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TAP - 13 / 11 / 2009 UFJF - IAD. Prof. Luiz E. Castelões

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(1)

TAP - 13 / 11 / 2009

UFJF - IAD

Prof. Luiz E. Castelões

[email protected]

(2)

Plano Geral da Aula:

(1) Princípios básicos de Teoria Musical;

(2) Aplicação da Teoria do item (1) na

análise de pequenos trechos de um

prelúdio de S. L. Weiss (1686-1750);

(3) Solfejo: continuação (Karpinski

(3)

(1) Princípios básicos de

Teoria Musical

1.1) Diferença entre História e Teoria da Música;

1.2) Relação entre Teoria e Análise Musicais;

1.3) Princípios gerais de Teoria da Música Tonal;

(4)

1.1) Diferença entre História e

Teoria da Música

• A História é, a grosso modo, um relato em torno do que aconteceu (ou do que se sabe sobre o que aconteceu), portanto

essencialmente temporal, enquanto que a Teoria almeja ser um relato sobre como se explica o funcionamento de certas “coisas” (musicais, no nosso caso) retiradas de seu contexto e tempo, o que faz da Teoria algo, em certa medida, atemporal (mesmo que cada teoria seja aplicada para um repertório historicamente específico e sofra das

vicissitudes históricas próprias do período em que foi desenvolvida).

(5)

1.2) Relação entre Teoria e

Análise Musicais

• A Teoria é análise “congelada”,

enquanto que a Análise é teoria

aplicada;

• Ou seja, a Teoria cria e desenvolve os

conceitos que serão usados pela

Análise. E a Análise modifica, adapta e

adeqüa estes conceitos a exemplos da

vida real (i.e., do repertório musical).

(6)

1.3) Princípios gerais de

Teoria da Música Tonal

1.3.1) Harmonia

(7)

1.3.1) Harmonia (aspecto simultâneo

[vertical] da Música)

1.3.1.1) formação de acordes na música tonal;

1.3.1.2) relações entre acordes sucessivos (funções harmônicas) na música tonal;

1.3.1.3) relação entre harmonia e forma na música tonal;

(8)

1.3.1.1) formação de acordes

• No contexto da música tonal, os acordes de um tom (Maior ou menor) qualquer são

formados a partir de sua respectiva escala (Maior ou menor harmônica); mais

precisamente, a partir da sobreposição (ou empilhamento) de terças sobre CADA UM dos graus desta escala; cada acorde assim formado recebe um algarismo romano DE

ACORDO com o grau da escala sobre o qual ele é construído, maiúsculo para acordes

Maiores e minúsculo para acordes menores (para tons maiores: I, ii, iii, IV, V, etc.; para menores: i, iiº, III, iv, V, etc.);

(9)

Exemplo (1.3.1.1a): acordes

formados a partir da escala de

(10)

Exemplo (1.3.1.1b): acordes

formados a partir da escala de

(11)

• No contexto da música tonal, defende-se a idéia de que o que determina a passagem de um acorde para o seguinte são as FUNÇÕES que estes acordes detêm (daí o nome

“Harmonia Funcional”). Existem três funções

básicas que um acorde pode assumir: TÔNICA (geralmente relacionada ao repouso),

SUBDOMINANTE (geralmente relacionada à

preparação) e DOMINANTE (geralmente relacionada à tensão). A teoria da música

tonal, portanto, descreve a música tonal como uma alternância entre estados de repouso e tensão (entremeados por “preparações”).

1.3.1.2) relações entre acordes sucessivos (funções harmônicas);

(12)

Exemplo (

1.3.1.2a): esquema geral das funções harmônicas na música tonal (T = tônica; S = subdominante; D = dominante).

(13)

• O que determina a função harmônica de um acorde É O GRAU DA ESCALA sobre o qual ele é construído. O sistema de funções

harmônicas se baseia na premissa de que a função tônica é via de regra desempenhada pelo acorde I (ou i, para tons menores), a

função subdominante pelo acorde IV (ou iv) e a função dominante pelos acordes V e V7. [ex.

1.3.1.2b] Os acordes construídos sobre os

demais graus da escala atuam como substitutos de I, IV e V (ou i, iv e V),

desempenhando suas respectivas funções de tônica, subdominante e dominante. [ex. 1.3.1.2c]

(14)

Exemplo (

1.3.1.2b): esquema geral das funções harmônicas na música tonal com acordes I, IV e V correspondentes.

(15)

Exemplo (1.3.1.2b): esquema geral das funções harmônicas na música tonal com acordes i, iv e

(16)

Ex. (

1.3.1.2c): esquema geral das funções harmônicas na música tonal com acordes I, IV e V e seus substitutos ii, iii, vi e vii°.

(17)

Ex. (1.3.1.2c): [para tons menores] esquema geral das funções harmônicas na música tonal com acordes i, iv e

(18)

• O esquema de funções harmônicas acima descrito (sinteticamente chamado de

“tonalidade”) é expandido pelo fato de que ele também pode ser aplicado, ao longo de uma obra musical, aos graus da escala entre 2 e 6 para tons maiores e 3 e 7 para menores (“modulação a tons vizinhos”), ou seja,

quando uma música “modula”, isto significa que ela transfere todo o esquema de funções harmônicas acima descrito da tônica original (I ou i) para a tônica de destino, a qual passa a ser chamada de “I” (ou “i”). (para tons

Maiores: ii, iii, IV, V, ou vi; e para tons menores: III, iv, v, VI, ou VII [este último advindo da escala menor natural]).

(19)

- Qualquer obra musical do “período da

prática comum” (a grosso modo, de

Monteverdi a Brahms) contém tanto o

esquema de funções harmônicas

descrito acima quanto modulações a

tons vizinhos - além de um punhado de

exceções e situações harmônicas que a

Teoria Musical não consegue explicar

de maneira simples, elegante e

(20)

1.3.1.3) relação entre harmonia e forma

na música tonal

• No contexto da música tonal (no “período da prática comum”), a Harmonia determina em larga medida a Forma de uma obra musical. Neste sentido, boa

parte das formas binárias de Bach são compostas por uma 1a seção que modula de I para V (ou de i a III) e uma 2a seção que retorna de V para I (ou de III a i); grande parte das sonatas clássicas têm uma

esposição onde o 1o tema (ou grupo de temas) é na tônica, e o 2o tema é na dominante, o

desenvolvimento modula a tons vizinhos e a

reexposição reitera 1o e 2o temas no tom da tônica, etc. É justamente o fato de que a Harmonia

determina a Forma na música tonal que faz com que a análise harmônica seja um item fundamental na análise deste tipo de música…

(21)

(2) Aplicação da Teoria do item (1) na

análise de pequenos trechos de um

prelúdio de S. L. Weiss (1686-1750)

• Proposta de prática “lúdica” individual: esqueçam por um momento a análise da grande forma (do macro-pro micro-) que vínhamos fazendo e concentrem-se em observar exemplos de casos descritos pela

Teoria aprendida hoje (acordes construídos sobre graus da escala, relação entre acordes, funções harmônicas, modulações, diferença entre tons

menores e Maiores, etc.) no Prelúdio da Suíte 34 de S. L. Weiss.

(22)

Referências (Teoria e Análise

Musicais):

• Zarlino, Fux, Marpurg, Rameau,

Schenker, Riemann, Schoenberg,

Forte, Kerman, Narmour, Cone, Lewin,

etc.

Referências

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