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Sistema de Gestão de Vagões

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Academic year: 2021

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Resumo

Para os profissionais da área de programação, gerenciar a manutenção em mais de 3000 vagões por mês, não é tarefa fácil. O desafio é sistematizar cada informação a respeito dos 20.000 vagões da frota, em um único acesso as informações. Para um processo desse porte são necessárias várias ferramentas de informação. O projeto desenvolvido pelo grupo é composto por um conjunto de planilhas que fazem interface com os sistemas de informação de gerenciamento de manutenção dos vagões, criando e gerando informações a respeito das anomalias dos ativos em trem.

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1. Introdução

O gerenciamento da programação de aproximadamente 3.000 vagões mensais manutenidos dentro da oficina de vagões é uma tarefa extremamente complexa, mesmo porque, em uma frota de 20.000 ativos rodando em uma ferrovia muito extensa interligando dois estados da federação, é comum se esperar que qualquer problema em algum item mais crítico possa colocar em cheque toda uma estrutura de transporte e logística.

Visando a antecipação aos prováveis problemas que possam surgir em um vagão ao longo de uma viagem, foi montada uma estrutura para cercar da melhor forma possível tais anomalias. Com auxílio de um conjunto de equipamentos de monitoramento, chamado de Way Side, é possível identificar os defeitos, rastrear acompanhar os vagões ao longo de todo trajeto até chegarem à oficina.

Através do Way Side, que reúne equipamentos monitores tais como Hot Wheel (Detector de roda quente), Hot Box (Detector de rolamento quente), Perfilômetro (Medidor de friso e bandagem das rodas), Detector Acústico (Identifica ruídos despadronizados dos rolamentos), Detector de Impacto (Identifica ruídos despadronizados das rodas) e TPD (Detecta movimentos não esperados do truques), os parâmetros mais críticos do vagão, ou seja, que tendem a provocarem paradas indesejadas dos trens, são monitorados e sinalizados quando necessária intervenção mecânica.

O grande desafio é sistematizar cada informação proveniente do Way Side, a respeito dos 20.000 vagões da frota, em um único acesso às informações de cada vagão. É o que o trabalho se propõe a fazer.

O projeto consiste em unificar todas essas informações, de modo a gerar um único relatório em que são evidenciados os vagões/defeitos e, que possa ser acessado pelas equipes de inspeção pós descarga e também, auxiliando a programação de manutenção na abertura automática de OS (Ordem de Serviço) no sistema de gerenciamento de manutenção de vagões (MÁXIMO).

Dessa forma, o gerenciamento sobre os principais desvios de desempenho de todos os componentes dos vagões será mais confiável e preciso, permitindo a antecipação das ações sobre as anomalias encontradas no vagão, quando o mesmo ainda se encontrar em trem, melhorando o planejamento da manutenção.

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2. Monitoramento da Frota

2.1 Way Side

Através do acompanhamento da performance dos componentes críticos de cada vagão de todos os trens que circulam pela ferrovia, é possível gerenciar os desvios causados pelo mau funcionamento e/ou desgastes excessivos do sistema de frenagem e material rodante de cada composição, respectivamente.

Ao longo da ferrovia foram instalados equipamentos que permitem avaliar o desempenho dos principais itens de cada ativo, responsáveis pelas paradas indesejáveis dos trens. A esse sistema de monitoramento dá-se o nome de Way Side, que é composto da seguinte forma:

 Hot Wheel ou Detector de Roda Quente – Tem como função, detectar temperaturas elevadas nas rodas dos vagões. Figura 01

Fig 01. Detector Hot Wheel

 Hot Box ou Detector de Rolamento Quente – Tem como função, detectar temperaturas elevadas nos rolamentos das rodas dos vagões. Figura 02

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Detector Acústico – Tem como função, medir níveis de ruídos dos rolamentos dos vagões. Figura 03

Fig 03. Detector Acústico

Detector de Impacto – Tem como função, medir níveis de ruídos das rodas ferroviárias. Figura 04

Fig 04. Detector de Impacto

Perfilômetro – Tem como função, medir os perfis dos frisos e bandagens das rodas ferroviárias. Figura 05

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 TPD ou Truck Performance Dynamic- Tem como função, medir e avaliar desvios dos movimentos dos truques dos vagões em trem. Figura 06

Fig 06. TPD

 Vídeo Image – Tem como função medir e avaliar desgastes excessivos nas sapatas de freio. Figura 07

Fig 07. Vídeo Image

2.2 Relatórios do Way Side

O monitoramento do Way Side gera relatórios que são gerenciados pelo GAF (Grupo de Análise de Falhas), composto por funcionários responsáveis pelo tratamento das informações relativas às falhas concretizadas e/ou previstas pelo sistema de controle e vigilância da ferrovia.

Após a identificação das situações críticas e dignas de análise apurada, o GAF solicita junto à operação ferroviária e também a equipe de inspeção pós descarga, que separem os vagões e os enviem para a manutenção.

Acontece que devido ao fluxo atual de trâmite dessas informações, vários erros podem ocorrer tais como:

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 Interrupção (por motivos diversos) do fluxo proposto, antes do mesmo se completar;

 Intervalo de tempo insuficiente entre a detecção do problema e o repasse à equipe de inspeção, impondo ao ativo, mais uma viagem em estado crítico.

3. O Projeto

Visando eliminar entre outros, os transtornos supracitados, é que foi desenvolvido o Gerenciador de Vagões, que tem por objetivo integrar de maneira eficiente e confiável todas as informações do relatório do Way Side, com as partes interessadas (GAF, Operação Ferroviária, Equipe de Inspeção e Programação de Manutenção).

São três planilhas que fazem a integração das atividades envolvidas:

 1ª Planilha

A primeira planilha chamada de SGVT (Sistema de Gerenciamento de Vagões em Trem) é usada pela equipe do GAF, que ao receber a lista dos vagões com anomalias detectadas em trem, insere as informações.

O SGVT faz uma interface com o Unilog (Sistema de Gerenciamento de Operações Ferroviárias) e informa pontualmente quais são os vagões que estão chegando para descarga, ou seja, quais estão mais próximos da oficina.

Na mesma planilha, a equipe do GAF determina quais vagões sofrerão intervenção no sistema para ser destinados à oficina. Automaticamente, o Unilog é aberto e nomeia o defeito no vagão, sem necessidade de se envolver a equipe de programadores.

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 2º Planilha:

A segunda planilha chamada SGVI (Sistema de Gerenciamento de Vagões em Inspeção), é usada pela equipe de inspetores de vagões, que ficam situados estrategicamente, no ponto de descarregamento dos vagões.

A SGVI faz interface com o Unilog, buscando os vagões identificados pelo Way Side. Ao fazer download da listagem da fila de vagões que serão descarregados, a equipe de inspeção também visualiza os ativos que já estão nomeados para oficina.

A planilha SGVI também faz interface com a lista do Planejamento, mostrando quais vagões estão com planos preventivos vencidos.

SGVI - Sistema de Gerenciamento de Vagões em Inspeção

 3º Planilha:

A terceira planilha chamada SGVP (Sistema de Gerenciamento de Vagões Programados), exibe os vagões que estão entrando na oficina, mostrando quais são os defeitos corretivos abertos e/ ou com preventivos vencidos, e também, aqueles que necessitam de um plano de manutenção mais apurado.

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3.1 Procedimentos Operacionais

Com a implantação do projeto, o acompanhamento dos procedimentos operacionais passará a seguir a seguinte ordem:

 O Way Side emite os relatórios;

 A equipe do GAF prioriza os vagões que estão em situação mais crítica;  O Gerenciador de Vagões, automaticamente, e de uma única vez:

 Emite sinal de alerta para a equipe de Operação Ferroviária através de inserção de descrição do defeito associado ao número do vagão, diretamente no Unilog;

 Insere número e defeito dos vagões críticos, na planilha SGVI;

 A equipe de inspeção, em posso do registro de inspeção gerado pela planilha SGVI, separa e envia o vagão crítico para a oficina;

 A equipe de programação de manutenção lista os vagões retidos pela inspeção e, abre Ordem de Serviço (OS) no Máximo (Sistema de Gerenciamento de Manutenção), com auxilio da planilha SGVP.

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Máximo – Sistema de Gerenciamento de Manutenção de Vagões

 A equipe de manutenção intervém e libera o vagão para circulação normal;  A equipe de operação ferroviária recoloca o vagão em trem, finalizando o ciclo. 3.1 Conclusão

Com a implantação do SGV, o gerenciamento dos ativos em trem passou a ser tratado de forma mais sistêmica, aumentando as intervenções nos vagões críticos. Como conseqüência, obteve-se redução das reincidências de defeitos, conferindo ao processo maior confiabilidade e agilidade.

No início da implantação do projeto, as planilhas do SGV proporcionaram uma redução no backlog de rodeiros e rolamentos avariados detectados pelo Way Side. Em agosto de 2008 tínhamos um total de 558 vagões com rolamentos avariados, em janeiro de 2009 esse número foi reduzido para 100 vagões.

1334 1076 573 285 558 456 233 100 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 Rodeiros Ago / 08 Rodeiros Out / 08 Rodeiros Nov / 08 Rodeiros Jan / 09 Rolamento Ago / 08 Rolamento Out / 08 Rolamento Nov / 08 Rolamento Jan / 09

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