COMUNICAÇÕES ORAIS - TECNOLOGIA NO ENSINO DE MATEMÁTICA
EXPERIÊNCIAS EXITOSAS COM A ROBÓTICA LIVRE NO ÂMBITO ESCOLAR: UMA PRÁTICA EXITOSA E SUSTENTÁVEL NA ESCOLA
MARIA DO CÉU BANDEIRA EM MORENO – PE.
RAFAEL MAXIMO, SANDRA DOS SANTOS PEREIRA, SERGIO MARCELO SALVINO BEZERRA
A robótica vem causando grande impacto na nossa sociedade por trazer inovações em diversos setores. Sejam por extinguir postos de trabalhos ou criar outros, bem como na medicina, com médicos realizando intervenções cirúrgicas delicadas a distância, nas guerras e até no uso doméstico e na forma de nos relacionarmos socialmente, sem mensurar o amplo uso de robôs no chão industrial para realizar atividades repetitivas e de precisão. Isso por si só já a torna uma ciência interdisciplinar de grandes possibilidades na educação, pois, para Fazenda (1993), a interdisciplinaridade é a atitude positiva diante do conhecimento, que implica mudança comportamental diante da tomada de decisões. Para ela, a interdisciplinaridade promove cooperação, trabalho, diálogo entre as pessoas, entre as disciplinas e entre outras formas de conhecimento (Fazenda, 1994). A robótica educativa não é jovem, tendo surgido por volta da década de 1960, quando seu pioneiro Seymour Papert desenvolvia sua teoria sobre o construcionismo e defendia o uso do computador nas escolas como um recurso que atraía as crianças.
A atual situação mundial, chamada “era da informação” (Santos, 2006), da busca eminente e incessante pelo conhecimento, torna necessárias a atualização e a utilização de meios que modifiquem o ensino e aprendizagem, instiguem e criem situações provocantes nos alunos, para que os mesmos possam criar suas soluções e adequabilidade dos problemas que os envolvem diariamente.
Em uma velocidade incrível, a aplicação crescente da tecnologia vem transformando o papel do professor, que deve assumir, como mediador do processo de aprendizagem, o papel de “problematizador” que ajuda o aluno a
buscar de maneira autônoma a solução, bem como estreitar o caminho entre o conhecimento empírico e o conhecimento científico. É nesse contexto que nos propropomos a repensar a prática pedagógica, pois não devemos nos esquecer de que os nossos alunos crescem incorporando as inovações tecnológicas.
Nessa perspectiva os alunos do ensino médio da Escola Estadual Maria do Céu Bandeira foram estimulados a aprender a robótica de forma sustentável utilizando sucatas eletrônicas diversas. No contra turno das aulas os alunos aprendem de forma transdiciplinar desenvolvendo melhor as habilidades em componente curriculares considerados difíceis como os de Matemática e Física.
A robótica educativa, se bem conduzida, favorecerá o crescimento intelectual do aluno por meio da experimentação, reconstrução, observação e análise. Os alunos, na tentativa de resolver seus problemas com as construções e o programa computacional que as controla, podem manipular diferentes conceitos no domínio das ciências despertando dessa forma estímulo em estar na escola e a preservar o ambiente.
2 - OBJETIVOS
- Elaborar construções robóticas, de maneira a realizar experimento que estimulem e aproximem o aluno do conhecimento técnico científico.
- Levantar hipóteses, testá-las e avaliar os resultados.
- Promover o estudo de conceitos multidisciplinares - em ciências, física, geografia, matemática, etc.
- Estimular a criatividade e a capacidade de resolução de problemas.
- Reconhecer a importância do trabalho em equipe estimulando práticas pedagógicas ambentais diferenciadas no âmbito escolar.
3 – METODOLOGIA
O projeto baseia-se no ensino da robótica livre através do uso de sucatas eletrônicas diversas que possibilitem o estímulo no ensino aprendizagem das
disciplinas das ciências exatas: Matemática e física, principalmente e ao mesmo tempo incentivar o desenvolvimento sustentável na escola. As atividades foram executadas em etapas, a saber.
A primeira etapa consistiu em incentivar os alunos a participarem através de exposição de vivencias ocorridas em outras instituições e de forma didática mostrar aos alunos participantes que a robótica está aplicada ao dia a dia dos estudos podendo ela contribuir para a melhoria do desempenho escolar. A segunda etapa foi trabalhada as questões teóricas metodológicas que envolvem noções importantes de física e matemática aplicada à prática incluindo as noções básicas de eletroeletrônica necessárias ao entendimento do que está sendo trabalhado. A terceira etapa marca a produção dos robôs com sucata eletrônica, o aluno passa a dar movimento e funções de programação aos protótipos criados.
Os Robôs e as montagens feitas pelos alunos foram expostas para toda a escola servindo de estímulo aos que não foram contemplados ou não tiveram interesse em participar. A avaliação do projeto ocorreu de forma sistemática e pontuada na avaliação continuada nas cadernetas também servindo de estímulo ao aluno nas disciplinas em foco supracitadas.
Foto 01 – Aula Prática
Foto 2 , Aula Prática, uso de sucata eletrônica.
4 – RESULTADOS
As atividades propostas foram desenvolvidas em todas as etapas com grande interação dos alunos, denotando seu papel como sujeito ativo num processo de ensino e aprendizagem, onde buscaram o novo, selecionaram, organizaram as informações através do diálogo e procederam com a analise e desenvolvimento de soluções, sendo neste processo o papel do professor muito importante, não como mero repassador de conteúdos, mas de mediador do conhecimento deixando espaço para as próprias intervenções dos alunos. Assim, os alunos passaram por um contato diferenciado com a realidade que a robótica proporciona o que possibilitou aguçar sua percepção fazendo com que os alunos passassem a entender a nova dinâmica técnica científica que o mundo exige. Nessa perspectiva inclusiva foi possível ao longo das atividades estimularem a consciência ambiental e ao mesmo tempo fazer com que os alunos melhorassem seu rendimento escolar havendo mais interesses nas
aulas e fazendo assim a escola exercer seu papel de forma plena que é a inclusão social através da ciência aplicada à eletroeletrônica.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Espera -se que este trabalho possa vir a ser uma sugestão metodológica no auxílio do ensino, buscando por meio de tal empenho propor uma nova utilização da abordagem de conceitos que dizem respeito ao interesse no ensino da Matemática. É papel da escola formar indivíduos – crianças e professores – que saibam usar crítica e criativamente o computador – tecnologia social e histórica como o cinema, a fotografia, a pena, a impressão e a escrita. É papel da escola democratizar o acesso a mais um instrumento de criação (humana). (Nogueira, 1998, p.124) A escola tem a missão de preparar o indivíduo para a vida e sente a responsabilidade de não fechar os olhos para a realidade, que muito dependerá de como ela atende e operacionaliza a educação tecnológica, para que esta venha a contribuir para a aprendizagem e a construção do conhecimento. É impossível ignorarmos a produção cultural moderna, com todos os avanços tecnológicos existentes. Seja pelas qualidades positivas que possui e que oferecem inúmeras possibilidades pedagógicas interessantes. Seja pela necessidade de lutar-se pela sua democratização, estabelecendo com ela uma relação mais crítica, que se reverta em maior qualidade de vida e de bens culturais para a população. Manter-se distante da produção cultural contemporânea seria um erro, já que não há como subestimar sua concreta existência em nossas vidas. (Pinto, 1996) Educação e tecnologia estão interligadas, sendo essa condição evidentemente contemplada nas novas propostas de ensino, pois, assim como em outras áreas do saber, na pedagogia a instrumentação da educação deve propiciar um ambiente de convívio saudável, de acordo com a situação vivenciada.
BIBLIOGRAFIA
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