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FLASH: ESTADO DE EMERGÊNCIA

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Academic year: 2021

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Apresentam-se, sucintamente, as principais medidas implementadas pelo Decreto 2-C/2020 de 17 de abril da Presidência do Conselho de Ministros (e que entraram em vigor no dia 18 de abril de 2020), com o objetivo de minorar o risco de contágio e de propagação da doença COVID-19.

Tal decreto regulamentar foi precedido da declaração do Estado de Emergência, renovada pela segunda vez através do Decreto do Presidente da República n.º 20-A/2020, que, por sua vez, foi antecedido da necessária autorização concedida através da Resolução da Assembleia da República n.º 23-A/2020.

EM QUE CIRCUNSTÂNCIA É QUE AS PESSOAS PODEM CIRCULAR EM ESPAÇOS PÚBLICOS?

 O direito de circulação é parcialmente suspenso,

o que significa que os cidadãos só podem circular em espaços públicos e equiparados em situações excecionais que variam consoante a própria vulnerabilidade de quem circula e o propósito da deslocação.

 As restrições ao nível da circulação não

prejudicam o exercício de determinadas atividades essenciais, nem a livre circulação de mercadorias (mesmo nos municípios sujeitos a cerca sanitária). Assim:

RESTRIÇÕES À CIRCULAÇÃO APLICÁVEIS A PESSOAS VULNERÁVEIS EM RAZÃO DA IDADE

OU DA SAÚDE

Todos os cidadãos, incluindo os maiores de 70

anos de idade, imunodeprimidos e portadores

de doença crónica ou outras doenças que potenciem o risco para a saúde do próprio podem deslocar-se para algum dos seguintes propósitos:

o Aquisição de bens e serviços;

o Motivos de saúde, designadamente, obtenção

de cuidados de saúde;

o Deslocação a estações e postos de correio,

agências bancárias e agências de corretores de seguros ou seguradoras;

o Deslocações de curta duração para atividade

física, sendo proibido o exercício de atividade

física coletiva;

o Deslocações de curta duração para passeio dos

animais de companhia;

o Outras atividades de natureza análoga ou por

outros motivos de força maior ou necessidade impreterível, desde que devidamente justificados.

(2)

RESTRIÇÕES À CIRCULAÇÃO APLICÁVEIS À GENERALIDADE DOS CIDADÃOS

Os cidadãos que tenham uma idade inferior a 70

anos e não sejam portadores das supra referidas doenças e condições de saúde podem, ainda,

deslocar-se para algum dos seguintes propósitos:

o Participação em atividades relativas às

celebrações oficiais do Dia do Trabalhador (1.5.2020), mediante a observação das

recomendações das autoridades de saúde, cabendo às forças e serviços de segurança articular com as centrais sindicais a organização das referidas atividades;

o Desempenho de atividades profissionais ou

equiparadas (aqui incluindo a atividade de atletas de alto rendimento e seus treinadores);

o Procura de trabalho ou resposta a uma oferta de

trabalho;

o Transporte de pessoas a quem devam ser administrados cuidados de saúde ou dádiva de sangue;

o Acolhimento de emergência de vítimas de violência doméstica ou tráfico de seres humanos, bem como de crianças e jovens em risco, por aplicação de medida decretada por autoridade judicial ou Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, em casa de acolhimento residencial ou familiar;

o Assistência de pessoas vulneráveis, pessoas com deficiência, filhos, progenitores, idosos ou dependentes;

o Acompanhamento de menores na fruição de momentos ao ar livre de curta duração;

o Os trabalhadores mobilizados para a prestação

de serviços essenciais (nomeadamente os

profissionais de saúde, das forças e serviços de segurança e de socorro e das forças armadas, entre outros trabalhadores de serviços essenciais)

podem, ainda, deslocar-se para

acompanhamento de filhos ou outros menores a cargo que, nos termos do disposto no n.º 1 do artigo 10 n.º 2 do Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de

13 de março frequentam estabelecimentos

escolares e creches;

o Participação em ações de voluntariado social;

o Outras razões familiares imperativas, designadamente o cumprimento de partilha de

responsabilidades parentais, conforme

determinada por acordo entre os titulares das mesmas ou pelo tribunal;

o Visitas, quando autorizadas, ou entrega de

bens essenciais a pessoas incapacitadas ou

privadas de liberdade de circulação;

o Participação em atos processuais junto das

entidades judiciárias, prevendo-se, ainda, a adoção, pelo Governo, de providências adequadas à efetivação do acesso ao direito e aos tribunais (assim garantindo a efetivação do disposto no artigo 20 da Constituição da

República Portuguesa) para salvaguarda dos

direitos liberdades e garantias lesados ou ameaçados de lesão. Como já se anotou a propósito do Lei 1-A/2020 de 19 de março esta possibilidade é particularmente importante em

(3)

diligências judiciais em que estejam em causa

direitos fundamentais, nomeadamente

diligências processuais relativas a arguidos

presos, menores em risco ou a processos tutelares educativos de natureza urgente;

o Assistência médico-veterinária e outros cuidados prestados a animais (podendo deslocar-se, quero médico-veterinário, quer o cuidador, incluindo, voluntários de associações zoófilas e cuidadores de colónias reconhecidas pelos municípios);

o Exercício de funções por parte de pessoas

portadoras de livre-trânsito, emitido nos

termos legais;

o Desempenho de funções oficiais por parte de

pessoal das missões diplomáticas, consulares e das organizações internacionais localizadas em Portugal;

o Exercício da liberdade de imprensa;

o Retorno ao domicílio pessoal;

o Circulação automóvel para reabastecimento em

postos de combustível.

REGRAS ESPECIAIS APLICÁVEIS A

DETERMINADOS PROFISSIONAIS EM EXERCÍCIO DE FUNÇÕES

Quando no exercício das suas funções, podem

circular sem as restrições supra referidas para a generalidade dos cidadãos, os profissionais seguintes:

o Profissionais de saúde e outros trabalhadores

de instituições de saúde;

o Trabalhadores de apoio social;

o Agentes de proteção civil;

o As forças e serviços de segurança, militares,

militarizados e pessoal civil das Forças

Armadas (designadamente a G.N.R., PSP,

polícia municipal, ANPC e SEF, entre outros);

o Inspetores da Autoridade de Segurança

Alimentar e Económica;

o Titulares de cargos políticos;

o Magistrados (judiciais ou do Ministério

Público);

o Líderes dos parceiros sociais (incluindo

associações sindicais e associações de empregadores);

o Os profissionais das atividades que não são

suspensas nos termos do Decreto 2-C/2020,

designadamente, as atividades do comércio a

retalho e de prestação de serviços considerados essenciais (aos quais aludiremos,

infra).

Não sendo legalmente obrigatória é aconselhável que os trabalhadores que circulem nestas condições se façam acompanhar de uma

declaração de entidade empregadora, que

comprove que se acham no exercício das funções profissionais respetivas.

LIMITAÇÕES ESPECIAIS APLICÁVEIS AO CONSELHO DE OVAR

 Na área geográfica do concelho de Ovar é

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pessoas na via pública, incluindo as deslocações com origem ou destino no referido concelho, exceto as necessárias e urgentes, nomeadamente para:

o Aquisição ou venda de bens transacionados

em estabelecimentos industriais ou

comerciais;

o Prestação de serviços autorizados, conforme expostos infra;

o Acesso a unidades de cuidados de saúde;

o Acesso ao local de trabalho, desde que

munidas de declaração da entidade empregadora atestando que se encontram no desempenho de atividades profissionais;

o Deslocações para acolhimento de

emergência de vítimas de violência doméstica

ou tráfico de seres humanos, bem como de crianças e jovens em risco, por aplicação de medida decretada por autoridade judicial ou Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, em casa de acolhimento residencial ou familiar;

o Participação em atos processuais junto das

entidades judiciárias;

o Deslocação a estações e postos de correio,

agências bancárias e agências de corretores de seguros ou seguradoras.

 O funcionamento dos estabelecimentos

industriais, comerciais e de serviços de empresas localizadas no concelho de Ovar, autorizados a funcionar, deve observar:

o A manutenção de uma distância mínima de

3 metros entre os postos de trabalho;

o O uso obrigatório de máscara por todos os

trabalhadores que se encontrem dentro do estabelecimento;

o A limitação da utilização em 1/3, em

simultâneo, da capacidade dos espaços

comuns de convívio, incluindo cantinas;

o A limitação da prestação de trabalho por

indivíduos maiores de 60 anos,

imunodeprimidos ou portadores de doença crónica que, de acordo com as orientações da autoridade de saúde devam ser considerados de risco;

o O cumprimento das normas e orientações da

Direção-Geral da Saúde em vigor para o respetivo ramo de atividade.

DIREITOS DOS TRABALHADORES

 O trabalho é obrigatoriamente prestado em regime de teletrabalho sempre que as funções em causa o permitam.

 Está suspenso o direito das comissões de

trabalhadores, associações sindicais e associações de empregadores de participação

na elaboração da legislação do trabalho, na medida em que o exercício de tal direito possa representar demora na entrada em vigor de medidas legislativas urgentes para os efeitos previstos neste Decreto

 Está suspenso o exercício do direito à greve na medida em que possa comprometer o funcionamento de infraestruturas críticas, de unidades de prestação de cuidados de saúde e de serviços públicos essenciais, bem como em

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setores económicos vitais para a produção, abastecimento e fornecimento de bens e serviços essenciais à população;

São reforçados os meios e poderes da

Autoridade para as Condições do Trabalho,

que, caso verifique a existência de indícios de um despedimento ilícito, pode suspender o despedimento, lavrando um auto e notificando o empregador para regularizar a situação. Até à regularização da situação do trabalhador ou o trânsito em julgado da decisão judicial, os trabalhadores e o empregador mantêm todos os direitos e obrigações (com exceção daqueles que hajam sido suspensos por efeito do Decreto 2-C/2020, tal como o direito à greve).

Está suspensa a título excecional a cessação de

contratos de trabalho de profissionais de saúde, seja com contrato em funções públicas ou

contrato individual de trabalho, vinculados aos serviços e estabelecimentos integrados no

Serviço Nacional de Saúde, assim como aos

demais órgãos, organismos, serviços e entidades do Ministério da Saúde, independentemente da natureza jurídica do vínculo, quer por iniciativa do empregador, quer por iniciativa do trabalhador, ou por acordo, salvo situações excecionais devidamente fundamentadas e autorizadas pelo órgão dirigente; os contratos a termo são automática e excecionalmente prorrogados até ao termo do estado de emergência e suas eventuais renovações.

Está suspensa, temporária e excecionalmente, a possibilidade de fazer cessar contratos de

prestação de serviços de saúde, quer por

iniciativa dos serviços e estabelecimentos integrados no Serviço Nacional de Saúde, assim como aos demais órgãos, organismos, serviços e entidades do Ministério da Saúde, quer por iniciativa do prestador de serviços, salvo

situações excecionais, devidamente

fundamentadas e autorizadas pelo órgão dirigente.

ESTABELECIMENTOS ENCERRADOS E ATIVIDADES SUSPENSAS

São encerrados os estabelecimentos onde se pratiquem as atividades seguintes:

o Atividades recreativas, de lazer e diversão;

o Atividades culturais e artísticas;

o Atividades desportivas e atividades em espaços

abertos, espaços e vias públicas, ou espaços e

vias privadas equiparadas a vias públicas, salvo dos praticantes desportivos profissionais e de alto rendimento, em contexto de treino, (como se disse supra);

o Atividades em espaços de jogos e apostas;

o Atividades de restauração, com as exceções que

indicaremos no capítulo seguinte.

ESTABELECIMENTOS E ATIVIDADES QUE SE MANTÊM EM FUNCIONAMENTO

Mantêm-se em funcionamento as atividades (i) em estabelecimentos de restauração, para efeitos

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exclusivos de confeção destinada a consumo fora

do estabelecimento ou entrega no domicílio,

diretamente ou através de intermediário

(dispensando-se a licença que, para o efeito, é prevista na lei); (ii) em cantinas ou refeitórios que se encontrem em regular funcionamento (iii) em unidades de restauração coletiva cujos serviços de restauração sejam praticados ao abrigo de um contrato de execução continuada; (iv) em

estabelecimentos de comércio por grosso, que

podem vender os seus produtos diretamente ao

público, sendo, ainda, permitido o (v) comércio a retalho e a prestação de serviços que se refiram a

bens e serviços de primeira necessidade ou outros considerados essenciais, que são elencados no Decreto 2-C/2020, tais como:

o Minimercados,supermercados,hipermercados e outros similares, devendo respeitar a regra de

ocupação máxima indicativa de 1 pessoa por

cada 4 metros quadrados de área; o Produção e distribuição agroalimentar;

o Serviços médicos ou outros serviços de saúde e apoio social;

o Farmácias e locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica;

o Estabelecimentos de produtos médicos e

ortopédicos;

o Oculistas;

o Estabelecimentos de produtos cosméticos e de

higiene;

o Estabelecimentos de produtos naturais e

dietéticos;

o Serviços públicos essenciais e respetiva reparação e manutenção (água, energia elétrica, gás natural e gases de petróleo liquefeitos canalizados, comunicações eletrónicas, serviços postais, serviço de recolha e tratamento de águas residuais, serviços de recolha e tratamento de efluentes, serviços de gestão de resíduos sólidos urbanos e de higiene urbana e serviço de transporte de passageiros);

o Papelarias, tabacarias, drogarias, jogos

sociais;

o Centros de atendimento médico-veterinário e estabelecimentos de venda de animais de

companhia e de alimentos e rações;

o Estabelecimentos de venda de flores, plantas,

sementes e fertilizantes e produtos fitossanitários químicos e biológicos, lojas de ferragens e estabelecimentos de venda de

material de bricolage;

o Estabelecimentos de lavagem e limpeza a seco de têxteis e peles;

o Postos de abastecimento de combustível e postos de carregamento de veículos elétricos; o Estabelecimentos de venda de combustíveis

para uso doméstico;

o Estabelecimentos de manutenção e reparação de

velocípedes, veículos automóveis e motociclos, tratores e máquinas agrícolas, navios e embarcações, bem como venda de

peças e acessórios e serviços de reboque; o Estabelecimentos de venda e reparação de

eletrodomésticos, equipamento informático e

(7)

o Serviços bancários, financeiros e seguros; o Atividades funerárias e conexas;

o Serviços de manutenção e reparações ao domicílio;

o Serviços de segurança ou de vigilância ao domicílio; de frisar que os serviços de segurança previstos na Lei 34/2013 de 16 de maio, abrangem, em suma, (i) a vigilância realizada em

determinados espaços, nomeadamente,

aeroportos e portos, (ii) a proteção pessoal, (iii) a monitorização de sinais de alarme, (iv) o transporte, a guarda, o tratamento e a distribuição de valores;

o Atividades de limpeza, desinfeção, desratização e similares;

o Serviços de entrega ao domicílio;

o Estabelecimentos turísticos, exceto parques de campismo, podendo aqueles prestar serviços de

restauração e bebidas no próprio

estabelecimento exclusivamente para os respetivos hóspedes;

o Serviços que garantam alojamento estudantil; o Máquinas de vending em locais em que este

seja o único meio de acesso a produtos alimentares;

o Atividade por vendedores itinerantes

(vulgarmente conhecidos por feirantes) para

disponibilização de bens de primeira

necessidade ou de outros bens considerados essenciais em localidades identificadas por decisão do Município (após parecer favorável da

autoridade de saúde de nível local

territorialmente competente obrigatoriamente

publicada no respetivo sítio na internet,

https://www.dgs.pt);

o Atividade de aluguer de veículos de mercadorias sem condutor (rent-a-cargo);

o A atividade de aluguer de veículos de passageiros sem condutor (rent-a-car), desde que seja para os seguintes propósitos:

(i) Concretização de deslocações e exercício de

atividades que sejam autorizadas ao abrigo

do Decreto 2-C/2020 (exemplos: deslocações para aquisição de medicamentos ou outros bens essenciais, para aquisição ou prestação de serviços essenciais, designadamente, de saúde, para assistência a outras pessoas, entre outros);

(ii) Assistência a condutores e veículos avariados, imobilizados ou sinistrados;

(iii) Prestação de serviços públicos essenciais; (iv) Utilização por parte de serviços e entidades

utilizadores do parque de veículos do

Estado (previsto no Decreto-Lei n.º 170/2008,

de 26 de agosto), aqui incluindo, a administração direta do Estado e os institutos públicos, independentemente da sua natureza, integrados na administração indireta do Estado;

o Prestação de serviços de execução ou beneficiação das Redes de Faixas de Gestão de

Combustível.

o Estabelecimentos de venda de material e

equipamento de rega, assim como produtos

relacionados com a vinificação, assim como material de acomodação de frutas e legumes;

(8)

o São permitidas as atividades de comércio a

retalho e as atividades de prestação de serviços:

situados ao longo da rede de autoestradas, no interior dos aeroportos e nos hospitais;

o Estabelecimentos de venda de produtos

fitofarmacêuticos e biocidas;

o Estabelecimentos de venda de medicamentos

veterinários;

o As atividades autorizadas ou impostas ao abrigo do decreto do governo ou do membro do governo responsável da área da economia; o As atividades e estabelecimentos enunciados nos

números anteriores, ainda que integrados em

centros comerciais;

o O comércio eletrónico e serviços à distância ou através de plataforma.

SERVIÇOS PÚBLICOS

 As lojas de cidadão são encerradas, mantendo-se o atendimento presencial mediante marcação, bem como a prestação desses serviços através dos meios digitais e dos centros de contacto com os cidadãos e as empresas.

 Pode ser determinado o funcionamento de serviços públicos considerados essenciais, nos termos a definir por despacho dos membros do Governo responsáveis pela área do serviço em causa e pela área da Administração Pública.

REGRAS DE SEGURANÇA E HIGIENE E PRIORIDADE

Os estabelecimentos de comércio a retalho ou de prestação de serviços que mantenham a respetiva atividade devem adotar medidas que assegurem o cumprimento das seguintes regras de segurança e higiene:

o A manutenção de uma distância mínima de dois

metros entre pessoas;

o Que as pessoas não permaneçam nos locais em

questão por mais tempo do que o estritamente necessário à aquisição dos produtos;

o A proibição do consumo de produtos no interior

dos estabelecimentos;

o A realização do transporte de produtos com

respeito das necessárias regras de higiene e sanitárias definidas pela Direção-Geral da Saúde;

o Nos casos em que a atividade em causa implique

um contacto intenso com objetos ou superfícies, como sucede com máquinas de vending, terminais de pagamento, dispensadores de senhas e bilhetes ou veículos alugados, os responsáveis pelo espaço ou os operadores económicos devem assegurar a desinfeção

(9)

Devem ser atendidas com prioridade as pessoas sujeitas a um dever especial de proteção (tais como, pessoas maiores de 70 anos de idade ou portadoras de doença crónica), bem como, profissionais de saúde, elementos das forças e serviços de segurança, de proteção e socorro, pessoal das forças armadas e de prestação de serviços de apoio social.

QUAIS OS EFEITOS DO ENCERRAMENTO DOS ESTABELECIMENTOS OU SUSPENSÃO

ACTIVIDADE NO ARRENDAMENTO?

O encerramento de instalações e estabelecimentos ao abrigo deste diploma não pode ser invocado como fundamento de resolução, denúncia ou outra forma de extinção de contratos de arrendamento não habitacional ou de outras formas contratuais de exploração de imóveis nem é fundamento de obrigação de desocupação de imóveis em que os mesmos se encontrem instalados.

LIBERDADE DE CULTO

Estão proibidos eventos de cariz religioso e

culto que impliquem a aglomeração de pessoas.

 A realização de funerais está condicionada à

inexistência de aglomerados de pessoas e ao

controlo das distâncias de segurança,

designadamente a fixação de um limite máximo de presenças, a determinar pela autarquia local que exerça os poderes de gestão do respetivo cemitério.

LIBERDADE DE APRENDER E ENSINAR

 Podem ser impostas pelas autoridades públicas

competentes as restrições necessárias para reduzir o risco de contágio e executar as medidas de prevenção e combate à epidemia, incluindo a proibição ou limitação de aulas presenciais, a imposição do ensino à distância por meios telemáticos (com recurso à internet ou à televisão), o adiamento ou prolongamento de períodos letivos, o ajustamento de métodos de avaliação e a suspensão ou recalendarização de provas de exame ou da abertura do ano letivo, bem como eventuais ajustes ao modelo de acesso ao ensino superior.

DIREITO À PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS

As autoridades públicas competentes podem determinar que os operadores de telecomunicações enviem aos respetivos clientes mensagens escritas (SMS) com alertas da Direção-Geral da Saúde ou outras relacionadas com o combate à epidemia.

EM QUE CIRCUNSTÂNCIAS É QUE UM CIDADÃO INCORRE NA PRÁTICA DE CRIME POR NÃO CUMPRIR O DISPOSTO NO DECRETO 2-C/2020

DE 17 DE ABRIL

 Em todas as deslocações e atividades devem ser

respeitadas as recomendações e ordens determinadas pelas autoridades de saúde e pelas forças e serviços de segurança, designadamente as respeitantes às distâncias a observar entre as pessoas.

(10)

Incorre na prática do crime de desobediência, previsto no artigo 348 do Código Penal quem faltar à obediência devida a ordem ou a mandado legítimos, regularmente comunicados e emanados de autoridade ou funcionário competente se:

(i) Uma disposição legal cominar, no caso, a

punição da desobediência simples ou

(ii) Na ausência de disposição legal, a autoridade ou o funcionário fizerem a correspondente cominação;

O artigo 46 n.º 7 do Decreto 2-C/2020 apenas prevê o sancionamento “nos termos da lei

penal” do comportamento de desobediência e

resistência às ordens legítimas das entidades competentes, quando praticado em violação do disposto no Decreto 2-C/2020. Tal disposição não comina, de forma expressa, a punição da desobediência simples.

Todavia, nos termos do disposto no artigo 7 da

Lei 44/86 de 30 de setembro, a violação do

disposto na declaração do estado de sítio ou do estado de emergência, nomeadamente quanto à execução daquela, faz incorrer os respetivos autores em crime de desobediência.

 Qualquer que seja a interpretação que se faça das

disposições conjugadas dos artigos 348 n.º 1

alínea a) do Código Penal, 43 n.º 6 do Decreto 2-C/2020 e 7 da Lei 44/86 de 30 de setembro e, o certo é que, em face do disposto no artigo 348 n.º 1 alínea b) do Código Penal incorre na

prática do crime de desobediência aquele que recuse cumprir o que for, legitimamente, ordenado por um agente da autoridade (o regresso ao domicílio, o encerramento de estabelecimento, a manutenção de distância de segurança, etc.), que faça a advertência de que o não acatamento dessa ordem faz incorrer o cidadão em causa na prática do crime de desobediência.

Incorre na prática do crime de resistência e

coação sobre funcionário, previsto no artigo

347 do Código Penal quem empregar violência, incluindo ameaça grave ou ofensa à integridade física, contra funcionário ou membro das Forças Armadas, militarizadas ou de segurança, para se

opor a que ele pratique ato relativo ao exercício

das suas funções (por exemplo, a detenção por parte de um agente da PSP), ou para o constranger a que pratique ato relativo ao exercício das suas funções, mas contrário aos seus deveres (exemplo, o encerramento de um estabelecimento que deva estar aberto, nos termos do Decreto 2-C/2020).

(11)

 No mesmo crime incorre quem, designadamente, desobedecer ao sinal de paragem e dirigir contra funcionário ou membro das Forças Armadas, militarizadas ou de segurança, veículo, para se opor a que ele pratique ato relativo ao exercício das suas funções, ou para o constranger a que pratique ato relativo ao exercício das suas funções, mas contrário aos seus deveres.

NOTA: Esta informação é de envio reservado

e não deve ser compreendida como qualquer forma de publicidade, pelo que se encontra vedada a sua cópia ou circulação. A informação apresentada e as opiniões expressas são de caráter geral e abstrato, não substituindo o recurso a aconselhamento jurídico adequado e específico para a resolução de casos concretos.

20 de abril de 2020

Rogério Alves & Associados

Bárbara Marinho e Pinto Ana Barona Simão Alves Henriques

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