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REVISÃO PARA P1 LINGUAGENS PROF. ANTONIO

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Academic year: 2021

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REVISÃO PARA P1

LINGUAGENS PROF. ANTONIO

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O jovem no mundo atual

Hoje, quando se fala em juventude, geralmente é para falar de seus conflitos, de seus problemas, de sua incompreensão e rebeldia, de vícios, drogas, pressões e padrões sociais. Há uma abordagem costumeiramente negativa da juventude. Há poucos que confiam nela sincera e totalmente. Desta forma, os próprios jovens passam a ter de si, inconscientemente, uma imagem depreciativa, acreditando que os vícios e a alienação são realmente sua realidade “natural”. Como não lhes apresentam objetivos mais nobres, como não lhes oferecem chances de desenvolver seu pleno potencial, sua responsabilidade e maturidade, eles não se veem motivados a ocupar espaços mais sólidos e significativos de participação social.

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A busca da identidade na adolescência

É na puberdade que o jovem reconstrói seu universo interno e cria relações com o mundo externo.

A transformação tem início por volta dos 11 anos. Meninos e meninas passam a contestar o que os adultos dizem. Ora falam demais, ora ficam calados. Surgem os namoricos, as implicâncias e a vontade de conhecer intensamente o mundo. Os comportamentos variam tanto que professores e pais se sentem perdidos: afinal de contas, por que os adolescentes são tão instáveis?

A inconstância, nesse caso, é sinônimo de ajuste. É a maneira que os jovens encontram para tentar se adaptar ao fato de não serem mais crianças - nem adultos. Diante de um corpo em mutação, precisam construir uma nova identidade e afirmar seu lugar no mundo. Por trás de manifestações tão distintas quanto rebeldia ou isolamento, há inúmeros processos psicológicos para organizar um turbilhão de sensações e sentimentos. A adolescência é como um renascimento, marcado, dessa vez, pela revisão de tudo o que foi vivido na infância.

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Quebrando o tabu

Um discurso realista é o caminho mais eficaz para prevenir o uso de drogas pelos adolescentes. Curiosidade, rebeldia, necessidade de afirmação perante um grupo, desejo de vivenciar novas experiências. São diversos os motivos que podem levar os adolescentes a procurar as drogas. O fácil acesso ao álcool, tabaco e outras substâncias psicoativas antes mesmo da maioridade e, portanto, em idade escolar, torna a questão ainda mais delicada. Metade dos jovens com idades entre 14 e 25 anos são usuários de álcool – dessa taxa, 26% menores de idade. Entre as drogas ilícitas, chama atenção o uso da maconha: aproximadamente 5% da população jovem afirmou usar a substância.

PAIVA, Thaís. Disponível em: http://www.cartaeducacao.com.br. Acesso em: 10 de set de 2017.

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Bullying na Escola

No Brasil, a palavra “Bullying” é utilizada principalmente em relação aos atos agressivos entre alunos e/ou grupos de alunos nas escolas. Até pouco tempo, o que hoje reconhecemos como Bullying, era visto como fatos isolados, “briguinhas de criança”, e normalmente família e escola não tomavam atitude nenhuma a respeito.

Atualmente, o Bullying é reconhecido como problema crônico nas escolas, e com consequências sérias, tanto para vítimas quanto para agressores. As formas de agressão entre alunos são as mais diversas, como empurrões, pontapés, insultos, espalhar histórias humilhantes, mentiras para implicar a vítima a situações vexatórias, inventar apelidos que ferem a dignidade, captar e difundir imagens (inclusive pela internet), ameaças e a exclusão social.

PACIEVITCH, Thaís. Disponível em: http://www.infoescola.com. Acesso em: 10 de set de 2017.

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Quem sou eu?

É uma pergunta vazia.

Quem disse que respondê-la

Alivia?

Descobrir-se é muito difícil

Há tantos espelhos

Com rostos perdidos.

SILVA, Priscila. Disponível em:

http://www.overmundo.com.br. Acesso em: 10 de set de 2017.

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Os jovens se apresentam como os principais usuários do ciberespaço. A geração chamada “y” já nasceu em meio às novas tecnologias. Eles não conseguem imaginar um mundo que não fosse conectado. Para os jovens, a internet faz parte integrante de seu cotidiano, pois é exatamente nela que podem expressar suas opiniões e sentimentos. Contudo, infelizmente, alguns extrapolam os limites e acabam se envolvendo em uma série de implicações sérias. Cada vez são mais comuns, mas não normais, as denúncias envolvendo os jovens cometendo ou sofrendo crimes que envolvem o ciberespaço, como: plágio, violência, pedofilia, roubos e outros. A privacidade é, ao mesmo tempo, invadida e exposta. Sendo um instrumento novo de comunicação e que ainda não foi compreendida em sua totalidade, as políticas de uso da internet carecem de uma reflexão ética mais profunda e séria.

SANTANA, Alexsandro Junior. A ética dos jovens no ciberespaço – uma abordagem

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Canção da depressão

Você anda deprimido? Mas que coisa démodé! Tem um mundo colorido Na farmácia pra você!

A dor forte de perder uma paixão Não vai mais te incomodar.

Fluoxetina, Sertralina, Citalopran

Paroxetina, Nefazodona, Clonazepan Pra dormir bem à noite e acordar de manhã bem melhor!

Você vai curtir novela Vai gostar de ficar só

Vai achar que a vida é bela Você vai dançar forró

Vai cantar os refrões bestas das canções... Que só tocam por jabá...

Decorar todos os hits dos verões... Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá...

Acredite no que a bula diz:

A felicidade é química! Ninguém é infeliz...

Você será pra sempre cool... por isso a receita é azul!

Os Seminovos. Canção da depressão. Volume Dois. Sem gravadora, 2008.

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HAMMAM, Ensa. Charge disponível em: http://www.hammam-ensa.com. Acesso em: 10 de set de 2017.

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QUESTÃO 9)

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MENINOS DE RUA

Ao contrário dos meninos ricos que na maioria das vezes se perdem dentro de suas próprias mansões pela falta de limites e excesso de riqueza, os meninos pobres do Brasil se perdem nas ruas à míngua e ignorados muitas vezes por aqueles que têm o dever de acolhê-los, com eles se envolver, se importar e cuidar, afinal, é para isso que recebem dos cofres públicos. Completamente abandonados e à mercê da sorte, são despojados de todos seus direitos diante de uma sociedade preconceituosa, egoísta e nada solidária. A imagem de menino que não tem valor muitas vezes é reforçada pela mídia populista e, o mais grave, com a permissão do Poder Público é achincalhado com palavras de ordens do tipo: “monstros, irrecuperáveis, prisão perpétua ou morte é o mínimo”.

Vulneráveis, essas crianças e adolescentes são levados e colocados à disposição do Poder Público e, ao invés de serem acolhidos, lhes subtraem a essência do ser humano.

Maria da Conceição Damasceno Cinti. Disponível em: conceicaocinti.jusbrasil.com.br. Acesso em: 30 de set de 2018.

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QUESTÃO 11)

Esse bando que vive da rapina se compõe, pelo que se sabe, de um número superior a cem crianças das mais diversas idades, indo desde os oito aos dezesseis anos. Crianças que, naturalmente devido ao desprezo dado à sua educação por pais pouco servidos de sentimentos cristãos, se entregaram no verdor dos anos a uma vida criminosa. São chamados de Capitães da Areia porque o cais é o seu quartel-general. E têm por comandante um molecote dos seus catorze anos, que é o mais terrível de todos, não só ladrão, como já autor de um crime de ferimentos graves, praticado na tarde de ontem. Infelizmente a identidade deste chefe é desconhecida.

AMADO, Jorge. Capitães da Areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p.11

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linhas. Eu queria que seu jornal mandasse uma pessoa ver o tal do reformatório para ver como são tratados os filhos dos pobres que têm a desgraça de cair nas mãos daqueles guardas sem alma. Meu filho Alonso teve lá seis meses e se eu não arranjasse tirar ele daquele inferno em vida, não sei se o desgraçado viveria mais seis meses. O menos que acontece pros filhos da gente é apanhar duas e três vezes por dia. O diretor de lá vive caindo de bêbedo e gosta de ver o chicote cantar nas costas dos filhos dos pobres. Eu vi isso muitas vezes porque eles não ligam pra gente e diziam que era para dar exemplo. Foi por isso que tirei meu filho de lá. Se o jornal do senhor mandar uma pessoa lá, secreta, há de ver que comida eles comem, o trabalho de escravo que têm, que nem um homem forte aguenta, e as surras que tomam. Mas é preciso que vá secreto senão se eles souberem vira um céu aberto. Vá de repente e há de ver quem tem razão.

AMADO, Jorge. Capitães da Areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p.18

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QUESTÃO 13)

As crianças no aludido reformatório são tratadas como feras, essa é a verdade. Esqueceram a lição do suave Mestre, senhor Redator, e em vez de conquistarem as crianças com bons tratos, fazem-nas mais revoltadas ainda com espancamentos seguidos e castigos físicos verdadeiramente desumanos. Eu tenho ido lá levar às crianças o consolo da religião e as encontro pouco dispostas a aceitá-lo devido naturalmente ao ódio que estão acumulando naqueles jovens corações tão dignos de piedade. O que tenho visto, senhor Redator, daria um volume.

AMADO, Jorge. Capitães da Areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p.20

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Durante aqueles oito dias, os Capitães da Areia continuaram mal vestidos, mal alimentados, dormindo sob a chuva no trapiche ou embaixo das pontes. Enquanto isso, o Sem-Pernas dormia em boa cama, comia boa comida, tinha até uma senhora que o beijava e o chamava de filho. Se sentiu como um traidor do grupo. Era igual àquele doqueiro do qual fala João de Adão cuspindo no chão e passando o pé em cima com desprezo. [...] E se para alguém o Sem-Pernas abria exceção no seu ódio, que abrangia o mundo todo, era para as crianças que formavam os Capitães da Areia. Estes eram seus companheiros, eram iguais a ele, eram as vítimas de todos os demais, pensava o Sem-Pernas.

AMADO, Jorge. Capitães da Areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p.130

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QUESTÃO 15)

Irmão... É uma palavra boa e amiga. Se acostumaram a

chamá-la de irmã. Ela também os trata de mano, de irmão.

Para os menores é como uma mãezinha, igual a uma

mãezinha. Cuida deles. Para os mais velhos é como uma irmã

que diz palavras boas e brinca inocentemente com eles e

com eles passa os perigos da vida aventurosa que levam.

Mas nenhum sabe que para Pedro Bala ela é a noiva. Nem

mesmo o Professor sabe. E dentro do seu coração Professor

também a chama de noiva.

AMADO, Jorge. Capitães da Areia. São Paulo: Companhia das

Letras, 2008. p.130

Referências

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