São Paulo, 27
de outubro de 2017
Resultados do ano de 2016 e Quarto Trimestre
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) (BM&FBOVESPA: CSNA3) (NYSE: SID) divulga seus resultados do ano de 2016 e quarto trimestre de 2016 (4T16) em Reais, sendo suas demonstrações financeiras consolidadas apresentadas em conformidade com as normas internacionais de contabilidade (IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards
Board (IASB), também de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e plenamente convergentes com as normas
internacionais de contabilidade, emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e referenciadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), conforme Instrução CVM nº 485 de 01/09/2010. Os comentários abordam os resultados consolidados da Companhia do quarto trimestre de 2016 (4T16) e ano de 2016 e as comparações são relativas ao terceiro trimestre de 2016 (3T16) e ao quarto trimestre de 2015 (4T15) e 2015, sem Metalic, exceto quando especificado de outra forma. A cotação do dólar em 31/12/2016 era de R$3,2591 e em 30/09/2016 de R$3,2462. A Companhia está reapresentando os saldos das demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2015 em decorrência de uma revisão detalhada de todos os aspectos da combinação de negócios realizada em 30 de novembro de 2015, na qual as atividades de mineração da Companhia foram reestruturadas e concentradas em uma empresa principal, a CSN Mineração S.A. Essa revisão ocorreu após a primeira reapresentação, em 14 de novembro de 2016, das demonstrações financeiras do exercício de 2015, decorrente de uma mudança de interpretação dos ganhos atribuídos aos sócios controladores e não controladores.
Adicionalmente ao reexame da transação da combinação de negócios, a Companhia revisitou os estudos que suportam o reconhecimento e a manutenção dos ativos de longa duração e reapresentou os saldos de créditos de Imposto de Renda e Contribuição Social diferidos.
Para efeito comparativo, nesta apresentação os saldos do exercício de 2015 já contemplam os ajustes descritos acima. Além disso, em razão da venda da Cia. Metalic Nordeste em novembro de 2016, a CSN optou por apresentar seus resultados excluindo os números dessa subsidiária, estabelecendo assim um comparativo justo entre os exercícios.
Destaques operacionais e financeiros de 2016
Geração de EBITDA de R$4.075MM, incremento de 25% em relação ao ano de 2015, com Mg. EBITDA de 22,5%, 2,7 p.p. superior ao ano anterior.
Redução de 1,8x no nível de alavancagem fechando o ano em 6,3x contra 8,2x em 2015, devido principalmente a maior geração de EBITDA.
O EBITDA de Siderurgia atingiu R$1.887MM, aumento de 5% em relação a 2015, com vendas melhores no mercado interno e externo, somado a redução de 4% em despesas com vendas e administrativas.
O EBITDA da Mineração atingiu R$1.759MM, aumento de 50% em relação a 2015, com destaque para produção de 32,2Mt, montante 15% superior e o valor de transferência do minério de ferro para a UPV que passou a preços de mercado, ocasionando elevação do EBITDA.
Desinvestimento em capital de giro na ordem de R$444MM, com redução de 25 dias no ciclo financeiro.
Venda à vista de 100% das ações da Metalic pelo valor de R$372,5MM1.Destaques operacionais e financeiros do 4T16
Geração de EBITDA de R$1.249MM, incremento de 1% em relação ao 3T16, com Mg. EBITDA de 26,3%. Redução de 1,1x no nível de alavancagem fechando o ano em 6,3x contra 7,4x no 3T16, face a maior geração
de EBITDA e manutenção do patamar de dívida líquida ajustada.
O EBITDA de Siderurgia atingiu R$545MM, com Mg. EBITDA de 18,4%, em linha a apresentada no 3T16.
O EBITDA da Mineração atingiu R$511MM, com Mg. EBITDA de 38,8% e preço FOB realizado de US$44,1/t, incremento de 12% em relação ao trimestre anterior.
Destaque 3T16 4T16 2015 2016 Variação
4T16 x 3T16 2016 x 2015
Vendas de Aço (mil toneladas) 1.172 1.187 4.990 4.857 1% (3%)
- Mercado Interno 62% 62% 59% 57% - (2%)
- Subsidiárias no Exterior 34% 34% 37% 38% - 1%
- Exportação 4% 4% 4% 5% - 1%
Vendas de Minério de Ferro (mil toneladas)¹ 10.230 9.191 25.670 36.983 (10%) 44%
- Mercado Interno 11% 14% 2% 11% 3% 9%
- Mercado Externo 89% 86% 98% 89% (3%) (9%)
Resultados Consolidados (R$ milhões)
Receita Líquida 4.469 4.519 15.262 17.149 1% 12%
CPV (3.157) (3.170) (11.740) (12.640) - 8%
Lucro Bruto 1.312 1.349 3.522 4.509 3% 28%
Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas (523) (585) (1.901) (2.215) 12% 17%
EBITDA Ajustado² 1.239 1.249 3.251 4.075 1% 25%
Dívida Líquida Ajustada³ 25.842 25.831 26.499 25.831 - (3%)
Caixa/Disponibilidades Ajustadas³ 5.663 5.762 8.862 5.762 2% (35%)
Dívida Líquida / EBITDA Ajustado² 7,4X 6,3X 8,2X 6,3X (1,1X) (1,9X)
1 Volume de venda de minério de ferro inclui 100% de participação na Namisa até novembro/15 e 100% de participação na Congonhas Minérios a partir
de dezembro/15. A partir de dezembro/15, o volume de vendas de minério de ferro inclui as vendas para a UPV.
² O EBITDA Ajustado é calculado a partir do lucro/prejuízo líquido, acrescido das depreciações e amortizações, dos tributos sobre o lucro, do resultado financeiro líquido, do resultado de participação em investimentos, do resultado de outras receitas/despesas operacionais e inclui a participação proporcional do EBITDA das controladas em conjunto MRS Logística e CBSI. O EBITDA Ajustado inclui a participação de 60% na Namisa, 33,27% na MRS e 50% na CBSI até novembro/15 e 100% na Congonhas Minérios, 37,27% na MRS e 50% na CBSI a partir de dezembro/15.
³ A Dívida Líquida Ajustada e o Caixa Ajustado consideram 33,27% da participação na MRS, 60% na Namisa e 50% na CBSI até novembro/15. A partir de dezembro/15 passaram a considerar 100% da Congonhas Minérios, 37,27% da MRS e 50% da CBSI, além de não considerar operações de Forfaiting e Risco Sacado.
Resultado Consolidado CSN
A receita líquida em 2016 e no 4T16 totalizou R$17.149 milhões e R$4.519 milhões, valores 12% e 1% superiores aos auferidos em 2015 e 3T16, respectivamente. A melhora no desempenho ocorreu pelos reajustes de preços dos produtos siderúrgicos, enquanto no segmento de mineração, o incremento ocorreu pelo maior volume de minério comercializado, juntamente ao aumento no preço internacional do minério.
Em 2016, o custo dos produtos vendidos somou R$12.640 milhões, 8% superior a 2015, acompanhando o maior volume vendido na mineração. No 4T16, o custo dos produtos vendidos totalizou R$3.170 milhões, em linha ao registrado no trimestre anterior.
No ano de 2016, o lucro bruto totalizou R$4.509 milhões, incremento de 28% em relação a 2015. A margem teve aumento de 3,2 p.p. passando para 26,3% em 2016. No 4T16, o lucro bruto somou R$1.349 milhões, 3% superior ao registrado no 3T16. A margem bruta subiu 0,5 p.p. frente a registrada no 3T16, passando para 29,9%. Em 2016, as despesas com vendas, gerais e administrativas totalizaram R$2.215 milhão, 17% superior ao registrado em 2015, principalmente pelo maior mix de vendas de minério de ferro na modalidade CIF. As despesas com vendas, gerais e administrativas somaram R$585 milhões no 4T16, 12% superior àquela registrada no 3T16.
Em 2016, a conta de outras receitas e despesas operacionais atingiu um valor negativo de R$413,2 milhões, ante o valor positivo de R$2.269 milhões advindo do ganho registrado na combinação dos negócios. As outras
receitas e despesas operacionais atingiram um valor positivo de R$114 milhões no 4T16, frente a R$1,8 milhão negativo no 3T16.
Em 2016, o resultado financeiro líquido gerencial foi negativo em R$2.612 milhões. No 4T16, o resultado financeiro líquido gerencial foi negativo em R$701 milhões, devido: i) às despesas financeiras de R$828 milhões foram reduzidas parcialmente pelas receitas financeiras de R$127 milhões.
Resultado Financeiro (R$ milhões) 3T16 4T16 2015 2016
Resultado Financeiro – IFRS (750) (677) (3.365) (2.522)
(+) Resultado Financeiro de Controladas em conjunto (20) (24) 1.112 (91)
(+) Namisa - - 1.194 -
(+) MRS (20) (24) (86) (93)
(+) Metalic 1 (1) 4 2
(=) Resultado Financeiro Gerencial¹ (770) (701) (2.253) (2.612)
Receitas Financeiras 151 127 529 679
Despesas Financeiras (921) (828) (2.794) (3.291)
Despesas Financeiras (ex-variação cambial) (847) (842) (3.220) (3.380)
Resultado c/ Variação Cambial (74) 14 426 89
Variações Monetárias e Cambiais (136) (0) (1.909) 2.033
Hedge Accounting 61 17 1.431 (1.084)
Resultado com Derivativos 2 (3) 903 (860)
Outros - - 12 -
¹O resultado Financeiro Gerencial considera participações de 60% na Namisa, 33,27% na MRS e 50% na CBSI até novembro/15 e de 100% na Congonhas Minérios, 37,27% na MRS e 50% na CBSI, a partir de dezembro/15.
O resultado de equivalência patrimonial foi positivo em R$65 milhões em 2016, frente ao valor positivo de R$1.160 milhões registrado em 2015. Este resultado se deu principalmente pelo não reconhecimento do resultado de equivalência da Namisa, tendo em vista a combinação de negócios de mineração acorrida no 4T15.
Equivalência Patrimonial (R$ milhões) 3T16 4T16 2015 2016 Variação 4T16 x 3T16 2016 x 2015 Namisa - - 1.157 - - - MRS Logística 42 20 84 156 (52%) 86% CBSI 1 1 (3) 3 - - TLSA (6) (35) (31) (52) - 68% Arvedi Metalfer BR 2 (0) (16) 1 - - Eliminações (13) (9) (31) (43) (31%) 39%
Resultado de Equivalência Patrimonial 26 (24) 1.160 65 - -
No 4T16, a Companhia registrou prejuízo líquido de R$55,7 milhões, frente ao prejuízo líquido de R$67 milhões registrado no 3T16. Em 2016, a CSN registrou prejuízo líquido de R$853 milhões, ante o prejuízo líquido registrado em 2015, de R$1.216 milhões.
EBITDA Ajustado (R$ milhões) 3T16 4T16 2015 2016 Variação
4T16 x 3T16 2016 x 2015
Lucro/(Prejuízo) líquido do exercício (67) (56) (1.216) (853) 67% (30%)
Resultado das Operações Descontinuadas 7 3 (2) 10 (57%) -
Depreciação e Amortização 311 356 1.131 1.279 14% 13%
IR e CSLL no resultado do período 123 2 2.903 267 - (90%)
Resultado financeiro 750 677 3.365 2.522 (10%) (25%)
EBITDA (ICVM 527) 1.125 982 6.181 3.224 (13%) (48%)
Outras receitas/(despesas) operacionais 2 114 (2.269) 413 - -
Resultado equivalência patrimonial (26) 24 (1.160) (65) - -
Ebitda proporcional de controladas em conjunto 138 129 499 502 (7%) 1%
EBITDA ajustado1 1.239 1.249 3.251 4.075 1% 25%
¹A Companhia divulga seu EBITDA ajustado excluindo a participação em investimentos e outras receitas (despesas) operacionais por entender que não devem ser consideradas no cálculo da geração recorrente de caixa operacional.
Em 2016, o EBITDA ajustado somou R$4.075 milhões, frente a R$3.251 milhões em 2015, com margem EBITDA de 22,5%, 2,7p.p. superior ao mesmo período do ano passado. O EBITDA ajustado atingiu R$1.249 milhões no 4T16, versus R$1.239 milhões no trimestre anterior, enquanto a margem EBITDA ajustada atingiu 26,3%, estável em relação ao trimestre anterior.
¹A Margem EBITDA Ajustada é calculada a partir da divisão entre o EBITDA Ajustado e a Receita Líquida Ajustada, que considera participações de 60% na Namisa, 33,27% na MRS e 50% na CBSI até novembro/15 e de 100% na Congonhas Minérios, 37,27% na MRS e 50% na CBSI, a partir de dezembro/15.
Endividamento
Em 31/12/2016, a dívida líquida consolidada atingiu R$25.831 milhões, enquanto a relação dívida líquida/EBITDA, calculada com base no EBITDA ajustado dos últimos doze meses, atingiu 6,3x.
Exposição Cambial
A exposição cambial líquida do balanço consolidado de 30/12/2016 foi de US$1.740 milhões, conforme demonstrado na tabela abaixo. Devemos destacar que dentro da exposição cambial líquida, está incluído um passivo de US$1,0 bilhão, na
3 5 .3 6 1 33 .1 26 31 .5 51 31 .5 05 31 .5 93 26 .4 99 2 6 .6 5 4 25 .8 73 25 .8 42 2 5 .8 3 1 8,15 8,67 8,27 7,36 6,31 0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 9,00 10,00 4T15 1T16 2T16 3T16 4T16 0 5.000 10.000 15.000 20.000 25.000 30.000 35.000 40.000 4T15 1T16 2T16 3T16 4T16
Dívida Bruta Dívida Líquida Dívida Líquida / EBITDA Ajustado EBITDA Ajustado (R$ MM) e Margem Ajustada (%)
linha de Empréstimos e Financiamentos referente ao Bond Perpétuo, que considerando sua característica, não exigirá desembolso para liquidação do principal em futuro previsível.
O Hedge Accounting adotado pela CSN correlaciona o fluxo projetado de exportações em dólar com parte dos vencimentos futuros da dívida na mesma moeda. Com isso, a variação cambial de parte da dívida em dólar fica registrada temporariamente no patrimônio líquido, sendo levada ao resultado quando ocorrerem as receitas em dólar provenientes das referidas exportações.
Exposição Cambial IFRS
(valores em US$ milhões) 30/09/2016 31/12/2016
Caixa 851 914 Contas a Receber 298 373 Outros 14 4 Total Ativo 1.163 1.290 Empréstimos e Financiamentos (4.393) (4.373) Fornecedores (18) (97) Outros Passivos (12) (18) Total Passivo (4.423) (4.488)
Exposição Cambial Natural (Ativo - Passivo) (3.261) (3.198)
Derivativos Contratados Líquidos (98) -
Hedge Accounting de Fluxo de Caixa 1.533 1.458
Exposição Cambial Líquida (1.826) (1.740)
Bond Perpétuo 1.000 1.000
Exposição Cambial Líquida ex. Bond Perpétuo (826) (740)
Investimentos
Foram investidos R$452 milhões no 4T16 e R$1.638 milhões em 2016, redução de 25% em relação a 2015.
Capital de Giro
Para o cálculo do Capital de Giro, a CSN realiza ajustes em relação aos valores registrados nos seus Ativos e Passivos, conforme abaixo:
Contas a Receber: Excluem-se Dividendos a Receber, Débitos de Empregados e outros Créditos;
Estoques: Considera o item Perdas Estimadas e exclui o item Almoxarifado, que não compõe o ciclo financeiro, e será, posteriormente, incorporado ao Ativo Imobilizado;
Antecipação de Impostos: Composto apenas pela parcela de IR/CSLL dentro da Conta Tributos a Recuperar; Tributos a Recolher: Composto pela conta Obrigações Fiscais do Passivo Circulante, acrescido de Tributos
Parcelados;
Adiantamento de Clientes: Subconta do grupo de Outras Obrigações classificado no Passivo Circulante; Fornecedores: Inclui Forfaiting e Risco Sacado.
Dessa forma, o Capital de Giro aplicado ao negócio totalizou R$2.870 milhões no 4T16, R$444 milhões inferior ao encerramento do 4T15, com destaque para a forte redução dos estoques em R$809 milhões, compensada pelo aumento
Investimento (R$ milhões) 1T16 2T16 3T16 4T16 2015 2016 Siderurgia 119 136 133 208 583 596 Mineração 62 61 56 78 982 257 Cimento 139 261 157 135 539 692 Logística 10 13 36 23 62 82 Outros 0 3 0 8 4 11
de R$471 milhões em Contas a Receber. Na mesma base de comparação, o prazo médio de recebimento subiu 6 dias, enquanto o prazo de pagamento e estoque registraram quedas de 1 e 32 dias, respectivamente. Dessa forma o ciclo financeiro foi reduzido em 25 dias.
Capital de Giro (R$ milhões) 4T15 3T16 4T16 Variação
4T16 x 3T16 4T16 x 4T15 Ativo 5.770 4.953 5.210 257 (560) Contas a Receber 1.434 1.789 1.905 116 471 Estoques 4.060 3.002 3.251 249 (809) Antecipação de Impostos 276 162 54 (108) (222) Passivo 2.455 2.287 2.340 53 (115) Fornecedores 1.670 1.690 1.763 73 93
Salários e Contribuições Sociais 255 287 254 (33) (1)
Tributos a Recolher 479 248 232 (16) (247)
Adiantamentos de Clientes 51 63 91 28 40
Capital de Giro 3.314 2.666 2.870 204 (444)
Prazos Médios (dias) 4T15 3T16 4T16 Variação
4T16 x 3T16 4T16 x 4T15
Recebimento 29 34 35 1 6
Pagamento 52 49 51 2 (1)
Estoques 126 87 94 7 (32)
Ciclo Financeiro 103 72 78 6 (25)
Resultados por Segmentos de Negócios
A Companhia atua de forma integrada em cinco segmentos de negócios: Siderurgia, Mineração, Logística, Cimento e Energia. Os principais ativos e/ou empresas que compõem cada segmento de negócios são:
A partir do exercício de 2013 a Companhia deixou de consolidar proporcionalmente as empresas controladas em conjunto Namisa, MRS e CBSI. Para fins de elaboração e apresentação das informações por segmento de negócios, a Administração decidiu manter a consolidação proporcional das empresas controladas em conjun to, conforme historicamente apresentado. Para fins de conciliação do resultado consolidado, os valores dessas empresas são eliminados na coluna “Despesas corporativas/eliminação”. A partir do fechamento de 2015, após a combinação dos ativos da mineração (Casa de Pedra, Namisa e Tecar), o resultado consolidado passa a considerar a totalidade desta nova empresa.
Receita Líquida por Segmento – 2016 (R$ milhões)
Usina Presidente Vargas Casa de Pedra Ferroviária: MRS e FTL Volta Redonda CSN Energia
Porto Real Tecar Portuária: Sepetiba Tecon Arcos Itasa
Paraná Engenho
LLC Pires
Lusosider Fernandinho
Prada (Distribuição e ERSA
Embalagens) Aços Longos (UPV) SWT
SIDERURGIA MINERAÇÃO LOGÍSTICA CIMENTO ENERGIA
EBITDA Ajustado por Segmento – 2016 (R$ milhões)
Resultado 2016 Siderurgia Mineração Logística (Porto)
Logística
(Ferroviária) Cimento Energia
Despesas Corporativas/ Eliminação Consolidado (R$ milhões) Receita Líquida 11.516 4.582 208 1.320 491 269 (1.236) 17.149 Mercado Interno 6.980 542 208 1.320 491 269 (2.080) 7.730 Mercado Externo 4.536 4.040 - - - - 843 9.419 Custo Produtos/Serviços Vendidos (9.393) (3.099) (142) (914) (467) (196) 1.572 (12.640) Lucro Bruto 2.123 1.483 66 406 23 73 336 4.509
Des. Vendas / Adm. (915) (185) (25) (83) (75) (25) (907) (2.215)
Depreciação 679 461 13 228 73 17 (193) 1.279
EBITDA Proporcional de
Controladas em Conjunto - - - 502 502
EBITDA Ajustado 1.887 1.759 54 550 22 65 (262) 4.075
Resultado 2015 Siderurgia Mineração Logística (Porto)
Logística
(Ferroviária) Cimento Energia
Despesas Corporativas/ Eliminação Consolidado (R$ milhões) 62,6% 25.0% 8,3% 2,7% 1.4% 2.809 2.878 2.867 2.962 1T16 2T16 3T16 4T16 941 1.016 1.307 1.317 1T16 2T16 3T16 4T16 354 382 406 386 1T16 2T16 3T16 4T16 114 109 140 128 1T16 2T16 3T16 4T16 68 66 68 67 1T16 2T16 3T16 4T16 40,6% 13,9% 0,5% 1.5% 43,5% 130 151 162 162 1T16 2T16 3T16 4T16 420 369 552 545 0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1.000 1T16 2T16 3T16 4T16 283 365 599 511 0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1.000 1T16 2T16 3T16 4T16 8 7 4 2 1T16 2T16 3T16 4T16 15 16 17 17 1T16 2T16 3T16 4T16
Logística Cimento Energia Mineração
Receita Líquida 11.203 3.187 213 1.157 432 245 (1.175) 15.262 Mercado Interno 6.757 175 213 1.157 432 245 (1.296) 7.683 Mercado Externo 4.446 3.012 - - - - 121 7.579 Custo Produtos/Serviços Vendidos (9.127) (2.324) (142) (788) (330) (196) 1.166 (11.740) Lucro Bruto 2.076 864 71 369 102 49 (8) 3.522
Des. Vendas / Adm. (955) (70) (20) (90) (73) (23) (669) (1.901)
Depreciação 670 377 13 189 47 17 (183) 1.131
EBITDA Proporcional de
Controladas em Conjunto - - - 499 499
EBITDA Ajustado 1.791 1.171 63 469 75 43 (361) 3.251
Resultado 4T16 Siderurgia Mineração Logística (Porto)
Logística
(Ferroviária) Cimento Energia
Despesas Corporativas/ Eliminação Consolidado (R$ milhões) Receita Líquida 2.962 1.317 62 324 128 67 (341) 4.519 Mercado Interno 1.979 168 62 324 128 67 (570) 2.159 Mercado Externo 982 1.149 - - - - 228 2.359 Custo Produtos/Serviços Vendidos (2.334) (797) (34) (237) (133) (48) 413 (3.170) Lucro Bruto 628 521 28 87 (5) 19 72 1.349 Des. Vendas / Adm. (262) (133) (6) (9) (20) (7) (148) (585) Depreciação 179 124 3 58 28 4 (41) 356 EBITDA Proporcional de
Controladas em Conjunto - - - - - - 129 129 EBITDA Ajustado 545 511 26 137 2 17 12 1.249
Resultado 3T16 Siderurgia Mineração Logística (Porto)
Logística
(Ferroviária) Cimento Energia
Despesas Corporativas/ Eliminação Consolidado (R$ milhões) Receita Líquida 2.867 1.307 50 355 140 68 (318) 4.469 Mercado Interno 1.893 145 50 355 140 68 (552) 2.100 Mercado Externo 974 1.162 - - - - 233 2.369 Custo Produtos/Serviços Vendidos (2.300) (811) (37) (237) (131) (49) 407 (3.157) Lucro Bruto 567 497 13 119 9 19 89 1.312
Des. Vendas / Adm. (183) (15) (8) (24) (20) (7) (267) (523)
Depreciação 169 118 3 57 15 4 (56) 311
EBITDA Proporcional de
Controladas em Conjunto - - - 138 138
EBITDA Ajustado 552 599 9 152 4 17 (95) 1.239
Siderurgia
Segundo a World Steel Association (WSA), a produção global de aço bruto totalizou 1,628 bilhão de toneladas em 2016, 0,8% superior em relação ao ano de 2015. No que se refere a produção doméstica, de acordo com dados do Instituto Aço Brasil (IABr), houve redução de 9,2% no volume de aço bruto produzido, atingindo 30,2 milhões de toneladas. Em relação aos produtos laminados, a produção doméstica somou 20,9 milhões de toneladas, redução de 7,7% frente a 2015, enquanto o consumo aparente recuou 14,4%, para 18,2 milhões de toneladas, com vendas internas de 16,5 milhões de toneladas e importações de 1,9 milhão de toneladas. As exportações atingiram 13,4 milhões de toneladas, 2,1% inferior ao ano anterior.
No segmento de distribuição, dados do INDA (Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço) indicam que, no 4T16, as compras pela distribuição registraram queda de 3%, enquanto as vendas caíram 4% na comparação com o 3T16, totalizando 731,4 milhões e 726,0 milhões de toneladas, respectivamente. Já os estoques atingiram 900,5 mil toneladas no final de 2016, como giro dos estoques de 4,1 meses.
De acordo com a ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a produção de veículos atingiu o montante de 2,1 milhões de unidades em 2016, queda de 11% frente ao mesmo período do ano anterior. Na mesma base de comparação, os licenciamentos de automóveis comerciais leves, caminhões e ônibus novos no Brasil caíram 20,2%, para 2,0 milhões de unidades. A estimativa é de aumento de 4,0% no licenciamento de automóveis em 2017, com vendas de 2,13 milhões de unidades e produção de 2,41 milhões de unidades, 11,9% acima do registrado em 2016.
Construção Civil
De acordo com a ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), as vendas de materiais de construção caíram 11,5% em 2016, frente àquelas registradas no ano anterior. Para 2017, a associação projeta estabilidade no faturamento do setor.
Linha Branca
Segundo dados do IBGE, a produção da Linha Branca acumulada até dezembro de 2016, registrou queda de 7,9% em comparação a 2015.
Resultado da Siderurgia da CSN
As vendas totais somaram 1.187 mil toneladas de produtos siderúrgicos no 4T16, 1,2% superior em relação ao 3T16. Das vendas totais, 62% foram comercializadas no mercado interno, 34% por meio das subsidiárias no exterior e 4% exportadas. Em 2016, as vendas atingiram 4.857 mil toneladas, 3% inferior quando comparada àquelas registradas em 2015.
No 4T16 o volume de aço comercializado no mercado
interno somou 735 mil toneladas, 1% superior ao 3T16.
Deste total, 688 mil toneladas referem-se a aços planos e 47 mil toneladas a aços longos. Em 2016, foram comercializadas 2.783 mil toneladas de aço no mercado interno, 6% inferior frente àquelas registradas em 2015. Em relação às vendas totais, 2.607 mil toneladas são de aços planos e 176 mil toneladas de aços longos.
No mercado externo, as vendas do 4T16 somaram 451 mil toneladas, 2% superior às realizadas no trimestre imediatamente anterior. Das vendas no mercado externo, 52 mil toneladas foram exportadas de forma direta e 400 mil toneladas foram vendidas pelas subsidiárias no exterior, sendo 149 mil toneladas pela LLC, 181 mil toneladas pela SWT, 69 mil toneladas pela Lusosider. Em 2016, o volume de vendas no mercado externo somou 2.073 mil toneladas, um aumento de 3% quando comparado ao realizado em 2015. Sobre tais vendas, 258 mil toneladas foram exportadas de forma direta e 1.816 mil toneladas foram vendidas pelas subsidiárias no exterior, sendo 690 mil toneladas pela LLC, 775 mil toneladas pela SWT, 351 mil toneladas pela Lusosider.
Volume de vendas por Produto 4T16
Mercado Interno
Mercado Interno
Mercado Externo
Volume de Vendas (%) - Siderurgia
26% 15% 29% 10% 19% Laminados a Quente Laminados a Frio Zincados Folhas Metálicas Aços Longos e Perfis Metálicos 62% 62% 59% 57% 14% 15% 15% 16% 14% 13% 15% 14% 7% 6% 7% 7% 3% 4% 4% 5% 0% 20% 40% 60% 80% 100% 120% 3T16 4T16 2015 2016
Mercado Interno SWT LLC Lusosider Exportação
1.172 1.187 4.990 4.857 33% 34% 32% 33% 28% 30% 30% 28% 19% 18% 18% 19% 13% 12% 14% 14% 7% 6% 6% 6% 0% 20% 40% 60% 80% 100% 120% 1T16 2T16 3T16 4T16
Laminados a Quente Zincados
Laminados a Frio Folhas Metálicas
No 4T16 a CSN manteve o alto nível de participação de
produtos revestidos no volume de vendas totais, seguindo
a estratégia de incremento de valor agregado do seu mix de produtos. As vendas de revestidos como galvanizados e folhas metálicas, representaram 59% do volume de vendas de aços planos, em linha ao observado no 3T16, considerando todos os mercados em que a Companhia atua. Destaque para o mercado externo, onde a participação de produtos revestidos passou de 88% das vendas de aços planos para 90% no 4T16.
A receita líquida atingiu R$2.962 milhões no 4T16, 3% superior ao 3T16. Isso se deu principalmente pelo maior volume de aço comercializado, tanto no mercado doméstico quanto no mercado externo, aliado ao aumento de preços praticado no trimestre. Em 2016, a receita líquida totalizou R$11.516 milhões, 3% superior sobre aquela auferida em 2015, face aos aumentos de preço colocados ao longo do ano. A receita líquida média por tonelada no 4T16 foi 2% superior à registrada no trimestre anterior, totalizando R$2.437. Em 2016, a receita líquida média por
tonelada atingiu R$2.307, 5% superior àquela registrada em
2015.
No 4T16, a produção de placas pela controladora somou 942 mil toneladas, incremento de 28% frente ao 3T16. A produção de laminados planos foi 12% superior à registrada no 3T16, totalizando 934 mil toneladas nesse trimestre. Atendemos o mercado nacional e internacional com produção própria, compra de placas e produtos em elaboração.
Produção de Aços Planos
4T15 3T16 4T16 Acumulado Variação
(mil toneladas) 2015 2016 4T16 x 3T16 2016 x 2015
Total de Placas (UPV + Terceiros) 1.062 857 1.058 4.518 3.262 23% (28%)
Produção de Placas 998 738 942 4.255 3.015 28% (29%)
Placas de Terceiros 64 119 116 263 245 (3%) (7%)
Total Laminados 952 835 934 3.993 3.183 12% (20%)
O custo dos produtos vendidos no 4T16 apresentou leve incremento de 1,5% quando comparado ao 3T16, somando R$2.334 milhões. Em 2016, o custo dos produtos vendidos somou R$9.393 milhões, incremento de 3% em relação a 2015.
O custo de produção da CSN atingiu R$1.770 milhão no 4T16, aumento de 22% em relação ao 3T16, devido principalmente ao incremento de 28% na produção de placas e 12% na produção de laminados. No ano de 2016, o custo de produção da Controladora somou R$ 5.644 milhões, 13% inferior ao registrado no ano de 2015.
O custo de produção da placa no 4T16 atingiu R$1.179/t, 6% superior ao registrado no 3T16. Em 2016, o custo de produção da placa médio foi de R$ 1.147/t, 17% superior quando comparado a 2015.
Volume de vendas por Produto 4T16
Mercado Externo
44% 44% 48% 45% 36% 37% 36% 40% 5% 9% 8% 9% 10% 5% 4% 2% 5% 5% 4% 4% 0% 20% 40% 60% 80% 100% 120% 1T16 2T16 3T16 4T16Zincados Perfis Metálicos
Folhas Metálicas Laminados a Quente
42% 18% 14% 11% 15% Grande Rede Automotivo Linha Branca Construção Civil Embalagens
O EBITDA ajustado atingiu R$545 milhões no 4T16, montante 1% inferior quando comparado aos R$552 milhões obtidos no 3T16. A margem EBITDA ajustada no 4T16 passou para 18,4%, 0,9p.p. menor frente a registrada no trimestre anterior. Em 2016, o EBITDA Ajustado somou R$1.887 milhão, 5% acima do auferido em 2015. A margem EBITDA passou de 16% em 2015 para 16,4% em 2016.
Mineração
O fechamento de usinas de baixa eficiência resultou num aumento da utilização da capacidade siderúrgica que, associada à maior demanda por aço, possibilitou uma melhora das margens e maiores preços de minério de ferro. Nesse contexto, a cotação do minério apresentou uma alta de 5,3% em 2016 frente ao ano de 2015, atingindo uma média de US$58,45/dmt (Platts, Fe62%, N. China).
No 4T16, a demanda manteve-se aquecida. A restocagem sazonal que antecede o ano novo chinês exerceu papel fundamental no avanço do preço do minério em dezembro, quando alcançou patamar acima de US$80,00/dmt. Nesse cenário, o índice de preço do minério de ferro encerrou o 4T16 com uma média US$70,76/dmt (Platts, Fe62%, N. China), alta de 21% em relação ao trimestre anterior.
Quanto ao frete marítimo, a Rota BCI-C3 (Tubarão-Qingdao) atingiu uma média de US$8,98/t em 2016, queda de 20% em relação ao ano anterior. No 4T16, a cotação do frete marítimo foi impactada por uma alta sazonal dos volumes transoceânicos e maiores preços do petróleo, especialmente após anúncio de cortes na produção pela OPEP em dezembro. Neste sentido, a Rota BCI-C3 (Tubarão-Qingdao) fechou o 4T16 com uma média de US$11,84/t, alta de 18% frente ao terceiro trimestre.
Resultado da Mineração da CSN
No 4T16, a produção de minério de ferro da CSN somou 7,8 milhões de toneladas, 9% inferior ao registrado no 3T16. Em 2016 a produção de minério de ferro somou 32,2 milhões de toneladas, 15% superior aos 27,9 milhões registrados em 2015.
As compras de minério de ferro atingiram 609 mil toneladas no 4T16, redução de 24% frente ao 3T16. Na comparação anual, houve queda de 27% no montante comprado, totalizando 3,4 milhões de toneladas em 2016, frente a 2015.
Vendas de 9,2 milhões de toneladas de minério de ferro no 4T16, 10% inferior às registradas no 3T16, sendo 1,3 milhão de toneladas vendidas para a Usina Presidente Vargas. Em 2016, as vendas de minério de ferro para terceiros somaram 32,9 milhões de toneladas, 28% superior as vendas de 2015. Foram comercializadas 4,1 milhões de toneladas pela CSN Mineração para UPV.
22% 13% 9% 10% 2% 12% 15% 10% 7% Carvão/Coque Minério de Ferro Metais Placas/Bobinas Compradas Outras Matérias Primas Mão de Obra
Energia/Combustíveis Manutenção/Custos Gerais Depreciação
Custo de Produção 4T16
Venda por Segmento de Mercado 4T16
Volume de Produção e Vendas da Mineração
3T16 4T16 2015 2016 Variação
(mil toneladas) 4T16 x 3T16 2016 x 2015
Produção de Minério de Ferro¹ 8.553 7.758 27.886 32.174 (9%) 15%
Compras de Minério de Terceiros 797 609 4.636 3.399 (24%) (27%)
Total de Produção + Compras 9.350 8.367 32.502 35.572 (11%) 9%
Venda para UPV² 1.114 1.264 5.024 4.120 13% (18%)
Volume Vendido para Terceiros 9.116 7.927 25.669 32.863 (13%) 28%
Total de Vendas 10.230 9.191 30.693 36.983 (10%) 20%
¹ Volumes de produção e vendas consideram 100% de participação na NAMISA até Novembro/15 e de 100% na Congonhas em Dezembro/15.
2 A partir de Dezembro de 2015, a Congonhas Minérios iniciou suas vendas de minério de ferro para a UPV.
No 4T16, a receita líquida da mineração alcançou R$1.317 milhões, em linha à registrada no trimestre imediatamente anterior, em função do menor volume vendido. A receita unitária CFR+FOB no 4T16 foi de US$52,9/t, incremento de 12% em relação ao trimestre anterior. No ano de 2016, a receita líquida da mineração somou R$4.582 milhões, 44% superior a auferida em 2015, devido ao maior volume comercializado. A receita unitária CFR+FOB em 2016 foi de US$43,4/t, enquanto o índice de preço do minério (Platts, 62% Fe, N.China) apresentou crescimento médio de 5% frente ao registrado no ano de 2015.
O custo dos produtos vendidos da mineração totalizou R$797 milhões no 4T16, redução de 2% em relação ao 3T16, devido ao menor volume comercializado no período. No ano de 2016, o custo dos produtos vendidos da mineração atingiu R$3.099 milhões, 33% superior ao registrado em 2015, tendo em vista o maior volume vendido.
O EBITDA ajustado atingiu R$511 milhões no 4T16, 15% inferior ao 3T16. A margem EBITDA ajustada atingiu 39% no 4T16, 7,0p.p. abaixo do 3T16, principalmente pela redução no volume de vendas. Em 2016, o EBITDA ajustado somou R$1.759 milhão, 50% superior ao auferido em 2015. A margem EBITDA ajustada foi de 38%, 1,6 p.p. superior à registrada em 2015.
Preço realizado de Minério de Ferro da CSN Mineração
(CFR + FOB* - US$/wmt entregue na China)
A partir do 4T16, a companhia passou a reportar os dados de preço realizado do minério de ferro considerando a soma dos valores CIF e FOB, conforme gráfico acima.
Logística
Logística Ferroviária: No 4T16, a receita líquida atingiu R$324 milhões, gerando EBITDA de R$137 milhões e margem EBITDA de 42%. Em 2016, a receita líquida totalizou R$1.320 milhão, EBITDA de R$550 milhões e margem EBITDA de
42%.
Logística Portuária: No 4T16, foram embarcadas pelo Sepetiba Tecon 338 mil toneladas de produtos siderúrgicos, além
de 7 mil toneladas de cargas gerais e cerca de 35 mil contêineres. No 4T16, a receita líquida atingiu R$62 milhões, gerando um EBITDA de R$26 milhões, com uma margem EBITDA de 41%. No ano de 2016, foram movimentadas pelo Sepetiba Tecon 804 mil toneladas de produtos siderúrgicos, 24 mil toneladas de cargas gerais e 140 mil contêineres. No ano, a
receita líquida portuária somou R$208 milhões e EBITDA de R$54 milhões, gerando margem EBITDA de 26%.
35.1 37.4 47.3 52.9 0.0 10.0 20.0 30.0 40.0 50.0 60.0 1T16 2T16 3T16 4T16
Destaques do Sepetiba TECON 3T16 4T16 Acumulado Variação
2015 2016 4T16 x 3T16 2016 x 2015
Volume de Contêineres (mil unidades) 34 35 151 140 3% (7%)
Volume de Siderúrgicos (mil ton) 127 338 926 804 166% (13%)
Volume de Carga Geral (mil ton) 5 7 205 24 40% (88%)
Cimento
A produção brasileira de cimento caiu 14,5% no acumulado dos últimos 12 meses quando comparado ao mesmo período do ano anterior, seguindo o desempenho da Construção Civil, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
De acordo com os dados preliminares do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento), as vendas internas de cimento acumularam 57 milhões de toneladas durante o ano de 2016, queda de 11,7% em relação a igual período do ano anterior. Para 2017, o SNIC espera baixa entre 5% e 7% na comercialização de cimento em comparação com as vendas de 2016.
Resultado de Cimento da CSN
No 4T16, as vendas de cimento totalizaram 799 mil toneladas, 6% inferior em relação ao 3T16, gerando uma receita
líquida de R$128 milhões. Já o EBITDA atingiu R$2 milhões, com margem EBITDA de 2%. Em 2016, foram vendidas 2.814
mil toneladas de cimento, 29% superior a reportada em 2015. Em 2016, a receita líquida somou R$491 milhões, enquanto o EBITDA foi de R$22 milhões com margem EBITDA de 4%.
Destaques de Cimento 3T16 4T16 Acumulado Variação (mil toneladas) 2015 2016 4T16 x 3T16 2016 x 2015 Produção Total 860 801 2.262 2.846 (7%) 26% Venda Total 850 799 2.182 2.814 (6%) 29%
Energia
Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo nacional de energia elétrica no Brasil somou 460GWh até dezembro de 2016, redução de 0,9% sobre o mesmo período do ano anterior. Os segmentos industriais e comerciais apresentaram queda no consumo de energia de 2,9% e 2,5%, respectivamente, em 2016. Já o setor residencial aumentou o consumo de energia em 1,4% em função do quadro econômico desfavorável, abaixo da média do período entre 2004 e 2015.
Resultado de Energia da CSN
No 4T16, a receita líquida do segmento de energia totalizou R$67 milhões, o EBITDA foi de R$17 milhões e a margem
Reapresentação das Demonstrações Financeiras de 31 de dezembro de 2015
A Companhia está reapresentando os saldos das demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2015 em decorrência de uma revisão detalhada de todos os aspectos da combinação de negócios realizada em 30 de novembro de 2015, na qual as atividades de mineração da Companhia foram reestruturadas e concentradas em uma empresa principal, a CSN Mineração S.A. Essa revisão ocorreu após a primeira reapresentação, em 14 de novembro de 2016, das demonstrações financeiras do exercício de 2015, decorrente de uma mudança de interpretação dos ganhos atribuídos aos sócios controladores e não controladores.
Adicionalmente ao reexame da transação da combinação de negócios, a Companhia revisitou os estudos que suportam o reconhecimento e a manutenção dos ativos de longa duração e reapresentou os saldos de créditos de Imposto de Renda e Contribuição Social diferidos.
Além disso, em razão da venda da Cia. Metalic Nordeste em novembro de 2016, a CSN optou por reclassificar o resultado dessa subsidiária para operações descontinuadas para efeito de comparabilidade
A seguir detalharemos os itens que levaram a administração a optar pela segunda reapresentação das demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2015, que serão identificados conforme segue abaixo.
1. Combinação de negócios entre a CSN Mineração e a Namisa;
2. Expectativas de realização dos créditos fiscais de imposto de renda e contribuição social; 3. Reclassificação de saldos contábeis de 2015 referentes a Companhia Metalic do Nordeste;
1. Combinação de Negócios
A Companhia está reapresentando, os saldos das demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2015, como consequência de uma revisão detalhada em todos os aspectos da combinação de negócios realizada em 30 de novembro de 2015, na qual as atividades de mineração da Companhia foram reestruturadas e concentradas em uma empresa principal, a CSN Mineração S.A, revisão ocorrida após a reapresentação das demonstrações financeiras ocorrida em 14 de novembro de 2016 referente aos ganhos atribuídos aos sócios controladores e não controladores.
Na referida revisão, a Companhia identificou erros nas premissas utilizadas na determinação dos valores justos das entidades envolvidas, Namisa e CSN Mineração, bem como na contabilização da cláusula do Acordo de Investimento assinado em dezembro de 2014, que trata dos ativos da Namisa excluídos da transação (Fernandinho, Cayman e Pedras Pretas – os ativos cindidos). Por esta cláusula, os ativos de Fernandinho, Cayman e Pedras Pretas inseridos na avaliação feita para determinação do valor justo da Namisa deveriam ter sido transferidos diretamente para outra entidade que não a CSN Mineração. Equivocadamente, eles integraram a base do acervo da Namisa integralizados na CSN Mineração para, em ato subsequente, serem transferidos da CSN Mineração para a Mineração Nacional S.A. Além disso, a revisão cuidou dos efeitos da liquidação da relação preexistente entre empresas adquirente e adquirida conforme preceitua o Pronunciamento Técnico CPC15/ IFRS3.
Em 30 de novembro de 2015 a CSN Mineração incorporou a Namisa e aplicou o CPC15 / IFRS3 para a contabilização da combinação de negócios pelo método de aquisição.
A implementação jurídica da operação ocorreu em 30 de novembro de 2015 e se deu pela emissão primária de ações pela CSN Mineração com integralização, pelo Consórcio Asiático, de suas ações detidas da Namisa pós-cisão. Ato subsequente à integralização, CSN Mineração e CSN assinaram um acordo de acionistas da Namisa conferindo o controle unilateral da Namisa para a CSN Mineração nessa mesma data. Com a cisão desproporcional, o percentual do consórcio na Namisa passou a ser de 40,24% e o da CSN de 59,76% (antes da cisão, 40% e 60%, respectivamente). Neste contexto, na sequência, a Namisa pós-cisão foi incorporada pela CSN Mineração, extinguindo o referido acordo de acionistas.
A aplicação do método de aquisição na combinação de negócios que havia resultado em ganhos líquidos no montante de R$2,9 bilhões no resultado do exercício da subsidiária CSN Mineração (adquirente) e na CSN Controladora e Consolidado, passaram a ser de R$2,2 bilhões na CSN Mineração e de R$3,0 bilhões na CSN Controladora e Consolidado após a revisão da transação, e que são compostos da seguinte maneira:
Como consequência da referida reavaliação dos aspectos da combinação de negócios que culminou na identificação de erros em premissas utilizadas na determinação do valor justo da Namisa, a Companhia identificou que o preço de compra considerado exclusivamente para fins contábeis, anteriormente de R$13,4 bilhões, passou a ser de R$17,5 bilhões conforme demonstrado no quadro abaixo:
Originalm ente Publicado
Versão Reapresentada Ganho na reavaliação a valor justo da participação de 60% já
detida na NAMISA antes da transação 2.791 2.516
Ganho (perda) na liquidação de relações pré-existentes 622 (493)
Imposto de renda e contribuição social (528) 168
Ganhos líquidos 2.885 2.191
CSN Mineração (Em R$ Milhões)
Originalm ente Publicado
Versão Reapresentada
Resultado de equivalência patrimonial 2.885 2.191
Ganho na reavaliação a valor justo da participação de 60%
nos ativos cindidos da NAMISA já detida antes da transação 1.274
Imposto de renda e contribuição social (433)
Ganhos líquidos 2.885 3.032
CSN Controladora (Em R$ Milhões)
Originalm ente Publicado
Versão Reapresentada Ganho na reavaliação a valor justo da participação de 60% já
detida na NAMISA antes da transação 2.791 3.790
Ganho (perda) na liquidação de relações pré-existentes 622 (493)
Imposto de renda e contribuição social (528) (265)
Ganhos líquidos 2.885 3.032
CSN Consolidado (Em R$ Milhões)
R$ (Milhões)
Item Com entário Originalm ente
Publicado
Versão Reapresentada Ativos Transferidos Na transação foi realizado um pagamento no
valor de USD707MM. 2.727 2.727 Passivos assumidos Refere-se a ajuste financeiro de capital de giro e
dívida. 6 6 Participações societárias emitidas A CSN Mineração emitiu ações que foram
entregues ao Consórcio Asiático. 2.619 4.034 Valor justo da participação detida
pelo adquirente na adquirida imediatamente antes da combinação
A CSN Mineração detinha 60% das ações da Namisa antes da combinação de negócios e realizou a sua avaliação ao valor justo.
8.023 10.700
Por outro lado, ao implementar a operação, a CSN havia registrado em suas demonstrações financeiras reapresentadas em 14 de novembro de 2016, um ganho de R$1,6 bilhão diretamente no patrimônio líquido decorrente de sua variação no percentual de participação, que foi ajustado para R$2,9 bilhões, conforme demonstrado abaixo.
A CSN integralizou os ativos cindidos Fernandinho, Cayman e Pedras Pretas em sua subsidiária integral Minérios Nacional ao valor contábil de R$60 milhões. O montante da remensuração desses ativos a valor justo permaneceu registrado na CSN na conta de Investimento tendo como suporte o direito minerário no valor de R$2,2 bilhões.
Os aspectos que levaram aos ajustes acima no resultado do exercício e no patrimônio líquido da Companhia são os seguintes:
a) Premissas de frete marítimo nos laudos que determinaram os valores justos da Namisa e da CSN Mineração;
b) Empresas comparáveis utilizadas na determinação da taxa de desconto usada nos laudos de determinação dos valores justos da Namisa e da CSN Mineração;
c) Aplicação dos preceitos do CPC15 / IFRS3 relacionados com a liquidação de relações pré-existentes entre as entidades adquirente e adquirida;
d) Aplicação da cláusula do Acordo de Investimento que determinava a exclusão de certos ativos (ativos cindidos) da transação; e
e) Premissas de frete ferroviário na determinação dos valores justos dos ativos cindidos de Fernandinho, Cayman e Pedras Pretas.
A seguir discorremos sobre cada um dos ajustes acima e mostramos os seus impactos individuais na combinação de negócios:
Frete Marítimo – Ganho adicional no resultado de R$1.991 milhões e no patrimônio líquido da CSN de R$2.677 milhões
Durante o processo de revisão da transação de combinação de negócios, identificamos que os preços dos custos de frete marítimo considerados nos laudos que determinaram os valores justos da CSN Mineração e da Namisa elaborados à época da transação do final de 2015 foram superavaliados e não guardavam uma relação com as curvas históricas quando comparadas com as curvas de preços de minério de ferro e tampouco apresentavam uma continuidade em relação aos preços efetivamente praticados tanto pela própria CSN como pelo mercado em transações àquela época. Novos laudos para determinação dos valores justos foram elaborados para a CSN Mineração e para a Namisa e uma nova curva de preços de frete marítimo foi calculada tomando por base as variações dos preços de petróleo que culminou em uma relação frete/preço de minério mais compatível com os dados históricos e com os preços efetivamente praticados. A alteração da curva de frete marítimo incrementou o fluxo de caixa descontado da CSN Mineração em R$8,0 bilhões e da Namisa em R$3,5 bilhões. Este incremento de fluxo de caixa descontado da Namisa gerou um ganho adicional de R$1.496
R$ (Milhões)
Eventos Originalm ente
Publicado
Versão Reapresentada Contribuição ao capital da CSN Mineração realizado pelo Consórcio 2.619 4.034 Participação da CSN - 87,52% (1) 2.292 3.531
Aquisição pela CSN dos 4,16% 2.727 2.727
Ajuste financeiro de capital de giro e dívida (closing) 6
Ativos transferidos e passivos assum idos 2.727 2.733 Participação do Consórcio - 12,48% (2) (340) (341) Ajuste de variação do % de participação (3) (360) (274) Outros efeitos decorrentes da reorganização societária (4) (7) 27 Total do ganho na transação entre acionistas (1+2+3+4) 1.585 2.943
milhões na CSN Mineração e de R$495 milhões na Controladora ao anteriormente apresentado nas demonstrações financeiras consolidadas reapresentadas em 14 de novembro de 2016.
Taxa de desconto – ganho adicional no resultado consolidado de R$ 48 milhões e no patrimônio líquido da CSN de R$443 milhões
Na revisão da combinação de negócios também foi identificado que uma empresa que não guardava relação com as atividades de minério de ferro foi considerada erroneamente na determinação da taxa de desconto do fluxo de caixa. A alteração das empresas pares na determinação da taxa de desconto alterou a taxa de 14,36% para 13,83% na Namisa e de 13,91% para 13,19% na CSN Mineração, gerando um incremento de fluxo de caixa descontado de R$3,6 bilhões da CSN Mineração e de R$1,2 bilhão da Namisa. Este incremento de fluxo de caixa descontado da Namisa gerou uma perda de R$48 milhões no resultado da CSN Mineração e um ganho de R$96 milhões na Controladora, quando comparado o anteriormente apresentado nas demonstrações financeiras consolidadas reapresentadas em 14 de novembro de 2016. Adicionalmente, foram reconhecidos R$395 milhões de incremento diretamente no patrimônio líquido, conforme demonstrado no quadro resumo mais abaixo.
Liquidação das relações pré-existentes – impacto negativo exclusivamente relacionado à parcela pré-paga dos
contratos operacionais de R$2.056 milhões no resultado e de R$1.799 milhões no patrimônio líquido da CSN pela reversão de ganho antes dos impostos de R$1.554 milhões para perda antes dos impostos de R$1.225 milhões, quando combinado com os demais efeitos relativos aos erros identificados.
As demonstrações financeiras consolidadas divulgadas anteriormente e reapresentadas em 14 de novembro de 2016 consideraram para fins de cálculo do ganho na liquidação das relações pré-existentes entre as empresas adquirente e adquirida uma comparação dos preços contratuais com os preços praticados no mercado, não levando em consideração que uma parte do preço contratual foi pré-paga em 2008 quando da assinatura dos contratos operacionais de ROM (Run
of Mine) e porto. Na revisão desse procedimento, concluiu-se que na mensuração dos ganhos ou perdas na liquidação
dessas relações pré-existentes deveriam ser considerados somente fluxos de caixa remanescentes desses contratos operacionais. Esta alteração de comparação de fluxos de caixa remanescentes versus preços contratuais e de mercado reverteram o ganho na liquidação das relações pré-existentes de R$1.554 milhões para uma perda de R$1.225 milhões. Exclusão dos ativos cindidos
Após reavaliar a Namisa ao seu valor justo à época da transação, os ativos excluídos da transação foram cindidos da Namisa (Fernandinho, Cayman e Pedras Pretas) para CSN e transferidos para a Minérios Nacional concomitantemente com o acervo principal da Namisa que fora adquirido pela CSN Mineração. Desta forma, esses ativos cindidos não deveriam ter transitado inicialmente no patrimônio líquido da CSN Mineração para posterior transferência à Minérios Nacional, ainda que tenha ocorrido na mesma data da transação, em 30 de novembro de 2015.
Desta forma, o ganho de R$841 milhões líquidos de efeitos tributários na remensuração da parcela já detida pela Companhia referente à aquisição do controle dos ativos cindidos da Namisa, passou a ser refletido diretamente na Controladora.
Frete ferroviário – ganho no resultado de R$235 milhões e de R$244 no patrimônio líquido da CSN.
No laudo de determinação do valor justo elaborado à época da transação que determinou o fluxo de caixa descontado dos ativos cindidos da Namisa, considerou erroneamente um custo de frete ferroviário superavaliado. O novo laudo corrigiu os preços de frete ferroviário praticados pelos ativos cindidos.
Consolidado Controladora 31/12/2015 31/12/2015 Originalm ente Publicado Versão Reapresentada Originalm ente Publicado Versão Reapresentada Im posto de renda e contribuição social
Corrente (380.831) (135.671) 2.469 2.469 Diferido 192.207 (2.767.545) 557.443 (2.824.757)
Os novos laudos também corrigiram efeitos relativos a não inclusão no fluxo de caixa descontado decorrentes da incidência das contribuições CFEM/TFRM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais/ Taxa de Controle, Monitoramento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários), além de ajustes relativos ao balanço final utilizado como base para avaliação do valor contábil dos ativos da Namisa.
A tabela abaixo resume por natureza de evento e qualificação de erro os impactos acima descritos.
2. Perdas Estimadas de Crédito de IR e CS Diferidos
A Companhia está reapresentando os saldos de créditos de IR e CS diferidos de suas demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2015 após revisão técnica, durante o exercício de 2016, dos aspectos negativos e positivos que sustentavam sua manutenção. A principal mudança no processo decisório para esta reapresentação consiste no fato da exclusão da venda de determinados ativos non-core dos estudos de recuperação dos créditos, reduzindo a base tributável futura das projeções, aliado ao maior peso sobre o aspecto negativo atribuído à evidência observável de prejuízos fiscais existentes nos últimos exercícios, conforme interpretação dada pelo pronunciamento técnico IAS 12 / CPC 32. Conforme estabelecido na norma, no caso de existência de histórico recente de prejuízos sucessivos ou alternados em diversos exercícios, este torna-se a evidência primária para avaliação da manutenção ou registro de créditos fiscais compensáveis com lucros tributáveis futuros, ficando o estudo de projeções desses lucros como uma fonte de evidências secundária e com menor peso na avaliação.
Desta forma, a Companhia optou por manter no ativo um montante de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social equivalentes a 30% do saldo do imposto de renda diferido passivo, montante este a ser utilizado à medida que o imposto diferido passivo se tornar imposto de renda corrente a pagar. Com isso, a totalidade dos créditos decorrentes de diferenças temporárias foi provisionada e mantida em estoque de créditos mantidos nos livros fiscais da Companhia para posterior utilização. Esta sistemática de manutenção de créditos fiscais equivalentes a 30% do imposto de renda diferido passivo permanecerá até o momento em que um novo histórico de lucros tributáveis se instale e os estudos de projeções de lucros futuros voltem a ser evidências primárias para registro de créditos fiscais, quando então a Companhia reconhecerá as diferenças temporárias e montantes superiores de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social que serão utilizados para compensar imposto de renda a pagar decorrentes de lucros tributáveis futuros.
O quadro abaixo demonstra os efeitos desta mudança de avaliação, conforme detalhado abaixo: (Em R$ Milhões) Nota Versão Publicada Parcela pré paga dos contratos operacionais Taxa de Desconto (WACC) Frete Marítim o Frete Ferroviário CFEM e TFRM Atualização do Balanço de Fecham ento Versão Reapresentada
Patrim ônio líquido da CSN Mineração antes da com binação de negócios 173 173
Contribuição contábil ref. ativos de CdP, TECAR, MRS e 60% da NAMISA 157 157 Contribuição de capital da CSN Mineração realizado pelo Consórcio 2.619 440 975 4.034 Ganho na remensuração dos 59,76% na NAMISA pós cisão 1.859 376 1.099 (86) 3.248 Ganho (perda) na liquidação de relacionamento pré existente 1.554 (2.743) (566) 530 (1.225) Impostos sobre ganho (perda) na liquidação de relacionamento pré existente (528) 687 142 (133) 168 Contribuição de capital pela transferência dos ativos cindidos (282) (30) (156) (74) (6) 1 (547)
Ativos transferidos e passivos assumidos 2.733 2.733
Patrim ônio líquido da CSN Mineração ajustado após a com binação de
negócios 8.285 (2.056) 362 2.315 (74) (6) (85) 8.741 Parcela do patrim ônio líquido da CSN Mineração atribuída aos sócios
m inoritários (a) 12,48% 1.034 (257) 45 289 (9) (1) (11) 1.090 Valor justo das ações em itidas pela CSN Mineração para o Consórcio
Asiático (b) 3.3 a ii 2.619 440 975 4.034 Ganho na transação entre acionistas (b - a) 3.4 1.585 257 395 686 9 1 11 2.944
Efeito no resultado do exercício:
CSN Mineração (ganho na remensuração dos ativos remanescentes e na
eliminação dos contratos, liquidos de impostos) 2.885 (2.056) (48) 1.496 (86) 2.191 Controladora (ganho na remensuração dos ativos cindidos, liquidos de impostos) 96 495 235 18 (3) 841
Consolidado 2.885 (2.056) 48 1.991 235 18 (89) 3.032
3. Reclassificação de saldos contábeis de 2015 - Metalic
A Companhia reclassificou o resultado da Cia. Metalic Nordeste no montante de R$1.911 para operações descontinuadas, para efeito de comparabilidade. Adicionalmente reclassificou o resultado de hedge de fluxo de caixa realizado de 2015 da rubrica resultado financeiro para outras receitas operacionais no montante de R$11.439 para efeito de comparabilidade atendendo a classificação utilizada em 2016.
Quadro com os impactos nas demonstrações contábeis de 31 de dezembro de 2015
Os quadros abaixo demonstram os impactos nos saldos do balanço patrimonial consolidado e na demonstração do resultado do exercício de 2015:
Demonstração de Resultados
Balanço Patrimonial
1. Combinação de negócios entre a CSN Mineração e a Namisa;
2. Expectativas de realização dos créditos fiscais de imposto de renda e contribuição social; 3. Reclassificação de saldos contábeis de 2015 referentes à Cia. Metalic Nordeste;
Consolidado 31/12/2015 Originalm ente Publicado Reclassificações Versão Reapresentada Receita Líquida 15.331.852 (70.155) (3) 15.261.697
Custo dos produtos e serviços vendidos (11.799.758) 59.657 (3) (11.740.101) Receitas (Despesas) Operacionais 1.645.531 (116.624) 1.528.907
Despesas com vendas (1.436.000) 5.811 (1.430.189) Despesas gerais e administrativas (470.368) 36 (470.332) Resultado da equivalência patrimonial 1.160.348 (76) 1.160.272 Outras (despesas)/receitas operacionais, líquidas 2.391.551 (122.395) (1) 2.269.156
Lucro antes do Resultado Financeiro 5.177.625 (127.122) 5.050.503
Resultado financeiro líquido (3.373.050) 7.888 (3.365.162)
Lucro antes do Im posto de Renda e da Contribuição Social 1.804.575 (119.234) 1.685.341
Imposto de renda e contribuição social (188.624) (2.714.592) (1+2) (2.903.216)
Resultado Líquido das Operações Continuadas 1.615.951 (2.833.826) (1.217.875) Resultado Líquido das Operações Descontinuadas 1.911 1.911 Lucro Líquido do Exercício 1.615.951 (2.831.915) (1.215.964) Atribuível a:
Participação dos acionistas controladores 1.617.793 (2.831.915) (1.214.122) Participação dos acionistas não controladores (1.842) (1.842)
1.615.951 (2.831.915) (1.215.964) Consolidado 31/12/2015 Originalm ente Publicado Ajustes Versão Reapresentada ATIVO Circulante 16.430.691 16.430.691 Não circulante 32.219.283 (1.310.565) 30.908.718 Realizável a longo prazo 4.890.948 (3.228.961) (2) 1.661.987 Investimento 3.998.227 12 3.998.239 Imobilizado 17.871.599 (45.373) (1) 17.826.226 Intangível 5.458.509 1.963.757 (1) 7.422.266 TOTAL DO ATIVO 48.649.974 (1.310.565) 47.339.409 PASSIVO Circulante 5.325.571 (243.372) (1) 5.082.199 Não Circulante 34.588.740 577.182 (1) 35.165.922 Patrim ônio Líquido 8.735.663 (1.644.375) 7.091.288 Capital social 4.540.000 4.540.000 Reserva de capital 30 30 Reservas de lucros 2.464.701 (2.703.677) (1+2) (238.976) Resultados abrangentes 660.016 1.130.677 (1) 1.790.693 Prejuízos acumulados (128.238) (1+2) (128.238) Participação não controladores 1.070.916 56.863 (1) 1.127.779 TOTAL DO PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO 48.649.974 (1.310.565) 47.339.409
Impairment TRANSNORDESTINA LOGÍSTICA S.A. (“TLSA”) em 2016
A TLSA realizou teste de recuperabilidade de seus ativos próprios de longa duração utilizando-se do método do fluxo de caixa descontado.
Adicionalmente, a CSN, como investidora, realizou o seu teste de recuperabilidade da sua participação na TLSA através da capacidade de distribuição de dividendos pela TLSA, metodologia conhecida como Dividend Discount Model, ou DDM, para remunerar o capital investido por seus acionistas. Para a realização desse teste, alguns fatores foram levados em consideração, tais como:
O fluxo de dividendos foi extraído do fluxo de caixa nominal da TLSA;
O fluxo de dividendos foi calculado considerando-se os percentuais de participação anuais, considerando-se as diluições da participação da CSN decorrentes da amortização de dívidas;
Esse fluxo de dividendos foi então descontado a valor presente usando-se o custo do capital próprio (Ke) embutido na taxa WACC da TLSA; e
Esse Ke extraído foi aquele calculado na “rolling WACC” da TLSA.
Outro fator importante que foi considerado na análise de impairment do investimento da CSN na TLSA foi a avaliação da necessidade de aplicar um percentual de risco adicional na taxa de desconto além daquele já utilizado na determinação do fluxo de caixa descontado da própria TLSA. Em virtude do compartilhamento dos riscos dos investidores, e pelo fato do ativo sendo testado representar a própria unidade geradora de caixa, que por sua vez iguala-se à entidade legal, o risco determinado pela administração da CSN é o mesmo aplicado pela TLSA quando da avaliação do investimento dos seus próprios ativos, não cabendo fator de risco adicional ao modelo.
Como resultado do teste efetuado, a Companhia reconheceu uma perda na mais-valia do investimento da TLSA no valor de R$387.989 registrada em outras operacionais e R$131.916 de impostos diferidos.
Mercado de Capitais
No 2016 as ações da CSN registraram valorização de 171%, enquanto o Ibovespa apresentou valorização de 39%. O volume médio diário negociado na BM&FBovespa, por sua vez, foi de R$69,3 milhões. Na New York Stock Exchange (NYSE), os American Depositary Receipts (ADRs) da Companhia apresentaram valorização de 230%, enquanto o Dow Jones subiu 13%. A média diária de negociação com os ADRs da Companhia na NYSE foi de US$6,3 milhões.
4T16 2016
Nº de ações em milhares 1.387.524 1.387.524
Valor de Mercado
Cotação de Fechamento (R$/ação) 10,85 10,85
Cotação de Fechamento (US$/ADR) 3,23 3,23
Valor de Mercado (R$ milhões) 15.055 15.055
Valor de Mercado (US$ milhões) 4.482 4.482
Retorno total inclusive dividendos e JCP
CSNA3 19% 171%
SID 0% 230%
Ibovespa 3% 39%
Dow Jones 8% 13%
Volume
Média diária (mil ações) 6.408 7.814
Média diária (R$ mil) 69.459 69.301
Média diária (mil ADRs) 2.788 2.324
Média diária (US$ mil) 9.163 6.307