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1. ENQUADRAMENTO MACRO ECONÓMICO 2
2. MERCADOS FINANCEIROS 3
3. A EVOLUÇÃO DO MERCADO DE FIM EM PORTUGAL 5
4. RELATÓRIO DE GESTÃO 6
5. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 7
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C CoonnjjuunnttuurraaIInntteerrnnaacciioonnaallOs indicadores económicos publicados no primeiro semestre permitiram manter um razoável optimismo em torno do desempenho das principais economias mundiais. A par dos dados positivos, subsistiram contudo, diversos riscos e receios: a situação geo-política no Médio Oriente, que continuou a mostrar uma deterioração registando-se mesmo um aumento dos atentados terroristas naquela região do globo; bem como a subida do preço do petróleo; o receio de subida das taxas de juro por parte da Reserva Federal americana, como resposta à recuperação do mercado de trabalho nos EUA e números da inflação mais fortes que o esperado.
Nos EUA, o semestre foi marcado pela sustentabilidade em alta dos indicadores económicos avançados, que permitiram antever um período de crescimento económico positivo no segundo semestre. O mercado de trabalho registou uma melhoria e a partir d e Abril passou a revelar um aumento do número de postos de trabalho. Em simultâneo, as pressões inflacionistas e subida de taxas contribuíram para que os receios dos investidores permanecessem elevados, a par de indicadores económicos positivos.
Na União Económica e Monetária, a confirmação de que o crescimento económico no 1º trimestre foi o mais forte desde 2001 e a melhoria dos indicadores de confiança dos industriais contribuíram para uma ligeira recuperação do optimismo dos investidores. Os indicadores ligados ao Consumo continuaram a revelar-se negativos, a par com a ausência de recuperação do mercado de trabalho. A taxa de inflação que no primeiro trimestre havia descido para um crescimento homólogo abaixo dos 2.0% apresentou na segunda parte do semes tre um retorno a variações acima do target de 2.0%, influenciada pela componente energética e pela actualização de alguns bens e serviços em alguns Estado Membros. O Banco Central Europeu continuou a sugerir que o cenário de taxas de juro inalteradas até ao resto do ano será provavelmente o mais correcto de assumir.
A economia da Grã-Bretanha continuou, por seu lado, a mostrar um elevado crescimento da actividade económica, pelo que o Banco de Inglaterra decretou três subidas das taxas de juro directoras de 25 bp em cada Comité (passando a situar-se nos 4,50%) apesar da inflação continuar abaixo do valor-objectivo de 2.00%.
No Japão, o desempenho económico continuou a ser positivo. O crescimento do Produto no primeiro trimestre manteve -se acima dos 6.0% pelo segundo trimestre consecutivo, o que corresponde ao melhor momento económico desde o final da década de ’80. Os indicadores de confiança dos industriais de
manufacturing e de services registaram novos ganhos. O crescimento homólogo dos preços continuou
negativo, o que significa que se manteve ainda no primeiro semestre de 2004 o cenário de deflação.
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CoonnjjuunnttuurraaNNaacciioonnaall
A economia portuguesa, que nos anos mais recentes tem registado um dos comportamentos mais negativos da União Económica e Monetária, mostrou sinais de recuperação no primeiro semestre. O Consumo privado e FBCF constituíram os itens que revelaram maior recuperação. Estes factores de correcção tiveram naturalmente efeitos significativos positivos sobre a procura interna que em 2003 desceu 2.8%. Assim, os indicadores de confiança do consumidor e do produtor, mostraram uma trajectória positiva durante todo o primeiro semestre, em linha com a dinâmica de recuperação da procura externa.
Em Maio, a divulgação oficial do défice público em percentagem do GDP relativamente a 2003 permitiu confirmar as estimativas mais optimistas do Governo no que respeita a este assunto. Como resultado, o Conselho de Ministros das Finanças da UE removeu Portugal da lista de sanções aplicáveis aos Estados Membros que excedem o limite de 3.0% do défice. O processo de ajustamento e de correcção de alguns desequilíbrios, nomeadamente o do défice orçamental, e da redução das necessidades de financiamento do sector privado face ao exterior, tiveram naturalmente outras consequências, como seja a confirmação de um crescimento real negativo no ano passado.
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M MeerrccaaddooMMoonneettáárriiooAs taxas de juro do mercado monetário revelaram durante o primeiro semestre do ano dois momentos distintos. Depois de durante o prim eiro trimestre permaneceram em queda em todas as maturidades, registou-se no segundo trimestre de 2004 uma inversão das taxas, passando estas a mostrar uma tendência de subida. As taxas de seis e doze meses, em particular, encerraram o semestre aos níveis de Novembro de 2003, como reflexo da percepção por parte dos investidores europeus de que o mercado de trabalho nos EUA está de facto em recuperação e que, por isso, o FED estaria agora mais perto de uma subida de taxas de juro directoras.
No primeiro semestre de 2004, a taxa Euribor a 6 meses cresceu 0,03% para 2.23% e a taxa de juro a 12 meses aumentou 13 pontos base para 2.46%.
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MeerrccaaddooOObbrriiggaacciioonniissttaa
À semelhança do mercado monetário, as taxas de juro do mercado obrigacionista apresentaram durante o primeiro semestre do ano dois momentos distintos. Durante a primeira metade de semestre as taxas registaram uma descida, encerrando nos níveis mais baixos desde meados de 2003; a forte recuperação dos indicadores de mercado de trabalho americanos a partir de Abril condicionou fortemente o comportamento do mercado obrigacionista a partir daí. Assistiu-se então a um aumento de taxas de juro durante grande parte do segundo trimestre. Os receios de natureza geo-políticas sentidos contribuíram para alguma invers ão das taxas somente no final de Junho. Apesar da volatilidade, para o semestre como um todo a taxa a dez anos nos EUA conheceu um aumento de 34bp, de 4.24% para 4.58%.
Yields das Obrigações em 30/6/2004
1,0% 1,5% 2,0% 2,5% 3,0% 3,5% 4,0% 4,5% 5,0% 5,5% 3M 6M 1Y 2Y 3Y 5Y 10Y 30Y EUA EUROPA
Um comportamento idêntico foi apresentado pelas taxas a dez anos na Europa, embora estas tenham apresentado, na subida, uma menor magnitude, somente 3bp, de 4.29% para 4.32%.
O diferencial de taxas de juro entre os dois blocos económicos USA/EU passou desta forma de um diferencial negativo de –0,43% no final de 2003, para um diferencial positivo de +0,26% em Junho.
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MeerrccaaddooAAcccciioonniissttaa
Durante o primeiro semestre do ano, o mercado accionista europeu foi marcado pelo aumento da volatilidade, transaccionando num estreito intervalo de variação, ao contrário do cenário de contínua recuperação evidenciado até final de 2003.
Apesar da presença de bons fundamentais económicos e crescimento de resultados, o mercado foi condicionado pelas tensões geopolíticas no Médio Oriente, pelas expectativas negativas em torno do preço do petróleo e das tensões inflacionistas, pelo receio de subidas das taxas directoras nos EUA e de um possível abrandamento das economias asiáticas, nomeadamente da economia chinesa.
Variações dos principais índices bolsistas no primeiro semestre de 2004 -0,3% -0,2% 2,2% 4,4% 4,9% 6,0% 9,5% 11,1% -2% 0% 2% 4% 6% 8% 10% 12% CAC 40 PSI 20 Nikkey Mibtel IBEX FT 100 Dow Jones Dax
A performance sectorial mostrou, claramente, um perfil defensivo, isto é, os investidores procuraram essencialmente as acções relativas a sectores defensivos. Os sectores com desempenho mais positivo corresponderam a Retail (16.5%), logo seguido do sector de Utility (12.41%%) e Food & Baverage (12.02%). Os sectores com desempenho mais negativo corresponderam aqueles com beta mais elevado, nomeadamente Telecom (-0.3%), logo seguido dos sectores de Bank (0.49%) e Basic Materials (0.8%). No índice MSCI15, os países que apresentaram maiores valorizações no trimestre corresponderam à Áustria (27.7%), logo seguido da Noruega (18.92%) e Dinamarca (13.47%). A Finlândia foi o único país que registou uma variação negativa (-19.05%). O índice como um todo apresentou uma valorização de 2.89%.
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MeerrccaaddooCCaammbbiiaall
O primeiro semestre de 2004 ficará marcado, acima de tudo, por uma estabilização das principais divisas mundiais face ao dólar. Ainda assim, é possível distinguir dois momentos distintos no semestre. Durante o primeiro trimestre o câmbio EUR/USD permaneceu numa tendência de queda. No segundo trimestre, e como consequência do acréscimo dos receios de novos atentados terroristas e dos problemas geo-políticos no Médio Oriente, a moeda única europeia iniciou uma nova fase de apreciação. O semestre encerrou com uma ligeira depreciação de 2.77%, do euro contra o dólar. Comportamento menos estável foi apresentado pela moeda japonesa, a qual foi transaccionada num intervalo de negociação compreendido entre os 105 a 115 ienes/dólar. A moeda nipónica encerraria o semestre a mostrar uma depreciação de 1.23%, tendo a cotação assim definida subido de 107.4 para 108.7.
O comportamento da libra estrelina merece igualmente destaque no primeiro semestre. A par do euro, o respectivo câmbio versus o dólar foi igualmente marcado por uma maior estabilidade quando comparada com os trimestres anteriores. A libra encerrou os primeiros seis meses do ano a revelar uma ligeira apreciação, de 2.1%, de 1.78 para 1.82 dólares por libra.
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No primeiro semestre de 2004 o mercado dos Fundos de Investimento Mobiliário português voltou a registar uma variação positiva. O montante de activos geridos pelo conjunto das Sociedades Gestoras de Fundos de Investimento Mobiliário portuguesas aumentou para 23.442 milhões de euros durante os primeiros seis meses do ano, o que correspondeu a um crescimento de 2,6% relativamente ao final de 2003.
Os Fundos de Obrigações constituíram a categoria de fundos que maior contributo deu ao aumento do montante gerido pelas SGFIM portuguesas em 2003, registando um crescimento de 452 milhões de euros. Em segundo lugar, situaram -se os Fundos de Acções Nacionais e os Fundos Especiais de Investimento com aumentos de 86 e 100 milhões de euros, respectivamente.
0 € 5.000 € 10.000 € 15.000 € 20.000 € 25.000 € Milhoes de euros 1999 2000 2001 2002 2003 2004-1º
FUNDOS GERIDOS PELAS SGFIM's PORTUGUESAS
Especiais Invest. A. Internacionais Capital Garantido Acções Nacionais Fundos de Fundos Mistos Obrigações Tesouraria
Ao longo do semestre foram lançados 13 novos fundos e extintos 5, pelo que o total de fundos de investimento mobiliário portugueses subiu para 223.
No 2.º trimestre de 2004 não se registaram alterações ao número de fundos estrangeiros comercializados em Portugal (46) nem ao número de entidades comercializadoras (9); o montante global sob gestão atingiu 329,4 milhões de Euro.
No final de Junho de 2004, as cinco maiores sociedades gestoras de Fundos Mobiliários portuguesas detinham uma quota de 89% do mercado de fundos geridos em Portugal. A CAIXAGEST – Técnicas de Gestão de Fundos SA, em particular, registou uma ligeira perda da sua quota de mercado de 19,8% para 19,0%.
No plano legal, a aprovação do Decreto -Lei 252/2003, de 17 de Outubro, transpondo para o ordenamento jurídico português a Directiva Comunitária referente aos “OICVM - Organismos de Investimento Colectivo de Valores Mobiliários”, irá condicionar o mercado dos fundos de investimento nos próximos anos. O âmbito de actuação das Sociedades Gestoras de FIM é alargado à gestão discricionária, consultoria de investim entos e à gestão de fundos imobiliários; e a comercialização transfronteiriça dos Fundos “harmonizados” em qualquer país da União Europeia é facilitada. Na sequência deste diploma, as carteiras sob gestão e aconselhamento da Caixa Gestão de Patrimónios S.A. foram transferidas para a Caixagest, em 31 de Março.
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C CaarraacctteerriizzaaççããooddooFFuunnddooO Fundo CAIXAGEST OBRIGAÇÕES EURO, lançado em 15 de Novembro de 1993, constituído como Fundo Aberto de Obrigações Taxa Fixa Euro, tem como entidade depositária a Caixa Geral de Depósitos e é comercializado pela CGD, pelo ActivoBank (Portugal) SA e pelo BEST – Banco Electrónico de Serviço Total S.A. Em 1 de Julho de 2002 incorporou o Fundo Caixagest Taxa Fixa. Sendo um fundo de obrigações de taxa fixa euro, o seu património é composto predominantemente por títulos representativos de dívida com taxa de juro fixa, denominados em euros e emitidos por entidades públicas ou privadas, sedeadas, essencialmente na União Europeia.
O CAIXAGEST OBRIGAÇÕES EURO encontra-se vocacionado para aplicações de médio/longo prazo , com valor mínimo de 1.000 € e com capitalização dos rendimentos gerados.
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EssttrraattééggiiaaddeeIInnvveessttiimmeennttoo
O primeiro semestre de 2004 pode caracterizar-se em dois períodos relativamente distintos.
Assim, até meados do mês de Março, e apesar do cenário de fundo de recuperação económica global gradual, e da expectativa de subida das taxas por parte dos Bancos Centrais, os dados relativos ao mercado de trabalho nos EUA continuaram a desapontar, e deste modo a condicionar a subida das taxas longas e a gerar incertezas junto dos investidores quanto à altura exacta do inicio do ciclo de subida das taxas directoras americanas. No segundo trimestre, a melhoria de tais indicadores de emprego, associada às expectativas de subida de inflação e à confirmação do crescimento económico, geraram uma subida das taxas de juro de longo prazo nos EUA e na Zona Euro.
À imagem do que se passara durante o ano de 2003, o cenário de recuperação económica global gradual, e de início de um ciclo de subida de taxas por parte dos Bancos Centrais durante o presente ano, levou a equipa de gestão à redução da maturidade dos activos que compõem a carteira, por forma a minimizar o impacto na rendibilidade do fundo, dada a sua sensibilidade à subida das taxas de juro de longo prazo. Em simultâneo, o nível de risco de crédito manteve-se a um nível muito reduzido, com os investimentos orientados para dívida soberana dos países da zona Euro.
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Avvaalliiaaççããooddooddeesseemmppeennhhoo
No final de Junho de 2004, o Fundo CAIXAGEST OBRIGAÇÕES EURO registava uma rendibilidade líquida de 1,11% e um desvio padrão anual de 3,13%. No final do semestre, o valor da carteira do Fundo era de 46.693.434 euros, distribuídos por 5.504.190 unidades de participação (UPs), ou seja, uma variação de -19% relativamente ao saldo do início do ano.
CAIXAGEST OBRIGAÇÕES EURO Composição da Carteira Obrigações Taxa Fixa 96% Liquidez 4%
CAIXAGEST OBRIGAÇÕES EURO Variação do Valor da UP 99% 100% 101% 102% 103% Jan Fev Mar Abr Mai Jun
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Activo Mais- Menos- Activo Activo
ACTIVO Notas bruto - valias -valias líquido líquido CAPITAL DO FUNDO E PASSIVO Notas 2004 2003
CARTEIRA DE TÍTULOS CAPITAL DO FUNDO
Obrigações: Unidades de participação 1 27.454.907 38.478.111
Títulos de dívida pública 3 e 12 44.340.768 183.033 (404.556) 44.119.245 58.610.093 Variações patrimoniais 1 (68.107.879) (60.589.797) Resultados transitados 1 86.866.661 85.420.288
CONTAS DE TERCEIROS Resultado líquido do período 1 479.745 2.695.805
Devedores por operações sobre futuros 4. f) 1.196.152 - - 1.196.152 1.628.539 46.693.434 66.004.407
Outros devedores 17 4.291.796 - - 4.291.796
-5.487.948 - - 5.487.948 1.628.539 CONTAS DE TERCEIROS
Resgates a pagar aos participantes 1 128.407
-DISPONIBILIDADES Comissões a pagar 47.453 73.848
Depósitos à ordem 3 796.296 - - 796.296 4.822.490 Outros credores 17 4.332.205 4.588.470
Depósitos a prazo e com pré-aviso - - - - 4.500.000 4.508.065 4.662.318
796.296 - - 796.296 9.322.490
CONTAS DE REGULARIZAÇÃO
CONTAS DE REGULARIZAÇÃO Receitas com proveito diferido 91.335
Proveitos a receber 3 752.143 - - 752.143 1.099.248 Outras contas de regularização 15.492
Despesas com custo diferido 152.694 - - 152.694 - 106.827
Outras contas de regularização - - - - 6.355
904.837 - - 904.837 1.105.603
Total do Activo 51.529.849 183.033 (404.556) 51.308.326 70.666.725 Total do Capital do Fundo e do Passivo 51.308.326 70.666.725
Total do número de unidades de participação
em circulação 1 5.504.190 7.714.144 Valor unitário da unidade de participação 1 8,4833 8,5563
BALANÇOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003
O Anexo faz parte integrante do balanço em 30 de Junho de 2004. (Montantes expressos em Euros)
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO ABERTO
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO ABERTO "CAIXAGEST OBRIGAÇÕES EURO"
DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS PARA OS PERÍODOS DE SEIS MESES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003
(Montantes expressos em Euros)
CUSTOS 2004 2003 PROVEITOS 2004 2003
CUSTOS E PERDAS CORRENTES PROVEITOS E GANHOS CORRENTES
Juros e custos equiparados: Juros e proveitos equiparados:
Da carteira de títulos 519.019 725.775 Da carteira de títulos 1.586.891 2.421.458 Outras, de operações correntes 76 - Outros, de operações correntes 15.155 74.386
Comissões: De operações extrapatrimoniais 7.368 10.327
Da carteira de títulos 122 38 Ganhos em operações financeiras:
Outras, de operações correntes 306.008 495.216 Na carteira de títulos 1.906.069 6.595.671 Em operações extrapatrimoniais 2.585 12.895 De operações extrapatrimoniais 5.486.877 2.039.929
Perdas em operações financeiras: 9.002.360 11.141.771
Na carteira de títulos 1.683.456 5.053.046
Em operações extrapatrimoniais 5.697.044 1.614.162 PROVEITOS E GANHOS EVENTUAIS
Impostos e taxas directos 322.431 544.834 Outros ganhos eventuais 8.144
-8.530.741 8.445.966 CUSTOS E PERDAS EVENTUAIS
Outras perdas eventuais 18
-Resultado líquido do período 479.745 2.695.805
9.010.504 11.141.771 9.010.504 11.141.771
OPERAÇÕES SOBRE AS UNIDADES DO FUNDO 2004 2003 Recebimentos:
Subscrições de unidades de participação 4.385.669 22.773.525
Pagamentos:
Resgates de unidades de participação (15.567.980) (43.273.014)
Fluxo das operações sobre as unidades do Fundo (11.182.311) (20.499.489)
OPERAÇÕES DA CARTEIRA DE TÍTULOS Recebimentos:
Venda de títulos 63.420.763 90.550.961
Juros e proveitos similares recebidos 1.911.993 2.790.062
Reembolso de títulos - 20
Pagamentos:
Compra de títulos (53.700.942) (69.235.656)
Juros e custos similares pagos (648.773) (907.219)
Taxas de corretagem (71)
-Outras comissões (52) (38)
Fluxo das operações da carteira de títulos 10.982.918 23.198.130
OPERAÇÕES A PRAZO E DE DIVISAS Recebimentos:
Recebimentos em operações cambiais 885.624 3.096.316
Margem inicial em contratos de futuros - 150.000
Pagamentos:
Pagamentos em operações cambiais (887.682) (3.100.850)
Margem inicial em contratos de futuros - (288.357)
Fluxo das operações a prazo e de divisas (2.058) (142.891)
OPERAÇÕES DE GESTÃO CORRENTE Recebimentos:
Juros de depósitos bancários 16.977 58.087
Vencimento de depósitos a prazo e com pré-aviso 11.380.000 345.700.000 Pagamentos:
Comissão de gestão (189.086) (309.373)
Comissão de depositário (126.057) (206.249)
Impostos e taxas (694.533) (415.466)
Constituição de depósitos a prazo e com pré-aviso (11.380.000) (343.100.000)
Fluxo das operações de gestão corrente (992.699) 1.726.999
OPERAÇÕES EVENTUAIS Recebimentos:
Recebimentos de ganhos eventuais 2.830
-Ganhos imputáveis a exercícios anteriores 1.046
-Fluxo das operações eventuais 3.876
Saldo dos fluxos monetários do período (1.190.274) 4.282.749
Depósitos à ordem início do período 1.986.570 539.741
Depósitos à ordem no fim do período 796.296 4.822.490
O Anexo faz parte integrante da demonstração dos fluxos de caixa para o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004.
(Montantes expressos em Euros)
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS PERÍODOS DE SEIS MESES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO ABERTO "CAIXAGEST OBRIGAÇÕES EURO"
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO ABERTO “CAIXAGEST OBRIGAÇÕES EURO” ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004
(Montantes expressos em Euros - €)
1
INTRODUÇÃO
O Fundo de Investimento Mobiliário Aberto “CAIXAGEST OBRIGAÇÕES EURO” (adiante designado por “Fundo”) foi autorizado em 24 de Março de 1992, por portaria do Ministro das Finanças, tendo iniciado a sua actividade em 15 de Novembro de 1993. Este fundo foi constituído por prazo indeterminado e tem por objecto o investimento em instrumentos representativos de dívida, nacionais e internacionais do perímetro Euro, com capitalização integral dos rendimentos, ficando, no entanto, vedado o investimento em acções, obrigações convertíveis ou obrigações que confiram o direito de subscrição de acções.
O Fundo é administrado, gerido e representado pela Caixagest - Técnicas de Gestão de Fundos, S.A.. As funções de banco depositário são exercidas pela Caixa Geral de Depósitos, S.A. (CGD).
BASES DE APRESENTAÇÃO
As demonstrações financeiras foram preparadas com base nos registos contabilísticos do Fundo, mantidos de acordo com o Plano de Contas dos Fundos de Investimento Mobiliário, estabelecido pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, e regulamentação complementar emitida por esta entidade, na sequência da
competência que lhe foi atribuída pelo Decreto-Lei nº 276/94, de 2 de Novembro, aditado pelas alterações constantes do Decreto-Lei nº 323/99, de 13 de Agosto, no âmbito do regime transitório previsto no Artigo 2º do Decreto-Lei nº 252/03, de 17 de Outubro.
As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano de Contas dos Fundos de Investimento Mobiliário. As notas cuja numeração se encontra ausente não são exigidas para efeitos do anexo às contas semestrais, ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.
1. CAPITAL DO FUNDO
O património do Fundo está formalizado através de unidades de participação, com características iguais e sem valor nominal, as quais conferem aos seus titulares o direito de propriedade sobre os valores do Fundo, proporcional ao número de unidades que representam.
O movimento ocorrido no capital do Fundo, durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004, apresenta o seguinte detalhe:
Resultado
Saldos em líquido do Saldos em
31.12.2003 Subscrições Resgates Transferências Outros período 30.06.2004
Valor base 33.997.070 2.574.187 (9.116.350) - - - 27.454.907
Diferença para o valor base (63.525.806) 1.811.482 (6.393.555) - - - (68.107.879)
Resultados transitados 85.420.288 - - 1.446.374 (1) - 86.866.661
Resultado líquido do período 1.446.374 - - (1.446.374) - 479.745 479.745
57.337.926 4.385.669 (15.509.905) - (1) 479.745 46.693.434
Número de unidades de
participação em circulação 6.815.776 516.078 (1.827.664) - - - 5.504.190
Valor da unidade de participação 8,4125 8,4981 8,4862 - - - 8,4833
Em 30 de Junho de 2004, existiam 15.177 unidades de participação com pedidos de resgate em curso. O valor líquido global do Fundo e o valor de cada unidade de participação no último dia de cada mês do semestre findo em 30 de Junho de 2004, foram os seguintes:
Valor líquido Valor da Meses global do fundo unidade de participação
Janeiro 52.001.490 8,4388 Fevereiro 51.504.882 8,5314 Março 50.672.496 8,5833 Abril 49.391.683 8,4821 Maio 48.116.854 8,4205 Junho 46.693.434 8,4833
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3. CARTEIRA DE TÍTULOS E DISPONIBILIDADES
O detalhe da carteira de títulos é apresentado no Anexo I.
O movimento ocorrido na rubrica de disponibilidades, no período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004, foi o seguinte:
Depósitos à Depósitos a prazo
ordem e com pré-aviso Total
Saldos em 31 de Dezembro de 2003 1.986.570 - 1.986.570
. Aumentos - 11.380.000 11.380.000
. Reduções (1.190.274) (11.380.000) (12.570.274)
Saldos em 30 de Junho de 2004 796.296 - 796.296
Em 30 de Junho de 2004, os depósitos à ordem (todos denominados em Euros) encontram-se domiciliados na CGD, vencendo juros à taxa anual bruta de 1,90%.
4. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
As políticas contabilísticas mais significativas, utilizadas na preparação das demonstrações financeiras, foram as seguintes:
a) Reconhecimento de juros de aplicações
Os juros das aplicações são reconhecidos na demonstração dos resultados do período em que se vencem, independentemente do momento em que são recebidos. Os juros são registados pelo montante bruto, sendo o respectivo Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) reconhecido na demonstração dos resultados do período na rubrica “Impostos e taxas directos“ (Nota 9).
Os juros corridos de títulos adquiridos são registados pelo seu montante líquido em “Juros e custos equiparados”, na data da sua liquidação financeira. Simultaneamente, o juro bruto é reflectido em “Juros e proveitos equiparados”, sendo o respectivo imposto registado na rubrica “Impostos e taxas directos” da demonstração dos resultados.
b) Carteira de títulos
As compras de títulos são registadas, na data da transacção, pelo seu valor efectivo de aquisição. Os títulos em carteira são avaliados ao seu valor de mercado, de acordo com as seguintes regras: i) Os valores mobiliários admitidos à negociação numa bolsa de valores e com transacções
efectuadas nos últimos 30 dias, são valorizados à cotação de fecho fornecida pelas entidades gestoras do mercado onde os valores se encontram admitidos à cotação e captados através da NetBolsa (mercado nacional), da Reuters e da Bloomberg (mercados estrangeiros);
ii) Os valores mobiliários cotados sem transacções nos últimos 30 dias e os não cotados são ambos valorizados à melhor oferta de compra fornecida pelos market makers do mercado, através da Reuters e da Bloomberg;
iii) Os valores mobiliários em processo de admissão à cotação numa bolsa de valores ou num mercado regulamentado, serão valorizados tendo por base os preços de mercado de valores mobiliários da mesma espécie, emitidos pela mesma entidade e admitidos à cotação,
introduzindo um desconto que reflicta as características de fungibilidade, frequência e liquidez entre as emissões;
iv) Se os valores mobiliários forem cotados em mais de uma bolsa, será considerado o preço praticado no mercado que apresenta maior liquidez, frequência e regularidade de transacções;
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v) Caso as condições a que se referem as alíneas ii) e iii) acima não se verificarem, será utilizado o método da Discount Margin para as obrigações de taxa indexada. Para as obrigações de taxa fixa será aplicado o método dos fluxos de caixa descontados, utilizando a taxa de juro de mercado aplicável para o prazo e qualidade do crédito do emitente.
As mais ou menos-valias líquidas apuradas de acordo com as políticas contabilísticas definidas anteriormente são reconhecidas na demonstração dos resultados do período nas rubricas de “Ganhos/Perdas em operações financeiras na carteira de títulos”, por contrapartida das rubricas “Mais-valias” e “Menos-valias” do activo.
Para efeitos da determinação do custo dos títulos vendidos é utilizado o critério FIFO. c) Valorização das unidades de participação
O valor de cada unidade de participação é calculado dividindo o valor líquido do património do Fundo pelo número de unidades de participação em circulação. O valor líquido do património corresponde ao somatório das rubricas do capital do Fundo.
A rubrica "Variações patrimoniais" resulta da diferença entre o valor de subscrição ou resgate relativamente ao valor base da unidade de participação, na data de subscrição ou resgate, respectivamente.
d) Comissão de gestão e de depositário
A comissão de gestão e a comissão de depositário constituem um encargo do Fundo, a título de remuneração de serviços a si prestados.
De acordo com o regulamento de gestão do Fundo, estas comissões são calculadas diariamente, por aplicação de uma taxa fixa mensal de 0,06% para a comissão de gestão e 0,04% para a comissão de depositário, sobre o valor médio diário do património líquido do Fundo.
A comissão de gestão e a comissão de depositário são liquidadas mensalmente, através da aplicação das percentagens acima definidas, sendo registadas na rubrica “Comissões – Outras, de operações correntes”.
e) Taxa de supervisão
A taxa de supervisão devida à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários constitui um encargo do Fundo. Esta remuneração é calculada por aplicação de uma taxa sobre o valor global do Fundo no final de cada mês. Em 30 de Junho de 2004, esta taxa ascendia a 0,0133%o. Sempre que o resultado obtido seja inferior a € 100 ou superior a € 10.000, a taxa mensal devida, corresponderá a um desses limites.
f) Operações com contratos de “Futuros”
As posições abertas em contratos de futuros, realizadas em mercados organizados, são reflectidas em rubricas extrapatrimoniais. Estas operações são valorizadas diariamente, com base nas cotações de mercado, sendo os lucros e prejuízos, realizados ou potenciais, reconhecidos como proveito ou custo nas rubricas de “Ganhos/perdas em operações financeiras – em operações extrapatrimoniais”. A margem inicial, bem como os eventuais reforços do seu valor (ajustamentos de cotações) são registados na rubrica “Devedores por operações sobre futuros”.
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9. IMPOSTOS E TAXAS DIRECTOS
Em conformidade com o Artigo 22º do Estatuto dos Benefícios Fiscais, os rendimentos obtidos pelos fundos de investimento mobiliário, são tributados da seguinte forma:
. Os juros são tributados à taxa de 20%, com excepção dos juros das contas margem de futuros domiciliadas em bancos estrangeiros, que são tributados à taxa de 25%;
.
As mais valias decorrentes da alienação de obrigações ou de outros títulos de dívida que sejam obtidas por fundos de investimento nacionais não são tributadas;. As mais-valias, nas quais se incluem os rendimentos líquidos obtidos em contratos de futuros, são tributadas nas mesmas condições das auferidas por pessoas singulares residentes em território português. Assim, ao saldo positivo apurado entre as mais-valias e as menos-valias obtidas em cada período, é aplicada uma taxa de IRC de 10%;
. Todos os restantes rendimentos não sujeitos a retenção na fonte são tributados em 25%. Ao imposto devido sobre esses rendimentos pode ser deduzido um crédito de imposto correspondente ao imposto pago no estrangeiro relativamente aos rendimentos em causa ou, se menor, ao imposto que incidiria sobre tais rendimentos nos termos do preceito legal supra referido. Existindo uma convenção para eliminar a dupla tributação celebrada por Portugal e o país onde os rendimentos são obtidos que não exclua os fundos de investimento, o crédito de imposto não pode exceder o imposto pago nesse país nos termos previstos pela convenção.
11. EXPOSIÇÃO AO RISCO CAMBIAL
Em 30 de Junho de 2004, as posições em moeda estrangeira mantidas pelo Fundo podem resumir-se da seguinte forma:
Posição
Moedas À Vista Forward Futuros Total Global
USD 44.090 (44.100) - (44.100) (10)
Contravalor em Euros 36.273 (36.281) - (36.281) (8)
A Prazo Posição cambial
Em 30 de Junho de 2004, a rubrica “Outras contas de regularização” do passivo, inclui o efeito da reavaliação do contrato a prazo em vigor no montante de € 356.
12. EXPOSIÇÃO AO RISCO TAXA DE JURO
Em 30 de Junho de 2004, os prazos residuais até à data de vencimento dos títulos de taxa fixa, apresentavam a seguinte composição:
Valor de Maturidade mercado De 1 a 3 anos 10.938.122 De 3 a 5 anos 15.458.645 De 5 a 7 anos 1.263.895 Mais de 7 anos 16.458.583 --- 44.119.245 ========
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Em 30 de Junho de 2004, o Fundo detém em aberto o seguinte contrato de futuro:
Tipo de Compra/ Valor de Valor
Contrato Quantidade Venda mercado nocional Exposição
Euro-Bund Set04 36 Venda 113,14 1.000 ( 4.073.040 )
========
17. OUTROS DEVEDORES/CREDORES
Em 30 de Junho de 2004, estas rubricas têm a seguinte composição: Outros devedores:
. Operações de bolsa a regularizar 4.291.796
======== Outros credores:
. Operações de bolsa a regularizar 4.082.308
. Impostos a regularizar 249.897
---
Total 4.332.205
======= As operações de bolsa a regularizar correspondem a vendas e compras de títulos, cuja liquidação financeira ainda não ocorreu à data do balanço.
A rubrica “Impostos a regularizar” corresponde ao imposto a pagar relativos a rendimentos obtidos fora do território português, no primeiro semestre do ano, o qual será liquidado até ao final do mês de Abril do próximo ano, em conformidade com o Artigo 22º do Estatuto dos Benefícios Fiscais.
ANEXO I
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO ABERTO "CAIXAGEST OBRIGAÇÕES EURO"
INVENTÁRIO DA CARTEIRA DE TÍTULOS EM 30 DE JUNHO DE 2004
(Montantes expressos em Euros)
Custo de Mais Menos Valor de Juro Valor de
aquisição valias valias mercado corrido balanço
Valores Mobiliários Cotados: M.C.O.B.V. Portuguesa
Títulos de Dívida Pública
OT 11.875% Fev 2005 1 - - 1 - 1 OT Fev.07 6.625% 11 - - 11 - 11 OT Junho 2008 10 1 - 11 - 11 OT 5.45% Set. 2013 21 - - 21 1 22 OT 3.95% 07/2009 9 1 - 10 - 10 OT 5.85% 05/2010 20 2 - 22 - 22 OT 5.25% 10/2005 10 - - 10 - 10 82 4 - 86 1 87
M.C.O.B.V. Estados Membros UE Títulos de Dívida Pública
DBR 4.75% 98/2028 2.794.757 - (35.238) 2.759.519 106.244 2.865.763 DBR 3.75% 07/2013 3.929.613 17.974 - 3.947.587 - 3.947.587 DBR 4.5% 01/2013 - - - - 72.662 72.662 OBL 3.5% 10/2008 10.934.154 - (116.444) 10.817.710 218.951 11.036.661 FRTR 4.25% 04/2019 1.555.862 - (22.588) 1.533.274 9.998 1.543.272 BTNS 3.75% 01/2007 5.869.005 96.045 - 5.965.050 79.893 6.044.943 SPGB 4.00% 01/2010 1.282.544 - (18.680) 1.263.864 16.599 1.280.463 SPGB 5.75% 7/30/2032 390.051 69.010 - 459.061 17.323 476.384 SPGB 4.2% 07/2013 855.315 - (2.771) 852.544 26.514 879.058 BTPS 5.75% 02/33 2.174.654 - (31.525) 2.143.129 37.134 2.180.263 BTPS 4.25% 2/2019 753.816 - (9.259) 744.557 11.058 755.615 BTPS 2.75% 01/2007 5.008.250 - (35.200) 4.973.050 50.769 5.023.819 BTPS 3.5% 09/2008 2.995.372 - (35.372) 2.960.000 24.323 2.984.323 BTPS 4.25% 08/2013 1.210.294 - (16.948) 1.193.346 16.953 1.210.299 BGB 4.25% 09/2013 873.245 - (13.478) 859.767 22.233 882.000 GGB 5.9% 10/2022 823.414 - (21.267) 802.147 23.591 825.738 GGB 4.6% 20/5/2013 1.187.190 - (23.558) 1.163.632 4.857 1.168.489 K.Belgium 99/2009 1.703.150 - (22.228) 1.680.922 13.040 1.693.962 44.340.686 183.029 (404.556) 44.119.159 752.142 44.871.301 44.340.768 183.033 (404.556) 44.119.245 752.143 44.871.388