Licenciatura em Ciências da Comunicação Ano Letivo 2014/2015 Atelier de Relações Públicas e Publicidade Prof.as Orientadoras: Maria José Cunha/ Sara Balonas
PLANO DE COMUNICAÇÃO INTEGRADA
E PROPOSTA CRIATIVA
Braga, 23 de Janeiro de 2015
2 Parte I – Análise da situação
Numa sociedade de mudanças rápidas, é importante para as empresas conseguirem discernir tendências comportamentais, quer por parte dos consumidores, quer do lado corporativo, por forma a orientar o modo de operar na sociedade de modo a dar respostas a novas exigências. A grande maioria dos Millennials pensa que as entidades governamentais, por si só, não são capazes de responder às problemáticas que lhe são colocadas, e 83% destes espera ver um maior envolvimento por parte das empresas. Uma das tendências apontadas para 2015, e de forma contínua em anos vindouros, é que se exige que as marcas suportem progressivamente uma mudança cívica ou social significativa. Isto é, que as empresas assumam compromissos ponderados e duradouros em sociedade, por forma a serem vistas como legítimas e merecedoras da confiança nelas depositada.
A associação em causa atribui grande importância ao papel dos seus trabalhadores no processo de produção de produtos de qualidade. Em contrapartida, considera que devem ter em conta o contexto destas comunidades e as suas eventuais necessidades, assumindo responsabilidade em ver cumpridas as condições básicas para uma vida digna e em ser um fator de mudança positiva para a sociedade.
Esta posição que a Bagos d’Ouro assume vai, portanto, de encontro ao que se espera presentemente e daqui em diante, o que é um fator muito positivo para o seu crescimento e sustentabilidade. Contudo, importa notar que outras organizações terão estas exigências em conta, verificando-se já uma crescente luta pela notoriedade no terceiro sector. Emerge, assim, a necessidade de encontrar novos modelos de sustentabilidade e distinguir formas eficazes de angariação de fundos.
1. Caracterização da situação em Portugal
O terceiro setor em Portugal tem vindo a ser uma força económica e social bastante significativa, pelo que as organizações deste setor empregam, no nosso território, mais pessoas do que indústrias como as utilities e os transportes, representando, hoje em dia, cerca de 4.2% do produto interno bruto nacional.
A crescente importância que este setor tem vindo a atingir deriva, sobretudo, do facto de fornecer suporte a grupos frágeis ou em situação de desfavor na comunidade. Vários exemplos são os idosos, crianças ou mulheres em risco. Este facto confere às organizações
3 deste ramo uma enorme legitimidade social e consciencialização, que amparam a sua existência, continuidade e as suas atividades.
A importância deste sector é ainda maior em momentos marcados por dificuldades socioeconómicas e, em concreto, por níveis de desemprego muito altos, como os que vivemos atualmente na sociedade portuguesa.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), existem 55 mil organizações, que empregam (com contrato), aproximadamente, 260 mil pessoas.
O valor deste setor ultrapassa, em Portugal, a dimensão económica e geradora de empregos, pois, além de tudo isso, tem um papel crucial no âmbito social, através do voluntariado. Todos nós sabemos que o voluntariado é uma força extremamente importante que arrasta multidões. No entanto, poucos imaginam os números impressionantes de voluntários que existem em Portugal, que é, nada mais, nada menos, um milhão de portugueses. Ainda de acordo com o INE, 40 por cento das horas de trabalho destas organizações são realizadas por voluntários.
Outro dado que nos deixa impressionados, e ao contrário do que muitos pensámos, o trabalho voluntário nestas instituições é feito, maioritariamente, por pessoas que têm um emprego, deixando-nos a refletir sobre isto. Estas pessoas procuram nesta ocupação adquirir valorização pessoal.
Ainda sobre o voluntário, o perfil médio deste é de alguém com formação superior e atividade principal.
Com tudo isto, um dos desafios que se coloca, então, ao terceiro setor, em Portugal, é criar mecanismos que possam atrair pessoas que não têm qualquer ocupação e também pessoas que não se enquadrem no perfil médio, como o referido. Assim, todos os indivíduos que se encontrem fora do perfil médio terão, igualmente, a oportunidade de integrar este processo que contribuirá, certamente, para a sua afirmação e formação cívica.
Para terminar esta análise ao terceiro setor em Portugal, é necessário cumprir aquele desafio que, para nós, é o mais importante. Apesar da crescente consciencialização e acréscimo de valor deste setor no nosso território, muitas instituições pertencentes não possuem um modelo que vá de encontro aos recursos que lhes estão associados. Assim, é preciso, na nossa opinião, criar um modelo comum, que informe, explicite a organização/ gestão adequadas, visando a utilização otimizada dos recursos disponíveis. Isto é fundamental para aumentar a eficiência destas instituições, e é, também, o que é necessário desenvolver com a Associação
4 Bagos D’Ouro, pois o terceiro setor está “na moda” e é preciso aproveitar o balanço que tem vindo a subsistir.
2. Caracterização da situação na Europa
Na Europa, o terceiro setor surgiu com as experiências associativistas da primeira metade do século XIX, as chamadas sociedades de socorro mútuo, que inicialmente geraram a ideia de uma proteção social.
Também a Europa, à semelhança do que acontece no nosso país, tem presenciado um crescimento da importância da economia social.
Do ponto de vista histórico, pode dizer-se que este é um reflexo da evolução histórica do conceito que, desde o século XIX, quando apareceu, tem vindo a expandir as suas fronteiras a áreas que ultrapassam a correção de falhas de mercado.
Historicamente, está ligada às associações e cooperativas que funcionavam com uma base comunitária e bem comum e, com o conceito, coexistiu a evolução dos valores e princípios do ser humano, permitindo a criação, já no século XX, de cooperativas, associações e fundações. Após a II Guerra Mundial, o conceito e a “indústria” ganhou um valor especial, conferindo-lhe robustez e criando cada vez mais, maiores impactos em todos os Estados-Membros da União Europeia, nuns mais que outros, claro está.
Falando agora em números, a economia social oferece emprego pago a cerca de 14,5 milhões de pessoas, o que equivale a, aproximadamente, 6,5% da população ativa da UE-27. O setor caracteriza-se pela heterogeneidade e diversidade de atores que acolhe, estando nele incluídos cerca de 2 milhões de pequenas e médias empresas presentes em praticamente todos os setores da economia. Estas empresas, regra geral, têm a forma jurídica de associações, cooperativas e mutualidades.
A economia social desempenha um papel estabilizador importante em proveito de um desenvolvimento social e económico mais equilibrado, e a União Europeia tem focado a sua atenção na economia social na perspetiva de colaborar no reforço do seu impacto positivo em seis aspetos 1:
“Papel regulador da atividade económica; Acessibilidade a serviços;
5 Capacidade para gerar igualdade de oportunidades;
Promoção de uma democracia económica e redistribuição da riqueza; Papel importante numa construção integrada do espaço comunitário”
1): Esta informação foi retirada do site: http://www.eurocid.pt/pls/wsd/wsdwcot0.detalhe?p_cot_id=7655; último acesso em 31/12/2014.
Como podemos observar, a economia social, ou terceiro setor, tem obtido um enorme crescimento, não só em Portugal, como em todo o continente, sendo que há ainda países que não acompanham esse desenvolvimento e evolução. É preciso continuar a apoiar-se esta área, unir esforços e lutar por uma equidade, primeiro, a nível nacional, e, depois, a nível europeu. 3. Comunicação: análise das melhores práticas
Outras Associações
Raízes-AACJ – Esta associação, sediada em Lisboa, tem como missão a promoção da inclusão e a melhoria da qualidade de vida, em particular, das crianças e jovens que não têm suporte familiar e/ou institucional adequado. A Raízes dinamiza projetos e atividades que contribuem para a capacitação, para a responsabilização e para a participação ativa de todos na sociedade.
É uma associação que se equipara à Bagos D’Ouro. No entanto, possui formas diferentes de comunicar com o exterior. A Raízes opera em diversas zonas, conferindo destaque àquelas onde existem maiores desigualdades, e privilegiando o insucesso escolar, o bullying, entre outros, como fatores mais necessitantes de intervenção.
6 A Cores – Associação sediada em Coimbra que procura dar apoio, não só a crianças e jovens em risco, como aos seus pais/ encarregados de educação.
Figura 2: A Cores
Novo Futuro – A Associação Novo Futuro, com polos de apoio em Lisboa, Gaia e Cascais, acolhe crianças e jovens com problemas familiares, fornecendo-lhes condições que antes não possuíam. Contribui, assim, para a melhoria da relação com os familiares, com vista à sua integração, quer no mundo do trabalho, quer na própria família. Intervém também diretamente com a família, elemento que a associação considera crucial para o desenvolvimento da criança/ jovem.
Figura 3: Novo Futuro
Acerca da Comunicação…
Tal como a Associação que estamos a estudar- Bagos D’Ouro – também a generalidade das associações ligadas ao terceiro setor tem vindo a apostar muito no online. Assim, através da criação de um site oficial e, sobretudo, de uma página nas redes sociais, como por exemplo, o Facebook, que mantêm atualizada, preservam uma interação frequente e dinâmica com os internautas.
Através do facebook, estas associações divulgam todas as suas atividades e projetos, como os concertos, relevam as suas parcerias, dinamizam as entregas de presentes e mostram mesmo testemunhos verídicos.
Esta nova forma de comunicação atual tem-se revelado uma tendência ao longo dos últimos anos e que se prevê que continue a vigorar.
7 As associações têm optado por este método, tal como as empresas, para se dar a conhecer, uma vez que estas têm vindo a transformar a forma de comunicar das pessoas, tamanha é a sua capacidade de alcance, influenciando opiniões, mobilizando e criando grupos e permitindo trocas de impressões em questão de segundos.
Parte II– Objetivos
1. Objetivos da Associação (2015)
A Associação Bagos D’Ouro, pretende, em 2015, continuar a comprometer-se com os objetivos que tem traçados desde a sua fundação:
Fomentar o Sucesso Escolar;
Melhorar a Ocupação de Tempos Livres;
Trabalhar competências que facilitem o desempenho adequado das funções parentais (alimentação, segurança, higiene, gestão doméstica) e estratégias de procura de emprego; Promover comportamentos saudáveis no combate ao alcoolismo e à violência doméstica; Permitir o acesso a livros, materiais e equipamentos pedagógicos;
Suprir carências alimentares, de vestuário e calçado, entre outras necessidades básicas;
2. Objetivos de Comunicação
Os objetivos da comunicação dividem-se em dois, que vão de encontro aos objetivos da associação para o próximo ano.
Por um lado pretende-se conseguir visibilidadeenotoriedade. Esta passa por criar uma boa imagem da associação, pois cremos que este é o elemento básico. Assim, quanto mais positiva for a imagem que as pessoas têm da Associação, mais propensas estão a ajudá-la. Por outro lado, queremos, com a comunicação, provocar a reflexão e alterar perceções sobre a ajuda. Antes de fazer entender aos outros, importa alterar as perceções dos próprios alunos ajudados, mitigando assim o estigma de que quem é ajudado se sente inferior relativamente aos que não são.
8 3. Públicos-Alvo
Figura 4: Zona de Atuação da Associação
Antes de entrarmos no plano de estratégia integrada propriamente dito, vamos fazer a segmentação dos vários públicos-alvo.
Públicos internos
Os públicos internos da Associação são os funcionários, voluntários, colaboradores e parceiros. Por funcionários entende-se todos aqueles que desempenham funções de forma permanente na associação, sendo, para tal, remunerados. Quanto aos voluntários, são aqueles que, tendo um emprego ou não, dispensam do seu tempo, apoiando e ajudando a associação em todas as tarefas que lhes são incumbidas. Por colaboradores, entende-se aqueles que prestam serviços de alguma forma, de modo descontinuado. Por último, os parceiros são aqueles que contribuem sobretudo com apoio financeiro para o desenvolvimento da associação.
Públicos externos
Por outro lado, existem os públicos externos, ou seja, os alvos da comunicação, visando uma adesão, de alguma forma, à Associação. Estes podem ser pessoas coletivas (empresas ou outras organizações) que incorporem nas suas missões a ação social, o bem-estar do outro e a cooperação, propensas a associar-se a causas sociais. Podem também ser empresas de organizações de eventos orientados para o terceiro setor. Por último, entre os públicos externos, incluem-se as pessoas singulares e propensas a ajudar os outros e pessoas com aptidões para realizar labuta voluntária.
9 4. Mensagens-chave/públicos
Para o nosso plano de comunicação, escolhemos uma mensagem-chave, de onde partimos, que se adequa a todos os públicos: a ajuda é inata. Assim, acreditámos que todos os humanos precisam de ajuda, seja ela de que tipo for.
Parte III– Plano de Comunicação e Proposta Criativa
Encontrar o Insigth
Depois de analisarmos os objetivos da associação para este novo ano, traduzindo-os em objetivos de comunicação, e antes de passarmos para a explicitação de todas as ações que vão de acordo com estes objetivos, é crucial encontrar o insight.
O insight - um acontecimento cognitivo -, associado a vários fenómenos, vai ser sinónimo de compreensão, conhecimento e intuição. Este vai-nos impulsionar a perspicácia ou a capacidade de apreender alguma coisa. Assim, e como a tradução do inglês o sugere, insight significa "vista de dentro" ou ver com os olhos da alma ou da mente, guiando-nos, portanto, ao longo de todo o plano de comunicação.
Após uma discussão colaborativa entre todos, decidimos que era necessário encontrar dois insights distintos, satisfazendo desse modo os dois grandes objetivos da comunicação.
Para o objetivo da sustentabilidade económica do projeto da Associação, chegamos a acordo que o insight seria o seguinte: “Pessoas bem informadas sentem-se mais confortáveis em ajudar”, ou seja, quando as pessoas estão desinformadas acerca da “causa” não tem tanta tendência a ajudar ou a colaborar, sendo, portanto, preciso informá-las.
Era preciso ainda encontrar um insight que satisfizesse o objetivo de mitigar o estigma da ajuda. O insight encontrado foi, então: “Pessoas com vergonha de serem ajudadas sentem-se inferiores na sociedade”. Reparámos que este era um facto, que urge em ser mudado.
Depois de encontrados os dois insights, como ambicionávamos, era hora de definir um conceito que funcionasse como motor para orientar todas as nossas ações.
10 Conceito
O conceito é, então, a abordagem, a linha criativa que funcionará como apelo básico de todas as ações em função do público-alvo e de todas as suas motivações. O segredo para um bom conceito é ver relações em tudo, ligando todas as ações. Assim o conceito terá o papel de estabelecer uma linha criativa entre todas as ações que irão ser desenvolvidas no nosso plano.
Escolhemos, para o nosso trabalho o conceito da necessidade de valorizar. Pretende-se que esta valorização seja referente à ajuda que todos que, de alguma forma, somos capazes de dar e receber, e consequentemente, ao trabalho da associação, voluntários e parceiros. Quer-se também que os próprios “ajudados” se valorizem por isso.
Assim, face à realidade dos dias de hoje, importa perceber que a ajuda é, cada vez menos, algo negativo, e sim o oposto
Ações
Todas as ações têm em vista o menor gasto possível.
Importa ter a noção de que os gastos na divulgação da associação não podem, em momento algum, ser superiores ao que esta pede. Tendo em conta que a Bagos d’Ouro pede toda e qualquer ajuda, não faz sentido gastar grandes quantidades de dinheiro na sua divulgação.
Assim, a nossa estratégia tem sempre isso em conta e apresenta-se, a nosso ver, bastante concretizável. Apelar aos públicos através da simplicidade das suas ações constitui, no nosso entender, a melhor forma de comunicar a associação e as suas necessidades.
Apoiar-nos-emos em várias entidades, conforme listamos mais abaixo.
Ação 1:
Nome da Campanha “Alunos d’Ouro”
Público-alvo Os público-alvo desta ação são todos os alunos que beneficiam de ajuda pela Associação. Como público secundário aparecem todos os restantes alunos, bem como professores, auxiliares e outros envolventes.
Objetivos
Dar a conhecer a Associação Criar interação
11 Aumentar a notoriedade e a visibilidade
Forma Organização de Eventos
Explicação: Pertencer ao programa Bagos D’Ouro não significa pertencer à Associação Bagos D’Ouro. Tal deve ser tido em mente transversalmente a todas as ações levadas a cabo pela Associação, sustentando a decisão de não expor os alunos em anúncios publicitários ou eventos orientados para orientação de fundos ou bens.
Contudo, é importante demarcar que o facto de ter sido sinalizado constitui um benefício. As crianças devem ver este facto como uma oportunidade e reconhecer o seu próprio mérito neste processo, uma vez que deram mostras de potencial escolar, não apenas de necessidade. Assim, aquando de uma cerimónia a realizar nas respetivas escolas, e perante a comunidade escolar, os alunos sinalizados seriam chamados a aceitar o seu certificado Alunos D’Ouro. O facto de realizar a cerimónia em público representa uma oportunidade para incutir um certo orgulho de pertença e pode ajudar a mitigar o estigma existente já que terceiros assistem ao reconhecimento destas crianças.
O final do primeiro período escolar (Dezembro) seria o mais propício para esta cerimónia já que se observa um fenómeno de sazonalidade no terceiro sector. Pretende-se contrapor esta tendência com o comportamento oposto. O usual é que nesta altura a sociedade seja chamada a contribuir para causas sociais. Pelo contrário, a Bagos D’Ouro deve aproveitar esta época para mostrar à sociedade de que forma contribui nesta, ao destacar e sinalizar alunos. É também uma altura propícia para mostrar, através de vídeos ou relatórios de contas, de que forma foram utilizados os recursos angariados e o resultado das atividades lavadas a cabo durante o ano civil.
12 Ação 2:
Nome da Campanha “Escola d’Ouro”
Público-alvo Os público-alvo desta ação são todos os alunos que pertencem às escolas que possuam alunos que beneficiem de ajuda da Associação.
Objetivos Dar a conhecer a Associação Criar interação
Fazer gostar da Associação Fazer agir
Forma Organização de Eventos
Explicação Continuando esta linha de que, realmente, precisar de ajuda não é ser inferior, surge a acção “Escolas d’Ouro”. Esta ação recai na necessidade de informação e no bom entendimento das causas, para que se dê e receba ajuda sem qualquer preconceito.
É importante pensar que o preconceito parte, muitas vezes, de quem precisa de ser ajudado, sendo que quem está desse lado é quem se sente inferior por isso. Por isso, e uma vez que a obra da Bagos d’Ouro se destina maioritariamente a crianças, interessa
13 chegar, em primeira instância a elas. Só quando os “ajudados” não
tiverem vergonha de ser ajudados é que as restantes pessoas verão a ajuda como algo normal, algo que, de uma forma ou de outra, é inato ao ser humano.
Assim, a Bagos d’Ouro deslocar-se-ia às escolas com alunos que pertencem ao seu programa e faria uma espécie de esclarecimento daquilo que é a ajuda e, portanto, do que é esta associação e qual o seu papel.
Este esclarecimento começaria com uma proposta aos alunos: dividir-se em grupos de 4 ou 5, conforme o número total de participantes, e, seguidamente, com os materiais facultados a cada grupo, construir uma escola. Cada grupo de trabalho teria, então, que construir uma escola. Os materiais distribuídos seriam papel, cola, tesouras, lápis e réguas. Só estes materiais é que poderiam ser usados. O “problema” é que não seriam distribuídos de igual forma por todos os grupos, ficando uns grupos com muitas folhas, por exemplo, mas sem cola. Nenhum dos grupos seria capaz de concluir o desafio apenas com os materiais que tinham. A ideia seria então que entendessem que teria que haver uma interação este os diferentes grupos – todos precisariam da ajuda uns dos outros. E é assim em tudo o que fazemos.
Depois desta dinâmica seria então feito o tal esclarecimento acerca da Associação Bagos d’Ouro e as crianças deixariam de ver a necessidade de ajuda como algo negativo, mas sim como uma necessidade para, pelos seus próprios pés, com as duas próprias mãos, serem capaz de construir um futuro.
14 Ação 3:
Nome da Campanha “Corrente d’Ouro”
Público-alvo Os público-alvo desta ação são todos os transeuntes que estejam a passar pela rua de Santa Catarina (Porto) na hora e dia em que a ação decorrer
Objetivos
Dar a conhecer a Associação Criar interação
Fazer gostar da Associação Aumentar a notoriedade Forma Organização de Eventos
Explicação Esta ação faz a ponte entre o combate ao estigma relacionado com a ajuda e, por outro lado, a luta pela visibilidade e notoriedade da Associação. Volta a cair na ideia de que a ajuda é necessária, inata, como foi acima referido, mas não se ficando por aqui, desafia as pessoas a serem parte deste desafio – contribuindo monetariamente ou com o seu tempo.
Para esta “Corrente d’Ouro”, haveria um placard como o da figura, colocado na rua de Sta. Catarina, no Porto, e as pessoas seriam
15 desafiadas a “unir”, a criar uma espécie de ligação entre uma mão
e outra. À partida, seria fácil de imaginar que bastaria usar as próprias mãos: uma em cada mão desenhada no placard. Mas depressa perceberiam que a distância das mãos do placard não permitiria isso e, para completar o desafio, teriam que chamar outras pessoas para, assim criar a tal corrente.
Posteriormente, seria apresentada a Bagos d’Ouro, com uma frase “Se tu quiseres, somos muitos a querer”, e, com a ajuda de voluntários da associação presentes no local, as pessoas perceberiam qual o seu papel na sociedade e de que forma é que poderiam contribuir para este projeto.
Figura 7: Simulação da atividade "Corrente d'Ouro"
Ação 4:
Nome da Campanha “Making of – Corrente d’Ouro” – spot vídeo promocional
Público-alvo O público-alvo desta ação são todos os internautas que possuam contas nas redes sociais mais conhecidas: Facebook, YouTube e Twiter.
Objetivos
Dar a conhecer a Associação Promover interação
16 Fazer gostar da Associação
Aumentar a notoriedade
Forma Promoção
Explicação Duração: 2’30’’
Da ação “Corrente d’Ouro”, realizada no Porto, seria realizado um making of, no sentido de chegar ao resto país e, quiçá, outros países. Este vídeo seria publicado e partilhado pelas redes sociais, uma vez que é a forma mais rápida e barata de se alastrar e, assim, chegar a um maior número de pessoas.
Seria também mandado um press release aos diferentes canais de televisão, no sentido de lhes apelar que, também eles, partilhassem este vídeo. Tratar-se-ia de solidariedade da parte deles, uma vez que não se pretende ter qualquer gasto na divulgação deste vídeo.´
Média a contactar: RTP (televisão) SIC (televisão) TVI (televisão)
SIC Mulher (televisão) Porto Canal (televisão)
17 Ação 5:
Nome da Campanha “Bagos d’Ouro Wine Party”
Público-alvo Os público-alvo desta ação são todos os apreciadores de eventos sobre vinho com características de cidadãos socialmente envolvidos
Objetivos
Conquistar quota de mercado Fazer agir
Contribuir para a satisfação dos públicos internos
Forma Organização de Eventos
Explicação Muitas das ações que já são levadas a cabo pela Associação Bagos D’Ouro apresentam capacidade para serem perpetuadas no futuro e mediante algumas alterações podem ser aperfeiçoadas por forma a potenciar o seu retorno.
18 A Bagos D’Ouro Wine Party é um exemplo de ação com potencial e
acreditamos que deve ser continuada. Contudo, dado o grande número de eventos do género a que a Associação Bagos D’Ouro se associa existe alguma confusão relativamente a reconhecer o evento e acompanhá-lo regularmente. Assim, propomos que se mantenham algumas características da Bagos D’Ouro Wine Party, como o facto de a entrada ser mediante o pagamento de um valor de 35€ e ser aberto a todos os cidadãos. Pretende-se que se consiga fazer uma distinção clara entre estes eventos de lazer e outras provas de vinho que têm diferentes fins e públicos. Este evento deve marcar-se como entretenimento, mantendo-se o seu nome, local (Salão Nobre do Edifício da Alfândega do Porto) e data de realização atuais (Maio) por forma a ser facilmente reconhecido pelas suas características quando comparado com outros eventos.
Ação 6:
Nome da Campanha “Grainhas d’Ouro”
Público-alvo Os público-alvo desta ação são todos os públicos internos: funcionários, voluntários, colaboradores, parceiros e potenciais parceiros.
19 Objetivos
Conquistar quota de mercado Fazer agir
Contribuir para a satisfação dos públicos internos
Forma Organização de Eventos
Explicação Esta cerimónia surge pela necessidade de estabelecer uma distinção clara entre os eventos de lazer e o exercício da angariação de fundos. O Bagos D’Ouro Wine Party deve resultar em algum retorno financeiro, uma vez que apesar dos custos, a entrada é paga e de grande afluência. No entanto, existe uma oportunidade de dirigir as múltiplas angariações de fundo e provas de vinho para um só evento e orientar os diversos focos para um só acontecimento mais marcado e com maior visibilidade.
Assim, Grainhas D’Ouro é marcadamente um evento de angariação de fundos de cariz formal, a ter lugar num local simbólico e representativo como são as caves da zona do Douro, e uma forma de reforçar a relação com os atuais parceiros, que são chamados a reatar os seus compromissos para com o projeto e acompanhar o que foi feito com a sua contribuição. Uma das prioridades é ainda criar novos laços empresariais, por forma a poder alargar o campo de ação da Associação e ter em conta a importância das instituições parceiras, colaboradores e potenciais dadores, assim como do aumento de visibilidade e eventual posterior notoriedade para sustentabilidade da Bagos D’Ouro.
20 Ação 7:
Nome da Campanha “Postais d’Ouro”
Público-alvo O público-alvo desta ação é todo o público nacional. Objetivos
Conquistar todas as quotas de mercado Criar interação
Fazer gostar
Forma Promoção
Explicação A Associação Bagos D’Ouro leva a cabo diferentes iniciativas na página oficial, entre elas o Postal solidário, que permite o envio de um postal para um endereço eletrónico mediante um donativo à escolha. Existe uma oportunidade que pode ser explorada, contudo, a visibilidade e aceitação seriam maiores se houvesse maior originalidade na realização dos postais.
É já bastante comum, para um grande número de entidades, a composição de cartões e postais para as festividades. No entanto, acreditamos que os resultados podem ser maximizados se estes postais forem mais apelativos, sem recurso ao pedido ou à exposição de carências. Assim surgiriam os Postais D’Ouro, como
21 imagens ou pequenas vídeo-montagens de tom humorístico,
passíveis de serem enviadas por correio tradicional ou correio eletrónico e posteriormente publicadas e partilhadas nas redes sociais, o que poderia causar efeito viral e considerável visibilidade.
Figura 11: Postal Solidário da Associação
22 Ação 8:
Nome da Campanha “Cartão d’Ouro”
Público-alvo Os público-alvo desta ação são todos aqueles que vão a lojas que vendem material de escritório, onde se inclui o material escolar, com idades compreendidas entre os 20 e os 45 anos.
Objetivos
Fazer agir, através da compra do cartão
Forma Promoção
Explicação Venda de cartões com a quantia de 1,00€, 2,00€ e 5,00€ em grandes superfícies, que são depois convertidos em material escolar para a Associação. Este cartão estaria nas caixas, e quando o cliente fosse a pagar os seus produtos, seria confrontado diretamente pelo caixa, intimidando-o, de certa forma, levando-o à compra.
23 Ação 9:
Nome da Campanha “Mupi interativo”
Público-alvo Os público-alvo desta ação são todos os transeuntes que passam pela rua onde o mupi estiver colocado (Porto), sem diferenciação de idade, sexo, género e classe social.
Objetivos
Fazer conhecer Interagir com a marca Fazer gostar
Forma Promoção
Explicação Mupi interativo que retrata metaforicamente a importância do apoio e benevolência na educação das crianças.
Este mupi, conforme sugere a figura 14, conteria vários elementos. A imagem inicial do mupi seria a de uma criança que estaria a desenhar, com um lápis, um desenho, ainda impercetível. Após algum tempo, o bico do lápis quebraria, ficando uma imagem imóvel, fixa, sem qualquer ação. Nesse momento, apareceria no ecrã, uma afia, e uma seta para indicar aos transeuntes que podiam ajudar a criança a afiar o lápis, rodando-a. Assim, quem fosse a passar ajudaria a criança, continuando esta, de seguida, a desenhar, agora, de forma eloquente, o seu futuro próspero e risonho. Nesse momento final surgiria, como packshot, o logo da Associação Bagos d’Ouro, com a indicação “para mais informações…”.
Nesta interação, estariam implícitos os valores e a missa da associação, metaforicamente, através da afia, dando o apoio e o empurrão necessário.
24
Figura 14: Esquema para implementar no mupi interativo
Ação 10:
Nome da Campanha “Realização de audiovisuais”
Público-alvo Os público-alvo desta ação são todos os internautas Objetivos
Fazer conhecer Interagir com a marca Fazer gostar
Fazer acompanhar a marca
Forma Promoção
Explicação Realização de vídeos, tabelas, cronogramas, em forma de relatórios, mensais, com o objetivo de mostrar e fazer acompanhar o trabalho desenvolvido pela associação com as crianças e respetivas famílias.
25
Figura 16: Resumo das Ações por Publicidade e por Relações Públicas
26 Entidades a Contactar:
Universidades (privadas/públicas) Câmaras Municipais
Empresas informáticas
Empresas de material de escritório Editoras
Parceiros e potenciais parceiros
Canais televisivos, imprensa e meios online
27 Calendarização das ações