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CHI KUNG TERAPÊUTICO

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Academic year: 2022

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CHI KUNG TERAPÊUTICO

O jogo dos espelhos

Trabalho apresentado no âmbito de esclarecer o leitor para a importância da conexão entre corpo, mente e alma nos dias que correm, assim como dotá-lo de ferramentas simples mas eficazes para atingir a conexão plena e equilibrada com o Eu individual, o coletivo e o meio envolvente.

Chi kung é uma terapia que promove a saúde geral do corpo numa visão holística, mas não só. Esta arte milenar vai muito além de um método de auto cura através do equilíbrio da energia vital física do seu praticante. Primariamente, permite-lhe conectar-se com a sua energia vital e consciência cósmica, encontrando em sí as respostas, ferramentas e chaves para o seu bem-estar físico, psíquico e espiritual.

SANDRA TEZ

2020-2021

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“Se quiseres acordar toda a humanidade, então acorda-te a ti mesmo, se quiseres eliminar o sofrimento no mundo, então elimina a escuridão e negativismo em ti próprio.

Na verdade, a maior dádiva que podes dar ao mundo é aquela da tua própria auto- transformação.”

(LAO TZU)

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RESUMO

O Chi Kung é uma técnica milenar chinesa assente em leis básicas do movimento da energia (Qi) em todos os organismos vivos animados ou inanimados, terrestres, celestiais e para além das barreiras do mundo físico percepcionado pelos 5 sentidos.

Estas leis universais de correntes invisíveis energéticas foram há muitos anos percepcionadas e estudadas desde então na sua complexidade e perfeição, chegando a uma conclusão simples:

- O nosso corpo físico é, manifestamente, um micro organismo regido pelas mesmas leis do nosso meio envolvente, estações sazonais e oscilações próprias do equilíbrio cíclico que observamos a nossa volta e conhecemos como “Realidade”.

Estamos então perante um imenso espelho que nos reflecte, quem somos, como funcionamos e o que realmente necessitamos.

Como consta na Medicina Tradicional Chinesa [MTC] nas teorias dos 5 elementos e teoria do Yin e Yang; tudo se rege perante equilíbrio e desiquilíbrio contante, de modo a haver propulsão e evolução em momentos própícios a maior energia ativa (Yang) e introspeção e regeneração em momentos mais (Yin). Vemos isto claramente na natureza e os seus cíclos de produção e regeneração, nos animais que caçam de verão para conservar a sua energia nos meses mais frios de inverno, também veríamos isto há anos atrás, quando os nossos antepassados optavam os mesmos hábitos descritos acima.

Com a evolução tecnológica e aumento de “necessidades” de consumo rápido, potencializadas pelos orgãos de comunicação globais, os hábitos populacionais foram alterando. Atrevo-me a dizer, deteriorando, tornando-nos pessoas pouco ou nada intuitivas, muito pouco atentas aos nossos sinais naturais orgânicos e optamos o mau hábito de suprimir, rápidamente, com medicação química, os pequenos desconfortos que o nosso corpo nos envia como sinais ou “Chamadas de atenção”. Assim, fomos perdendo catastroficamente, as nossas capacidades hereditárias e a nossa conexão genética impedindo-nos de estar em harmonia e alinhamento harmonioso com o nosso corpo, mente, espírito e meio envolvente.

Este estudo visa então, novamente, relembrar o leitor das suas capacidades inatas e como se relaciona com o meio envolvente, ajudando-o a reconhecer estas leis concisas e simples da MTC e como somos um espelho delas, bastando-nos olhar a nossa volta, observando com tranquilidade, para percebermos excatamente o que o nosso corpo, mente e espírito necessita e entrarmos de novo em alinhamento e conexão com o a energia universal denominada Qi.

Palavras-chave: Chi Kung terapêutico. Teoria dos cinco elementos. Teoria do Yin e Yang. Ligação entre micro e marco Cosmos. Domínio do corpo, mente e espírito. O Qi.

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ÍNDICE GERAL

1. Introdução ... 1

2. Longevidade, a máxima da Medicina tradicional chinesa ... 3

2.1. Taoismo e os três tesouros ... 4

2.1.1. O Jing ... 5

2.1.1. O Shen ... 5

2.1.1. O Qi ... 5

2.2. A Teoria do Yin e do Yang ... 6

2.3. A Teoria dos Cinco Elementos ... 8

3. Chi Kung e as suas origens ... 9

4. Chi Kung no Quotidiano Atual ... 10

5. O jogo dos espelhos ... 11

5.1. O espelho do Micro e Macro cosmos ... 11

5.2. A mente, um complexo mundo de espelhos ... 12

5.2.1. A permeabilidade da mente ... 13

5.2.2. As emoções e a respiração ... 15

5.2.3. A visualização e o Shen ... 16

5.3. Chi Kung, movimentos espelho ………... 17

5.3.1. Zhan Zuang, a árvore ………... 17

5.3.2. Shibashi, Taichi, Chi kung em 18 movimentos ... 17

5.3.2.1. 6º movimento, Remar no centro do lago... 17

5.3.2.2. 12º movimento, empurrar as ondas ... 18

5.3.2.3. 13º movimento, a pomba voa abrindo as asas ... 18

5.3.3. Técnicas Taoistas de longevidade ... 19

5.3.3.1. Long You Gong, jogos do dragão ... 19

5.3.3.2. Círculo Celestial pequeno ... 19

6. Conclusão ... 20

Referências ... 21 Anexo A, Pinturas em Seda sobre o chi kung ...

Anexo B, Pirâmide de Maslow ...

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ÍNDICE DE FIGURAS

Figura 1. Taiji, a origem do yin e yang, a unicidade antes da dualidade ... 6 Figura 2. Mirrors of the mind, a psychedelic concept album... 12

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ÍNDICE DE TABELAS

Tabela 1. Polaridades características do Yin e Yang ... 7 Tabela 2. Correspondência dos 5 Elementos no corpo humano e na Natureza ... 8

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LISTA DE ABREVIATURAS

ESMOT Escola de medicina oriental e terapêutica MTC Medicina tradicional Chinesa

OMS Organização mundial da saúde

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1. INTRODUÇÃO

O homem enquanto espécie sofreu diferentes pressões evolutivas, fazendo das suas capacidades intelectuais únicas entre o reino animal, devido à sofisticação do cérebro humano. Estas evoluções deram-nos o poder da memorização, raciocínio técnico e científico, bem como a capacidade de introspeção que nos permite identificar, gerir e até controlar padrões de pensamento, pondo-nos em posição de “observadores” da nossa mente e aprender com ela, em vez de, reagir perante os seus comandos outrora considerados automáticos.

Anatomicamente, o cérebro do Homo Sapiens não teve significativas alterações nestes últimos 100 000 anos, mas é verdade que as extraordinárias capacidades cognitivas do ser humano fizeram a espécie evoluir intelectualmente nesse mesmo período. Não somos morfologicamente superiores aos nossos antepassados mais recentes, mas somos certamente mais sofisticados técnica e cientificamente. Somos, hoje em dia, um complexo imenso de neuro sinapses elétricas com ações, reações, perceções e julgamentos diversos e ainda nos é permitido estarmos no comando destes fenómenos aparentemente involuntários e automáticos. Através de um fenómeno amplamente estudado e discutido nos últimos anos, a neuro plasticidade, podemos alterar o nosso funcionamento neurológico através da memorização e implementação de novos componentes de aprendizagem e a sua repetição. Assim sendo, percebemos que temos todas as ferramentas necessários para mudar, não só, os nossos pensamentos e emoções, mas ir mais longe, ao ponto de alterar, para melhor, todo o nosso funcionamento fisiológico e quem sabe até o nosso código genético.

Porque será então, que tendo todas estas capacidades evolutivas, facilidade de acesso a novos conhecimentos, como também, a diversidade de novas técnicas e terapias, vivemos tempos record de doenças cancerígenas, cardiovasculares, respiratórios e principalmente neurológicas e nervosas?

Não será desconhecido ao leitor, como a espécie humana criou os seus próprios padrões seletivos do que consideram “evolução”, pondo assim, a mesma, perante condicionalismos desprimorosos à saúde física, mental e espiritual da nossa espécie.

Percebe-se que cada sociedade civilizada e evolutiva das últimas décadas, opta por uma cultura própria e adaptada às suas características e necessidades cada vez mais exigentes tecnologicamente. Por sua vez, aumentando o custo global destas mesmas necessidades, não apenas monetário, mas principalmente em termos ecológicos, fisiológicos e infelizmente morais. As sociedades estabelecem os seus parâmetros e conceitos e inevitavelmente imprimem de forma muito fácil, nas várias mentes, estas características próprias e ideologias, pouco ou nada questionadas, perante o crescente ritmo que as vidas exigem na atualidade, e assim, num ciclo tristemente banalizado, fomos perdendo a noção do verdadeiro conceito de “evolução humana”. Conceito este que foi alicerçado pela forma como fomos flexíveis ao nosso meio envolvente, espelhos das leis universais

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2 sempre resilientes e conectados com “O Todo” que nos permitiu desde tempos primórdios

a evolução que hoje conhecemos como “realidade” banal.

Tendo sido assim, ao longo das últimas décadas, torna-se crucial, perceber onde nos perdemos e onde deixamos estas capacidades tão necessárias à nossa saúde, longevidade e bem-estar e é por isso, que cada vez mais percebemos a importância do conhecimento ancestral, das várias terapias orientais e medicina holística. Sabemos hoje, que qualquer patologia tem uma origem emocional, uma possível fonte de agravamento como a má nutrição ou stress excessivo e sabemos também, que necessitamos mais que soluções rápidas e perigosamente químicas, mas pouco duradouras. Carecemos de uma visão abrangente e uma abordagem holística do Ser humano como um todo, físico, mental, emocional e espiritual para apresentarmos resoluções verdadeiramente saudáveis, completas e duradouras que vão á raiz/causa das diversas patologias. Para além desta mudança na forma como vemos, agora, a medicina ocidental e oriental como aliadas e complementares também entendemos, finalmente, que somos os principais responsáveis pelo sucesso destas mesmas terapias e mudanças de bem-estar físico e mental no nosso dia-a-dia. E, o mais importante;

- Percebemos que somos mais que matéria física e a nossa longevidade depende, principalmente, do nosso alinhamento com o nosso ser espiritual e com a energia que rege todo o universo, o aclamado Qi, do qual somos parte integrante ativa e recíproca.

É neste sentido que vou abordar nesta exposição, a minha visão e opinião da facilidade de autoconhecimento proporcionada pela prática do Chi Kung terapêutico. Uma Técnica ancestral de promoção de saúde e longevidade reconhecida atualmente pela Organização Mundial da Saúde [OMS], incluída na Medicina Tradicional Chinesa [MTC]. Não apenas como terapia física de fácil execução, altamente relaxante, que promove o bem-estar físico, mas principalmente como técnica de circulação do Qi, (energia vital) em todo o corpo, tranquilizante da mente e principalmente forma de conexão profunda do nosso ser físico com o ser espiritual e com o meio envolvente. Contribuindo assim para a verdadeira Evolução e equilíbrio físico, mental e espiritual.

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2. LONGEVIDADE, A MÁXIMA DA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA

Contrariamente a forma como é vista no ocidente, a saúde para o povo chinês sempre foi abordada de uma forma de prevenção e não de resolução após instaurada uma patologia.

Sabemos hoje, após anos de ingestão de químicos e experimentação de tecnologias avançadas, que estas resoluções momentâneas têm sempre, a médio longo prazo, dependências e contraindicações que se tornam gradualmente, verdadeiros impedimentos de uma vida sénior como as que vemos nos filmes, com mestres sábios do oriente, de cento e muitos anos, ainda praticando as suas tarefas diárias vigorosamente e em gracioso estado mental. Pode inclusive afirmar-se, que o princípio máximo de qualquer terapia de MTC é, precisamente, a longevidade. Longevidade esta, que contrariamente ao exemplo ocidental, não fará sentido algum se não for em estado pleno de saúde física, mental e espiritual.

Alguns fundamentos primordiais, como a alimentação, o repouso, o ciclo circadiano e nossa adaptabilidade e conexão às energias da natureza, entre outros, foram sido esquecidos ao longo dos últimos anos e assim fomos necessitando de tecnologias de saúde cada vez mais químicas, que suprimem os estímulos naturais do nosso corpo e o seu funcionamento, no sentido de colmatar, atenuar ou tentar resolver alguma patologia iminente ou já instaurada. Percebemos agora, passado algumas décadas, que o retrocesso desta alienação é imperial e que as respostas para uma saúde de imperador e longevidade digna de qualquer sábio do oriente, reside exatamente, em regressar à simplicidade da vida e das leis que regem todos os seres vivos, tirando da natureza, os exemplos simples e eficazes para também nós, seres humanos, resistirmos às intempéries e catástrofes que nos ocorrem.

É por isso, que ainda hoje, as bases da MTC se mantêm e regem por conceitos e leis universais inabaláveis como, por exemplo, os três tesouros do Taoismo, com ênfase máximo no Qi (energia universal), a teoria do Yin e Yang e a teoria dos cinco elementos, entre outros conceitos mais. Mas para já, simplificando, passo a explicar um pouco destes três fundamentos, que para mim, mais claramente mostram a correlação do ser humano como espelho do seu meio envolvente e vice-versa.

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2.1. Taoismo e os três tesouros

“Qi Gong” é um termo que descreve uma tradição muito complexa e diversa de exercícios espirituais, marciais e de saúde da China. Qi Gong é um termo moderno que foi usado pelo governo chinês para categorizar estilos diferentes desses exercícios originalmente descrito nos primeiros textos (Livro do Imperador Amarelo (2696–2598 a.C.) e Huangdi Neijing livro de medicina interna da China antiga), como técnicas Atum, Neidanshu, Dao Yin, técnicas de respiração ou posturas de exercícios. Exemplo disto são as pinturas em seda descobertas nos túmulos Mawangdui Han, em Hunan, China em 1973 que datam do século 2 a.C. Podem ver uma imagem destas imagens iniciais no anexo A.

Nestes textos era comum a referência a três termos, Qi, Jing, e Shen (精, 氣, 神). Estes termos chineses são comumente usados no taoísmo e estudos relacionados para se referir aos processos que governam a saúde espiritual e física. Jing (精) significa uma essência, Qi (氣) energia, e Shen (神) um espírito divino ou humano. Estes termos são freqüentemente chamados de “Três Tesouros” ou “Três Jóias” e o Chi Kung é primordial na descoberta deles.

Para além da importância do Jing e do Shen, o Qi ganhou relevância na forma como estudaram, desde então, o corpo físico pois o Qi manifestava-se igualmente na Natureza e em suas várias manifestações, como clima, plantas, animais, minerais, etc. Assim foram gradualmente comprovando que todas as coisas têm uma força vital.

Começou, a ser notória a ênfase da natureza e o seguimento do caminho natural e foi incitado o desenvolvimento dos Sistemas de Qi Gong com base neste princípios Taoistas, não excluindo a importância do confucionismo ou Budismo noutros aspectos.

Com estas noções, assentes nestes três termos aparetemente simples, se legitimou a correlação do ser humano como espelho do seu meio envolvente físico e espiritual.

“No céu existe 3 tesouros: o Sol, a Lua e as Estrelas. No homem, existem também 3 tesouros: o Jing, o Qi e o Shen”.

"No corpo humano há três tesouros, o Jing, o Qi e o espírito, que são os fundamento da vida".

"No corpo humano há três tesouros, o Jing, o Qi e o espírito, que são os fundamento da vida".

Provérbios Taoistas (s.d)

Sionneau, P. (2015) A essência da medicina chinesa, retorno ás origens, livro 1.

São Paulo, Editora Brasileira de medicina chinesa [EBMC]

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2.1.1. O Jing

Jing, é um conceito, quase que caractirizado como uma energia vital individual, que se diz ser a base material do corpo físico. O Jing é passado pelos pais aos filhos na concepção e aloja-se nos rins. Ele governa os processos de crescimento e

desenvolvimento do corpo e é gradualmente queimado à medida que o corpo envelhece.

A perda de jing é acelerada pelo estresse, excesso de trabalho, doenças, nutrição deficiente e abuso de substâncias.

Pode-se cultivar o Jing através da alimentação, respiração e da energia que absorvemos através dos poros da pele. É importantíssimo termos um estilo de vida e hábitos que preservem o Jing e a prática de Chi kung é uma ferramenta extremamente útil nesta proteção do nosso Jing.

2.1.1. O Shen

Shen, equiparado a “espírito”, “psique” ou “mente”, é uma manifestação da natureza superior dos seres humanos. Comumente apelidado de “chefe da orquestra”, ele é aumentado e desenvolvido pela interação das energias Jing e Qi. Shen instiga as emoções harmoniosas com uma virtude trancendente dos 5 sentidos. É um estado pleno e abrangente de consciência, expresso como sabedoria, amor, compaixão, bondade, generosidade, aceitação, perdão e tolerância. Para o Shen atuar terá de haver um equilíbrio das várias correntes energéticas que percorrem o nosso corpo e mente, que quando desiquilibradas podem desvirtuar toda a nossa saúde fisica, mental e emocional. Podemos incluir as emoções excessivas, os pensamentos ruminantes ou instintos primordiais desadequados nalgumas dessas energias que podem fazer com que o qi estagne, bloquei ou esteja em excesso em determinadas zonas do nosso corpo. É então necessário o equilíbrio destas energias para aceder á tranquilidade necessária para atingir o estado pleno do Shen e o deixar atuar como chefe da nossa complexa orquestra energética do corpo físico e não físico. Um shen forte existe na base de um jing sólido e de um qi forte;

os três devem ser desenvolvidos juntos. Shen bem cultivado traz paz de espírito.

2.1.1. O Qi

Qi é a força vital invisível e a energia vital do corpo. É a energia cósmica que circula em canais, chamados meridianos, por todo o corpo. O mesmo Qi circula dentro, fora e a volta de tudo que percecionamos no nosso mundo, principalmente na natureza. Os chineses classificam o Qi como o “movimento da vida”, movimento este que é facilmente entendido atualmente sabendo que toda a matéria é constituída de átomos, unidades básicas de matéria constituídos por milhares de partículas em movimento.

Assim se deduz facilmente que até num simples objeto aparentemente inanimado existe movimento, ou seja, existe Qi. É senso comum no oriente que tudo se rege pelo

equilíbrio desta energia, o seu tipo e principalmente o seu constante movimento em tudo que nos rodeia e no nosso corpo para estabelecer uma saúde forte, uma mente tranquila e uma conexão com o nosso Shen, “espirito”.

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2.2. A Teoria do Yin e do Yang

Figura 1. Taiji, Origem do Yin e Yang, a unicidade antes da dualidade.

A dupla Yin e Yang, directamente relacionadas com o Qi, servem as teorias principais da medicina tradicional chinesa. Não só estes dois fenómenos de energias opostas complementares e inseparáveis se manifestam no funcionamento do nosso corpo físico mas também se pode-se argumentar que mecanismos semelhantes são encontrados em todo o universo, a nível molecular. Os conceitos de Yin e Yang eram facilmente compreendidos pelos povos antigos da china que viviam de acordo com os ciclos naturais das estações, o clima, as colheitas, os rebanhos, a lua e o sol e a própria natureza. Usando os seus cinco sentidos, sua intuição e seus cérebros criativos, eles desenvolveram um sistema de conceitos metafóricos para explicar os ritmos da natureza e a forma como os viam espelhados na própria natureza do corpo humano. Este sistema inicial básico foi fundamental para todas as ciências naturais e para o apuramento de novos estudos que vinham comprovar estas noções iniciais da medicina tradicional chinesa. Ao longo de muitos anos os médicos da MTC usaram estes termos médicos gerais para orientar seu pensamento médico, diagnosticar doenças e escolher as terapias em que o principal objectivo era voltar a estabelecer o equilíbrio do yin e yang nos vários meridianos do corpo humano. Daqui derivaram vários estudos que vieram comprovar esta simple permissa inicial e cimentar os conceitos chave ainda hoje inalterados da MTC.

Todos os fenômenos do universo podem ser descritos em termos de Yin e Yang. A medicina chinesa vê o corpo humano como um todo, cujas partes componentes podem ser analisadas em termos de Yin e Yang. Tal como os fenómenos do universo incerram os dois aspectos opostos do yin e yang, como o dia e a noite, a calor e o frio, a lua e o sol, a atividade/movimento e o repouso. Assim podemos dizer que tudo é constituido por estes movimento e transformação dos dois aspectos, o yin e o yang.

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No corpo humano a teoria do yin e do yang foi utilizada para definir vários aspectos físicos, manifestações, movimentos e transformações. As duas substâncias principais do corpo humano, Qi e sangue, também são descritas em termos de Yin e Yang. O sangue é Yin por natureza: fluido, nutritivo, umedecedor, substancial. Qi é de natureza Yang: vital, ativo, energético, etérico. Os orgãos tambem são classificados entre Yin e Yang consoante a sua constituição e ação. Os meridianos são yin e yang, a parte superior do corpo é mais yang em comparação a parte inferior, no entanto o corpo em si poderá ser visto como yin internamento e as suas ações ou manifestações externas por produzirem movimento e por serem menos “internas” serão classificadas Yang. Como vêem, este conceito aparentemente básico engloba todos os fenómenos de seres vivos do universo e assim se torna bastante extenso no seu estudo mas simplificando, apresento alguns conceitos principais de classificação de Yin e Yang na tabela abaixo.

Tabela 1, Polaridades características do Yin e Yang

(Tabela de CETN, Brasil retirada de https://www.cetn.com.br/imprensa/yin-yang-harmonia-e-equilibrio-entre-opostos/20180828-090722-o413)

Podemos então concluir que o desequilíbrio de yin e yang é responsável pelo desenvolvimento e surgimento de todas as doenças e assim as inúmeras manifestações clínicas de diversas doenças são entendidas e tratadas de acordo com sua natureza Yin e Yang restaurando o funcionamento vital original em equilíbrio destes dois aspectos opostos e interdependentes.

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2.3. A Teoria dos Cinco Elementos

Como vimos anteriormente, Yin e Yang definem o universo como a interação de forças polares opostas de forma simples porém deveras complexa nas suas diversas abordagens do Todo universal. Para além de que esta teoria depois se complementa com a teoria dos cinco elementos que diferencia ainda mais essa dinâmica em cinco estágios de transformação. Essas fases representam as estações da terra, caracterizadas como madeira, fogo, terra, metal e água, respectivamente, primavera, verão, solistício de verão, outono e inverno. Esses elementos correspondem às etapas da vida humana também:

nascimento, crescimento, maturação, morte e renascimento. O movimento através destas fases do ambiente externo espelham-se no ambiente interno humano. Este fenómeno é visto desde a rotação dos planetas ao comportamento dos órgãos internos.

Tinhamos visto anteriormente que os orgão se destinguem entre yin e yang. Cada um dos órgãos Yin está emparelhado com um órgão Yang, e esses pares compartilham caminhos de meridianos, tecidos, músculos e funções energéticas específicos. Cada par é afiliado também a um dos cinco elementos:

-Madeira (Primavera) - Fígado / Vesícula Biliar -Fogo (Verão) - coração / intestino delgado

-Terra (Solistício de Verão) - Baço / Estômago/Triplo aquecedor -Metal (Outono) - pulmões / intestino grosso

-Água (Inverno) - Rim / bexiga

É certamente testemunha que as estações do ano têm ciclos de produção e alimentos diferentes, características específicas, cores e até estados emocionais mais propícios dessa época. Também não podemos deixar de concordar que existe uma relação cíclica e dependente entre todas estas fases. É com base nestas perceções que foram

categorizados todos os fenómenos da natureza, as suas características e as suas relações interdepentes na teoria dos cinco elementos da MTC. Vejam um resumo destas

classificações na tabela abaixo.

Tabela 2, Correspondência dos 5 Elementos no corpo humano e na Natureza.

(Tabela de Xing lin clinic retirada de http://xinglinclinic.blogspot.com/2016/10/o-antigo-sistema-dos-5-elementos.html)

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3. CHI KUNG E AS SUAS ORIGENS

O Chi kung assenta em nos ensinamentos de algumas escolas, das quais tirou seus princípios valiosos que estão na base da prática do Chi kung até aos dias de hoje. São elas, o confucionismo, o Taoismo e o Budismo. Cada uma delas diferentes em conceito e valores, mas perfeitamente complementares na sua essência.

Todas compartilham uma preocupação com o autocultivo de formas diferentes. O confucionismo foca na moral, disciplina e hierarquia dentro de uma ordem social, o taoísmo contrariamente, tenta libertar o Ser da sociedade e realinhá-lo com a ordem natural mais fundamental do universo envolvente. O budismo em última análise, foca-se em libertar o Ser de toda e qualquer ordem exterior a si.

Apesar de contraditórias, a integração das três na prática do Chi kung provou-se perfeita uma vez que o confucionismo se foca no exercício respeitoso e moral, o treino da mente e a nutrição do Qi, enquanto o taoismo situava estes valores confucionistas num enquadramento mais alinhado com o fluxo original do Qi que muito cedo verificaram se reger pelas mesmas leis da natureza do wuxing, cinco elementos, e das polaridades simbióticas do yin e yang. Para finalizar, com a chegada do budismo á china uns tempos depois, houve o complemento desta com outros valores que dariam maior ênfase na mente e como a trancender para a conexão com o espírito. O budismo complementaria a prática com o princípio máximo; tranquilizar e purificar a mente de pensamentos perturbadores, fazendo assim com que se conseguisse com a prática do Chi kung atingir o Shen. Com estes três ensinamentos distintos se consegue alcançar a tranquilidade do Ser como um todo em harmonia interna e exterior com o meio envolvente.

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4. CHI KUNG NO QUOTIDIANO ATUAL

Concordaremos que estes princípios de filosofias tão antigas, vindas de tempos de imperadores, ordens estruturais sólidas, época em que havia um maior respeito e conexão com os ciclos naturais da vida e natureza, são hoje mais que nunca cruciais ao nosso bem- estar perante as exigências dos tempos que vivemos. Foi a partir dos anos 70, com a visita do presidente Richard Nixon, que a china se deixou envolver no mundo ocidental e o chi kung começou a ser mundialmente explorado.

Hoje em dia existe um número indeterminado de Instrutores e praticantes, retiros de chi kung espalhados pelos sete continentes, bem como, escolas e universidades diversas que estudam esta vertente da Medicina tradicional chinesa, a sua prática e benefícios.

Tem sido desenvolvida aos longos dos últimos anos uma consciência maior da necessidade que o ser humano encontra em conseguir equilibrar as funções do seu corpo, tranquilizar a sua mente e conectar com as suas capacidades espirituais. Só deste modo conseguirá obter as ferramentas para vingar, física, mental e espiritualmente no quotidiano acelerado do ocidente em pleno século XXI. Fica claro então, que esta conexão tem de ser feita pelo ser individual conectando-se e espelhando o todo envolvente.

Só com a disciplina e a moral se conseguirá estabelecer rotinas de prática nos dias que correm;

Só tirando o exemplo da resiliência e perfeita harmonia dos elementos da natureza e sua energia conseguiremos respostas para também nós resistirmos aos imprevistos ciclos da vida;

E só tranquilizando a nossa mente excessivamente barulhenta conseguiremos estar libertos dos egos e dogmas sociais e culturais para conseguirmos as verdadeiras respostas em plenitude com o nosso ser.

Ainda lhe restam dúvidas?

Nos próximos capítulos vou exemplificar com somos um espelho de tudo aquilo que nos rodeia e como meio exterior nos influencia até a nível celular mais ínfimo e vou mostrar- lhe também como alguns exercícios do chi kung nos dão as respostas para o nosso bem- estar quotidiano em função destes mesmos exemplos extraídos da natureza que nos envolve.

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5. O JOGO DOS ESPELHOS

5.1. O espelho do Micro e Macro cosmos

O cuidado adequado do corpo humano é impossível sem se preocupar com os fatores ambientais externos. A teoria do micro e macro-cosmos origina-se de conceitos filosóficos da Grécia Antiga. De acordo com esta teoria, um homem (micro-cosmos) é a representação de um universo (macro-cosmos). Tal pensamento é baseado na suposição de que muitas das características do corpo humano refletem a estrutura do universo.

Portanto, um corpo humano é o reflexo de uma organização harmoniosa do mundo.

Cosmos possui uma estrutura perfeita que inclui os elementos que se relacionam e apresentam uma unidade harmoniosa. O corpo humano tem a mesma estrutura, pois todos os órgãos e sistemas do corpo estão inter-relacionados entre si e podem funcionar adequadamente apenas como uma unidade saudável. Como resultado da aceitação desta teoria, a medicina garante que o tratamento dos problemas de saúde seja holístico e leve em consideração o funcionamento de todos os sistemas do corpo. O meio ambiente pode ser considerado um dos principais fatores que impactam o microcosmo do corpo humano.

As especificidades do mundo que nos rodeia influenciam o ar que respiramos, a água que bebemos, os alimentos que comemos, e como a MTC defende, o próprio equilíbrio energético yin e yang e as características e ciclos equivalentes aos elementos naturais, estações do ano, entre outros. Portanto, o modelo de cuidado holístico deve incluir não apenas o cuidado com todos os sistemas do corpo, mas também com os sistemas da natureza.

Para além disso, é importante perceber que o respeito entre micro e macro cosmos é crucial para a longevidade de ambos e a MTC tem recomendações dietéticas que exemplificam isso mesmo, como por exemplo, a redução/privação do consumo de carnes vermelhas, estão diretamente relacionadas ao melhoramento da natureza, já que a produção massiva de carne é um dos principais fatores que contribuem para a poluição do ar e esgotamento de recursos não renováveis em todo o mundo. Este exemplo ilustra a forte relação entre um microcosmo de um ser humano e um macrocosmo do universo, já que mesmo os menores hábitos quotidianos têm impacto no mundo.

A comparação que faço do conceito de micro e macro-cosmos na MTC, suponho que revela não só a influência, mas também a interdependência dos dois mundos(cosmos), o humano e o universal. Um influência directamente o outro, na preservação da sua saúde e longevidade (o ser humano preserva e cuida o ambiente e por consequência, a natureza tem melhores e mais saudáveis recursos para nos dar), logo são dependentes e directamente se espelham nas suas leis de funcionamente e influência directa nutritiva (seja ela física, mental ou transcendente), desde a comida extraída da terra, o ar que respiramos, a água que bebemos, os estimulos e emoções que tiramos da realidade que nos rodeia (que nos dá o sentido de personalidade), ou até do Qi que é cultivado e partilhado entre ambos, o micro e o macro cosmos.

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5.2. A mente, um complexo mundo de espelhos

Figura 2. Mirrors of the mind, a psychedelic concept album retirada de https://studio3.am/projects/mirrors-of-the- mind/

É sabido que a mente recebe do seu meio exterior, através dos seus principais cinco sentidos, triliões de estímulos por minuto através de imagens, sensações, cheiros, sons e sabores. Também sabemos que esses mesmos estímulos desencadeiam de forma orgânica automática no nosso cérebro, um processo criterioso de análise, reconhecimento, denominação e catalogação desses mesmos estímulos para fazermos sentido do meio que nos rodeia e tirarmos dele o nosso sentido de personalidade comportamental e moral.

Espelhamos depois uma réplica desses exemplos que captamos do exterior como nossa própria identidade e conduta.

Inclusive, na fase de crescimento, é precisamente através da imitação que vamos assimilando as funções básicas como gatinhar, andar e falar e um pouco mais a frente aprendemos a desenhar as primeiras letras também através da reprodução de imagens que captamos dos livros de exercícios e reproduzimos o que os nossos olhos veem. Numa fase adulta este jogo de espelhos torna-se bastante mais complexo, derivado a sua ligação mais racional (mas nem por isso mais consciente), a outros fatores como pensamentos e emoções. Estes poderão ser usados inconscientemente de forma destrutiva. Por isto é importantíssimo percebermos um pouco como estes fatores nos influenciam diretamente a nível de todo o nosso funcionamento fisiológico.

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5.2.1. A permeabilidade da mente

O Cérebro é um sistema muito complexo, estudado exaustivamente, mas ainda não totalmente entendido por ser algo tão multifacetado e mutante derivado á sua permeabilidade. Numa análise muito superficial podemos dizer que o cérebro se divide em dois hemisférios e estes têm, por norma, maior concentração de alguns neurotransmissores que outros, dando-lhes capacidades distintas e comandando cada um deles partes do corpo, funções e sistemas diferentes. Sendo um deles, o hemisfério esquerdo, responsável por nossas funções mais racionais e analíticas, enquanto que o hemisfério direito nos permite capacidades mais intuitivas e emocionais. Mas indo mais fundo anatomicamente, podemos dividir o cérebro em três parte, o cérebro reptiliano, o límbico e o neocórtex e aqui ficamos a perceber que temos um longo caminho pela frente para conseguirmos perceber e de alguma forma comandar o nosso sistema nervoso central, ou talvez não.

Vamos por partes. Vários cientistas defendem que utilizamos cerca de 5 a 7% do nosso cérebro, o que não consigo concordar. Alguns outros estudos indicam percentagens diferentes que me parecem mais acertadas. Estes analisam o cérebro em três partes (conceito cérebro trino) e designam a sua capacidade total de funcionamento (pelo menos aquela que se consegue estudar por meios científicos) da seguinte forma:

7% - NÉOCORTEX (Consciência Racional)

38% - LÍMBICO (Consciência Emocional)

55% - REPTILIANO (Consciência irracional)

Tal escala piramidal pode, por analogia, ser comparada com outra pesquisa consagrada no seu contexto geométrico. Falo da Pirâmide das Necessidades, do Psicólogo norte- americano, Abraham Harold Maslow (1908-1970), que analisou nossas principais necessidades humanas, também, através de uma simbologia piramidal. Esta percentagem apresentada, relativa ao cérebro trino, e suas ramificações de necessidades, irracional, emocional e racional, pode comparar-se literalmente à pirâmide de Maslow original encontrada no anexo B. Se conjugarmos, tal pirâmide, com nossos 3 cérebros, veremos que as divisões de ambos os estudos se encontram em concordância. Na análise de Maslow os primeiros degraus da sua pirâmide, estão representadas as nossas necessidades fisiológicas, tais como, fome, sono, segurança, dentre outras; mais acima, estão as mais emocionais, relacionadas ao amor, família, amizades, etc; já, nos últimos degraus, direcionados ao pico, estão as nossas realizações pessoais. Resume-se então que o cérebro reptiliano, o mais primitivo e irracional é o mais ativo no nosso quotidiano, desde as nossas necessidades fisiológicas primárias até mesmo à nossa comunicação com o exterior, uma vez que comunicamos principalmente através da nossa imagem e postura corporal. O cérebro límbico, mais emocional, também nos comanda de forma automática e pouco racional, uma vez que é gerido pelos estímulos excitatórios ou inibitórios dos neurotransmissores diversos que desencadeiam todas as manifestações físicas perante

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14 acelerada, a dilatação das pupilas, aumento da sudorese, a contração ou relaxamento

muscular e a pressão arterial do nosso sistema circulatório, são tudo ações involuntárias que são influenciadas pelo nosso emocional do qual aparentemente não temos participação ativa. Assim sendo, poderíamos dizer, perante uma análise superficial, que até as nossas emoções são apenas impulsos orgânicos involuntários e irracionais que não podemos controlar. A parte racional do nosso cérebro (cerca de 7% ativa), apesar de diminuta em comparação aos restantes 93%, permite-nos agir de diversas formas sobre as outras partes, de consciência irracional e emocional, pois somos dotados de capacidades imensas e extraordinárias. A primeira, a meu ver de influência mais direta e rápida fisiologicamente, temos a capacidade de agir sobre uma ação inicialmente involuntária, a respiração, e já aqui temos uma panóplia de ferramentas a nosso dispor que iremos debater mais a frente. Em segundo, fomos dotados das capacidades de análise, comparação, discernimento, intuição e raciocínio lógico para além da importantíssima retenção de memória. Utilizando todas estas ferramentas de forma consciente e criteriosa, podemos alterar o nosso comportamento emocional, fisiológico e até transcendental (consciência esta, que acredito ser infinita e não quantificável). Isto é conseguido através da repetição de estímulos memorizados e voluntariamente reproduzidos, frases memorizadas (mantras) e emoções “manipuladas” através de postura corporal, respirações, visualizações e outras técnicas diversas, sempre num processo de repetição e observação até à integração da nova resposta cerebral automática do comportamento adquirido.

A esta capacidade da nossa mente adquirir novas formas de funcionamento se chama permeabilidade. Nome derivado da característica notória do cérebro permitir ao meio exterior trespassar as suas barreiras e a sua capacidade de reter algo desses mesmas interações, tipo esponja. Essa capacidade de retenção sendo manipulada eficazmente através de técnicas especificas de “controlar” ou direi, “observar e encaminhar” a mente farão com que possamos mudar o nosso modo de pensar, a nossa falsa identidade (ego) com a qual nos identificamos por alienação do próprio ser e a nossa necessidade inata de pertença ao meio envolvente e inclusive a nossa tendência a patologias físicas e emocionais. Conseguimos isto com algum trabalho, persistência e repetição que teremos de integrar na nossa vida e modo de estar, mas certamente será ótimo perceber que não estamos inertes, ao comando da nossa mente irracional por defeito e do nosso funcionamento biológico pré-definido por lotaria aleatório genética.

As técnicas são diversas, os exercícios infindáveis. Desde a respiração, a meditação, a hipnose, entre outras mais ou menos complexas, temos ao nosso dispor, o verdadeiro poder e responsabilidade de assumirmos todas as vertentes da nossa saúde física, mental e espiritual. Não me vou alongar nas técnicas mais complexas, até porque não são as mais importantes. O que interessa perceber é que a nossa mente não consegue distinguir entre o que é “Real” (o que assumimos como Realidade que os nossos 5 sentidos percecionam e a nossa fisiologia trata de forma automática) e o que é imaginado/manipulado por nós através da alteração consciente da nossa respiração, postura corporal, visualizações, etc.

A resposta bioquímica dos neurotransmissores são exatamente as mesmas em ambos os casos. Com isto, atrevo-me a dizer que o ser humano poderá um dia vir a ter quase total controlo sobre a sua orgânica.

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5.2.2. A respiração e as emoções

A respiração é ao mesmo tempo, uma ação voluntária e involuntária e não é por acaso que é tão exaltada em inúmeras terapias desde a psicologia da medicina convencional aos mais primitivos ensinamentos de monges e yogis. A respiração, de forma irracional e automática altera-se visivelmente perante os nossos diversos estados emocionais e funções por nós exercidas, desde a sua rapidez máxima em estados irracionais de pânico, passando pela respiração mais profunda aquando da prática de exercício físico para maior aporte de oxigênio a todos os músculos envolvidos, até à respiração calma, longa e uniforme quando relaxamos para dormir. Estas poderão ser as mais comuns e involuntárias, mas fazendo da respiração, um aliado de forma consciente, algumas pessoas conseguem inclusive entrar em estados de transe profundos.

Não é esse tipo de respirações que venho propor, mas sim alertar a nossa aptidão para controlar ações fisiológicas e emocionais através do processo inverso da respiração involuntárias. Passo a explicar dando um exemplo prático, certamente conhecido;

- Acordamos atrasados e uma reunião importantíssima está na primeira anotação da agenda, o nosso cérebro faz todo o seu trabalho rapidamente para nos pôr em alerta máximo e acelerar todas as nossas funções, não só exteriores, mas principalmente fisiológicas. De imediato a nossa respiração acelera, a circulação sanguínea aumenta e tudo se torna uma correria desenfreada. Chegamos a tempo. Após um suspiro de alívio, sentamo-nos e acalmamos gradualmente a respiração, mas quando abrimos a boca deparamos com um cérebro muito pouco cooperante e uma mente em branco. Entre outras causas, a principal aqui terá sido uma respiração pouco eficiente, curta e rápida que baixa a oxigenação eficaz do nosso corpo e automaticamente acionam hormonas como cortisol, dopamina e adrenalina. Tudo hormonas que nos possibilitam prontidão de ação e reação, mas que põem o nosso corpo sob stress e pouco ajudam em termos de raciocínio pragmático. Ou seja, apesar da pressa poderíamos facilmente inverter esta situação tendo começado pela atenção á nossa respiração e voluntariamente agirmos com respirações mais longas e profundas evitando o desencadear automático da resposta “luta ou fuga”

irracional do nosso corpo sob stress.

O mesmo se aplica às nossas emoções, cada emoção tem o seu padrão de hormonas libertadas e ações naturais fisiológicas que se manifestam em todo o corpo e principalmente na respiração. É por isto que é imperial, estarmos atentos como observadores da nossa respiração e mente para agir da melhor forma no nosso dia a dia e não reagirmos por emoção, pois já sabemos serem irracionais e involuntárias.

A meditação, o chi kung ou simples exercícios de respiração serão ferramentas imprescindíveis para conseguirmos estar no comando das nossas emoções através da respiração pois dão-nos inúmeras formas de estar alerta e conscientes destes processos.

No chi kung, por exemplo, é comum utilizar-se respirações determinadas em alguns exercícios para ativar ou acalmar diferentes emoções através desse mesmo movimento.

Por vezes, quando só a respiração não nos permite estar totalmente em pleno controlo da nossa mente recorre-se igualmente a visualizações. Como veem, são simples jogos de imitação, repetições dos tais espelhos que são o nosso meio envolvente e interior, o dito

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16 5.2.3. A visualização e o Shen

Como já referido anteriormente, o cérebro não distingue uma realidade física exterior a uma realidade imaginada internamente pela nossa mente pois esta realidade imaginada não deixa de ser uma reprodução interna de algo anteriormente visualizado no nosso meio envolvente. A este conceito de realidade imaginada apelidamos de visualização. Nem sempre é fácil, algumas pessoas têm mais facilidade e capacidade criativa para a fazerem, mas é sem dúvida algo bastante útil no nosso quotidiano aliado à respiração e é indispensável na prática do chi kung.

No chi kung é muito fácil fazer-se visualizações, por vezes acontece mesmo automaticamente uma vez que os próprios exercícios são ações concretas que reproduzem algo do nosso meio envolvente, principalmente do meio natural. Fica fácil imaginar um animal, um lago, o céu, a lua. Através da imaginação e senso comum conseguimos depois traçar as características principais desse mesmo elemento imaginado e automaticamente, sem darmos conta desse trabalho mental, damos pelo nosso corpo físico a copiar essas características, espelhando esse elemento na nossa postura corporal. Paralelamente a respiração altera-se (automaticamente assumindo características representantes á postura corporal agora optada) e por consequência as nossas emoções modificam-se correspondendo a esta mesma postura corporal e respiração. Ou seja, não só conseguimos agir sobre as nossas emoções controlando a nossa respiração como também conseguimos alterar as nossas emoções invertendo características corporais por essas mesmas emoções desencadeadas. A visualização nestes casos será muito fácil, acionada simplesmente fechando os olhos ao mesmo tempo que estamos totalmente a vivenciar as várias experiências físicas, emocionais e fisiológicas que estão a decorrer. Neste caso, deixando- nos levar totalmente por estes vários estímulos e emoções experienciadas pela visualização, será um caminho relativamente rápido para seguramente atingir um estado de tranquilidade e conexão espiritual que no chi kung se designa Shen.

O shen poderá traduzir-se como um estado de plenitude e quietude plena. Um total conforto físico em que o corpo deixa quase de ser sentido derivado ao seu total relaxamento, a mente fica calma como um lago sem corrente e neste estado de total atenção interna conseguimos visualizar e até sentir o nosso sistema fisiológico, as funções ativas naquele momento ou até uma ligeira sensação de formigueiro, calor, dormência ou outra sensação inexplicável pessoal nalguma zona do corpo para onde direcionarmos a nossa atenção. O Shen pode comparar-se a um estado meditativo e servirá para diversas funções. Este estado de Shen é primordial aos dias de hoje, á nossa gestão emocional para vários fins. Sejam eles para trabalhar o Qi, energia vital do nosso corpo, e reverter patologias promovendo o bem-estar e longevidade ou dar-nos ferramentas preciosas para estarmos num comando mais consciente das nossas vidas.

Cultivando o Shen diariamente podemos olhar para o meio exterior e seus acontecimentos de forma menos emotiva e irracional, estando a mente como um lago tranquilo e cristalino que nos permite ver até ao fundo de forma plena e desobstruída.

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5.3. Chi Kung, movimentos espelho

Seguem-se alguns exemplos de exercícios isolados de chi kung, sem ordem ou importância específica, apenas como exemplos demonstrativos de como o chi kung espelha o seu meio envolvente, tirando dele as suas características principais e virtudes máximas de modo a ser reproduzido pelo homem retirando iguais benefícios no seu meio interno que a natureza a sua volta.

5.3.1. Zhan Zuang, a árvore

Exercício de chi kung estático, talvez os mais conhecidos dos movimentos de chi kung.

Apesar de ter várias posições, todas elas são estáticas, mantidas durante um período de tempo numa mesma posição. Todas as posições no sistema Zhan Zuang têm a principal característica de enraizar, ou seja, como uma árvore, sentir os pés fortemente fixos á terra e visualizar e até sentir o fluxo de qi sendo absorvido pela sola dos pés. As várias posições focam o enraizamento e absorção do qi forte e nutritivo da terra. Os braços, poderão assumir diversas formas como se de galhos distintos se tratasse e nestes caso cada postura trará mais benefícios a determinadas zonas e órgãos consoante a energia captada do meio envolvente for percorrer no nosso corpo e respetivos meridianos.

- Absorção da energia do meio envolvente; enraizamento; quietude da mente perante um corpo imóvel.

5.3.2. Shibashi, Taichi, Chi kung em 18 movimentos 5.3.2.1. 6º movimento, remar no centro do lago

Movimento inserido na sequência do tai chi, chi kung em 18 movimentos, executado em sexto lugar nesta sequência. É um exercício bastante ativo que envolve o corpo inteiro numa sequência de elevação dos braços e total rotação dos mesmo para trás ao mesmo tempo que se faz um agachamento levando os braços até ao chão em forma de remos.

Voltamos a levantar trazendo os braços para cima ao mesmo tempo. Representa o movimento coordenado do ato de remar, com calma e em movimento compassado. Ao mesmo tempo que nos representamos numa ação de remar, a nossa mente é levada para uma paisagem de um lago que poderá assumir várias formas consoante a imaginação de cada um, mas em comum reside a tranquilidade que nos é transmitida visualmente ao avistarmos (internamente) um lago calmo e cristalino, a beleza e grandiosidade da sua paisagem verdejante envolvente e a fluidez, maleabilidade e força características da água.

- Tranquilidade da mente; grandiosidade e força; flexibilidade e fluidez

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18 5.3.2.2. 12º movimento, empurrar as ondas

Movimento inserido na sequência do tai chi, chi kung em 18 movimentos, executado em décimo segundo lugar nesta sequência. Exercício de movimento oscilante, alternando o suporte do peso do corpo entre as duas pernas ao mesmo tempo que se reproduz uma ação de empurrar, simulando alguma resistência nos braços, enquanto nos movemos para a frente e baixando os braços, ligeiramente arredondados, como se tivéssemos a puxar as ondas entre eles na nossa direção. Este movimento, que gosto particularmente, leva-nos a visualizar uma onda, maior ou mais pequena, mais cristalina ou turva dependerá da imaginação do executante, e esta ação de empurrar incita-nos a associar quase como se empurrássemos o peso da onda como os pesos da nossa mente, corpo ou emoções, trazendo depois no regresso da onda uma energia renovada de águas mais puras e com toda a sua vitalidade em direção a um ponto chamado Dantian, uma espécie de reservatório da nossa energia (Qi) que será depois utilizada pelo nosso corpo para se auto curar.

- Limpar a mente de ruminações; empurrar e libertar pesos físicos psíquicos ou emocionais; renovar energia; trazer força e vitalidade ao corpo e mente

5.3.2.3. 13º movimento, a pomba voa abrindo as asas

Movimento inserido na sequência do tai chi, chi kung em 18 movimentos, executado em décimo terceiro lugar nesta sequência. Movimento amplo e libertador. Envolve todo o corpo, apresentando algumas semelhanças com o movimento anterior. A ação das pernas é igual, os braços, no entanto fazem uma ação bastante diferente. No movimento direcionado em frente os braços estão inicialmente na horizontal esticados ao lado do corpo, como umas asas abertas e á medida que nos movemos para a frente os braços fecham de forma graciosa como as asas de uma pomba. No recuar deste movimento, os braços voltam a posição anterior e assim nesta sequência de movimento os braços simulam o voar das asas de uma pomba. A abertura da caixa torácica na sua totalidade faz naturalmente com que a nossa respiração seja mais ampla ao mesmo tempo que a fluidez do movimento nos coordena a respiração de forma pausada e tranquila, mas muito ampla sentindo-nos totalmente revigorados como se absorvêssemos pelo nariz todo o Qi do céu que imaginamos a nossa frente. Este movimento não só é extremamente relaxante fisicamente como também acalma a mente pois sentimo-nos livres e leves num céu imenso, amplo e airoso. O próprio movimento, ao iniciar, para a frente, de braços abertos e tórax totalmente aberto sendo impulsionado para a frente nos faz sentir confiantes, ágeis e capazes.

- Revigorante; promove a autoconfiança; promove uma respiração mais profunda e relaxante.

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5.3.3. Técnicas Taoistas de longevidade 5.3.3.1. Long You Gong, jogos de dragão

Exercício de ativação e cultivo de energia Yang das técnicas taoistas de longevidade, executada em número ímpar. Sendo uma técnica yang, ativa uma energia mais revigorante. É um movimento executado de forma bastante coordenada fisicamente, com os pés e joelhos juntos, oscilando da esquerda para a direita enquanto as mãos em posição de reza se movimentam na direção oposta desenhando semicírculos em direção descendente e ascendente, completando três círculos completos interligados. Este exercício não só fortalece e ativa todo o corpo como exige bastante coordenação física e mental. Simula o Dragão chinês que representa poder, força, nobreza e boa sorte. É uma criatura mística que apresenta características de diversos animais, como olhos de tigre, corpo de serpente, patas de águia, chifres de veador, orelhas de boi, bigodes de carpa, etc.

Cada umas destas características de diversos animais podiam ser desdobradas em análise mais criteriosa, extraindo delas as suas virtudes, mas simplificando, esta técnica simula o movimento dançante e alegre comumente visto nas festividades orientais com os dragões gigantes serpenteando pelas ruas em simbologia de abundância, festividade, conhecimento e poder.

- Movimento alegre dançante; coordenação; poder e força 5.3.3.2. Círculo Celestial pequeno

É uma técnica taoista Neidanshú, ou seja, uma técnica aparentemente estática vista do exterior, considerando-se assim uma técnica de meditação. Nesta técnica é visualizada, imaginada ou sentida, a energia vital do corpo (Qi), a circular em dois vasos, o governador e o vaso da conceção. Eles estão situados ao longo centro das costas e frente o corpo ligados entre si nas duas extremidades. O vaso governador traz a energia da zona perineal até ao topo da nossa cabeça ao ponto Bai Hui (VG20) e depois desce pela fronte até ao lábio superior onde vai penetrar para ser transportado pela nossa língua até ao início do vaso governador no maxilar inferior, ao centro, voltando novamente a superfície para descer até ao Dantian (2 dedos abaixo do umbigo) e aqui penetrar em direção ao início do vaso governador novamente. Ao longo destes dois percursos, o Qi vai passando por vários pontos que estão ligados a todos os meridianos e assim o Qi nutrirá todo o nosso corpo. Este movimento interno de energia simula perfeitamente a relação terra/céu e a sua interligação e dependência para nutrir e equilibrar todo o mundo que nos envolve.

Podemos dizer que estamos, em pequena escala, a reproduzir exatamente a mesma circulação do Qi que observamos no macrocosmos no nosso microcosmos interno.

- Vitalidade e equilíbrio do Qi; harmonização de corpo físico, mente pensante e

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6. CONCLUSÃO

Concluo este trabalho com a certeza que consegui, através de exemplos simples, demonstrar a importância do conhecimento do funcionamento do nosso corpo e mente e também a responsabilidade crescente em aprender e utilizar técnicas simples, mas bastante eficazes no domínio do nosso ambiente interno.

Espero ter simplificado de forma demonstrativa como somos o espelho do nosso meio envolvente. Onde encontramos todas as respostas para a nossa saúde, bem-estar e longevidade e que isto tenha desperto o interesse em fazer das técnicas do chi kung uma prática diária com persistência e moral, dando-nos as ferramentas para vivermos em harmonia com o nosso ambiente interno e externo a nós, tornando-nos seres mais calmos, revigorados e fortes. Mais resilientes às intempéries e ajustes cíclicos das nossas vidas capacitando-nos de uma estrutura emocional mais racional e sólida mas não menos leve e prazerosa.

Foi com imenso gosto que desenvolvi este trabalho, de cunho pessoal, expondo a forma como sinto e vivo o Chi kung no meu próprio microcosmos e espero que tenham o mesmo prazer em o ler e questionarem-se sobre esta e outras terapias e como elas se relacionam de forma simbiótica e perfeita com todo o nosso meio envolvente.

Que vos tenha criado, o bichinho da curiosidade em iniciar a vossa prática de chi kung e sentirem esta arte milenar á vossa maneira única e individual.

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REFERÊNCIAS

Jin, Qi, Shen, The new world encyclopedia, consultado a 24 de janeiro de 2021 em https://www.newworldencyclopedia.org/entry/Jing_Qi_Shen

Sionneau, P. (2015) A essência da medicina chinesa, retorno ás origens, livro 1, Editora Brasileira de medicina chinesa [EBMC], São Paulo, Brasil

Duarte, M (Sd), Chi Kung terapêutico, Escola de medicina oriental e terapêuticas, ESMOT, Lisboa, Portugal

Leone, M. J (2008), Qi gong, The secret to living forever young, Zen Wellness Publications, Arizona, EUA

The history of Qi gong, The Taoist sanctuary of san diego, consultado a 24 de janeiro de 2021 em https://www.taoistsanctuary.org/history-of-qigong

Yin and Yang and the five phases, The Nature of the Human Body and of All Things, consultado a 25 de janeiro de 2021 em https://www.mosherhealth.com/mosher- health-system/chinese-medicine/

3 Cérebros, Psicologia.pt, Publicações em Língua portuguesa, consultado a 29 de janeiro de 2021 em https://www.psicologia.pt/artigos/ver_opiniao.php?3- cerebros&codigo=AOP0496&area=

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ANEXOS

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ANEXO A, Pinturas em Seda sobre Chi Kung

Pinturas em seda, descobertas nos túmulos de

Mawangdui em Hunan, China

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ANEXO B, Pirâmide de Maslow

Pirâmide representante da necessidades humanas

segundo Maslow

Referências

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