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Balanço Social. Ministério da Saúde. INFARMED Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P.

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Academic year: 2021

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Balanço Social 

2014 

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Índice 

  Abreviaturas, acrónimos e siglas ...6  Nota Introdutória ...7  Enquadramento estratégico do Infarmed ...9  Aspetos mais relevantes do desempenho organizacional ...10  Nota síntese...11  Estrutura do Relatório ...12  Relatório ...13  Parte I ...13  1.  Recursos Humanos no Infarmed...13  1.1.  Serviço ...14  1.2.  Género...15  1.3.  Estrutura Etária...16  1.4.  Estrutura profissional e relação jurídica de emprego...17  1.5.  Estrutura na antiguidade ...20  1.6.  Estrutura habilitacional ...21  2.  Movimentações de pessoal ...22  2.1.  Admissões e Regressos...22  2.2.  Saídas...23  2.3.  Mudanças de situação dos trabalhadores...24  3.  Horário de Trabalho...25  3.1.  Organização e duração do trabalho ...25 

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5.  Higiene, segurança e saúde no trabalho...29  6.  Processos disciplinares...29  7.  Formação Profissional...30  7.1.  Participação em ações de formação/informativas ...30  7.2.  Despesa ...31  Parte II ...33  Conclusões...34   

Índice de Gráficos 

Gr 1 – Evolução do número de trabalhadores do Infarmed (postos de trabalho ocupados vs aprovados) ...14  Gr 2 – Evolução do número de trabalhadores com contrato de Prestação de Serviços ...14  Gr 3 – Distribuição por Serviço...15  Gr 4 – Distribuição por sexo ...15  Gr 5 ‐ Distribuição por faixa etária ...16  Gr 6 – Distribuição do grupo Quadro Dirigente...17  Gr 7 – Distribuição do grupo Carreiras Gerais ...18  Gr 8 – Distribuição do grupo Carreiras Especiais e não revistas ...18  Gr 9 – Distribuição por estrutura profissional ...19  Gr 10 – Distribuição por relação jurídica de emprego...19  Gr 11 – Distribuição por antiguidade ...20  Gr 12 – Distribuição por antiguidade, por sexo...21  Gr 13 – Distribuição por habilitações literárias ...21  Gr 14 – Distribuição das admissões e regressos por motivo...22  4   

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Gr 15 – Distribuição das admissões e regressos por estrutura profissional...23  Gr 16 – Distribuição das saídas por motivo...23  Gr 17 – Distribuição das saídas por estrutura profissional...24  Gr 18 – Distribuição por modalidade de horário...25  Gr 19 – Distribuição das horas extraordinárias realizadas por estrutura profissional ...26  Gr 20 ‐ Distribuição das ausências...27  Gr 21 ‐ Distribuição dos encargos com pessoal...27  Gr 22 – Distribuição por escalão remuneratório, em euros (valor ilíquido)...29  Gr 23 ‐ Número de participações por tipo de duração...31  Gr 24 ‐ Percentagem de participações por tipo de ação de formação (interna vs externa) ...31  Gr 25 ‐ Evolução das despesas em formação vs horas de formação...32  Gr 26 – Custo médio por hora de formação / ano ...32   

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ACSS – Administração Central do Sistema de Saúde  ADSE – Direção‐Geral de Proteção Social dos trabalhadores em Funções Públicas  AP – Administração Pública  CGA – Caixa Geral de Aposentações  CD – Conselho Diretivo  CEIC – Comissão de Ética para a Investigação Clínica  CTFP – Contrato de Trabalho em Funções Públicas  DAEOM ‐ Direção da Avaliação Económica e Observação do Mercado  DAM ‐ Direção de Avaliação de Medicamentos  DCQ ‐ Direção de Comprovação da Qualidade  DGAEP – Direção Geral da Administração e do Emprego Público  DGIC ‐ Direção de Gestão de Informação e Comunicação  DGRM ‐ Direção de Gestão do Risco de Medicamentos  DIL ‐ Direção de Inspeção e Licenciamentos  DPS ‐ Direção de Produtos de Saúde  DRHFP ‐ Direção de Recursos Humanos, Financeiros e Patrimoniais  DSTI ‐ Direção de Sistemas e Tecnologias de Informação  GJC ‐ Gabinete Jurídico e de Contencioso  GPQ ‐ Gabinete de Planeamento e Qualidade  OE – Orçamento de Estado  ON ‐ Organismo Notificado  PREMAC – Plano de Redução e Melhoria da Administração Central  SS – Segurança Social      6   

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Nota Introdutória 

Cumpre  apresentar  o  Balanço  Social  2014,  no  qual  se  evidenciam  os  aspetos  mais  relevantes  do  desempenho social e do desenvolvimento do capital humano do INFARMED – Autoridade Nacional do  Medicamento e Produtos de Saúde, I.P.. 

 

O Balanço Social do Infarmed é preparado nos termos do Decreto‐Lei n.º 190/96, de 9 de outubro, e de  acordo  com  as  orientações  da  DGAEP,  com  as  adaptações  aplicáveis  às  entidades  do  Ministério  da  Saúde, introduzidas pela ACSS. 

 

A  informação  apresentada  no  presente  documento  reporta  ao  período  de  1  de  janeiro  a  31  de  dezembro do ano 2014. 

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Enquadramento estratégico do Infarmed 

O  Infarmed,  entidade  responsável  pela  regulação  e  supervisão  dos  setores  dos  medicamentos  de  uso  humano  e  produtos  de  saúde  é  uma  pessoa  coletiva  de  direito  público  integrada  na  administração  indireta do Estado, dotada de autonomia administrativa e financeira e património próprio, que exerce a  sua atividade sob a tutela do Ministério da Saúde. 

É  missão  do  Infarmed  regular  e  supervisionar  os  setores  dos  medicamentos,  dispositivos  médicos  e  produtos  cosméticos  e  de  higiene  corporal,  segundo  os  mais  elevados  padrões  de  proteção  da  saúde  pública,  e  garantir  o  acesso  dos  profissionais  de  saúde  e  dos  cidadãos  a  medicamentos,  dispositivos  médicos, produtos cosméticos e de higiene corporal, de qualidade, eficazes e seguros. 

A  sua  visão  é  ser  um  modelo  de  excelência  na  prestação  de  um  serviço  público  de  qualidade  e  uma  agência de referência na União Europeia, valorizando os seus trabalhadores. 

Tendo em conta a missão global do Infarmed, identificam‐se dois grandes domínios de intervenção:  • O registo, avaliação da qualidade, segurança e eficácia, a comprovação da qualidade e a mais‐valia 

terapêutica dos medicamentos a nível nacional e europeu e dos produtos de saúde disponíveis no  mercado; e 

• O  registo,  o  licenciamento  e  a  inspeção  das  entidades  responsáveis  pela  produção  e  distribuição  desses mesmos medicamentos e produtos de saúde até ao consumidor final. 

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Aspetos mais relevantes do desempenho organizacional 

No âmbito dos Recursos Humanos, o ano de 2014 foi pautado pelo seguinte: 

• Autorização  para  recorrer  à  bolsa  de  reserva  constituída  pela  conclusão  do  Procedimento  Concursal,  aberto  em  2012  e  concluído  em  2013,  que  contribuiu  para  a  taxa  de  reposição  (capacidade do Instituto em ocupar os lugares que fiquem vagos. Valor de 2014= 91,4%); 

• Auditoria  SGS  –  foi  realçado  como  ponto  forte  do  Sistema  de  Gestão  a  Taxa  de  cobertura  da  formação (por n.º de trabalhadores) de 94,92% no âmbito do ciclo formativo 2013/2014; 

• Enquadramento das Comissões de Serviço no normativo aplicável: 

o   Cessação  das  Comissões  de  Serviço  que  haviam  sido  celebradas  ao  abrigo  do  Código  de  Trabalho; 

o   Abertura de 15 Concursos para Dirigentes (cuja conclusão se prevê para 2015); 

• Término  de  todas  Isenções  de  Horário  de  Trabalho  remuneradas  existentes  no  Infarmed,  como  forma de cumprir o quadro normativo vigente. 

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Nota síntese 

Em 31 de dezembro de 2014, o Infarmed contava com um total de 357 trabalhadores, o que representa  uma  diminuição  de  0,8%  face  ao  ano  anterior,  uma  vez  que  o  número  de  saídas  (35)  foi  superior  ao  número de entradas (32). 

A taxa de reposição (que se traduz na capacidade do Instituto em ocupar os lugares que fiquem vagos)  atingiu 91,4%.  

Quanto  à  estrutura  etária,  os  intervalos  de  idades  [35‐39]  e  [20‐24]  correspondem  aos  grupos  etários  mais e menos  representativos, com 27,7% (99 trabalhadores) e 0,3% (1 trabalhador), respetivamente.  Verifica‐se ainda que, 51,5% dos trabalhadores têm até 39 anos. 

No que respeita à estrutura profissional, os trabalhadores do Infarmed estão integrados em 5 carreiras  especiais  e  não  revistas  (no  total  de  13  trabalhadores),  em  cargos  dirigentes  (no  total  de  24  trabalhadores) e nas 3 carreiras gerais (no total de 320 trabalhadores). 

Quanto à relação jurídica de emprego público, predomina o CTFP por tempo indeterminado, cujo peso  representa  91,9%  (328  trabalhadores).  Por  outro  lado  e,  tal  como  no  ano  anterior,  o  CTFP  a  termo  resolutivo certo é a relação jurídica menos representativa, com 0,3% (1 trabalhador).  No que se refere à antiguidade, constata‐se que, a classe mais representativa, pelo 2.º ano consecutivo,  integra os trabalhadores com vínculo à Administração Pública de duração inferior a 5 anos (43,7%). Esta  é a classe mais representativa desde 2013 por força do Procedimento Concursal para preenchimento de  54 postos de trabalho.  Relativamente ao grau habilitacional, a taxa de habilitação superior (total de efetivos com habilitação ≥  a licenciatura/total de efetivos*100) aumentou 2% (de 74,2% em 2013 para 76,2% em 2014). 

No  que  respeita  à  formação,  durante  o  ano  de  2014  ocorreram  95  ações  de  formação  em  que  participaram  325  trabalhadores,  num  total  de  749  participações  (número  de  ações*número  participantes) a que correspondem 15.440,5 horas de formação. 

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Estrutura do Relatório 

O presente Relatório encontra‐se estruturado em 2 partes:  Na Parte I são apresentados vários resultados observados na matriz de Balanço Social, nomeadamente:  Recursos Humanos no Infarmed (por serviço, género, estrutura etária, estrutura profissional e relação  jurídica de emprego, estrutura na antiguidade e habilitacional), Movimentações de Pessoal (admissões e  regressos,  mudanças  de  posicionamento  remuneratório  e  saídas),  Horário  de  Trabalho  (organização  e  duração do trabalho e ausências), Encargos com Pessoal (encargos e escalões remuneratórios), Higiene,  Segurança e Saúde e Formação Profissional (participação em ações de formação e despesa).  

Nesta  Parte  são  apresentados  os  indicadores  de  2014,  bem  como  a  análise  comparativa  dos  mesmos  relativamente ao ano de 2013. 

Na Parte II apresenta‐se um quadro síntese dos indicadores referidos e analisados na Parte I. 

Importa  ainda  salientar  que,  à  semelhança  de  outros  organismos,  foi  assumido  como  critério  pré‐ definido  a  não  consideração  dos  trabalhadores  que  se  encontravam  a  exercer  funções  em  regime  de  Prestação  de  Serviços.  Não  obstante,  apresenta‐se  uma  breve  descrição  da  sua  evolução  nos  últimos  anos.  

 

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Relatório 

Parte I 

1. Recursos Humanos no Infarmed  Para efeitos de elaboração do presente capítulo foram considerados todos os trabalhadores que, em 31  de dezembro de 2014, se encontravam:  • Em exercício efetivo de funções no Infarmed, ainda que vinculados a outras entidades;  • Em gozo de licença de parentalidade, licença sem vencimento ou retribuição, doença ou acidente  de trabalho, cuja duração seja inferior a 6 meses;  • Vinculados ao Infarmed e em exercício efetivo de funções na CEIC (embora a CEIC não constitua  um órgão do Infarmed a sua equipa de apoio é composta por trabalhadores do mapa de pessoal do  Instituto).  A evolução do número de trabalhadores do Infarmed está representada no Gráfico.  

Em  31  de  dezembro  de  2014,  o  Infarmed  contava  com  um  total  de  357  trabalhadores.  O  número  de  trabalhadores  diminuiu  0,8%  de  2013  para  2014  (360  para  357  trabalhadores).  Esta  situação,  adiante  analisada com mais detalhe, resulta, sobretudo, do recurso à bolsa de reserva decorrente de conclusão  de Procedimento Concursal aberto em 2012.  

Os postos de trabalho aprovados no Mapa de Pessoal do Infarmed, conforme evidenciado da análise ao  mesmo  gráfico,  não  têm  sido  ocupados  na  sua  totalidade  durante  os  últimos  anos,  não  obstante  os  esforços desenvolvidos pelo Instituto para colmatar a insuficiência de recursos face às suas atribuições,  consubstanciados através da abertura de vários Procedimentos Concursais em 2009, 2012 e 2014 (cujos  resultados  serão  visíveis  no  Relatório  do  próximo  ano),  do  pedido  de  abertura  de  procedimento  concursal para constituição de reserva de recrutamento, destinada a fazer face a necessidades futuras  resultantes da vacatura de postos de trabalho da carreira técnica superior. 

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   Nota: não inclui trabalhadores com contrato de Prestação de Serviços 

 

O Gráfico 2 representa a evolução do número de trabalhadores em regime de Prestação de Serviços, em  que  se  verifica  que  o  seu  número  se  tem  mantido  constante  desde  2012.  A  redução  assinalada  entre  2009 a 2011 encontra‐se devidamente justificada nos Balanços Sociais relativos aos anos anteriores. 

Gr 2 – Evolução do número de trabalhadores com contrato de Prestação de Serviços 

   

O  Infarmed  tem  estabelecido  Protocolos  de  Cooperação  com  diversas  Faculdades  nos  últimos  anos.  Durante  o  ano  de  2014,  contou‐se  com  o  apoio  de  12  alunos  de  mestrado  da  área  das  Ciências  Farmacêuticas, correspondendo a um total de 8.880 horas de estágio. Em 2014 também se procedeu à  constituição  de  um  Programa  de  Formação  e  Treino,  no  âmbito  do  qual  o  Infarmed  pretende  acolher  formandos  em  atividades  inseridas  nas  suas  áreas  de  intervenção,  nomeadamente  nas  áreas  de  avaliação e supervisão de medicamentos de uso humano. Neste contexto, esta Autoridade convidou 32  Faculdades,  das  áreas  das  Ciências  Farmacêuticas,  Economia  e  Medicina.  A  operacionalização  deste  Programa terá início em 2015, pelo que os resultados apenas serão visíveis em 2015.  1.1. Serviço  Em 31 de dezembro de 2014, o Infarmed apresentava um total de 357 trabalhadores distribuídos pelos  diferentes Serviços conforme se apresenta no Gráfico 3.   14   

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Gr 3 – Distribuição por Serviço 

  O Serviço que integra o maior número de trabalhadores é a DAM (25,2% = 90 trabalhadores) e o que  integra o menor número é o GPQ (com 0,8%= 3 trabalhadores).  

O  Conselho  Diretivo  é  composto  por  1  presidente,  1  vice  ‐presidente  e  1  vogal  e  é  apoiado  por  41  trabalhadores distribuídos pelas seguintes áreas: Equipa da Publicidade, apoio técnico‐científico, apoio  administrativo/secretariado e Gabinete Jurídico e de Contencioso. 

1.2. Género 

O género feminino é o mais representativo no Instituto, contando com 267 trabalhadores (74,8%). De  2013 para  2014  verifica‐se  uma  variação  positiva  na  taxa  de  emprego  feminino  de  73,9%  para 74,8%.  Esta tendência tem‐se verificado desde 2011. 

Gr 4 – Distribuição por sexo 

   

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Taxa emprego masculino  (total trabalhadores sexo feminino/total de efetivos) *100  26,1%  25,2%,  ‐ 0,90% 

1.3. Estrutura Etária 

À  semelhança  do  previsto  na  matriz  do  Balanço  Social  as  idades  foram  arredondadas  para  anos  completos a 31 de dezembro. 

De acordo com o Gráfico 5, os intervalos de idades [35‐39] e [20‐24] correspondem aos grupos etários  mais e menos  representativos, com 27,7% (99 trabalhadores) e 0,3% (1 trabalhador), respetivamente.  Verifica‐se ainda que, 51,5% dos trabalhadores têm até 39 anos. 

Cumpre  salientar  que,  comparativamente  ao  ano  anterior,  o  número  de  trabalhadores  com  idade  superior a 60 anos diminuiu em virtude da saída 4 trabalhadores por aposentação/reforma. 

Gr 5 ‐ Distribuição por faixa etária 

  A partir da análise à Tabela 2 constata‐se que, a idade média dos trabalhadores aumentou cerca de 4  meses.  O  aumento  residual  deste  valor  (isto  é,  inferior  a  1  ano)  resulta  do  facto  de  se  ter  recrutado  pessoal mais jovem do que o que saiu.  

Neste  seguimento,  a  taxa  de  envelhecimento  também  apresenta  uma  diminuição  de  1%  face  ao  observado  em  2012  (de  7,1%  para  6,1%).  Esta  diminuição  não  se  deve  à  retração  do  número  de  trabalhadores com idades superiores a 55 anos mas ao aumento do universo de trabalhadores. 

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Tabela 2 ‐ Evolução da estrutura etária 

Indicador  Recursos Humanos  2013  2014 

Variação  (2014‐2013)  Idade média  Somatório das idades/total de efetivos  40,24  40,49  ‐ 0,7 (8,4 meses)  Leque etário  Trabalhador mais idoso/trabalhador menos idoso  2,75  2,79  0,34 (2,9 meses)  Taxa emprego jovem  (total de efetivos com idade <25 anos/total de efetivos) *100  0,6%  0,3%  ‐ 0,3%  Taxa envelhecimento  (total de efetivos com idade> 55 anos/total de efetivos) *100  8,1%  8,4%  0,3% 

1.4. Estrutura profissional e relação jurídica de emprego 

A estrutura profissional do Infarmed integra os seguintes cargos/carreiras: 

Dirigente Superior de Grau 1; Dirigente Superior de Grau 2; Dirigente Intermédio de Grau 1; Dirigente  Intermédio  de  Grau  2,  Assistente  Operacional;  Assistente  Técnica;  Informática;  Investigação;  Médica;  Técnica de Diagnóstico e Terapêutica; Técnica Superior; e Técnica Superior de Saúde.  Para efeitos de simplicidade da apresentação da informação, optou‐se por compilar os cargos/carreiras  em 3 grandes grupos:   • Quadro Dirigente;   • Carreiras Gerais; e  • Carreiras Especiais e não revistas.  Gr 6 – Distribuição do grupo Quadro Dirigente    O  corpo  Dirigente  integra  24  trabalhadores,  que  corresponde  a  6,7%  do  total  dos  trabalhadores,  e  é  composto essencialmente por dirigentes intermédios de grau 2, designados de diretores de unidade. 

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  Conforme  Gráfico  7,  320  trabalhadores  do  Infarmed  estão  integrados  em  carreiras  gerais  (que  corresponde a 89,6%).  

A  percentagem  de  trabalhadores  integrados  nas  carreiras  gerais  aumentou  face  ao  ano  anterior.  Este  aumento  deve‐se  à  entrada  de  diversos  trabalhadores  da  carreira  Técnica  Superior  no  âmbito  do  Procedimento  Concursal.  Assim,  conforme  apresentado  na  Tabela  3,  em  concreto  na  carreira  Técnica  Superior, verifica‐se que o peso da mesma aumentou 4,4%. Por último e ainda neste âmbito, a carreira  preponderante, da qual fazem parte 227 trabalhadores corresponde à Técnica Superior (que representa  63,5%). 

Gr 8 – Distribuição do grupo Carreiras Especiais e não revistas 

  Este  grupo  é  composto  por  trabalhadores  pertencentes  a  5  carreiras,  conforme  Gráfico  8,  representando 3,6% do total dos trabalhadores (13 trabalhadores). Desta análise retira‐se ainda que, as  carreiras  com  menos  representatividade  correspondem  às  carreiras  médica  e  de  investigação,  ambas  com 1 trabalhador.  

Apresenta‐se graficamente a estrutura profissional dos trabalhadores do Infarmed: 

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Gr 9 – Distribuição por estrutura profissional 

 

O gráfico 9 agrega a informação dos gráficos anteriores, revelando que a maioria dos trabalhadores do  Infarmed está integrada em carreiras gerais. 

Quanto à relação jurídica de emprego, pela análise do Gráfico 10, observa‐se que predomina o CTFP por  tempo  indeterminado  com  91,9%  (328  trabalhadores).  Por  outro  lado,  e  tal  como  no  ano  anterior,  o  CTFP a termo resolutivo certo é a relação jurídica menos representativa, com 0,3% (1 trabalhador). 

Gr 10 – Distribuição por relação jurídica de emprego 

   

Importa destacar o aumento do número de trabalhadores em regime Comissão de Serviço Pública, de  12  para  22,  dos  quais  21  exercem  funções  dirigentes.  Destes  21,  15  encontram‐se  em  nomeação  em  regime  de  substituição  (para  efeitos  de  preenchimento  da  matriz  do  Balanço  Social  e  do  respetivo  Relatório, estes trabalhadores foram incluídos no vínculo de Comissão de Serviço Pública, uma vez que,  o  seu  vínculo  de  origem  é  o  CTFP).  Conforme  destacado  no  capítulo  Aspetos  mais  relevantes  do 

desempenho organizacional, no ano de 2014 deixaram de vigorar as Comissões de Serviço ao abrigo do 

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Taxa Assistentes Operacionais  (total de assistentes operacionais/total de efetivos) *100  2,2%  2,0%  ‐0,3%  Taxa de Assistentes Técnicos  (total de assistentes técnicos/total de efetivos) *100  24,7%  24,4%  ‐0,4%  Taxa feminização dirigente  (total dirigentes femininos/total dirigentes) *100  67,9%  70,8%  3,0%  Taxa enquadramento  (total dirigentes/total de efetivos) *100  7,8%  6,7%  ‐ 1,1% 

1.5. Estrutura na antiguidade 

Pela  leitura  do  Gráfico  11,  o  qual  representa  a  distribuição  dos  trabalhadores  de  acordo  com  a  antiguidade  constata‐se  que  a  classe  mais  representativa,  pelo  2.º  ano  consecutivo,  integra  os  trabalhadores com vínculo à Administração Pública de duração inferior a 5 anos (43,7%). Esta é a classe  mais representativa desde 2013 por força do Procedimento Concursal para preenchimento de 54 postos  de trabalho. 

 Neste  âmbito  cumpre  salientar  que  a  antiguidade  média  dos  trabalhadores  é  de  10,91  anos,  tendo  assim  aumentado  o  número  médio  de  anos  na  Administração  Pública  em  aproximadamente  3  meses.  Este  aumento  residual  (isto  é,  inferior  a  1  ano)  deve‐se  à  entrada,  em  2014,  de  21  trabalhadores  externos à Administração Pública.  Gr 11 – Distribuição por antiguidade      O Gráfico 12 representa a distribuição por sexo das classes descritas no Gráfico 11. Deste gráfico retira‐ se que, em todas as classes de antiguidade indicadas, o número de trabalhadores do sexo feminino  é  superior aos do sexo masculino (tendência já identificada em outros indicadores).  

Por  fim,  importa  notar  que,  à  semelhança  do  referido  no  item  “Estrutura  Etária”,  os  anos  foram  considerados em anos completos a 31 de dezembro. 

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Gr 12 – Distribuição por antiguidade, por sexo 

 

1.6. Estrutura habilitacional 

O  Gráfico  13  evidencia  a  preponderância  dos  trabalhadores,  cuja  habilitação  literária  é  a  licenciatura  (53,6% correspondente a 193 trabalhadores). Verifica‐se, ainda, que 5,3% (21 trabalhadores) têm até ao  11.º ano de escolaridade.   Tal como no ano anterior, todos os trabalhadores que possuem habilitações até ao 4.º ano pertencem à  carreira Assistente Operacional.  Gr 13 – Distribuição por habilitações literárias    A partir da análise da Tabela 4 afere‐se que ocorreu a diminuição, em termos proporcionais, das taxas  de  habilitação  básica  e  secundária,  embora  pouco  significativa.  Consequentemente,  a  taxa  de  habilitação  superior  aumentou  na  proporção  correspondente.  Esta  situação  resulta,  conforme  tem  vindo  a  ser  destacado,  da  entrada  de  trabalhadores  para  a  carreira  Técnica  Superior  (que  exige 

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Taxa habilitação secundária  (total efetivos com hab=10.º, 11.º e 12.º ano/total efetivos) *100  22,8%  21,3%  ‐1,5%  Taxa de habilitação básica  (total efetivos com hab <=9.º ano/total efetivos) *100  3,1%  2,5%  ‐0,5% 

2. Movimentações de pessoal 

2.1. Admissões e Regressos 

Foram admitidos 32 trabalhadores durante o ano de 2014. Pela análise ao Gráfico 14, constata‐se que  22  desses  trabalhadores  entraram  por  via  de  Procedimento  Concursal:  1  por  Procedimento  Concursal  Interno e 21 por recurso à bolsa de reserva decorrente do Procedimento Concursal para preenchimento  de 54 postos de trabalho (aberto em 2012). 

Gr 14 – Distribuição das admissões e regressos por motivo 

  O gráfico seguinte (Gráfico 15) releva que a carreira que verificou mais entradas foi a Técnica Superior  (30  trabalhadores).  Este  gráfico  apresenta  a  justificação  para  o  indicador  referente  às  habilitações  literárias,  no  qual  se  evidenciou  que  a  taxa  de  habilitação  superior  aumentou.  De  facto,  apenas  1  trabalhador entrou para carreira que não exige habilitação superior (Assistente Técnica). 

 

22   

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Gr 15 – Distribuição das admissões e regressos por estrutura profissional 

 

2.2. Saídas 

Da  leitura  do  Gráfico  16  observa‐se  que  ocorreram  35  saídas  das  quais  mais  de  metade  (18  saídas)  implicaram a extinção da relação jurídica de emprego público (6 por aposentação; 1 por conclusão sem  sucesso do Período Experimental; 3 por cessação de Comissão de Serviço Privada; e 8 por denúncia de  CTFP).  Neste  âmbito,  cumpre  apontar  a  saída  de  um  trabalhador  da  carreira  Assistente  Técnica  pela  adesão  ao  Programa  de  Rescisões  por  Mútuo  Acordo,  iniciativa  inserida  no  processo  de  reforma  do  Estado, de adesão totalmente voluntária e que permitiu aos trabalhadores da Administração Central do  Estado a rescisão do seu vínculo de trabalho mediante o recebimento de uma compensação. 

Gr 16 – Distribuição das saídas por motivo 

  O  Gráfico  17,  à  semelhança  do  ano  anterior,  demonstra  que  a  carreira  na  qual  foi  verificado  o  maior  número de saídas foi a Técnica Superior (o que corresponde a 51,4% das saídas). No entanto, uma vez  que  na  carreira  Técnica  Superior,  o  número  de  entradas  foi  superior  ao  número  de  saídas,  a  representatividade desta carreira aumentou, conforme anteriormente apresentado na Tabela 3.   

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  Por  fim,  na  Tabela  5  apresentam‐se  os  indicadores  de  gestão  relativos  à  movimentação  de  pessoal,  a  qual  evidencia  que,  não  obstante  os  esforços  desenvolvidos  para  aumentar  a  equipa  do  Infarmed  (pedido de abertura de procedimento concursal para constituição de reserva de recrutamento; pedido  (autorizado)  para  recurso  a  bolsa  de  reserva  constituída  pela  conclusão  do  Procedimento  Concursal;  procedimento concursal interno) se verificou uma diminuição do número de trabalhadores. Admite‐se  que, a taxa de reposição (que traduz a capacidade do Instituto em ocupar os lugares que fiquem vagos)  apenas obteve este resultado (91,4%) devido à possibilidade de recurso à bolsa de reserva, sem a qual  se teria obtido uma taxa de reposição consideravelmente inferior, de 25,7%. 

Tabela 5 – Evolução das movimentações de pessoal 

Indicador  Recursos Humanos  2013  2014  Variação  (2014‐2013)  Taxa admissões  (total de admissões/total de efetivos) *100  19,7%  9,0%  ‐10,8%  Taxa saídas  (total de saídas/total de efetivos) *100  6,1%  9,8%  3,7%  Taxa de retenção  (total efetivos no início do período +admissões‐saídas) / (total  efetivos no início do período + admissões) *100  94,2%  91,1%  ‐3,2%  Taxa de reposição  (total admissões/total saídas) *100  322,7%  91,4%  ‐231,3%  2.3. Mudanças de situação dos trabalhadores 

Este  item  diz  respeito  a  alterações  de  carreira  de  trabalhadores  que  já  detinham  relação  jurídica  de  emprego público e exerciam funções no Infarmed. Durante o ano de 2014 aponta‐se o seguinte: 

• 1  trabalhador  mudou  de  carreira,  Assistente  Técnica  para  Técnica  Superior,  por  via  de  Procedimento Concursal;   • 1 trabalhador mudou de carreira, Assistente Técnica para Técnica Superior, por via de Mobilidade  Interna intercarreiras (cuja modalidade não se pode consolidar); e  • 1 trabalhador do Mapa de Pessoal iniciou funções de direção intermédia de grau 1, nomeação em  regime de substituição, ao abrigo do Estatuto do Pessoal Dirigente.  24   

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3. Horário de Trabalho  3.1. Organização e duração do trabalho  3.1.1. Duração  O número de horas semanal de trabalho é de 40, por força da Lei n.º 68/2013, de 29 de agosto, ao qual  todos os trabalhadores do Infarmed estão submetidos.  3.1.2. Modalidade de horário 

Conforme  resulta  do  gráfico  18,  verifica‐se  que  a  modalidade  de  horário  preponderante  é  o  horário  flexível, integrando 80% dos trabalhadores (287 trabalhadores). Sobre este assunto importa destacar o  término de todas Isenções de Horário de Trabalho remuneradas existentes no Infarmed, com produção  de efeitos a janeiro de 2014, como forma de cumprir o quadro normativo vigente.  Gr 18 – Distribuição por modalidade de horário    Complementarmente, destaca‐se o seguinte:  • O número de trabalhadores em jornada contínua aumentou 55,8% face ao ano anterior (de 43 para  67); 

• 83,6%  dos  trabalhadores  em  jornada  contínua  são  do  sexo  feminino  (devendo‐se  destacar,  não  obstante, o aumento do n.º de trabalhadores do sexo masculino a usufruir desta modalidade de  horário); e 

• 100%  dos  trabalhadores  com  horário  rígido  são  do  sexo  feminino  (à  semelhança  dos  anos  anteriores). 

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efetuadas e o aumento dos custos associados de 119,5%, face ao ano anterior. 

Estas  horas  extraordinárias  foram  efetuadas  por  trabalhadores  distribuídos  pelos  grupos  profissionais  identificados  no  Gráfico  19,  em  que  se  destaca  o  peso  das  carreiras  gerais  (Assistente  Operacional,  e  Assistente Técnica e Técnica Superior). 

Gr 19 – Distribuição das horas extraordinárias realizadas por estrutura profissional 

  Complementarmente, destaca‐se ainda que: 

• Aproximadamente  68%  das  horas  extraordinárias  foram  realizadas  em  dias  úteis,  em  horário  diurno; e 

• Aproximadamente  68%  das  horas  extraordinárias  foram  realizadas  por  trabalhadores  do  sexo  masculino, tendo aumentado 24 pontos percentuais face ao ano anterior. 

3.3. Ausências  

Durante o ano de 2014, o número total de dias de ausência ao trabalho foi de 4.402, o que representa a  diminuição de cerca de 11,5% face ao ano anterior (2013 = 4. 972).  

Do  total  das  ausências,  conforme  o  Gráfico  20,  o  número  mais  significativo  refere‐se  às  situações  de  proteção  na  parentalidade  e  doença,  o  que  corresponde  a  aproximadamente  74%  do  total  das  ausências. O item “outros” corresponde a ausências para consultas/exames médicos, cumprimento de  obrigações, entre outros. 

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Gr 20 ‐ Distribuição das ausências    Importa salientar que, aproximadamente, 81,5% das ausências são atribuídas a trabalhadores do sexo  feminino, destacando‐se neste contexto o seguinte:  • Assistência à família: 100%;  • Proteção na parentalidade: 88%;   • Doença: 75%;  • Trabalhador‐estudante: 57%.  Por fim, não se verificou qualquer ausência por motivo de greve (não obstante terem sido convocadas 2  greves gerais durante o ano) nem ausência injustificada, com perda de vencimento e por cumprimento  de pena disciplinar.   4. Encargos com pessoal  4.1. Remuneração e encargos  Gr 21 ‐ Distribuição dos encargos com pessoal 

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O Gráfico 22 evidencia a distribuição das remunerações ilíquidas (brutas) e suplementos remuneratórios  regulares e/ou adicionais/diferenciais remuneratórios de natureza permanente.  

Neste contexto, cumpre, novamente, dar particular atenção às assimetrias remuneratórias existentes no  Infarmed,  as  quais  são  o  reflexo  da  evolução  da  política  remuneratória  na  Administração  Pública,  aplicável ao Infarmed, conforme sistematizado na Tabela 6 (informação já reportada no Balanço Social  anterior).  Tabela 6 – Evolução da política remuneratória  Período  temporal  Situação contratual  Política Remuneratória  Legislação aplicável  Determinação do posicionamento remuneratório  Até  31/12/2008  Titulares de contrato individual  de trabalho  Tabela salarial do pessoal do  Infarmed  Opção de gestão do Conselho Diretivo não  condicionada  Desde  1/1/2009 ‐  28/4/2010  Com ou sem prévia relação  jurídica de emprego público  Tabela Única remuneratória  da Administração Pública  Opção de gestão do Conselho Diretivo condicionada  aos limites da tabela remuneratória da Administração  Pública  Detentor de prévia relação  jurídica de emprego público  Opção de gestão do Conselho Diretivo condicionada  aos limites impostos pelo legislador (Lei do Orçamento  de Estado) ‐ duas posições remuneratórias superiores à  já detida  Desde  29/4/2010 ‐  7/10/2010  Sem prévia relação jurídica de  emprego público  Tabela Única remuneratória  da Administração Pública  Lei do Orçamento de Estado  Opção de gestão do Conselho Diretivo condicionada  aos limites da tabela remuneratória  Detentor de prévia relação  jurídica de emprego público  Opção do legislador (Lei do Orçamento de Estado) ‐ no  máximo igual à posição remuneratória já detida  Desde  08/10/2010  31/12/2010  Sem prévia relação jurídica de emprego público  Tabela Única remuneratória  da Administração Pública  Despacho nº 15248‐A/2010  Opção do legislador (Lei do Orçamento de Estado):  2ª posição remuneratória (carreira geral técnico  superior)  1ª posição remuneratória (carreira geral assistente  técnico /operacional)  Detentor de prévia relação  jurídica de emprego público  Opção do legislador (Lei do Orçamento de Estado) ‐ no  máximo igual à posição remuneratória já detida  Desde  01/01/2011  Sem prévia relação jurídica de  emprego público  Tabela Única remuneratória  da Administração Pública  Lei do Orçamento de Estado  Opção do legislador (Lei do Orçamento de Estado):  2ª posição remuneratória (carreira geral técnico  superior)  1ª posição remuneratória (carreira geral assistente  técnico /operacional)    Pelo acima exposto, resulta que, os trabalhadores que assinaram CTFP com o Infarmed após 08/10/2010  se encontram na 2ª posição remuneratória (carreira geral técnica superior) ou 1ª posição remuneratória  (carreira  geral  assistente  técnica  /operacional  ou  técnica  superior,  caso  o  titular  não  possua  grau  de  habilitação  superior)  ou  no  máximo  igual  à  posição  remuneratória  já  detida  (para  titular  detentor  de  prévia relação jurídica de emprego público). 

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Gr 22 – Distribuição por escalão remuneratório, em euros (valor ilíquido)    Neste contexto, cerca de 76% dos trabalhadores recebe até 2.000€ (272 trabalhadores). A percentagem  de trabalhadores que recebe até 2.000€ tem aumentado desde os últimos anos e manteve‐se no último:  em 2011 correspondia a 50%, em 2012, a 65% e em 2013, 76%. Esta situação agravou‐se com a saída de  trabalhadores com remuneração superior e à entrada de trabalhadores (sobretudo Técnicos Superiores  no âmbito do Procedimento Concursal para preenchimento de 54 postos de trabalho) cuja remuneração  se encontra na 2.º posição da Tabela Remuneratória Única.  Neste contexto, as distribuições dos montantes pecuniários, em euros, das carreiras gerais, de acordo  com  as  respetivas  Tabelas  Remuneratórias  (Portaria  n.º1553‐C/2008,  de  31  de  dezembro  de  2008)  mantiveram‐se desde o ano anterior.  5. Higiene, segurança e saúde no trabalho  Em Outubro de 2013 foram reativados os serviços de Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho após um  período de interrupção de 2 anos (tempo necessário para a obtenção de parecer prévio vinculativo).  Estes serviços contemplam a vertente da Vigilância da Saúde (realização de exames de saúde atendendo  ao universo de trabalhadores existentes no Infarmed, ex: idade, género) e a Promoção da Saúde através  da  concretização  de  um  conjunto  de  iniciativas  que  visam  apoiar  o  trabalhador  acerca  de  práticas  de  vida saudáveis. 

Neste  âmbito,  o  Infarmed  contratualizou  a  execução  de  sessões  de  esclarecimento,  no  âmbito  da  higiene,  segurança  e  saúde  no  trabalho,  para  os  colaboradores  do  Instituto.  Os  temas  tratados  foram  “Como  prevenir  o  Burnout”,  “Ergonomia”, “Ginástica  Laboral”,  “Incêndios”,  “Motivação  e  Resiliência”,  “Segurança,  Higiene  e  Saúde  no  Trabalho”,  e  “Socorrismo”,  as  quais  contaram,  no  seu  total,  com  participação de 216 trabalhadores. 

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de  2015).  Quanto  ao  primeiro,  foi  possível  proceder  à  sua  execução  uma  vez  que  foram  recebidas  as  necessárias  autorizações.  No  entanto,  relativamente  ao  segundo,  a  respetiva  execução  foi  manifestamente aquém do previsto por motivos alheios ao Infarmed, uma vez que não foi recebido o  Parecer Prévio Vinculativo favorável do Ministério das Finanças (condição necessária para se contratar  serviços  de  formação  a  entidades  externas  ao  Sector  Público).  Este  constrangimento  tem  tido  repercussões  negativas  a  vários  níveis,  desde  a  necessidade  da  formação  que  não  é  colmatada  até  à  desmotivação  no  exercício  da  função,  uma  vez  que  são  exigidas  determinadas  competências/conhecimentos  à  equipa  do  Infarmed  que  apenas  são  eficientemente  respondidas  com  recurso a formação.  

Acresce  ainda  que,  por  força  das  necessidades  formativas  específicas  ao  Instituto,  em  determinadas  áreas,  nomeadamente,  Assuntos  Regulamentares,  Avaliação  de  Medicamentos,  Avaliação  Económica,  Avaliação Clínica, Ensaios Clínicos, Epidemiologia e tratamento de dados, Farmacovigilância, Laboratorial  e  Supervisão  /  Fiscalização  do  mercado,  a  oferta  formativa  que  é  assegurada  pelas  entidades  formadoras do Sector Público, não dá resposta às necessidades de formação e/ou atualização do quadro  técnico do Instituto. Mesmo no sector privado, a oferta formativa existente, standard, não dá resposta  de forma cabal às necessidades existentes, razão pela qual a formação para o Infarmed tem sido, na sua  maioria, concebida à medida. 

Não obstante estes constrangimentos, por força da execução do Plano de Formação 2013/2014 (em que  se  contabiliza  o  1.º  semestre  de  2014  para  este  efeito)  e  da  contratação  possível,  dentro  dos  limites  legais,  de  formação  no  2.º  semestre,  destaca‐se  que  o  número  de  horas  de  formação  aumentou  e  a  respetiva despesa diminuiu conforme adiante analisado com maior detalhe.  7.1. Participação em ações de formação/informativas  Durante o ano de 2014 ocorreram 95 ações de formação em que participaram 325 trabalhadores (cerca  de 85% do total de trabalhadores que exerceram funções no Infarmed durante todo o ano), num total  de 749 participações (número de ações*número participantes) a que correspondem 15.440,5 horas de  formação.  30   

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Gr 23 ‐ Número de participações por tipo de duração 

  Conforme  se  constata  neste  gráfico,  a  maioria  das  participações  referem‐se  a  ações  de  formação  de  curta duração, isto é, menos de 30 horas, à semelhança dos anos anteriores.  

Neste contexto, destaca‐se ainda o seguinte: 

• 78 trabalhadores participaram em ações de formação de média duração (de 60 a 119 horas),  nomeadamente, nas áreas da Formação Inicial especificamente dirigida a Técnicos Superiores e  a Assistentes Técnicos e de Secretariado; 

• 4  trabalhadores  participaram  em  formação  de  longa  duração  (superior  a  120  horas).  As  formações  em  questão  integram‐se  na  área  da  Gestão  e  os  trabalhadores  visados  exercem  funções de direção/coordenação. 

Gr 24 ‐ Percentagem de participações por tipo de ação de formação (interna vs externa) 

 

Relativamente  ao  tipo  de  ação  (interna/externa,  sendo  interna  a  formação  organizada  pelo  Instituto,  com  recurso  a  formadores  externos  ou  internos),  destaca‐se  a  preponderância  de  participações  em  formação interna, a qual, embora tenha diminuído face ao ano anterior (de 79% para 67,8%), evidencia  o esforço em realizar ações de formação deste tipo, com recurso a formadores internos e externos.  

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obrigatórias nos termos da lei e às quais está associada a execução de 9.240 horas e 35.701,75€.  As despesas evidenciadas no Gráfico 25 dizem respeito exclusivamente a custos de inscrição nas ações  de formação, não sendo contabilizadas para este efeito as despesas com ajudas de custo e deslocações  associadas. A partir da análise do Gráfico 25 complementada pelo Gráfico 26, verifica‐se a diminuição  significativa do custo por hora anual, desde 2010, evidenciando a maior eficiência no processo de gestão  da formação.  Gr 25 ‐ Evolução das despesas em formação vs horas de formação    Gr 26 – Custo médio por hora de formação / ano    32   

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Parte II 

Indicador  Recursos Humanos  2012  2013  Variação 

(2013‐2012) 

Taxa emprego feminino  (total trabalhadores sexo feminino/total de efetivos)*100  73,9%  74,8%  0,90% 

Taxa emprego masculino  (total trabalhadores sexo feminino/total de efetivos)*101  26,1%  25,2%  ‐0,90% 

Idade média  somatório das idades/total de efetivos  40,24  40,49  0,3 

Leque etário  trabalhador mais idoso/trabalhador mais jovem  2,75  2,79  0,04 

Taxa emprego jovem  (total  de  efetivos  com  idade<25  anos/total  de 

efetivos)*100 

0,6%  0,3%  ‐0,3% 

Taxa envelhecimento  (total  de  efetivos  com  idade>55  anos/total  de 

efetivos)*100  8,1%  8,4%  0,3%  Taxa Técnicos Superiores  (total de técnicos superiores/total de efetivos)*100  59,2%  63,6%  4,4%  Taxa Assistentes Operacionais  (total de assistentes operacionais/total de efetivos)*100  2,2%  2,0%  ‐0,3%  Taxa de Assistentes Técnicos  (total de assistentes técnicos/total de efetivos)*100  24,7%  24,4%  ‐0,4%  Taxa feminização dirigente  (total dirigentes femininos/total dirigentes)*100  67,9%  70,8%  3,0%  Taxa enquadramento  (totaldirigentes/total de efetivos)*100  7,8%  6,7%  ‐1,1%  Nível médio de antiguidade  Somatório das idades/total de efetivos  10,63  10,91  0,29  Taxa habilitação superior  (total efetivos com hab=>licenciatura/total efetivos)*100  74,2%  76,2%  2,0% 

Taxa habilitação secundária  (total  efetivos  com  hab=10.º,  11.º  e  12.º  ano/total 

efetivos)*100 

22,8%  21,3%  ‐1,5% 

Taxa habilitação básica  (total efetivos com hab<=9.º ano/total efetivos)*100  3,1%  2,5%  ‐0,5% 

Taxa admissões  (total de admissões/total de efetivos)*100  19,7%  9,0%  ‐10,8% 

Taxa saídas  (total de saídas/total de efetivos)*100  6,1%  9,8%  3,7% 

Taxa de retenção  (total  efetivos  no  início  do  período+admissões‐

saídas)/(total  efetivos  no  início  do  período+admissões)*100 

94,2%  91,1%  ‐3,2% 

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Referências

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