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Academic year: 2021

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NOVA MEDICAL SCHOOL | FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA

Relatório Final de

Estágio

Mestrado Integrado em Medicina - 2019/2020

Tiago João dos Santos Fernandes Ferro

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Relatório Final de Estágio

Mestrado Integrado em Medicina - 6º ano

NOVA Medical School | Faculdade de Ciências Médicas

Universidade NOVA de Lisboa

Tiago João dos Santos Fernandes Ferro

Aluno 2014423

Orientadora: Drª. Susana Ourô

Regente: Professor Doutor Rui Maio

2019/2020

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A

GRADECIMENTOS

Esta página é dedicadas a todas as pessoas que, estando presentes ao longo deste percurso durante os últimos anos, me permitiram concluir este ciclo.

Com apenas algumas palavras gostaria de agradecer o apoio incondicional da minha família, pela constante motivação e ânimo transmitidos nos momentos de maior incerteza.

Por fim, mas não por isso menos importante, gostaria de agradecer a todos os Doentes, Tutores, Professores e Colegas que ao longo dos últimos anos se mostraram disponíveis para partilhar, ensinar, expor e transmitir conhecimentos, essenciais à formação de um futuro Médico.

(4)

Í

NDICE

AGRADECIMENTOS...3

ÍNDICE...4

LISTADE ABREVIATURAS...5

I. INTRODUÇÃO...6

II. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS...6

Estágio em Medicina Geral e Familiar ...7

Estágio em Pediatria ...7

Estágio em Ginecologia e Obstetrícia ...9

Estágio em Saúde Mental ...10

Estágio em Medicina Interna ...11

Estágio em Cirurgia Geral ...12

III. ELEMENTOS VALORATIVOS...12

IV. REFLEXÃO CRÍTICA...13

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L

ISTA

DE

A

BREVIATURAS

ACES Agrupamento de Centros de Saúde

AP Atendimento Permanente

CEMEF Curtos Estágios Médicos em Férias

CHPL Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa

CSP Cuidados de Saúde Primários

HCD Hospital CUF Descobertas

HCIS Hospital CUF Infante Santo

MCDT Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica

MIM Mestrado Integrado em Medicina

POC Perturbação obsessiva compulsiva

SO Serviço de Observação

UCIP Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente

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I. I

NTRODUÇÃO

O 6.º ano do Mestrado Integrado em Medicina (MIM) da NOVA Medical School | Faculdade de Ciências Médicas da Universidade NOVA de Lisboa assume-se com um carácter eminentemente prático, que se traduz na realização de um Estágio Profissionalizante anual em contexto de vivência hospitalar tutelada. Esta vivência hospitalar permite a consolidação do percurso académico prévio, através da aplicação de conhecimentos teóricos e da exemplificação de aptidões práticas junto da ‘matéria prima’ essencial no exercício da Medicina: o utente dos serviços de saúde.

Não menos importante que os conhecimentos e as aptidões práticas, será também importante para um futuro Médico treinar, sempre que possível, as suas capacidades de comunicação e de estabelecer relações interpessoais adequadas com doentes e com os seus familiares, sempre baseadas nos princípios éticos e humanistas inerentes à profissão. Estas capacidades afirmam-se um pilar fundamental na formação médica pré-graduada, sendo este Estágio Profissionalizante o momento ideal para o seu aperfeiçoamento.

Neste documento serão abordados os aspetos mais relevantes na formação de um futuro Médico, ao longo dos seis estágios parcelares obrigatórios que constituem o Estágio Profissionalizante do MIM: Medicina Interna, Cirurgia Geral, Medicina Geral e Familiar, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia e Saúde Mental (Anexos I e II).

O relatório encontra-se estruturado em cinco partes distintas: a Introdução, onde é apresentada de forma sucinta um enquadramento das atividades e o programa de Estágio Profissionalizante; as

Atividades Desenvolvidas, onde é realizada uma descrição sumária dos aspetos mais importantes

de cada estágio, juntamente com os objetivos específicos definidos e uma breve casuística dos doentes observados em contexto presencial; os Elementos Valorativos, onde são descritas as atividades extra-curriculares iniciadas em anos anteriores e relevantes para a formação de um futuro Médico, e uma Reflexão Crítica, individual e orientada para uma avaliação do crescimento pessoal, académico e profissional ao longo do último ano. São ainda incluídos alguns documentos Anexos, tais como certificados de habilitações e de participação em atividades formativas.

II. A

TIVIDADES

D

ESENVOLVIDAS

O Estágio Profissionalizante decorreu em duas modalidades distintas, considerando a evolução da pandemia COVID-19 a nível global. As primeiras 23 semanas de Estágio decorreram de acordo com a calendarização estipulada e seguindo um modelo presencial. As últimas 8 semanas, destinadas ao Estágio em Cirurgia Geral, decorreram essencialmente em ensino remoto não presencial, sendo o tempo de contacto reduzido para 2 semanas. Em seguida é apresentado um

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resumo das atividades desenvolvidas e principais patologias observadas em cada Estágio Parcelar, de acordo com a ordem cronológica dos mesmos: Medicina Geral e Familiar (09/09/2019 a 04/10/2019), Pediatria (07/10/2019 a 31/10/2019), Ginecologia e Obstetrícia (04/11/2019 a 29/11/2019), Saúde Mental (02/12/2019 a 10/01/2020), Medicina Interna (20/01/2020 a 06/03/2020) e Cirurgia Geral (08/06/2020 a 19/06/2020).

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STÁGIO EM

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EDICINA

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ERAL E

F

AMILIAR

O período de Estágio em Medicina Geral e Familiar (MGF) foi realizado sob orientação da Drª. Ana Valério, decorrendo na USF Pragal (ACES Almada-Seixal).

Este foi o primeiro estágio clínico realizado como aluno do 6.º ano. Considero a decisão de iniciar este ano curricular e Estágio Profissionalizante nos Cuidados de Saúde Primários (CSP) uma mais valia à formação que um aluno finalista em Medicina deve possuir. Os CSP são considerados “a porta de entrada” no Serviço Nacional de Saúde para todos os utentes. Desta forma, é o local ideal para observar, realizar registos e examinar utentes de todas as faixas etárias, tendo contacto com patologias que abrangem praticamente todas as especialidades médicas e cirúrgicas.

Este período de formação permitiu alcançar um dos principais objetivos na formação pré-graduada: o treino de técnicas de comunicação eficazes, com outros profissionais de saúde e com os utentes. Por outro lado, o contacto presencial em diferentes tipos de consultas (Consulta programada de adultos, Consulta de vigilância infantil, Consulta de acompanhamento da gravidez, Consulta aberta, Consulta domiciliária e Consulta de cessação tabágica) permitiu também identificar e observar a gestão dos problemas de saúde mais frequentes na comunidade, para além de permitir aperfeiçoar a capacidade de realizar exame objetivo dirigido às queixas apresentadas. A maioria dos utentes apresentaram-se na consulta para vigilância ou revisão terapêutica, sendo as patologias mais frequentes a hipertensão arterial, diabetes mellitus, obesidade e osteoartrite. Neste estágio pude observar um total de 187 utentes, com idades entre os 29 dias de vida e os 92 anos.

Durante este período de estágio estive também presente nas II Jornadas Saúde a Sul - Inovação em Saúde, organizadas pela CUF Almada, destinadas a médicos e profissionais de saúde dos CSP (Anexo III). Nestas jornadas foram apresentadas novas ferramentas para seguimento mais próximo dos doentes em ambulatório, nomeadamente a possibilidade de realizar traçado eletrocardiográfico ou rastreio teledermatológico através de smart phone.

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EDIATRIA

O Estágio em Pediatria foi realizado no Centro da Criança e do Adolescente do Hospital CUF Descobertas (HCD), sob orientação da Drª. Cláudia Cristóvão. Durante este período tive a

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oportunidade de integrar a equipa médica de Pediatria do HCD durante a sua atividade assistencial, tendo contato com as diferentes valências presentes no hospital: Internamento, Consulta Externa e Urgência/Atendimento Permanente (AP). Foi ainda possível assistir à articulação da Pediatria Médica com outras especialidades, com especial destaque para a Cirurgia Pediátrica e Ortopedia Pediátrica.

Sendo a Pediatria uma especialidade generalista e abrangente, defini como objetivos específicos deste estágio: (i) desenvolver e treinar a prática do raciocínio clínico e comunicação adaptada a indivíduos de diferentes faixas etárias, com diferentes níveis de maturidade; (ii) conhecer as principais patologias da criança e do adolescente, e (iii) reconhecer critérios de gravidade, que obriguem à realização em tempo útil da marcha diagnóstica e terapêutica. Relativamente aos doentes internados, durante o período de estágio acompanhei 23 doentes, com idades entre os 10 dias de vida e os 17 anos. Esta diversidade etária reflete a variedade de patologias observadas. Apesar de ter observado maioritariamente patologias frequentes em idade pediátrica, foi possível observar a gestão de patologias menos comuns, como a drepanocitose e artrite séptica. Destaco ainda a possibilidade de observar a gestão de dois adolescentes, internados por diabetes inaugural, quer do ponto de vista médico quer do ponto de vista psicológico. Foi também possível colaborar na escrita de diários clínicos, notas de alta, interpretação de exames complementares de diagnóstico e prescrição/ajuste da terapêutica.

A frequência das consultas programadas de Pediatria (Médica, Cirúrgica e Ortopédica) revelou-se esrevelou-sencial na aquisição de competências clínicas e pessoais, na abordagem da criança saudável e da criança com patologia. Das tarefas realizadas, destaco a possibilidade de acompanhar a colheita da anamnese, realizar exame objetivo, participar na requisição de exames complementares de diagnóstico e na prescrição terapêutica. Nestas consultas observei um total de 50 crianças, com idades entre os 27 dias de vida e os 15 anos.

Os períodos dedicados à presença física no AP foram essenciais à aquisição de competências na gestão clínica do doente agudo. Neste contexto, observei 35 doentes, a maioria com patologia infecciosa aguda. Como ponto positivo deste estágio, destaco a possibilidade de fazer um acompanhamento ‘in-out’ de vários doentes, observando os mesmos inicialmente na sua admissão no AP e posteriormente durante o internamento, até à alta clínica e saída do hospital.

Durante este estágio elaborei e discuti a história clínica de uma criança de 13 meses, admitida e internada por convulsão associada a febre. Realizei ainda a apresentação de um trabalho com o tema ‘Diagnóstico diferencial e tratamento da claudicação da marcha em idade pediátrica’.

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INECOLOGIA E

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BSTETRÍCIA

O Estágio em Ginecologia e Obstetrícia foi realizado no Centro da Mulher do HCD, sendo orientado pela Professora Doutra Ana Patrícia Domingues e pelo Professor Doutor Jorge Lima. Neste período contatei com as diferentes valências do Centro da Mulher do HCD, nomeadamente a Consulta Externa (nas vertentes de Ginecologia, Obstetrícia e Alto Risco Obstétrico), o Bloco Operatório, os Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica - MCDT (ecografias obstétricas, colposcopias e histeroscopias) e o AP. Durante este estágio observei um total de 143 mulheres, com idades entre os 19 e os 77 anos.

Considerando a Ginecologia e Obstetrícia como a especialidade dedicada em exclusivo à saúde da Mulher, defini como objetivos principais para este estágio: (i) desenvolver técnicas de colheita da história clínica e exame objetivo dirigidos à semiologia ginecológica e obstétrica; (ii) conhecer as patologias mais comuns da Mulher, incluindo procedimentos em situações de urgência e respetivas indicações terapêuticas; (iii) conhecer as principais acções de prevenção primária instituídas no meio hospitalar aplicadas à Ginecologia e Obstetrícia, e (iv) identificar fatores psicossociais passíveis de afetar a saúde e influenciar o prognóstico futuro da Mulher. A frequência da Consulta Externa e dos MCDT revelou-se essencial na aquisição de competências clínicas e pessoais, na abordagem da mulher saudável e da mulher com patologia. Das tarefas realizadas, destaco a possibilidade de acompanhar a colheita da anamnese, executar o exame objetivo, realizar exame ginecológico completo, participar na requisição de exames complementares de diagnóstico e na prescrição terapêutica. Destaco ainda o papel pedagógico por parte da equipa clínica ao permitir-me realizar o posicionapermitir-mento da sonda ecográfica para determinação da apresentação fetal e de estruturas adicionais que confirmam a sua viabilidade. Na Consulta de Alto Risco Obstétrico pude ainda observar a marcha diagnóstica e gestão terapêutica de utentes que apresentam mutações genéticas predisponentes à patologia tromboembólica durante a gravidez.

A presença no AP decorreu por períodos contínuos de 12h semanais. Neste âmbito, observei um total de 45 mulheres em contexto agudo ou em trabalho de parto e instrumentei todos as cesarianas realizadas durante estes períodos, tendo também prestado assistência aos partos eutócicos.

Durante este estágio tive ainda oportunidade de assistir à apresentação do caso clínico ‘Feocromocitoma durante a gravidez’, relatado pela Drª. Carla Baleiras. Realizei também a apresentação do seguinte artigo em contexto de Journal Club durante a sessão clínica semanal: ‘Preterm birth phenotypes in women with autoimmune rheumatic diseases: a population-based cohort study’ dos autores KD Kolstad et al. (2019).

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AÚDE

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ENTAL

O Estágio em Saúde Mental foi realizado na Clínica 5 do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa (CHPL), sob orientação do Dr. Pedro Rodrigues.

Este período de estágio iniciou-se com 2 sessões teóricas na NOVA Medical School, onde foram revistas as principais síndromes psiquiátricas e respetiva abordagem terapêutica. Foi ainda realizada uma análise do estigma social associado à patologia mental. O restante período de estágio decorreu diariamente com atividades no Internamento, Consulta Externa (nas vertentes de Psiquiatria Geral e consulta de Perturbação Obsessiva Compulsiva - POC) e Serviço de Urgência, localizado no Hospital de São José. Como objetivos específicos deste estágio defini: (i) conhecer e reconhecer a semiologia associada às principais síndromes psiquiátricas; (ii) conhecer as respetivas abordagens terapêuticas farmacológicas e não farmacológicas e, (iii) praticar a entrevista clínica e realização de exame do estado mental, em contexto agudo e continuado.

Durante este estágio observei um total de 36 doentes, com idades entre os 26 e os 87 anos, tendo oportunidade de participar ativamente na discussão clínica dos vários doentes internados e dos diferentes planos terapêuticos. Embora a área da Saúde Mental seja eminentemente multidisciplinar, uma vez que indivíduos de qualquer faixa etária podem desenvolver quadros psiquiátricos patológicos, nos estágios anteriores não houve oportunidade de contacto com doentes com diagnósticos psiquiátricos de novo ou já seguidos em consulta de Psiquiatria (com excepção de alguns doentes observados durante o estágio em Medicina Geral e Familiar).

Relativamente às consultas de Psiquiatria Geral, foi possível ter contacto com diferentes patologias do foro mental, nomeadamente luto patológico, perturbação da personalidade, depressão major, esquizofrenia, perturbação bipolar, perturbação de ansiedade generalizada com somatização e perturbações de adição. Na consulta dirigida à POC observei a entrevista clínica e a avaliação do impacto funcional nas actividades da vida diária em doentes com comportamentos obsessivo-compulsivos (nomeadamente contaminação e comportamento dependente de algoritmo numérico aleatório).

Durante a permanência na Urgência Psiquiátrica pude observar maioritariamente doentes psicóticos em fase aguda encaminhados pelas forças de segurança (em contexto de esquizofrenia e perturbação bipolar) ou doentes com depressão major em descompensação aguda.

Durante este estágio elaborei e discuti a história clínica de um doente de 30 anos, internado com o diagnóstico presuntivo de esquizofrenia simples. Destaco a possibilidade de realizar e conduzir a entrevista clínica de forma autónoma, procurando estabelecer uma maior empatia e tornar a relação ‘médico-doente’ favorável à obtenção de dados clínicos e antecedentes pessoais íntimos.

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EDICINA

I

NTERNA

O Estágio em Medicina Interna foi realizado no Hospital CUF Descobertas, sob orientação da Drª. Inna Danyluk Kozyar.

Sendo a Medicina Interna a especialidade médica por excelência, com uma abordagem holística ao doente no seu todo, defini como objetivos principais para este estágio: (i) aprofundar as técnicas de colheita da história clínica e realização de exame objetivo dirigidos à semiologia médica dos diferentes órgãos e sistemas; (ii) estabelecer a marcha diagnóstica adequada a partir do raciocínio clínico; (iii) conhecer as patologias médicas mais comuns na população, incluindo procedimentos em situações de urgência; (iv) reforçar aptidões informais de comunicação e empatia, com respeito pela autonomia do doente em todas as fases de doença, e (v) adquirir competências na observação e realização de procedimentos médicos na área da Medicina.

Ao longo deste estágio observei um total de 152 doentes, com idades entre os 18 e os 95 anos, distribuídos pelas diferentes valências do Departamento de Medicina Interna do HCD, nomeadamente Internamento, Consulta Externa e AP. Adicionalmente, realizei estágio na Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente (UCIP), onde pude acompanhar a atividade assistencial diária. Foi possível conhecer os diferentes desafios que se colocam na gestão dos doentes, alguns dos quais internados com patologias complexas e sem diagnóstico conhecido, que requerem uma abordagem multidisciplinar. Foi também possível colaborar na escrita de diários clínicos, notas de alta, interpretação de exames complementares de diagnóstico e prescrição/ajuste da terapêutica. Apesar de ter observado maioritariamente patologias relativamente frequentes na população portuguesa (hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, diabetes mellitus, doença pulmonar crónica, patologias infecciosas agudas do foro respiratório), foi possível observar a gestão clínica de patologias menos comuns, como a doença de Behçet ou a doença de Whipple.

Durante os períodos de Consulta Externa, acompanhei a Drª. Inna Kozyar nas consultas programadas de Medicina Interna (consulta de Medicina e consulta de Doenças Auto-Imunes). A frequência da consulta externa revelou-se essencial na aquisição de competências clínicas e pessoais. Das tarefas realizadas, destaco a possibilidade de realizar a anamnese, executar o exame objetivo, participar na requisição de exames complementares de diagnóstico e na prescrição terapêutica. Embora a prática clínica realizada não seja autónoma, evidencio uma progressiva aquisição de competências nestes domínios.

A presença no AP decorreu por períodos contínuos entre 6h e 12h semanais, maioritariamente no Serviço de Observação (SO). Destaco a importância da presença na Urgência durante o estágio de Medicina, uma vez que é a oportunidade ideal para ter contacto com patologias diversas, de todas as

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faixas etárias, seja em contexto inaugural ou em contexto de descompensação de doença crónica já conhecida. O treino da observação clínica e discriminação relativamente rápida entre situações graves e não graves é também fundamental em contexto de primeiro atendimento ao doente adulto que se apresenta em situação urgente.

Durante o estágio de Medicina Interna realizei a apresentação de um caso clínico e revisão teórica durante a sessão clínica quinzenal: ‘Leucemia aguda: um caso de difícil diagnóstico’. Participei ainda no Workshop ‘Alterações do equilíbrio ácido-base’ (Anexo IV).

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IRURGIA

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ERAL

As atividades relativas ao Estágio em Cirurgia Geral decorreram em ensino remoto, de acordo com o plano de contingência em vigor, adoptado devido à pandemia COVID-19. Estas medidas vieram impossibilitar a presença física e a permanência nos serviços hospitalares. O estágio foi orientado pelo Dr. Ricardo Girão, tendo reunido presencialmente no Hospital CUF Infante Santo (HCIS) para recolha de dados clínicos e realização de um trabalho (caso clínico sobre tumor miofibroblástico do cego), apresentado aos restantes colegas no mini-congresso de Cirurgia.

Uma vez que o estágio permaneceu suspenso durante a quase totalidade do período lectivo, utilizei este tempo para estudar e aprofundar conhecimentos acerca das patologias cirúrgicas mais frequentes. Para tal, utilizei as plataformas UpToDate e GIBLIB.

III. E

LEMENTOS

V

ALORATIVOS

Relativamente à formação prévia, concluí o Mestrado Integrado em Engenharia Biomédica e Biofísica pela Universidade de Lisboa em 2013 (Anexo V). Em simultâneo com a frequência do MIM, realizei o Doutoramento em Bioengenharia: Terapias Celulares e Medicina Regenerativa, enquadrado num Programa Doutoral partilhado pelo Instituto Superior Técnico, ITQB-UNL, CEDOC e Instituto de Medicina Molecular, prestando provas públicas durante o 5º. ano do MIM (Outubro de 2018) (Anexo VI). Publiquei ainda alguns artigos durante este percurso (Anexo VII).

Em 2018 realizei um estágio ao abrigo do programa ‘Curtos Estágios Médicos em Férias’ (CEMEF) em Anestesiologia no Hospital da Horta, com duração quinzenal (Anexo VIII). Devido ao meu interesse nesta especialidade, realizei um estágio extracurricular adicional em 2019, de duração mensal, no Serviço de Anestesiologia do Hospital Lusíadas Lisboa (Anexo IX).

Considero a formação académica prévia útil ao longo do percurso aqui descrito, nomeadamente a nível da optimização do método de estudo, da capacidade de gestão de tempo e das competências comunicativas desenvolvidas.

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IV. R

EFLEXÃO

C

RÍTICA

Ao longo das próximas linhas tentarei realizar uma pequena reflexão crítica, sustentada no crescimento pessoal, académico e profissional adquirido nos últimos meses. Esta reflexão é realizada com a humildade adequada ao que foi feito durante o Estágio Profissionalizante, mas ainda mais importante, ao que não foi possível atingir.

De acordo com o descrito no documento ‘O Licenciado Médico em Portugal’, deverei ser capaz de identificar as minhas próprias necessidades de aprendizagem e assumir a responsabilidade pela formação contínua, de forma a compreender os meus pontos fortes, vulnerabilidades e áreas que necessitam ser aperfeiçoadas. Uma vez concluída a aquisição dos conhecimentos teóricos, nos anos anteriores, concretizo como prioridade para a atual fase da minha formação médica a máxima exposição a utentes e doentes de diversas faixas etárias e com patologia diversa, objetivo que assumo globalmente cumprido durante este Estágio Profissionalizante, com excepção do Estágio Parcelar em Cirurgia. Os objetivos definidos para este não foram minimamente cumpridos, uma vez que nada substitui o contacto direto com o doente e com as equipas clínicas. Assumo essa lacuna importante na minha formação médica pré-graduada, que espero vir a colmatar com ações de formação futuras. A formação deve ser privilegiada de forma contínua, ao longo da vida profissional, e essa procura de conhecimentos e formação deve acompanhar o Médico durante todo o seu percurso assistencial.

Em termos de crescimento pessoal, destaco o papel dos Estágios Parcelares em MGF e Saúde Mental, que me permitiram observar e aprender a gerir situações delicadas, com doentes de difícil relacionamento e que recusam tratamento. Estas situações requerem uma abordagem cuidadosa, de forma a optimizar a relação médico-doente adequada, tentando maximizar a adesão à terapêutica e, consequentemente, o prognóstico.

Como aspecto menos positivo, refiro o carácter mais observacional da actividade desenvolvida no Estágio Parcelar em Pediatria, que poderá ser explicado pelos constrangimentos inerentes a esta especialidade, numa unidade hospitalar privada. No entanto, em todos os Estágios foi-me dada a possibilidade, sempre de forma tutelada e supervisionada, de realizar procedimentos práticos importantes para a aquisição de competências adequadas ao nível de formação pretendido, para um recém-licenciado em Medicina.

Considerando os objetivos específicos relativos a cada Estágio Parcelar, assumo globalmente o seu cumprimento. Considero ainda ter existido um adequado equilíbrio entre a vertente teórica e a componente prática ao longo dos últimos anos, esperando agora aplicar e utilizar da melhor forma possível todos estes conhecimentos, sempre ao serviço e no melhor interesse dos Doentes.

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V. A

NEXOS

Anexo I - Cronograma geral do Estágio Profissionalizante

Anexo II - Trabalhos realizados durante os Estágios Parcelares

Estágio Parcelar Datas Instituição Tutor

Medicina Geral e Familiar 09/09/2019-04/10/2019 USF Pragal Drª. Ana Valério

Pediatria 07/10/2019-31/10/2019 Hospital CUF Descobertas Drª. Cláudia Cristóvão

Ginecologia e Obstetrícia 04/11/2019-29/11/2019 Hospital CUF Descobertas Prof. Drª. Ana Domingues

Saúde Mental 02/12/2019-10/01/2020 Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa Dr. Pedro Rodrigues

Medicina Interna 20/01/2020-13/03/2020 Hospital CUF Descobertas Drª. Inna Kozyar

Cirurgia Geral 08/06/2020-19/06/2020 Hospital CUF Infante Santo Dr. Ricardo Girão

Estágio Parcelar Trabalho

Pediatria ‘Diagnóstico diferencial e tratamento da claudicação da marcha em idade pediátrica’

Ginecologia e Obstetrícia ‘Preterm birth phenotypes in women with autoimmune rheumatic diseases: a

population-based cohort study’

Medicina Interna ‘Leucemia aguda: um caso de difícil diagnóstico’

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Anexo III - Certificado de participação nas II Jornadas Saúde a Sul

Participação em Formação Contínua

Certificado

Certifica-se que Tiago João Ferro, titular do Cartão de Cidadão com o nº de identificação 13743678, frequentou o seguinte curso de formação contínua:

II Jornadas Saúde a Sul - INOVAÇÃO EM SAÚDE

que decorreu a 20 de Setembro de 2019, com a duração de 9 horas, no seguinte local: Tenda Panorâmica do Cristo Rei

Carnaxide, 20 de Setembro de 2019

Cláudia Silveira

Código de Certificado: C-5d78dcdf2c2b5 Av. do Forte, nº3 – Edifício Suécia III, Piso 2 - Carnaxide

academiacuf.up.events

Comprovativo de Emissão de Certificado Electrónico

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Anexo VII - Lista de publicações realizadas durante a frequência do MIM

[1] Silva, M., Silva, Z., Marques, G., Ferro, T., Gonçalves, M., Monteiro, M., van Vliet, S. J., Mohr, E., Lino, A. C., Fernandes, A. R., Lima, F. A., van Kooyk, Y., Matos, T., Tadokoro, C. E., & Videira, P. A. (2016). Sialic acid removal from dendritic cells improves antigen cross-presentation and boosts anti-tumor immune responses. Oncotarget, 7(27), 41053–41066. https://doi.org/10.18632/oncotarget.9419 [2] Monticelli, M., Ferro, T., Jaeken, J., Dos Reis Ferreira, V., & Videira, P. A. (2016). Immunological

aspects of congenital disorders of glycosylation (CDG): a review. Journal of inherited metabolic

disease, 39(6), 765–780. https://doi.org/10.1007/s10545-016-9954-9

[3] Ferro, T., Santhagunam, A., Madeira, C., Salgueiro, J. B., da Silva, C. L., & Cabral, J. (2019). Successful isolation and ex vivo expansion of human mesenchymal stem/stromal cells obtained from different synovial tissue-derived (biopsy) samples. Journal of cellular physiology, 234(4), 3973–3984. https://doi.org/10.1002/jcp.27202

[4] Pascoal, C., Francisco, R., Ferro, T., Dos Reis Ferreira, V., Jaeken, J., & Videira, P. A. (2020). CDG and immune response: From bedside to bench and back. Journal of inherited metabolic disease, 43(1), 90–124. https://doi.org/10.1002/jimd.12126

[5] Ferro, T., Silva, Z., Almeida, D., Soares, H., Ferreira, J. A., Deschepper, F. M., Hensbergen, P. J., Pirro, M., van Vliet, S. J., Springer, S., & Videira, P. A. (2020). MHC Class I Stability is Modulated by Cell Surface Sialylation in Human Dendritic Cells. Pharmaceutics, 12(3), 249.

https://doi.org/10.3390/pharmaceutics12030249

[6] Ferro, T., Filipe, J., Costa, C., Leite, V. & Cunha, F. (2020). Ectopic ACTH-producing thymic carcinoid tumor: case report [submetido].

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Anexo VIII - Certificado de participação CEMEF - Anestesiologia

Código de Certificado / Certificate PIN Ȗ ȝ Ÿ Í Ȝ i Pesquisar na base de dados pública em http://151.236.60.17/certificados

Emitido por

Issued by N!Lɏ÷÷ä¡Â“¤œäN“¡ÂäܓÓ§®!÷ÿą§“Üÿ®÷§®L®§Â¡Âܓ+“¡ąÓ§“§®§®L®§Â¡Âܓ§“wÜÂĐ®ó÷§“§®§äaäóÿä ӓڮ§“aóä¸Ƚ2®óܖÜÂLäÜÿ®Âóäȷ

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Identificação

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Atividade com participação certificada

Certified Activity

CEMEFs - Curtos Estágios Médicos em Férias

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Other Activities e®“ÓÂĜäąä÷®ą®÷ÿ”ºÂäÜäi®óФ䧮ܮ÷ÿ®÷ÂäÓäºÂ“§ä2ä÷ïÂÿ“Ó§“2äóÿ“ȷ!a!®ÚȗȕȖȝȷÂÜÿ®ºó“§äÜä÷!÷ÿ”ºÂä÷N“¡ÂäܓÂ÷®Ú+¯ó“÷ȷäóº“ÜÂĜ“§ä÷ï®Ó“N!LȽ

Comprovativo de Emissão de Certificado Electrónico

Electronic Certificate of Participation Issuance Receipt

Decreto-Lei n.o 290-D/99, de 2/08 (com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.o 62/2003, de 3/04- Directiva 1999/93/CE)

Portuguese Law-decrees 290-D/99 and 62/2003 – European Union Directive 1999/93/CE

Documento Processado por Computador. A emissão do certificado electrónico não carece de assinatura. Este documento é válido desde que a informação nele contida seja coincidente com a apresentada na Base de dados Pública (identificação do aluno, Atividade com Participação Certificada e a Data da Actividade).

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