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SUPERLOTAÇÃO DE EMERGÊNCIAS: UM NOVO CENÁRIO PARA O CUIDAR/CUIDADO EM ENFERMAGEM
EMERGENCIAS HACINAMIENTO: UN NUEVO ESCENARIO PARA EL CUIDADO DE ENFERMERÍA
OVERCROWDING EMERGENCYROOM: A NEW SCENARIO FOR THE NURSING CARE
Ronald Teixeira Peçanha Fernandes1; Maria José Coelho2
1. Doutorando e Mestre em Enfermagem Hospitalar, Especialista em Gestão da Saúde e Adiminitrsação Hospitalar, Professor da Universidade Estácio de Sá, Enfermeiro do setor de emergência do Hospital Público de Macaé, Bolsista da CAPES, Brasil. [email protected]
2. Professora Doutora da Escola de Enfermagem Ana Nery da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Pesquisadora CNPQ, Brasil.
RESUMO
Este trabalho observou o público atendido nos serviços intra-hospitalares, composto de jovens encaminhados por serviços pré-hospitalares de saúde vítimas de casos de violência externa. Adotamos uma abordagem qualitativa, solicitando a oito enfermeiros
especializandos de enfermagem em
emergência uma redação sobre aspectos relativos à superlotação em emergências. O objetivo foi conhecer o posicionamento destes enfermeiros em relação à superlotação em serviços de emergência na cidade do Rio de Janeiro. Nos resultados, a situação de superlotação é colocada como perigosa, acima da capacidade proposta pelo serviço, gerando a deficiência de recursos, trazendo insegurança tanto aos pacientes quanto aos profissionais, interferindo no atendimento de situações de emergência iminentes, ocasionando improviso na acomodação dos pacientes e promovendo desarticulação com o restante do hospital. Concluímos que as questões relacionadas à superlotação passam por novas formas de organização dos serviços de emergência e incentivo para o acesso irrestrito da população aos programas de ações de saúde coletiva reduzindo a lotação em emergências.
RESUMEN
Los servicios públicos, los hospitales son los jóvenes que se refiere a los servicios de salud pre-hospitalaria motivado por casos de violencia externa. Hemos adoptado un
enfoque cualitativo solicitando ocho
enfermeras participantes en ensayos de enfermería de emergencia en los aspectos
relacionados con el hacinamiento en las emergencias. El objetivo fue conocer la ubicación de los enfermeros en relación con el hacinamiento en las salas de emergencia en la ciudad de Rio de Janeiro. Los resultados en el hacinamiento se coloca como peligrosos, por encima de la capacidad propuesta para el servicio, crea una deficiencia de recursos, trae inseguridad tanto para los pacientes y los profesionales interfiere en el cumplimiento de emergencias inminentes causas improvisación en un alojamiento de pacientes, promueve la desarticulación con el resto del hospital. Llegamos a la conclusión de que las cuestiones relativas al hacinamiento, se someten a las nuevas formas de organización de los servicios de emergencia y el estímulo para el libre acceso de la población a los programas de acciones de salud pública en la reducción de las emergencias hacinamiento. ABSTRACT
The public-hospital services are youth referred for services pre-hospital health motivated by external violence cases. We adopted a qualitative approach requesting eight nurses trainees in emergency nursing essays on
aspects relating to overcrowding in
emergencies. The objective was to know the placement of these nurses in relation to overcrowding in emergency departments in the city of Rio de Janeiro. Results in the overcrowding is placed as dangerous, above the proposed capacity for the service, creates a deficiency of resources, brings insecurity to both patients and professionals interferes in
meeting emergencies imminent causes
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promotes disarticulation with the remainder of the hospital. We conclude that the issues related to overcrowding undergo new forms of organization of the emergency services and encouragement for the unrestricted access of the population to programs of public health actions in reducing overcrowding emergencies.
DESCRITORES: Cuidado de Paciente. Enfermagem em Emergência. Assistência hospitalar.
DESCRIPTORES: Cuidado del Paciente. Enfermería de Urgencias. Hospital de Asistencia
DESCRIPTORS: Patient care. Emergency nursing. Hospital assistance.
_____________________________________
INTRODUÇÃO
Notadamente os serviços intra-hospitalares de emergência absorvem uma grande quantidade de pacientes por diversas causas. O público que principalmente habita este cenário é composto de jovens encaminhados por serviços pré-hospitalares de saúde motivados por casos de violência externa, tais como acidentes de trânsito e agressões pessoais1.
O segundo tipo de público encontrado em emergências são idosos também trazidos por serviços de pré-hospitalares como o Serviço de Atendicmento Móvel de Urgência (SAMU) e, curiosamente, também são encaminhados aos serviços de emergência como vítimas de violência contra idosos2. Artigos já publicados sobre este assunto denunciam que além de não haver uma notificação completa sobre os casos, há pouca informação a cerca das circunstâncias em que ocorrem as violências contra idosos.
As publicações anteriores enfocam também o tempo de permanência do público nos serviços de emergência hospitalares em que se evidencia, particularmente, que idoso é
o público que permanece internado por mais tempo.
O objetivo deste artigo foi de conhecer o
posicionamento de enfermeiros
especializandos em enfermagem de
emergência em relação à superlotação que existe em serviços de emergência na cidade do Rio de Janeiro.
METODOLOGIA
Foi abotado uma abordagem qualitativa3 solicitando a oito enfermeiros especializandos de enfermagem em emergência que fizessem uma redação sobre aspectos relativos à superlotação em emergências.
Os enfermeiros assinaram e
concordaram com o Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE).
Após coleta surgiram quatro temas em seus textos. Nos resultados o primeiro tema que surgiu nas redações é sobre o entendimento de cada um dos enfermeiros sobre uma conceituação a respeito de superlotação assunto este discutido a seguir.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os relatos mostram que os
conhecimentos destes enfermeiros estão de acordo com o proposto pela Joint Comission4.
Neles, os depoentes colocam a situação de superlotação como perigosa, acima da capacidade proposta pelo serviço, o que gera a deficiência de recursos, traz insegurança tanto aos pacientes quanto aos profissionais, interfere no atendimento de situações de emergência iminentes, ocasiona improviso na
acomodação dos pacientes, promove
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O segundo assunto tratado pelos depoentes são os aspectos que contribuem para este cenário, dentre eles, destacamos a procura por emergências para tratar de questões que poderiam ser atendidas em ambulatórios, tais como, gripes, resfriados, dores lombares entre outros.
A cronicidade de doenças foi outro ponto relatado pelos depoentes e que corrobora com publicações anteriores. As políticas públicas para os entrevistados, também contribuem para esse cenário de superlotação por não terem na atenção básica condições de atender à demanda da população. Em estados como Recife, todos os atendimentos são encaminhados para serviços hospitalares de emergência, mesmo que sejam de menor risco à vida e que poderiam ser atendidas em casa ou encaminhadas para serviços de pronto atendimento. Estas políticas contribuem para que os recursos sejam escassos para os atendimentos aos pacientes que são atendidos, tanto do ponto de vista de profissionais para este atendimento quanto em relação aos recursos materiais.
O aumento da população idosa5 também contribui para este aumento da superlotação das emergências sem o acompanhamento de serviços estruturados para atender estes pacientes quanto ás diferentes faixas etárias. A dificuldade de acesso à rede básica de atendimento e ao tratamento de pacientes com doenças crônicas que fomentam a admissão em emergências. Dificuldade na marcação de exames e também na obtenção dos resultados destes exames. A ignorância da população que procura pelo serviço de emergência como
forma de ser atendido, não pela dificuldade de acesso, mas como imediatismo para o atendimento e por último a migração de pacientes, contrariando a regionalização do atendimento o que fora previsto pelo SUS a partir de dados epidemiológicos.
O terceiro ponto levantado pelos enfermeiros pesquisados refere-se ao fluxo de pacientes. Neste, ressaltam que o tempo de internação está entre as questões que apareceram em todas as entrevistas, assim como diagnósticos mais precisos e também o início de tratamento. Além disso, colocam que a implementação da classificação de risco dos pacientes de modo a estratificar aqueles pacientes que de fato precisariam ser atendidos em serviços de emergência e a cooperação entre hospitais para a distribuição de pacientes conforme a especialidade para o tratamento das enfermidades facilitariam o fluxo dos pacientes para a redução da lotação das emergências.
A quarta e última temática levantada pelos enfermeiros trata de estratégias que foram apontadas para que este problema, que se não for solucionado, orientem a redução de pacientes ocupando por tempo prolongado as emergências.
Nesta temática os enfermeiros reforçam que a diminuição em relação ao tempo de
atendimento dos pacientes com a
classificação de risco e também a partir dela, a determinação daqueles pacientes que precisam de fato de atendimento na emergência, a construção de uma nova tecnologia organizacional que pudesse filtrar a distribuição dos pacientes pelas unidades de atendimento seguindo as necessidades deles.
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O aumento no número de leitos e a contratação de maior número de mão de obra estão entre os aspectos mais freqüentes no texto das redações. Apontam que a formulação de indicadores de saúde tais como, tempo de internação, conhecimento dos casos de maior prevalência que motivam internações prolongadas para ações de saúde coletiva e de estratégias de saúde da família para reduzir as complicações de doenças crônicas e degenerativas, entre outros, podem contribuir para a redução deste fenômeno que para eles afeta diretamente a qualidade da atenção à saúde oferecida à população.
Podemos entender que os profissionais enfermeiros que atuam em cenários de emergência diariamente em seus plantões, embora tenham uma visão reduzida, podem contribuir com a resolução deste problema, pois conhecem algumas das razões mais objetivas em relação às questões que permeiam o fenômeno da superlotação das emergências no Rio de Janeiro.
As ações de classificação de risco6 e acolhimento são as ferramentas hoje utilizadas em unidades de emergência, no entanto, não estão universalmente implementadas, o que poderia criar uma cultura de critério objetivos no atendimento às emergências.
O crescimento da população e o envelhecimento associado a doenças crônicas que não passam por acompanhamento regular visto a pouca penetração das ações de saúde coletiva, completam o cenário.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As questões relacionadas à
superlotação para estes enfermeiros passam por novas formas de organização dos serviços
de emergência e incentivo para o acesso irrestrito da população aos programas de ações de saúde coletiva para a redução de
atendimentos em emergências.
Particularmente no Rio de Janeiro com a implementação das Unidades de Polícia Pacificadoras em comunidades antes dominadas por traficantes e os constantes conflitos armados com a polícia que resultavam em atendimentos por ferimentos por armas de fogo foram reduzidos.
O que temos agora ocupando os leitos
de emergência são pessoas com
complicações do agravamento de doenças crônicas e vítimas de acidentes de trânsito que é, já há muito tempo, outro problema que precisa ser combatido com políticas públicas mais eficazes que possam reduzir esses agravos.
Por fim, neste cenário, as maneiras de cuidar7 para os enfermeiros pesquisados necessitam da sensibilização e a capacitação de gestores para a condução organizada, competente e resultados concretos são os caminhos para solucionar os problemas que afetam as emergências no Rio de Janeiro e talvez para os demais estados em que isto ocorra.
REFERÊNCIAS
1. MASCARENHAS et al. Perfil dos atendimentos de emergência por violência – Brasil, 2006 Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, 18(1):17-28, jan-mar 2009.
2. MINAYO MCS. Seis características das mortes violentas no Brasil. R. bras. Est. Pop., Rio de Janeiro, v. 26, n. 1, p. 135-140, Jan-Jun 2009.
3. POLIT DF et al. Fundamentos de Pesquisa em Enfermagem: métodos, avaliação e utilização. Trad. Ana Thorell. 5 ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.
4. Joint Comission Resources. Gerenciando o fluxo de pacientes:estratégias e soluções para lidar com a superlotação hospitalar. Tradução.
REVISTA ELETRÔNICA ESTÁCIO SAÚDE
http://revistaadmmade.estacio.br/index.php/saudesantacatarina/index - ISSN1983-1617 (on line). 23
Magda França Lopes. Porto Alegre. Artmed, 2008 Cap 1.
5. IBGE. Sinopse do Censo Demográfico
2010. Brasil. Disponível em
http://www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse/ind ex.php?uf=00&dados=1
6. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. HumanizaSUS: acolhimento com avaliação e classificação de risco: um paradigma ético-estético no fazer em saúde /Ministério da Saúde, Secretaria-Executiva, Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. – Brasília: Ministério da Saúde, 2004.
7. COELHO MJ. Maneiras de Cuidar. Rev Bras Enfermagem, v. 59, n. 6, p. 745-51, Nov-Dez 2006.