“Exercise science is a fine and intellectually fascinating thing. But sometimes you just want someone to lay out guidelines for how to put the newest fitness research into practice”.
Protocolos e Testes de Esforço:
Testes de Laboratório Testes de Terreno Profissionais muito especializados
Ambiente muito controlado
Equipamento muito específico e caro Locais específicos para testes
Exercícios com menor especificidade Testes mais fiáveis
Testes menos válidos
Exigem menor formação específica Condições ambientais menos controladas Equipamentos menos sofisticados
Locais interiores ou exteriores variados Exercícios com maior especificidade Testes menos fiáveis
Testes mais válidos
Cicloergômetro
Controlo da resistência por sistema mecânico (fricção) ou elétrico
Menos dispendioso que o tapete rolante Artefacto do movimento é menor permitindo uma mais fácil utilização de aparelhos de monitorização do comportamento cardíaco e outros (ECG, pressão sanguínea)
Potência: A potência aeróbia reflete a capacidade de produzir energia aeróbia a uma taxa elevada é expressa pelo VO2máx (Em resumo: é a quantidade máxima de trabalho possível produzir por unidade de tempo).
Capacidade: A capacidade aeróbia reflete a aptidão para manter uma determinada intensidade de exercício durante um tempo prolongado e com baixa acumulação de lactato e é expressa pelo limiar anaeróbio. (Sendo mais preciso: é a quantidade total de energia que essa fonte energética pode produzir).
Avaliação da POTÊNCIA AERÓBIA MÉTODOS INDIRECTOS
Baseiam-se na análise e interpretação dos dados (FC, espaço percorrido, tempo despendido, velocidade ou carga alcançada) obtidos na performance dos sujeitos testados em provas maximais ou submaximais. Alguns testes permitem estimar de forma indireta a potência aeróbia, pois predizem o VO2máx a partir de fórmulas e equações de regressão múltipla
MÉTODOS DIRECTOS
Pressupõem o recurso à espirometria para determinação direta do VO2máx. Pelas características da determinação das frações gasosas expiradas, são considerados os métodos mais válidos para determinar a potência aeróbia.
MÉTODOS INDIRECTOS
Métodos Indiretos de Avaliação da Resistência Aeróbia
Testes Máximos de Terreno Yo-Yo test (Baseia-se na dinâmica dos testes de Shuttle-run) Intensidade crescente e controlada por sinais sonoros
3 versões - Bangsbo (1996)
(1) Endurance test (contínuo) - estimativa do VO2máx (2) Intermittent recovery test - 10’’ de pausa
(3) Endurance intermittent test - 5’’ de pausa
Métodos Indirectos de Avaliação da Resistência Aeróbia Testes Máximos de Terreno
Endurance Intermittent Test
Relação VO2máx - Yo-Yo endurance intermittent test Explicação
Capacidade limitada de os atletas de alto nível melhorarem os fatores relacionados com o sistema de transporte de O2, como o volume sistólico
VO2máx
Parâmetro cárdio-respiratório importante na avaliação da resistência; parâmetro relacionado com a capacidade de transporte e utilização do O2 pelos músculos, não sendo portanto sensível às adaptações neuromusculares que são, provavelmente, uma das principais causas da melhoria da performance nestas modalidades representa apenas uma pequena contribuição para explicar a performance de endurancenão parece ser o melhor fator preditor da performance de corrida em desportos de carácter intermitente.
Relação VO2máx - Yo-Yo endurance intermittent test Yo-Yo
Teste de terreno que se tem revelado sensível, específico e útil na avaliação da resistência em desportos intermitentes sensível às questões da fadiga periférica e às adaptações neuromusculares, provavelmente determinantes neste tipo de esforços Aumento da distância percorrida no período comp. Relativamente ao período preparatório parece estar associado a: (1) adaptações neuromusculares; (2) Efeito poupança do glicogénio (glycogen sparing); (3) Adaptações neuromusculares permitem suportar forças mecânicas tensionais mais elevadas, características das travagens, acelerações e mudanças de sentido.
Protocolo máximo em cicloergómetro
American College of Sports Medicine (1991) – ACSM Equipamento:
Bicicleta ergométrica; relógio; ECG ou monitor de FC (opcional) e metrónomo Protocolo:
· Aquecimento de 2min a baixa intensidade (sem carga) · Velocidade de pedalada inicial – 50/60rpm
· Patamares de 2/3 minutos com incrementos de 25/50W
· Amplitude dos aumentos em função da massa muscular e condição física do sujeito. MÉTODOS INDIRECTOS
Protocolo máximo em cicloergómetro
American College of Sports Medicine (1991) – ACSM
Tempo do teste (min) Carga (W)
0 25 3 50 6 75 9 100 12 125 15 150 Cálculo:
Continuar o teste até à incapacidade de manter a velocidade estipulada Registar a carga máxima atingida
VO2máx (ml.kg/min) = carga máxima (Kgm) X 2 + (3.5 peso corporal): peso corporal 1W = 6Kgm (multiplicar a carga em Watts por 6)
Pode ser estimado por tabela
MÉTODOS INDIRECTOS
Young Men Cristian Association (1989) – YMCA
Equipamento: Bicicleta ergométrica, relógio; monitor de FC e metrónomo Protocolo:
Velocidade de pedalada – 50 rpm Carga inicial – 25W
Patamares de 3min.
Incrementos adequados à capacidade física do testado (de acordo com os valores da FC em resposta à carga inicial de 25W):
Patamar FC<80 FC 80-90 FC 90-100 FC >100
2º 125 100 75 50
3º 150 125 100 75
4º 175 150 125 100
MÉTODOS INDIRECTOS
Protocolo submáximo em cicloergómetro Young Men Cristian Association (1989) – YMCA FC é avaliada no final de cada patamar
O teste termina quando em dois patamares consecutivos forem observadas FC entre 110 e 150bpm
Colocam-se os dois valores de FC acima de 110bpm no gráfico unidos por uma recta
Calcula-se a FCmáx teórica do testado (220-idade); prolonga-se a recta até ao valor da suposta FCmáx, e em função desta, estima-se a igualmente suposta carga máxima que seria atingida pelo testado (se fosse um teste de carga máxima)
Cálculo: · VO2máx= 2 (carga máx. estimada X 6)+300 · Dividir o valor obtido (absoluto) pelo peso do sujeito
MÉTODOS INDIRECTOS
Protocolo submáximo em cicloergómetro Astrand e Ryhming (1954)
Equipamento: Bicicleta ergométrica; relógio; monitor de FC e metrónomo Protocolo:
Ajustar a velocidade de pedalada a 50 rpm
Carga inicial: 75W – não treinados; 100W – moderadamente treinados; 150W bem treinados Patamares de 6min.
Determinação da FC ao 5º e 6º min de cada patamar
Se o valor médio da FC estiver entre 130 e 170bpm e não diferir mais que 5bpm o teste termina Se for inferior a 130bpm ou diferir mais que 5bpm o teste continua com incrementos de 40W até preencher as condições referidas.
MÉTODOS INDIRECTOS
Protocolo submáximo em cicloergómetro Astrand e Ryhming (1954)
Tempo (min) Carga (W) FC 5º min FC 6º min FC média
0 75
6 125
12 175
Cálculo
Anota-se a carga máxima atingida e a respectiva FC média
Utiliza-se o normograma de Astrand – Ryhming para estimar o VO2máx Multiplica-se o valor do VO2máx absoluto pelo factor de correcção da idade
Dividir o valor obtido (absoluto) pelo peso do sujeito e multiplicar por 1000 para obter VO2máx relativo.
Testes submáximos
Vantagens Desvantagens
Não necessita de conduzir à exaustão sujeitos com excesso de peso, idosos ou sedentários Quando realizados em cicloergómetro e step beneficiam da economia e portatilidade do equipamento, para além da estabilidade durante o teste para a realização de ECG ou monitorização da pressão sanguínea.
Milha a caminhar é adequada para obesos, sujeitos com factores de risco de DCV, sedentários ou idosos Step tests são normalmente bem aceites pela população escolar
Aqueles baseados na FC:
a FC pode variar, independentemente do VO2, devido a factores emocionais, após refeições, em função do grau de hidratação e temperatura ambiental)
Todos os problemas associados ao uso da FC como indicador de esforço (variação intraindividual)
Protocolos baseiam-se no pressuposto de que a FC é uma função linear do VO2. Contudo, Maritz et al. (1961) demonstrou que a FCmáx era atingida auma carga inferior ao VO2máx. A estimativa da FCmáx (sobre ou subestimada) pode ter consequências no VO2máx estimado A milha a caminhar não é aconselhada a sujeitos com VO2máx superiores a 55ml/kg/min
Harvard step test (step com 50.8cm de altura) pode provocar fadiga local nos MI dos testados baixos e/ou pesados
MÉTODOS INDIRECTOS
Protocolo submáximo em Steps
Harvard Step Test – Brouha et al. (1943)
Equipamento: Step (50.8cm de altura); Relógio; ECG ou metrónomo Protocolo:
Demonstração de um ciclo completo de 1 step em 4 tempos
Alcançar uma frequência do metrónomo de 120bpm para assegurar uma frequência de step de 30 steps/min
30steps/min durante 5min ou até à exaustão
Considera-se exausto quando o sujeito não consegue manter a intensidade durante 15seg Registar o tempo do teste e o sujeito senta-se de imediato
Contar e registar a FC de recuperação: 1’ - 1’.30’’; 2’ – 2’30’’: 3’ – 3’30’’ MÉTODOS INDIRECTOS
Protocolo submáximo em Steps
Harvard Step Test – Brouha et al. (1943)
Índice
Classificação
>90
Excelente
80-89
Bom
65-79
Médio alto
55-64
Médio baixo
<55
Fraco
MÉTODOS INDIRECTOSProtocolo submáximo em Steps
Queens College Step Test – McArdle et al. (1972) Equipamento:
Step (41.3 cm de altura) Relógio
ECG ou metrónomo Protocolo:
Demonstração de um ciclo completo de 1 step em 4 tempos
Alcançar uma frequência de metrómeno 88bpm para assegurar uma frequência de step de 22 steps/min
22steps/min durante 3min
Após o teste o sujeito permanece em pé
Contar e registar a FC de recuperação entre os 5 – 20seg. de recuperação (converter em bpm)
Cálculo:
VO2máx (ml/Kg/min) = 65.81 – (0.1847 X FC de recuperação)
Teste de Agilidade “Shuttle Run”
MEDIDAS DA AGILIDADE – Teste de Shuttle Run Objetivo - Avaliação da agilidade
Material - 2 blocos de madeira (5 cm x 5 cm x 10 cm). 1 cronômetro (aceita-se precisão de décimos embora a precisão de centésimos seja desejada). Espaço livre de obstáculos (no mínimo 15 metros). Folha de protocolo. Uniforme: camiseta, calção, meia e tênis.
Procedimento - Os materiais necessários para se aplicar o teste Shuttle Run são de fácil aquisição e de baixo custo operacional. Constam de duas linhas paralelas traçadas no solo distantes 9,14 metros, medidos a partir de suas bordas externas. Dois blocos de madeira, com dimensões de 5 cm x 5 cm x 10 cm serão colocados a 10 cm da linha externa e separados entre si por um espaço de 30 cm (ver esquema). Estes devem ocupar uma posição simétrica em relação á margem externa. Requer ainda espaço plano e livre de obstáculos, solo com atrito suficiente para evitar o deslize do tênis do avaliado. O avaliado coloca-se em afastamento ântero-posterior das pernas, com o pé anterior o mais próximo possível da linha de saída. Com a voz de comando: Atenção! Já!! o avaliador inicia o teste acionando concomitantemente o cronômetro. O avaliado em ação
simultânea corre a máxima velocidade até os blocos, pega um deles e retorna ao ponto de onde partiu depositando esse bloco atrás da linha de partida. Em seguida, sem interromper a corrida, vai em busca do segundo bloco, procedendo da mesma forma. O cronômetro é parado quando o avaliado coloca o último bloco no solo e ultrapassa com pelo menos um dos pés a linha final. Ao pegar ou deixar o bloco, o avaliado terá que cumprir a uma regra básica do teste, ou seja, transpor com pelo menos um dos pés as linhas que limitam o espaço demarcado. O bloco não deve ser jogado, mas colocado no solo. Sempre que houver erros na execução, o teste deverá ser repetido. Cada avaliado deverá realizar duas tentativas com um intervalo mínimo de dois minutos, permitindo assim a recomposição do ATP - CP. O resultado será o tempo de percurso na melhor das duas tentativas. Por exemplo; se um aluno conseguiu na sua 1a. Tentativa 12,76 segundos e na 2a. Tentativa 11,29 segundos consideraremos para avaliação o melhor resultado, ou seja 11,29 segundos.
Precauções:
1) As linhas demarcadas no solo são incluídas na distância de 9,14 metros.
2) O avaliado deverá colocar (não jogar) o bloco no solo, movimentando assim a altura do centro de gravidade.
3) O cronômetro só é parado quando o segundo bloco e pelo menos um dos pés tocarem a linha de chegada.
4) O avaliado deve ser instruído de que o teste "Shuttle Run" é um teste máximo e por isso deve ser realizado com todo esforço possível.
5) Deve ser observada e anotada as condições do tempo (temperatura e umidade relativa) durante a aplicação do teste.
6) Aconselha-se anotar também a marca e a precisão do cronômetro utilizado, como toda e qualquer observação de fatores que possam ter influenciado o teste.