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Oehlmeyer, A. S ; Santos, E. F #

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Oehlmeyer, A. S

∗∗∗∗

; Santos, E. F

####

ESTUDO DO COMPORTAMENTO E

ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL COM

CACHORRO-DO-MATO-VINAGRE (

Speothos venaticus

LUND,

1842) NO ZOOLÓGICO DO BOSQUE DOS

JEQUITIBÁS DE CAMPINAS – SP

2006

Graduanda em Ciências Biológicas – Pontifícia Universidade Católica de Campinas – SP, E-mail

[email protected]

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1. INTRODUÇÃO

O cachorro-vinagre (Speothos venaticus) (fig. 1), também conhecido por outros nomes populares como bush dog (em inglês) (MACDONALD, 1995) e zorro vinagre (em espanhol) (CABRERA, 1960), pertence a familia Canidae que é composta por dezesseis gêneros recentes e trinta e seis espécies (Nowak apud

SANTOS, 1999). Estão denominados principalmente por sua dentição, em três subfamílias. A maior delas é a subfamília Caninae, composta por dez gêneros; a subfamília Simocyoninae é composta por três gêneros: Speothos, Ouon e Lycaon

e a subfamília Otocyoninae composta por um único gênero ( Nowak apud

SANTOS, 1999).

FIGURA 1 - Cachorro-vinagre (Speothos venaticus).

Os canídeos são muito antigos, sendo considerados os mais primitivos de todos os carnívoros. Foram encontrados fósseis dessa família, que viveram a cerca de quarenta a cinqüenta milhões de anos atrás com características anatômicas como as dos atuais (CABRERA, 1960).

Os membros desta familia são fáceis de se reconhecerem por possuírem crânio com focinho prolongado quase pontiagudo, pela fórmula dental (I 3/3, C 1/1, P 4/4, M 2/3) variando apenas no número de molares e por seus caninos longos e proeminentes (EISENBERG, 1989). No cachorro-vinagre a fórmula se torna I 3/3, C 1/1, P 4/4, M 1 – 2/2, podendo ser percebida a diferença da espécie pela mudança dos molares (EISENBERG, 1989) (fig. 2).

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FIGURA 2 - Crânio pertencente ao cachorro-vinagre. Fonte: EISENBERG, 1989.

Segundo Cabrera (1960), os canídeos podem ser divididos em dois grupos, fazendo parte do primeiro, lobos, chacais e cachorros e do segundo, as raposas. Diferem-se entre si por seus costumes, sendo o primeiro grupo social, pois caçam, perseguem presas e defendem-se de predadores sempre em bando, ao contrário das raposas que são solitárias, caçando individualmente.

O cachorro-vinagre se encaixa no primeiro grupo, por ser uma espécie extremamente social vivendo em grupos de até doze indivíduos (DEUTSCH, 1983) e monogâmicos, assim como a maioria dos integrantes de sua família (MACDONALD, 1995). Caçam em bando e suas presas são geralmente pequenos roedores como a paca (Agouti paca), a principal presa segundo Peres (1991), seguida por cutia (Dasyprocta sp) (PERES, 1991), chegando em alguns casos a caçar capivaras (Hydrochoerus hydrochoeris), emas (Rhea americana) (SILVEIRA

et al., 1998) e grandes mamíferos como antas (Tapirus terretris), podem também

se alimentar de insetos e crustáceos (NOWAK apud BEZERRA; SAAD, 1991); são animais onívoros segundo o Protocolo de manejo do cachorro-vinagre (CHIEREGATTO et al., 2005).

São animais de aspectos interessantes, medindo de 60 a 75 cm de comprimento, e em média pesam 6 a 7 kg (MACDONALD, 1995), sua pelagem é parda escura, sendo dourada no dorso e na cabeça, e preta na partes inferiores (EISENBERG, 1989). Apresenta orelhas e patas pequenas e cauda bem curta (EISENBERG, 1989). Tem hábitos diurnos, diferentemente dos outros canídeos pequenos (DEUSH, 1984). Seu ciclo reprodutivo é, em parte, influenciando por fatores sociais de dominância, podendo ser sazonal e ocasionalmente não (KLEIMAN et al., 1987). O período de gestação dura em média 65 dias e nascem

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cerca de 3 a 5 filhotes por vez que desmamam com dois ou três meses de idade (EISENBERG, 1989).

São animais tolerantes a muitos tipos de habitat (EISEMBERG, 1989) como cerrado e savanas (SILVEIRA et al. 1998), podendo ser também encontrados no interior das matas do Brasil e Guianas, até Equador, nordeste do Peru e no Paraguai (CABRERA, 1960), geralmente próximos a cursos d’água, podendo perseguir presas dentro destes, devido à sua agilidade aquática e suas membranas interdigitais (BEISIEGEL, 1999); segundo Strahl et al. (1992) margem aquática distantes uma da outra, não representa barreira para essa espécie.

No noroeste da América do Sul, na bacia Amazônica e no sudeste brasileiro vivem três subespécies do cachorro-vinagre, S. v. panamensis, S. v. venaticus e

S. v. wingei, respectivamente; que se diferenciam pelo tamanho e coloração da

pelagem característica de cada região (BEISIEGEL, 1999).

Por serem animais sociais e terem um território relativamente grande, podendo ser calculado por uma equação utilizada para mamíferos (SILVEIRA et al. 1998) em relação ao seu tamanho (BEISIEGEL, 1999), sua comunicação vocal é a que se destaca, podendo ter função tanto apaziguadora, com gemidos para promover o contato entre o grupo, quanto ameaçadora, com gritos e latidos emitidos em contextos agressivos (VILLA, 2001).

Como são poucos e recentes os estudos sobre sua vida na natureza e a dificuldade de encontrá-los, a IUCN considerou-os em sua lista de animais vulneráveis, o IBAMA, de ameaçados de extinção e está constado no apêndice I da CITES (Nowak apud BEISEGEL, 1999). A base que se tem sobre o cachorro-vinagre vem através de relatos de indígenas, pescadores, caçadores e comunidades isoladas (BEISIEGEL, 1999; STRAHL et al., 1992), além de um pequeno conhecimento de cativeiro (DUARTE, 2005). É necessário um estudo maior para auxiliar os programas de conservação da espécie (DUARTE, 2005) e melhor preservação do seu habitat natural (STRAHL et al., 1992).

Devido a dificuldade de encontrar esse animal em vida livre os maiores programas são realizados em cativeiro, sendo estes também difíceis, pois há poucos zoológicos que mantém esta espécie. No Brasil, existem apenas onze zoológicos com o espécime em cativeiro segundo Protocolo de Manejo do Cachorro vinagre (CHIEREGATTO et al., 2005).

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Apesar de ser uma alternativa bem sucedida para um melhor estudo do cachorro-vinagre e de muitas outras espécies raras e com risco de extinção, a maioria dos animais mantidos em cativeiro apresentam comportamento diferenciado em relação aos que habitam o mundo natural (BUMP, 2001). Esse comportamento pode ser estereotipado ou não, provindo de estresse, entre outros, devido à sua monotonia (na maioria), a área do recinto, aos humanos, a solidão, ou a um grande número de indivíduos em um pequeno espaço (LEGAUX, 2001). Estes levam a lesões psicológicas e físicas comprometedoras aos animais (CELOTTI, 1990).

Os zoológicos, ao terem o conhecimento do comportamento atípico do animal, tentam melhorar ao máximo os sintomas desse estresse. O enriquecimento ambiental é um processo muito utilizado nesses casos há algum tempo, e tem obtido resultados positivos ao redor do mundo (CELOTTI, 1990).

Sua aplicação consiste em enriquecer o recinto do animal, a fim de proporcionar situações parecidas com as quais viveria em um ambiente natural, amenizando o comportamento de cativeiro (BUMP, 2001).

São diversos os materiais que podem ser utilizados na estimulação dos sentidos do animal, sejam fixos como um tronco onde se esconde o alimento ou temporário, como um brinquedo não comestível. Também é utilizado sons de predadores, presas, ou animais da mesma espécie, odores de sangue e de plantas, como manjericão; são muito amplas as opções de enriquecimento.

Segundo LeGaux (2001) o propósito de enriquecer o ambiente é ter “um aumento da atividade; um incremento na atividade reprodutiva; estimular repostas positivas ao público; reduzir o comportamento estereotipado; reduzir o estresse; reduzir a agressão e a automutilação e promovendo o desenvolvimento de um comportamento normal” nos animais cativos.

O motivo que nos levou a escolher a espécie em destaque, foi fato de ser um canídeo não muito estudado e apresentar poucos dados literários, além da espécie encontrar-se extremamente ameaçada de extinção, e da nossa afinidade por ela ser de grande relevância.

Acreditamos que o enriquecimento ambiental é de extrema importância na estimulação de todas as espécies cativas, principalmente nas que são bastante inteligentes, como o cachorro-vinagre, pois necessitam utilizar parte do tempo

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realizando atividades dentro do recinto em que vivem, para que também tenham uma melhor qualidade de vida.

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2. OBJETIVOS

O presente projeto visa estudar o comportamento de três cachorros- vinagre cativos no Zoológico do Bosque dos Jequitibás em Campinas e aplicar o enriquecimento ambiental na espécie em estudo.

O objetivo principal do trabalho será o de descobrir qual atividade irá despertar maior interesse nos animais, uma vez que todos os sentidos (tato, olfato, paladar, visão e audição) serão constantemente testados.

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3. MATERIAL E MÉTODOS

3.1 Localização

O projeto será realizado no Zoológico do Bosque dos Jequitibás, localizado na região de Campinas - SP (22º 55’ S, 47º 03’ W) onde o clima, segundo Köppen, é do tipo Cwa, tropical de altitude de inverno seco e verão quente e chuvoso (SANTOS, 2005).

3.2 Área de Estudo

O Bosque dos Jequitibás recebe anualmente cerca de um milhão de visitantes (SANTOS, 2005). Foi aberto à visitação em 1888 e adquirido pela municipalidade em 1915, ocupa uma área de 10 hectares, formada em sua maior parte por mata natural e áreas mistas com árvores nativas e introduzidas (MATTHES, 1980). A mata que compõe o bosque é chamada de floresta residual do Planalto Paulista (MATTHES, 1980).

3.3 Recinto

O recinto em que os animais vivem, consiste em 2 cambeadores, (fig. 3) onde o alimento é servido diariamente e uma área externa.

FIGURA 3 - Cambeadores do recinto.

O piso da área externa é revestido de saibro, contendo algumas árvores nativas que em suas raízes os animais construíram suas tocas subterrâneas (fig. 4). Uma piscina com água corrente e uma cascata artificial construída com pedras naturais (fig. 5).

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FIGURA 4 - Toca dos cachorros na raiz da árvore.

FIGURA 5 - Recinto dos animais. Flecha azul: Árvore onde os animais observam atrás e onde se encontra a toca. Flecha vermelha: Tronco com ângulo de 90º onde os animais sobem.

3.4 Observação dos Animais

Durante os meses de março e abril, os animais foram observados durante 47 horas e 30 minutos para o estudo do comportamento de três cachorros vinagres, simultaneamente, em cativeiro; sendo uma fêmea (F) e dois machos (M1 o maior e M2 o menor e irmão da fêmea). Os animais não tiveram nenhuma interação com a pesquisadora durante as observações realizadas. Estes foram observados na presença do público habitual que visita o bosque diariamente. As observações irão dar subsídios para que possa ser traçado um perfil sobre o comportamento destes canídeos na presença do público. Foram anotadas todas as atividades observadas no período das 8:00 às 16:30h para a construção de um etograma segundo Del Klaro (2000) e Rodden (1995).

Nos meses de junho a outubro de 2006, serão aplicados os enriquecimentos ambientais, com os cachorros-vinagre. Foi realizado um teste

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piloto na primeira semana de junho, com dois fêmures de boi, enterrados no solo (chão de saibro) do recinto, para sabermos qual o melhor horário à ser realizado os enriquecimentos com a espécie em estudo.

4. RESULTADOS PRELIMINARES

4.1 Análise dos Comportamentos

Através da análise comportamental observada nos meses de março e abril, foi possível quantificar os comportamentos em número de ocorrência (tabela 1 e fig. 6) e qualificá-los em Estados Comportamentais e Eventos Comportamentais (fig. 7).

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TABELA 1 – Número de ocorrências de atividades comportamentais realizadas por cada indivíduo, M1, M2 e F, e número total destas ocorrências durante toda observação.

M1 -

Macho maior; M2 - Macho menor e irmão da fêmea; F - Fêmea

NÚMERO DE OCORRÊNCIAS DE CADA INDIVÍDUO ATIVIDADES M1 M2 F NÚMERO TOTAL DE OCORRÊNCIAS Andando aleatoriamente 50 48 46 144 Andando em fila única 26 26 25 77 Trotando aleatoriamente 13 13 9 35 Trotando em fila única 9 9 8 26 Observando (parado) atrás da árvore 43 45 38 126 Deitado 2 1 3 6 Subindo no tronco 2 4 1 7 Comendo 19 17 17 53 Bebendo água 9 7 6 22 Marcação com urina 13 8 6 27

Urinando - - 3 3 Defecando 4 1 2 7 Submissão - 2 5 7 Brincando 5 10 13 28 Fossando 67 64 56 187 Vocalizando 45 42 42 129 TOTAL 307 297 280 884

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0% 5% 10% 15% 20% 25% Atividades Comportamentais Fr eq nc ia Andando aleatoriamente Andando em fila única Trotando aleatoriamente Trotando em fila única Observando (parado) atrás da árvore 1

Comendo Bebendo água Marcação com urina Urinando Defecando Submissão Brincando Deitado Fossando Vocalizando Subindo no tronco

FIGURA 6 - Freqüência dada em %, total das observações das atividades comportamentais do cachorro-vinagre.

Estados Comportamentais

- Andando aleatoriamente - Locomoção com deslocamento das patas para frente e para trás.

- Trotando aleatoriamente - Locomoção com deslocamento rápido, em relação ao andar, das patas para frente.

- Bebendo água - Consumir água da piscina.

- Deitado - Parte ventral do corpo e interna das patas em contato com o solo.

- Subindo no tronco - Andar sobre o tronco preso no chão que forma um ângulo de 90° (fig. 6; flecha vermelha).

- Observando (parado) atrás da árvore - Cessar locomoção atrás da raiz da árvore (fig. 6; flecha azul) e direcionar a cabeça em direção da observadora.

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Eventos Comportamentais

• Comportamento Grupal

- Andando em fila única - Locomoção com deslocamento das patas para frente seguindo um ou dois membros do grupo.

- Trotando em fila única - Locomoção com deslocamento rápido das patas para frente em relação ao andar seguindo um dos membros do grupo.

- Comendo - Consumir alimentos sólidos.

- Fossando - Utilizar o focinho para respirar e sentir odores, com a cabeça e o nariz voltados para baixo, no chão.

• Comportamento Social - Vocalização

Gemido curto: Apresenta uma estrutura harmônica, com modulação da freqüência. Normalmente há uma rápida ascensão da freqüência na porção inicial da sílaba, até atingir um platô, à qual segue-se uma estabilização (VILLA, 2001).

Latido: As sílabas do latido apresentam uma estrutura sem harmônicos (difusa), embora em vários casos pareçam ocorrer alguma concentração de energia em duas porções distintas da sílaba, uma em freqüências inferiores e outra em superiores (VILLA, 2001).

- Brincando

Com objetos: Um membro do grupo segura com a boca um galho de árvore e o solta, sucessivamente, correndo pelo recinto, podendo ser perseguido por outro membro ou não.

Brincar de lutar:

Quando dois ou três membros do grupo:

a. Perseguem-se por todo recinto, geralmente emitindo gemido curto. b. Rolam juntos e/ou um sobre o outro, mordendo-se levemente e emitindo gemido curto.

c. Deitam um sobre o outro e/ou lado a lado, mordendo-se levemente, e dando leves patadas entre si.

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- Submissão

a. Voltar o ventre para cima, retrair orelhas para trás, abanar a cauda entre as patas e balançar todo o corpo.

b. Abaixar o corpo e colocar a cauda entre as patas.

- Hierarquia social – Indivíduo ou casal alfa no grupo, não são submissos a outro membro do grupo. Neste caso, M1 é o indivíduo alfa.

• Marcação

- Urinando – Agachar a parte posterior do corpo e liberar fluído líquido. - Marcação com urina - Levantar as patas traseiras apoiando-as em uma pedra, tronco ou muro, com as patas dianteiras apoiadas no chão, expelindo fluido líquido, no mesmo local que outro membro do grupo urinou ou defecou, ou não.

- Defecando - Agachar a parte posterior do corpo e expelir excretas sólidas. - Arrastando as glândulas anais no solo – O animal arrasta a parte anal e as patas traseiras no solo.

FIGURA 7 - Freqüência em % de atividades comportamentais.

4.2 Resultado do Enriquecimento piloto

As atividades propriamente ditas de enriquecimento ambiental, estão sendo iniciadas no mês de junho com a intenção de aguçar os principais sentidos dos animais.

Para o enriquecimento piloto foram utilizados dois fêmures frescos, enterrados com uma picareta a aproximadamente 20 cm do solo. A epífase

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superior do osso foi voltada para cima e ficou à mostra (fig 8). Durante a preparação do enriquecimento os animais estavam na toca. Estes foram atraídos para fora com pescoços de frango jogados na entrada da toca às 14h30.

Ao saírem da toca, os cachorros-vinagre dirigiram-se até o local onde estavam enterrados os ossos e todos eles os farejaram de princípio (fig. 9). O macho alfa foi o primeiro a tentar morder um dos ossos, seguido do restante do grupo (fig 10). Além de morder, eles procuraram cavar ao redor dos ossos por aproximadamente 1 hora. Após decorrido esse tempo, os animais voltaram para toca e permaneceram, por todo o restante da observação.

Acredita-se que este fato ocorreu devido ao horário, pois segundo as observações anteriores o período vespertino é de menos atividade. Outro fato importante que deve ser levado em consideração é que os animais já haviam sido alimentados.

FIGURA 8 - Fêmures enterrados no recinto para aplicação de enriquecimento ambiental

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5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BEISIEGEL, B. M. Contribuição ao estudo da história natural do cachorro do

mato (Cerdocyon thous) e do cachorro vinagre (Speothos venaticus). 1999.

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