GUIA DA RENDA FIXA
rentabilidade
em tempos de
incertezas
GUIA DA RENDA FIXA
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SUMÁRIO
1.
Introdução2.
A renda fixa e a taxa Selic3.
Como não perder dinheiro em tempos de crise4.
Opções de investimentos em renda fixa5.
Tabela de renda fixa1 GUIA DA RENDA FIXA
1. INTRODUÇÃO
A renda fixa costuma ser a primeira modalidade de investimentos que as pessoas têm contato, seja por
meio da velha conhecida caderneta de poupança ou até dos títulos
públicos, dívidas corporativas ou emissões bancárias. Isso acontece
porque, ao começar a aprender sobre investimentos, essa modalidade
é uma das primeiras ensinadas.
Além disso, costuma ser a preferida de investidores iniciantes por
proporcionar uma segurança maior
em comparação com a renda variável. Além de ser a porta de entrada
para os investimentos, a renda fixa geralmente tem um lugar reservado na carteira de todo investidor, até aqueles com perfis mais arrojados. É nela que costuma estar alocada a
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reserva de emergência. Também é a principal aplicação daqueles com perfis conservadores.
A renda fixa também costuma ser o porto seguro para onde os
investidores correm em momentos de incertezas e instabilidade econômica e política, que geram as crises na
bolsa de valores e no mercado de capitais como um todo.
Por isso, neste e-book produzido em uma parceria entre a EXAME Invest e o BTG Pactual digital, vamos te mostrar como a renda fixa pode te ajudar a
buscar a rentabilidade em tempos de incertezas.
Boa leitura!
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2. A RENDA FIXA
E A TAXA SELIC
O que é a renda fixa
A renda fixa é a modalidade de
investimentos que tem o empréstimo como premissa. A ideia é que o
investidor empreste o dinheiro a uma instituição (que pode ser o governo, bancos ou empresas) e depois de um prazo combinado receba o valor de
volta acrescido de juros. É um modelo de investimento voltado para pessoas com perfil conservador, que buscam bons retornos, mas sem deixar de lado a segurança.
No entanto, a renda fixa deve estar presente na carteira de qualquer
investidor. Essa é a observação
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do analista do BTG Pactual digital, Frederico Khouri.
“O investidor precisa ter consciência de que o core da renda fixa é ser um
ativo de caráter defensivo no portfólio. Como as ações são muito voláteis,
principalmente no cenário brasileiro, que é igualmente instável, os ativos de renda fixa promovem uma estabilidade para o portfólio. O investidor não
pode pensar apenas no ataque de
sua estratégia de investimentos, mas também na defesa, que vai oferecer estabilidade e consistência da
carteira”, explica Khouri.
De forma simples, investir em renda fixa significa saber quanto receberá de lucro no final do prazo de sua
aplicação. Existem diversos produtos
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nesta categoria com diferentes
características e vantagens, como títulos do Tesouro, Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra
Financeira (LF), Letra de Câmbio (LC), debêntures, e até mesmo a caderneta de poupança.
Como funciona a renda fixa?
O investidor que compra um título de renda fixa recebe em troca uma rentabilidade predeterminada, que pode ser definida de três formas: pós-fixada, prefixada ou híbrida.
Na modalidade pós-fixada, a rentabilidade será paga em um percentual de algum indexador, como o Certificado de Depósito Interbancário (CDI), a taxa básica
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de juro (Selic) ou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Por exemplo, um CDB que pague o
equivalente a 100% do CDI vai render exatamente a variação do CDI no
período previsto para o investimento. Na versão prefixada, a rentabilidade total do investimento é definida no
momento da aplicação. Por exemplo: um CDB prefixado com rentabilidade anual de 5% vai pagar exatamente
esse percentual, mesmo que os
indicadores (Selic, CDI e IPCA) subam ou caiam no período. Existem ainda os investimentos híbridos, que usam tanto uma taxa atrelada a algum
indexador como um percentual
prefixado. É o caso do Tesouro IPCA+, um dos títulos do Tesouro Direto.
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Além do modelo de remuneração
(pré ou pós-fixado), os títulos de renda fixa podem possuir ou não a carência, que é um prazo que determina a partir de quando o investidor pode resgatar o dinheiro alocado. Todos os ativos em renda fixa também possuem uma data de vencimento, ou seja, quando o investimento “acaba” e o investidor recebe o dinheiro e a rentabilidade de volta.
Como todo investimento, a renda fixa também apresenta riscos. Neste caso, o risco de crédito, que pode
ser chamado de risco soberano
(para títulos emitidos pelo governo),
ou risco de emissor (a possibilidade de a instituição não devolver o dinheiro
por alguma razão).
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Mas, para falar de investimentos em renda fixa, precisamos
necessariamente falar da taxa Selic. Na grande maioria das opções de
investimentos nesta modalidade, as duas estão diretamente relacionadas. A seguir, vamos explicar qual é
a relação entre a taxa Selic e a rentabilidade da renda fixa.
O que é taxa Selic e qual
sua relação com a renda fixa?
A taxa Selic é a taxa básica de juro da economia brasileira e um dos
principais instrumentos da política
monetária do Banco Central. Ela serve de referência para o Certificado de
Depósito Interbancário (CDI), que, por sua vez, é o índice referencial para o rendimento de muitos dos ativos de renda fixa.
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O termo Selic é uma sigla que significa Sistema Especial de
Liquidação e Custódia. É um sistema utilizado pelo Banco Central para
controlar a emissão, a compra e a venda de títulos públicos e, assim, conduzir a política econômica e
controlar a inflação.
Como a Selic influencia os
investimentos em renda fixa?
Como a Selic é a taxa básica de juro da economia, ela serve de base
para diversas taxas de abrangência nacional. Ou seja, ela influencia não só nos juros cobrados em
empréstimos e financiamentos mas também na rentabilidade em aplicações financeiras que usam o CDI como referência.
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O CDI é um mecanismo de garantia
para operações realizadas diariamente por instituições financeiras. Ele
reflete diretamente o custo dos
empréstimos feitos entre os bancos, e por isso costuma acompanhar
de perto a própria taxa Selic. Nos investimentos, o CDI é usado para calcular o retorno de diversas
aplicações de renda fixa.
Isso significa que se a Selic está alta, o CDI segue a trajetória da taxa básica de juro e também sobe, fazendo com que a rentabilidade dos investimentos em renda fixa que são atrelados a este índice apresente melhores resultados. Por outro lado, quando a Selic está em baixa, o retorno de ativos em renda
fixa também é reduzido.
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Como a Selic influencia os
investimentos em renda variável Os investimentos de renda variável não contam com uma taxa de
referência como a Selic, o CDI ou o IPCA para calcular seu retorno. No entanto, existe uma relação indireta da taxa básica de juro e as aplicações de maior risco, como ações, opções e fundos imobiliários.
Como já vimos aqui, quando os juros básicos caem, o retorno das
aplicações de renda fixa também fica menor. Os investidores que desejam multiplicar os ganhos de sua carteira costumam buscar aplicações de
maior risco, que não se relacionam diretamente com a Selic.
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Durante os ciclos de queda
dos juros da economia brasileira, muitas modalidades de
investimento de renda variável tiveram um importante ganho. É o caso, por exemplo, da bolsa de valores brasileira, que aumentou consideravelmente o número de investidores nos últimos anos. Investimento em renda fixa com a Selic baixa e alta
Como explicamos, a renda fixa é diretamente impactada pela
evolução da taxa Selic, uma vez que o rendimento de grande parte dos ativos dessa classe está atrelado à própria Selic ou ao CDI, que
acompanha a taxa básica de juro. Mas isso não significa que, com a
Selic baixa, não existam boas opções de investimento na renda fixa.
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A reserva de emergência, por
exemplo, deve ser investida em ativos de renda fixa com alta segurança
e liquidez. Afinal, o valor precisa
estar disponível para ser resgatado rapidamente em momentos de
imprevistos. Um ponto importante a se destacar é que a queda da Selic não muda a forma como a reserva
de emergência deve ser investida. Inclusive, momentos de crises
econômicas ao longo da história
mostraram a importância da reserva de emergência, que muitas vezes foi desprezada por investidores.
“Em situações em que a taxa
Selic está baixa, o retorno vai ser
naturalmente menor, mas não é porque os juros estão baixos que o investidor deve abrir mão da segurança de seu
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portfólio. Claro que a quantidade alocada em renda fixa varia de
investidor para investidor e do apetite ao risco de cada um, mas ninguém
deve prezar apenas por ativos de alto risco e maior volatilidade na carteira, mesmo em cenários de Selic baixa,
porque se houver alguma instabilidade na situação macroeconômica global, são esses ativos que vão manter o
equilíbrio”, explica Khouri.
Além disso, é possível formar uma carteira de investimentos diversificada com aplicações
em renda fixa, que é uma classe
composta de diversos tipos de ativo, com características e vantagens
diferentes. Investimentos com menor liquidez, por exemplo, podem oferecer uma rentabilidade maior. O mesmo
vale para investimentos de prazo mais
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longo. Outra alternativa que apresenta vantagens são os investimentos
isentos de imposto de renda, como
CRIs, CRAs e debêntures incentivadas. Já para períodos em que a taxa Selic está alta, os investimentos em renda fixa chamam ainda mais a atenção
dos investidores por causa de sua alta rentabilidade, que segue a taxa básica de juro. No Brasil, a Selic já atingiu a casa dos dois dígitos, passando dos 15%, o que significa que, na época, os investimentos tinham mais ou menos essa rentabilidade. É o cenário ideal para quem quer aliar altos retornos com segurança, sem precisar se
arriscar na volatilidade do mercado de renda variável.
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“O cenário de Selic em alta é
basicamente o melhor dos mundos, porque o investidor mantém a
estabilidade do portfólio, visto que os princípios dos ativos de renda fixa se mantêm, mas com uma lucratividade mais atrativa. A vantagem é
justamente uma maior rentabilidade, garantindo a segurança do portfólio”, afirma Khouri.
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3. COMO NÃO PERDER
DINHEIRO EM
TEMPOS DE CRISE
Ganhar dinheiro é uma tarefa árdua para a maioria dos brasileiros.
Acumular patrimônio ao longo da vida já não é fácil, mas preservar e multiplicar esses recursos pode ser
ainda mais desafiador. Neste capítulo, você vai ter dicas básicas para usar
todo o potencial da renda fixa e não perder dinheiro, principalmente em tempos de crise.
Os primeiros passos são manter a calma e reavaliar seus objetivos e prazos. Caso o investidor não precise do dinheiro no curto ou no médio
prazo, o melhor é não se desfazer
de aplicações nem realizar prejuízos.
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Isso porque as crises são cíclicas e o mercado, seja de renda fixa ou variável, tende a se recuperar com o tempo.
Portanto, para não realizar perdas, é preciso ter inteligência emocional e paciência, já que o mercado levará um certo tempo para se recuperar. E, como nenhuma crise é igual a outra, não é possível precisar exatamente o prazo dessa recuperação. Quando falamos em ter paciência com o
mercado falamos não apenas da renda variável, mas também da renda fixa.
Os investimentos em renda fixa,
apesar de serem considerados mais seguros, também apresentam riscos e são influenciados pela situação
econômica de um país ou região,
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embora menos do que a renda
variável. Por exemplo, muitos títulos
são emitidos por empresas ou bancos. Se essas instituições forem afetadas pelo cenário econômico, o risco de crédito tende a aumentar.
Outro caso é a oscilação dos
indexadores como Selic e IPCA. Nesta situação, a valorização dos juros dos ativos também pode oscilar durante o tempo. Porém, a vantagem da renda fixa em relação à renda variável é que se o investidor mantiver a aplicação
até o seu vencimento, receberá todo o valor acordado na hora da compra.
Mas, se precisar retirar antes, é preciso observar o momento ideal,
porque pode haver uma rentabilidade menor ou até mesmo prejuízo. Por
isso é importante saber o objetivo
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de um investimento e se programar para retirar o dinheiro apenas no
vencimento do título.
De qualquer maneira, existem estratégias para proteger os
investimentos, como a diversificação de carteira. Como os ativos se
comportam de maneiras distintas e estão expostos a riscos diferentes, a diversificação pode garantir uma rentabilidade mesmo em períodos de crise.
Como diversificar a carteira?
A composição da carteira de um
investidor está diretamente ligada ao seu perfil e aos seus objetivos. Um
investidor conservador com objetivos de longo prazo terá um portfólio de
ativos diferente de um investidor arrojado com objetivos de médio prazo, por exemplo.
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De maneira geral, a regra
mais importante é que os ativos que compõem a carteira sejam descorrelacionados, ou seja, não tenham relação direta entre si.
Para isso, além de diversificar nas
categorias, é recomendável variar em produtos, indexadores e em regiões geográficas.
Qual é o papel da renda fixa em tempos de crise?
A alta ou baixa da taxa Selic influencia diretamente no rendimento de
investimentos em renda fixa, como já explicamos. Mas a modalidade
considerada mais segura também entra no radar dos investidores em
momentos de incertezas econômicas como crises políticas que afetam
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a economia ou quando eventos
mundiais abalam o desempenho das empresas globais e afetam as bolsas de valores de todo o mundo.
Nesses casos, a renda variável passa a oscilar ainda mais, geralmente com fortes perdas. Muitos investidores
enxergam esses momentos como
oportunidades, uma verdadeira “Black Friday” da bolsa. Mas, outros recorrem à segurança da renda fixa.
“Como a renda fixa promove retornos indexados a indicadores como Selic,
IPCA, é possível ter uma noção mais clara de quanto retorno você terá. Então a oscilação de preço é menor. Quando sai uma notícia que mexe
com o mercado, a bolsa de valores
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reage no mesmo instante, porque todo mundo começa a vender o ativo e o
preço dele cai muito rápido. Ativos de renda fixa não funcionam com essa
mesma urgência, então a rentabilidade dele acaba sendo mais consistente”,
explica Khouri.
De acordo com o especialista do BTG Pactual, ainda é possível
otimizar os ganhos em renda fixa de acordo com alguns critérios como a classe de ativos escolhida e o tipo de instituição emissora do título. “Dentro dos ativos de renda fixa, existem
muitos investimentos com isenção tributária. Só por não precisar pagar o imposto de renda, o ganho final já é maior. Também depende do emissor. Emissores com uma estrutura mais
robusta, maiores, com risco de crédito menor, naturalmente vão oferecer
uma rentabilidade menor.
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Por outro lado, empresas menores, com estruturas não tão robustas, pagam prêmios maiores. Então é
preciso colocar na balança a relação entre risco e retorno”.
A segurança da renda fixa
Alguns investimentos em renda fixa são considerados os mais seguros do mercado, porque são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Esse é um fundo privado formado com recursos das próprias instituições
financeiras que cobre títulos privados emitidos por bancos, financeiras,
sociedades de crédito, companhias hipotecárias e associações de
poupança e empréstimo associados. Isso significa que se o investidor fizer aplicações em títulos cobertos pelo FGC, ele tem garantia de que
receberá até 250.000 reais investidos
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por instituição (com um limite de 1
milhão de reais por CPF), em caso de quebra da empresa ou banco.
Investimentos como CDB, RDB, Letra de Câmbio, LCI, LCA estão protegidos pelo FGC. Por outro lado, CRIs, CRAs, Letras Financeiras, debêntures e
títulos do Tesouro Direto não contam com a proteção do FGC.
Quando a rentabilidade
da renda fixa pode ser afetada
A rentabilidade de investimentos da renda fixa, como títulos do Tesouro Direto e ativos de crédito privado,
pode sofrer flutuações entre a data de compra e a data de vencimento. Isso acontece por causa das condições e
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das expectativas do comportamento da taxa de juro. Essa dinâmica se
chama marcação a mercado, que é a atualização diária do preço de um ativo de renda fixa ou da cota de um fundo de investimento pelo seu preço de mercado naquele dia.
Essa variação, que também leva o nome de Mark to Market, serve para o investidor saber quanto receberia se resgatasse o título ou vendesse a cota naquele dia. A rentabilidade negativa que pode ser apresentada
em alguns investimentos da renda fixa não significa que o investidor “perdeu dinheiro” necessariamente. Porque, como já explicamos, se o investidor carregar o título até seu vencimento, ele receberá a rentabilidade
contratada, independentemente
das oscilações que aconteceram no caminho.
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Outro fator que pode impactar a rentabilidade da renda fixa é a alta na inflação e a queda da Selic. Além, claro, da clássica lei da oferta e da demanda. Embora não apresente a
mesma volatilidade da renda variável, os ativos de renda fixa também
são precificados de acordo com a demanda.
Além disso, existem alguns riscos que podem impactar ativos da
renda fixa. O principal deles é o
risco de crédito, quando o devedor não consegue cumprir com suas obrigações e pagamentos. É então que entra a proteção do FGC, que garante uma indenização aos
investidores dentro de um limite de até 250.000 reais por instituição.
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Já investimentos do crédito privado, como CRIs e CRAs, não possuem
garantia do FGC. Por isso, é preciso conhecer e confiar no emissor dos papéis antes de investir.
4. OPÇÕES DE
INVESTIMENTOS
EM RENDA FIXA
Neste capítulo, apresentaremos
todos os tipos de título de renda fixa. Primeiro, é preciso entender que
existem títulos de emissão bancária (emitidos por bancos) como: CDBs, LCIs, LCAs e Letras Financeiras.
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Também existem os títulos de renda fixa de emissão corporativa (emitidos por empresas), como: debêntures,
CRIs e CRAs. Por fim, há os títulos de emissão pública (emitidos pelo governo), como títulos do Tesouro.
Para escolher o melhor título de renda fixa, de acordo com o seu perfil, é importante saber a sua
necessidade de capital em termos de prazo. Se você precisa do dinheiro
para emergências, por exemplo, é suscetível que você procure títulos que tenham mais liquidez. Já para
tentar uma rentabilidade maior, você pode procurar títulos com prazos
maiores, porque naturalmente eles tendem a dar um retorno melhor do que os de curto prazo.
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De acordo com o especialista em finanças pessoais do BTG Pactual
digital, André Bona, a melhor pergunta a se fazer antes de qualquer investimento em renda fixa é: “Eu preciso do dinheiro agora ou não?”
“É necessário adequar suas
necessidades de prazo para a escolha dos títulos de renda fixa”, explica Bona. Por isso é importante saber o seu perfil de investidor antes de escolher uma
aplicação para você. Se você ainda não souber qual é o seu, basta responder ao teste que produzimos.
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Confira a seguir os principais
tipos de investimento em renda fixa: 1. Emissões públicas
Tesouro prefixado: o Tesouro
prefixado é um título do Tesouro
Direto, programa de compra e venda de títulos públicos do governo
federal em parceria com a B3. Ele é o único título do Tesouro Direto que é inteiramente prefixado. Ou
seja, o investidor sabe qual será sua remuneração desde o momento que realizou a aplicação. A remuneração é composta de uma taxa anual.
Entretanto, este título sofre a
marcação a mercado, e quem quiser vendê-lo antes de seu vencimento pode sofrer com oscilações em seu preço.
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Tesouro prefixado com juros
semestrais: nessa modalidade de investimento do Tesouro Direto, o investidor recebe o retorno a cada seis meses, diferentemente das
outras aplicações, que pagam apenas no vencimento dos títulos. Também chamado de cupom semestral, esse rendimento é calculado de acordo com a taxa de juro contratada no momento da compra do título.
Tesouro Selic: o Tesouro Selic (antiga Letra Financeira do Tesouro, ou
LFT) é um título com rendimento pós-fixado determinado pela taxa básica de juro da economia, a Selic. Esses títulos possuem alta liquidez e pouca volatilidade. Justamente
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por este motivo, são bastante
usados na composição da reserva de emergência.
Tesouro IPCA+: este tipo de título é o que possui maior volume
de aplicações do Tesouro,
correspondendo a aproximadamente 40% de todo o valor custodiado. O
rendimento do Tesouro IPCA+ é pós- fixado e seu valor, como o nome já diz, é determinado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), somado a um prêmio percentual.
Tesouro IPCA+ com juros semestrais: a fórmula de cálculo do rendimento
do IPCA+ com juros semestrais é a mesma dos títulos IPCA+. O que muda é a forma de pagamento do rendimento. Quem detém títulos
desse tipo receberá semestralmente
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o retorno proporcional acumulado, já com o desconto do imposto de renda.
Portanto, a principal diferença entre o Tesouro Selic e o Tesouro IPCA+ está na rentabilidade. Enquanto o Tesouro Selic é um título pós-fixado, e com
rendimento atrelado à Selic, o Tesouro IPCA+ tem o rendimento atrelado à
variação da inflação somado a uma taxa prefixada.
2. Emissões bancárias
CDB: o Certificado de Depósito
Bancário (CDB) é um título emitido por bancos comerciais ou instituições
financeiras para captar recursos para financiamento de suas atividades. Ou
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seja, se você aplica em um título desse tipo se torna um credor do banco. É
como se você emprestasse dinheiro para determinada instituição que
realizou a emissão do CDB. Por serem emitidos por empresas reguladas
pelo Banco Central, os CDBs são
considerados uma opção segura de investimento. Existem opções de títulos prefixados e pós-fixados. CDB prefixado: no CDB prefixado, o rendimento anual dos títulos é
definido no momento da aplicação. A taxa, apresentada como um
percentual, não sofre nenhum tipo de alteração. Dessa forma, o investidor sabe quanto receberá no vencimento do CDB desde o momento da
aplicação.
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CDB pós-fixado: um título pós-fixado tem seu retorno definido por um
indicador, como a Selic, o CDI ou o IPCA, como vimos anteriormente.
Porém, a grande maioria dos CDBs é indexada ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI).
LCI: a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) é um título de renda fixa lastreado
em crédito imobiliário, emitido por
bancos e instituições financeiras com o objetivo de financiar o setor. As LCIs são recomendadas para quem deseja um rendimento próximo ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) com
segurança e isenção de impostos. A remuneração da LCI é feita no vencimento do título e sua taxa é predeterminada.
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LCA: a Letra de Crédito do
Agronegócio (LCA) é um título de renda fixa emitido por bancos e instituições financeiras. Sua finalidade é captar recursos para o agronegócio. Assim como a LCI, a LCA tem, em geral,
o rendimento atrelado ao CDI e
apresentado em pontos percentuais. LF: a Letra Financeira (LF) é
uma aplicação para quem busca rentabilidade no longo prazo. A
aplicação mínima inicial é de 150.000 reais. Apesar de ter uma entrada mais alta do que a de títulos concorrentes, seu rendimento compensa títulos
como CDB e LCI/LCA, por exemplo. O rendimento costuma ser atrelado ao CDI. É importante destacar que o imposto de renda vai abocanhar 15% de seus ganhos na hora do resgate deste título.
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LC: a Letra de Câmbio (LC) é uma aplicação baseada em títulos de
crédito, semelhante aos CDBs, LCIs e LCAs. Ela é emitida por financeiras, como sociedades de crédito,
financiamento e investimento,
para captar recursos no mercado e
emprestar aos clientes. Existem letras de câmbio prefixadas, pós-fixadas
e híbridas. O rendimento pago por Letras de Câmbio tem sido superior em períodos mais longos (mais de quatro anos) que outros produtos, como CDBs.
3. Emissões corporativas
Debêntures: as debêntures consistem em títulos de dívidas de uma empresa. Ao realizar uma aplicação em uma
debênture, o investidor passa a ter direito a receber da empresa, no futuro, o valor investido acrescido do pagamento de juros, que são
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definidos no momento da compra
do título. O objetivo das companhias ao captar recursos via debêntures é financiar novas operações ou honrar compromissos financeiros no curto
prazo. A rentabilidade das debêntures também pode ser prefixada ou pós-
fixada.
CRIs: os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) são títulos
de crédito privado emitidos por
securitizadoras, gerando um direito de crédito ao investidor. O investidor que realiza aplicações em CRIs tem direito a receber uma remuneração do emissor, que usa o montante para captar recursos com o intuito de
financiar projetos de investimento no mercado imobiliário. Os CRIs não contam com a garantia do FGC e,
por isso, é importante ter atenção redobrada em relação ao risco do
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investimento. Os CRIs possuem a isenção da cobrança de imposto de renda sobre seus rendimentos para pessoas físicas, o que é um grande diferencial nos títulos de renda fixa. CRAs: assim como os CRIs, os
Certificado de Recebíveis do
Agronegócio (CRAs) também são títulos de crédito. Entretanto, os
CRAs são títulos de crédito agrícolas. Os CRAs possuem semelhança
com os LCAs, porém são emitidos por securitizadoras, enquanto os LCAs são emitidos por instituições financeiras. Quem realiza aplicações neste certificado ajuda a financiar o setor do agronegócio. A rentabilidade deste produto tende a ser maior
conforme o tempo de investimento. Ou seja, quanto mais longo for o
vencimento, maior tende a ser o valor pago ao investidor.
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5. TABELA DE
RENDA FIXA
Nós sabemos que são diversas as opções de investimentos em renda fixa e que entender quais são as
características específicas de cada um deles pode ser confuso. Por isso, listamos na tabela abaixo os principais ativos em renda fixa e apontamos
quais:
• possuem remuneração pré ou pós-fixada
• têm ou não carência
• são tributados no imposto de renda ou não
• são cobertos pelo FGC
• qual é o valor mínimo
de aplicação em cada um
• riscos envolvidos
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INVESTIMENTO REMUNERAÇÃO CARÊNCIA DE RENDAIMPOSTO COBERTURA PELO FGC VALOR MÍNIMO
DE APLICAÇÃO RISCOS
Não coberto Não coberto
Não coberto
Não coberto
Não coberto
Não coberto
Não coberto
Coberto
Coberto
Coberto
Não coberto
Não coberto
Não coberto
Não possui
Aproximadamente R$ 100
Aproximadamente R$ 30
Aproximadamente R$ 30
Aproximadamente R$ 35
Aproximadamente R$ 40
Valor emitido pela instituição
Valor emitido pela instituição
Valor emitido pela instituição
R$ 150 mil
Valor emitido pela instituição
Valor emitido pela instituição
Valor emitido pela instituição Não possui
Possui
Possui
Possui
Possui
Possui
Não possui Possui
Não possui Não possui Não possui
Possui
Opções com e sem cobrança de IR
Sem carência
Com Carência (D1)
Com Carência (D1)
Com Carência (D1)
Com Carência (D1)
Com Carência (D1)
Com e sem carência
Com e sem carência
Com e sem carência
De acordo com o fluxo de pagamento
De acordo com o fluxo de pagamento De acordo
com o fluxo de pagamento Com e sem carência (quando tem é de, no mínimo, 90 dias)
Risco de crédito soberano Risco de crédito soberano
Risco de crédito soberano
Risco de crédito soberano
Risco de crédito soberano
Risco de crédito soberano
Risco de crédito soberano
Risco de crédito soberano
Risco de crédito soberano
Risco de crédito soberano
Risco de crédito soberano
Risco de crédito soberano
Risco de crédito soberano pós-fixado*
pós-fixado
pós-fixado
pré-fixado
pré-fixado
pós-fixado
pré ou pós- fixado + IPCA
pré ou pós-fixado + IPCA
pré ou pós-fixado + IPCA
pré ou pós-fixado + IPCA
pré e/ou pós-fixado
pré e/ou pós-fixado pré e/ou pós-fixado Poupança
Tesouro Selic
Tesouro IPCA
Tesouro pré-fixado
Tesouro pré-fixado com juros
semestraisa
Tesouro IPCA com juros semestrais
CDB
LCI
LCA
LF
Debêntures
CRIs
CRAs
43 GUIA DA RENDA FIXA
Esperamos que este guia tenha lhe mostrado como é possível buscar
a rentabilidade na renda fixa em
tempos de incertezas econômicas e de alta volatilidade do mercado, além da importância de manter a
modalidade de investimento pensando na segurança de seu portfólio.
Se você quiser acompanhar mais oportunidades de investimentos
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