte superior da membrana ´e menor do que na inferior, empurrando assim a membrana para cima. [32]

Na Figura 2.8 apresenta-se um autom´atico de g´as, este ´e constitu´ıdo por um conjunto de duas electrov´alvulas, denominadas por V´alvula Piloto, que controla a admiss˜ao de g´as no piloto de igni¸c˜ao, e por V´alvula Membrana, respons´avel pelo controlo de passagem de g´as para os injetores. Quando se d´a sinal de igni¸c˜ao ao esquentador este abre a V´alvula do Piloto mantendo a V´alvula Membrana fechada. Atrav´es de uma sonda de ioniza¸c˜ao deteta-se a presen¸ca de chama na zona do queimador, o que significa que o g´as proveniente do piloto est´a a ser queimado. Faz-se ent˜ao a abertura da V´alvula Membrana para alimentar os injetores que injetam o g´as nas flautas, sendo estas respons´aveis por fazer a homogeneiza¸c˜ao do g´as em todo o queimador. O arrastamento de ar provocado pela inje¸c˜ao do g´as nas flautas promove a mistura deste com o ar, tornando poss´ıvel a sua queima.

(31)

Figura 2.8: Fotografia de um autom´atico de g´as.

A seguir ao queimador encontra-se a cˆamara de combust˜ao, local em que se encontra o circuito onde circula a ´agua a ser aquecida, chamado de permutador de calor. O permutador ´e formado por alhetas e tubos em cobre onde circula a ´agua. Este fica exposto `a passagem dos gases e `a energia t´ermica resultante do processo de combust˜ao, transferindo-se assim calor para a ´agua.

Juntamente com os componentes anteriormente mencionados, que s˜ao respons´aveis pelo funcionamento do esquentador, existem tamb´em uma s´erie de dispositivos de seguran¸ca para garantir que o esquentador funciona sem oferecer um perigo para o seu utilizador. O grupo dos sensores de seguran¸ca ´e constitu´ıdo por uma sonda de ioniza¸c˜ao, um microswitch, sensores de temperatura e sensores para dete¸c˜ao de gases de queima.

A sonda de ioniza¸c˜ao tem como fun¸c˜ao verificar a existˆencia de chama no queimador, dando sinal ao controlador eletr´onico para ligar ou desligar o fornecimento principal de g´as. No arranque do esquentador esta sonda utiliza-se para verificar se a chama piloto acendeu e dar sinal ao controlador para acionar a V´alvula Membrana, fornecendo g´as a todas as flautas do queimador. Com o esquentador j´a em funcionamento, este sensor verifica a existˆencia de chama no queimador para garantir que se acontecer algum problema e a chama se extinguir (caso aconte¸ca um corte momentˆaneo no abastecimento de g´as) a V´alvula Membrana seja fechada, evitando assim que caso o fornecimento de g´as seja retomado e o esquentador n˜ao esteja a queimar, se acumule g´as no queimador que poderia levar a uma explos˜ao.

O microswitch corresponde a um pequeno interruptor el´etrico que se coloca junto ao autom´atico de ´agua e que tem como fun¸c˜ao enviar um sinal ao controlador, informando se existe passagem de ´agua no esquentador. Este sensor ´e acionado pelo ˆembolo que se encontra no autom´atico de ´agua, garantindo assim que caso n˜ao exista um fluxo de ´agua a percorrer o esquentador, o controlador n˜ao permita que as v´alvulas de g´as sejam acionadas, assegurando-se que o esquentador permanece desligado.

(32)

no aparelho, sendo colocados `a entrada e sa´ıda do tubo por onde esta circula. Estes sensores tˆem como fun¸c˜ao bloquear o esquentador quando a ´agua `a sa´ıda do esquentador excede um valor pr´e-definido (85oC). Normalmente s˜ao utilizados dispositivos do tipo NTC (Negative Temperature Coefficient) que s˜ao resistˆencias vari´aveis com a temperatura.

Por ´ultimo, mas n˜ao menos importante, o sensor de retorno dos gases de queima encontra-se no topo da chamin´e, tendo como fun¸c˜ao detetar se a mesma se encontra bloqueada. Caso a chamin´e se encontre bloqueada, os gases resultantes da combust˜ao n˜ao ser˜ao expelidos para o exterior, acumulando-se na parte superior desta. Devido `as elevadas temperaturas dos gases, a chamin´e ir´a aquecer. Deste modo, para detetar se existe acumula¸c˜ao dos gases resultantes da queima, utiliza-se um term´ostato (como mostrado na Figura 2.9) acoplado `a chamin´e. Este ´e um m´etodo indirecto para a detec¸c˜ao da existˆencia de gases, n˜ao sendo necess´ario utilizar sensores pr´oprios para a dete¸c˜ao de gases como CO e N Ox . Internamente ao grupo Bosch,

o sensor de retorno de gases de queima ´e tamb´em denominado por AGU.

(33)

Cap´ıtulo 3

Componentes relevantes

Neste cap´ıtulo ser˜ao abordadas as tecnologias mais importantes ao desenvolvimento deste projeto de disserta¸c˜ao, dando especial foco aos transdutores de temperatura, press˜ao e de caudal. Um transdutor ´e um equipamento que transforma uma grandeza f´ısica numa ou-tra grandeza [33]. Neste caso de estudo, os ou-transdutores v˜ao converter press˜ao, caudal ou temperatura em sinais el´etricos que as unidades de controlo consigam processar.

3.1

Transdutores de temperatura

Na medi¸c˜ao de temperatura utilizam-se principalmente 4 tipos de transdutores: Sensores de resistˆencia, Term´ıstores, Sensores integrados e Termopares.

3.1.1 Sensores de resistˆencia

Os sensores de resistˆencia, tamb´em denominados por RTD (Resistance Temperature De-tectors) s˜ao dispositivos que baseiam o seu princ´ıpio de funcionamento na dependˆencia que existe entre a resistividade dos materiais condutores el´etricos e a sua temperatura. Este fen´omeno foi identificado pela primeira vez em 1821 por Sir Humphrey Davy, no entanto, s´o em 1932 se realizou um sensor deste tipo, pela m˜ao de C.H. Meyers [29, p. 59].

Dado um condutor el´etrico composto por um metal de resistividade ρ com comprimento l e com ´area de sec¸c˜ao A a sua resistˆencia ´e dada por:

R = ρl

A (3.1)

Onde:

R = Resistˆencia do condutor el´etrico; l = Comprimento do condutor el´etrico; A = ´Area da sec¸c˜ao do condutor el´etrico; ρ = Resistividade;

A resistˆencia de um condutor met´alico (R) a uma determinada temperatura Θ ´e dada por um polin´omio, dado que a maioria dos metais para pequenas varia¸c˜oes de temperatura tem

(34)

uma varia¸c˜ao na resistˆencia quase linear, podemos aproximar o polin´omio a um do primeiro grau tal que:

R = R0[1 + α(Θ − Θ0)] (3.2)

Onde R0´e igual `a resistˆencia do metal `a temperatura Θ0e α ´e o coeficiente de temperatura.

Os metais mais usados s˜ao a Platina (Pt) e as ligas de n´ıquel pois s˜ao os que apresentam caracter´ısticas mais lineares. Um dos RTDs mais usados ´e a sonda PT100 de platina que apresenta uma resistˆencia de 100Ω quando a sua temperatura ´e de 0oC.

A principal desvantagem deste tipo de sensores encontra-se no facto de estes necessita-rem de senecessita-rem atravessados por uma corrente el´etrica para funcionarem. Por efeito de Joule esta corrente vai provocar o auto-aquecimento do sensor levando a uma indica¸c˜ao errada da corrente a ser medida.

3.1.2 Termopares

Os termopares tˆem como princ´ıpio de funcionamento o efeito descoberto por Thomas Johann Seebeck, em 1821[29, p. 43]. Este verificou que 2 metais diferentes juntos e expostos a uma fonte de calor produziam uma corrente el´etrica. O efeito de Seebeck define-se consi-derando dois fios condutores de material diferente, unidos numa das extremidades. Se essa extremidade for exposta a uma fonte de calor e se a outra extremidade for um circuito aberto ir´a surgir uma for¸ca electro-motriz (e) entre os terminais dos dois condutores, como se mostra no esquema da Figura 3.1.

Figura 3.1: Esquema simplificado representando o efeito de Seebck [29, p. 45].

Quando a varia¸c˜ao da temperatura ´e pequena, a varia¸c˜ao da for¸ca electro-motriz (f.e.m) que se gera entre os condutores ´e vagamente proporcional `a varia¸c˜ao da temperatura, podendo dizer-se que:

∆eAB = α∆Θ (3.3)

Onde ∆eAB representa a varia¸c˜ao da f.e.m. e ∆Θ representa a varia¸c˜ao da temperatura.

O parˆametro α representa o coeficiente Seebeck. Este fator permite que sejam constru´ıdos termopares com a jun¸c˜ao de dois metais distintos, cada combina¸c˜ao de metais cria um ter-mopar com diferentes caracter´ısticas (sensibilidade e linearidade). Na Tabela 3.1 mostram-se algumas combina¸c˜oes de metais e a sua correspondˆencia comercial.

(35)

Tabela 3.1: V´arios tipos de termopares [29, p. 46]. Tipo Metais (+) (-) B Pt+30%Rh Pt+6%Rh E Ni+10%CR Constantan J Fe Constantan K Ni+10%CR N´ıquel R Pt+13%Rh Pt S Pt+10%Rh Pt T Cu Constantan 3.1.3 Term´ıstores

Os term´ıstores s˜ao dispositivos que, tal como os RTDs, apresentam uma resistˆencia entre os seu terminais que depende da temperatura. No entanto, estes s˜ao constru´ıdos a partir de materiais semi-condutores. Este tipo de sensores pode ser dividido em dois tipos:

• NTC: Negative Temperature Coefficient, tˆem como particularidade a sua resistˆencia ir diminuindo `a medida que a temperatura aumenta.

• PTC: Positive Temperature Coefficient, ao contr´ario dos anteriores, a sua resistˆencia aumenta de forma s´ıncrona com o aumento da temperatura.

Os sensores do tipo NTC s˜ao os mais utilizados. De entre os sensores anteriormente referidos este ´e o que apresenta uma rela¸c˜ao entre a temperatura e resistˆencia menos linear. Na Equa¸c˜ao 3.4 mostra-se a express˜ao que caracteriza a resistˆencia do term´ıstor com a sua temperatura.

R = R0· e β(1θ−1

θ0) (3.4)

Onde:

R = Resistˆencia do term´ıstor; R0 = Resistˆencia de referˆencia;

β = Caracter´ıstica do term´ıstor; θ = Temperatura do term´ıstor; θ0 = Temperatura de referˆencia;

O parˆametro β da equa¸c˜ao anterior, ´e uma constante que caracteriza o term´ıstor dentro de um determinado intervalo de temperaturas e calcula-se segundo a Equa¸c˜ao 3.5, onde R0

representa a resistˆencia `a temperatura θ0 e R1 a resistˆencia `a temperatura θ1.

β = θ1· θ0 θ0− θ1 ln R1 R0  (3.5)

3.1.4 Sensores de temperatura integrados

Os sensores de temperatura contidos em circuitos integrados tˆem como base de funcio-namento a queda de tens˜ao num d´ıodo semicondutor (quando este se encontra directamente

(36)

polarizado) ser proporcional `a sua temperatura. Tipicamente neste tipo de sensores, utiliza-se a jun¸c˜ao Base-Emissor dos trans´ıstores BJT, aplicados no circuito denominado “c´elula de Brokaw” [34] que se mostra na Figura 3.2.

Figura 3.2: Circuito da c´elula de Brokaw utilizado na constru¸c˜ao de sensores de temperatura integrados [34].

3.2

Transdutores de press˜

ao

A press˜ao define-se como sendo a for¸ca por unidade de ´area [35]. Quando se aplica este conceito a fluidos, tanto l´ıquidos como gasosos, a press˜ao ´e a for¸ca por unidade de ´area que os fluidos exercem perpendicularmente sobre qualquer superf´ıcie [36]. Neste caso de estudo, a press˜ao ser´a a for¸ca exercida pelo ar nas paredes internas dos tubos onde este est´a contido.

A medi¸c˜ao de press˜ao pode caracterizar-se de 3 formas diferentes:

• Press˜ao absoluta: Mede-se como a diferen¸ca de press˜ao entre o ponto de medi¸c˜ao e o v´acuo ideal, onde a press˜ao ´e igual a zero.

• Press˜ao gauge: Mede-se diferen¸ca entre a press˜ao a ser medida e a press˜ao atmosf´erica no local da medi¸c˜ao.

• Press˜ao diferencial: Mede-se a diferen¸ca entre a press˜ao em dois locais espec´ıficos, sendo um deles escolhido para ser a referˆencia.

Na ind´ustria existem v´arios tipos de transdutores de press˜ao, tais como os Diafragmas, Tubos de Bourdon, Bellows e sensores el´etricos [37], cada um deles com um modo de funcio-namento diferente.

Durante a execu¸c˜ao deste trabalho utilizaram-se os transdutores de press˜ao apresentados na Figura 3.3. O transdutor Yokogawa ´e do tipo diferencial, com uma gama de atua¸c˜ao desde 0.005 at´e 100mbar, com um sinal de sa´ıda do tipo 4 − 20mA [38].

(37)

(a) SMC - ITV-2030-01F3BN2-Q. (b) YOKOGAWA - EJA110A-DLS4A-92DA. Figura 3.3: Transdutores de press˜ao utilizados.

3.3

Transdutores de caudal

Os transdutores de caudal, tamb´em denominados por caudal´ımetros, tˆem como fun¸c˜ao medir a quantidade de fluido (l´ıquido ou gasoso) que circula atrav´es de uma sec¸c˜ao, durante um determinado intervalo de tempo. Os caudal´ımetros podem ser divididos em v´arios grupos, sendo que os grupos mais utilizados s˜ao os caudal´ımetros diferenciais, os por efeito de Coriolis, e os do tipo Thermal Mass Flow [39].

Os caudal´ımetros diferenciais utilizam a equa¸c˜ao de Bernoulli (Equa¸c˜ao 2.1). Faz-se passar o fluido atrav´es de uma sec¸c˜ao de tamanho reduzida como se mostra na Figura 3.4 e mede-se a press˜ao nos dois lados da obstru¸c˜ao. Atrav´es da diferen¸ca entre as duas press˜oes medidas consegue-se aferir o caudal do fluido.

Figura 3.4: Esquema simplificado de um caudal´ımetro diferencial. Fonte [40].

O efeito de Coriolis ´e tamb´em utilizado para se medir o caudal de fluidos. A for¸ca exercida pela passagem de um fluido dentro de um tubo curvo, como o que se mostra na Figura 3.5, faz com que o tubo oscile. Com base neste princ´ıpio, os caudal´ımetros por efeito de Coriolis, cont´em dois tubos de oscila¸c˜ao, em fase, a uma frequˆencia e amplitude conhecidas. O fluido a ser medido ´e dividido flui irm˜amente pelos dois tubos, alterando a sua forma de oscilar. A

(38)

diferen¸ca de fase entre as duas oscila¸c˜oes ir´a ser proporcional ao caudal que se quer medir [41].

Figura 3.5: Esquema simplificado do funcionamento de um caudal´ımetro por efeito de Coriolis. Fonte [41].

Por ´ultimo, falta apenas referir os caudal´ımetros do tipo Thermal Mass Flow. Este tipo de equipamentos tira partido das propriedades t´ermicas dos fluidos para calcular o seu caudal.

O fluido a qual se quer medir o caudal ´e feito passar por um tubo que cont´em dois transdutores de temperatura. Um dos transdutores funciona como um sensor de temperatura e o outro como um elemento de aquecimento. Um esquema deste transdutor ´e apresentado na Figura 3.6. Com passagem de fluido bloqueada, mede-se a diferen¸ca de temperatura (∆T ) entre os dois elementos. Como n˜ao existe passagem de fluido, essa diferen¸ca de temperatura define o caudal igual a zero.

A passagem de fluido leva a que temperatura na sonda aquecida diminua, fazendo com que o ∆T tamb´em diminua. De modo a manter o ∆T constante injeta-se mais energia na sonda de aquecimento, de modo a compensar a energia que ´e dissipada pela passagem do fluido. Este aumento da energia necess´aria para aquecer a sonda vai ser proporcional ao caudal [42].

A banca de pr´e-afina¸c˜ao de autom´aticos de g´as utiliza este tipo de caudal´ımetros.

Figura 3.6: Esquema simplificado de um caudal´ımetro do tipo Thermal Mass Flow.Fonte [40]. Dos caudal´ımetros anteriormente estudados, os que funcionam por efeito diferencial s˜ao os mais baratos, no entanto, tamb´em s˜ao os que apresentam uma menor precis˜ao. Por outro lado, os caudal´ımetros por efeito de Coriolis s˜ao os que apresentam uma maior precis˜ao. Uma das suas grandes vantagens ´e poder ser utilizado tanto em fluidos l´ıquidos como em gasosos. Tem como desvantagem ser o modelo de caudal´ımetro mais caro. Os sensores por Thermal Mass FLow apresentam-se a meio da tabela, tanto em pre¸co como em precis˜ao de medi¸c˜ao. ´

E mais utilizado na medi¸c˜ao de gases. Uma das vantagens deste tipo de sensores ´e poder ser inserido em tubos de grande dimens˜oes.

(39)

Cap´ıtulo 4

Situa¸

ao atual

Os equipamentos produzidos tˆem de ser testados quanto ao seu funcionamento e `a sua seguran¸ca. Em particular, tˆem que ser afinados quanto ao seu regime de funcionamento para que todas as normas sejam cumpridas. Deste modo, antes de serem enviados para o mercado, todos os esquentadores passam por um conjunto de testes denominados por ensaios finais [43]. Neste cap´ıtulo vai-se explicar como se realizam os ensaios funcionais, explorando quais os seus pontos negativos, quando se analisa a integra¸c˜ao com os novos modelos de esquentadores.

4.1

Ensaio final do esquentador

Nos esquentadores, o teste final corresponde `a ´ultima barreira entre o meio de produ¸c˜ao e o utilizador, isto faz com que este seja um dos passos de produ¸c˜ao mais importantes. Durante o ensaio final, tamb´em denominado por ensaio funcional [43], verifica-se o correcto funcio-namento dos equipamentos. Este ensaio inicia-se aferindo que todos os componentes foram corretamente montados no equipamento e se nenhum se encontra visivelmente estragado, este ´e o passo de verifica¸c˜ao visual. Em seguida realiza-se um teste de estanquidade ao circuito de ´

agua para que se garanta que este n˜ao tem fugas, em seguida liga-se o esquentador em modo de funcionamento normal, procedendo-se `a verifica¸c˜ao da existˆencia fugas no circuito de g´as e `a verifica¸c˜ao visual das chamas no queimador, para se garantir que a queima ´e uniforme e sem turbulˆencias, despistando-se assim a existˆencia defeitos ou obstru¸c˜oes no queimador.

A fase seguinte ´e a afina¸c˜ao do funcionamento dos esquentadores. Estes s˜ao ajustados de modo a garantir que a sua potˆencia ´e semelhante `a que se encontra na descri¸c˜ao do aparelho. A afina¸c˜ao faz-se ajustando a quantidade g´as que entra no esquentador.

Por ´ultimo, verifica-se o funcionamento dos componentes de seguran¸ca do esquentador, provocando-se situa¸c˜oes de falha e analisando a resposta do equipamento. Esta fase inicia-se com o esquentador em funcionamento, fecha-se a v´alvula de sa´ıda de ´agua quente e verifica-se que o esquentador se desliga. Em seguida volta-se a abrir a v´alvula de sa´ıda de ´agua quente, verificando-se que o esquentador volta a ligar, iniciando-se a queima atrav´es do queimador piloto que ir´a ent˜ao incendiar o restante queimador. Com o esquentador novamente em funcionamento provoca-se o aquecimento do term´ostato que detecta o retorno de gases de queima e verifica-se que o esquentador desliga.

Caso o esquentador seja aprovado em todos os testes, avan¸ca para o posto seguinte onde ´e embalado e se prepara o envio para cliente final. No entanto, quando o equipamento n˜ao passa no ensaio final, ´e retrabalhado, tentando-se reparar o problema detectado. Em seguida

(40)

realiza-se novamente o ensaio funcional, verificando-realiza-se o correcto funcionamento do esquentado, caso volte a falhar nos testes finais o equipamento ´e retrabalhado uma vez mais. Caso volte a n˜ao passar nos ensaios ´e ent˜ao descartado.

4.2

Contextualiza¸

ao do problema

A afina¸c˜ao do funcionamento do esquentador ´e feita pelo operador. Para tal ele ajusta o caudal de g´as atrav´es do parafuso restritor que se encontra no autom´atico de g´as. Todos os tipo de esquentadores tˆem um ponto de afina¸c˜ao diferente, devido ao tipo de g´as que consomem, `a sua potˆencia e as emiss˜oes. Assim sendo o operador tem de procurar manualmente o ponto de afina¸c˜ao que coloque o aparelho dentro dos limites pretendidos. Esta medi¸c˜ao ´e feita medindo-se a press˜ao de g´as `a entrada do queimador e comparando-a com os valores de referˆencia. Para se medir a press˜ao ´e necess´ario desapertar um parafuso no canal de entrada de g´as, de modo a que se consiga colocar o transdutor de press˜ao conectado no queimador. No fim de se realizar o ensaio este parafuso volta a ser apertado e tem que se garantir que o esquentador continua sem fugas de g´as. Para se fazer esta verifica¸c˜ao, existe um posto de teste de estanquidade extra no final da linha de montagem, antes do produto ser embalado.

Para testar o funcionamento do termostato que faz a dete¸c˜ao do retorno dos gases de queima, ´e necess´ario que este seja aquecido at´e `a sua temperatura de atua¸c˜ao. O aquecimento deste sensor apenas por acumula¸c˜ao de gases seria um processo demorado e perigoso pois os gases resultantes da queima de combust´ıveis s˜ao prejudicais para o ser humano. De modo a reduzir o tempo necess´ario para a realiza¸c˜ao utiliza-se um soprador de ar quente adaptado, como o que se apresenta na Figura 4.1. Com o esquentador em funcionamento, coloca-se o soprador a incidir directamente sobre o termostato, fazendo assim a temperatura aumentar mais rapidamente.

Figura 4.1: Soprador de ar quente utilizado para acelerar o teste dos sensores AGU. No entanto, mesmo com aux´ılio do soprador de ar quente a atua¸c˜ao do sensor tem uma

(41)

dura¸c˜ao de entre 30 a 40 segundos.[44]. Para se reduzir o tempo de aquecimento poder-se-ia utilizar o soprador com uma temperatura muito elevada quando comparada com a tempe-ratura de atua¸c˜ao do sensor. No entanto o uso de temperatura em excesso iria danificar os sensores, mais propriamente as cablagens que fazem a liga¸c˜ao el´etrica com o circuito eletr´onico de controlo.

Os sensores de seguran¸ca encontram-se todos ligados em s´erie. Isto significa que basta que um dos sensores n˜ao cumpra com as condi¸c˜oes de seguran¸ca para que todo o equipamento fique desligado.

Com a necessidade de cumprir as normas ErP e diminuir as emiss˜oes de N Ox , o

de-sign e constru¸c˜ao dos esquentadores tiveram de sofrer algumas altera¸c˜oes, principalmente na forma como ´e feita a admiss˜ao e queima do combust´ıvel. Uma das formas de reduzir as emiss˜oes de N Ox passa por reduzir a temperatura de combust˜ao, evitando assim que as

rea¸c˜oes sejam estequiom´etricas, que ´e o regime onde s˜ao produzidas as maiores quantidades de N Ox [45]. Esta redu¸c˜ao faz-se combinando no queimador zonas de combust˜ao rica, onde

existe mais combust´ıvel do que oxig´enio, com zonas de combust˜ao pobre onde o oxig´enio ´e predominante [45].

As novas altera¸c˜oes levaram ao aparecimento, nos esquentadores, de zonas exteriores ao queimador onde a mistura de g´as com o ar j´a ´e inflam´avel, permitindo que se possa iniciar combust˜ao fora do queimador, levando `a destrui¸c˜ao dos equipamentos e podendo ferir os seus utilizadores. Para se detectar este tipo de falhas e desligar o esquentador, foi necess´aria introdu¸c˜ao de mais sensores de seguran¸ca, nomeadamente term´ostatos do tipo AGU.

Com a introdu¸c˜ao dos novos term´ostatos e devido ao m´etodo utilizado para se testar os sensores de seguran¸ca, cada term´ostato tem de ser testado individualmente criando-se um ciclo de teste com tempo de atua¸c˜ao do sensor e tempo de rearme, e s´o em seguida pode ser realizado o teste ao sensor seguinte. Isto implica que o tempo necess´ario para se realizar o ensaio final aumente proporcionalmente com o n´umero de termost´atos que s˜ao colocados no aparelho.

Nos novos equipamentos foi necess´ario colocar um term´ostato que n˜ao se encontra acess´ıvel em situa¸c˜ao de ensaio, pelo que n˜ao se consegue fazer incidir directamente no sensor o calor proveniente do soprador de ar quente apresentado na Figura 4.1. Este sensor encontra-se acoplado entre as flautas do esquentador, deste modo o aquecimento faz-se indirectamente, atrav´es do aquecimento da flauta onde este se encontra acoplado.

4.2.1 Descri¸c˜ao do AGU

Os AGUs pertencem ao grupo dos term´ostatos de contacto mecˆanicos. Na Figura 4.2 apresenta-se o esquema interno deste tipo de sensores. O termostato ´e um dispositivo que funciona como um interruptor, ligando e desligando o sistemas em que estiver inserido. Tem como fun¸c˜ao manter a temperatura do local onde se encontra dentro de um intervalo pre-viamente estabelecida, ativando ou desativando os mecanismos respons´aveis pela gera¸c˜ao ou extra¸c˜ao de calor. Por exemplo nos fornos de uso dom´estico, quando se define a temperatura para 180oC o forno liga as suas resistˆencias de aquecimento, quando a temperatura ultrapassa o valor estabelecido, o term´ostato desliga o forno fazendo com que a temperatura comece a baixar. Quando a temperatura fica menor que o valor de referˆencia, o term´ostato volta a ligar o forno. A diferen¸ca entre a temperatura de corte e de ativa¸c˜ao denomina-se por his-terese, garantindo assim que o forno n˜ao est´a em constantes comuta¸c˜oes do seu estado de funcionamento.

(42)

O AGU acopla-se diretamente `a superf´ıcie em que se pretende regular a temperatura atrav´es do seu disco de exposi¸c˜ao. Este disco ir´a servir como meio de transmiss˜ao de calor para o disco bimet´alico que serve de interruptor.

(a) Esquema interno de um termostato bimet´alico. [46]

(b) Fotografia com os componentes internos de um sensor do tipo AGU.

Figura 4.2: Representa¸c˜ao interna dos componentes que formam os sensores do tipo AGU.

Na Figura 4.3 mostra-se o esquema de funcionamento dos term´ostatos com disco bi-met´alico. Quando o sensor se encontra no estado de repouso, isto ´e, quando a temperatura a que este est´a exposto ´e menor que a sua temperatura de atua¸c˜ao, o disco bimet´alico tem uma forma cˆoncava, permitindo a existˆencia de contacto entre os terminais do sensor. Quando se atinge a temperatura de atua¸c˜ao do sensor, o disco bimet´alico muda a sua forma para con-vexa, empurrando um ˆembolo met´alico que desliga o contacto entre os terminais do sensor, fazendo com que este se torne um circuito aberto. Assim que a temperatura voltar a baixar, o disco volta `a sua forma inicial voltando a existir contacto entre os terminais do sensor.

(43)

(a) No estado normal o bimet´alico apresenta uma forma concava, permitindo a conex˜ao entre os terminais do sensor.

(b) Quando atinge a temperatura de atua¸c˜ao o bimet´alico muda a sua estrutura para uma forma convexa abrindo a conex˜ao entre os terminais do sensor.

Figura 4.3: Esquema do funcionamento interno dos term´ostatos com ac¸c˜ao bimet´alica.[47]

O disco bimet´alico ´e um dispositivo constitu´ıdo por duas ou mais ligas met´alicas diferentes, com igual tamanho sobrepostas entre si. As ligas met´alicas tˆem coeficiente de expans˜ao com a temperatura diferentes [48]. Na Figura 4.4 mostra-se um esquema de um disco contendo duas ligas met´alicas diferentes. A liga com maior coeficiente de expans˜ao est´a representado por HES (High Expansion Strip), estando a liga com menor coeficiente representada por LES (Low Expansion Strip). Quando sujeitas a varia¸c˜oes de temperatura a liga met´alica com maior coeficiente de expans˜ao ir´a ficar sujeita a uma for¸ca de compress˜ao. Isto acontece porque com o aumento da temperatura esta liga ir´a tender a expandir mais rapidamente do que a outra, no entanto como as ligas se encontram ligadas entre si o seu tamanho relativo ter´a que se manter igual, formando-se assim uma curvatura. A liga que se na encontra parte superior ir´a ter um raio de curvatura (R) maior e consequentemente a sua dimens˜ao tamb´em ser´a maior.

(44)
(45)

Cap´ıtulo 5

Proposta de optimiza¸

ao

O aumento do n´umero de sensores de seguran¸ca tem um impacto direto no tempo de ensaio final dos equipamentos aumentando assim seu tempo de produ¸c˜ao. Neste cap´ıtulo v˜ao-se propor formas de otimizar os m´etodos de teste j´a existentes de modo a reduzir o tempo necess´ario para a produ¸c˜ao de esquentadores.

5.1

Aquecimento por indu¸

ao

A indu¸c˜ao eletromagn´etica define-se como a produ¸c˜ao de uma for¸ca eletromotriz num condutor el´etrico quando este se move num campo magn´etico, ou quando ´e exposto a um campo magn´etico vari´avel [49]. Este fen´omeno foi descoberto em 1831 por Michael Faraday e caracteriza-se pelo aparecimento de uma corrente el´etrica, num circuito el´etrico fechado, devido a varia¸c˜oes de corrente el´etrica noutro circuito que se encontre nas proximidades[50]. Desta forma o aquecimento por indu¸c˜ao eletromagn´etica define-se pelo acto de aquecer materiais condutores el´etricos, tais como os metais [51], colocando-os expostos a campos magn´eticos vari´aveis [52].

Um sistema de aquecimento por indu¸c˜ao consiste num circuito oscilat´orio que tem como fun¸c˜ao gerar uma corrente alternada que ´e transmitida para uma bobine de indu¸c˜ao, cri-ando no seu interior um campo electrom´agnetico que ir´a induzir uma corrente na pe¸ca a ser aquecida.

(46)

Figura 5.1: Esquema do funcionamento da bobine de indu¸c˜ao [53].

Na Figura 5.1 mostra-se um diagrama com o efeito do campo magn´etico na pe¸ca a ser aquecida. Neste exemplo a bobine de indu¸c˜ao ´e cil´ındrica pelo que tem de se colocar a pe¸ca a ser aquecida dentro da bobine. No entanto n˜ao ´e necess´ario que a bobine tenha sempre a forma cil´ındrica. Dependendo do caso de aplica¸c˜ao, as bobines podem ter variadas geometrias como se mostra na Figura 5.2.

Figura 5.2: Conjunto de bobines de indu¸c˜ao com diferente formas geom´etricas [54]. O aquecimento dos objetos baseia-se em dois mecanismos de dissipa¸c˜ao de energia, as per-das por efeito de Joule, devido `as corrente de Eddy, e as perdas associas `a histerese magn´etica. As perdas por histerese apenas acontecem em metais ferromagn´eticos pois s˜ao causadas pelas mudan¸cas na magnetiza¸c˜ao da mol´eculas devido `as varia¸c˜oes do campo magn´etico. Cada vez que o campo muda de sentido, os dipolos, que podem ser comparados a pequenos ´ımans [51],

(47)

seguem a mudan¸ca do campo magn´etica e a energia proveniente desse movimento ´e transfor-mada em calor.

Figura 5.3: Efeito do campo magn´etico nos dipolos, N-Norte, S-Sul [55].

As correntes induzidas nos objetos s˜ao chamadas de Corrente de Eddy. Estas correntes tˆem a mesma frequˆencia que as correntes que circulam na bobine de indu¸c˜ao, no entanto tˆem sentido oposto. Os objetos a serem aquecidos s˜ao condutores el´etricos e tˆem uma resistˆencia interna associada que ir´a contrariar o fluxo de corrente induzida, gerando desta forma calor devido `as perdas por efeito de Joule.

5.1.1 Impacto da frequˆencia no aquecimento

As correntes induzidas variam com as mudan¸cas do campo magn´etico, pelo que se com-portam como correntes alternadas. Deste modo, devido ao efeito pelicular, a corrente el´etrica induzida ir´a circular maioritariamente na superf´ıcie dos objetos. A profundidade do efeito pelicular ´e dada pela Equa¸c˜ao 5.1 de onde se extrai que quanto maior for a frequˆencia de oscila¸c˜ao das correntes, menor ser´a a profundidade a que circulam as correntes induzidas.

δ = r 2ρ ωµrµ0 (5.1) Onde: δ = Profundidade da corrente; ρ = Resistividade do material;

ω = Frequˆencia angular (2π × frequˆencia);

µr = Permeabilidade magn´etica relativa do material;

µ0 = Permeabilidade magn´etica do v´acuo (4π × 10−7 H/m);

Assim sendo, o aquecimento de pe¸cas com maior profundidade deve ser feito recorrendo a frequˆencias mais baixas.

5.1.2 Desenvolvimento da bobine

Durante este projeto foram desenvolvidas manualmente um conjunto de bobines planares, como se mostra na Figura 5.5. O objetivo foi encontrar a melhor alternativa que fosse capaz

(48)

de contemplar os nossos requisitos:

• Conseguir aquecer os AGU em tempo ´util;

• Ter tamanho adequado para conseguir aceder a todas as localiza¸c˜oes dos AGUs.

Utilizando a f´ormula de Wheeler [56], presente na Equa¸c˜ao 5.2 calculou-se a indutˆancia de v´arias bobines como a da Figura 5.4a, que se construiu manualmente.

L = N 2× A2 30A − 11d ,  A = d + N (W + S) 2  (5.2) Onde: L = Indutˆancia (µH);

D = Diˆametro da bobine (in); N = N´umero de espiras;

d = Diˆametro interno da bobine (in); W = Diˆametro do fio (in);

S = Espa¸camento entre fios (in);

(a) Bobine planar constru´ıda manualmente. (b) Bobine da W¨urth usada para carre-gamentos sem fios.

Figura 5.4: Compara¸c˜ao entre uma bobine feita manualmente (Figura 5.4a) e uma bobine comercial (Figura 5.4b).

A constru¸c˜ao manual de bobines apresentou uma s´erie de dificuldades como por exemplo: n˜ao se conseguir fazer bobines de pequenas dimens˜oes e que tivessem indutˆancia suficiente; n˜ao se conseguir replicar bobines com as mesmas caracter´ısticas; dificuldades em se moldar a bobine na forma desejada, e por fim n˜ao se conseguir fazer bobines capazes de suportar as correntes geradas pelo circuito, sem se deteriorarem. Estas dificuldades levaram a que tamb´em se tenha adquirido uma bobine comercial da W¨urth Elektronik 1,

(49)

Figura 5.5: Conjunto de todas as bobines desenvolvidas e testadas.

5.1.3 Circuito auto-oscilante com bobine de 3 terminais

Os circuitos para aquecimento por indu¸c˜ao dividem-se em duas partes principais, a fonte de alimenta¸c˜ao e o circuito oscilat´orio. No esquema que se apresenta na Figura 5.6 o circuito oscilat´orio ´e constitu´ıdo pelo paralelo dos condensadores C1 a C5 em conjunto com as bobines L1 e L2. Esta jun¸c˜ao de componentes forma um circuito ressonante LC, tamb´em denominado por circuito tanque. ´E o oscilador LC que determina a frequˆencia de oscila¸c˜ao do sistema indutivo, e este vai oscilar `a frequˆencia de ressonˆancia do conjunto LC, permitindo assim que seja entregue `a carga a maior quantidade de energia poss´ıvel. A frequˆencia de oscila¸c˜ao calcula-se pela Equa¸c˜ao 5.3.

f = 1

2π√LC (5.3)

Onde:

f = Frequˆencia (Hz);

L = Indutˆancia da bobine (H);

C = Capacidade conjunta do banco de condensadores (F);

Para que o sistema oscile ´e necess´ario que a fonte de tens˜ao V3 tenha um flanco ascen-dente r´apido, de modo a que o oscilador LC comece a oscilar. Assim que isto acontecer, os trans´ıstores M1 e M2 funcionam como comutadores de corrente fornecendo ao circuito LC a energia necess´aria para que este continue a oscilar. Devido `as liga¸c˜oes que existem entre o dreno de um e a porta do outro, quando um trans´ıstor entra em condu¸c˜ao o outro entra em estado de corte, fazendo variar o sentido da corrente que flui pela bobine de indu¸c˜ao.

Para efeitos de modela¸c˜ao e simula¸c˜ao do circuito as resistˆencias R5 e R6 representam a resistˆencia das bobines L1 e L2.

(50)

A bobine L3 serve como filtro para as correntes de alta frequˆencia impedindo que estas cheguem `a fonte de alimenta¸c˜ao.

Devido `a queda de tens˜ao m´axima entre a porta e a fonte (Vgs) dos trans´ıstores utilizados

ser de ±20V [58], este circuito n˜ao permite que se utilize 24V como tens˜ao de alimenta¸c˜ao, pois ir´a danificar os trans´ıstores. A necessidade de se ter uma bobine com ponto m´edio dispon´ıvel ´e um dos principais defeitos deste circuito.

Figura 5.6: Esquema do circuito de indu¸c˜ao com fonte de alimenta¸c˜ao de 12V [59]. Na Figura 5.7 apresentam-se fotografias do primeiro circuito de indu¸c˜ao testado, junta-mente com uma bobine planar constru´ıda para ser a bobine de indu¸c˜ao. De notar que o circuito da Figura 5.7a n˜ao corresponde exactamente ao que se apresenta na Figura 5.6, pois n˜ao estavam dispon´ıveis resistˆencias de 1kΩ ± 5% pelo que se utilizou uma s´erie de duas re-sistˆencias (560Ω + 470Ω) perfazendo 1030Ω. Nesta imagem n˜ao se encontram os dissipadores de calor acoplados aos trans´ıstores.

(a) Fotografia do circuito da Figura 5.6, sem a

bo-bine de indu¸c˜ao. (b) Bobine com liga¸c˜ao no ponto m´edio. Figura 5.7: Circuito de indu¸c˜ao para fonte de alimenta¸c˜ao de 12V e bobine planar com ponto m´edio.

(51)

Para fonte de alimenta¸c˜ao deste circuito escolheu-se uma bateria de chumbo (utilizada como fonte de energia na igni¸c˜ao dos motociclos) de 12V@5Ah.

5.1.4 Circuito auto-oscilante com bobine simples

Devido aos problemas que se encontraram no circuito da Figura 5.6 alterou-se o circuito para o que se apresenta na Figura 5.8. Para se conseguir elevar a tens˜ao de alimenta¸c˜ao da bobine de indu¸c˜ao para 24V introduziu-se um regulador de tens˜ao linear LM7812. Este regulador consegue regular uma tens˜ao entre 14, 5V e 30V para 12V [60]. Este regulador foi utilizado para alimentar os trans´ıstores. Introduziram-se os d´ıodos D1 e D2 que tˆem como fun¸c˜ao descarregar a porta dos trans´ıstores de modo a garantir que quando um trans´ıstor entra em modo de condu¸c˜ao o outro j´a se encontra no modo de corte. Para se diminuir o tempo de comuta¸c˜ao dos trans´ıstores diminuiu-se o valor de R1 e R2 desde 1kΩ para 150Ω.

Figura 5.8: Circuito de indu¸c˜ao auto-oscilante com regulador LM7812 e bobine com 2 termi-nais [61].

Este circuito permite que se utilize uma bobine gen´erica com apenas 2 terminais, facili-tando assim a constru¸c˜ao manual de bobines assim como a compra de bobines comerciais. A frequˆencia de oscila¸c˜ao deste circuito ´e definida pela frequˆencia de ressonˆancia do conjunto bobine de indu¸c˜ao com o banco de condensadores. Os componentes L2 e L3 s˜ao bobines toroidais que tˆem como fun¸c˜ao filtrar as correntes de alta frequˆencia impedindo que estas se circulem em direc¸c˜ao `a fonte de alimenta¸c˜ao.

(52)

Figura 5.9: Fotografia do circuito auto-oscilante com LM7812 para bobine com 2 terminais.

Circuito em PCB

De modo a realizar um circuito mais fi´avel e que fosse capaz de ser implementado nas linhas de produ¸c˜ao, converteu-se o circuito da Sec¸c˜ao 5.1.4 numa vers˜ao em placa de circuito impresso (PCB), como se demonstra na Figura 5.10.

Durante o ensaio funcional v˜ao ser testados v´arios sensores que se encontram posicionados em locais diferentes. Isto implica que para cada sensor poder´a ser necess´ario uma bobine de indu¸c˜ao diferente de modo a que se consiga aceder ao mesmo. Assim sendo aplicou-se neste circuito a capacidade de serem conectadas ao mesmo tempo 3 bobines de indu¸c˜ao. No entanto apenas uma bobine pode funcionar de cada vez (o teste aos sensores n˜ao pode ser feito em paralelo). A escolha da bobine a ser utilizada faz-se atrav´es da ativa¸c˜ao de um rel´e mecˆanico, que conecta a bobine com o banco de condensadores formando o oscilador LC.

Figura 5.10: Circuito final em PCB.

5.1.5 Circuito Fullbridge

Uma nova abordagem para o circuito de indu¸c˜ao foi utilizar uma configura¸c˜ao em Ponte H [62]. Esta tipologia de circuitos tem como fun¸c˜ao impor o sentido de corrente el´etrica que circula numa carga. ´E constitu´ıdo por 4 trans´ıstores que funcionam como interruptores

(53)

agrupados 2 a 2. Como se mostra na Figura 5.11 dependendo de quais trans´ıstores est˜ao ativos, o sentido da corrente que circula pela carga ´e diferente.

Figura 5.11: Esquema de funcionamento de um circuito em Ponte H.

Para controlar a ativa¸c˜ao correta dos trans´ıstores tomou-se partido da existˆencia de circuito do tipo FullBridge Gate Driver. Estes componentes permitem fazer o drive aos trans´ıstores da Ponte H e contˆem sistemas de seguran¸ca para que n˜ao se ative em simultˆaneo os trans´ıstores que se encontram em s´erie.

O Fullbridge Gate Driver escolhido para este projeto foi o IRS2453 da International Rec-tifier. Com base no circuito de exemplo que se encontra no datasheet [63] dimensionou-se o circuito que se apresenta no esquema da Figura 5.12.

Figura 5.12: Circuito de indu¸c˜ao com FullBridge Gate Driver IRS2453.

Com a utiliza¸c˜ao do circuito integrado IRS2453 ´e poss´ıvel controlar a frequˆencia de co-muta¸c˜ao dos trans´ıstores. Atrav´es da varia¸c˜ao dos valores de resistˆencia e capacidade ligados a RT e CT ´e poss´ıvel definir uma frequˆencia de oscila¸c˜ao para o circuito. Deste modo aplicou-se em RT um conjunto de uma resistˆencia de 1kΩ e um potenci´ometro de 10kΩ, permitindo variar a frequˆencia desde 10kHz at´e 100kHz. O oscilador LC, encontra-se representado pela bobine L1 e pelo condensador C5.

(54)

Figura 5.13: Circuito fullbridge, tem em falta um andar de trans´ıstores.

5.1.6 Circuito com Digipot

No modelo de circuito que se apresenta na Sec¸c˜ao 5.1.5, a frequˆencia de oscila¸c˜ao ´e imposta pelos valores de CT e RT. Deste modo se frequˆencia n˜ao for devidamente ajustada, isto ´e, caso n˜ao seja igual `a frequˆencia de ressonˆancia do oscilador LC, a energia entregue `a carga vai ser menor. Isto reflete-se num aumento do tempo necess´ario para aquecer os objetos.

De modo a tentar ultrapassar este problema desenvolveu-se o circuito que se apresenta em seguida. Este circuito ´e uma adapta¸c˜ao do circuito apresentado na Sec¸c˜ao 5.1.5, no entanto agora frequˆencia de oscila¸c˜ao do componente IRS2453 deixou de ser controlada por um potenci´ometro. Para se conseguir alterar a frequˆencia de forma autom´atica substitui-se o potenci´ometro por um Digipot2. A resistˆencia do digipot vai ser controlada atrav´es de um

microcontrolador, neste caso Arduino Nano.

Na Figura 5.14 apresenta-se um diagrama do circuito implementado. Utilizando um trans-dutor de corrente (HX15-P SP2) mediu-se a corrente que circula na bobine de indu¸c˜ao, com o Arduino faz-se variar a resistˆencia do digipot, alterando assim a frequˆencia de funcionamento circuito.

Figura 5.14: Diagrama de funcionamento do circuito com Digipot.

5.2

Banca de pr´

e-afina¸

ao de v´

alvulas de g´

as

A bancada de ensaios funcionais ´e composta por dois postos sim´etricos e independentes utilizados para os testes e afina¸c˜oes nos autom´aticos de ´agua-g´as. Esta banca, apresentada na Figura 5.15 e no Anexo A.1, encontra-se equipada por um computador industrial modelo CX1020 da marca Beckhoff, com sistema operativo Microsoft Windows XP Embedded. Para

(55)

que este computador funcione como aut´omato, tem instalado uma aplica¸c˜ao do fabricante chamada TwinCAT que divide o processamento do computador em duas partes distintas: uma para o programa aut´omato e outra para o sistema operativo. Assim sendo, a programa¸c˜ao da banca ´e dividida em dois programas: o software PLC (Programmable Logic Controller), utilizando ST (Structured Text), que gere o funcionamento mecˆanico da banca, e o programa PC (usando Visual Basic), que serve de interface entre a banca e o utilizador.

Figura 5.15: Desenho CAD da banca de ensaio funcional de autom´aticos de g´as. [64] Esta banca tem como objetivo realizar os testes e afina¸c˜oes dos autom´aticos de g´as que s˜ao produzidos para serem pe¸cas suplentes. Como estas partes n˜ao s˜ao montadas em nenhum esquentador antes de sa´ırem da f´abrica, n˜ao v˜ao passar pelos testes funcionais. Deste modo foi necess´ario criar um posto onde estas partes fossem testadas e afinadas. Para realizar estas tarefas a banca est´a equipada com um circuito pneum´atico como o que se apresenta no Anexo A.2, constitu´ıdo por 2 jigs3 independentes, cada um deles equipado com sensores de press˜ao e caudal de ar comprimido e reguladores de press˜ao mecˆanicos para afina¸c˜ao manual e reguladores electro-mecˆanicos controlados pelo software PLC.

3Um Jig ´e uma ferramenta que tem como objetivo, segurar e guiar outras ferramentas. Neste caso de

estudo, os jigs foram constru´ıdo de para fixarem os autom´aticos de g´as `a banca de ensaio sempre na mesma posi¸c˜ao, obtendo-se assim a repetibilidade do teste realizado.

Referências

Documentos relacionados

Podem treinar tropas (fornecidas pelo cliente) ou levá-las para combate. Geralmente, organizam-se de forma ad-hoc, que respondem a solicitações de Estados; 2)

62 daquele instrumento internacional”, verifica-se que não restam dúvidas quanto à vinculação do Estado Brasileiro à jurisdição da Corte Interamericana, no que diz respeito a

Nessa situação temos claramente a relação de tecnovívio apresentado por Dubatti (2012) operando, visto que nessa experiência ambos os atores tra- çam um diálogo que não se dá

O score de Framingham que estima o risco absoluto de um indivíduo desenvolver em dez anos DAC primária, clinicamente manifesta, utiliza variáveis clínicas e laboratoriais

Núbia Ivete Monteiro de Oliveira, constituída pela Portaria nº 290/2012, publicada no DOE de 20/06/2012,alterada pela Portaria SEGESP nº 023/2013, publicada no DOE de

Preliminarmente, alega inépcia da inicial, vez que o requerente deixou de apresentar os requisitos essenciais da ação popular (ilegalidade e dano ao patrimônio público). No

Feitiço do Segredo: deposita um segredo numa pessoa de confiança, essa pessoa fica deposita um segredo numa pessoa de confiança, essa pessoa fica sendo o "Fiel do sendo o

Este desafio nos exige uma nova postura frente às questões ambientais, significa tomar o meio ambiente como problema pedagógico, como práxis unificadora que favoreça