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Juiz, auxiliares e partes do processo

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C A P Í T U L O 5

Juiz, auxiliares e partes do processo

SUMÁRIO: 5. Juiz, auxiliares e partes do processo; 5.1. Do Juiz; 5.2. Dos auxiliares; 5.3. Dos peritos e intérpretes; 5.4. Das Partes; 5.4.1. Do acu- sador; 5.4.2. Do assistente; 5.4.3. Do acusado, do defensor e do curador;

5.4.4. Da Defensoria Pública.

\ Leia a lei:

ͳ arts. 36 a 76 do CPPM

5.1. Do Juiz

O juiz (do latim iudex, “juiz”, “aquele que julga”, de ius, “direito”,

“lei”, e dicere, “dizer”) é um cidadão investido de autoridade pública com o poder para exercer a atividade jurisdicional, julgando os confli- tos de interesse que são submetidas à sua apreciação.

O juiz proverá a regularidade do processo e a execução da lei, e manterá a ordem no curso dos atos, podendo, para tal fim, requisitar a força militar.

Preocupado com a necessária imparcialidade, a Constituição Fe- deral, no seu artigo 95, assegurou as seguintes garantias aos magistra- dos: a) a vitaliciedade, que, no primeiro grau, só será adquirida após 2 (dois) anos de exercício, dependendo a perda do cargo, nesse período, de deliberação do tribunal a que o juiz estiver vinculado, e, nos demais casos, de sentença judicial transitada em julgado; b) inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, na forma do art. 93, VIII, da CF;

e c) irredutibilidade de subsídio, ressalvado o disposto nos artigos 37, X e XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I, todos da CF.

Com a mesma finalidade, garantir a imparcialidade do julgador, estabelece o CPPM, nos artigos 37 e 38, as causas de impedimento e suspeição dos magistrados, que serão melhor tratadas no Capítulo 10.

5.2. Dos auxiliares

Cabe ao escrivão providenciar para que estejam em ordem e em dia as peças e termos dos processos.

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O oficial de justiça realizará as diligências que lhe atribuir a lei de organização judiciária militar e as que lhe forem ordenadas por des- pacho do juiz, certificando o ocorrido, no respectivo instrumento, com designação de lugar, dia e hora.

As diligências serão feitas durante o dia, entre as 6 (seis) e as 18 (dezoito) horas e, sempre que possível, na presença de duas testemu- nhas.

O funcionário ou serventuário de justiça fica sujeito, no que for aplicável, às mesmas normas referentes a impedimento ou suspeição do juiz.

5.3. Dos peritos e intérpretes

Perícia é a atividade concernente a exame realizado por profissio- nal especialista, legalmente habilitado, destinada a verificar ou escla- recer determinado fato, apurar as causas motivadoras do mesmo, ou o estado, a alegação de direitos ou a estimação da coisa que é objeto de litígio ou processo.

Os peritos e intérpretes, na Justiça Militar, são nomeados pelo juiz, preferencialmente dentre oficiais da ativa, atendida a especialidade, que prestarão compromisso de desempenhar a função com obediên- cia à disciplina judiciária e de responder fielmente aos quesitos pro- postos pelo juiz e pelas partes.

O encargo de perito ou intérprete não pode ser recusado, salvo motivo relevante que o nomeado justificará, para apreciação do juiz.

No caso de recusa irrelevante, o juiz poderá aplicar multa corres- pondente até 3 (três) dias de vencimentos ou arbitrá-lo em quantia que irá de um décimo à metade do maior salário mínimo do País. In- corre na mesma pena o perito ou o intérprete que, sem justa causa, deixa de acudir ao chamado da autoridade; não comparece no dia e local designados para o exame; não apresenta o laudo; ou concorre para que a perícia não seja feita, nos prazos estabelecidos.

Não poderão ser peritos ou intérpretes:

a) os que estiverem sujeitos a interdição que os inabilite para o exercício de função pública;

b) os que tiverem prestado depoimento no processo ou opinado anteriormente sobre o objeto da perícia;

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c) os que não tiverem habilitação ou idoneidade para o seu de- sempenho;

d) os menores de 21 (vinte e um) anos.

É extensivo aos peritos e intérpretes o disposto sobre suspeição de juízes.

5.4. Das Partes 5.4.1. Do acusador

Nos termos do artigo 127 da CF, “o Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo- -lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interes- ses sociais e individuais indisponíveis”.

Na Constituição de 1988 o MP está incluído nas funções essenciais à justiça. A sua organização está dividida entre o Ministério Públi- co da União (MPU) e o Ministério Público dos Estados (MPE). O MPU compreende: Ministério Público Federal (MPF); Ministério Público do Trabalho (MPT); Ministério Público Militar (MPM) e Ministério Públi- co do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

No processo penal militar o Ministério Público é o órgão de acusa- ção, não impedindo que opine pela absolvição do acusado.

Cabe ao Ministério Público fiscalizar o cumprimento da lei penal militar, tendo em atenção especial o resguardo das normas de hierar- quia e disciplina, bases da organização das Forças Armadas.

São princípios Institucionais do MP (art. 127, § 1º, CF) a Unidade (instituição única), a Indivisibilidade (possibilidade de um membro substituir outro) e a Independência Funcional (autonomia de convic- ção que os membros do MP não se submetem a qualquer poder hierár- quico, podendo agir no processo da maneira que melhor entenderem).

São garantias institucionais do MP (art. 127, CF) a Autonomia Funcional (art. 127, § 2º, CF) , Autonomia Administrativa (art. 127,

§ 2º, CF) e Autonomia Financeira (art. 127, § 3º, CF), na qual não se submetem a outros poderes, podem se autogerir e elaborar seu orça- mento dentro dos limites estabelecidos em Lei.

As garantias dos membros do MP são a Vitaliciedade, Inamovibi- lidade e Irredutibilidade de Subsídios, assim como na Magistratura.

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Não pode funcionar no processo o membro do Ministério Público:

a) se nele já houver intervindo seu cônjuge ou parente consan- guíneo ou afim, até o terceiro grau inclusive, como juiz, defen- sor do acusado, autoridade policial ou auxiliar de justiça;

b) se ele próprio houver desempenhado qualquer dessas funções;

c) se ele próprio ou seu cônjuge ou parente consanguíneo ou afim, até o terceiro grau inclusive, for parte ou diretamente interessado no feito.

Ocorrerá a suspeição do membro do Ministério Público:

a) se for amigo íntimo ou inimigo do acusado ou ofendido;

b) se ele próprio, seu cônjuge ou parente consanguíneo ou afim, até o terceiro grau inclusive, sustentar demanda ou respon- der a processo que tenha de ser julgado pelo acusado ou pelo ofendido;

c) se houver aconselhado o acusado;

d) se for tutor ou curador, credor ou devedor do acusado;

e) se for herdeiro presuntivo, ou donatário ou usufrutário de bens, do acusado ou seu empregador.

A acusação pode ainda ser realizada pelo ofendido (vítima) ou seu representante legal, por intermédio de ação privada subsidiária da pública, em caso de inércia do MP.

5.4.2. Do assistente

O ofendido, seu representante legal e seu sucessor podem habili- tar-se a intervir no processo como assistentes do Ministério Público.

O Tribunal de Justiça Gaúcho reconheceu, em algumas ocasiões, a in- constitucionalidade da assistência, posição isolada na jurisprudência.

\ DECISÃO DO TJ/RS

APELAÇÃO. ASSISTENTE DA ACUSAÇÃO. INCONSTITUCIONALIDADE. NÃO CONHECIMEN- TO DO RECURSO. O Ministério Público nacional é, indiscutivelmente, competente e efi- ciente na representação jurídico-social que lhe incumbe, como órgão acusador. Com- petindo-lhe o ‘dominus litis’ (Art. 129, I, CF), não há margem de subsistência da norma ordinária que outorga o direito de assistência à acusação (Art. 268, CPP). Recurso não conhecido, por maioria. TJ/RS. Apelação Crime n. 70020221271. 5ª Câmara Criminal.

Rel. Des. Aramis Nassif.

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Considera-se representante legal o ascendente ou descendente, tu- tor ou curador do ofendido, se menor de 18 (dezoito) anos ou incapaz;

e sucessor, o seu ascendente, descendente ou irmão, podendo qualquer deles, com exclusão dos demais, exercer o encargo, ou constituir advo- gado para esse fim, em atenção à ordem estabelecida neste parágrafo, cabendo ao juiz a designação se entre eles não houver acordo.

Discutível na doutrina se o assistente no processo penal somente se justificaria pelo interesse que tem em obter decisão que assegure vantagem na reparação civil dos danos advindos do delito, ou se atua- ria como assistente da acusação para a correta aplicação da lei penal, como verdadeiro custos legis.

\ Atenção

Tratando-se de processo penal militar a atuação do assistente é ainda mais limitada do que no processo comum, pois sequer pode impetrar recursos, salvo do despacho que indeferir o pedido de assistência (art. 65, § 3º, CPPM). Incabível para o processo penal militar, portanto, o entendimento do Supremo Tribunal Federal (HC nº 66754/RJ) e do Superior Tribunal de Justiça (HC nº 27971/RJ) quanto à possibilidade de interpor apelação para aumento de pena. Há vedação legal quanto à possibilidade de arrolar testemunhas (art. 65, § 1º, CPPM), exceto requerer o depoimento das que forem referi- das. Não pode requerer a expedição de precatória, rogatória ou diligência que retarde o curso do processo, salvo, a critério do juiz e com audiência do Ministério Público..

Ao assistente é permitido:

a) propor meios de prova;

b) requerer perguntas às testemunhas, fazendo-o depois do pro- curador;

c) apresentar quesitos em perícia determinada pelo juiz ou re- querida pelo Ministério Público;

d) juntar documentos;

e) arrazoar os recursos interpostos pelo Ministério Público;

f) participar do debate oral.

\ POSIÇÃO DO STF

Súmula n. 208 do STF: "O assistente do Ministério Público não pode recorrer extraordi- nariamente de decisão concessiva de habeas corpus".

Cabe ao juiz do processo, ouvido o Ministério Público, conceder ou negar a admissão de assistente de acusação.

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O assistente será admitido enquanto não passar em julgado a sen- tença e receberá a causa no estado em que se achar.

O ofendido que for também acusado no mesmo processo não po- derá intervir como assistente, salvo se absolvido por sentença passa- da em julgado, e daí em diante.

O recurso do despacho que indeferir a assistência não terá efeito suspensivo, processando-se em autos apartados. Se provido, o assis- tente será admitido ao processo no estado em que este se encontrar.

No STM caberá ao relator do feito, em despacho irrecorrível, após audiência do procurador-geral, admitir ou não o assistente, em pro- cesso da competência originária.

O processo prosseguirá independentemente de qualquer aviso ao assistente, salvo notificação para assistir ao julgamento.

O juiz poderá cassar a admissão do assistente, desde que este tu- multue o processo ou infrinja a disciplina judiciária.

Da assistência não poderá decorrer impedimento do juiz, do membro do Ministério Público ou do escrivão, ainda que supervenien- tes na causa. Neste caso, o juiz cassará a admissão do assistente, sem prejuízo da nomeação de outro, que não tenha impedimento.

A assistência deverá ser exercida por meio de advogado constituí- do ou pela Defensoria Pública.

5.4.3. Do acusado, do defensor e do curador

Acusado é aquele a quem é imputada a prática de infração penal em denúncia recebida.

Nenhum acusado, ainda que ausente ou foragido, será processado ou julgado sem defensor.

A constituição de defensor independe de instrumento de manda- do, se o acusado o indicar por ocasião do interrogatório ou em qual- quer outra fase do processo por termo nos autos.

O juiz nomeará a Defensoria Pública ao acusado que o não tiver, ficando a este ressalvado o direito de, a todo o tempo, constituir advo- gado de sua confiança.

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No caso de abandono sem justificativa, ou de não ser esta aceita, o juiz, em se tratando de advogado, comunicará o fato à Seção da Or- dem dos Advogados do Brasil onde estiver inscrito, para que a mesma aplique as medidas disciplinares que julgar cabíveis. Em se tratando de Defensor Público, o juiz comunicará o fato ao Corregedor-Geral da Defensoria respectiva.

Em caso de abandono ou renúncia do advogado constituído, an- tes da nomeação da Defensoria deve ser intimado o acusado para que constitua novo advogado. Não o fazendo, serão os autos encaminha- dos à Defensoria.

\ POSIÇÃO DO STF

Processual penal militar. Habeas corpus. Violência contra superior e lesão corporal leve, arts. 209 e 157, §3º, do Código Penal Militar. Rejeição da denúncia. Recurso interposto pelo Ministério Público Militar. Ausência de intimação do paciente para oferecer con- trarrazões e consequente impossibilidade de constituir advogado de sua confiança. No- meação automática de Defensor público. Violação do princípio da ampla defesa (art. 5º, inc. LV, da CRFB). Súmula 707/STF. Precedentes: (RTJ 142/477, Rel. Min. Celso de Mello, e HC 75.962/RJ, Rel. Min. Ilmar Galvão). Ordem concedida. 1. As garantias fundamentais do devido processo legal (CRFB, art. 5º, LIV) e do contraditório e da ampla defesa (CRFB, art. 5º, LV) exigem a intimação do denunciado para oferecer contrarrazões ao recurso interposto da rejeição de denúncia, não a suprindo a nomeação de defensor dativo, como reconhece o Enunciado nº 707 da Súmula da Jurisprudência dominante do Supre- mo Tribunal Federal. 2. In casu, apesar da determinação expressa contida no despacho de recebimento do recurso estrito, não houve a intimação do ora paciente para oferecer contrarrazões ao recurso interposto da rejeição de denúncia, configurando, pois, ofensa às garantias processuais fundamentais. 3. Ordem concedida para anular os atos proces- suais praticados após a interposição do recurso em sentido estrito pelo Ministério Públi- co Militar. STF. HC n. 114324/BA. Rel. Min. Luiz Fux. 1ª Turma. Julgado em 28.05.2013.

O juiz dará curador ao acusado incapaz. O Superior Tribunal en- tende ser desnecessária a nomeação de curador ao menor de 21 anos.

\ POSIÇÃO DO STM

Apelação. Furto qualificado. Preliminares de intempestividade e nulidade processual.

Recurso tempestivo. Excludente da culpabilidade. Inexistência. Preliminar de intempes- tividade suscitada pela Procuradoria-Geral da Justiça Militar. Autos não atestam a ca- racterização da intempestividade, pois as portarias do Diretor do Foro da 1ª CJM afasta- ram tal situação, ao determinar a suspensão do expediente nos dias 22 e 23 de abril de 2014 (Dia de São Jorge – feriado estadual). Recurso de apelação da Defesa conhecido, por ser tempestivo. Decisão unânime. Preliminar de nulidade do processo, suscitada pela Defesa, com fundamento na ausência de nomeação de curador para os Réus no momento da lavratura do APF, em decorrência de serem eles menores de 21(vinte e um) anos. Com a vigência da Lei nº 10.406/02 – novo código civil, prevendo a maioridade de

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quem completar 18 (dezoito) anos, para todos os atos da vida civil e com a edição da Lei nº 10.792/03 – código de processo penal, não mais se exige curador para tais casos, no interrogatório. Preliminar rejeitada (STM – APELAÇÃO Nº 227-32.2012.7.01.0201/RJ.

Publicado DJE em 06.02.2015. RELATOR: Ministro JOSÉ BARROSO FILHO).

O acusado que for oficial ou graduado não perderá as prerrogati- vas do posto ou graduação. Se preso ou compelido a apresentar-se em juízo, por ordem da autoridade judiciária, será acompanhado por mili- tar de hierarquia superior a sua. Em se tratando de praça que não tiver graduação, será escoltada por graduado ou por praça mais antiga.

A falta de comparecimento do defensor, se motivada, adiará o ato do processo.

5.4.4. Da Defensoria Pública

É bastante usual a atuação da Defensoria Pública na Justiça Mi- litar, notadamente a Federal, provavelmente em virtude de serem os acusados, em sua maioria, praças e no serviço obrigatório.

A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como expressão e instru- mento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurí- dica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados, assim considerados na forma do inciso LXXIV do artigo 5º da Constituição Federal.

A Defensoria é chefiada pelo Defensor Público-Geral, nomeado pelo Presidente da República, dentre membros estáveis da Carrei- ra e maiores de 35 (trinta e cinco) anos, escolhidos em lista tríplice formada pelo voto direto, secreto, plurinominal e obrigatório de seus membros, após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal, para mandato de 2 (dois) anos, permiti- da uma recondução, precedida de nova aprovação do Senado Federal.

Os Defensores Públicos, aprovados em concurso de provas e títu- los, possuem as seguintes garantias:

a) a independência funcional no desempenho de suas atribui- ções;

b) a inamovibilidade;

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c) a irredutibilidade de vencimentos;

A Defensoria Pública da União é integrada pela Carreira de Defen- sor Público Federal, composta de 3 (três) categorias de cargos efetivos que podemos reproduzir esquematicamente da seguinte maneira:

Os Defensores Públicos Federais de Categoria Especial atuarão no Superior Tribunal Federal de Justi ça, no Tribunal Superior do Trabalho, no Tribunal Superior Eleitoral, no Superior Tribunal Militar e na Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais.

Os Defensores Públicos Federais de 1a Categoria atuarão nos Tribunais Regionais Federais, nas Turmas dos Juizados Especiais Federais, nos Tribunais Regionais do Trabalho e nos Tribunais Regionais Eleitorais.

Os Defensores Públicos Federais de 2a Categoria atuarão junto aos Juízos Federais, aos Juízos do Trabalho, às Juntas e aos Juízes Eleitorais, aos Juízes Militares, às Auditorias Militares, ao Tribunal Maríti mo e às instâncias administrti vas.

Compete ao Defensor Publico-Geral atuar junto ao Supremo Tri- bunal Federal, ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho Nacional do Ministério Público.

A nomeação de dativos somente deve ser admitida em não exis- tindo Defensoria Pública naquela localidade, uma vez que a defesa dos hipossuficientes jurídicos é missão da Defensoria, nos termos da Constituição Federal.

\ POSIÇÃO DO STF

RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. EXPEDIÇÃO CARTA PRE- CATÓRIA. DEFENSORIA PÚBLICA. NOMEAÇÃO DE ADVOGADO AD HOC. NULIDADE PRO- CESSUAL RECONHECIDA. 1. Jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal – e na mesma linha a do Superior Tribunal de Justi ça -, no senti do de que, inti madas as partes da expedição da precatória, a elas cabe o respecti vo acompanhamento, sendo desnecessária a inti mação da data designada para a audiência no Juízo deprecado. 2.

Miti gação desse entendimento em relação à Defensoria Pública. As condições da Defen- soria são variadas em cada Estado da Federação. Por vezes, não estão adequadamente estruturadas, com centenas de assisti dos para poucos defensores, e, em especial, sem condições de acompanhar a práti ca de atos em locais distantes da sede do Juízo. Ex- pedida precatória para localidade na qual existe Defensoria Pública estruturada, deve a insti tuição ser inti mada da audiência designada para nela comparecer e defender o acusado necessitado. Não se justi fi ca, a nomeação de defensor dati vo, quando há insti - tuição criada e habilitada à defesa do hipossufi ciente. Nulidade reconhecida. 3. Recurso ordinário em habeas corpus provido. STF. RHC n. 106394/MG. Rel. Min. Rosa Weber. 1ª Turma. Julgado em 30.10.2012.

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portante observar que todos os prazos serão contados em dobro e que a intimação se dá com vista dos autos (art. 44, I, LC nº 80/94).

TÓPICO-SÍNTESE: JUIZ E PARTES DO PROCESSO

Juiz Cidadão investido de autoridade pública com o poder para exercer a atividade jurisdicional, julgando os conflitos de interesse que são submetidas à sua apreciação.

Acusação

Compete ao Ministério Público Militar, a quem cabe ainda fiscalizar o cumprimento da lei penal militar, tendo em atenção especial o resguardo das normas de hierarquia e disciplina, bases da organização das Forças Armadas.

Assistente O ofendido, seu representante legal e seu sucessor podem habilitar-se a intervir no processo, auxiliando o Ministério Público.

Acusado Acusado é aquele a quem é imputada a prática de infração penal em denúncia recebida.

Defensoria Pública

Incumbe a orientação jurídica e a defesa, em todos os graus, dos necessitados. Não havendo constituição de advogado, em razão da ampla defesa, deve ser nomeada para atuação.

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