R ELATÓRIO DA
A DMINISTRAÇÃO Exercício de 2016
SENHORES ACIONISTAS,
Apresentamos o Relatório da Administração do BRB - Banco de Brasília S.A., relativo ao exercício de 2016, que segue as disposições legais estabelecidas pela Lei das Sociedades por Ações, pelo Conselho Monetário Nacional - CMN, pelo Banco Central do Brasil - Bacen, pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM.
DIRETORIA COLEGIADA.
1. INTRODUÇÃO ... 5
1.1. APRESENTAÇÃO ... 5
1.2. DESTAQUES E FATOS RELEVANTES ... 6
1.3 PRINCIPAIS NÚMEROS E ANÁLISE GERAL ... 7
2. CONJUNTURA ECONÔMICA INTERNACIONAL, NACIONAL E LOCAL ... 9
2.1. VISÃO RETROSPECTIVA ... 9
2.2. VISÃO PROSPECTIVA ... 10
3. DESEMPENHO OPERACIONAL ... 12
3.1. ANÁLISE DO ATIVO ... 12
3.1.1. EVOLUÇÃO DO ATIVO E RETORNO SOBRE O ATIVO TOTAL MÉDIO (ROAA) 12 3.1.2. COMPOSIÇÃO DO ATIVO ... 12
3.2. CARTEIRA DE CRÉDITO ... 13
3.2.1. EVOLUÇÃO DA CARTEIRA E RETORNO MÉDIO DAS OPERAÇÕES CRÉDITO (RSOC) 13 3.2.2. COMPOSIÇÃO DA CARTEIRA ... 14
3.2.2.1. Carteira Comercial ... 15
3.2.2.2. Carteira de Desenvolvimento ... 16
3.2.3. CONCENTRAÇÃO DA CARTEIRA POR TIPO DE CLIENTE ... 17
3.2.4. PROVISÕES ... 18
3.2.5. INADIMPLÊNCIA ... 18
3.2.6. QUALIDADE DA CARTEIRA ... 19
3.2.7. COBERTURA DE INADIMPLÊNCIA ... 19
3.2.8. RECUPERAÇÃO DE ATIVOS ... 19
3.3. ANÁLISE DO PASSIVO E CUSTO SOBRE O PASSIVO MÉDIO (CPM) ... 21
3.4. FUNDING ... 21
3.4.1. COMPOSIÇÃO E EVOLUÇÃO DO FUNDING ... 21
3.4.2. CAPTAÇÕES INSTITUCIONAIS ... 24
3.4.3. CAPTAÇÕES DE REDE ... 24
3.4.4. LOAN TO DEPOSIT ... 24
3.5. PATRIMÔNIO LÍQUIDO E RETORNO SOBRE O PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÉDIO (RSPL) ... 25
3.6. ANÁLISE DOS RESULTADOS ... 25
3.6.1. RECEITAS ... 25
3.6.1.1. Evolução das Receitas Financeiras e Operacionais ... 25
3.6.1.2. Composição das Receitas Financeiras e Operacionais ... 26
3.6.1.3. Receitas da Intermediação Financeira ... 26
3.6.1.4. Outras Receitas Operacionais ... 27
3.6.2. DESPESAS ... 27
3.6.2.1. Evolução das Despesas Financeiras e Operacionais... 27
3.6.2.2. Composição das Despesas Financeiras e Operacionais ... 28
3.6.2.3. Despesas da Intermediação Financeira ... 29
3.6.2.4. Outras Despesas Operacionais ... 30
3.6.3. LUCRO LÍQUIDO E RSPL ... 30
3.7. GESTÃO DE CAPITAL ... 31
3.7.1. ÍNDICE DE BASILEIA ... 31
3.7.2. EVOLUÇÃO DO ÍNDICE DE BASILEIA ... 31
3.7.3. CAPACIDADE DE ALAVANCAGEM ... 32
3.7.4. ÍNDICE DE IMOBILIZAÇÃO ... 32
4. CONTROLADAS E COLIGADAS ... 33
4.1. FINANCEIRA BRB ... 33
4.1.1. A EMPRESA ... 33
4.1.2. RESULTADOS ... 33
4.2. DTVM BRB ... 33
4.2.1. A EMPRESA ... 33
4.2.2. RESULTADOS ... 34
4.3. CARTÃO BRB ... 34
4.3.1. A EMPRESA ... 34
4.3.2. RESULTADOS ... 34
4.4. CORRETORA DE SEGUROS BRB ... 35
4.4.1. A EMPRESA ... 35
4.4.2. RESULTADOS E PERSPECTIVAS ... 35
4.5. BSB ATIVOS ... 35
4.5.1. A EMPRESA ... 35
4.5.2. RESULTADOS ... 35
5. GUIDANCE ... 36
6. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E PERSPECTIVA DO NEGÓCIO ... 37
7. GESTÃO DE RISCOS, CONTROLES INTERNOS E CONFORMIDADE ... 38
7.1. GESTÃO DE RISCO ... 38
7.1.1. RISCO DE MERCADO ... 38
7.1.1.1. Valor em Risco (VaR) ... 39
7.1.1.2. Análise de sensibilidade e aplicação de cenário extremo ... 39
7.1.1.3. Backtesting ... 39
7.1.2. RISCO DE LIQUIDEZ ... 39
7.1.3. RISCO DE CRÉDITO ... 40
7.1.4. RISCO OPERACIONAL ... 40
7.1.5. RISCO SOCIOAMBIENTAL ... 41
7.1.6. POLÍTICA DE RISCO REPUTACIONAL ... 41
7.2. CONTROLES INTERNOS E CONFORMIDADE ... 41
8. REDE E CANAIS DE ATENDIMENTO ... 42
9. CLIENTES ... 43
9.1. PERFIL ... 43
9.2. MODELO DE ATENDIMENTO ... 44
10. MODERNIZAÇÃO TECNOLÓGICA ... 44
11. MARKETING ... 46
12. SEGURANÇA EMPRESARIAL ... 48
12.1. PREVENÇÃO ÀS FRAUDES ... 48
12.2. SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO ... 48
12.3. RISCOS E SEGURANÇA DE TI ... 49
12.4. SEGURANÇA FÍSICA ... 49
13. PREVENÇÃO À LAVAGEM DE DINHEIRO ... 50
14. GESTÃO DE PESSOAS ... 50
14.1. PERFIL ... 50
14.2. DESENVOLVIMENTO ... 51
14.3. DEMAIS INFORMAÇÕES ... 52
15. SUSTENTABILIDADE SOCIOAMBIENTAL, PROGRAMAS SOCIAIS E FUNDOS PÚBLICOS ... 52
15.1. SUSTENTABILIDADE SOCIOAMBIENTAL ... 52
15.1.1. GESTÃO AMBIENTAL ... 53
15.1.2. PROGRAMA PRÓ-EQUIDADE DE GÊNERO E RAÇA ... 53
15.1.3. VOLUNTARIADO EMPRESARIAL ... 53
15.2. PROGRAMAS SOCIAIS ... 54
15.3. FUNDOS PÚBLICOS ... 54
16. GOVERNANÇA CORPORATIVA ... 55
16.1. GESTÃO CORPORATIVA ... 55
16.2. AÇÕES DE APOIO À ÉTICA ... 56
16.3. RELAÇÕES COM INVESTIDORES (RI) ... 57
17. INFORMAÇÕES LEGAIS ... 58
18. AGRADECIMENTOS ... 58
1. INTRODUÇÃO 1.1. APRESENTAÇÃO
O Banco de Brasília S.A. – BRB é um banco múltiplo, constituído sob a forma de sociedade de economia mista e é o único banco público estadual da Região Centro- Oeste, cujo acionista majoritário é o Distrito Federal, com 96,85% das ações.
Em seus 50 anos de existência, o BRB destaca-se pela força da sua carteira comercial, que contribui para a promoção do desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal, e de suas áreas de influência.
O BRB está posicionado entre os maiores bancos brasileiros. É o 9º em depósitos a prazo; 9º em crédito consignado; 10º banco em crédito imobiliário; 10º em crédito pessoal; 11º em depósitos à vista; 12º em depósitos em poupança, em crédito para automóveis, em número de agências e em emissores de cartões de crédito.
O Conglomerado BRB é formado pelas empresas coligadas e controladas pelo Banco de Brasília S.A.. Abaixo, apresentamos a estrutura e a composição acionária do BRB.
1.2. DESTAQUES E FATOS RELEVANTES
Durante o exercício de 2016, alguns fatos geraram impactos nos resultados do Banco.
O primeiro, que afetou positivamente o resultado, refere-se à reavaliação da classificação do risco “provável” para “possível” da provisão para Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, no valor bruto de R$ 118,6 milhões, em razão de decisão judicial favorável ao Banco, publicada em 13/09/2016 pela Justiça Federal.
Todavia, algumas despesas não recorrentes também afetaram o resultado em aproximadamente R$ 71,5 milhões. Dentre as despesas, destacam-se os abonos decorrentes de acordo coletivo, o ajuste do passivo atuarial, as diferenças relacionadas aos reajustes salariais, pendências contábeis regularizadas e o Plano de Demissão Voluntária Incentivada – PDVI. Considerando o confronto entre as receitas e as despesas não recorrentes, o efeito líquido desses eventos foi positivo em R$ 45,7 milhões.
Adicionalmente, em cumprimento aos procedimentos e melhores práticas da contabilidade sobre retificação de erro, os saldos comparativos 31 de dezembro de 2015 foram reapresentados para fins de apresentação das demonstrações contábeis individuais e consolidadas. A reapresentação decorreu do estorno de majoração da alíquota de CSLL e constituição do passivo fiscal diferido.
Informações adicionais podem ser obtidas nas respectivas demonstrações e na nota explicativa (nota 3x).
1.3 PRINCIPAIS NÚMEROS E ANÁLISE GERAL
Grandes Números - Patrimonial (R$ milhões) BRB - Múltiplo
Patrimonial 31.12.16 30.06.16 31.12.15 Δ%6M Δ%12M
Ativo Total 13.356 13.387 13.189 -0,2 1,3
Operações de Crédito (Líquido) 7.664 7.918 7.890 -3,2 -2,9
Títulos e Valores Mobiliários 1.260 1.455 974 -13,4 29,4
Depósitos Totais 8.990 8.945 8.964 0,5 0,3
Depósitos à Prazo 6.246 6.564 6.559 -4,8 -4,8
Patrimônio Líquido 1.174 1.093 1.100 7,4 6,8
BRB - Consolidado
Patrimonial 31.12.16 30.06.16 31.12.15 Δ%6M Δ%12M
Ativo Total 13.564 13.755 13.640 -1,4 -0,6
Operações de Crédito 8.857 9.025 8.946 -1,9 -1,0
Títulos e Valores Mobiliários 1.395 1.566 1.125 -10,9 24,0
Depósitos Totais 8.590 8.603 8.709 -0,1 -1,4
Depósitos à Prazo 5.865 6.232 6.306 -5,9 -7,0
Patrimônio Líquido 1.174 1.093 1.100 7,4 6,8
Grandes Números - Resultado (R$ milhões) BRB - Múltiplo
Resultado 2016 2015 Δ% 2S2016 2S2015 Δ% 4T2016 4T2015 Δ%
Lucro Líquido 201 56 258,9 159 31 409,0 48 11 342,4
Rec. Inter. Fin. 2.645 2.474 6,9 1.309 1.284 1,9 651 650 0,1
Resultado c/TVM 419 381 9,9 210 206 2,0 103 106 -3,4
Desp. Inter. Fin. -1.431 -1.501 -4,7 -692 -804 -13,8 -327 -392 -16,6
Rec. Prest Serv. 26 24 9,5 13 12 6,6 7 6 5,9
Rec. de Tarifas 139 135 2,9 70 68 2,9 36 35 2,1
BRB - Consolidado
Resultado 2016 2015 Δ% 2S2016 2S2015 Δ% 4T2016 4T2015 Δ%
Lucro Líquido 201 56 258,9 159 31 409,0 48 11 342,4
Rec. Inter. Fin. 2.932 2.711 8,1 1.454 1.378 5,6 726 686 5,8
Resultado c/TVM 288 261 36,7 207 116 78,3 139 49 177,7
Desp. Inter. Fin. -1.483 -1.564 -5,2 -716 -832 -14,0 -332 -398 -16,6
Rec. Prest Serv. 183 175 4,4 93 94 -1,3 49 41 19,0
Receita Tarifas 159 155 2,4 80 79 1,9 41 41 -0,3
Indicadores de Desempenho BRB - Múltiplo
Indicadores 2016 (%) 2015 (%) Δp.p.
Retorno sobre o Ativo - ROAA 1,5 0,4 1,1
Retorno sobre Operações de Crédito – RSOC 26,6 24,9 1,7
Retorno sobre o Patrimônio Líquido – RSPL 17,6 4,9 12,7
Custo sobre o Passivo Médio - CPM 9,3 9,4 -0,1
Custo das Captações 93,2 96,5 -3,2
Alocação 57,4 59,8 -2,4
Liquidez Corrente 0,79 0,85 -0,06
Liquidez Geral 1,10 1,09 0,01
Eficiência Total 90,0 100,5 -10,5
Eficiência Tarifária 20,6 21,9 -1,3
Depósitos a Prazo/Depósitos Totais 69,5 73,2 -3,7
Índice de Cobertura da Inadimplência 131,3 138,1 -6,8
Inadimplência 4,1 4,2 -0,1
BRB - Consolidado
Indicadores 2016 (%) 2015 (%) Δp.p.
Retorno sobre o Ativo - ROAA 1,5 0,4 1,1
Retorno sobre Operações de Crédito – RSOC 27,7 26,1 1,6
Retorno sobre o Patrimônio Líquido – RSPL 17,6 4,9 12,7
Custo sobre o Passivo Médio – CPM 8,8 8,8 0,0
Alocação 65,3 65,6 -0,3
Liquidez Corrente 0,73 0,78 -0,05
Liquidez Geral 1,11 1,10 0,01
Eficiência Total 75,3 83,9 -8,6
Eficiência Tarifária 38,9 41,5 -2,6
Depósitos a Prazo/Depósitos Totais 68,3 72,4 -4,1
Índice de Cobertura da Inadimplência 127,6 135,0 -7,4
Inadimplência 4,2 4,3 -0,1
Gestão do Capital BRB - Consolidado
Indicadores 31.12.16 31.12.15 Δp.p.
Índice de Basileia 15,26% 15,73% -0,47
Capital Nível I 1.079 1.225 -11,9%
Capital Nível II 386 369 4,6%
A exemplo do ano de 2015, a economia no exercício de 2016 continuou em desaceleração, apesar de já ser possível identificar sinais de melhora na confiança do mercado e nas estimativas dos níveis de produção.
Sob a ótica do Sistema Financeiro Nacional, os bancos seguem adotando medidas restritivas ao crédito por meio do aperfeiçoamento do nível de seletividade na concessão de recursos que financiam a atividade econômica.
Apesar do cenário de incertezas, que prejudica a oferta de crédito (redução de 1,0% no BRB Consolidado), a rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio anualizado (item 3.6.3) do Banco no exercício de 2016 foi de 17,6%, 12,7 pontos percentuais acima da apresentada no exercício de 2015.
A melhora da rentabilidade se deu em função do crescimento da margem operacional, com destaque para as receitas de operações de crédito e de tesouraria; pela contenção das despesas, principalmente, despesas com provisões para devedores duvidosos e pela reversão da provisão para CSLL (item 1.2).
Ressalta-se, ainda, que o Plano de Demissão Voluntária Incentivada – PDVI (item 1.2) impactou o resultado, de forma não recorrente.
Considerando o lucro líquido acumulado nos últimos 12 meses em relação ao saldo médio do ativo, o ROAA (item 3.1.1) do BRB Múltiplo foi de 1,5% no exercício de 2016, representando crescimento de 1,1 ponto percentual em relação ao exercício de 2015.
Com relação às operações de crédito, o aumento do Retorno sobre as Operações de Crédito - RSOC (item 3.2.1) no BRB Múltiplo e BRB Consolidado de 1,7 e 1,6 pontos percentuais, respectivamente, em 12 meses, decorreu do aumento das receitas de operações de crédito (3.6.1.3).
As despesas da intermediação financeira reduziram quando comparadas ao saldo médio do passivo, principalmente em função da redução do custo de captação (3.4.1).
Dado o cenário restrito ao crédito e a baixa necessidade de funding para as operações, o Índice de Liquidez Geral do Banco manteve-se praticamente estável em relação aos semestres anteriores. A estabilidade do índice evidencia que a evolução dos ativos e passivos ocorre de forma equilibrada e sustentável, preservando a solidez da estrutura patrimonial.
2. CONJUNTURA ECONÔMICA INTERNACIONAL, NACIONAL E LOCAL 2.1. VISÃO RETROSPECTIVA
O crescimento econômico global de 3,1% em 2016, abaixo do resultado do ano anterior, de 3,2%, ratifica a perda de ritmo da atividade das principais economias, em que nem mesmo a melhora das economias emergentes, com alta de 4,2%, ante 4,0% em 2015, foi suficiente para alavancar o PIB do mundo.
No continente europeu, o referendo que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit), em junho, impactou negativamente no crescimento em 2016, além de reduzir em 1,1 p.p. a alta prevista do PIB em 2017.
No que se refere à economia norte-americana, o baixo investimento das empresas, a apreciação do dólar e a campanha eleitoral ao longo do ano, que culminou na eleição do candidato republicano, reduziram em 0,8 p.p. o crescimento do PIB americano, com alta de 1,6% em 2016.
Por outro lado, a expansão da China em 6,6%, e da Índia em 7,6%, além da proximidade do fim da recessão no Brasil e na Rússia, que encolheram 3,5% e 0,8%, respectivamente, deram melhores perspectivas para as economias emergentes, auxiliadas, principalmente pela estabilização dos preços das commodities.
No Brasil, as incertezas políticas, que duraram aproximadamente oito meses, alongaram o período recessivo refletido na baixa confiança das famílias e das empresas, impactando a queda do consumo e do investimento. A alta volatilidade do câmbio, influenciada por eventos externos – especialmente a intensa desvalorização do Yuan chinês, Brexit e a eleição nos Estados Unidos – também prejudicaram as exportações brasileiras.
Superados certos aspectos da crise política, a nova gestão do Governo Federal, focou seus esforços na aprovação de reformas, especialmente as relacionadas à Desvinculação das Receitas da União – DRU, ao teto dos gastos públicos e ao envio da Proposta de Emenda à Constituição – PEC da reforma da previdência.
Essas medidas adotadas propiciaram o início da melhora das expectativas dos agentes econômicos quanto ao fim da recessão e à retomada da atividade. As mensagens passadas para a sociedade são as de que há apoio parlamentar ao governo, e de que este vem buscando soluções para cobrir o déficit fiscal. Com isso, observou-se nos últimos quatro meses de 2016 o arrefecimento da inflação, a estabilização da confiança das famílias e das empresas, a descompressão do câmbio e do risco-Brasil e o início do ciclo de queda da taxa básica de juros pelo Banco Central.
Quanto ao crédito, dados do Banco Central divulgados em novembro mostram que as concessões para Pessoa Jurídica e Física registraram, respectivamente, retração de 13,8% e 3,2%, no acumulado dos últimos 12 meses. Dentre os principais motivos para esse movimento estão: a baixa confiança das famílias e das empresas, o aumento do desemprego, o nível elevado de endividamento das famílias, a alta taxa de juros reais e as incertezas políticas. Destaca-se, ainda, que mesmo com a alta do prazo médio das operações, o patamar elevado dos juros e do spread bancário ratificou a pressão das condições de financiamento de pessoa física e jurídica diante do efeito de alta nos custos dos empréstimos.
Em relação à atividade do Distrito Federal, o Idecon-DFi recuou 1,6% e o IBGE computou queda de 2,9% no Brasil, no terceiro trimestre de 2016. No mesmo período, a agropecuária apresentou a maior perda de resultado, com queda de 3,7%, seguida da indústria, com queda de 2,6%, e do setor de serviços, que caiu 1,5%. Apesar do declínio da agropecuária e da indústria local, a retração da atividade econômica distrital foi menor devido ao peso do setor de serviços, que, segundo estrutura de cálculo do “PIB-DF”, representa 92,9% do total. Esse desempenho econômico é reflexo da piora da renda, do desemprego, da inflação e dos juros em patamares elevados. Além disso, a situação fiscal do governo local influencia o resultado do setor de serviços, já que a Administração Pública responde por 43,1% da estrutura produtiva do Distrito Federal.
2.2. VISÃO PROSPECTIVA
No ambiente externo, há um moderado otimismo por parte dos agentes com as expectativas para o desempenho da economia global em 2017, apesar de acontecimentos inesperados como a saída do Reino Unido da União Europeia e o resultado das eleições norte-americanas. A fundamentação dessas expectativas está alicerçada no recente fortalecimento da atividade mundial por meio de maior confiança privada, pessoal e empresarial. Essa confiança vem depois de anos de políticas monetárias ultraexpansionistas nas maiores economias globais, como EUA, Zona do Euro, China e Japão; e em linha com perspectivas de maior ativismo fiscal americano diante da previsão de aumento do consumo e do investimento no curto prazo na maior economia do mundo.
No detalhamento, os EUA apresentam melhores perspectivas econômicas dentre as nações mais avançadas, a partir da previsão de uma política fiscal expansionista calcada na eleição do candidato republicano, cujo apoio do Congresso será de maioria do mesmo partido na Câmara e no Senado depois de seis anos. Ademais, a possibilidade de redução de impostos e de aumento dos gastos públicos em infraestrutura e defesa reforçam a estimativa de expansão de 2,3%, em 2017.
Quanto à Europa, apesar das surpresas políticas, entre elas o Brexit, números melhores das sondagens industriais e do setor de serviços, do segundo semestre de 2016, têm respaldado expectativas auspiciosas para este ano, demonstrando a resiliência por qual passa a economia mundial.
No que se refere ao continente asiático, a China também tem apresentando bons números de sondagens industriais, que registraram, no fim de 2016, a melhor leitura em quase seis anos. Adicionalmente, as expectativas de manutenção de apoio político interno na segunda maior economia do mundo dão sustentação para que o país cresça 6,4%, em 2017. As economias indiana e do sudeste asiático reforçam a tendência de crescimento mundial com estimativas de 7,2% e 4,9%, nesta ordem.
Na mesma linha segue o Japão, que tem apresentado, embora em ritmo mais tímido, avanço da atividade fabril ao longo de 2016 depois de sete anos com política de juros em níveis próximos de zero. Além disso, a depreciação recente do iene frente ao dólar (17,2% entre novembro e dezembro de 2016) e perspectivas de recuperação dos mercados emergentes – que consomem produtos exportados do país nipônico – contribuem para uma tendência favorável de crescimento da economia japonesa.
Cabe ressaltar que esse contexto mais benigno da conjuntura internacional traz consigo alguns riscos que poderão prejudicar novamente o desempenho da
atividade econômica global. Dentre os principais pode-se citar: (i) recrudescimento dos riscos do crédito não bancário na China; (ii) potencial ascensão de forças nacionalistas nas eleições europeias e; (iii) expansão fiscal nos EUA e eventual reação do Fed a um quadro de aceleração da inflação.
Todavia, parte-se da premissa de que esses focos de riscos permanecerão acomodados ao longo de 2017, de modo que a economia mundial se direcione para um ritmo de crescimento moderado.
No Brasil, os acontecimentos no cenário externo tendem a exercer influência, sobretudo na relação R$/US$, o que poderá alterar a condução da política monetária por parte do Banco Central e afetar o ritmo de recuperação da atividade econômica. Há que se considerar, também, os riscos de instabilidade política que reflete diretamente na retração de investimentos em vários setores da economia e evidencia a dificuldade de implementação dos ajustes fiscais necessários.
Adicionalmente, a retomada da confiança acontecerá mediante aprovação de uma agenda mínima de reformas fiscais, capaz de reduzir, ao menos no médio/longo prazo, o risco de insolvência da dívida pública. Nesse caso, a gradativa redução da incerteza, aliada à flexibilização da política monetária, deve contribuir para o fortalecimento da confiança dos empresários e consumidores. Esse ajuste macroeconômico, por sua vez, tende a impactar diretamente a evolução da demanda interna e propiciar a aceleração do crescimento do PIB nos próximos anos.
Nesse sentido, considerando a perspectiva de que a economia doméstica avance 0,5% em 2017, as expectativas de expansão do crédito total são de 4,2% para o mesmo período, com base na adoção do afrouxamento monetário pelo Banco Central (redução da taxa Selic) observado desde outubro de 2016 e no anúncio de medidas, pelo Ministério da Fazenda, para aumentar a produtividade, simplificar negócios e facilitar o crédito. Essa última iniciativa busca ajudar empresas endividadas a renegociar seus débitos com o BNDES e com a Receita Federal, bem como melhorar o ambiente para a realização de negócios, reduzindo a burocracia.
Vale ressaltar, também, que a estimativa de estabilização do desemprego, a queda da inflação, que ajuda no poder de compra, e a retomada gradual da confiança das famílias e das empresas, tendem a fornecer previsões de crescimento do crédito no Brasil.
No âmbito local, estima-se que o PIB do DF tende a crescer 2,5% em 2017, amparado pela melhora na ocupação (+1,8%) e na renda média real (+0,1%). A melhora do mercado de trabalho deve ser puxada pelo setor de serviços, cuja previsão de expansão é de 3,7%. Ademais, observando as perspectivas de melhora dos indicadores macroeconômicos - de queda da inflação e dos juros – espera-se que esse conjunto de fatores favoreça a dinâmica da atividade local.
iÍndice de Desempenho Econômico do Distrito Federal, medido pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal – Codeplan.
3.1.1. EVOLUÇÃO DO ATIVO E RETORNO SOBRE O ATIVO TOTAL MÉDIO (ROAA)
Os ativos totais do BRB Múltiplo cresceram 1,3% em 12 meses e reduziram 0,2%
no segundo semestre de 2016. A redução, no semestre, resultou em sua maior parte da queda do saldo em TVM e Derivativos de 13,4% (item 3.1.2).
Quando considerado os ativos totais do BRB Consolidado, observou-se redução de 0,6% em 12 meses e de 1,4% no segundo semestre de 2016, impactado pelas operações de tesouraria, que inclui operações de títulos e valores mobiliários e aplicações interfinanceiras de liquidez (item 3.1.2).
No exercício de 2016, a rentabilidade anualizada do ativo médio cresceu 1,1 ponto percentual, atingindo 1,5%.
3.1.2. COMPOSIÇÃO DO ATIVO
Composição do Ativo (R$ milhões) BRB – Múltiplo
Ativo 31.12.16 30.06.16 31.12.15 Δ%6M Δ%12M
Disponibilidades 178 181 161 -1,7 10,5
Aplicações Interf. de Liquidez 1.750 1.464 1.757 19,5 -0,4
TVM e Derivativos 1.260 1.455 974 -13,4 29,4
Relações Interfinanceiras 438 404 518 8,6 -15,3
Operações de Crédito (Liq.) 7.664 7.918 7.890 -3,2 -2,9
Crédito Tributários Diferidos 543 568 512 -4,5 6,1
Outros Créditos 825 749 801 10,1 2,9
Outros (Invest. Imob. Intang) 698 649 577 7,6 20,9
TOTAL 13.356 13.387 13.189 -0,2 1,3
BRB - Consolidado
Ativo 31.12.16 30.06.16 31.12.15 Δ%6M Δ%12M
Disponibilidades 179 184 164 -2,7 8,7
Aplicações Interf. de Liquidez 593 398 728 45,3 -18,6
TVM e Derivativos 1.395 1.566 1.125 -10,9 24,0
Relações Interfinanceiras 439 404 518 8,7 -15,2
Operações de Crédito (Liq.) 8.857 9.025 8.946 -1,9 -1,0
Crédito Tributários Diferidos 614 643 582 -4,5 5,7
Outros Créditos 1.189 1.263 1.329 -5,8 -10,6
Outros (Invest. Imob. Intang) 298 273 248 9,4 20,3
TOTAL 13.564 13.755 13.640 -1,4 -0,6
Os ativos do BRB Múltiplo são constituídos, principalmente, por operações de crédito que representam 58% do total dos ativos. Em seguida, os ativos de tesouraria somam 23% do total e cresceram 10,2% no mesmo período, impactado, principalmente pelo crescimento das operações com TVM em 29,4% no exercício.
No BRB Consolidado, as operações de crédito constituem 65% dos ativos totais. Os ativos de tesouraria representam 15% do ativo total e cresceram 7,3% no exercício. Esses ativos representam as principais fontes de receita do Banco (item 3.6.1.2). Cabe ressaltar que dentro dos ativos de tesouraria, observou-se o crescimento de 24% nas aplicações em TVM no exercício e redução de 10,9% no semestre.
3.2.CARTEIRA DE CRÉDITO
A carteira de crédito do BRB, após as provisões, apresentou uma redução de 2,9%
no BRB Múltiplo e de 1,0% no BRB Consolidado no exercício. No segundo semestre, reduziu 3,2% e 1,9%, respectivamente. Cabe ressaltar, que tais variações decorreram da redução da carteira de pessoa jurídica. Entretanto, a carteira de pessoa física cresceu 1,5% (item 3.2.3).
Esse resultado refletiu o cenário de crédito enfrentado pelas instituições financeiras ao longo do exercício. Segundo dados do Banco Central, a carteira de crédito brasileira apresentou retração de 3,5% no primeiro semestre de 2016. Essa retração é consequência da deterioração da qualidade do crédito, do aumento da inadimplência e da consequente necessidade de aumento das provisões para devedores duvidosos.
Cabe ressaltar, que o Banco entende que, mesmo diante da redução da oferta de crédito, é necessário maior rigor nas suas concessões. O rigor passa pelo aumento das exigências por garantias, com a vinculação da liberação de crédito a critérios mais rígidos. Essas medidas têm como objetivo buscar a proteção dos ativos e a redução dos níveis de provisionamento, face o aumento da inadimplência apresentado em todo sistema financeiro.
3.2.1. EVOLUÇÃO DA CARTEIRA E RETORNO MÉDIO DAS OPERAÇÕES CRÉDITO (RSOC)
As operações de crédito do BRB Múltiplo, antes das provisões, reduziram 3,3% no exercício e 3,4% no segundo semestre. No BRB Consolidado, a redução foi de 1,4%
e 2,1%, respectivamente.
Considerando o saldo líquido de provisões, a carteira de crédito do BRB Múltiplo reduziu 2,9% no exercício (item 3.2.2). Todavia, a retração observada foi inferior à retração de 3,5% do Sistema Financeiro Nacional. Com base em perspectivas de melhoras segundo os relatórios de expectativas da CNI e do Bacen, o Banco espera retomar o crescimento da carteira comercial no curto e médio prazos.
O Retorno Médio das Operações de Crédito – RSOC mede a relação entre a receita gerada pelas operações de crédito com o saldo de carteira, antes das provisões.
Dessa forma, considerando a receita acumulada de operações de crédito em 12 meses (item 3.6.1.3) com o saldo médio das operações de crédito antes das provisões, observou-se que o RSOC foi de 26,6% para o BRB Múltiplo e de 27,7%
para o BRB Consolidado.
Comparando ao exercício de 2015, observou-se aumento de 1,6 pontos percentuais no BRB Múltiplo e de 1,7 no BRB Consolidado, evidenciando a elevação da rentabilidade gerada pelas operações em relação ao saldo médio da carteira de crédito.
3.2.2. COMPOSIÇÃO DA CARTEIRA
Operações de Crédito por Carteira (R$ milhões) BRB – Múltiplo
Carteira 31.12.16 30.06.16 31.12.15 Δ%6M Δ%12M
Governo - - 1 - -
Comercial 6.608 6.830 6.849 -3,2 -3,5
Desenvolvimento 1.493 1.554 1.530 -3,9 -2,4
Importação e Exportação 1 1 - - -
TOTAL 8.102 8.385 8.380 -3,4 -3,3
Saldo de Provisões (438) (467) (490) -6,2 -10,6
TOTAL LÍQUIDO 7.664 7.918 7.890 -3,2 -2,9
BRB – Consolidado
Carteira 31.12.16 30.06.16 31.12.15 Δ%6M Δ%12M
Financeira BRB 1.256 1.173 1.115 7,1 12,7
TOTAL 9.358 9.558 9.494 -2,1 -1,4
Saldo de Provisões (501) (533) (548) -6,0 -8,6
TOTAL LÍQUIDO 8.857 9.025 8.946 -1,9 -1,0
A carteira de crédito do BRB sentiu os reflexos da baixa atividade econômica apresentada durante 2016, retraindo 1% nos últimos 12 meses no Banco Consolidado. Entretanto esse resultado quando comparado com o sistema financeiro demonstra um desempenho significativamente melhor, uma vez que os dados apresentados pelo Banco Central revelam uma retração de 3,5% sobre o saldo total de crédito do sistema financeiro.
A retomada do crescimento da economia brasileira e distrital e consecutivamente da carteira de crédito, que inicialmente apresentava perspectivas de começar ocorrer no final de 2016 não se concretizou. Porém, os números do sistema financeiro e, principalmente, dos bancos já demonstram a estabilização da carteira de crédito comercial e apontam para a retomada do crescimento, ainda em níveis suaves, ao longo de 2017, em linha com as projeções internas do BRB.
No que tange à carteira comercial, a retração de 3,5% do Banco Múltiplo se deu pela baixa demanda por crédito em 2016, em que, segundo a Serasa Experian, o consumidor ainda se encontra em níveis de endividamento elevados, baixos níveis de confiança e uma conjuntura adversa quanto ao mercado de trabalho, respaldando a estratégia prudencial adotada pelo banco na concessão de novos empréstimos anteriormente relatada (item 3.2).
Cabe ressaltar, ainda, a redução dos custos com provisões, reflexo da estratégia nas concessões e das exigências de garantias, que possibilitou a melhora da qualidade da carteira no último trimestre, acompanhado da melhora da inadimplência da carteira de crédito e da recuperação de ativos em prejuízo.
3.2.2.1. Carteira Comercial
Carteira de Crédito Comercial (R$ milhões) BRB – Múltiplo e BRB – Consolidado Carteira 31.12.16 % da
carteira 30.06.16 % da
carteira 31.12.15 % da
carteira Δ%12M
Pessoa Física 5.715 86,5 5.826 85,3 5.658 82,6 1,0
Pessoa Jurídica 893 13,5 1.004 14,7 1.192 17,4 -25,0
TOTAL 6.608 100,0 6.830 100,0 6.849 100 -3,5
Em 2016, o aumento da inadimplência impôs ao sistema bancário a necessidade de maior rigor na concessão de crédito com aumento da exigência por garantias e vinculação da liberação de crédito a critérios mais rígidos, buscando a proteção de seus ativos. Nesse contexto o BRB adotou medidas saneadoras e implementou novos procedimentos para concessão do crédito, incluindo reforço de garantias, adequação de prazos, taxas e limites.
No exercício, apesar de enfrentar um cenário adverso, a carteira de crédito de pessoa física do BRB cresceu 1,0%, quando comparado ao mesmo período de 2015.
As operações com PF representam 86,5% da carteira do Banco, além de apresentarem melhores indicadores de riscos e de lucratividade.
A carteira de crédito comercial no segmento Pessoa Jurídica recuou 25% no comparativo entre dezembro/2015 e dezembro/2016, que contribuiu para a retração da carteira comercial.
A conjuntura econômica ao longo do ano de 2016 impôs ao sistema produtivo em geral a necessidade de readequação de processos e dos seus fluxos de caixa. O mercado de crédito pessoa jurídica foi afetado principalmente pela redução na demanda.
Segundo dados do IBGE, referentes ao ano de 2016, o comércio encolheu 6,2%, sendo o pior desempenho em 15 anos. O setor de serviços apresentou queda de 5%, a pior em cinco anos e é o setor que representa 92,9% do PIB no DF. Nesse contexto observou-se a redução da expectativa de produção, que afetou os investimentos e que impactou diretamente na demanda por crédito. Cabe ressaltar ainda, a busca pelo redirecionamento de operações já contratadas para linhas menos onerosas e com prazos mais alongados.
Volume Financeiro (R$ milhões) BRB – Múltiplo e BRB – Consolidado Prod./Serviços 31.12.16 % da
carteira 30.06.16 % da
carteira 31.12.15 % da
carteira Δ%12M
CRED PESS PUBL 903 14 914 13 998 14,6 -9,6
BRB SERV 3.505 53 3.517 51 3.566 52,1 -1,7
Sob o prisma dos produtos de crédito, o BRBServ e o Crédito Pessoal Público correspondem a 67% da Carteira de Crédito Comercial, que evidencia o maior enfoque da gestão em produtos de menor risco. Embora ambos os produtos tenham apresentado retração no último exercício, observou-se um aumento nas operações de crédito consignado para beneficiários do INSS, por meio do produto Consignado INSS. A carteira apresentou o volume de R$ 5,94 milhões em dezembro de 2015 e passou para R$ 13,13 milhões em 2016, o que corresponde a um aumento de 120,78%. Cabe ressaltar que trata-se de um produto que foi lançado em 2015 e possui alto potencial de crescimento.
A Carteira de Crédito Comercial Pessoa Física apresentou resultado positivo nas operações voltadas aos servidores públicos de fora do DF, evidenciando a estratégia de diversificação de receitas e de ampliação de clientes.
Nesse sentido, o BRB firmou convênio com a Prefeitura de São Paulo e com o Governo do Estado de São Paulo, com vistas a ampliar a base de clientes da instituição. Cabe destacar que convênios com outros Órgãos Públicos (Estados, Prefeituras, Tribunais, Ministérios Públicos e Assembleias Legislativas) estão em andamento.
3.2.2.2. Carteira de Desenvolvimento
O Banco apoia o desenvolvimento do Distrito Federal e do Entorno, disponibilizando linhas de crédito às iniciativas empreendedoras que tenham responsabilidade socioambiental.
Com o propósito de ser um organismo de fomento da região, o Banco promove a constante revisão de seus processos e sistemas, implementando medidas que agregam maior eficiência no trâmite de contratações e acompanhamento das operações da carteira de desenvolvimento.
A carteira de desenvolvimento do Banco é composta pelas modalidades: crédito imobiliário, rural e industrial.
Carteira de Desenvolvimento (R$ milhões) BRB – Múltiplo e BRB – Consolidado Carteira 31.12.16 % da
carteira 30.06.16 % da
carteira 31.12.15 % da
carteira Δ%12M
Habitacional 1.079 72,3 1.069 68,8 993 64,8 8,7
Rural 304 20,3 364 23,4 404 26,4 -24,7
Industrial 110 7,4 121 7,8 134 8,8 -17,6
TOTAL 1.493 100,0 1.554 100,0 1.531 100,0 -2,4
O crédito imobiliário financia a aquisição e a produção de unidades imobiliárias residenciais e comerciais, por clientes pessoas físicas e jurídicas. A Carteira Imobiliária representa 72,3% da carteira de desenvolvimento e, na comparação anual dezembro de 2016 a dezembro de 2015, obteve crescimento de 8,7%, mesmo diante de um cenário adverso, em que o índice FipeZap apontou uma retração de 1,15% em Brasília e crescimento de 0,58% em escala nacional. A elevação na representatividade da Carteira de Desenvolvimento decorreu da estratégia de precificação e condições competitivas, além da atuação nos eventos de desligamentos de unidades produzidas com apoio financeiro do BRB.
O crédito rural abrange recursos destinados ao custeio, investimento ou comercialização, tendo em suas regras, finalidades e condições estabelecidas pelo Banco Central do Brasil. Representa 20,3% da carteira de desenvolvimento e, na variação percentual entre os meses de dezembro 2015 e 2016, apresentou uma redução de 24,75%. As reduções dos saldos decorrem, principalmente da desaceleração do crédito e da maior seletividade nas concessões.
Entretanto, as expectativas para os próximos exercícios apontam para a melhora do setor, o que possibilitará a ampliação dessa linha de financiamento. Ao contrário do que ocorreu no acumulado de 2016, quando o PIB agropecuário recuou 5,6%, a Companhia Nacional do Abastecimento – Conab divulgou, em janeiro de 2017, nova estimativa para a safra 2016/2017, com aumento em 15,3% da colheita em relação à safra de 2015/2016.
Aliada a essas expectativas, destaca-se, ainda, o movimento de retomada dos investimentos dos produtores rurais para 2017, impulsionados pela valorização das commodities e pela perspectiva da manutenção do câmbio em níveis favoráveis às exportações.
O crédito industrial opera com recursos de repasse do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e do Fundo Constitucional do Centro-Oeste – FCO para apoio às empresas do DF e Ride, com foco nas Micro, Pequenas e Médias Empresas – MPME‟s. Esses financiamentos, com taxas subsidiadas e prazos compatíveis com suas necessidades, permitem que as empresas realizem investimentos para o aumento da sua capacidade produtiva, gerando mais empregos e renda. Representa 7,4% da carteira de desenvolvimento.
3.2.3. CONCENTRAÇÃO DA CARTEIRA POR TIPO DE CLIENTE Carteira de Crédito (R$ milhões)
BRB – Múltiplo Carteira 31.12.16 % da
carteira 30.06.16 % da
carteira 31.12.15 % da
carteira Δ%12M
Pessoa Física 6.781 83,7 6.888 82,1 6.679 79,7 1,5
Pessoa Jurídica 1.322 16,3 1.497 17,9 1.701 20,3 -22,3
TOTAL 8.102 100,0 8.385 100,0 8.380 100,0 -3,3
BRB - Consolidado Carteira 31.12.16 % da
carteira 30.06.16 % da
carteira 31.12.15 % da
carteira Δ%12M
Pessoa Física 8.035 85,9 8.059 84,3 7.791 82,1 3,1
Pessoa Jurídica 1.324 14,1 1.499 15,7 1.704 17,9 -22,3
TOTAL 9.358 100,0 9.558 100,0 9.494 100,0 -1,4
Mantendo a característica de suas operações de crédito, o BRB Múltiplo e BRB Consolidado encerraram o semestre com 83,7% e 85,9%, respectivamente, do volume de operações de crédito realizadas com pessoas físicas. Essa representatividade está diretamente relacionada ao perfil dos clientes do Banco (item 9.1) e a diferença entre o BRB Múltiplo e BRB Consolidado, deve-se às operações de crédito da Financeira BRB, também composta em sua maior parte, por operações com pessoas físicas (item 4.1.2).
Quando considerado o saldo total da carteira pessoa física, o crescimento de 1,5%
no BRB Múltiplo e de 3,1% no BRB Consolidado apresenta comportamento inverso ao observado no SFN, que apresentou redução de 3,2% nas operações de crédito pessoa física.
No que tange à concentração de crédito do BRB Múltiplo, os 160 maiores devedores correspondem a 12% da carteira no BRB Múltiplo, apresentando redução de 2 pontos percentuais no segundo semestre, enquanto no BRB Consolidado, essa
relação foi de 11%, reduzindo, também, 2 pontos percentuais em relação a 30.06.2016.
3.2.4. PROVISÕES
No exercício de 2016, houve redução no estoque de provisões do BRB Múltiplo de 10,6% e de 8,6% no BRB Consolidado.
Comparando-se o estoque de provisão com o saldo da carteira total, observou-se uma redução de 5,8% para 5,4%, tanto no BRB Múltiplo quanto no BRB Consolidado.
Essa redução decorre da queda da inadimplência e da atuação do Banco na recuperação de ativos (item 3.3.8), além da perspectiva de redução da inadimplência nos próximos exercícios.
3.2.5. INADIMPLÊNCIA
No que se refere à inadimplência, o BRB Múltiplo e BRB Consolidado apresentaram queda em seu indicador para operações em atraso superiores a 90 dias, de 0,1 ponto percentual, em 12 meses. Esse movimento de queda decorreu da remodelagem e do aprimoramento na concessão de crédito, com critérios mais rígidos e seletivos.
Conforme o Guidance, a tendência é de que os níveis de inadimplência convergirão para o nível do SFN nos próximos períodos, já que o foco estratégico do Banco, neste momento, se concentra nas carteiras de pessoa física, de menor risco, cujos índices reduziram de 2,1% para 2,0% no BRB Múltiplo e BRB Consolidado.
3.2.6. QUALIDADE DA CARTEIRA
Classificação da Carteira por Níveis de Risco
BRB - Múltiplo SFN BRB - Consolidado
Níveis 31.12.16 31.12.15 30.09.16 31.12.15 31.12.16 31.12.15
H 3,6 4,1 3,1 2,4 3,5 3,9
G 0,8 0,5 0,6 0,5 0,8 0,6
F 1,1 0,9 0,8 0,6 1,0 0,9
E 0,7 1,3 1,6 1,1 0,8 1,2
D 2,2 2,3 2,5 2,2 2,1 2,1
C 4,6 5,2 6,6 6,0 5,7 7,0
B 9,4 9,0 11,2 15,5 14,5 14,6
A 9,6 9,2 22,4 25,8 10,8 9,0
AA 68,0 67,4 36,0 32,2 60,8 60,7
Exterior - - 15,2 13,7 - -
Sob a perspectiva dos níveis de risco da carteira, o BRB Múltiplo encerrou o semestre com 68,0% da carteira classificada no nível AA, enquanto o BRB Consolidado encerrou com 60,8%. Para efeito comparativo, o SFN encerrou o mês de setembro com 36,0% do total das operações de crédito classificada no nível AA.
Considerando o acumulado nos níveis AA-C, o BRB encerrou o exercício com 91,6%
no BRB Consolidado e 91,9% no BRB Múltiplo, aumento de 0,7 ponto percentual com relação a 31.12.2015.
3.2.7. COBERTURA DE INADIMPLÊNCIA
No exercício de 2016, os índices de cobertura do BRB Múltiplo e do BRB Consolidado reduziram 7,2 e 7,4 pontos percentuais, respectivamente, encerrando o exercício em 131,3% no BRB Múltiplo e em 127,6% no BRB Consolidado. A Administração considera o índice em níveis adequados em função da tendência de redução da inadimplência (item 3.2.5) e da concentração de sua carteira em operações de baixo risco, como o crédito consignado (item 3.2.6).
3.2.8. RECUPERAÇÃO DE ATIVOS
O cenário macroeconômico adverso apresentado durante o ano de 2016 se refletiu no aspecto microeconômico de quase toda a economia brasileira. Em relação ao crédito às pessoas físicas, o crescimento do desemprego e a queda da renda contribuíram para a deterioração da capacidade de pagamento das famílias, com reflexo na qualidade das carteiras e nas políticas de gerenciamento de risco de crédito das instituições financeiras, com destaque para a necessidade das instituições financeiras adotarem ações de renegociação preventiva e reestruturação de operações inadimplentes.
O relatório de Estabilidade Financeira de setembro de 2016 do Banco Central – BC, em linha com relatórios anteriores de abril de 2016 e de outubro de 2015, permaneceu apontando crescimento das operações de renegociação, reestruturação e inadimplência do Sistema Financeiro Nacional. Dados do BC, até junho de 2016, apresentaram uma alta do percentual das operações de renegociação sobre o estoque total de crédito do SFN, passando de 7,8% em janeiro de 2014 para 11,3%
em junho de 2016 para pessoa física e de 4,1% para 7,1% nas operações com pessoa jurídica respectivamente, enquanto o BRB terminou 2016 apresentado taxa de 5,3%.
Os dados mais recentes do Banco Central, até junho de 2016, destacaram a possiblidade da taxa de renegociações do SFN ainda sofrer alguma elevação no curto prazo, entretanto alguns indicadores como a pré-inadimplência, indicador antecedente da inadimplência, apresentou melhoras nos meses de maio e junho.
Embora, esses números não determinem, a mudança de tendência, eles indicaram a tendência da economia nos meses subsequentes em estabilizar os níveis de deterioração e posterior início do processo de recuperação.
Cabe destacar que as renegociações e as reestruturações são práticas comuns do SFN em períodos de retração econômica, adequando as condições de pagamento dos contratos de crédito dos tomadores e possibilitando a redução de perdas incorridas pelas instituições financeiras, com efeito anticíclico positivo na economia.
Alinhado ao mercado, o BRB vem atuando para minimizar o efeito da crise econômica em curso, reestruturando e recuperando operações em atraso ou em prejuízo.
Nesse contexto, o Banco já começou a demonstrar o início da reversão de tendência antes do SFN, pela redução da taxa de renegociação entre o 3º trimestre e 4º trimestre e a redução tanto em percentual, quanto em valores absolutos, com redução de cerca de R$ 10 milhões no saldo das operações renegociadas inadimplentes há mais de 90 dias.
Esses resultados mais positivos aos apresentados pelo SFN evidenciam o resultado do esforço adotado pelo Banco, nos últimos 12 meses, por meio de controles mais rígidos, assim como a exigência de garantias reais e fidejussórias em percentuais crescentes de empréstimos, contribuindo para estabilizar os níveis de operações renegociadas em percentuais menores que do SFN.
Outro ponto de destaque foi a adoção da estratégia de renegociação voltada para o reestabelecimento do cliente e a preservação do patrimônio do Banco. As renegociações, em sua maioria, foram feitas por meio de uma análise individualizada das reais possiblidades financeiras de cada cliente e com condições adequadas para aqueles que tiveram perda de receita.
Cabe ressaltar que estudos do BC indicam vantagens na adoção de estratégias voltadas para a renegociação e reestruturação de operações inadimplentes. Cerca de 30% das operações reestruturadas geram perdas aos bancos no futuro.
Entretanto, o BC indica que a não adoção dessas medidas tendem a gerar um aumento de 0,7 ponto percentual na inadimplência de toda
a carteira de crédito, causando perdas totais maiores.
Sob esse aspecto, o Banco, tem evoluído, também, para minimizar as perdas advindas da inadimplência de renegociações, conforme demonstrado no gráfico.
Como resultado dessa estratégia, a inadimplência das renegociações no BRB vem apresentando resultados positivos com redução aproximada de 26% nos últimos 12 meses e a perspectiva de continuidade da trajetória contracionista dessa nos próximos exercícios.
3.3.ANÁLISE DO PASSIVO E CUSTO SOBRE O PASSIVO MÉDIO (CPM)
Os passivos totais do BRB Múltiplo cresceram 0,8% no exercício e reduziram 0,9%
no segundo semestre. No BRB Consolidado, a redução foi de 1,4% e 2,2%, respectivamente.
A evolução do passivo, especialmente do funding, é reflexo da baixa demanda por crédito e da boa liquidez do Banco, que diminuiu a necessidade de captação de recursos adicionais para o financiamento das suas operações.
Comparando as Despesas da Intermediação Financeira do exercício, subtraída das Despesas com Provisões com o Passivo médio do exercício, observou-se redução de 0,1 ponto percentual no Custo Anualizado do Passivo Médio – CPM no BRB Múltiplo.
3.4. FUNDING
Diante perspectivas de um cenário de elevação da inadimplência e de maiores incertezas macroeconômicas durante 2016, o BRB adotou uma estratégia mais conservadora e mais criteriosa na concessão de empréstimos, o que impacta na menor necessidade de captação concomitante com uma estratégia de tesouraria mais cautelosa e moderada.
3.4.1. COMPOSIÇÃO E EVOLUÇÃO DO FUNDING
No que tange à sua estrutura de funding, os gráficos abaixo demonstram o alinhamento da captação com a estratégia de cautela e baixo custo.
O funding do BRB é predominantemente concentrado em passivos de baixo custo, como poupança, depósitos à vista, depósitos a prazo e LCI, representando cerca de 90% das captações do Banco. Essa estrutura permite ao Banco apresentar bons resultados, com baixo risco de liquidez e que, dado o atual cenário de redução de taxa de juros, permite a redução das despesas com captação.
CAPTAÇÕES (R$ milhões) BRB – Múltiplo
31.12.16 % da total 31.12.15 % da total Δ%
Depósitos à Vista 883 8,4 689 6,5 28,2
Depósitos de Poupança 1.626 15,4 1.641 15,4 -0,9
Depósitos a Prazo 6.246 59,2 6.559 61,7 -4,8
Letras Financeiras Subordinadas 559 5,3 479 4,5 16,9
Captações no Mercado Aberto 601 5,7 659 6,2 -8,7
Letras Financeiras LCI/LCA/LH 629 6,0 613 5,7 2,6
Outras Captações 1 0,0 0,3 0,0 157,2
TOTAL 10.545 100,0 10.639 100,0 -0,9
BRB – Consolidado
31.12.16 % da total 31.12.15 % da total Δ%
Depósitos à Vista 879 8,7 687 6,6 30,8
Depósitos de Poupança 1.626 16,0 1.641 15,8 1,3
Depósitos a Prazo 5.865 57,8 6.306 60,7 -4,9
Letras Financeiras Subordinadas 559 5,5 479 4,6 19,5
Captações no Mercado Aberto 593 5,8 656 6,4 -7,6
Letras Financeiras LCI/LCA/LH 629 6,2 613 5,9 5,0
Outras Captações 1 0,0 0,3 0,0 163,0
TOTAL 10.151 100,0 10.382 100,0 -2,2
No que tange aos depósitos em poupança, que representam aproximadamente 16% do funding do BRB, observou-se o declínio de 0,9% no ano, no BRB Múltiplo.
Esse resultado alinhou-se às expectativas do Banco, em função da retração das captações em poupança registrados desde o início da série histórica, em 1995.
Ressalta-se, porém, que a instituição ainda mantem níveis adequados para subsidiar a carteira de crédito imobiliário, destaque positivo com crescimento de 8,7% em 2016.
Conforme observado na tabela, o Banco concentra a maioria das captações nos depósitos a prazo, que representa 57,8% da carteira total do BRB Consolidado.
Esse tipo de recurso tem como característica a facilidade de captação no varejo, que é pulverizada e menos onerosa.
No que diz respeito à captação total, observou-se uma redução de 0,9% em relação ao ano anterior no BRB Múltiplo e de 2,2% no BRB Consolidado, provocada, principalmente, pela opção de não renovação de operações mais onerosas ao Banco.
Cabe ressaltar que apesar da redução do volume dos depósitos a prazo, observa-se uma evolução de 5,4% das captações em CDB, que representa cerca de 87% dos depósitos a prazo e é o produto de funding com o menor custo de captação entre os depósitos a prazo.
Em relação à composição do CDB, observa-se, ainda, a elevação da concentração do produto proveniente de clientes investidores, representados em “Rede”, de modo pulverizado o que contribui para reduzir o risco de liquidez.
Em relação à estrutura de custo de captação, o BRB vem apresentando bons resultados em CDB. Conforme apresentado nos gráficos, observa-se o crescimento
das captações com redução dos custos, decorrentes da estratégia de redução da remuneração do capital, da não renovação de operações mais onerosas, além do atual cenário de redução da taxa básica de juros.
3.4.2. CAPTAÇÕES INSTITUCIONAIS
As captações institucionais mantiveram-se alinhadas com a estratégia do Banco, voltadas para a redução dos custos e uma estrutura de financiamento equilibrada.
As renovações, em sua maioria, foram realizadas a taxas inferiores em relação às operações anteriores, sem acarretar no aumento do risco de liquidez. As captações de DPGE não foram renovadas. Com isso, o custo de captação da tesouraria passou de 113,20% do CDI ao final de 2015 para 100,77% do CDI em dezembro 2016.
3.4.3. CAPTAÇÕES DE REDE
As captações de rede somaram R$ 3.968 milhões no final de 2016, aumento de 18,5% em relação ao ano de 2015 e de 11,3% em relação a 30.06.2016. O Banco concentrou seus esforços nesse tipo de captação por serem menos onerosas em relação aos outros tipos de captação.
Captações de Rede (R$ milhões) BRB – Múltiplo e Consolidado
31.12.2016 30.06.16 31.12.15 Δ%6M Δ%12M
CDB 3.740 3.348 3.172 11,7% 17,9%
LCI 228 218 176 4,6% 29,5%
TOTAL 3.968 3.564 3.348 11,3% 18,5%
3.4.4. LOAN TO DEPOSIT
Loan to deposit (R$ milhões)
BRB - Consolidado 31.12.16 31.12.15
Depósitos à Vista + Poupança 2.505 2.328
Depósitos a Prazo + LCI/LCA 6.308 6.702
LF 186 217
Captação de Cliente (A) 8.999 9.247
Interfinanceiros 235 75
Repasses 269 298
LFS 559 479
Captação de Balanço (B) 10.062 10.099
(-) Depósitos Compulsórios (C) 352 442
Captação Líquida (D) 9.710 9.657
Carteira de Crédito (E) 8.857 8.946
E/A 98,4% 96,8%
E/B 88,0% 88,6%
E/D 91,2% 92,6%