Unidade 01
INTRODUÇÃO: OS PÓLOS DA
PESQUISA CIENTÍFICA
1.1. Tipos de conhecimento
1.2. Classificação das Ciências
1.3. Pesquisa nas Ciências Naturais e do Homem
1.3. Pesquisa nas Ciências Naturais e do Homem
1.4. Epistemologia
1.5. Um modelo paradigmático
1.1. Tipos de conhecimento
• Conhecimento vulgar (senso comum) -> Observação
não-sistemática e reflexiva da realidade cotidiana; alto grau de subjetivismo, ainda que este seja “objetivado” nas relações sociais, na “opinião pública”, nas tradições culturais etc.
culturais etc.
• Conhecimento mítico/mágico/religioso/teológico ->
Produto da fé humana em realidades transcendentais e das experiências mágico-religiosas, 100% subjetivas e doutrinárias, não suportando, portanto, questionamentos.
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• Conhecimento filosófico -> Exercita a capacidade
•
Conhecimento
científico
->
Resulta
da
investigação estruturada e sistemática da
Realidade
(uso
do
Método
Científico).
Pretende-se o mais objetivo e universalizável
possível e é o único tipo de conhecimento que
prevê mecanismos de controle do erro (busca
prevê mecanismos de controle do erro (busca
de evidências, provas, consistência lógica etc.).
Junto com a Filosofia, admite e estimula o
questionamento constante, pela Razão, do
saber socialmente produzido.
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1.2. Classificação das Ciências
• Proposta de Mario Bunge:
1. Ciências formais -> Lógica e Matemática; “estudam objetos abstratos cujos argumentos e teoremas dispensam testes para experimentação.
2. Ciências factuais / experimentais / empíricas -> estudam “objetos concretos” e dependem “do teste experimental de suas hipóteses”. Se dividem em:
suas hipóteses”. Se dividem em:
1. Naturais -> objetos de estudo presentes na natureza física e biológica. Ex: Astronomia, Física, Química, Geologia (exatas), Biologia, Ecologia, Zoologia etc. (biológicas).
1.3. Pesquisa nas Ciências Naturais e do
Homem
• Os objetos de investigação das ciências naturais
possuem caráter universalizável. Ex: Teoria da Gravitação, Teoria da Evolução etc.
• Os objetos de estudo das ciências sociais/humanas
possui caráter de generalização bem mais reduzido, pois depende de contextos e relatividades históricos, culturais, percepção psíquica individual etc.
• Limites ao Método Experimental nas Ciências Sociais
– críticas à “Engenharia Social e Comportamental”.
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1.4. Epistemologia
• Etimologia: Discurso (logos) sobre a ciência (episteme). • Conceito: dimensão da Filosofia cujo objeto de reflexão
metódica é o conjunto de condições pelas quais se constrói a ciência – sua organização, formação, funcionamento e produtos intelectuais. “Ciência das Ciências”.
• Histórico: • Histórico:
– De Platão até o início do séc. XX: Capítulo da Gnosiologia (Teoria do Conhecimento).
– Karl Popper -> Verificacionismo e falseabilidade.
– Thomas Kuhn -> Paradigmas e revoluções científicas.
• Tipos de Epistemologia:
1. Global: orientada ao estudo do saber científico globalmente considerado.
2. Particular: voltada a um campo particular do saber 2. Particular: voltada a um campo particular do saber científico (ex: epistemologia das ciências sociais aplicadas)
3. Específica: trata de uma disciplina científica singular (ex: epistemologia da Administração, da Economia etc.).
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Pólo
Epistemológico
Pólo
Pólo Teórico Pólo de
Avaliação
1.5. Um Modelo Paradigmático
Pólo
Metodológico Pólo Técnico Pólo de
Formatação e Edição
• Pólo Epistemológico -> Vigilância crítica da pesquisa
(cientificidade, validade e causalidade da pesquisa).
• Pólo Teórico -> Construção de conceitos, hipóteses,
modelos, construtos e teorias explicativas do objeto da pesquisa.
• Pólo Metodológico -> Definições das abordagens /
concepções metodológicas (positivismo, dialética, fenomenologia etc.) e métodos (indutivo, dedutivo, hipotético-dedutivo etc.) que orientarão todo o processo de pesquisa.
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• Pólo Técnico -> Estratégias, métodos e técnicas de
coleta e tratamento dos dados da pesquisa.
• Pólo de Avaliação -> Aplicação de instrumentos de
avaliação quantitativa e qualitativa dos dados coletados.
• Pólo de Formatação e Edição -> Procedimentos
1.6. A escolha de um
assunto-tema-problema para a construção de um trabalho
científico
• Critérios simultâneos a serem observados para a escolha de
um tema e de um problema de pesquisa:
1. Importância (teórica e/ou prática). 2. Originalidade (teórica).
3. Viabilidade (prática). 3. Viabilidade (prática).
• Fontes do objeto da pesquisa:
1. Relações Pessoais.
2. Atividades Profissionais.
3. Revisão de literatura científica da área.
4. Publicações não-acadêmicas (revistas, jornais, relatórios organizacionais etc.).
5. Indicações de professores / pesquisadores.
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• O tema refere-se à sub-área científica em que se
pretende trabalhar a investigação.
• A delimitação do tema refere-se ao enfoque temático
específico escolhido para o estudo.
• Recomenda-se que o investigador selecione temas
afeitos à sua experiência pessoal-profissional-acadêmica e pelos quais ele tenha forte interesse científico.
e pelos quais ele tenha forte interesse científico.
• Exemplo:
– ÁREA: ADMINISTRAÇÃO
– TEMA: ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS
• O problema de pesquisa corresponde à pergunta que
expressa o que, especificamente, o pesquisador quer saber. Sempre assume o formato de uma relação entre dois tipos de variáveis: independente (explicativa / causal) e dependente (explicada / causada).
• Exemplos:
1. Qual tem sido o impacto das políticas de carreira 1. Qual tem sido o impacto das políticas de carreira implantadas e operadas na ONG ABC nos últimos cinco anos sobre a motivação dos seus funcionários? (Variável explicativa: políticas de carreira da ONG ABC; variável explicada: motivação dos funcionários da ONG ABC).
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2. Até que ponto a qualidade do serviço de transportes de carga pelo modo aéreo tem atendido satisfatoriamente os usuários empresariais do Pólo Industrial de Manaus – PIM nos últimos dez anos? (Variável explicativa: qualidade do serviço de transportes de carga pelo modo aéreo; variável explicada: satisfação das indústrias do PIM).
• Critérios para a formulação do problema:
1) Deve ser antecedido pela redação de um Contexto Problemático, que delineie, da situação geral para a Problemático, que delineie, da situação geral para a particular, em que ambiente conjuntural as variáveis se impactam, originando o problema de investigação.
3) A forma como a pergunta é formulada já indica / sugere a amplitude da pesquisa (caso particular, universo maior de sujeitos a serem pesquisados etc.), o tipo de pesquisa (explicativa, descritiva, exploratória); por isso, condiciona a revisão de literatura a ser realizada bem como toda a metodologia a ser adotada. Exemplos: Por que? (explicativa); como? (descritiva/explicativa); o que? (descritiva/explicativa).
que? (descritiva/explicativa).
4) A pergunta não deve ser ampla demais, pois pode exigir um esforço de pesquisa além da capacidade do pesquisador ou viabilidade técnica; mas também não deve ser tão delimitada que perca a relevância mínima que justifica a realização do trabalho.
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Referências
MARTINS, G. A.; THEÓPHILO, C. R. (2009)
Metodologia da investigação científica para ciências sociais aplicadas. 02 ed., São Paulo: Atlas (Cap. 01).