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Aula 02 Modelos nucleares e partículas elementares

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EN-3436 Reações Nucleares

Modelos nucleares e partículas fundamentais

João M L Moreira Engenharia de Energia Universidade Federal do ABC

(2)

Sumário

 Modelos nucleares  Energia de ligação

 Partículas fundamentais

(3)
(4)
(5)
(6)
(7)
(8)
(9)
(10)
(11)
(12)
(13)
(14)
(15)
(16)
(17)
(18)
(19)
(20)

Representação dos níveis de energia

de um núcleo

(21)

Componentes da energia de ligação

por nucleon

(22)

Energia de ligação e alguns

elementos de números mágicos

(23)

Abundância relativa de alguns isótopos

indicando que par-par são mas frequentes

(24)

Energia de separação de um nucleon para vários isótopos (par-par é mais estável)

(25)

Energia de separação de nucleons mostrando o efeito de fechamento de camadas (números

(26)

Parábola de massa de isóbaros

mostrando os decaimentos beta + e -

(27)

Sumário

Partículas fundamentais

Isótopos naturais e radioativos Massa atômica

Energia e massa

Dualidade partícula onda

(28)

Partículas fundamentais

O mundo físico é composto por partículas subatômicas

 Estas partículas são formadas por quarks e

ligadas por gluons

 Leptons Elétron Pósitron Neutrino  Hadrons (bárions) Prótons Nêutrons

(29)

Leptons – sujeitos a interação fraca

Hadrons (barions) – sujeitos as interações forte e fraca

Interação forte: troca de gluons entre

quarks são responsáveis pela interação nuclear forte

Reatores nucleares: consideramos algumas destas partículas sem nos preocupar com suas estruturas

(30)

Principais partículas de interesse

na engenharia nuclear

Elétron – me=9,10954x10-31 kg

 Elétron negativo e o pósitron

 Tem a mesma massa mas cargas negativa e positiva,

respectivamente

 Aniquilação do par elétron/pósitron causa a emissão de dois

fótons

Próton – mp=1,67265x10-27 kg e carga positiva

 Existe próton negativo mas sem interesse na energia nuclear

Nêutron – mn=1,67495x10-27 kg e neutro eletricamente

 Não é estável e vida média de 12 minutos  É estável quando ligado em um núcleo

(31)

Fóton – partícula associada a ondas eletromagnéticas,

 massa e carga nulas,

 viaja no vácuo com velocidade c = 2,9979x108 m/s

Neutrino – partícula de massa e carga nulas

 Aparecem no decaimento de alguns núcleos e na

fissão.

(32)

Estrutura atômica e nuclear

 Núcleo: prótons e nêutrons (nucleons)  Eletrosfera: elétrons

Número de prótons ou de elétrons: Z Número de nêutrons: N

Número de massa: A

 Representa também o número total de

nucleons

A = Z + N

(33)

Isótopos: nuclídeos com o mesmo número de prótons

Isótopos estáveis do oxigênio

Isótopos instáveis do oxigênio ou radioativos

(34)

Isótopos naturais do oxigênio

 16O – 99,8 % em átomos ou a/o

 17O – 0,037 % em átomos  18O – 0,0204 % em átomos

Unidade de massa atômica: uma 1 uma = 1/12 da massa do 12C

Massa atômica (uma) – massa do átomo neutro (Z prótons, Z elétrons e N

(35)

A massa atômica de um elemento é dada pela média das massas atômicas da

mistura de isótopos

Se γi é a abundância em átomos do isótopo i, então

(36)

Exercício

Determine a massa atômica do oxigênio natural a partir das massas dos isótopos constituintes

(37)

Número de Avogadro: é a quantidade de átomos ou moléculas cuja massa em

“grama” é numericamente igual à massa em “uma” = 6,022045x1023 = N

A

Para átomos:

 NA 12C tem massa igual a 12 g

Para moléculas:

(38)

Raio nuclear e raio atômico

Raio atômico: definido como o raio médio da órbita do elétron da última camada

~ 2x10-10 m  Não tem um raio bem definido

Raio nuclear: também não é bem definido  O núcleo também é descrito por camadas de

nucleons

(39)

Energia e massa

Um dos resultados da teoria da relatividade de Einstein é a interconversão entre

energia e massa

onde m0 é a massa de repouso

A aniquilação de 1 g de massa libera 8,9874x1013 J ou 25x106 kWh

(40)

Eletron-volt – unidade de energia 1 eV = 1,60219x10-19 J

(41)

Massa de uma partícula depende da velocidade

Energia total de uma partícula, Etotal

 Energia de repouso, Erep  Energia cinética, E

(42)

Energia de repouso

Energia total de uma partícula

(43)

Se v << c, a energia cinética se reduz para

A energia total das partículas com massa é dada pelas equações acima

Para partículas que não tem massa, como o fóton, a energia total é dada por:

(44)

Mecânica quântica

Dualidade partícula – onda

 Onda eletromagnética pode ser pensada

como partícula

 Partículas como elétrons e nucleons podem

ser pensados como onda

Momento do fóton:

(45)
(46)

Estados excitados e radiação

Os elétrons na eletrosfera e os nucleons dentro do núcleo encontram-se em camadas com níveis de energia bem definidos

 Para os nucleons isto é apenas uma boa aproximação para ver

o problema

As partículas (elétrons ou nucleons) das camadas mais internas estão mais ligadas ao átomo ou a núcleo

Exemplo:

 retirar o elétron da última camada do átomo de Pb (Z=82) requer

7,38 eV

 Retirar o elétron da camada mais interna requer 88000 eV ou 88

(47)

Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007

Estrato da palestra proferida pelo Prof.

Salmeron na Academia Brasileira de Ciências, 2007.

(48)

Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007

Física de altas energias

 alta energia = alta velocidade  CERN próton

v= 99,999999% velocidade da luz massa = 2 x 10 - 24 gramas

(49)

Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007

Estrutura da matéria

 O Universo é constituído de partículas, que

interagem em permanência

• partículas são produzidas nas colisões, se desintegram

• universo é dinâmico: muda em permanência

 Objetivo da Física de Alta Energia: • leis que regem as interações

(50)

Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007

As 4 interações

intensidade  forte nuclear 1  eletromagnética átomo 10-2 química biologia  fraca radioatividade 10-14 desintegrações

(51)

Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007

Classificação das partículas

• leptons não têm interação forte • hadrons têm interação forte

• léptons - são puntiformes, não têm estrutura

(52)

Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007

6 léptons

léptons massa elétron e- 0,0005 m próton múon - 0,1 m próton tau - 1,9 m próton neutrino elétron e ≈ 0 neutrino múon  ≈ 0 neutrino tau  ≈ 0

(53)

Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007

hadrons - formados de 6 quarks

carga elétrica massa

u up +2/3 e 0,004 mpróton d down –1/3 e 0,008 s strange –1/3 e 0,2 c charme +2/3 e 1,3 b bottom –1/3 e 5 t top +2/3 e 186

e = carga do próton e do elétron

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Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007

hadrons - dois tipos

 mesons: um quark + um antiquark

 bárions: três quarks

 meson pi+: quark u + antid carga +2/3 +1/3 = +1

 próton: u +u+d carga +2/3 + 2/3 -1/3 = +1

(55)

Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007

3 famílias de quarks e antiquarks

 há 3 tipos de cada quark u, d, etc.

 u vermelho u azul u verde

 d vermelho d azul d verde, etc.

— x —

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Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007

Partículas intermediárias entre forças

força partícula intermediária

 forte glúon  eletromagnética fóton  fraca W+ W- Z0  gravitacional graviton glúon quark 

 quark fóton elétron 

 elétron

(57)

A Física de Alta Energia no Brasil e no Mundo

Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007

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Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007

O estado da arte

 Experiências com grandes aceleradores  próton energia E   próton energia E

FERMILAB Estados Unidos fins de utilização

CERN lab internacional europeu 20 países Genebra, Suiça

freqüentado por 7000 pessoas

 Large Hadron Collider ( LHC ) início em 2008

 energia 7 vezes a do Fermilab

(59)
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Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007

Pesquisas

Ensino

Tecnologias

Colaboração

Hans Hoffman

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Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007

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Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007

Frédéric Joliot, Irène Curie 1934 radioatividade artificial

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Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007

Colaborações internacionais

 Construção e manutenção de laboratórios países donos  Colaborações

 Planificação da experiência

 Construção dos detectores de partículas  Eletroimãs supracondutores

 Eletrônica ultra-rápida

 Informática grandes contribuições

www inventado no CERN

novo método de computação GRID

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Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007

Teoria - o modelo padrão

 quarks e antiquarks  léptons e antiléptons  as 4 interações

 partículas intermediárias

 grande poder de previsão

 problema - as massas das partículas são nulas

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Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007

Situação no Brasil

 Grupos experimentais no Fermilab (desde 1982)

 UERJ

 Centro Brasileiro Pesquisas Físicas  Unicamp

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Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007

Grupos experimentais no LHC

(início em 2008)

UERJ e CBPF

 o maior grupo: engenheiro e técnicos de outras

escolas

 iniciou GRID para Brasil e alguns países da América

Latina

UFRJ e COPPE UFRJ e CBPF

USP

UNESP

colaboradores individuais em outras universidades

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Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007

Sucessos - ficarão na História

UERJ e CBPF no Fermilab 1994

coordenador Alberto Santoro (UERJ)

descoberta do quark top

Experiência Auger

coordenador Carlos Escobar (Unicamp)

primeira detecção da origem de um raio cósmico de altíssima energia - núcleo galáctico ativo de uma galáxia próxima da nossa

(68)

Referências

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