Saúde do Idoso
Prof. Victor Roberto
1. O aumento da expectativa de vida tem contribuído para o crescimento da população idosa e com isso, o crescente número de pessoas que convivem com lesões cutâneas. Quanto à fisiopatologia das úlceras por pressão (UP), admite-se que:
(A) A diminuição da vascularização pela oclusão dos vasos por longo período de pressão, ocasiona aumento do fluxo sanguíneo, responsável por nutrir e oxigenar os tecidos.
(B) O desenvolvimento de UP é ocasionado por diminuição na pressão de compressão exercida sobre os tecidos e aumento da capacidade de tolerância desses.
(C) Uma lesão isquêmica dificilmente pode ser ocasionada por uma pressão mantida por um período de uma a duas horas.
(D) Fatores intrínsecos como: fricção, cisalhamento e umidade podem ser responsáveis pelo surgimento de UP.
(E) Os capilares ocluídos desencadeiam vários eventos celulares e os tecidos
subjacentes sofrem hipóxia, com surgimento de edema e prejuízos à perfusão local.
1. O aumento da expectativa de vida tem contribuído para o crescimento da população idosa e com isso, o crescente número de pessoas que convivem com lesões cutâneas. Quanto à fisiopatologia das úlceras por pressão (UP), admite-se que:
(A) A diminuição da vascularização pela oclusão dos vasos por longo período de pressão, ocasiona aumento do fluxo sanguíneo, responsável por nutrir e oxigenar os tecidos.
(B) O desenvolvimento de UP é ocasionado por diminuição na pressão de compressão exercida sobre os tecidos e aumento da capacidade de tolerância desses.
(C) Uma lesão isquêmica dificilmente pode ser ocasionada por uma pressão mantida por um período de uma a duas horas.
(D) Fatores intrínsecos como: fricção, cisalhamento e umidade podem ser responsáveis pelo surgimento de UP.
(E) Os capilares ocluídos desencadeiam vários eventos celulares e os tecidos
subjacentes sofrem hipóxia, com surgimento de edema e prejuízos à perfusão local.
PELE
FATORES QUE INFLUENCIAM NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS
Nutrição
Perfusão Tecidual (Oxigenação) Infecção / Inflamação
Idade (Idoso) Impacto psicossocial
Comorbidades / Insuficiências Vasculares Extensão e local da ferida
Obesidade
Terapia imunossupressora
2. Em relação ao cuidado do idoso hospitalizado, é essencial que o Enfermeiro, como profissional de saúde, reconheça os princípios básicos de farmacologia e do processo de envelhecimento, para que o processo de cuidar em enfermagem e a tomada de decisões sejam planejados de acordo com as necessidades da pessoa idosa.
Nessa perspectiva, marque a alternativa CORRETA em relação ao uso de medicamentos e à pessoa idosa:
(A) Um dos problemas relacionados à farmacocinética em pessoas idosas se refere à absorção;
o processo de excreção só será afetado se o indivíduo tiver insuficiência renal.
(B) As alterações significativas do uso inapropriado de medicamentos por idosos estão relacionadas exclusivamente ao aumento da absorção de fármacos.
(C) Há alterações significativas da absorção, distribuição, metabolismo e excreção de fármacos com o avançar da idade, inferindo sobre a farmacocinética de alguns medicamentos, principalmente quando associadas à redução da taxa de filtração glomerular entre pessoas idosas.
(D) A polifarmácia não se pauta na farmacocinética nem na farmacodinâmica, o problema da polifarmácia é que os idosos ingerem mais de dois medicamentos sem necessidade.
(E) A polifarmácia não é considerada iatrogenia, mas, sim, um problema social, devido ao uso
abusivo e gastos econômicos com medicamentos desnecessários à saúde do idoso.
2. Em relação ao cuidado do idoso hospitalizado, é essencial que o Enfermeiro, como profissional de saúde, reconheça os princípios básicos de farmacologia e do processo de envelhecimento, para que o processo de cuidar em enfermagem e a tomada de decisões sejam planejados de acordo com as necessidades da pessoa idosa.
Nessa perspectiva, marque a alternativa CORRETA em relação ao uso de medicamentos e à pessoa idosa:
(A) Um dos problemas relacionados à farmacocinética em pessoas idosas se refere à absorção;
o processo de excreção só será afetado se o indivíduo tiver insuficiência renal.
(B) As alterações significativas do uso inapropriado de medicamentos por idosos estão relacionadas exclusivamente ao aumento da absorção de fármacos.
(C) Há alterações significativas da absorção, distribuição, metabolismo e excreção de fármacos com o avançar da idade, inferindo sobre a farmacocinética de alguns medicamentos, principalmente quando associadas à redução da taxa de filtração glomerular entre pessoas idosas.
(D) A polifarmácia não se pauta na farmacocinética nem na farmacodinâmica, o problema da polifarmácia é que os idosos ingerem mais de dois medicamentos sem necessidade.
(E) A polifarmácia não é considerada iatrogenia, mas, sim, um problema social, devido ao uso
abusivo e gastos econômicos com medicamentos desnecessários à saúde do idoso.
FARMACOCINÉTICA E FARMACODINÂMICA
A administração de qualquer medicamento no idoso requer a avaliação das características de sua absorção, distribuição, metabolismo e excreção, ou seja, de sua farmacocinética.
O principal problema da terapia farmacológica em idosos decorre do fato de que uma dose de um medicamento poder produzir resposta diferente, e por vezes inesperada, daquela
observada em um jovem do mesmo gênero e peso, o que é justificável pelas alterações
farmacocinéticas e farmacodinâmicas próprias do envelhecimento.
ALTERAÇÕES FARMACOCINÉTICAS
Capacidade de absorção intestinal;
Depuração renal dos fármacos devido à
redução do fluxo
plasmático renal e da taxa de filtração glomerular;
Redução da atividade das enzimas microssomais hepatocíticas e do fluxo
plasmático hepático;
Alteração do volume de distribuição dos fármacos
pela diminuição da água corporal total;
Concentração albumina sérica;
Aumento da gordura
corporal.
ABSORÇÃO
É caracterizada como processo passivo, sendo a maioria dos fármacos absorvidos no intestino delgado
A extensão da absorção depende da capacidade absortiva do intestino
delgado, entretanto, são observadas pequenas alterações no idoso.
ABSORÇÃO
O envelhecimento promove:
•diminuição do número e das características das células da mucosa intestinal que promovem a absorção, com perda de partes dos cílios, e redução da sua área total absortiva;
•movimento gastrintestinal, aumento do tempo de esvaziamento gástrico e redução do trânsito intestinal;
•volume e teor de ácido clorídrico e da secreção gástrica, com elevação do pH gástrico;
•entretanto, esses fenômenos não alteram significativamente a absorção de medicamentos, desde que a mucosa gástrica esteja intacta
A absorção, entretanto, pode ser alterada por algumas doenças gastrointestinais, especialmente por: doença diverticular, estenose pilórica, enterite regional, gastrectomia, síndrome da má-absorção e pancreatite.
Alguns medicamentos podem interferir na absorção de outros, como ocorre com os antiácidos, que diminuem a absorção de digoxina, tetraciclina e cimetidina.
DISTRIBUIÇÃO
O envelhecimento promove algumas modificações na composição corporal que influenciam diretamente a distribuição de medicamentos, como aumento da porcentagem de gordura de 15 para 30%, quando se comparam as idades de 25 e 75 anos, respectivamente, podendo chegar a 45% nas mulheres.
Essa variação aumenta o volume de distribuição dos medicamentos, contribuindo para:
•aumento da meia-vida de fármacos lipossolúveis, como os benzodiazepínicos; diminuição da porcentagem total de água em até 20%.
•redução do volume de distribuição dos medicamentos hidrossolúveis como digoxina e os aminoglicosídeos.
A hipoalbuminemia em idosos saudáveis é insignificante, entretanto, em desnutridos e em portadores de doenças crônicas pode diminuir 15 a 20%, contribuindo significativamente para aumentar a fração livre dos fármacos que se ligam à albumina, como aminofilina, barbitúricos, fenitoína, salicitados e varfarina.
METABOLISMO
Observa-se a diminuição de até 40 e 35% no tamanho e no fluxo sanguíneo hepático entre os 30 e os 70 anos de idade, respectivamente, o que pode comprometer o
metabolismo de fármacos fluxo-dependentes, como o propranolol e os nitratos.
A alteração do metabolismo parece depender menos do envelhecimento do que da variação interpessoal na biotransformação de fármacos devida a outros fatores
como a genética
EXCREÇÃO
O rim é especialmente sensível ao processo de envelhecimento
O rim normal sofre modificações involutivas anátomo funcionais ao passar dos 20 para os 80 anos de idade, com perda de cerca de 40% do seu parênquina e redução de
250 a 270 para 200 g ou menos de sua massa total, respectivamente.
O envelhecimento promove também a hialinização de 20 a 30% dos glomérulos localizados, principalmente no córtex renal, o que determina a diminuição aproximada
da capacidade total de filtração glomerular de 9% por década, a partir dos 30 anos de idade.
EXCREÇÃO
O fluxo plasmático renal diminui até 50% entre os 40 e os 90 anos de idade, o que corresponde à perda aproximada anátomo funcional de 10% por década.
Essas alterações determinam, na pessoa hígida aos 70 anos de idade, a diminuição de até 40 a 50% da função renal.
Essas alterações determinam a redução da eliminação de fármacos que requerem a excreção renal e exigem um dos princípios básicos da prescrição para idosos, que é a necessidade de ajustar as doses dos fármacos de
eliminação renal com base no valor da depuração (clearance) de creatinina
3. Um idoso tem uma diminuição fisiológica de reserva que pode mascarar sinais e sintomas de uma doença. O enfermeiro deve considerar, na assistência de enfermagem ao idoso, que
(A) a temperatura de idosos está na extremidade superior da variação aceitável de temperatura.
(B) os pacientes mais velhos com perda de memória de curto prazo ou disfunção cognitiva devem fazer uso diário de placas.
(C)estratégias simples de intervenção que demonstram reduzir o risco de quedas em idosos incluem o treinamento de marcha e o exercício.
(D)é necessário verificar os sinais vitais na posição deitada, sentada e em
pé, especialmente quando vertigem e tonturas dependentes do
posicionamento são relatadas por idosos com hipertensão postural.
3. Um idoso tem uma diminuição fisiológica de reserva que pode mascarar sinais e sintomas de uma doença. O enfermeiro deve considerar, na assistência de enfermagem ao idoso, que
(A) a temperatura de idosos está na extremidade superior da variação aceitável de temperatura.
(B) os pacientes mais velhos com perda de memória de curto prazo ou disfunção cognitiva devem fazer uso diário de placas.
(C)estratégias simples de intervenção que demonstram reduzir o risco de quedas em idosos incluem o treinamento de marcha e o exercício.
(D)é necessário verificar os sinais vitais na posição deitada, sentada e em
pé, especialmente quando vertigem e tonturas dependentes do
posicionamento são relatadas por idosos com hipertensão postural.
4. Sobre as síndromes geriátricas ou gigantes geriátricos na assistência à pessoa idosa, marque a alternativa que apresenta as situações CORRETAS:
(A) Síndrome da demência do Parkinson e Alzheimer.
(B) Apenas Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes.
(C)Síndrome de Hunter e Síndrome de Wills.
(D)As síndromes geriátricas são o Acidente Vascular Cerebral, a Síndrome de Parkinson e a Síndrome de Alzheimer.
(E) Imobilidade, Incontinências, Iatrogenias, Incapacidade Cognitiva,
Incapacidade Comunicativa, Instabilidade Postural e Insuficiência
Familiar.
4. Sobre as síndromes geriátricas ou gigantes geriátricos na assistência à pessoa idosa, marque a alternativa que apresenta as situações CORRETAS:
(A) Síndrome da demência do Parkinson e Alzheimer.
(B) Apenas Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes.
(C)Síndrome de Hunter e Síndrome de Wills.
(D)As síndromes geriátricas são o Acidente Vascular Cerebral, a Síndrome de Parkinson e a Síndrome de Alzheimer.
(E) Imobilidade, Incontinências, Iatrogenias, Incapacidade Cognitiva,
Incapacidade Comunicativa, Instabilidade Postural e Insuficiência
Familiar.
Demência
Para fins diagnósticos, é uma síndrome caracterizada pelo comprometimento de múltiplas
funções corticais superiores.
Memória;
Pensamento;
Orientação;
Compreensão;
Linguagem;
Cálculo;
capacidade de aprendizagem;
pensamento abstrato;
julgamento.
DÉFICITS COGN ITI VOS
CAUSAS REVERSÍVEIS
Medicamentos Psicotrópicos e analgésicos narcóticos Metabólica Distúrbio hidroeletrolítico, desidratação,
insuficiência renal ou hepática e hipoxemia
Neurológica Hidrocefalia de pressão normal, tumor e hematoma subdural crônico
Colágeno-Vascular
Endócrinas Doença tireoidiana, doença paratireoidiana, doença da adrenal e doença pituitária
Nutricionais Deficiência de vitamina B12, ácido fólico, tiamina e niacina
Alcoolismo crônico
Outras DPOC, insuficiência cardíaca congestiva e apneia do sono
Infecciosas Meningite crônica, AIDS, neuro sífilis
Demência
Demên cias Irreversíveis
Demência Vascular
Demências dos Corpúsculos de Lewy
Demências Frontotemporais (Doença de Pick)
Doença de Alzheimer
Demência Vascular
O termo demência vascular tem conotações amplas, referindo-se a qualquer demência causada por doença cerebrovascular.
A demência vascular não é uma doença, mas sim, um grupo heterogêneo de síndromes com vários mecanismos vasculares e mudanças cerebrais
relacionados a diferentes causas e manifestações clínicas.
É o segundo tipo mais prevalente de demência.
Demência Vascular
Lesões Tromboembólicas Múltiplos infartos lacunares
Lesões únicas em territórios nobres (tálamo, giro angular) Múltiplos infartos em vasos de grandes calibres
Infarto único em localização estratégica Alterações crônicas da circulação cerebral
Lesões extensas da substancia branca (Doença de Binswanger) Angiopatia amiloide
Angiopatias hereditárias
Hemorragias cerebrais hipertensivas
Sequelas de hemorragia subaracnoidiana e de hematomas subdurais Vasculites
ETIOLOGIAS
QUADRO CLÍNICO
Demência Vascular
Início abrupto Deterioração seletiva
Pode haver estabilidade, melhora ou piora progressivas
Curso gradualmente deteriorante
Geralmente, de caráter flutuante ou com deterioração em degraus
Demência Vascular
FATORES DE RISCO
Hipertensão Arterial Diabetes Mellitus Hipercolesterolemia Doenças Cardiovascular
Tabagismo Trombose Abuse de álcool Fatores genéticos
Obesidade Sedentarismo
O diagnóstico precoce da demência vascular e a identificação dos fatores de riscos permitem a elaboração de estratégias preventivas, que podem retardar e/ou melhorar a evolução da pessoa,
ou até mesmo prevenir a instalação da doença.
A prevenção de novos eventos cerebrovasculares é a única medida comprovadamente eficaz, para promover estabilização e talvez regressão das alterações cognitivas e comportamentais
nessas pessoas.
Demência Vascular
O diagnóstico é feito com base no quadro clínico e em exames complementares de neuroimagem, com auxílio de escalas específicas.
A ocorrência de sinais e/ou sintomas neurológicos focais, contribuem de maneira importante para o diagnóstico de demência vascular.
Demência Vascular
DIAGNÓSTICO
Córpulos de Lewy
Flutuação na cognição
Alucinações visuais Parkinsonismo
precoce (rigidez, acinesia e fácies
amímica)
Demência Frontotemporal Doença De Pick
Início pré-senil (a partir de 45 anos)
Apresenta mudanças na personalidade e no comportamento e/ou alteração da linguagem como características iniciais bem marcantes.
É comum alterações do comportamento sexual, com desinibição,
jocosidade e hipersexualidade, além de hiperoralidade, hiperfagia com ganho de peso e obsessão em tocar objetos.
DOENÇA DE ALZHEIMER
A doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo
Se manifesta por deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo
das atividades de vida e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais
Se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória,
orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais
Quando diagnosticada no início, é possível retardar o
seu avanço
ETIOLOGIA
Não se sabe por que a Doença de Alzheimer ocorre, mas são conhecidas
algumas lesões cerebrais características dessa
doença
Placas senis decorrentes do depósito de proteína beta-
amiloide, anormalmente produzida
Emaranhados neuro fibrilares, frutos da hiperfosforilação da
proteína tau.
As áreas comumente mais atingidas são as de células nervosas não acontecendo de
maneira homogênea
ESTÁGIOS
Estágio leve
• Comprometimento da memória é o sintoma mais proeminente e precoce, em especial a memória recente.
• Há desorientação progressiva em relação ao tempo e ao espaço
Estágio moderado
• São comuns dificuldades mais evidentes com atividades do dia a dia
• Maior dificuldade para falar e se expressar com clareza, alterações de comportamento (agressividade, irritabilidade, inquietação), ideias sem sentido (desconfiança, ciúmes) e alucinações (ver pessoas, ouvir vozes de pessoas que não estão presentes).
Estágio avançado
• Todas as funções cognitivas estão gravemente comprometidas com dificuldade para reconhecer pessoas e espaços familiares
• Acentuam-se as alterações de linguagem
• Na fase final, geralmente, estão acamados e incontinentes e normalmente acabam falecendo por alguma complicação da síndrome da imobilidade
DIAGNÓSTICO
No caso específico da DA, o diagnóstico é eminentemente clínico e de exclusão
Exames de sangue Exames de
imagem
Tomografia Ressonância magnética
Uma novidade nas pesquisas científicas é a análise de
biomarcadores de beta- amiloide e de proteína tau para
auxiliar no diagnóstico preciso da Doença de Alzheimer.
TRATAMENTO
Não existe cura para a Doença de Alzheimer
Os avanços da medicina têm permitido que os pacientes tenham uma sobrevida maior e uma qualidade de
vida melhor
Deve ser multidisciplinar,
contemplando os diversos sinais e sintomas da doença e suas
peculiaridades de condutas Não farmacológico Farmacológico