UNIJUÍ – Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul
DACEC – Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis e da
Comunicação
Curso de Administração
Trabalho de conclusão de curso
SISTEMÁTICA DE CONTROLE DE ESTOQUE:
ESTUDO DE CASO NA AUTO ELÉTRICA GRIMM
Documento sistematizador do TCC
CHEILA CARINE ZGIERSKI
ORIENTADORA: Cleide Marisa Rigon
Santa Rosa -RS 2016
CHEILA CARINE ZGIERSKI
UMA SISTEMÁTICA DE CONTROLE DE ESTOQUE
ESTUDO DE CASO NA AUTO ELÉTRICA GRIMM
Documento Sistematizador do TCC
Trabalho de Conclusão do Curso de Administração da Regional do Noroeste do Rio Grande do Rio Grande do Sul –
UNIJUI, como requisito parcial
Conclusão de Curso e consequente obtenção de título de Bacharel em Administração.
Orientadora: Cleide Marisa Rigon
Santa Rosa- RS 2016
Dedico este trabalho em especial ao meu marido Cesar Ricardo, por todo apoio e incentivo durante está caminhada.
Deus não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos.
Fazer ou não fazer algo só depende da nossa vontade e perseverança.
Albert Einstein
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a Deus, por ter me guiado e dado forças durante toda está trajetória.
Agradeço ao meu marido Cesar Ricardo, por estar sempre ao meu lado, obrigada por todo carinho, companheirismo, amizade, paciência e cumplicidade.
Agradeço aos meus pais Longinos e Clara e minha irmã Kelly Carine, pela determinação e luta pela minha formação, que por mais difíceis que fossem as circunstâncias sempre tiveram paciência e confiança.
Agradeço ao meu Dindo Jairo, que mesmo á distância sempre
mencionou palavras de incentivo e carinho.
Agradeço a minha querida orientadora Cleide, pela sua disponibilidade e orientações, que foram fundamentais para realizar e prosseguir neste estudo, excelente professora e profissional a qual me espelho. Eternamente grata por todo apoio.
Agradeço aos proprietários da empresa, seu Jose e a Dona Helena, pelo espaço e atenção para que este e demais trabalhos fossem realizados e que foram de grande aprendizado.
Agradeço a todos aqueles que direta ou indiretamente fizeram parte desta caminhada, em especial aos amigos que durante esses anos foram minha segunda família.
É difícil de citar e agradecer á todos que de algum modo fizeram parte desta caminhada, mas meu MUITO OBRIGADO !
RESUMO EXPANDIDO
Introdução
O grande desenvolvimento da economia, o avanço da tecnologia, as estratégias competitivas das empresas, fazem com que cada vez mais, se procure reestruturar o seu processo de tomada de decisão. Em empresas que trabalham com um grande numero de produtos em estoques, os gestores devem estar atentos, sendo que há altos valores capitais envolvidos.
O estoque de acordo com Ching (1999) se constitui armazenagem de mercadorias/produto com previsão de uso posterior. Seu objetivo principal é atender a demanda/procura, ou seja, disponibilidade de produtos ao cliente.
Pode-se dizer que os gestores tem posicionamentos divergentes em relação ao estoque, por um lado, os estoques são custosos para a empresa, envolvem alto valor financeiro, manter o estoque também caracteriza-se como um risco, visto que os itens tornam-se obsoletos, ocupam espaço ou perdem-se. De outro ponto de vista, ele garante a segurança em um ambiente complexo e incerto, sendo uma garantia contra o inesperado.
O custo que o estoque representa dentro de uma organização é muito alto, segundo Ballou (1993) o estoque representa de 25% a 40% dos custos totais das Organizações. Logo para se evitar o descontrole seria necessária a
perfeita sincronização entre a demanda/procura e a oferta de
mercadoria/produto o que num mercado competitivo é impossível, logo deve-se formar um estoque básico para atender a demanda/procura, minimizando seus custos de formação.
Gerenciar estoques, independe de qual ferramenta se utiliza, exerce a função de controlar as entradas e saída de materiais de seus estoques, permitindo o desenvolvimento de processos internos sejam bem executados de maneira organizada, estruturada e com agilidade, tornando a empresa atraente para o cliente, buscando assim um diferencial diante de seus concorrentes.
O presente trabalho buscou desenvolver uma sistemática de estoque na unidade de negócio da empresa Auto Elétrica Grimm.
A empresa objeto de estudo deste trabalho, está localizada na região noroeste do estado do Rio Grande do Sul, na cidade de Cândido Godói. E conta ainda com duas filiais, filial 01 situa-se na cidade de Entre-Ijuis e Filial 02 em Santa Rosa, sendo seu nome fantasia nas Filiais Grimm Tacógrafos.
O estoque da empresa Auto Elétrica Grimm é composto por uma quantia considerável de 3,100 tipos de peças. O setor de compras, acredita ainda que este numero tenha aumentado significativamente, pois estes dados são do balanço de 2015 da empresa. É um setor que possui uma crescente diversificação na sua linha de produtos.
A organização trabalha ainda com um amplo numero de peças e acessórios automotivos, abrangendo todos os sistemas de carro, tais como: instalação, manutenção e venda de alarmes, cronotácografos, rodo ar e climatizadores. Trabalha também, com conserto de vidros e travas elétricas, motores de partida, alternadores e partes elétricas em geral.
De modo geral o trabalho de conclusão de curso, teve seus objetivos atingidos. Foi possível analisar de que maneira o controle de estoque da organização é realizado, identificou-se facilidades e dificuldades em relação à informatização, e estabelecer sugestões plausíveis e adequadas a situação estrutural da Auto Elétrica Grimm.
Metodologia
Com relação à classificação da pesquisa é considerada de natureza aplicada, por se tratar de um estudo de caso, e desenvolver uma metodologia que objetiva a solução de um problema, gera conhecimentos para uma aplicação na prática, e envolve verdades e interesses locais (MALHOTRA, 2001).
No que tange a forma de abordagem ao problema, a referida pesquisa se classifica como qualitativa, que segundo Vergara (2004) é uma abordagem que tem como objetivo solucionar problemas concretos, com o proposito a aplicação, com base na curiosidade e especulação do investigador.
Quanto aos objetivos, à pesquisa é de caráter exploratório, que é proporcionar maior familiaridade com o problema, e envolve levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas que tiveram experiências praticas com o problema pesquisado e análise de exemplos, que de forma geral atribui-se a pesquisas bibliográficas e estudo de caso. Malhotra (2001, p.105) salienta que a “pesquisa exploratória é um tipo de pesquisa que tem como principal objetivo o fornecimento de critérios sobre a situação problema enfrentada pelo pesquisador e sua compreensão”.
Resultados
O estoque da Auto Elétrica Grimm , é um estoque necessário para manter a empresa atuando no seu dia a dia, materiais indispensáveis para a realização dos serviços e não é possível delimitar um número exato e modelos de peças que serão vendidos em determinado período, apenas pequenas previsões de demanda como citadas acima. Diante disso explica-se o numero elevado de peças em seu estoque.
Dias (2010) menciona que para a empresa funcionar é impossível que está não possua estoque, pois ele funciona como um amortecedor entre vários estágios da produção até sua finalização. A administração de materiais vem crescendo e se tornando essencial dentro da organização.
O ramo de manutenção automotiva enfrenta também algumas
sazonalidades, com picos de demanda em vésperas de feriados ou vésperas de férias em carros leves, e demanda em épocas de plantio e colheita, em utilitários agrícolas.
A empresa procura manter um estoque para acompanhar as demandas do mercado, procuram estocar seu produto para quando a demanda aparecer, não perder a venda, mesmo que isso envolva um alto custo de manutenção.
Layout no entendimento de Dias (1993) nada mais que a organização entre homem, máquina e materiais. Não se possui parâmetros de avaliações para mencionar se há um layout adequado para determinadas atividades, além de tudo isso varia conforme a meta determinada e os fatores que há influenciam no fluxograma, como estocagem máxima independente do custo, custo
mínimo, necessário para corresponder a certos picos de demanda, e ou períodos anormais de vendas.
O Layout do estoque da Auto Elétrica Grimm, de modo geral está bem estruturado, o local de estocagem dos produtos é adequado, de fácil acesso facilitando o processo produtivo.
A empresa faz uso do software a quase cinco anos. Realizou-se o registro de item por item no software, identificava-se os produtos nas prateleiras, como seu código e marcas e descrição e a partir dai foi realizado o cadastro dos produtos, também foram utilizadas notas fiscais, para realizar o cadastro.
A gestão de estoque é de fácil adaptação aos computadores, traz agilidade no setor de faturamento e cobrança, melhorando o tempo e nível de serviço, e ainda elabora relatórios que podem ser de grande utilidade para a empresa.
O uso do sistema pela empresa até o momento é só com o objetivo de emitir notas fiscais e cupons fiscais. O setor que trabalha com o sistema não tem conhecimento de como funciona esse processo e nenhum conhecimento sobre possíveis relatórios que esse software possa emitir.
Conclusão
Observou-se de modo geral que a empresa, dentre seus colaboradores, enfrenta algumas barreiras culturais, que implicam na dificuldade de se tornar mais informatizada.
A sistemática de controle de estoque utilizada pela empresa Auto Elétrica Grimm, objeto de estudo deste trabalho, de modo geral é uma empresa que busca ter uma boa organização de seu estoque, mas falta utilizar a tecnologia hoje existente ao seu favor, possui métodos próprios de controle que são muito eficientes. E possui altos valores financeiros investidos em estoque que para a empresa não há problema, e a todo momento a empresa atualiza seu estoque, isso implica cada vez mais em um numero maior de produto.
Cabe destacar por fim, a elaboração do referido trabalho de conclusão de curso de estudo cumpriu com sua finalidade. Poderia por alto, ser explorado mais dados, a análise do estoque, retorno sobre investimento, porem não ocorreu por falta de dados sistematizados e a disponibilização cautelosa de dados por parte da empresa.
Este presente trabalho, contribuiu significativamente para o
desenvolvimento pessoal e profissional da estudante. E pode servir como base de apoio para a empresa fazer melhorias na sua estrutura e posteriormente trabalhos mais aprofundados no tema.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1: Previsões de vendas ... Erro! Indicador não definido.
Figura 2: Curva de investimento de estoque ... Erro! Indicador não definido.
Figura 3: Faixada da empresa Auto Elétrica Grimm Erro! Indicador não definido.
Figura 4: Organograma da empresa ... Erro! Indicador não definido.
Figura 5: Registro de serviços ... Erro! Indicador não definido.
Figura 6: Lista base para emitir cupons fiscais ... Erro! Indicador não definido.
Figura 7: Levantamento da necessidade de mercadoriasErro! Indicador não definido.
Figura 8: Grupo de produtos de mesma família... Erro! Indicador não definido.
Figura 9: Identificação do grupo de produtos ... Erro! Indicador não definido.
Figura 10: Estoque dos produtos redutores 3RHO . Erro! Indicador não definido.
Figura 11: Recipientes de armazenagem das peças menoresErro! Indicador não definido.
Figura 12: Entrada para o deposito de materiais ... Erro! Indicador não definido.
Figura 13: Corredores do estoque... Erro! Indicador não definido.
Figura 14: Estoque de matérias ... Erro! Indicador não definido.
Figura 15: Amostra do estoque no segundo piso ... Erro! Indicador não definido.
Figura 16: Software ... Erro! Indicador não definido.
Figura 17: Cadastro dos produtos... Erro! Indicador não definido.
Figura 18: Grupo de produtos de mesma família ... Erro! Indicador não definido.
Figura 19: Identificação do grupo de produtos ... Erro! Indicador não definido.
LISTA DE APÊNDICES
APÊNDICE A: ROTEIRO DE QUESTIONÁRIO PARA COLETA DE
INFORMAÇÕES PARA CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃOErro! Indicador não definido.
LISTA DE ANEXOS
ANEXO 1: EXPOSIÇÃO DE PRODUTOS NAS PRATELEIRASErro! Indicador não definido.
ANEXO 2: PRODUTOS MANUTENÇÃO DE CRONOTÁCOGRAFOSErro! Indicador não definido.
ANEXO 3 : ITENS DE MAIOR ROTATIVIDADE ... Erro! Indicador não definido.
ANEXO 4: ESTOQUE DOS MATERIAIS ... Erro! Indicador não definido.
ANEXO 5: ESTOQUE DE PRODUTOS PRIMEIRO PISOErro! Indicador não definido.
ANEXO 6: ESTOQUE DE PRODUTOS SEGUNDO PISOErro! Indicador não definido.
ANEXO 7: ESTOQUE DE PRODUTOS SEGUNDO PISOErro! Indicador não definido.
ANEXO 8: ESTOQUE DE PRODUTOS SEGUNDO PISOErro! Indicador não definido.
ANEXO 9 : ESTOQUE DE PRODUTOS SEGUNDO PISOErro! Indicador não definido.
Sumário
1 INTRODUÇÃO ... 14 2 CONTEXTUALIZAÇÃO DE ESTUDO ... 17 2.1 APRESENTAÇÃO DO TEMA... 17 2.2 CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO ... 18 2.3 PROBLEMA ... 19 2.4 OBJETIVOS ... 20 2.4.1 OBJETIVO GERAL ... 20 2.4.2 OBJETIVOS ESPECIFICO ... 20 2.5 JUSTIFICATIVA ... 20 3 REFERENCIAL TEÓRICO ... 22 3.1 ESTOQUE ... 22 3.1.1 TIPOS DE ESTOQUE ... 23 3.1.2 CUSTOS DE ESTOQUE ... 25 3.1.3 PREVISÃO DE DEMANDA ... 26 3.1.4 PONTO DE PEDIDO ... 29 3.2 DEPARTAMENTO DE COMPRA ... 303.3 FERRAMENTAS PARA GESTÃO DO CONTROLE DE ESTOQUE ... 31
3.3.1 JUST IN TIME ... 33
3.3.2 SISTEMA KANBAN ... 34
3.3.3 CURVA ABC ... 34
3.3.4 MRP (MATERIALS REQUERIMENTS PLANNING) ... 36
3.4 LAYOUT ... 36
3.4.1 ESTOCAGEM E LOCALIZAÇÃO DE MATERIAIS ... 37
3.4.2 CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS... 38
3.5 INFORMATIZAÇÃO DO ESTOQUE... 38
3.5.1 GERAR REGISTROS DE ESTOQUES ... 38
3.5.2 GERAR PEDIDO ... 39
3.5.3 PREVISÕES ... 39
3.5.4 PROBLEMAS EM SISTEMAS DE ESTOQUE ... 39
4 METODOLOGIA ... 41
4.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA ... 41
4.2 SUJEITO DA PESQUISA ... 42
4.4 ANÁLISE DE DADOS... 44 4.5 SISTEMATIZAÇÃO DE ESTUDOS ... 44 5 RESULTADO DA PESQUISA ... 47 5.1 EMPRESA ... 47 5.2 ESTOQUE ... 49 5.3 INDICADORES DE ESTOQUE ... 62 5.4 LAYOUT... 63 5.6 INFORMATIZAÇÃO/ SOFTWARE ... 68 6 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES ... 72 7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS ... 78 9 ANEXOS ... 84
1 INTRODUÇÃO
O novo contexto organizacional, faz com que as empresas tornam-se cada vez mais competitivas e estão sempre em busca de novas estratégias para sobreviver no mercado, onde no cenário atual, os clientes exigem um nível superior de serviços que são fornecidos, fatores como qualidade dos produtos, preço baixo, atendimento adequado e ágil, têm levado as organizações a repensarem suas maneiras de gerenciar suas atividades.
A competitividade de forma global é a palavra chave no mercado quer seja entre os setores ligados ao mesmo ramo de atividade, ou não. Todos estão, o tempo todo, buscando sua atualização no mercado, a sua eficiência (tanto nos produtos, como nos serviços oferecidos), todos buscam vender qualidade.
As empresas começam a rever e reestruturar seus conceitos, tentando assim detectar e até mesmo antecipar-se aos possíveis problemas, buscando para isso, soluções imediatas e também a longo prazo.
Toda empresa deve ter um planejamento, de gerenciamento de recursos, para poderem ser disponibilizados de acordo com sua necessidade e capacidade. Deve ter, contudo, apoio de todos os departamentos para que possa desenvolver um trabalho que permita garantir ao cliente um nível de serviço adequado ao que se propõe e ao que o cliente procura.
Em consequência disto a reposição de estoques acontece com mais frequência, tendo um crescente numero materiais e o nível de estoque deve ser mantido conforme sua necessidade, uma das estratégias de extrema importância é a confiabilidade e manutenção de itens de estoque.
As organizações se preocupam em manter uma grande quantia de estoque, e com isso não controlam a quantidade de itens em linha, apresentando um grande valor financeiro investido no estoque, e como consequência acabam perdendo a oportunidade de realizar novos investimentos.
Tendo em vista ainda que organizar á produção melhora a produtividade da organização e assim atividades que não agregam valor podem ser eliminadas. A tentativa é transformar insumos, tais como matéria prima, em produtos acabados e/ou serviços, que consomem recursos e nem sempre agregam valor ao produto(MARTINS, LAUGENI, 2005).
Pode-se dizer que os gestores tem posicionamentos divergentes em relação ao estoque, por um lado, os estoques são custosos para a empresa, envolvem alto valor financeiro, manter o estoque também caracteriza-se como um risco, visto que os itens tornam-se obsoletos, ocupam espaço ou perdem-se. De outro ponto de vista, ele garante a segurança em um ambiente complexo e incerto, sendo uma garantia contra o inesperado.
O problema do gerenciamento do controle de estoque, mesmo que envolve alto custo e outras desvantagens associadas, a administração deste facilita a conciliação entre fornecimento e demanda.(SLACK, CHAMBERS, JOHNSTON, 2002)
Entretanto, o mais indicado, para as organizações que são do setor de peças é fazer uso de recursos tecnológicos, no qual muitas empresas já estão adequadas, para realizar o controle adequado de seus estoques, para tal é necessário que estejam atentas as mudanças do mercado, atenta as novas tecnologias e procurem se adaptar.
Com a instabilidade na economia e no cenário político, o risco de inadimplência cresce e isso faz com que imediatamente os bancos aumentem a rigidez das suas condições para concessão de crédito e com as empresas que mantém um bom capital próprio devem aplica-lo com cuidado e segurança (empreendedoresweb.com)
A crise econômica no Brasil é grave, mas um setor que tem conseguido
aproveitar este momento para crescer: as empresas de autopeças. O conserto
tem sido a opção para não trocar de veículo. Com a crise, é natural que a venda de carros caia, de acordo com a FENABRAVE, teve uma redução de 25% nas vendas de abril de 2016 se comparado com 2015, por conta do valor elevado da transação, para o consumidor, é mais barato.
Com essas considerações o presente estudo foi realizado na empresa Auto Elétrica Grimm de Cândido Godói, onde está necessita gerenciar entre a matriz e suas filiais Com 3.100 tipos de , porém a empresa não possui uma sistemática eficiente para o controle do estoque, tendo em vista ainda que o momento de crise a qual estamos passando remete á uma economia, gastos controlados.
No entanto, para atender aos objetivos o presente trabalho está estruturado da seguinte forma: inicia com a contextualização do estudo em que
apresenta o tema e o problema. Após, são relacionados os objetivos gerais e específicos, além da justificativa onde é destacada a importância deste estudo. Em seguida, no terceiro capitulo, apresenta-se o referencial teórico em que são abordados estudos realizados sobre o tema com base em diferentes autores, visando dar embasamento teórico, sendo uma consulta bibliográfica, definindo conceitos para situar o pesquisador quanto a outros trabalhos publicados na área.
O quarto capitulo ocupa-se dos procedimentos metodológicos utilizados, apresentando a classificação da pesquisa, quanto à natureza, quanto à abordagem, quanto aos objetivos, sujeitos da pesquisa e o detalhamento da coleta de dados, análise e interpretação de dados. O quinto eixo apresenta a análise e a interpretação dos resultados, diagnóstico com sustentação teórica e as sugestões e recomendações referente a sistemática de controle de estoque da empresa, para assim aumentar rentabilidade do negócio.
Por fim, é apresentada a conclusão do estudo, as referências bibliográficas que são o alicerce para a fundamentação teórica para o referido estudo, o apêndice e os anexos.
2 CONTEXTUALIZAÇÃO DE ESTUDO
Na contextualização do estudo do trabalho de conclusão de curso , foi apresentado o tema estudado, o problema em questão, a justificativa e os objetivos alcançados com o presente trabalho.
2.1 APRESENTAÇÃO DO TEMA
O país sempre passou por oscilações na economia, mas o momento atual reflete uma grave grise econômica, trazendo rápidas mudanças em padrões culturais e uma extrema competitividade empresarial, nas quais precisam passar por um reestruturação produtiva do trabalho, que busque atender novos parâmetros de competitividade e produtividade. De acordo com Arnold (1999), mudanças no cenário econômico, exigem assim alterações no perfil das organizações, e há uma necessidade também de implementação nas empresas no controle e o planejamento interno. Que no momento acabou afetando a todos tipos de setores de empresas, dentre elas o setor de peças e serviços.
Assim, neste momento de turbulência ambiental necessita-se ampliar o grau de competitividade através da melhoria da eficiência dos seus processos, culminando o gerenciamento adequado dos estoques.
Segundo Dias, (1995) gerenciar de maneira expressiva o estoque é maximizar o efeito lubrificante no feedback de vendas e o ajuste do planejamento da produção, este deve minimizar o capital investido no estoque, porém, sem estoque é inviável uma empresa funcionar, mas é preciso haver um equilíbrio no estoque. O principal objetivo de um bom controle de estoque é fornecer dados atualizados de como está o andamento dos investimentos depositados nos estoques, por isso cabe ao setor responsável organizar e controlar o estoque de maneira que o processo produtivo funcione da melhor forma possível e evite ao máximo o desperdício de materiais e investimento elevado em estoque, deixando a empresa com baixo capital de giro. O autor Dias ressalta ainda que:
“Quanto maior o investimento nos vários tipos de estoque, tanto maior a capacidade e a responsabilidade de cada departamento na empresa. Para gerência financeira, a minimização dos estoques é umas das metas prioritárias.
O objetivo, é otimizar o investimento em estoques, aumentando o uso eficiente dos meio internos da empresa, minimizando as necessidades de capital investido”. (DIAS, 1995 p.19)
Não há uma preocupação somente com a quantia de peças que há no estoque, mas quais são realmente necessárias manter, as que realmente tem rotatividade na empresa e traz o melhor retorno financeiro. De acordo com Arnold (1999) é muito importante um moderno sistema de informação, para ajudar no controle, software que pode fornecer relatórios detalhados para a organização, é uma aquisição importante, no qual visa o melhor gerenciamento, ajuda no corte de despesas, no momento da compra (não adquirir produtos que já estão no estoque) e dando agilidade na hora da venda e facilita o controle contábil.
Na visão de Slack, Chambers, Johnston (2002, p.401) para monitorar os milhares de itens em estoques, apresentado por diversos fornecedores, os gerentes de produção necessitam realizar duas cuidados: ‘‘primeiro, discriminar os diferentes itens estocados, de modo que possam aplicar um grau de controle a cada item que seja adequado a sua importância’’. E num segundo momento ‘‘precisam investir em um sistema de processamento de informação que possa lidar com seus particulares conjuntos de circunstâncias de controle de estoques.
Bertaglia (2006) afirma que o sistema de informação tem a função de diminuir gastos com estoque e evitar a falta de produtos, que feitos manualmente levam mais tempo e podendo haver falhas no controle.
2.2 CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO
A empresa objeto de estudo deste trabalho tem o nome fantasia de Auto
Elétrica Grimm, de razão social José C. Grimm – EPP, com CNPJ:
01.454.889/0001-40, situada na Avenida Ipiranga, 36, no centro da cidade de Cândido Godói- RS, telefone (55) 3548-1121.
O Sr. José no ano de 1994, com o intuito de ter a própria empresa e vendo que entrar no ramo de auto elétrica poderia ter um retorno, decidiu, juntamente com outro sócio abrir uma empresa. Sociedade essa que perdurou por 2 anos, em Setembro de 1996, a empresa se desfez fazendo com que o Sr.
José passasse a atuar sozinho, nesse momento tendo a empresa em seu nome, passando a se chamar Auto Elétrica Grimm. Depois de algum tempo, a Sra. Helena passou a auxiliar seu marido no trabalho, cuidando da parte de emissão de notas fiscais, contatos com fornecedores, etc., serviço que realiza até os dias atuais.
No começo dos anos 2000, o Sr. José não conseguia permanecer muito tempo com sua família, pelo fato de precisar estar prestando serviço fora do estabelecimento, independente do horário e em diversos municípios da região. No ano de 2004 ele constatou que o ramo de Tacógrafos estava em expansão, chamando a atenção do gestor. Fato esse, aliado ao fato de não conseguir ser um pai muito presente com a sua família, decidiu no mês de Setembro de 2004 abrir sua primeira filial na cidade de Santo Ângelo, e entrar no ramo de tacógrafos.
O começo não foi fácil, o aluguel era caro, o pátio para fazer a prestação dos serviços necessitava de uma expansão e não se sabia como o mercado de Santo Ângelo e região se comportava. 12 Em dezembro de 2008, já com uma certa experiência, o gestor decidiu abrir nova filial, dessa vez no município vizinho de Santa Rosa, fazendo com que a empresa passasse a ter um maior campo de atuação.
Em Outubro de 2012, a empresa transferiu sua filial de Santo Ângelo para o município de Entre-Ijuís, a fim de aumentar seu faturamento nesta filial, e por ser um mercado em expansão e não tão concorrido quanto o de Santo Ângelo.
Hoje, a empresa tem posição de destaque num âmbito regional no ramo de auto elétricas, prestando serviços para diversos municípios em veículos leves e pesados.
2.3 PROBLEMA
Muitas organizações encontram dificuldades no gerenciamento de seus estoques, acabam montando seu estoque sem planejamento estratégico, isso se explica facilmente, pois há mercadorias que são adquiridas em quantidades superiores há real necessidade da organização, que acaba-se tornando mercadorias sem retorno, outra situação é no qual as empresas aproveitam promoções de mercadorias e seu mau armazenamento e ainda estocada de
forma incorreta, faz com que fique esquecida em seu estoque, tornando-se ilegível seu rótulo, dificultando a identificação da mercadoria tanto o preço e aplicação.
É fundamental verificar as mercadorias em excesso, fazer o levantamento para assim priorizar estratégias. Mas deve-se tomar cuidado para não focar nos excessos e identificar também quais os produtos com maior saída e os que estão em baixa.
A relação entre demanda, estoque e produtividade quando mal gerenciada acaba gerando custos. Com base nisso, buscou-se responder a seguinte pergunta de pesquisa: Como elaborar uma sistemática de controle de estoque para a empresa Auto Elétrica Grimm visando monitorar a movimentação de materiais entre as unidades de negocio?
2.4 OBJETIVOS
2.4.1 OBJETIVO GERAL
Elaborar uma sistemática de controle de estoque para a empresa Auto Elétrica Grimm visando monitorar a movimentação de materiais na unidade de negócio.
2.4.2 OBJETIVOS ESPECIFICO
O objetivo especifico do trabalho é identificar na empresa em estudo: Analisar de que maneira a empresa realiza o controle de estoque.
Identificar as facilidades e dificuldades encontradas em relação ao estoque para a informatização do processo.
Sugerir melhorias para o processo
2.5 JUSTIFICATIVA
O presente trabalho torna-se significativo pela sua originalidade, visto que não realizou-se até o presente momento qualquer trabalho dessa natureza na empresa Auto Elétrica Grimm.
É um estudo de caso, de uma empresa de médio porte no segmento produtivo de peças e serviços, cuja planta industrial da matriz se localiza na
cidade de Cândido Godói e mais duas plantas, uma na cidade de Santa Rosa e outra Entre Ijuís.
Em termos práticos, o estudo se torna relevante pela importância que o estoque possui na organização, que está atuando no mercado há pouco mais de 22 anos, na qual possui mais duas unidades de negócios e necessita gerenciar entre estas cerca de 5 mil peças. De acordo com Arnold (1999) o estoque representa cerca de 20% á 60% no balanço patrimonial dentre os ativos totais, isso significa que em termos financeiros o estoque é essencial nas organizações de manufatura.
Outro aspecto que sustenta, concomitamente, que se torna viável para a empresa, que busca a minimização dos custos com a perda peças no seu armazenamento e no momento da compra desnecessária, e como envolve tamanho montante de estoque se faz necessário a informatização do estoque, ficando claro a importância do desenvolvimento do trabalho, que poderá oferecer subsídios ao empresário, tanto em conhecimento maior sobre sua atividade e estratégias de gerenciamento.
Contudo, o objetivo é identificar a importância do controle de estoque e principalmente a implantação de sistema de controle que servirá para um controlar todos os itens, ajudando no remanejo e compras de peças, destacando ainda todas vantagens e desvantagens e benéficos de uma boa utilização das ferramentas oferecidas que pode resultar para a organização
O presente estudo trata-se de um trabalho único, que expressa uma conteúdo aprofundado, instruído a mostrar problemas e soluções, com a finalidade de contribuir com o desenvolvimento e crescimento da área estudada e da profissão escolhida.
Tem o proposito ainda de comprovar a Instituição de ensino, os conhecimentos adquiridos no decorrer do curso. Sendo através deste, que a Universidade busca identificar qualidades que farão do universitário um bom profissional, dentre elas a capacitação técnica especifica, autonomia e flexibilidade.
Este trabalho busca ainda o aprimoramento e aperfeiçoamento sobre o assunto para a pesquisadora, ocasionando um domínio sobre o controle de estoque e desperdício de materiais, novos aprendizados que contribuem para a qualificação de futura administradora.
3 REFERENCIAL TEÓRICO
O referido capítulo do projeto tem a finalidade de apresentar um conteúdo sobre o tema de estudo, ou problema, já realizado por outros autores. É uma revisão da literatura existente, oferecendo assim uma contextualização e consistência á pesquisa (VERGARA 2000 P. 35).
3.1 ESTOQUE
Estoque para Chiavenato (1991) é a composição de materiais em processamento, sendo os materiais acabados ou semi-acabados, utilizados em determinados momentos pela organização precisando existir em funções de futuras necessidades, mas acumulado em níveis adequados seu estoque, necessário para o funcionamento do sistema produtivo.
Segundo Slack (1997), a definição de estoque seria: "O estoque é definido como a acumulação armazenada de recursos materiais em um sistema de transformação”.
Arnold (1999, p.265) menciona que:
Os estoques são materiais e suprimentos que uma empresa ou instituição mantém, seja para vender ou para fornecer insumos ou suprimentos para o processo de produção. Todas as empresas e instituições precisam manter estoques. Frequentemente, os processos constituem uma parte substancial dos ativos totais.
Na visão de Ching (2001) a administração do estoque desempenha ampla rentabilidade para a organização, pois o estoque muitas vezes suga capital que poderia estar sendo usufruído pela empresa de outra maneira que dispusesse á organização um ganho financeiro maior.
A gestão de estoques está presente em praticamente todo o tipo de empresas, assim como na vida cotidiana das pessoas. Desde o início da sua história que a humanidade tem usado estoques de variados recursos, de modo a suportar o seu desenvolvimento e sobrevivência, tais como ferramentas e alimentos (GARCIA, 2006, p.9).
Corroborando, Dias (2010) menciona que para a empresa funcionar é impossível que está não possua estoque, pois ele funciona como um amortecedor entre vários estágios da produção até sua finalização. A
administração de materiais vem crescendo e se tornando essencial dentro da organização.
Maximizar o lucro com toda certeza é o objetivo de toda empresa, Dias (1995) diz que, tanto sobre capital investido em fabrica e equipamento, financiamento das vendas, em reserva de caixa e estoques, e no momento que houver necessidade de expansão ele precisará retirar dinheiro dos itens mencionados acima, tendo como dinheiro investido no estoque um impulsionador importante na produção e nas vendas.
O estoque só existe devido ao fato que há uma diferença de ritmo entre fornecimento do produto e demanda mercado. Se o fornecimento de qualquer item ocorresse exatamente quando fosse necessário, o item nunca necessitaria ser mantido em estoque (SLACK, CHAMBERS, JOHNSTON, 2002).
3.1.1 TIPOS DE ESTOQUE
O estoque segundo Chiavenato (1991) insumos e materiais básicos constituem elementos iniciais da produção, as organizações são dependentes das entradas de matéria prima, pois os processos dentro da organização dependem destas matérias primas.
A finalidade do estoque é reservar suprimentos para demanda, de acordo com isso o estoque é classificado em quatro tipos conforme as funções que desempenham, segundo Arnold (1999):
Estoque de antecipação, são previstos para uma futura demanda, um exemplo é a aquisição antecipada de itens para o inicio de volta as aulas.
Estoque de flutuação, é na verdade um estoque de segurança, retido para proteger a organização de possíveis imprevistos, evitando possíveis paralização no sistema de produção devido a falta de peças, nomeado como estoque reserva.
Estoque de tamanho de lote, produtos adquiridos ou fabricados em quantias maiores ao necessário criam o estoque de tamanho de lote, realizado com o proposito de diminuir custos, como transporte, notas, escritórios e descontos na compra de itens.
Estoque de transporte, este ocorre em virtude do tempo de para transportar as mercadorias, um exemplo é de quando um produto sai de
fabrica até chegar ao seu cliente, que pode ser calculado pela seguinte formula:
I= tA 365
I= média anual de estoque em trânsito T= tempo de trânsito em dias
A= demanda anual
De acordo com Slack (2009) existem os seguintes tipos de estoque:
Estoque de Segurança, podendo ser definido como estoque isolador, que busca compensar as incertezas do fornecimento e da demanda, mantendo estoques suficientes na hipótese de ocorrer um imprevisto, como quando ocorre o atraso de reabastecimento por parte do fornecedor.
Estoque de ciclo ocorre quando um ou mais estágios nas operações não
podem fornecer juntamente todos os itens que necessitam serem produzidos. Ou seja, produzir “bens e lotes e sua quantidade depende de decisões sobre volume”.
Estoque de desacoplamento, cada lote de estoque de material em processo junta-se a uma fila, esperando sua vez na programação para o próximo estágio de processamento, permitindo a produção processar em ótima velocidade, sua principal função é não deixar a produção parada devido a falta de peças.
Estoque de antecipação, Esse estoque é usado com mais frequência quando as flutuações de demanda são significativas, mas previsíveis, mas eles também podem ser usados quando existem variações de fornecimento.
Estoque de canal de distribuição, o estoque existe porque o material não pode ser transportado instantaneamente entre o ponto de fornecimento e o ponto de demanda.
Todas empresas sendo elas envolvidas com o processo de produção e vendas, utilizam o estoque como uma importante ferramenta para diminuir os desníveis entre áreas da empresa, podendo o estoque ser composto por matéria prima, produtos em fabricação ou produtos de fabricação. O volume
de produtos acabados esta diretamente ligada a previsão de vendas da empresa e o seu grau de liquidez, desse modo ter ou não grande estoque pode influenciar diretamente no custo unitário de seus produtos acabados. (DIAS, 2010)
3.1.2 CUSTOS DE ESTOQUE
É importante para as organizações o planejamento do estoque, estando atentos ao valor financeiro comprometido no estoque. No entendimento de Rodrigues (1993, p.18):
...quando diminuímos a quantidade física do material no depósito, não estamos pensando somente na economia de área, mas também em suas consequências nos custos indiretos (movimentação e armazenagem, administração, qualidade, obsolescência, oportunidade, seguro etc...) e resultados diretos no desempenho financeiro. Enfim, o que realmente conta é o dinheiro.
No entendimento de dias (1995) o que pode acarretar no aumento de custos no estoque é a quantidade mantida em estoque e o período de permanência do estoque, um montante maior de estoque, envolve mais funcionários e equipamentos, haja vista que acaba aumentando os custos de estoque, na hipótese da quantia de estoque ser menor, o resultado será o contrário.
Com relação aos custos de estoque, Arnold (1999) menciona cinco tipos:
Custos por item, que é o custo pago pelo item, ou seja, o custo direto, incluindo transporte e seguro.
Custo por estocagem, que abrange todo custo que a empresa tem em função do volume do estoque mantido, que se refere ao valor investido, armazenamento que requer espaço, funcionários e equipamentos e apresenta um risco com a obsolescência dos produtos, danos, furto e deterioração.
Custo de pedidos é o valor associado na emissão do pedido para a fabrica ou fornecedor, dentre eles encontra-se o custo de controle da produção, preparação e desmontagem, capacidade perdida e o custo de pedido de compras.
Custo de falta de estoque envolve o esvaziamento do estoque que acaba se tornando caro que acarreta na perda de vendas com pedidos não atendidos e por ultimo
Custo associado a capacidade relacionado aos níveis de produção, com
aumento de horas extras, contratações, treinamentos, turnos extras e demissões.
Corroborando, Ching (2001) exclui os custos referentes a aquisição da mercadoria, e menciona a divisão em três categorias:
Custo de pedir: são os custos fixos administrativos envolvidos para reposição do estoque, como serviços burocráticos, contabilidade e almoxarifado.
Custo de manter estoque: este custo envolve os custos para manter
o estoque, que incluem-se nestes o custo de armazenagem, seguro, deterioração, obsolescência e o custo ainda de oportunidade de empregar dinheiro no estoque.
Custo total: se traduz como sendo a soma do custo de pedir mais o
custo de manter estoque, que tem como objetivo determinar a quantidade do custo que se obterá com o pedido.
Para Slack, Chambers, Johnsto (2002,) o custo de estoque para algumas organizações é menor comparando insumos totais da operação, mas para outras organizações o custo é relativamente alto, especialmente nos casos de empresas que trabalham diretamente com a venda de peças.
3.1.3 PREVISÃO DE DEMANDA
Para ter um ponto de partida toda organização deve planejar o quanto seria necessário vender de seus produtos ou serviços, pois está expectativa é importante para praticamente todas as decisões. As vendas podem variar de acordo com diversos fatores como: aumento vegetativo da população, situação da economia mundial, movimentos de mercados internacionais, esforços para aumentar a participação da empresa no mercado, sendo uma previsão mesmo imperfeita, sempre é necessária para a organização (MOREIRA, 1999 p.3117)
De acordo com Dias (1995) realizar a previsão de demanda do estoque, é pressupor o montante á ser consumido futuramente dos produtos acabados
comercializados pela empresa. Sua estimativa é considerada como o ponto inicial de qualquer planejamento organizacional.
As informações necessárias que proporcionam decidir quais serão as dimensões de previsão da demanda, é dividida em duas categorias, quantitativa e qualitativa segundo Dias (1995, p.28).
a) Quantitativas
Evolução das vendas no passado;
Variáveis cuja evolução e explicação estão ligadas diretamente as vendas. Por exemplo: criação e vendas de produtos infantis, área licenciada de construções e vendas futuras de matérias de construção;
Variáveis de fácil previsão, relativamente ligadas às vendas
(populações, renda, PNB);
Influência da propaganda. b) Qualitativas
Opinião dos gerentes;
Opinião dos vendedores;
Opinião dos compradores;
Pesquisas de mercado;
Podemos classificar ainda outros tipos de modelos de previsão de demanda, usando critérios variados, de acordo com Moreira (1999 p.319) destaca-se:
Método Qualitativo: fundamenta-se no julgamento das pessoas, de forma direta ou indireta, que tenham condições de opinar sobre a demanda, como gerentes, vendedores, clientes e fornecedores. O uso do julgamento pessoas não se restringe de forma alguma ás previsões de demanda , podendo ser usado para analisar movimentos do comercio internacional , rumos da tecnologia, tendências de novos produtos, futuras condições econômicas e politicas.
Métodos matemáticos (quantitativos): utilizam modelos matemáticos para chegar em valores, permite controle de erro, mas também exigem mais informações quantitativas. O método se subdivide ainda em:
Métodos Causais: está relacionada a uma ou mais variáveis internas eu externas da empresa. Como a população, o PNB (produto interno bruto), o
numero de alvarás expedidos para construção, consumo de determinados produtos são exemplos de modelos causais.
Séries Temporárias: análise de series temporais é o conhecimento de valores passados de demanda. A expectativa é a de que o padrão observado nos valores passados forneça informação adequada para a previsão de valores futuros de demanda.
Na visão de Ching (2001) não se tem como prever com exatidão uma demanda futura, prever o produto e a quantidade que os clientes irão necessitar, sendo sempre um assunto critico dentro do planejamento nas organizações. Poderia se realizar uma pesquisa de intensões, mas se encontraria algumas limitações, uma delas que depende o produto precisaria de uma amostra muito grande, e a outra que nem sempre os clientes estariam dispostos á cooperar com exatidão em relação a sua opinião. Mas para ajudar pode-se utilizar de formas matemáticas de regressão e softwares.
‘‘A empresa deve mapear com exatidão, fornecedor a fornecedor, o tempo que o fornecedor necessita para processar o pedido, programar a produção, se necessário ( e em qual situação) produzir e o tempo de despacho do material’’ (CHING, 2001, P.32) .
Segundo Martins, Laugeni (2005, p.226) a para ter previsões de vendas adequadas deve-se buscar algumas informações em relação á necessidade dos produtos, os padrões destaca-se em:
Média: flutuações de demanda com base em um valor constante;
Tendência linear: demanda crescente ou decrescente linearmente;
Tendência não linear: demanda cresce ou decresce não linearmente;
Estacional (sazonal): demanda cresce ou descesse em determinados períodos;
Figura1: Previsões de vendas.
Fonte: Martins, Laugeni (2005, p.226)
3.1.4 PONTO DE PEDIDO
De acordo com DIAS, (1995), ponto do pedido ou tempo de reposição é o tempo gasto desde as verificações de que o estoque está precisando ser abastecido, até a chegada da mercadoria ao estoque da empresa.
Ainda segundo DIAS, (1995), o ponto do pedido é indicador de quanto o estoque deverá ser reposto, sendo que a quantidade de saldo em estoque suportaria o consumo durante o tempo de reposição.
No entendimento de Ching (2001) o ponto de pedido é o começo do método de reposição em tempo hábil do estoque para que não aconteça a falta de materiais, podendo ser calculado com o tempo de suprimento do produto e o consumo previsto. O nível de ponto de reposição facilita o controle da quantia de estoque imprescindível para proteção de oscilações na demanda.
3.2 DEPARTAMENTO DE COMPRA
O objetivo da atividade de compras é a obtenção e coordenação do fluxo contínuo de suprimentos a fim de atender aos programas de produção; comprar os materiais pelos melhores preços, não fugindo aos parâmetros qualitativos e quantitativos, além de procurar as melhores condições para a empresa (DIAS, 2005)
De acordo com Dias (1995) o departamento é fundamental, visto que seu proposito é suprir a necessidade de materiais ou serviços, planejar e satisfazer no momento e quantia necessária, se certificar que a quantia comprada foi recebida, providenciar ainda o armazenamento.
O departamento de compras de acordo com Slack, Chambers e Johnston (2002, p.417) ‘‘...estabelece contratos com fornecedores para adquirir materiais e serviços. Alguns desses materiais e serviços são utilizados diretamente na produção de bens e serviços. Outros materiais e serviços são usados para auxiliar a empresa a operar.’’
O processo de compra organizacional consiste na etapa de decisão para estabelecer “a necessidade de comprar produtos e serviços e então identificar, avaliar e escolher entre marcas e fornecedores alternativos”, conforme determinação de Kotler (2000, p.234)
A reposição de materiais é realizada pelo órgão de compra da empresa. Os principais estágios deste processo é definir fornecedores e a emissão de pedidos. Selecionar possíveis fornecedores, agrupar itens a serem supridos, analisar níveis de qualidade, financeiras e confiabilidade de entrega, considerar deposições de reabastecimento em médio e longo prazo, estabelecendo assim parcerias (MARTINS, LAUGENI 2005 p.263).
Ainda segundo Martins, Laugeni (2005) o departamento deve desenvolver um método para cadastro dos fornecedores, e assim considerar aspectos do fornecimento e manter constantemente atualizado.
Os gestores devem ficar atentos quanto as compras, produção e distribuição dos seus produtos. As decisões mais importantes para Garcia, Reis, Machado, Filho (2006, p.18) a serem tomadas são:
Quanto pedir: todo pedido de ressuprimento deve especificar a quantidade requerida, tendo como base demandas futuras esperadas, restrições de suprimentos, descontos existentes e custos envolvidos.
Quando pedir: o momento exato de emitir uma nova ordem é determinado pelo parâmetro do ponto de pedido, que depende do lead time de ressuprimento, da demanda esperada e do nível de serviço desejado.
Com que frequência revisar os níveis de estoque: os níveis de
estoque podem ser revisados continuamente ou
periodicamente, dependente da tecnologia presente e dos custos de revisão, dentre outros fatores.
Conforme Martins e Laugeni (2005 p.263) o pedido de compra formaliza a decisão de compra junto ao fornecedor. Este pedido deve ser entendido como como um contrato, pois em alguns casos o fornecedor negocia o pedido de compra recebido com instituições financeiras, para que seja-lhe concedido capital de giro preciso para adquirir o material para produção.
Tal qual, ainda os autores Martins e Laugei (2005) consideram que o pedido deve conter os seguintes dados:
a) Dados da empresa; b) Dados do material; c) Dados da embalagem; d) Dados da qualidade; e) Condições de pagamento;
f) Demais condições de fornecimento;
3.3 FERRAMENTAS PARA GESTÃO DO CONTROLE DE ESTOQUE
Regularmente, uma empresa, mantém frequentemente centenas de itens em seus estoques. Segundo Moreira (1999 p.465) gerenciar esses estoques de todos esses itens com a mesma atenção e os mesmos métodos pode ser muito oneroso, obrigando assim as empresas a encontrarem diversas maneiras de controlá-los, sendo necessário adotar um critério, que permita distinguir claramente as mercadorias.
Focalizando a atenção em matéria prima e componentes, é necessária a manufatura dos produtos, tendo mais evidentes todos os critérios possíveis para cada um deles. Itens que demandam altos valores investidos, e merecem uma atenção mais especial, porque quaisquer economias obtidas no estoque significam disponibilidade de recursos para investimentos em outras áreas da empresa (MOREIRA 1999 p.468).
De acordo com Ballou (2006), gerenciar estoques também é equilibrar a disponibilidade dos produtos com os custos de abastecimento necessários para um determinado grau de disponibilidade. Segundo o autor, a cúpula administrativa costuma ter maior interesse pelo investimento total em estoques e em níveis de serviços para mais grupos de itens do que pelo controle separado de itens. Com isso, métodos capazes de controlar grupos de itens coletivamente ganham espaço entre os procedimentos de controle de estoques, como, por exemplo, giro de estoques, classificação ABC e agregação de riscos.
O critério de avaliar as mercadorias pelo custo histórico apresenta os seguintes métodos de avaliação de estoque, segundo REDAELLI (1998)p.12:
• Método do Custo Especifico; • Método do Custo mais recente;
• Método PEPS (primeiro a entrar, primeiro a sair); • Método UEPS (Ultimo a entrar, primeiro a sair); • Método do Custo Médio Ponderado;
• Método do Custo Médio Ponderado Variável;
De acordo com Redaelli (1998), pelo método do custo especifico, se sabe com exatidão qual o custo de aquisição das mercadorias que estão sendo vendidas. As mercadorias que estão sendo vendidas, que foram adquiridas por lotes, sabe-se de qual lote pertence cada mercadoria que esta sendo vendida, para ter o valor do custo de aquisição correto de cada mercadoria.
No método do custo mais recente, o estoque no final de um período é avaliado pelo custo de aquisição na compra do ultimo lote de determinado produto. Não importando, como o método do custo especifico, do valor de aquisição de determinado produto em diferentes períodos, e sim somente no valor da compra do ultimo período. (REDAELI 1998).
Segundo Redaelli (1998), o método PEPS implica que as mercadorias que primeiro entram na empresa devem ser as primeiras que sairão no momento da venda. Com isso, o valor do CMV (custo das mercadorias vendidas) corresponde ao valor das compras mais antigas, isto 6, um produto quo foi adquirido cm diferentes períodos e com preços diferentes, no momento da venda, se registrará na conta CMV os valores dos primeiros períodos que foram comprados tal produto.
O método do custo médio ponderado cada produto do estoque final recebe o valor do custo médio ponderado desse produto nos diferentes períodos, sendo que esses produtos devem estar disponíveis para a venda (RADAELLI, 1998).
Para Redaelli (1998), o método do custo médio ponderado variável, o custo de determinado produto que foi adquirido em diferentes períodos deverá ser recalculado a cada nova compra, calculando através de uma media ponderada do valor que estava em estoque com o valor da compra que a empresa acabou de efetuar. O valor desses produtos iguais a cada período deverá ter o mesmo valor unitário, através dessa média ponderada.
3.3.1 JUST IN TIME
“A ideia de JUST IN TIME é suprir produtos na linha de produção, depósito ou cliente apenas quando eles são necessários” (BALLOU, 1993, p.226). Se as necessidades de material ou produtos e os tempos de ressuprimento são conhecidos com certeza, pode-se evitar o uso de estoques.
Segundo Ballou (1993, p.226), “os lotes são pedidos apenas nas quantidades suficientes para atender o consumo com antecedência de apenas um tempo de ressuprimento. Este conceito existe há muitos anos e é conhecido como cálculo de necessidades
O sistema Just In Time tem como principal objetivo á eliminação de desperdícios. Não dispõe de uma metodologia própria, mas se empenha com a eliminação de defeitos, impedindo assim o retrabalho, dispondo ao máximo dos processos produtivos, resultado instantâneo de informações, dimensão do lote similar a unidade, contenção do tempo de preparo, melhorar o fluxo da empresa, manutenção preventiva, diversificação da capacidade: colaborador multifuncional, envolve o colaborador: atividades de pequenos grupos e ainda o aperfeiçoamento de fornecedores com o mesmo conceito (DIAS, 1995).
Segundo Ching (2001) este propõe atender a demanda com qualidade e sem desperdícios, ele permite a produção eficaz quanto ao custo e também em relação a quantia necessária dos componentes, no momento e local apropriado, aproveitando o mínimo de recursos possíveis. Seguindo a politica
compromisso. Este sistema tem como finalidade detectar e enfrentar os problemas relevantes e seus gargalos, acabar com perdas e desperdícios, extinguir processos complexos e elaborar sistemas e procedimentos.
3.3.2 SISTEMA KANBAN
O sistema Kanban tem o objetivo de reduzir o tempo de partida das máquinas e tamanho de lotes, produzindo apenas a quantia essencial para abastecer a demanda, este sistema é uma técnica utilizada para cumprir a meta do JIT. (DIAS, 1995)
De acordo com slack (2002), o sistema Kanban é um método de operacionalizar o sistema de planejamento e controle puxado, utilizando cartões com informações dos materiais para realizar as operações de movimentação e abastecimento, se tornando em sua forma mais simples o jeito de um estagio cliente avisar o estágio fornecedor sobre a necessidade de mais material a ser enviado. O termo Kanban, se traduzido significa cartão ou sinal.
Moura (1989), considera esse sistema com uma grande alterativa, pois é de baixo custo, sendo que qualquer empresa pode ter acesso a ele. Através do sistema Kanban, evita-se gastos com sistemas de controle de estoques mais sofisticados. O sistema permite que se tenha o acompanhamento do estoque e o posterior controle visual e automático do que foi programado. As regras garantem manter estoques necessários para atender a programação sem exageros ou faltas.
3.3.3 CURVA ABC
Na visão de Dias (1995 p.86) a curva ABC é um importante instrumento para o administrador, que proporciona identificar os itens que necessitam de atenção e método de tratamento adequado quanto á sua administração. Sua principal utilização tem sido para definir politicas de vendas, como determinar prioridades para programação da produção e outros eventuais problemas da organização.
Segundo Moreira (1999 p.468) a metodologia da curva ABC pode ser aplicável a qualquer caso de classificação de itens, de quaisquer natureza e independente do critério.
Sendo definida da seguinte maneira:
Classe A: grupo de itens importantes que devem ser tratados com uma atenção bem especial pela administração.
Classe B: grupo de itens em situação intermediaria entre as classes A e C.
Classe C: grupo de itens menos importantes que justificam pouca atenção por parte da
administração.(DIAS 1995, P.86)
De acordo com Martins e Laugeni ( 2005 p.272) a classificação é de acordo com itens consumidos em função de um valor financeiro, divididos assim em três categorias- A, B e C. Que são definidos com critérios similares expostos a seguir:
Classe A- classe composta por até 10% ou 20% dos itens, mas o valor de consumo alto de 50% até 80%.
Classe B- classe definida por um numero médio de itens, de 20% a 30%,
e com valor de 20% a 30%.
Classe C- classe formada por um grande numero de itens, superior a 50%,sendo o valor de consumo acumulado baixo de 5% a 10%.
Observando o quadro abaixo, nota-se que a curva sobe rapidamente, isso se dá ao fato de que os primeiros itens são os mais importantes em termos de investimento e posteriormente o crescimento é lento até atingir 100%, sendo o ultimo item e menos importante.
Figura 2: Curva de investimento de estoque.
Para Moreira (1999, p.469) não há uma formula definida para categorizar os itens, mas pode ser seguido um procedimento para determina-los:
a) Para cada item, determina-se o investimento que ele acarreta; b) Ordenar-se os itens, do maior para o menor investimento;
c) Calcula-se a porcentagem que cada item representa no investimento total e, em seguida, as porcentagem acumuladas;
d) Faz-se a divisão das classes A, B e C de maneira tentativa;
3.3.4 MRP (MATERIALS REQUERIMENTS PLANNING)
Para Dias (1995) o sistema MRP dispõe de uma sequência de procedimentos, regras e decisões de forma á solucionar as necessidades da produção, numa ordem de tempo determinada para cada produto. E um sistema habilitado a replanejar as exigências de cada material a cada alteração na programação de produção, registro de inventários ou formação de produtos, ou seja, ele determina a quantia do produto e tempo relevantes utilizados na fabricação de produtos finais.
Ao entendimento de Arnold (1999) o Material Requirements Planning possui dois objetivos principais, o primeiro seria definir as exigências, ou seja, ter os materiais certos nas quantidades certas disponíveis para atender a demanda de produtos da empresa, que determina o que encomendar, quanto encomendar, quando encomendar e quando agendar a entrega, e a outra seria manter as prioridades atuais, que busca reconhecer as prioridades para manter os planos atualizados, sendo capaz de adicionar, retirar, apressar, postergar ou modificar encomendas, isso acontece devido ao fato de que na empresa no seu dia a dia a demanda e a oferta sofrem modificações.
3.4 LAYOUT
Layout no entendimento de Dias (1993) nada mais que a organização entre homem, máquina e materiais. Não se possui parâmetros de avaliações para mencionar se há um layout adequado para determinadas atividades, além de tudo isso varia conforme a meta determinada e os fatores que há influenciam no fluxograma, como estocagem máxima independente do custo, custo
mínimo, necessário para corresponder a certos picos de demanda, e ou períodos anormais de vendas.
Segundo Ballou (2012, p.24), “O uso extensivo de estoques resulta no fato de que, em média, eles são responsáveis por aproximadamente um a dois terços dos custos logísticos, o que torna a manutenção de estoques uma atividade - chave da logística”.
De acordo, com Corrêa (2011 p.407) definir um layout adequado, tem como objetivo apoiar as estratégias competitivas da operação, havendo também um alinhamento entre o arranjo físico e as prioridades competitivas da empresa.
Rodrigues (2011, p.88) afirma que “denomina-se layout operacional ao arranjo físico de uma área de armazenagem, levando em conta a separação das pilhas, a acessibilidade dos volumes e os fluxos de tráfego de equipamentos.”
Um bom layout pode eliminar os procedimentos que não agregam valor e enfatiza outras, como a diminuição de custos com movimentação interna dos materiais, utilização do espaço físico, evitando a movimentação desnecessária, facilitar a comunicação, reduz tempos de ciclo dentro da operação, facilita a entrada e saída tanto do fluxo de pessoas como de materiais, fácil acesso, também um bom acesso visual (CORRÊA, 2011).
3.4.1 ESTOCAGEM E LOCALIZAÇÃO DE MATERIAIS
A localização de materiais deve estar em perfeita organização, indicando a identificação perfeita para a localização de produtos, empregando uma simbologia normalmente alfanumérica para sua indicar melhor a localização de cada produto em estoque, possibilitando melhor operação de movimentação e inventário. As estantes devem ser identificadas por letras, a sequencia deve ser da esquerda para a direita em relação a entrada principal, Dias (1995,p175) ainda menciona que ‘‘no caso de existência de piso superior e inferior, as estantes devem ser identificadas com um código do seu respectivo piso.’’ Conforme o autor as prateleiras devem ser identificadas por letras, cuja sequencia deve ser iniciada em A no sentido de baixo para cima da estante e o escaninho por números no sentido do corredor principal para a parede lateral. Normalmente são usados dois critérios de localização de material:
a) sistema de estocagem fixa: nesse sistema é determinado o número de áreas de estocagem para um tipo de material, definindo-se, assim, que somente materiais deste tipo poderão ser armazenados nos locais marcados.
b) sistema de estocagem livre: neste sistema não existem locais fixos de armazenagem, a não ser para materiais de estocagem especiais. Os materiais vão ocupar os espaços vazios disponíveis dentro do depósito.
3.4.2 CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS
A classificação de materiais tem como finalidade definir uma sistemática de catalogação, simplificação, normalização, padronização e codificação de todos produtos que compõe o estoque que a empresa dispõe. Esse é um sistema primordial a qualquer departamento, sem este não há um controle eficiente do estoque. Conseguindo reduzir a diversidade de itens empregados para o mesmo fim, pois como exemplo, se caso houver duas peças com a mesma aplicação, orienta-se a sua simplificação, auxiliando na redução de gastos (DIAS, 1995)
3.5 INFORMATIZAÇÃO DO ESTOQUE
Quanto a informatização de estoque, a maior parte de estoques, independente do seu volume está sendo gerenciado por um sistema computadorizado, oferecendo grande apoio ao gerenciamento do estoque, onde passou a ser realizada de modo mais oportuno com a utilização do leitor de código de barras e ponto de venda com registro de transações.(SLACK, CHAMBERS, JOHNSTON 2002)
3.5.1 GERAR REGISTROS DE ESTOQUES
No estoque, segundo Slack, Chambers e Johnston(2002) a todo momento ocorre alterações em suas quantias, com a venda de itens e reposição de produtos, ou seja, o status do estoque caba passando por mudanças e no entanto, essas informações necessitam ser registradas, de maneira que os
gerentes de produção possam indicar a posição do estoque a qualquer momento.
3.5.2 GERAR PEDIDO
As principais decisões do estoque giram em torno de quando pedir e quanto pedir, e ambas decisões podem ser feitas pelo sistema de controle de estoque. O sistema mantém todas informações atualizada. ‘‘O sistema vai manter todas as informações que vão na formula da quantidade econômica do pedido’’, isso para definir o quanto pedir. E na decisão de quando pedir ‘‘é muito mais um caso de rotina, que os sistemas de computador fazem de acordo com quaisquer que sejam as regras de decisão que os gerentes de produção escolheram adorar: seja revisão continua, seja revisão periódica. (SLACK, CHAMBERS, JOHNSTON 2002)
3.5.3 PREVISÕES
As decisões de relacionadas ao estoque, ao entendimento de Slack, Chambers, Johnston (2002) são baseadas em prever futuras demandas, o sistema de controle de estoque obtém os valores da demanda real e comparar com a demanda prevista, possibilitando prever níveis atuais de demanda.
Segundo Martins e Laugeni (2005 p.226) as previsões podem ser de curto, médio e longo prazo. A curto prazo que são previsões realizadas até 3 meses, baseados em métodos de media ou ajustamento de retas, as previsões a médio prazo são de até 2 ou 3 anos e a longo prazo acima de 2 anos.
3.5.4 PROBLEMAS EM SISTEMAS DE ESTOQUE
Com o sistema de controle de estoque, os registros de entradas e saídas são atualizados automaticamente, entretanto, quaisquer erros no registro dessas transações ou no manuseio do estoque físico, acabam provocando uma divergência entre o estoque real e o estoque registrado, diferença que só poderá ser encontrada se for realizada uma auditoria no estoque físico, bem
como na pratica existem diversas ocasiões para que ocorram erros no registro de estoque. (SLACK, CHAMBERS, JOHNSTON, 2002)
4 METODOLOGIA
Este capítulo, propõe-se a analisar os processos metodológicos, que foram aplicados no decorrer do trabalho, elencando o tipo de pesquisa utilizada, os sujeitos da pesquisa, com a elaboração da coleta de dados e a análise dos dados.
4.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA
Os diversos tipos de pesquisa, na visão de Zamberlan et al (2014 p.93) são um conjunto de diferentes ‘‘métodos, abordagens, tipos, procedimentos técnicos, estratégias, para procurar respostas e apoiar investigações direcionadas a solucionar questões e problemas de pesquisa ou avanços e até saltos de conhecimento’’.
Com relação à classificação da pesquisa é considerada de natureza aplicada, por se tratar de um estudo de caso, e desenvolver uma metodologia que objetiva a solução de um problema, gera conhecimentos para uma aplicação na prática, e envolve verdades e interesses locais (MALHOTRA, 2001).
No que tange a forma de abordagem ao problema, a referida pesquisa se classifica como qualitativa, que segundo Vergara (2004) é uma abordagem que tem como objetivo solucionar problemas concretos, com o proposito a aplicação, com base na curiosidade e especulação do investigador.
Quanto aos objetivos, à pesquisa é de caráter exploratório, que é proporcionar maior familiaridade com o problema, e envolve levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas que tiveram experiências praticas com o problema pesquisado e análise de exemplos, que de forma geral atribui-se a pesquisas bibliográficas e estudo de caso. Malhotra (2001, p.105) salienta que a “pesquisa exploratória é um tipo de pesquisa que tem como principal objetivo o fornecimento de critérios sobre a situação problema enfrentada pelo pesquisador e sua compreensão”.
Quanto aos meios ou procedimentos técnicos, o estudo se classifica como pesquisa bibliográfica, documental, estudo de caso, observação. Quanto à técnica para atingir os resultados destaca-se a entrevista e observação.