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C O L E C Ç Ã O T E S E S / 11

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Academic year: 2021

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D A T R A M A D A S M I N H A S M E M Ó R I A S

O F I O Q U E T E C E A D E P R E S S Ã O :

E S Q U E C I M E N T O D I R I G I D O E

(4)

Dissertação de Doutoramento em Psicologia, na especialidade de Psicologia Clínica sob orientação do Prof. Doutor Paulo P.P. Machado apresentada à Universidade do Minho em 2002.

Esta investigação foi apoiada por uma bolsa PRAXIS XXI da Fundação para a Ciência e Tecnologia

TÍTULO: DA TRAMA DAS MINHAS MEMÓRIAS O FIO QUE TECE A DEPRESSÃO: ESQUECIMENTO DIRIGIDO E MEMÓRIA AUTOBIOGRÁFICA NA DEPRESSÃO MAJOR

AUTOR: VICTOR CLAUDIO

ã INSTITUTO SUPERIOR DE PSICOLOGIA APLICADA RUA JARDIM DO TABACO, 34, 1149-041 LISBOA

TELEFONE: 21 881 17 30 / FAX: 21 886 09 54 1.ª EDIÇÃO: ABRIL DE 2004

CONCEPÇÃO GRÁFICA: INSTITUTO SUPERIOR DE PSICOLOGIA APLICADA NA CAPA GRAVURA DE MATHIAS CORENTER, SÉC. XVIII, PHILADELPHIE, MUSEU DAS ARTES

COMPOSIÇÃO: INSTITUTO SUPERIOR DE PSICOLOGIA APLICADA IMPRESSÃO E ACABAMENTO: PRINTIPO – INDÚSTRIAS GRÁFICAS, LDA.

DEPÓSITO LEGAL: 192032/03 ISBN: 972-8400-55-1

(5)

Victor Claudio

DA TRAMA DAS MINHAS MEMÓRIAS

O FIO QUE TECE A DEPRESSÃO:

ESQUECIMENTO DIRIGIDO E MEMÓRIA

AUTOBIOGRÁFICA NA DEPRESSÃO MAJOR

I S P A

L i s b o a

(6)

Ao meu filho Rafael

(7)

í n d i c e

Agradecimentos ... 13

Resumo ... 15

Abstract ... 17

INTRODUÇÃO ... 19

PARTE I – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ... 25

Capítulo I – As Emoções ... 27

Breve abordagem da perspectiva de Platão ... 30

A perspectiva de William James ... 34

A perspectiva de Bower ... 35

A perspectiva de Schachter e Singer ... 37

A perspectiva de Mandler ... 38

A perspectiva de Lazarus ... 38

A perspectiva de Oatley e Johnson-Laird ... 41

A perspectiva de Leventhal e Scherer ... 50

A perspectiva de Izard ... 53

A perspectiva de Barnard e Teasdale ... 55

A perspectiva de Power e Dalgleish ... 57

Capítulo II – Depressão: Perspectiva(s) Cognitiva(s) ... 65

O modelo cognitivo da depressão de Beck ... 69

Esquemas ... 71

Os conteúdos dos esquemas na depressão ... 72

A estrutura dos esquemas na depressão ... 78

Esquema do Self na depressão ... 80

O Processamento de Informação ... 83

Modos ... 87

(8)

8

Vulnerabilidade à Depressão ... 89

Estrutura de personalidade e vulnerabilidade ... 89

Esquemas disfuncionais e vulnerabilidade ... 90

A hipótese da activação diferencial ... 93

A hipótese da dependência do humor ... 94

A perspectiva de Power e Dalgleish ... 95

Síntese ... 96

Capítulo III – Memória e Depressão ... 101

A teoria de rede associativa semântica ... 104

O modelo ICS ... 106

O enviesamento mnésico na depressão ... 109

O esquecimento ... 111

As memórias autobiográficas ... 112

A organização das memórias autobiográficas ... 114

A perspectiva de Brewer ... 116

A perspectiva de Neisser ... 118

A perspectiva de Linton ... 119

A perspectiva de Barclay ... 120

As estratégias de evocação das memórias autobiográficas ... 122

As memórias autobiográficas e a depressão ... 128

PARTE II – TRABALHO EXPERIMENTAL ... 131

Introdução ... 133

Capítulo IV – 1º Estudo – Esquecimento Dirigido ... 137

Objectivo ... 139

Método ... 140

Participantes ... 140

Sujeitos com diagnóstico de depressão major ... 140

Sujeitos com diagnóstico de perturbação de pânico ... 142

Sujeitos sem alteração psicopatológica ... 143

Instrumentos ... 144

Tarefa de esquecimento dirigido ... 144

Selecção dos adjectivos utilizados ... 144

Tarefa solicitada aos estudantes que constituíram a amostra ... 144

Análise das respostas dos estudantes ... 145

Adjectivos seleccionados ... 145

Elaboração da tarefa de esquecimento dirigido ... 145

Aplicação da tarefa de esquecimento dirigido ... 145

Instrução para a primeira lista ... 145

Instrução para a segunda lista ... 146

(9)

Instrumentos de avaliação clínica ... 146

Entrevista estruturada ... 147

Escala da depressão de Hamilton ... 147

O inventário da depressão de Beck ... 148

Escala de ansiedade de Hamilton ... 149

Inventário de ansiedade estado e traço (forma y) ... 149

Questionário de esquemas ... 150

Escala de atitudes disfuncionais ... 151

Sub-teste verbal da escala de Wechsler para adultos ... 152

Procedimento ... 152

Aplicação para treino e correcção ... 152

Ordenamento de apresentação do protocolo de investigação ... 153

Follow-up ... 154

Análise dos resultados ... 154

Análise dos resultados no sub-teste de Vocabulário da WAIS ... 155

Análise dos resultados obtidos nas escalas clínicas ... 156

Escala de Hamilton para a depressão ... 156

Inventário da depressão de Beck ... 157

Escala de Hamilton para a ansiedade ... 158

STAI estado e traço ... 159

Questionário de esquemas ... 161

Escala de atitudes disfuncionais ... 163

Discussão ... 165

Síntese ... 175

Análise dos resultados da tarefa de esquecimento dirigido ... 176

Total de palavras evocadas ... 178

Palavras positivas evocadas ... 179

Palavras negativas evocadas ... 180

Relação entre as palavras positivas e negativas evocadas ... 181

Análise das palavras evocadas levando em conta o efeito de primazia e recência ... 181

Relação entre as palavras evocadas e a auto caracterização ... 183

Relação das palavras evocadas com o nível de habilitações literárias ... 188

Relação das palavras evocadas e o sub-teste de Vocabulário ... 189

Relação das palavras evocadas com as escalas clínicas ... 189

Relação entre as medidas de depressão e as palavras evocadas ... 189

Relação entre as medidas de ansiedade e as palavras evocadas ... 191

Relação entre o questionário de esquemas e as palavras evocadas ... 191

Relação entre a escala de atitudes disfuncionais e as palavras evocadas ... 193

Discussão e Síntese ... 193

Capítulo V – 2º Estudo – Memória Autobiográfica ... 203

Objectivo ... 205

Método ... 206

(10)

10

Participantes ... 206

Sujeitos com diagnóstico de depressão major ... 206

Sujeitos com diagnóstico de perturbação de pânico ... 207

Sujeitos sem alteração psicopatológica ... 209

Instrumentos ... 210

Tarefa de memória autobiográfica ... 210

Selecção dos substantivos utilizados ... 210

Tarefa solicitada aos estudantes que constituíram a amostra ... 210

Análise das respostas dos estudantes ... 210

Substantivos seleccionados ... 210

Elaboração da tarefa de memória autobiográfica ... 211

Aplicação da tarefa de memória autobiográfica ... 211

Instrução ... 211

Apresentação dos substantivos ... 212

Instrumentos de avaliação clínica ... 212

Entrevista estruturada ... 212

Escala da depressão de Hamilton ... 212

Inventário da depressão de Beck ... 212

Escala de ansiedade de Hamilton ... 213

Inventário de ansiedade estado e traço (forma y) ... 213

Questionário de esquemas ... 213

Escala de atitudes disfuncionais ... 213

Sub-teste verbal da escala de Wechsler para adultos ... 213

Procedimento ... 213

Aplicação para treino e correcção ... 213

Ordenamento de apresentação do protocolo de investigação ... 213

Follow-up ... 213

Análise dos resultados ... 214

Análise dos resultados no sub-teste de Vocabulário da WAIS ... 215

Análise dos resultados obtidos nas escalas clínicas ... 216

Escala de Hamilton para a depressão e ansiedade ... 216

Inventário da depressão de Beck ... 217

STAI estado e traço ... 218

Questionário de esquemas ... 220

Escala de atitudes disfuncionais (DAS) ... 221

Discussão ... 228

Síntese ... 228

Análise dos resultados da tarefa de memória autobiográfica ... 229

Análise da relação do total de acontecimentos evocados com as palavras estímulo ... 235

Análise da relação entre o tempo de latência e as palavras estímulo ... 240

Análise do total de acontecimentos evocados ... 241

Análise das valências dos acontecimentos evocados ... 242

Análise dos acontecimentos evocados por agrupamento de palavras em valências ... 242

Palavras negativas ... 243

(11)

Palavras neutras ... 243

Tempo de latência das palavras negativas ... 243

Tempo de latência das palavras positivas ... 244

Tempo de latência das palavras neutras ... 244

Data dos acontecimentos evocados ... 244

Análise de categorias dos acontecimentos evocados em cada uma das palavras estímulo ... 244

Análise dos “não-acontecimentos” evocados nas palavras estímulo ... 247

Relação entre os resultados obtidos nos diferentes factores de análise da tarefa de memória autobiográfica e nas escalas clínicas ... 249

Análise das correlações nas duas avaliações dos sujeitos deprimidos ... 249

Análise das correlações nos sujeitos deprimidos ... 252

Análise das correlações nos sujeitos com perturbação de pânico ... 254

Análise das correlações nos sujeitos sem alteração psicopatológica ... 255

Análise das correlações entre os acontecimentos evocados por palavra estímulo e as escalas clínicas utilizadas ... 256

Nas duas avaliações dos sujeitos deprimidos ... 256

Nos sujeitos deprimidos ... 260

Nos sujeitos com perturbação de pânico ... 263

Nos sujeitos sem alteração psicopatológica ... 264

Discussão e Síntese ... 265

Na análise por palavras ... 268

Na análise por acontecimentos ... 268

Análise por valência de palavras ... 268

Sujeitos deprimidos ... 276

Sujeitos com perturbação de pânico ... 277

Sujeitos sem alteração psicopatológica ... 277

1ª avaliação dos sujeitos deprimidos ... 278

2ª avaliação dos sujeitos deprimidos ... 278

Capítulo VI – Relação entre os resultados da tarefa de esquecimento dirigido e Capítulo VI – da tarefa de memória autobiográfica ... 281

Análise dos resultados nas duas avaliações dos sujeitos deprimidos ... 283

Análise dos resultados nos sujeitos com perturbação de pânico ... 285

Análise dos resultados nos sujeitos sem alteração psicopatológica ... 286

Capítulo VII – Conclusões ... 287

Referências Bibliográficas ... 293

(12)

13

A G R A D E C I M E N T O S

Sem os muitos cúmplices que de diferentes formas me apoiaram, este

trabalho não teria deixado de ser um projecto. A todos quero agradecer. Em

particular agradeço:

Ao Prof. Doutor Paulo Machado pela disponibilidade e gratificante

orientação, boas ideias e sugestões.

Ao Prof. Doutor Mick Power pela sua co-orientação e pelas óptimas trocas de

ideias em Edimburgo.

À Dra. Júlia Vasconcelos, pela presença no júri de categorias e acima de tudo

pela revisão exaustiva e “compulsiva” deste trabalho.

À Dra. Maria Mateus pelo seu apoio, pela colaboração na recolha da amostra,

pela presença no júri de categorias e pela sua disponibilidade para discutir

aspectos do trabalho.

Às Prof. Doutoras Maria Luisa Figueira, Silvia Ouakinin e Purificação Horta,

pelo apoio na disponibilização de pessoas para a amostra.

À Mestre Nelia Rebelo da Silva pelo seu apoio na disponibilização de

pessoas para a amostra e pelas óptimas ideias na estatística.

À Dra. Paula Sousa por toda a colaboração, apoio e motivação.

À Dra. Paula Jordão pelo apoio na área da Filosofia.

À Dra. Joana Rosa pelo seu apoio na disponibilização de pessoas para a

amostra.

Ao Gabinete de Estatística do ISPA, na pessoa do Prof. Doutor João Maroco,

pelas inúmeras e frutíferas reuniões.

À Dra. Florbela Baptista pela sua presença no júri de categorias.

Ao Prof. Doutor Oscar Gonçalves pelo seu apoio a este projecto.

(13)

14

A todas as pessoas que se disponibilizaram a integrar a amostra.

Aos meus amigos Luís Firmino, Vítor Oliveira, Rafael Trujillo pelo apoio e

motivação nos momentos mais difíceis.

Aos meus alunos e colegas pelo seu apoio e motivação.

Ao Rafael um grande agradecimento pela paciência infinita de esperar pelo

fim deste trabalho, para de novo ter pai a tempo inteiro.

(14)

15

R E S U M O

Neste trabalho tivemos como objectivo estudar a relação entre o

processamento e evocação da informação e a depressão major.

Abordámos numa perspectiva cognitiva as emoções, a depressão e as

características mnésicas desta.

Efectuamos dois estudos, em que comparámos três grupos, sujeitos com

depressão major, sujeitos com perturbação de pânico e sujeitos sem alteração

psicopatológica. Em ambos os estudos trinta sujeitos com depressão major foram

avaliados em dois momentos com um intervalo de três meses. Para a avaliação

clínica utilizámos duas escalas de hetero-avaliação e quatro instrumentos de

auto-avaliaç ão. Controlámos também o nível de conhecimento de vocabulário.

No primeiro estudo comparámos as respostas a uma tarefa de esquecimento

dirigido, em trinta sujeitos deprimidos, quinze sujeitos pânico e trinta sujeitos sem

alteração psicopatalogica.

No segundo estudo utilizámos uma tarefa de memória autobiográfica que

aplicámos a quarenta e dois sujeitos deprimidos, vinte e oito sujeitos pânico e

cinquenta e um sujeitos sem alteração psicopatológica.

Com base nos resultados de ambos os estudos, concluímos que existe nos

sujeitos deprimidos um enviesamento negativo e a perda de um enviesamento

positivo, que se observava nos outros dois grupos. Os sujeitos deprimidos, com

severidade elevada, apresentavam um processamento e evocação de informação

preferencialmente com valência negativa. Associamos este facto à existência de

conteúdos negativos dos esquemas do self e ao processamento e evocação de

informação concordante com esses conteúdos. Assim, nos sujeitos deprimidos não

se registava o papel regulador do self sobre os efeitos do processamento e

evocação da informação negativa. Este aspecto reforça a existência de um self

ambivalente.

(15)

16

Consideramos com base nos nossos resultados, que evidenciaram diferenças

no processamento e evocação da informação em função da severidade da

depressão, que a génese e manutenção da depressão estão mais relacionadas com

os processos de codificação e evocação de informação, dirigidos pelos esquemas

negativos do self, do que com os pensamentos negativos.

(16)

17

A B S T R A C T

The objective of this study is to assess the relationship between the

information processing and recall and the major depression.

The approach used, based on a cognitive perspective, relates emotions,

depression and its memory characteristics.

The two studies conducted compare three groups: subjects with major

depression, subjects with panic disorder and subjects with psychopathological

disorder.

In these studies, thirty major depression subjects were evaluated at two

moments, with a three months interval.

For the clinical evaluation two scales of hetero-evaluation were used and also

applying four self-evaluation instruments. The level of vocabulary knowledge was

also controlled.

In the first study we compared the response to a directed forgetting task in

thirty major depressed subjects, fifteen panic subjects and thirty subjects without

psychopathological disorder.

In the second study we used an autobiographical memory task applied to

forty-two major depressed subjects, twenty-height panic subjects and fifty-one

subjects without psychopathological disorder.

Based on the results of these studies we concluded that negative biases exist

in depressed subjects, and they also show a loss of positive bias, observed in the

other two groups. The depressed subjects, presented a preferential highly severe

processing and recall of negative information. We associate this fact with the

existence of negative contents of the self-schemas agreeing with the processing

and recall of information within these contents. Thus, in the depressed subjects the

self didn't execute the regulation role in the processing and recall of negative

information. This fact supports the existence of an ambivalent self.

(17)

18

We considered, on the basis of the results, the evidence of differences in the

processing and evocation of information in function of the depression severity,

that started and maintained depression are more related with the codification and

evocation processes, directed by the negative self-schemas, than the negative

thoughts.

(18)

Referências

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