em sua forma final pelo Programa de Pós- Graduação .
Prof. OSNÍ DE MEDEIROS RÉ"GISr Orientador
Prof. PAULO HENRIQUE BLAS.I'
Coordenador
Apresentada perante a Banca -Examinadora composta dos P rofessores'
C U R S O DE P Õ S - G R A D U A Ç Ã O EM:,DIREITO
P O D E R P O L Î T I-C- O
E
M U D A N Ç A _____ S O C I A L
(Estudo sobre p oder políti c o _ o l i g ã r guico no m u n i c í p i o de Lages - SC)
Tese submetida a U n i v e r s i d a d e F e d e r a l ' de Santa C a t arina para a obten ç ã o Ido ■ grau de M e s t r e em D i r e i t o ^
CARLOS A L B E R T O SILVEIRA LENZI
ra Brito.
Para Zuleika, m i n h a mulher, Adriana, mi n h a filha e para m i n h a m ã e , Lourdes~.
possibilitou a formação desta' ’ primei_ .ra t u r m a .de. p5s-graduandos_ em::.:Dir.ei;. to, aos professores do Curso e,.. pos t u mamente, ao professor Teimo .Vieira R i beiro.
nal ("0 Estado", "A Gazeta", "Folha ~ d e São.
Paulo" — correspondente)'Vi Oficial-de. Gabi
nete da Secretaria do Interior ~ e ___
Justiça,-Diretor da Imprensa.Oficiãl-^dó;Estado,^.Dir.e*
tor: da" Imprensa^ Universi-târ±a;?da2üf!S©:?rbor~;
I
sista dá "Agency for International| Develo£
ment" nos Estados Unidos.
Especializou-se
no "Instituto Brasileiro-de Direito_Eroces.
suai- Civil'" ,” sob a orientaèçãd dià vJEfof EotAl
fredo Buzaid, durante um-
ano>-c na- -Faculdade.
de Direito da USP. Professbr^de'Direito'Pro
cessual, Civil da.Faculdade~.de._Direito .
.
— da*
UFSC.
Chefe do Departamento de Direito Pro
cessual Civil e Prática Forense.
Membro dar
Academia Catarinense de Letras, da Academia
Brasileira-: de. Ciências MécftbEawSoc±aisp Cidac
Associacion Ibero Americana de Derecho dei
Trabajo.
Conseiheiro da 0AB/:SÇr.
CExerdèu:
('19-7'4/1976)o’’cargo de Sêdí*étãriá ^dà Direto"
ria- Executiva. f Publicou "XteôiSieast^LvM
64 Peá
E s t e trabalho está dividido, em. seis. .capítulos.,. -trafea»-âo poder, p o l í t i c o oM,gárqmc,oa;noi. m u n i c í p i o a^ >'âo1-:d e ‘ S a n t a ' Catarina, ■ e <fevmudan:çm5>o:corridBi'ap5s^ a^viaaâayivde^^e.l.e3; ^tffeíftSÕs Kuiáãno s~- do -Va 1 e ~ dc^g-tarjaíBjèíssIo diRiõo GrsíKlef, doi- -í&iãi-p&râcí- - 3.x,
e x p l o r a ç ã o , principalmenteidamadeira.'
-Os capítulos r e v e l a m a métodologi-a^e" ~:asr-t.écni" "Cas: nisadás^ ' a -abordagem teõrÍGai^õ^põderi^pol-í.tico-oUigã;rq®ico3fiLor cal e õ s mais significativos fatos .políticos" o c o r r i d o s ' n o Estado, envolv e n d o a liderança, da_família" RamQjs..,.;l.no.. per iodo...1913.0/19 6 4. .
A n a l i s a - s e a p o l í t i c a m u n i cipal da área em es -tudo,-o p oder p o l í t i c o exercido pela_oligarquia, as... disputas „ e as dissensões. Aborda-se.. a mudança, social e m d e c o r r ê n c i a da in£ talação do- B a t alhão Rodovi á r i o a-* consequente abertura-ide • novas..; V3Sfô--‘dfes^ccStiuhiicação e-a. decadêftcia^ràas-MfaíZeTidasv r-queá-at«?--;entãoí er a m as u n i dades econômicasa,do.imuni.c.ípio*
-Conclu i - s e q u e - a m u d a n ç a s&o.çia„l_ ocorrida;/deslo;-,, 'òbü' o 1 polder p o l í t i c o da 'òili-garqurã^-para--agremiações'"e'“-'movimento-s
-The subject contains six chapters and deals -with, the „oligarchyc political-ipower-±n .the .ci-ty.. of-'Xages-,.- in-. cthe-iS„t.ate^of Santa Catarina ^rand- the .changes* .thait-o,cur.red: n;af~ fcter^the-introduction 0f-flnew.-rae^n«iEbisxfrv0Hk.^fche>j-,,Vi^5e.
-jal"-,- andrrthe State of Rio' Grand'e.rdo: S u i v .for industrial- iex-v .ploitation m a i n l y of the .wood..
The .methodology .used andi .t-he©r4jc:rana^.s£££G& -the local"political and ^dligarchy "p‘6wery~ahd the~mt>re~~Tproemir nents political facts o cur red i n the' State' involving' the • lea dership of the Ramos family in the period from 1930 to 1964 are revewed in the chapters. '
An analysis is made of political struture of the area studied, the-.political, power- held by . -oligarchy*, q .and'.jthe vdisputes and di,ssehtxons\-.^ong~c±he .ieading.^ political.?
figures.
The. social..transformation..as..consequence"_o.f the creation of the "Bat^ihao” ^odoviario-^, . prbmotiirig/-.ran?o>evo J lution of . the system of -comunica-tion- and. conversely- the- decay-. -of forms-witch were un t i i theny the'economic“unities'~ of* ihe^'
the political power from the oligarchy for parties and politi_ cal mouvements of more popular connotation.
I - INTRODUÇÃO C A P Í T U L O 1 1.1. Referência': T e ó rica 1.2. Métodos CA P Í T U L O 2 P O D E R P O L Í T I C O - L O C A L C A P Í T U L O 3 A P O L l T I C A E M SANTA C A T A R I N A 3.1. Antece d e n t e s 3.2. Da Revolução ao G o vernõ 3.3. A A s s e m b l é i a Constituinte-3.4. A R e d e m o c r a t i z a ç ã o CA P Í T U L O 4 A P O L Í T I C A M U N I C I P A L DE LAGES \ 4.1. A s p ectos Gerais do M u n i c í p i o 4.2. Resumo Histórico CA P Í T U L O 5 0 P O D E R POLÍTICO.,EM LAGES. (1930/1964); 5.1. A O ligarquia 5.2. As Disputas 5.3. As Dissensões C A P Í T U L O 6 A M U D A N Ç A S O C I A L . " 6.1. G e n e ralidades 6.2. As E s t radas e o Batalhão R o d o v i á r i o 6.3. A D e c a d ê n c i a das F a z endas II - CONCLUSÕES BI B L I O G R A F I A
O presente estudo é uma tentativa de explicar -oiíenômeno .do corone 11 smororM-gãírq-uioo > -ou- ^do. .p.oder— .po.liii.GO. .exer,
I
eido -pelos--agentes do- est^ento^pa:triiTOon-ialista-,i^íQ^rEMp-onpj.;mU' nicípio -'de " Lages, Estado^die-íSantairCatam^-a.
1
:O tema não é novo e existem- -inúmeros ' ’ traba lhos - que abordam o- proble.ma-jfim.-tdiversas- rregiões do-'paî-sv-- --'Entre ~ t a n t S p crê-áe valida rest^^irãciatiÃ/ae,? põaJsliha ^itfcerafeura-. 5- jcatarirv nénse ainda não existe qualquer trabalho — de cunho cientííi. co — que trate do assunto, principalmente, .com vistas : a =área ■ eleita para o estudo.
Tem-se, assim, que p o s s i v e l m e n t e se esteja dando pequena çontribuição;_à sociologia política, „ e. divul g a n d o ocorrências constatadas, q u e - p o d e m -se -consti tu ir e m subsídios - p a ra co-conh e c i m e n t o e formação'* poií-tica 'da- .'socredade-nicarfearinensej,^-- principalmente, da comunidade, e m estudo. que -de uma-,forma g e r a l , . exerceu ^durante longo t e m p oy-grande influência nos- d e s t i n o s p o l i 1 ticos de Santa Catarina.
... — A p o sição m e t o d o l ó g i c a do estudo - tem-- -o esco po de analisar o c o m p o r t a m e n t o social da comunidade, a sua estru tura econômica, v e r i f i c a n d o as m o d i f i c a ç õ e s ocorridas nas ativi dades relaci o n a d a s c o m o trabalho e a produção, as implicações sõcio-políticas resultantes entre aqueles que o f e r e c i a m os meios de trabalho e os que o executavam.
B u s c ou-se constatar a m u d a n ç a social o c o r r i d a ;que- af etou as relações d o K s i s t e m a dovpoder, sabend o - s e das ~ cau sas dessa mudança, e d e -possíveis redefinições' c o r o n e ilsticãs^ „oJLigárquicas. Colheu-se. .que o surgimento de novos, elementos en- ..gajados. aos novos meios de..pròdução, m o d i f i c o u .o q u adro.-polít i ccy
I
„abalando,_o sistema,: determiWandõ- ar* ddvérsi-f icação.mairàtuação- d o s agentes õ l i g á r q u i c o s , ora por atitudes de acomodação, ora ‘ por' contradição.
■ - E s t a b e l e c e u - s e uma base r e t r o s p e c t i v a dos acon t > tecAmen fco s-- po 1-i t tcos ocoras&djoss mo: >íE sítado" :de:? «S an-tariGafcar d m a rtesaio' ..municipio.de Lages, em. d e t e r m i n a d o .tempo-,-«.com.a .finalidade d e —ve. r i ficar os-fatos considerados importantes no sistema de relação de poder.
0 sistema de poder, no caso em e s tudo — como ocorreu em o u t ras-ãreas— d o t pais — p assou por r e definições nas -.suas -reiações com as esferas? maisísamplasy:; eis que>F;na-épocarcnipiré:
republicana, o governo c e n trai não se envolvia na autonomia ' d e -mando dos -coronéis. N a c h amada *Repübl*±ca-* Vel-ha*
0
”.p.0
d-er-- i ’^destes ;foi. a m p l i a d o . C o m a revol:üç'ão:,Tde '1930. é~aio rch'amado>Es.tado 1-NbVo > houve i n t erferência do gover^no .central, ^no. s i s t e m a .coronelísti-co ,- -diminuindo a sua atuação, ::com a1 implantação do, e s t a d oautoritã-4
rio. Depois de 1945, as dissenções familiares na área e m estudo repart i r a m os seus choques ('dentro d a 'UDN’ e do PSD y r e v i g o r a n d o a a u t o nomia dos chefes políticos locais, que e s c o l h i a m os seus can didatos — em convenções, de resultados a n t e c i p a d a m e n t e ... defini, dos — para a C âmara Municipal, P r e f e i t u r a e órgãos l e g i s l a t i vos do Estado e da União.
Depois de 19 64, e mais objetivamente, com ■" as :m o d i f i c a ç õ e s da v i d a pãrtidárià-íbrâsiléira .em„19-66 osi-grupos o ligãr q ü i c o s sofrem total r e s t rição na escolha dos candidatos ao g o v e r n o d o Estado, l i m itando-se à seleção de P r e f e i t o s - e de - re presentantes nos órgãos legislativos.
Na A r e n a , - e m âmbito estadual?,; tenta-se..^'juntari as ilideranças das o 1 igarquias.;::íerde-grupos econômicos:. que-tambêmo disputam-o poder. T o d a v i a ^ a s ' v e l h a s rusgas 'e-idis-senções"-não~aca-~*
i
banr com-:.um- simples ato institutional';. A'-nova s i t u a ç ã o ^ d e t e r m i n o u a- formação de sublegendas cparav a p l a c a r -as'-disputas,;; principalmen- te ,£ na-. ôrbita-=muriicipai. .Ha*ãr.eaõd'e.rèstudo»c c o m o . véremosv, -áz netoi isto se conseguiu: o fenômeno extrapolou, jogando" agentes da olj. g a rquia para os quadros da.oposição. Assim, no m u n i c í p i o de L a ges, a A r e n a está composta, por..elementos-do ex-PSD e alguns poucos da ex-UDN. No MDB., os antigos componentes dos chamados partidos populares e u m razoável c ontingente de ex-udenistas e também de e x - p e s s e d i s t a s .
Para. as abordagens sobre .o~processo"' político-, ' v a l eu-se neste, trabalho, principalmente, dos ensinamentos de M a ria Isãura.-Pereira de Q u e i r o z r40 M a n d o n i s m o Locais da V i d a Poli.ti. cá B r a s i l e i r a e Outros Ensaiõs) y-V i t o r Nunes L e a l ' ( Corònèlismo, E n x a d a e V o t o ) , Raimundo F a o r õ "(Os' Dònos do P o d e r ) ê ~ Maria" A u x i liadora Ferraz de Sá (Dos Novos aos V e l h o s C o r o n é i s ) ,entre o u tros .
R e c o n h e c e - s e as limitações que este trabalho apresenta, e as polêmicas a que se pode estar sujeito, e s p e c i a l m e n t e porque envolve nomes de pessoas que m i l i t a m na vida so cial e p o l í t i c a de S a n t a C a t arina,mas acredi t a - s e que foi o b s e r vado u m m í n i m o de rigor teórico e metodológico.
E n t e n d e - s e por e s t a m e n t o — na c i taçã© de SEDI H I R A N O (op.. cit. p. 35) — ^ u m con<junto. de homens «que^de-n-t-ro de u m a associação, r e c l a m a de u m m o d o efetivo; a) uma. -.condição estamental e x c l u s i v a — e eventu a l m e n t e também, b) u m m o n o p ó l i o e x c l u s i v o . d e caráter estamental... .. A sociedade estamental. articu
j
la-se através de estamentos.,"..
Deseja-se. salientar, por ifíictim'o>s*-guBi:ia írexpresK são-oligarquia — ou olig-arca " é a q u e l a compreendida' " no sentido político do termov:ve™rião. ra' de: rcarãter: ípejorativo'1.
1.1. R E F E R Ê N C I A T E Ó R I C A
0 município de Lages até há--algum• tempo,apr-esen ' tav a u m a posição em -.que-rcr poder' econômico ‘dos’ proprietários1 :r Ur. -rais "estava aliado à dominação - p o l í t i c a -A t u a l m e n t e p o d e ? - s e T-en „con.tr.ar,..naquela região características de. sociedade ~de classes..
-N e s t e estudo, p a r te-se da g e n e r a l i z a ç ã o t e ó r i ca e l a b orada por M A X WEBER, que é aplicável ao tipo de análise a' que se propõe.
P r e o c u p a - s e em saber, se “a área e s t u d a d a aten derá,.aos..componentes que WEBER- .coloca*,..ao» demans.trar.- os.,seus,- ,ti
pos ideais.
A d o m i nação estamental, â qual se pode acres centar a forma oligárquica-y -na' def inição-de' W E B E R {1 )•, seria" < * a "dominação patrim o n i a l em ,q u e .determinados poderes ,de. m a n d o • ...e suas correspondentes profc^abi 1 i d a d e s v ã o -apropriadas, p e l o quadrò ^administrativo" , ou ainda;,:l:c:ompl:etandov s e r i a : "toda:: forma: p r i m a xiamen.te,-orientada pela tr.'adi.ção:,.-porém,-.:exe;rcida!: emLrV-irit.ude::de
u m direito p r ó p r i o " .
N u m a socie d a d e do tipo e s t a m e n t a l - p a t r i m o n i a l i s ta, a construção de ü m s i stema comum, cujos valores são
auto-(1) W E BE R3 M a x 3 Economia y S o c i e d a d e 3 M é x i c o 3 Fondo Cultura Eco- n o m i c a 3 1 9 6 l 3 I 3 p. 242.
-atribuídos',- torna-se o- impti-lsõ:-e- o ob jetivon-finaJ^^ra^^-a^-iwayir^ m e n t a ç ã o dos figurantes d entro ~do sistema':” 'Os- estamentos" se "for m a m .para d e t e r m i n a r aüto-j/ailor.eszeã conquistas.. _
Cria-se, portanto, u m mútuo:-r e c o n h e c i m e n t o .de valores, que e o ponto de p a rtida de. u m processo, . .„através-„ _do. .quàlr,' òb: distintos estamentos* s ã o articulados-y t :..centrãli:zadôs:í::..er.
Or g a n ± z ados'-,' a ” cada n í v e l y ^ p a r àr a ^ c o n q u i s té.* dos^õrgãps^do^ " p o d e r ’ público, ou seja, dos quadros burocr á t i c o s do-Estado,- p r i v i l é gios e benefícios c o n c e d i d o s ' àr cada ^estamento;''
E m decorrência:, os estamefitos-eObtêm?cdo, podert público,.-não somente a .representação.,- mas^.at*ravés.dela-íii-:-a.rápronTci pr iação do poder
político;-T e m - s e , assim, que na sociedade estamental - pa ■trimonialista, os agentes"partem-de~um sistema comum*, -’•"atribuindo--
a si, valores próprios, conquistando» desta forma, os * valores pòlrticos e" a partir dèssps>l ò:: econômico ;T'qúe é: m e i o " pa raccalcan-?
çar e assegurar o p r e s t í g i o -político. É o ponto de expectativa' dos-' agentes- do estamento é ^a- visualização- doB.:’objetivosy~” • sinal-do sistema estamental.
N a sociedade estamental, õs a g e n t è s ' s e m o v i m e n t a m-mediante u m processo de:: círculo', caracterizado., p e l o ...imobl.-, lismo-e- na atrib u i ç ã o fixaiji p a r a - O conseg u i m e n t o de. função- „.;_e - prestígio.
Nas sociedades de classe^ o econômico- ê ~ o ob'je~ tivoV a m e t a para o impulsionamento do sistema, e n q uanto que o~ -político -representa u m m e i o l p a r a alcançá-lo.:;: Nesta at>ordagem; ás
classes sociais e s t a b e l e c e m as suas e s tratégias na p o s i ç ã o que, o c u p a m no p r o c e s s o de p r o d u ç ã o econômica, ou seja, pela,: : d i s t r i buição e c i r c u l a ç ã o de troca de bens, v a r i a n d o esta posição,, en -tre -os-"membros de uma mesma* alasse.,.. másf.distintos, çonureferêneia^
às outras ciasses.
Nas sociedades e s t a m e n t a i s - p a t r i m o n i a l i s t a s , o s ■ •interesses e o p o r t u n i d a d e s .econômicas..yisam ..o .controle, do._ a p a r e . e estatal'r èbndiciÒnádos?às-po s sibiMdadesí.fder;;sensi bilizar o .poder público.rjxNa~sociedade£de. classes o.,econômicov ié- ò õbjetivo', no sentido d'e 'afetar o politicò, " com fim de~ conse guir melhor movimentação..para a sua posição, no processo de. cres. cimento.
E stame n t o s e classes r e a l i z a m u m m o v i m e n t o so ciali e m ; d i f e r e n t e s direções.y -comcr..tambémy-esperam:: resuirtad.osrrr-di.; ferentes. Os primeiros têm em m i r a as posições políticas, e em consequência, ou por décorrên.cia:;~.ás» e c o n ô m i c a s N D i é s j b a m e n t o ^ r Ttãò "'há 'lutjar- p a r a c o m p e t i ç ã o V ” nèm"para ■ mobilldadè-entre- e s t a m e n
tos .
FAORO (2) adverte que: "Avelasse.e.seus, ~mem bros, por mais p o d e r o s a que sejar~pode não" d ispor do p o d e r p o l í
(2) FAORO, Raimundo, Os Donos do P o d e r , Porto Alegre / Sã o Paulo , Editora Globo/Editora da Universidade de São Paulo,, v. .2 ,_
tico":, -e - acrescenta: "o estamento p o l í tico ,c o n s t i t u i s e m p r e ^ u m a -c o m u n i d a d e , - embora amorfa: o s seus-membros -pensam -e a gem--cons-ci entes*--de p e r t e n c e r ao mesmo?:grupo, v-a/um^cí-rculov'elevadoyiprquali^ ficado p a r a o exercício do p o d e r " . S ã o ô r g ã ò s do E s t a d o , ' ás classes são categ o r i a s sociais.
-Distingue-sev por outro l a d o ; ‘n a - p a r t i c i p a ç ã o 'doiïpode'r^a^’o r i e n t a ç â o capütaM=sifea" © a'restamental-;*íTpafer±iH©iíi-al'É^
j
ta. N a q u e l a - o s agentes se m o v i m e n t a m d entro do. processo..econô-. mico, c o m - a u t o n o m i a e e s p o n t a n e i d a d e > v busca n d o as suas . condi ■ções" p o l í ticas . Na o r i e n t á ç ã o “eát'âiftental, K‘p r o c u r a - s e ;:o ~còntro- 'le sdos :.quadros a d m i n i s t r a t i v o s :-do:;.Estado aparai :>© rGonseguimento.de' honrarias ,^ p r i v i l é g i o s e posições-jã.-conseguidas .pela...riqueza. existente.
Há, entretanto, que se destacar que nas socie dades modernas, o fator econômico* ê < simultaneamente, o impulso:,e objetivo dos agentes, movimentando-rlse no p r o c e s s o p a r a „a . obten: - ç ão»..de--valor es econôm i c o s ^indéf-i nid os, :a t r a v e s s a n d o ^ ante s: o c- ..fa
E n t e n d e - s e que o tipo de- d o m i n a ç ã o estamental .estaria b e m r e p r e s e n t a d o ~ e m -Lages, - como i nstrumento de - . - f o r ç a i
para “ comandar ás e l e i ç õ e s / " O U "©^ colher os éleifos, representados-' ^por-^uma ^ininoria -f amiliar ^4;rig&nfee/-'.'<l©minando & «maior la^dirigd-d^,-* ísend©M q>ue lo-sauraento- do-pQdepH^o^i&li.d:er:©Sí-rp.Qlí;tieQSj?tíesta-rd-a.
d o à p r o p o r ç ã o d a e x t ensão de .suas organizações.
A p r i m e i r a v i a g e m a comunddade^tíaso p-ípa^a* õ» te» LVanfcamento -dos: d a d o s > f oiy,rea A? i-za da cem ag.Os-jtp, de>ii-9!7^,£üS:a^de,%ta^rí; do-se que o autor já possjiia. janja.:ytsã;Q.:g.eraI; d o município., pelo,, f a t o *de ter • n a s c i d o e v-i vido>-em> Ir.agesijpor * b a s rt ante,- t e m p o , eyí-mesvj mo, por es.tar em constante contato com os acontecimentos e c o n ô micos , políticos e s o ci ais r.:como ,~t amb em
7
r. p ela,1
ei.t.ur a„d e.:.j o.r nais e -ter m a n t i d o contatos com, elementps;;^lag.eanpsJ^que,«visitavam ^...v.^^a capital.•’o r a m realizadas pesquisas.,no. M u s e ú Tiago ..de., Castro ^ e s p e c i f i c a m e n t e nos» .
9
,©rnai-s«dá ,fase,^em.-que,^es.te.Jitr.abalhp, _ s e situa,-..B u s c o u - s e , ■ -também..dados ^jjj-nto,-a., ,Ffund ação U n i v e rsdt-ã-arda-do -.Planalto Catarinense* tre -U.NI^ikAG-c^vsTeir.: ítambém ,~-junto-^-Fa~t "culdade- de Ciências E c o n o m i c a s ^ e ^ Contábeis-^de/-Lages---- F A C E G .-r^Fo-:ram— coletadas informações^atravês^de^obsérvação, _di.re.ta. ,e„-.realiz.a... das-e n t r e v i s t a s com pessoas que,.acompanharam o p r o c e s s o político., lageano. Regist r e - s e a r e l u t â n c i a da -grande maioria- dos entre vistados em p e r m i t i r que. se g r a v a s s e as entrevistas e d e p o i m e n
.comportamento -desconf iado.;-jmesmo com- os s e u s .-conterrâneos -Em segundo lugar, porque temiam uma possível',-divulgação" ::.deturpãda, do que imformavam.
As entrevistas obedeceram'um* r o t e i r o de "pergun.' t a s. .:dia n te.d a s. hipóteses colocadas::- e, ,-irida.gaçõ.es- dexfa-tosxtr-histó:: ricos- -relacionados com o p r o c e s s o ’ político' local". ' tOs" 'entrevista' •dos reranr de o c u p a ç õ e s distintas^" tais^:como" ;£a'zendB±ro:s",:;.madetire±:;
. : t
ros,- p o l í t i c o s , advogados.,...médicos.,-professores e militares.. ..-Os. roteiros- não f o r a m exatamente- obedeci dos'•pelos e n t r e v i s t a d o s '• pois--..cojistantemente distcxnciam: tas^rrespostasa p a r a:o;'x:egis: tro::::£:d:e
2
‘ fatos ~que:.. somente lhes. interessavam:.:.;D,if.icilmente..ís:e:;":::.consegüÍá'.' a i n f ormalidade (com os e n t r e v i s t a d o s ) ..C o l h e u - s e d o c u m e n t a ç ã o e .várias -fotografias, dos d e scendentes da família Ramos, de outros políticos, e d a família" Costa que-.teve real s i gnificação para o t e m a .abordado.- Este .mate rial, :infelizmente não pode • s e r -aqui mostrado, eisvque. o aqitrabas lho vai a presentado por d a t i l o g r a f i a " x e r o c a d a " .
C o m p l e m e n t o u - s e a pesquis:a>ngm! Flori:anõp:oMs; C f-,'.; na B i b l i o t e c a . P ú blica do..Estado, no. ..Instituto. Brasileiro, de. Geo g r a f i a e Estatística, no-In^tútutO' 'Técifica: de Pesqui-saís^- ^-trTEP)''- do Estado, A r q u i v o e B i b l i o t e c a d a A s s e m b l é i a L e g i s l a t i v a - d o . - E s ; -tado. Realizou-se, também,cOutra;s.érie-de -entrevistasv.com-.-•polítir
cos, jornalistas e alguns lageanos. residentes n e s t a capital. Dei x o u - s e de entrevistar, nesta oportunidade, alguns m e mbros da f a m í l i a Ramos de F l o r i a n ó p o l i s , por m o tivos de v i a g e m e saúde.
1; E m nosso país, desde o descobrimento; foram-se forman d o - q u i s t o s de poder' local',' -com'a-transferência"do e s t a m e n t o -dó restado p a t r i m o n i a l . p o r t uguês zi(:í.)
7
.:que::.embora::-r±ivesse Jno d e s c o b r i m e n t o u m ato comercial, c o n f i a v a ’ aos d e t e n t o r e s . d a . . ter ra, e l e m e n t o s de freio conservador,.;.r p r e o c u p a d o s e m a s s e g u r a r a: base do. .seu..poder. A c o l o n i z a ç ã o . foi obra. do.,,Estado. ,->.lusitano,. comovas r ç a p i t á n i a s ‘ r e p r e s e n t a v a m -arzdéleg.áçãorpúblicardo::r;pr.ój3rio. p o d ë r v ' v’E s t a 'forma de d o a ç ã õ ^ d o t-êrritorro-conqUistàdo^ensejoü^ã’I
base do sistema p o l í t i e o - a d m i n i s t r a t i v o do reino, com ias adapta ções sugeridas p e l a s p e c u l i a r i d a d e s locais.'
Assim-, • pèla- d i m e n s ã o t e r r i t o r i a l c d ò a B r ã st-isS o e • pela;, falta-.de centrali zaçãojido.-poder /’acrescer-am /.as «.liberdades-f lo Câis^e'-fortaleceram-se as "iristrtuiçóes^soeiais-;' -O ppder ^tòrnou- se p r i v i l é g i o de uma camada social.que p o s s u i a . o s bens.de produ ção *--- a - terra — , e, consequentemente, a liderança- p o l í t i c a -.“
N o Império, na R e p ú blica v i g o r o u o "mandohijs mo" político-, representadõ^por--'".umacestrutura i-sócial'basêada -tnò;
latifúndio e no que se p o d eria - chamar .-família - g r a n d e " ” ■(2) . - " Na assertiva-’de * D UARTE ( 3 ), "'0 ^ E stado, rs se ‘ apoiar c o m p r o m e t i d o nes sa-ordem privada, v i r i a c o n f irmar
1
a^-velha d e f i n i ç ã o í ^ c o m ^ ^ tantò' r a n ç o - m é d i é v a l , de Diderotp.rde que' i o '■?"-É s t â do ré 'Umar r e U ni ã.o - d e f a míliás". Esta d o m i n a ç ã o '‘tr ã d i c i o n â l - p a t r i m o n i ã l i s t à " *'é também en(1) FAORO, R a i m u n d o , Os Donos do P o d e r , P. Alegre, Ed. Globo , 1975, 19 vol., p. 1 3 0 •
(2) QUEIROZ, Maria Isaura Pereira de, 0 Mandon is mo Local-na Vida Política B r a s i l e i ra , Sao P a u l o , E d .- Alfa-Omega, 1976, p. 33. (3) DUARTE, Nestor, A Ordem Privada e a Organização P o lítica N a
c i o na l , contribuição a Sociologia P o lítica B r a s i l e i r a , Sao Paulo, Col. Brasiliana, Comp. Ed. Nacional, 1939, p. 1 8 2 •
tendida - como -.atitude oligãrquica, _o.u,,.,sistema coronel is tico. , ... „que», se • legitimava, ã nível loç.al, ;pe.la"d,ependên.cia ^econômica-ida-popu.; d a ç ã o ■ r u r a l - — os ag r e g adps;,;,v.o s ^peõ.e s y-~os.es cr avo s,;:— ^-domlnadaí; pélòs -senhores o u . pairões->~-coadjuvados: pe la-d.eseentrali.z açSo^fe . dérativa, s e g u i n d o - s e a .adoção da...chamada..,"polltica„dos „....governa, -dõrés " i n t r ò d u z i d a por ~Campos-"'Sa 1 es > ; que ; é r a ! uiaaí;f o r m a de^-órga."-,,<nizaçio-«poll-teica ,.a^soeiradaviao«>imperiaiismo^(C4j,,. Jat.rvavés
i-^^z.q^ial,‘-o :pi-^^z.q^ial,‘-od-er-cen-tral „as s e g u r a - ^ ^p8^i<lac§ÍAi3?^gÍ5©Ba-%uomoijQpêͱQ.'S.<|fus-pôí dé r y ' é m troca da lealdade p o l í t i c a ao Centro, m a n i f e s t a d a atra -vês-do-voto de..clientela, .que_cria .bases „ i n c o n d i c i o n a i s _.de._apo,io_ t a o ^ w s d ^ é f í ^ e J d ã - R e p ú b lica^i^ori ei rit^erméd ±o-Hdastblid er anç as ..^Istkcaásd
O "coronelismo" (5) s i g n i f i c a força política- i.e. ,.a.té-mii>itarpois que ..o.^oder^dos JicoronéiSM^tíern ..algumas.^*pro.ra víncias e E s t a d o s - s u p l a n t a v a 1 ó'das B r i g a d a s . * No Império, os gru pos oligãr q u i c o s encontraramr/no.-Poder: Moderador..dor-T„_;--Impe:rador: :um .obstáculo çpara o contro.l.ectò.tãl.^dos- governos .provinciais:?-.vpe.-, -la~-ese<3lha- de ‘ seus - p r esidéntes v «:C ò m a - R e p ú b l i c a ^ é^a-^i-nstituiçãõ ■ -do.,.federalismo .este impecilhoticãi^por^uterrav.
• P.ara ò. ..prevale cimento de uma „.ol igarqui a ,;.;.a.,lu. «£a'-:éir-impr.es.cindivel^,,- quaridol :um isõ-ignupo ,Ivou luma.\,;s.o.. f ámil iã iss-
r e u n e ..para • a,-dpminação ..totalüib.Nat -a .citação -:v , de vjGARQNEwv* s.( 6>).ysiru
_(4l) C AM AR GO , Aspãsea A Icântarã áe / 'Autori t ar is mo e P o p u l i s m o , Bi — ''"polaridade do Sistema Político 'Brasileiro ,~ - in '"Dadós11 p - -Ri-o /
1976, n9 12, p. 26. ' ...
(5)_Denominação oriunda da-criação dar Guarda N a ci on a l (18/8/1831), ____que -conferia o. pos-to d e - lZeo3C‘-on-eJl-L-aos— c-h-e-fes -poli t.i-eo-s.ú.muni-.
cipais~ (Nota de Basilio de M a g a l h ã e s / in_ LEAL, Victor-Nunes.y C o r o n e l i s mo , Enxada e V o to , S . Paulo, Ed. A l f a - O me ga, 19 7 5 ,
p. 20. ~
(6) . CARONE, . Edgar, A Primeira,.,República,^Texto^ e C on te xt o-, S. Pau lo, Difusão Européia do .Livro,. 19.7 3, p. 6 6. ~ ... .
assánv-o cor re u c o m os "coronéis de São 'Paulo, que,•lutaram'/ contra; os revolucionários de 1924-;-= /os--dã • Bahiav ;que- atácám • a-.■ capital ; do ? G e a r ã fJContra Fortaleza»©- Oí?"caudid’hismo"#igaúcho q u e sustenta? o seu-próprio exército, para lutar c ontra ou â favor - de 'Borges' de Medeiros. O " c o r o n e l i s m o " , na e x p r essão de LEAL, envolve - um- .complexo de c a r a c t e r í s t i c a s ; d ã p o l í t i c a m u n i c i p a l , tomando-se em ‘contadas p e c u l i a r i d a d e s loears e'~suas ^variações -no^tempoí- ^ ~ ’*Tnar
.nop:©li©;odaepoder regionaleviexér.oíxiocatoáv-êsxdoieoEoneM-smorív.ert.Edas política, de clientela, a s s e g ú r a . ao .poder ..central uma. enorme .par ^cela de votos nas. regiões: e f etivamente marginalizadas.-&as^..-deei ■ -èões p o i í t i c a s . V e ja-se tãímbémj é m ’SÃ' í'7j Outras ''désignaçõés^dtí'
sistema coronelístico.
Estas- peculi a r i d a d e s somente^são^^íiidentifieá-i veis de a cordo com cada m o m e n t o histórico. LOVE (8) salienta que " t i p i c a m e n t e , porém, -os:coronéis do Rio Grande ‘ (tal como - o s . ,d.e, outros Estados brasileiros.)* ..eram^proprietário.s.rurais ^embo-r^. :racnão necess a r i a m e n t e osrmaiõres.:pr.opr.ietãrios de seus'.: ::distr.±: tos i Qcquer distinguia- o coronel' gaúcho cera ':'s;eu papelo:.dentro.:.da‘: estrutura partidária" . A c r e s c e n t a a -figura do coronel b u r o c r a t a -: surgido., naquele Estado que>Jiem>^virtude idex.exereer. ©^poder-,..tinha, sde_isaberxacatar as deci sõés‘! paóitidãri-asrviínda s cd©0cdima>apar.a5,bai: :;XO, ciAssim:.-se os segmento's, ‘fossem- ;-coronêi S:eou e n ã o , ,depend-entes i
ou*-subordinados, não p o d i a m tomar'"'decisões ’ i mportànteâ r
(7) S Á 3 Maria Aux-L liadora de-3 Dos Novos aos Ve l.h.os: Coronéis 3 -Re , o i f e 3 P i m e s 3 1 97 43 p. 22.
(8) LOVE 3 Joseph L. 3 0 Regionalismo G aú c h o 3 São P a u l o 3 Ed. Pers_ p è c t i v a 3 1 9 7 53 p. 84. ... ...
. EAOROl (9)., ..distingue a f i g u r a .'do.' .".caudilhoJVljL gado.: aj-.'Auma.: nobre za g u e r r e i r a " A : des ignação gaúch a ^ d e ■•.caudilhõ/T .decorreu..em.,parte da posi.ção_ g e o g r ãf-ica. daquele. Estado.rr-_.->sulino-, ifsEonteiriço aos p aíses :da~:^ratH,;.en.volyidos -:frequentementeT:" ^-.-Lem-- ;guer;ras;,~ „defendendo . as
1
inhas .-/demarcadas:;.. outras --vezes ;-;*h'omd:z:i:an-. Tdo-se -nas --fronteiras , o u >äl*em--del-asíV->'fugi.ndo- das* lutas ?~do-~- :Ríq- ».Grande^^iLO ,.ca u d i 1hi s m o ".. -sr.,..assinala-JlAORCL i— ,ao se.».v*a0
.ustaax«-à«ís£vcaredade crcom. s.ua s _.r o t i nas repoíiômi cas« fiswsoo i'ai;a-.,.. -,in t e g x a v a K s e ^ snoí. I
fazendeiro ou no m i l i t a r ./ires te cada vez mais burocratizado. Des-|
,.taque-se que .a. p o l í t i c a .do ..Rio„.Gra_nde,.es t e ve- m u i tas ...vezes..diver. igentéêdoxipodex-:
:vi. aíf. s exem ^gue r.r a s e : d i s putas çs en d03is.ua.~;M de ràiiçaxmais -sco nhe eásda^
pela'bravura e pela audácia". Silveira-Martins segundo L'0'VE (1.0 «foij.’so^estereötipo do caudidh.o^a^cho^JPAnhe.ixo-.íílaehado.
As .raízes do coronelismo.;rno...-Bra“sil. nos__reme-_-rtem:.â-j.época-_±mperial e "tem_.sido.-:entendido-'-como uma: forma ;-r.:espê:
ciai *do poder-' p o l í t i c o brasileiro' qüe~ floresceu dur antena--Pr i-me'i> ra República".
A b a i x a m o b i l i z a ç ã o poli ti ca. .nas . áreas. :r.uxais;; ido— paí^s^rreiacionava-se-afe-cpi^pl:è
2
:jaasí!''o.]d:garqu±HS-íçcarca>.éItí sfctó* .cas".-, onde^^.por v o l t a de.d^.Qf, o*iv,-ia -;Gerca-..dea10
.-0
%».".dos> ^Ji-abitan. ;tes brasileiros? (-11) . O«-cor,oneíiaueirai:o:ãMder.‘ .políticOviJiloGal^-.^dOi. p a r t i d o o f i c i a l no. seu Estado.,7.e ..mais- efetivamente-Jiò. ,seu m u n i c í pio,^ c a b e n d o - l h e a função-^de..:apresentar, o maior, número...de.— „votos.(9) F A O R O 3 op. o i t . 3 í vol.j'p. 160. (10) O p . c i t . 3 P . 24.
erlei.tDxäisr,^ impedindo, a apòslçãsc-âe; px^tiiàanos- atps^èiei-tõr^Ls:;": comprando-votos, através ;.deD;bfânsí,matexi3.is.Je'-prome£S-asçjâes::coix)ca“” ção_:de, „emprego, na ..mãquina^ãdminis.tra.ti.va...quelele_dominava..-.p~al4r ci amen to - elei to ral era feito, no s;. distritos • para _,a^:sede-;do-j..muni
I
cí'pio,_^uti'li'zando^se .caminixo.es, e r a u t o m ó v e i s ’ oficraisr.— - -i. CDntri:-:' buindö; -também Os particu2*ar esS cor-rel-r gionãri-ois’.;’R e c o r r i a - - s e ~ ã - violência^ e_ à_„f raude para^jsans.eg.uir^ o s . _v.o±os„ que- pass±b±li£assfinu a:rv±fcÕ3:ia:uão.„ candidato partidáriD-K^s^nidoírse^av fpançstrsâas^r-horaenst- leais o u - c a p a n g a s , geralmente- armados r
Kfe-ti-vavâ-se,passim-, o c©ai:rô,tea-do-se pa&r©iratoc local.
LOVE (12j ■ figura e m gráf ifctfp7' u m s M s t é m a ^ n u r i t o ^ ,suge.s,tivo_ d a . hierarquia, política,- dominante- na.. Repúbli.ca_,. Velha.__
participaçao nas decisões sobre . legislação - federal, sucessão presidencial
Esquema da hierarquia política da República Velha
■■T . PRESIDENTE
apoio " dependência - - apoio ■ político político ’-(exceto os*'três 1 ^ obras-;públicas,-.
Estados ■■■}>. patroijato etcj^ poderosos)
,
PARTIDOS ESTADUAIS . DOMINANTES (geralmente dirigidos
pelos Governadores) +
. j
dependência (pelo menos nos Estados do Sul) 1 I apoio político apoio político patronato— —-apoio político CORONÉIS + dependência 1 I f ‘ ELEITORES N O ’ M UNICÍPIO favores pessoais, ausência de perseguições (12) O p . c i t . 3 p. 126.
A d o m i n a ç ã o oligárquica- na República ,f segundo. • 'SODRÉ - '(1Z)', es t e n d e - s e d e s d è - a derrota^de'Elorianoy-,- a t é r — O “ ”fim' •^•da Primeira? Guerra M u n d i a i p masYi«earaeterizando-?se
-7
•• perf ei±amen'> . t e , rio governo Campos Sales, q uando m e c a n i s m o s - econômicos: . :e —f i= -m a n c eir o s v/sã o m o n t a d o s parrarr-benef i-ciãr* a s . - o M g a r q u i a s - e s t a d u a i s ,< .na troca' de" interesses políticos. .rRu±-'Barbosa>. -na,:campanha. civi' ''4èsta-,"-saMentava-! - " U m doá^-fiagelos • que "desgraçam^este--pa*í - são- > jbbb& :©haáiadas:é:Oiigarquias' es%axtoais>;HqxieQo.cgovjer.aQ d-arrUriÉião.3í;,'. açor.'I
... çoa.,... explora .sustenta e agrava,._servindô-s.a,_ .par.a,.i.istio,... j.ã_âo.s* .,:._.exército.s ,mi 1 i tares de m a r ^ e r terra, ?3já..:::doj,exérci.to_; civi-l_i.xq.ue ; ;;0.' '- n ò s s o - i n u m e r á v e l - funciona^rsmcr ;Íhe~pr6pofcxona^'^ Nô "'~dia-3*''em"qúe' Uniãazfdei-xe de ser. g u a r d a i c o s tas edas* o 1-igarqui^asc:l->ocai^.,:,i;entre- j^a^.velar^seriamente, c o m .as, a.tr.ibu-ixçõe.s-q.ue^a Consti.tui.ção;.4'%^'Abe. •:dá /-“'ervas• que. a. reforma coristit u e i o n a i lhes: der'r:con>tra- o s-.e - "desre
.gramentos..,.. pelos quais, no s...Estados ,..se anula ..ou subverte.o..., si£ _*.-t.émar:-republ-i'.cano . federativo:,— a -autonomia- dos— membro-s da— fed-era:
ção-c.omeçará desde logo, a^ter?;f-orosíde-.verdade, .e... a . p o l í t i c a “.brasiieira “d e i x a r á de ser5,rcoino.;.ê y . o ’Isindicato. dos,,. governadores:
presididos pelo chefe do -Poder; lExeoutivo" r
Para a sua manutenção, as>oligarq-uias'^'; >l©eai>s r-usavamrde íiyinstrumentos' de-i^ominaçião /^traduzidos^ pelo:cempre:g.uismGV' '• p e i a s c o r r u p ç ã o -.eleitoral la.#äscfais'as:p.celjöitor.-es ;:.fa:ntasmäsr^:is^?fal
sificação -’de - a s s i n a t u r a s ) " é c o m o •-foi saiientado p ’ u s a n d o ^ d a *"%vio ..'.lência. ....A fraude era p r i v i l é g i o -tanto.-rdarvs-ituação -como„-.da .op.osi
(13~)~S0BRÊ-, Nelson Werneck, ^Formação Histórica do Brasi-l; São P a u l o , Ed. B r a s i l i e n s e , 19 68, p. '307 V
(14) in_ CARONE, E d g a r d , A Prtimeira ■ R e p ú b l i c a ," São Pauloy -Di-füsão Europeia do L i v r o , 1973, p .< 101 .... ... .
„vçãOériAs, ;.eleições, na República -VelHa-Irião^ref letiãm.ítão somente.Ium- problema, e l e i t o r a l m a s um ...problema :de .poder;. •
2 r A p õ s aÃRev o l u ç ã o de 19 30/as"relá'çõe's .entre":' o . ,p o d e r central -e as oligar q u i a s -/sofreram >trari-s formações importan.-
te s / E las se v ê e m subordinadas' :e "cons trangi d a s ' a 'uma 'dependência' direta- do ^aparelho g o v e r n a m e n t a l ; * © "-És ta do- in ter vém'r=Gorno b u r o c r a cia _ceja.tralizadora, crian.doi-cmg^nismosufdesítiiíadositíaj- conjfeí.ol^r.^ p r o d u ç ã o , a d i s t r i b u rçã o ~ er e xport ação :,de:pr o du to sv:
O g o v e r n o central nonfe 1 a rin-lrervento r e s •/'~àea~f-iTr^ mando, assim os sistemas dr@nral'iançâsi. o
.... " E m Santa C a t a r i n a F u l vio^Aducci h á v i a a s s u m i d o a-pres i d ê n c i a do E s t a d o .Tem^S^de.-setembroxde -1930.. -Vitoriosa-^./.a- Revolução d e f l a g r a d a a 3 de o u tubro daquele a n o , A d ucci foi acon • selhado p o r O s v a l d o Aranha-y-íen tão: presidente. do ; Rio G r a n d e / - d o : . ;Suly~::a-.se e n t r e g a ? ^ s ^.evoluc i o n á r i o s v - A n t e s vde'-c'embarcar■ ropara /
o ^exílio o presi d e n t e catarinense ■“'ligado a H e r cílio L u z — ■— e * A d o l f o K o n d e r — entregou-;'©^governo a uma.- Juntas composta^r.' ’•pelosv (3enér.ai'.s,1-Acastro de Campás:.v\rOtãviõ."Va-lg.as cNevfesn e>:ado CG.a?p;itãò''3.1jdei'c mar. .e ..guerra Henrique Melchíades,..Caval e a n t i'. . Duro.u , :.assim „.o: *. go-. >: -vérno-rde ‘Fulvio A d ucci somente 26 ^i^as ; - " R e s t a b e l e c i d o - o-- " '-leito * .da ponte H e r c í l i o Luz , as^tropas.-.rêvoluGionãrias:_oc\iparam/Floria :nõpoliaY.:.assumindo .o g o v e rnovo 'GeneralizP.tolomeuTAssi's-' :Brasil'".: >.'«
(14a ) que p e r m a n e c e u no g o verno até
1932.-. - - . - E m seguida o governo federal i n dicou Ruy . Zuba
•ran-,-t:S.erï'do " removrdo. do c a r g o ; por.:.pressão-.de Flores ::\da ..Æunhay^q.ue'i chegotr a. a m eaçar o rompimento com ,o-,governo .central»";:.-/l'S.):v rZubarv-’ ra-n^p a r e n t e de P t o l o m e u /i.;a;ssumiu-r'acT25- de ,outubro.\de-:l-9:32.i ~pe’>rmau< ne cendo até 8 de mairço de 1933, p a s sando o cargo para- o Dr. Ma- -n'oel-#edro-da Silveira,. S e c r e t a r i o ‘ de- Estadov' que-por-r sua># •- c-ve-zs ::transmit'i'u-o- a o coronel Arfeti-lranG^iLaHreanor^RamQsr/.-r.íntJmeadoí . .Tœs;<
.tervenrtb'r- F e deral e m Santá^?Ca±arina'7':'.'permàneGendqL.-yno,:ipt>'S'tb^&- .íateérj f31'de'-dezembro de 19 34 ( J^Vr-^Os^jorriai^s '•'Sa. €í>'ôca' lftfo3^à3tr,T-Te'Tït.’re.: 'tanto',' que A r i s t i l i a n o p e r m a n e c e u ate 25 de! abril de 1935, b. quèT .rregiis^ràmosT p a r a .corrigir.r oî.ëHgano~jdo:':±>xilhantë'.hd-siotd^ador catar
rinense... N a . v e r d a d e , o corone:lr_:Ari.sti-M.anoi Ramos.:.era;. grande>-ami“:v-: --.go'fâe •. Florèsr -da C u n h a e s^mente^por-jinf-luência do~rve:lht>-:; r^l-iSè-rL
gaúcho ê que c o n s eguiu a su a. --.nome a ç ão para a. interventoria/..- s e gundo se constatou.
N o plano das interventori'as é de - se destacar' aquelas que foram exercidas, nos. E s tados.consid e r a d o s mais fortes e .nos m a i s f r a c o s ... Nestes, ú l t i m o s ,. nos Estados menos desenvolvi-... :dos.,-rrlÆomo. era. o casò d e l Santa -Catarina ;— ; a.,di.spu.ta . f i.cb.u.._:eh-- str,er;ümai. únicà.cf amí l i a ••<:-?-*;.: ^ f aïnfeLian BámosaíT“r.>i..com -as sbmbxaÍA^-í^os^.
segmentos, do. "hercilismo":>;::representados.;pe.las. f amíl.i;a-s . ;Konde:rT:,.. Rupp,. Bayer e B u l c ã o Viana;. •
0 m e c a n i s m o das i n t e r v e n t i o r i a ^ y ^ n Ê o c ã d o intmo-/ trabalho de. S O U Z A ( 1 7>c o n s istia :na.'.' nomea ç ã o pelo poder... central.. ..dasl chef ias— dos governos îë.s£adü.ais..,~G.bl,ocanda. ,in,divXdúb.s^ «...identl.
ficados com os grupos d o m i n a n t e s , como instru m e n t o de c o n t r o l e > v i v i f i c a n d o - s e como " u m a cunha do p oder central em cada E s t a d o " .
('.1.5.) SOUZA, Maria do Carmo Campe.llo, Es lados e Partidos ... Polí.t.-tcôs. no B r a s i l , S . Pa u lo , Ed. Alf_a-Omega,_ 1-976, p. 9 3., nota de v.o_ dape.
(16).CA B R A L, Oswaldo R o d r i g u e s ,. .Kis tçria de Santa Catarina', FTo- ... rianopolis, PNE-SEC, 1968:, p..~J5;27... . ■ ... . ...
Essas interventor ias — aindaí-:na.nopinião:ida;.;professara.pauii;stâí:--' "não_ passavam de pequenas'ditaduras, minúsculos' regimes .:.de..:. ex.cè: ção".
Os anos 30 já d e n u n c i a v a m ’a e m e r g ê n c i a de:-'.' ; no: vass forças/jde p r o d u ç ã o not-Bras-ilrjasAdcrèscénté^classecmiclra .è «coe opérari-ado”vão ganhando' a-cidadè', '"não * s e r d e s a t ê n d e n d ó r pãra~o~fã- £o,...importante.. do aparec i m e n t o :derüma' áréa “SocialistainarírEúrópãy.-. após - 191-7-../J 8) . O h o m e m d o .campo .começa, a m i g r a r para. a cidade, d ifere n c i a n d o - s e e t o r n a n d o ^ s e ^ o p e r á r i o í “ O fazendeiro? na-'-' árèa emâestudo-, -.qpe: vê 'suas.-.potencialid^desequase .esgptadas:; ^.'iâ^àporí; não. terem a p r e n d i d o n o v a s ^ p r áticas -de., explorar:: a:.texrâ , ~_ou:;. ãpor:- mal, d e sfrutá-las — vai -•deixando-a..criação-do.. gado.,e>-^tornando-.
se m a d e i r e i r o pelo corte das-re s e r v a s florestais. —
Entretanto,para a política, municipal , o getu lismo."-.quase, nada influiu*., .As..grandes cidades Iforam a:..sua- grande, preocupaçao, e-a sua política; :-pouco ou nada-altèròu.-no - compor“ .»tamentp. jãas ..oligarquias e ...dos, ^chefes mandonistas do>.interiors.. Se..
substituiu: alguns , colocou ..outros:,.der idêntica:.índoleyr.fortalecen: do.-? os ,,;:para~ prestigiarem a: f rãude:.eleitoral.,. que.. inclusive,.Ifoi.: muito, empregada nas eleições^dé^l945.,
3.. A e x p r essão "mandonismo politico"-.^.está ..ligada, a oíabuso de. mando, e â p r e p o t ê n c i a ,v, expedientes -. usados p a r a a aposição de ^vontades e. m a n o b r a s y. com v.aa:f.inalidade r^de-xf azer imvaler:.
os interesses de uma pessoa.ou- dejum-grupo.
0 p r e v a l e c i m e n t o do m a n d õ n i s m o local, segundo -QüEIRÕS fi2#«5)wprovinha d a ' p é r m e n ê n c i a de-ma-estrutara-«'’'«»■''•social'
baseada.:mo. latifúndio, e 'noc-q.ue :se poderia.’chamar),deom- 'ifamilíia g r a n d e " .
•A p r á t i c a •m a n d o n r s t i c a fião~'foi --e n ã o •'Teottílií [asi-vidade. n a c i o n a l . E l a seud^senvolvie-ucem ivãrios ipaaasjescfive/iv-fm m o -Brasil,. .principalmente na._n,or.te., ,-nordeste,....no. centro „.e._ ,,no. ;sul.
N a área de nosso estudo — a cidade de Lages, -em= -Santa C a t a r i n a — , até p e r t o da -década de 50 , -predominava . a. ..grande p r o p r i e d a d e rural,„i.as^.fazendas , que- s e . G o n s t i t u i a m . na ,-.úni. ca "forma de exploração’1 economica., foucunidades'rde^produção. rAs! fazendas,^- g é r a l m e n t e de grande:s-íextensões;: rxodeavam:íai:cidade>:.;-,';e- nos seus domínios, o senhor rural — “o oligarca, o •mandoriis-ta,- o • coronel-, ~o- chefe p o l i t i c © - ^ . e x e r o i - a -.t .poder * ã H s o l u t o — sobre ,.asi vmâ •;nifestações e vonta d e s dos fagregádos c-e .peões. Di-ga-r.se -,v-efitr e t an
toy. (que c n e m : todo f azendeiro .era mando.nrsta -ou :coronel ;;i;mas.';ccque- ■-todos ~estes • e r a m f a z e n d e i r o s v Suá--~?inf luência ^ultrapassava as/tai; ~ p a s , -porteiras,-e -as inver-nadas-,.. crista l i z a n d o - s e .nas „vilas.,...-,dis. tritos ou na cidade, d o m i n a n d o o m e c a n i s m o . e l e i t o r a l e o adminis.
(19) Q U EI R Ó S , Maria Isaura P e reira de, 0 M a nd on i sm o Lócal na V i da Polít i ca B r a s i l e i r a . e ..Outros .E n s a i o s , S .Paulo , Ed._ _Alfa . O m eg a , 197 6, p. 33.
trativo.
A grande famlli.a-.era o poloades.te =txp.o..ic.de:rHpa- .der ■ l o c a l . E n c a b e ç a d a pelo casal , os;:fiihos, ~genros /irraras, ne
tos, - sobrinhos, c o m p a d r e s p:-afi-lhados-e~-o * séquito^vda . criad a g e m ma n t i n ha^órprestigio, domlináridò~a: ppiít:dic^^l-oc.al-;xJue~-g±ra-vct-:V%m-'' "tprno^de^s-eu-s-interesses^o-Os^ cargos'! p ú b l i c o soeram* 'Tocupados-por^ npessoasíriaadicadas pelo chejffijpie^^MiÈb.tasrlcMezeB:./.; f.pptí'Lele£ípE©p;3iix£;;5 .Dal. o c o n trole das prefeitúras , .do..mecanismo judicial..e. .do .p.ol_i.. -ciai, já que o p o d e r local-pestava ,fortemente v i n c u l a d o .. .ao— .esta«. ^duaEp 'que'.lse ■submetia' às '"Varitadeisy /para-ja^mánutíenç^ão^^do^apoiaTaeri:1-itpv d é s r e l a ç ã o ^ p o l l t i c a n a > .p^^riáejçsàcouj^á. j-éapitaibfjpâT
0
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»±,c^.2
pi,as..'.'-tarna.vam-.se feudos . poi:í:ti.c.os'.,:itransmissív.els..;por::heranç.a;rca; omo'cigualmente racontecia epTnyanpropri:edad:e:'.rir.íO'ioligarGa isamaord.mijsaí ta exerce o p o d e r com inflexibilidade, c h e g a n do'algumas vezes ,âs ■ raia-s do t e r r o r . É ele q u e m dá noivo ■ âs f i l h a s , : escol h e n d a - o s ■ ,
seg.undo _as_-conveniências ,-da.^po.siçãp -.e^da.fór.tuna; ~é .quem-- ..leonsen ;te- nò^cas â m e n t o do filha,::rainda'-qúè’:máior;'dé:'i7daderé.rqueittrlheir-de'': ytermina.sajprofissão e .des:ti.na.:uma'-função:mac'ecoBoiKÉíasüdasnfa
ê- qilem. -fà'z. m o r a r na sua v i z i n h a n ç a o* filho .casado^ . ^Os-: ■. -filhos i ^têm-ipelo _pai «xespeito. absdluto-.ii- I^raãos...-raais.-vmoço.-a«l'-. ijfcEàtãift
i-mai^»,:.v.el.hos;.. até de- senhori>í.upedindo.-r;lhes.: bençã-oiho iAs cesposas-lht-ra } atam osírmaridos de s e n h o r leííiestessa^íelas cde s e n h o r ar. ,yes>id«t'«rmáaa
0
aai t -âo umavrrelação m a r ital cerimonio'sa.Tr.iO'm e i o 'rurain-sesrtorna, '--rasp ..„sim, . na ^expressão-de VI ANNA, ^ 2 CU-,... V-um^admi-rável.-conformador de«almas".
(20J_VIANNA3 Oliveira, F J .-'Populações meridionais do B r ãs i l 3 São_ P a u l o 3 M on teiro Lobato &'-Cia.-3 T9-22-3 29a. ed. 3 19 vol. p.:40■
Por outro .lado, na sociedade 5agro-p:ecuãr±a;, iço:: m õ ^ a s s i n ã l a r a m V I L A Ç A e • AlfôUQüERQUE-^NJ-â Ty~YiSL *o r"cu'l^tö'^os'^rval^ resH:rigados->râ^valentia, |rd3.rafoe;2:aV--aol macWrSnío." . ã/->Emb;oraí.,o~erifo--. que • c o r o n e l í s t i c o dos r e f e r i d o s • -autores ieste ja -ligado^ ao-c-nordejs ~
-te 7- no;-su 1 nestes ãtributos;?.esia Varn:;oia;rte:stãorrM.gados: ‘^rre-strutura:-
da^íãu t o r i'dade do o 1 i g a r c a ^ -iEs.tejdè-v e ser _t'idocomo "hbmem'i;,^.! no_ 'senfid'o: cfö* 'macho, valentão:,^qirer não.rvoitra- parar-câ^a --.-^om .^^-eBárftí ,r:õsi5,I-na cara'"'.! Vários- !ep#sõdl~o-s rtâe-ariâchismo^ aäos?p-ioheBefS=-^oM%^''
cos -são-relatados na área . em E s t u d o ... < t;Houve .-um", . todavia ,, que mar •coujprofundamente a~ .cidad:ex.de;:jLage:s^arEm^-=l-95'l,”.;:Irineu‘.rBo.rnh!aBsen7 _
cHndiidatrcr*vitorio"so da’:£liDNr:íTâs!rÂe±çôes-fde''l'95;0^|5ara-r::‘o:^gx2vérno.;: rdb.iEstíãdí)', cpor-' questões ’pbiífriteafe;eii}-ídbages^(trBdMti^dÍÂÍ£P,SD;-eroisâeTí :e le :íf o-r a-^de rrotado, send o- .ia- pír.e f.e ilfcura í icbhqu i&t ad a ip e lo.,-Jpés-s.edi^ j. itcLf5'0s'rri' 5de M e d e i r o s RegxsVrap'oradb- jSõríVidaü. JBantos' ^ .terminou, a m u d a n ç a do tradicional „"ponto-.:de ..automó.ve±sJ;..de . .,calu. -guei"“da— praça N e r e u Ramossr * Osr.motoristas • de -praça - — ’corno— er.am ;
denominados — , na- sua mai'oria rl~igados- ao^pe-ssedismoy^rebe-iaram-^ i-se-íxrontrá. a mudança. • 0 'delegado:-dei polícia,. - Jörg.e"?ÄrrüdaV- -xudeâ •n±st av^deis±gnado pelo ’Seotóét^á<sl«êfé,çSegurarajSa> aaeittidiBa^eí®asSsffe«aid :or d e m /'mas ’não foi obedecido.^- DesioGaram^se^^entã.avo para-jj-Lages', ■: •tropas**da 'Polícia • Militarido-'&sta:doy'’-'Cômanda!da!s- ^pel-o^ chef-e^do^po"' »la'cia^'da-.v-G'apital, Coronelí •■^rpgiiL-o fMelc) ^ n a i tentativa-^de /exéõ-uitar-. i ra.ir;opera.çãóté; ‘"iHouve - a tomáâaireBtrafcégicã^iãa^ E r aiçanasõni:qM ectetóKÔTâadten
ra's ?á n i n h a d a s , soldados 'émb'alrádbsy~ ítras' Vidal^Ramos-^JÚYiibr-^e'''- -■ ó~ :Pr efeito,-.desarmados-/ e n f r e n t a r a m as~íautor±dades;:dx3:rigo.v;ernor?:es.ta:7.
(21) V ILAÇA3 Marcos Vinicius; é A L BU QU E RQ UE 3 Roberto C. dé 3 C o ro -■ ’ K e l3 C o ro né is 3 Rio da J a n e i r o 3r 'Tempo :Brã-sÍ leiro'3 -1~9:6 5'3 p.&õ: ~
uâuali- e as-polícia- _e o-rpo»tsQ.ide .automóveis-, afi-aaly^^oi-vi_.mudado,, t e m p o r a r i a m e n t e , da frentei-parar,o ; ladot;da praça^^-como'^^ :solação ••coáciliatõrta-y- para o momento..; ^A=;p.e-Hdênciarí'af ina<ÍE:f oJL^.- de;eid-ida Tfa--“Justiça;' tendo a P r e f e i t u r a - d e ; tages.ig.anho^aroaúsa-:^::
~ -
0
m a c h i s m o läge ano se estriava', -inclUsive~, "pa ra;?*© ^comport ame nt o- m u l h e r e a g o v ^ f r e q ^ a t a d o r .dasiii-.Seasas-^desmuihe' ;res^da4.v&iäa?i., - i-Es tas -f orma^ám^aHtóaà-üfisíeo- p a r i s e r iGOi?m-aÂeMiadé.cJ.t'éI .
:er:am -dirigidas; p o r respeitadas-.:'!.dónàs:!l; de'.certar rdade^.;:, qüe-.:r;des í
ifrutavam .de— inf luência . junto^aos -.-cheíes...pollticos.,_.näo;£i-...._-< ..contra ciando"'''os-^interesses dos --oi-ig-ã^rcas-^para m ã o ‘?verem'-©S;-i# e u s ’-^Gon!t3ra ■riados..'Âv.".Maezinha"., "Zefá" pc'iDele-zia.t, i"Ro.sa. G u a m p à " " c T é r e z à iBixruda-!;— exo.utras de m e n o r ip.res.t 1 g.±o,-,;:c;os:^fazendei.ros~r^.r.cdnfiavam ‘seu&3fãlhos'raos p r i m e i r o s spassos idasvida sexual ^ -i-qu^ndoxísiccavoita v a m d a s-fazendas no inverno, ou das férias e s c o l a r e s . Estas " : do nas-de-casas" se envolviam. na p o l lticá local — - pelo ' . tipo , de .prest-lgio-que-vdesfrutavam ».acobertadas -..pela .máquina,.^administra ti va.-jerpolicial ■— e m u i t a s T V e z e s ' c e f a m cabos eleito r a i s r£ ' í‘r'-^hôs p l e i t o s , .i;eug as ac ampanhas^-seiísiessi^vjo^iamcatôadea^iDfâda-âSiíifee^r-L^Q .rio.^da chamada "zona". O^homem.. làgeano èra, assim^j.umr.frequenta dór ^assíduo^-des tes -ambientes ,-^s.em^deixar > ..entretanto, *de.u3ompare ;cerscomisuas- esposas,- noivasue enamoradas, uaos^lubesx-sociaisife:^..:,o .19 .d e j u n h © ^ e : ?o 14 de; gulhoi:.--CÂ, .jfrequentadosratê^ãoalgipiâB:*empQ por- ^facções-políticas disputaritesi^stornando-ífse p o n t o ~de.3sencon.tro p o l l t i ç o - e l e l t o r a l dos .jgradúádos— p a r t i d á r i o s _ p a r a « . ó s ^ a p e r i t i v o s e confab u l a ç õ e s de campanha.. 0 Clube 19 de junho, fundado. - . em "1896, ~foi~o reduto da família R a m o s , m a r c a d o pelo;;' -republica
nismo. da época, depois c o m o l i beralismo e mais tarde com o pes- s e d i s m o . O •:Clube 14 de" jullhótr^-. ali'äs Vfündado -no^diâ. 20 , >ségun
.do i-n£ormarrDanilo Tiago de; 'Cas±-ro.r — .;,vrda£a de-, 19 2<}^ ^-eongoregava:: ^ -.-inicialmente, - os oposi tores™, da? famíl-ia Ramos / ■ pos±eri-ormentè:í“«imar
çarasa^ibe^-.así disputas na. diné.toria entrespBssedistas^ec<udend«©&aB
2
..4-2 Faz-s-e<> todavia, ■. na._teo.riar do-.- poderá.? v i políptico.: local, distinção entre "mandonismo" e " c o r o n e l i s m o " ... Q U E I R Õ S (22) •demonstra que.“ o coronelismoié'::''a,T:forma-assumida pelo ' mandonismo.: local-, a .partir .da Proclamação.*da República",,., e. assinalaio.,,man-..
d o n i s m ò .local teve v ã r i a s ^ f o r m a s -desde, àcreolôni.à y : ei assim s e ^ à p r e •senfea?_.<3.omo'.:o. ccMiceito .,mai.ssí^plo^£icomsx.elaç:ãocaas£.ti:possde.ci5'í:spode:rs .político-econômico que històricamente:.marcaram o Bras.il.":...*,. ? Deri preende-se^do._pen-samento que..©7,aspecto - essencial . do„-.t. .coronel i-smo.-; :estã, í M g a d o : à possibilidadeideíbarganfeaf e i . d e u o b . t é n ç ã è á d ó v õ ± < x Scomo.-.,Hiftasçosse:, que marcacose>eiei-tpaEegsdian-tfôr.ados%s5£?res-pec*±'V©sq •chefes^ • er que- p r o v ê m jus tamente.- da • ■muitipllcidadeí: d e - n g r ã ü s :e
2
ü'deshierarquia".
Nos fàz crer, a professora de' S ã o ‘Paulo.,. que. justamente a dicotomia entre_o ."mandonista" _e.. o "coronel’Lr^wera: bora ambos'estejam ligados, â dominação dá terra ê do" latifúndio" — . e..compreendida pela manipulação do...voto e..do complexo., eleito ra-1, já-que o mandonista -exercia a- -força sõbre-os seus subordina- dos. diretamente,..na épocaãjcol0^alc.e'mnteriorfaente^á.:-;lRepúb.M-ca!>rv> quando os eleitores eram .os^cidadãos^de .posses, ou seja,, votavam , pelas- suas rendas anuais ,^-votos.- estes -quet. se . constitui am.;emt.#oUíTi.-*.í bem de valor conhecido.
A partir,, <de. 1891: y 9 - de janeiro* icorâaaichãmadac -í-Lei-Saraiva" é que se instituiuimovBrasidy-prati-eamentev o • .pro; c e s s o “d e r e l eição direta. M e s m o - a s s i m - o - p r o c e s s o poM-trco^não-■■mo: dificou a, sua m e c â n i c a de atuação. Muitas vezes o p e q u e n o chefe p o l í t i c o . n ã o p a s s a de um cabo. eleitoral, o' "gobetw_een" do antigo sistema inglês (23).
Segundo" a d n d a TORRES (24)^eoBXKi<braçpsa p®incâ p a i s d o ç o r o n e l i s m o são: atuação ,-reduzida. no . c e n ário .do. . g o v e r n o - „
local";•'•seu"h a b i t a t são os 'municipios1'd o - interior;-* comunas— rurals, • ou p r e d o m i n a n t e m e n t e r u r a l ’; _ se-ur*si-stema-'-é- 1nve rsamè ntesprop.o-r.cio . ■; nalT *ao --des-envolvimento dast-atividadesv- u r b a n a s -,-- ao:-:progr.essQ:t£.j-darí .indústria, do .comércio e á:.todos
..05
tipos. de mudanças.._0'_ , , „ ,JLs.o"I^T"mento; é. fator importante .nalformação:.'e m a n u t e n ç ã o .do fenômeno.. .
(23) Cf. SCOTT 3 James C.3 Corrupção E l e i t o r a l . 0 A p à r e c i m e n t o ' d a s -Maquinas .„Políticas3 in -Revista. de J^iencia..Pol'vtica.3... Rio ..-...i Fundaçao Getulio V a r ga s 3 vol. 33 nQ 33 set. 1971, p . . 37.
(24)TORRES, João Camillo- d e ' O l i v e i r a 3 E s t ra ti fi ca çã o Social n o -B r a s i l 3 D E L 3 São P a u l o 3 1965.
Adverte -â-inda, que seria >errôneo ,identificar;;; o..r- ,pa-t riarcali-smd' colonial -com - o- " corone 1 i-^mei":-que ^aiíCançQUí»s.ua,-^expr.e ssão.vímaas^Aa.; g u d a^na P time i r a -Repübli c.a^ <po.is :e,S!te
5
KíÉe:nQmen©^.pre^s/sup©e,/ /ao-i^Q.n^ trãí?-io-do~grupo p a r e n t a l7
5;-;a^decadência.HdQ: poder' pr-ivado.:^e4
ff uneio: • na-como- processo,--de-conservação ,do >.seu= c o n t e ú d o . re.sid.ual.1„Funciona assim o sistema p o r : uma. ;reAação jaaides GOmpromisdb-.entre- o 'podeB^pp^i-^vadiOsLdeaadente.-)
for tale eido. - E n t e n d e - s e / .por; c o n s e g u i n t e q u e o ' "coronelismo 'é~ típico db--regime republicanOi,-^ligado vao^-.sistema-.po.lltic.o,,ígo-ve£n.i;s;; # ^ P r'2- S ^ á^®#í?-V- c i tando Eul^SOO* £%n§^s jÇue^tâsa4sou-Jãb^feiaa^ifestudand©:! es pêci-f icSffiente o c a s o - da?;íBahia,y..ánferma ique.- .©:.> sul. jcoreanoavê-a :o. sistema-coronelí stico em rtermos de;;:;"iecojíbmia.-agrária -de" • exportai ção" .S'-’.iEvid€nte que esta ,(G!
0
.'lo.eaçãQv.(;poder-ãriS.er;vir.< parai^aquel-earEs-i.; tado~do nordeste, mas n ã o p a r a os casos d e ’corone l i s m o no - s u d e s te e sul d o pais.Hg-i“ A p a r t i r de 1901,--o gover.no^Campos-rSalês^, i^air -gura 'rto '»Bras i 1 a ch a m a d a ' ^ p o i í*t-±ca”4 o s • gover-nadores''^- fcambera-^.'de'i -nomi-nada "política dos Estados" expre s s ã o esta ..pre f e r i d a . p e lo; n e x - p r e s i d e n t e . -A prática.:v i s a v a a s s e g u r a r ^ao" .poder-^ c e n t r a i -or-ino Tnopõ 1 i ot d o~'co n t r o 1 e político;,? através do clientelismo. , :syex-ercido:;
pelas 'oligarquias estaduais. A s s i m o p r e s i d e n t e dà . .República «criava--bases "incondic-ionaisfede“‘vapoioTB'av,sua''-ââministração;:!'!=:-^-^--otf â~ e ^ á x p o D ã t í i b ã ? ^ - , -por-inte^édiotótea^i^rançaajlocaiB^xjfáríffãdeli;
1
.dade.ao p r e s i d e n t e e a g a r antia de. e s t a b i l i z a ç ã o das. oligarquias,, dos* "coronéis" . A,.oposição-r — ^.qua-ndo:: e x i s tisse — s-era-sufoc.ad a.,.; •‘pois "sem'-a“ simpatia f ederai, -è-,- n a t uralmente , "■ semv=-âpoio -ioic-aly’ ciarreposiçãcci^ -uma a t i t u d e - a e "ivjííSSsN.? Mor.fdoeujnéntoiiíoônhe^i . >cido.; ,como.:r^Da P r o p a g a n d a .»a1.JPresidêiícia t r a n s c r i t o ^pox„.:^JCarn.ne,. :;Campos:::Saies 'demonstra suãi-aversão^íà'S..íd'elibera'çõesr políticas:'j co: .letivas e a c e l e r a o m e c a n i s m o .coronel! stico. e oligárquico,.. invo. cando -"a-- ausência de parti d o s r e g u l a r e s , nos achamos- e m p l e n o --es . tágio:.da..-anarquia política",.-.,... Entendia.; que a . v.erdadeira^força.po,
-iítica- estadual nas mãos 'dôsííohefe s ’rlocäis:,;; estabiÍ'izava.:/:::,:toda:s- .as •. camadas do segmento po:lático:;':
Foi a época em que a fraude e l e i t o r a l - c a m p e o u mo.j Pais ,r :acei ta e quase..que ísugeridae pela • autor, idade ..constituida. LcOrdnono.póiiD^do' p o d e r '-regáforiadTpíextefcEiíd© ,ya±ravés
2
'drüie^r©neiismôííe; "das oligarquias, e x c i t a n d ò = a poli'tica? •clienteiística', ?as'sè'gürá ao: ...poder central uma e n o r m e .,parce la.. de? .voto s nas -r e g i-õ.e s. m a r.gi na li. izadas^das d e c i s õ e s políticas:..A^vitöriaasignifica^ov p o d e r ,.;rt**re;distri b u í d o ' às elites de tíríaüdò Itóeal jh
C o m o ' r e c o n h e c i m e n t o da ricva ccâmara- e do-novo- Senado, e m 1900 — a despeito.'--dos-.esfdrços -da-dissi'dência do-Par •tèdo Republicano Paulista.^^ ^ ‘.fràüdexeleitofál^reeebiã^ra ^'‘csuá
-í
consagração...o ficial. C ampo s • S a 1e s ,pos ter io rmen t e f f a z:;:-.-maior:ia-: no, ;C.aag.res.so. .SILVA. (S^^íassanala ^T.^-frãüde-Tfeéeeb-iar^i^ua- consai ;gxa^ãílio;fiferal. E r a r a cc3^^faç^ti^edia.f^rdas'Tcrl±graK^içfes,c? e s ^ r í J.
dua±:s;^..Ins.talavam tranquilamenteLra^; •'suas^máquinas^deicfxaudsv 'dê' -'Sttborno e de - v iolência os^grupos~q.uej sé riiâviam a p o s s a d o 5*' dosS E s t a d o s . -SL.Congresso instalado..em vl920, :ia .iniciar...-uma-er a-, de .men. ítirarí-elédLtoral,. de inautétóti^idadé^éürepresen^crçã^quêfcÈviriãii^?? seriíoáiCancro que corroe ria^Tasr tost^tirções^cerrcons^ituirídoíiaíiraats« sér i-a % us t í f ica ti v á da R e v o ï u ç â b ;rdé f30'/: - q u e destfrui^:ra~%fâpïh>ïïba'c Velha".
Na verdade, como nao h a v i a n a r è p o c a ' .sistema 1 p artid á r i o _ n a c i o n a l , p reduminavamras’ ;duas' grandes rcorrentes~'-ComHi- príêíend Ma^sxpe 1 o &. Rep ub 1 i-eaiços r^eifMina à oSe í a'i'Siié. idefSâo'SsP'âÜitcs's ) ffe f o r m a n d o -a- c h a m a d a "poli ti~e-a c a f é - c o m —lei te "7~ dóiriinadora^-da- -xé*- p resen t a t i v i d a d e e de f i n ido ra,-ïd as ; a I te ra ç ões ' - na. * s uc e s s ãò:.:; pr-esír-ír; déncrál. fOs -demais Estados'/'coîiî ex'ceÿâo 'do' Kiò 'Graiíde^do Sül'^'.', : f icaram Lsub jugados - à poIiftiÆa'iaEnisi^djefflDcr^tfca-'cde. tCamposvtSaifesítapi que., conferiu às. minorias d o minadoras ê o l i gárquicásy p o d e r e s dis_ r cricitínárití-s , e p o r v i a x d ^ ^ r e g r a ,î cf-raudulentamente- eleii.torarirST.urïi
(27):‘SILVA, Hélio, Histórva d a República.' B r a s i l e i ra , São Paulo - y Editora T r è s, 197 5, vol. 2., p. .10 2... . :V, -. .