EN-3436 Reações Nucleares
Modelos nucleares e partículas fundamentais
João M L Moreira Engenharia de Energia Universidade Federal do ABC
Sumário
Modelos nucleares Energia de ligação
Partículas fundamentais
Representação dos níveis de energia
de um núcleo
Componentes da energia de ligação
por nucleon
Energia de ligação e alguns
elementos de números mágicos
Abundância relativa de alguns isótopos
indicando que par-par são mas frequentes
Energia de separação de um nucleon para vários isótopos (par-par é mais estável)
Energia de separação de nucleons mostrando o efeito de fechamento de camadas (números
Parábola de massa de isóbaros
mostrando os decaimentos beta + e -
Sumário
Partículas fundamentais
Isótopos naturais e radioativos Massa atômica
Energia e massa
Dualidade partícula onda
Partículas fundamentais
O mundo físico é composto por partículas subatômicas
Estas partículas são formadas por quarks e
ligadas por gluons
Leptons Elétron Pósitron Neutrino Hadrons (bárions) Prótons Nêutrons
Leptons – sujeitos a interação fraca
Hadrons (barions) – sujeitos as interações forte e fraca
Interação forte: troca de gluons entre
quarks são responsáveis pela interação nuclear forte
Reatores nucleares: consideramos algumas destas partículas sem nos preocupar com suas estruturas
Principais partículas de interesse
na engenharia nuclear
Elétron – me=9,10954x10-31 kg
Elétron negativo e o pósitron
Tem a mesma massa mas cargas negativa e positiva,
respectivamente
Aniquilação do par elétron/pósitron causa a emissão de dois
fótons
Próton – mp=1,67265x10-27 kg e carga positiva
Existe próton negativo mas sem interesse na energia nuclear
Nêutron – mn=1,67495x10-27 kg e neutro eletricamente
Não é estável e vida média de 12 minutos É estável quando ligado em um núcleo
Fóton – partícula associada a ondas eletromagnéticas,
massa e carga nulas,
viaja no vácuo com velocidade c = 2,9979x108 m/s
Neutrino – partícula de massa e carga nulas
Aparecem no decaimento de alguns núcleos e na
fissão.
Estrutura atômica e nuclear
Núcleo: prótons e nêutrons (nucleons) Eletrosfera: elétrons
Número de prótons ou de elétrons: Z Número de nêutrons: N
Número de massa: A
Representa também o número total de
nucleons
A = Z + N
Isótopos: nuclídeos com o mesmo número de prótons
Isótopos estáveis do oxigênio
Isótopos instáveis do oxigênio ou radioativos
Isótopos naturais do oxigênio
16O – 99,8 % em átomos ou a/o
17O – 0,037 % em átomos 18O – 0,0204 % em átomos
Unidade de massa atômica: uma 1 uma = 1/12 da massa do 12C
Massa atômica (uma) – massa do átomo neutro (Z prótons, Z elétrons e N
A massa atômica de um elemento é dada pela média das massas atômicas da
mistura de isótopos
Se γi é a abundância em átomos do isótopo i, então
Exercício
Determine a massa atômica do oxigênio natural a partir das massas dos isótopos constituintes
Número de Avogadro: é a quantidade de átomos ou moléculas cuja massa em
“grama” é numericamente igual à massa em “uma” = 6,022045x1023 = N
A
Para átomos:
NA 12C tem massa igual a 12 g
Para moléculas:
Raio nuclear e raio atômico
Raio atômico: definido como o raio médio da órbita do elétron da última camada
~ 2x10-10 m Não tem um raio bem definido
Raio nuclear: também não é bem definido O núcleo também é descrito por camadas de
nucleons
Energia e massa
Um dos resultados da teoria da relatividade de Einstein é a interconversão entre
energia e massa
onde m0 é a massa de repouso
A aniquilação de 1 g de massa libera 8,9874x1013 J ou 25x106 kWh
Eletron-volt – unidade de energia 1 eV = 1,60219x10-19 J
Massa de uma partícula depende da velocidade
Energia total de uma partícula, Etotal
Energia de repouso, Erep Energia cinética, E
Energia de repouso
Energia total de uma partícula
Se v << c, a energia cinética se reduz para
A energia total das partículas com massa é dada pelas equações acima
Para partículas que não tem massa, como o fóton, a energia total é dada por:
Mecânica quântica
Dualidade partícula – onda
Onda eletromagnética pode ser pensada
como partícula
Partículas como elétrons e nucleons podem
ser pensados como onda
Momento do fóton:
Estados excitados e radiação
Os elétrons na eletrosfera e os nucleons dentro do núcleo encontram-se em camadas com níveis de energia bem definidos
Para os nucleons isto é apenas uma boa aproximação para ver
o problema
As partículas (elétrons ou nucleons) das camadas mais internas estão mais ligadas ao átomo ou a núcleo
Exemplo:
retirar o elétron da última camada do átomo de Pb (Z=82) requer
7,38 eV
Retirar o elétron da camada mais interna requer 88000 eV ou 88
Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007
Estrato da palestra proferida pelo Prof.
Salmeron na Academia Brasileira de Ciências, 2007.
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Física de altas energias
alta energia = alta velocidade CERN próton
v= 99,999999% velocidade da luz massa = 2 x 10 - 24 gramas
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Estrutura da matéria
O Universo é constituído de partículas, que
interagem em permanência
• partículas são produzidas nas colisões, se desintegram
• universo é dinâmico: muda em permanência
Objetivo da Física de Alta Energia: • leis que regem as interações
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As 4 interações
intensidade forte nuclear 1 eletromagnética átomo 10-2 química biologia fraca radioatividade 10-14 desintegraçõesAcademia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007
Classificação das partículas
• leptons não têm interação forte • hadrons têm interação forte
• léptons - são puntiformes, não têm estrutura
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6 léptons
léptons massa elétron e- 0,0005 m próton múon - 0,1 m próton tau - 1,9 m próton neutrino elétron e ≈ 0 neutrino múon ≈ 0 neutrino tau ≈ 0Academia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007
hadrons - formados de 6 quarks
carga elétrica massa
u up +2/3 e 0,004 mpróton d down –1/3 e 0,008 s strange –1/3 e 0,2 c charme +2/3 e 1,3 b bottom –1/3 e 5 t top +2/3 e 186
e = carga do próton e do elétron
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hadrons - dois tipos
mesons: um quark + um antiquark
bárions: três quarks
meson pi+: quark u + antid carga +2/3 +1/3 = +1
próton: u +u+d carga +2/3 + 2/3 -1/3 = +1
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3 famílias de quarks e antiquarks
há 3 tipos de cada quark u, d, etc.
u vermelho u azul u verde
d vermelho d azul d verde, etc.
— x —
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Partículas intermediárias entre forças
força partícula intermediária
forte glúon eletromagnética fóton fraca W+ W- Z0 gravitacional graviton glúon quark
quark fóton elétron
elétronA Física de Alta Energia no Brasil e no Mundo
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O estado da arte
Experiências com grandes aceleradores próton energia E próton energia E
FERMILAB Estados Unidos fins de utilização
CERN lab internacional europeu 20 países Genebra, Suiça
freqüentado por 7000 pessoas
Large Hadron Collider ( LHC ) início em 2008
energia 7 vezes a do Fermilab
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Pesquisas
Ensino
Tecnologias
Colaboração
Hans HoffmanAcademia Brasileira de Ciências Roberto Salmeron 4/12/2007
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Frédéric Joliot, Irène Curie 1934 radioatividade artificial
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Colaborações internacionais
Construção e manutenção de laboratórios países donos Colaborações
Planificação da experiência
Construção dos detectores de partículas Eletroimãs supracondutores
Eletrônica ultra-rápida
Informática grandes contribuições
www inventado no CERN
novo método de computação GRID
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Teoria - o modelo padrão
quarks e antiquarks léptons e antiléptons as 4 interações
partículas intermediárias
grande poder de previsão
problema - as massas das partículas são nulas
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Situação no Brasil
Grupos experimentais no Fermilab (desde 1982)
UERJ
Centro Brasileiro Pesquisas Físicas Unicamp
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Grupos experimentais no LHC
(início em 2008)
UERJ e CBPF
o maior grupo: engenheiro e técnicos de outras
escolas
iniciou GRID para Brasil e alguns países da América
Latina
UFRJ e COPPE UFRJ e CBPF
USP
UNESP
colaboradores individuais em outras universidades
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Sucessos - ficarão na História
UERJ e CBPF no Fermilab 1994
coordenador Alberto Santoro (UERJ)
descoberta do quark top
Experiência Auger
coordenador Carlos Escobar (Unicamp)
primeira detecção da origem de um raio cósmico de altíssima energia - núcleo galáctico ativo de uma galáxia próxima da nossa