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THE VAULT 01 SEM ALGEMAS UNCUFFED BY MICHELLE DARE

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Academic year: 2022

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SEM ALGEMAS

BY MICHELLE DARE

UNCUFFED

THE VAULT 01

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SINOPSE

O que começou como uma necessidade, logo se transformou em um vício. Hope desejava a adrenalina que o roubo lhe dava. Ela deixou seus sonhos de infância de lado e abraçou a vida como uma ladra. Alvo após alvo, ela tomava seu dinheiro antes de passar para a próxima vítima inocente. Então, conheceu um homem em um bar que virou seu mundo de cabeça para baixo.

O sangue na família de Rowe é azul. Seguindo os passos de seu pai, ele se tornou um detetive, prometendo proteger e servir a sua comunidade. De dia, Rowe perseguia criminosos e de noite a sua única perseguição eram mulheres. Ele não tinha tempo para namorar; seu único compromisso era com o seu trabalho. Mas Hope roubou algo dele que era mais valioso que dinheiro.

A última pessoa que um detetive deveria desejar era uma criminosa de carreira. No entanto, algo sobre ela fez Rowe precisar manter ela solta. Tudo o que Hope queria era proteger um bom homem de afundar com ela quando o inevitável acontecesse. Seguir seus corações os levou por um caminho perigoso, especialmente, porque eles viviam em lados opostos da lei.

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CAPITULO UM

HOPE

Quando eu era pequena, queria ser veterinária. Eu amava o nosso cão e, no momento, cuidar de animais parecia ótimo. Essa ideia durou durante todo ensino primário e fundamental. Então, o ensino médio aconteceu. Encontrei um novo grupo de amigos e de repente a faculdade ficou em segundo plano. Meus pais não diziam muito desde que eu ainda tirava boas notas. Eles esperavam que eu eventualmente encontrasse o meu caminho.

Com dezenove anos, eu decidi começar a pesquisar faculdades. Os meus amigos tinham se afastado e já não eram mais más influências para mim. Eu estava de volta aos trilhos. Isto é, até uma noite de novembro, quando um policial apareceu na minha porta. Eu sabia desde o modo como seus olhos simpáticos olharam para mim que algo ruim tinha acontecido. Além disso, policiais não aparecem em sua casa para lhe dar boas notícias. Meus pais foram mortos em um acidente de carro, e ele estava lá para dar a notícia horrível. Eu era a única filha deles. Eu nunca vou esquecer aquele policial, ou aquele dia.

Eu não chorei ou gritei. Eu não entrei em negação ou fiz algumas das outras coisas que ouço as pessoas fazerem quando perdem entes queridos. Não, eu fiquei dormente. Não senti nada. Nem quando o advogado me disse que herdaria a casa, o dinheiro e um cheque da companhia de seguros de vida. Nem quando tive que escolher as roupas em que eles seriam enterrados, nem quando seus caixões foram enterrados. Todo mundo ficava me perguntando como eu estava. Eu

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diria que estava bem, mas não conseguia reunir a energia para dizer isso.

O dinheiro foi colocado no banco. Bem, metade do dinheiro. Eu receberia a outra metade quando completasse trinta anos. Com a ajuda de um consultor financeiro, investi parte do dinheiro e paguei a casa.

Meus pais não tinham quaisquer outras dívidas. Ambos eram médicos que tiveram carreiras muito lucrativas.

O dinheiro que me restou, eu gastei. Eu ainda estava entorpecida e não ligava para o que eu queria. Meus pais tinham ido embora, e não havia ninguém para me dizer que eu não deveria estar fazendo o que fiz. Era como eu estava lidando, ou não lidando, por assim dizer. De repente, tudo o que restava era a casa, os bens de meu pai, e dinheiro suficiente para comprar comida. Os investimentos permaneceram intocados. Na verdade, eu me esqueci deles.

Aos vinte anos, eu estava sem dinheiro. Fazia menos de um ano desde sua morte, e não tinha mais nenhum dinheiro. Claro, eu poderia ter chamado o consultor financeiro e pedido algum dinheiro do investimento, mas então eu tinha que admitir e explicar que gastara tudo o que tinha. Eu tinha um teto sobre minha cabeça, mas não havia comida. Todos os serviços como luz, água, gás, etc. foram desligados quando as contas atrasaram.

Eu não comecei a despertar novamente até que eu estava deitada no sofá da sala, olhando para o teto com meu estômago doendo por falta de comida. Eu senti. Senti tudo de uma vez. Poderia ter levado quase um ano, mas a dor finalmente me alcançou. A tristeza e dor foram mais do que eu podia suportar. O estômago doendo de fome se transformou em acidez e náuseas. Então, um pensamento me ocorreu.

Talvez se eu tivesse mais dinheiro, poderia atenuar a dor novamente.

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Talvez os dois estivessem ligados. E talvez, apenas talvez, eu poderia voltar a não dar a mínima para nada. Bem, isso e ter eletricidade.

A maioria das pessoas iria conseguir um emprego. Eu não. Eu roubei um carro e roubei uma loja de conveniência. Eu ri enquanto corria do edifício com um maço de dinheiro na minha bolsa e um homem atrás de mim com um taco. Eu sorri como uma tola enquanto estava no carro e saia do estacionamento.

Ninguém me pegou. Eu estava vestida toda de preto com uma máscara de esqui no meu rosto e luvas de couro em minhas mãos.

Depois de abandonar o carro, eu pulei na Ducati que tinha escondido atrás de um prédio, em uma parte mais agradável da cidade, onde as pessoas não se preocupavam com roubos. Quando cheguei em casa e estacionei minha moto na garagem, eu olhei para onde o meu carro costumava estar. Eu troquei-o por impulso pela Ducati. Mas isso não era nada comparado com o quanto ainda queria meus pais de volta.

Dentro da casa, contei o dinheiro. Uma nota de cada vez. Eu tinha mais de mil dólares em dinheiro, graças ao proprietário da loja por abrir o cofre. Eu não coloquei uma arma carregada na cabeça dele. Bem, ele poderia ter pensado que sim, mas era uma arma de brinquedo que era completamente inofensiva. Parecia real, no entanto. Ele não notou qualquer diferença. Eu não tenho certeza se poderia usar uma arma real. Eu nunca iria querer disparar acidentalmente e tirar a vida de alguém. Eu poderia ser uma criminosa, mas não iria matar pessoas apenas para anestesiar a minha dor.

A euforia que eu senti depois do primeiro assalto foi incrível. Foi uma intensidade que nunca havia sentido antes. Eu estava feliz.

Realmente muito feliz pela primeira vez desde que meus pais morreram. Mas não durou muito. Quando a euforia desapareceu e o

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dinheiro foi gasto, eu encontrei um novo alvo. Eu precisava me sentir viva novamente. Eu era uma viciada na adrenalina de roubar.

Meu nome é Hope Hayes, e eu sou uma ladra.

~*~

— Riele, venha dançar com a gente! — Alicia chama da pista de dança. Ela não é realmente uma amiga, mas eu a chamo de uma. É mais fácil fingir que ela é do que encará-la como um alvo.

Seu longo cabelo loiro balança enquanto ela dança na pista. Tem um cara atrás dela, pressionando sua virilha contra a sua bunda. Eu odeio clubes. A dança, corpos suados, as luzes reluzindo nas paredes como as batidas das músicas através do meu corpo. É tudo horrível.

Eu posso fingir, no entanto. Eu posso me misturar com o resto das pessoas aqui e enganá-los. Eles não precisam saber que este é o último lugar que eu quero estar. Ou o que eu realmente estou fazendo aqui.

Sento e saboreio a minha bebida, tomando cuidado para não ficar bêbada. Eu preciso estar alerta, sempre prestando atenção ao meu redor. O pai do meu amigo é dono do clube, bem como quatro outros em todo o país. Eles são o tipo de clubes onde as celebridades vão dançar e festejar. Onde apenas os bonitos entram e a fila contorna o prédio. Pode haver algumas celebridades aqui esta noite. Eu não saberei. Eu não os sigo e nem leio os tabloides.

Sem meu amigo, de jeito nenhum eu teria conseguido entrar. Minha maquiagem dos olhos é escura, as unhas são pintadas de preto. Eu pareço mais gótica do que qualquer coisa. Isto é, exceto pela minha pele. Passei muito tempo cobrindo as tatuagens nos braços com maquiagem pesada e escondendo os furos do piercing que tenho debaixo dos meus olhos. Se eu deixar tudo a mostra, sou facilmente

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reconhecível. Tudo o que seria necessário é uma pessoa lembrar uma tatuagem específica e eu poderia acabar na prisão. Não, obrigada.

Existem milhares de dólares em tatuagens no meu corpo. Mas minha aparencia não é a norma, e a maiorioa não me considera bonita.

Eu não ligo para o que eles pensam. Eu gosto de ser eu e não ter ninguém para impressionar. Exceto quando estou trabalhando. Eu preciso impressionar o meu alvo. Eu preciso ganhar sua confiança. Ok, então talvez eu não me misture; no entanto, eu me faço baixo porque preciso.

Roubar alguém não é uma tarefa fácil. Correção: roubar alguém que se apegou a mim não é uma tarefa fácil. Entrar em um edifício no meio da noite e estrategicamente retirar cheques de suas carteiras, que eles não vão notar por um par de semanas, isso é fácil, desde que não haja alarmes para disparar, ou que você saiba como desativá-los. Estar em sua casa é muito mais fácil. Eles geralmente têm alarmes, mas eles são para manter as pessoas fora. Uma vez que estou dentro, que comece o jogo.

Hoje à noite, eu preciso roubar cheques da minha amiga de mentira.

O plano é levá-la bêbada e que ela me entregue as chaves de seu carro.

Vou levá-la de volta para sua casa, e quando ela estiver dormindo, encontrarei o talão de cheques, tomo o que eu quero, e saio. Fácil, não é? Certo.

Eu poderia ter procurado os cheques da empresa, mas ter acesso a eles seria mais difícil. Tenho certeza de que qualquer sala que os guardam terá câmeras e que não serão facilmente desativadas. Eu tenho sido vista com ela várias vezes. Meu cabelo está sempre debaixo de uma peruca, juntamente com uma marca de beleza estrategicamente colocadas. Ela não vai suspeitar que sua amiga a

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roubaria. Pelo menos, não até que eu esteja longe, com o dinheiro na mão.

Claro, qualquer um pode ter cheques. Eu não preciso segmentar esses impactantes financeiros. Não tem mais graça em roubar algumas centenas de dólares, no entanto. Eu prefiro ter vinte ou trinta mil de alguém que tem uma tonelada de dinheiro, na verdade, eles nem sabem o que fazer com ele.

Levei anos para descobrir qual a forma mais fácil e mais rentável, de ser um ladrão. Muitas tentativas e erros. No entanto, uma coisa permanece a mesma: eu não sou pega.

Alicia vem para mim uma vez que sua dança com o estranho acaba.

— Por que você não foi para lá? Eu poderia ter dançado com você em vez daquele cara suado.

Eu sorrio.

— Os caras suados são a razão de eu não dançar. Eu prefiro ficar sentada aqui e assistir todos os outros. Às vezes pode ser mais divertido do que televisão — Ela olha para a mesa, pega a bebida que eu comprei para ela, e toma um gole.

— Isto é doce. O que tem nele?

— Merda, se eu soubesse. O barman disse que era sua especialidade. Eu vi outros fazendo fila para comprá-lo, assim eu percebi que poderíamos tentar. — Eu pedi ao barman para me dar algo forte. Eu menti e disse que era aniversário da minha amiga e estávamos comemorando a noite toda. Ele não viu que eu estava com a filha do patrão.

Ela engole metade da bebida em segundos.

— Ok, isso foi bom. Eu vou ter que descobrir quem está trabalhando esta noite e perguntar a ele. — Certamente vou ter a certeza de mantê- la distraída e recebendo suas bebidas. Duvido que o bartender ficaria

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feliz em ver que eu estou dando suas bebidas para ela a noite toda.

Essa é outra bandeira vermelha que preciso evitar.

Tentei convencê-la a ir para outro clube, mas ela insistiu em vir aqui desde que é grátis. Como se ela precisasse se preocupar com dinheiro.

Ela comprou a nossa primeira rodada de bebidas, mas depois nos coloquei em um canto escuro distante do bar. O que realmente me surpreendeu é que ninguém nos incomodou. Eles sabem que ela está aqui. Talvez seja porque é uma adulta e não é nova para o clube.

Alicia está dançando feliz durante toda a noite. Apenas volta à mesa para beber e para tentar arrastar-me para a pista de dança com ela.

Atualmente, está muito embriagada, beirando o entorpecimento. Eu só preciso que fique bêbada. Não a ponto de que ela passe mal. Eu não a quero assim. Eu também não quero limpar vômito.

— Você está dormindo na minha casa hoje à noite, certo? — Ela pergunta.

— Claro. — Eu sorrio. Eu tenho um carro alugado que estou usando. Está atualmente estacionado em sua casa. Eu não dirijo meu carro real quando estou com um alvo.

— Você mora muito longe. Nós precisamos te mudar para mais perto.

Eu ri.

— Você sabe que eu gosto do interior.

— Sim, em uma casa que eu só vi imagens, mas nunca visitei. Um dia você vai ter que me chamar para jantar para que eu possa ver o lugar.

— Um dia — Ela nunca irá para minha casa. As fotos que mostro são aqueles que encontrei em um site imobiliário. Minha casa é a horas de distância. Eu alugo um apartamento na cidade. Eu não roubo perto da minha casa.

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Ela revira os olhos.

— Evasiva como sempre. — Então ela engole o restante da bebida.

— Eu vou pegar outro. Você quer um?

Eu fico de pé rapidamente.

— Deixe-me. Além disso, — eu digo, olhando atrás dela. — Há alguém na pista que tem te olhado nos últimos minutos.

— Sério? — Ela vira a cabeça. Graças a Deus tem um cara que estava realmente olhando para ela. Ele não é o mais quente, mas em seu estado de embriaguez atual, eu tenho certeza que ela vai pensar que ele é bonito. — Oh, ele não é nada mau. Ok, você me obtém uma bebida enquanto eu vou descobrir se ele tem os movimentos certos — diz ela, piscando.

Duas horas e quatro bebidas depois, de embriaguez torna-se bêbada. Ela finalmente ergue-se para fora dos braços do cara que ela tem dançado e caminha em minha direção. Suas pálpebras estão caídas, cobrindo metade de seus olhos, seu sorriso é preguiçoso, e ela está balançando enquanto anda.

— Eu acho que é hora de nós irmos para casa antes que você acabe fazendo mais do que dançar com um desses caras — eu digo.

— Isso seria uma coisa tão ruim? — Ela ligeiramente insulta. O cheiro de álcool em seu hálito é quase o suficiente para me embebedar.

Eu ponho meu braço em volta da sua cintura e pego sua bolsa.

— Sim, hora de ir.

Ela me beija na bochecha.

— Você é uma boa amiga.

Uh huh. Se ela soubesse.

No momento em que o ar da noite atinge minha pele, estou revigorada. O clube estava ficando muito abafado, e a batida da música

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estava perto de me dar uma dor de cabeça. Eu estou contente de estar livre de seus limites.

Alcançamos o carro de Alicia, e a coloco com segurança. Só porque eu pretendo roubar alguns de seus cheques não significa que eu quero que ela se machuque ou morra, no caso de entrar em um acidente.

O caminho para a casa dela é curto desde que ela vive nos arredores da cidade. Perto o suficiente para chegar em qualquer coisa no centro em menos de meia hora, mas longe o suficiente dos ruídos constante da cidade em seu cenário noturno.

Uma vez que eu a levo para dentro, ela tira suas roupas mais rápido do que uma stripper no palco e se move para a cama. Em menos de dois minutos, ela está dormindo, e eu estou em seu escritório abrindo suas gavetas, procurando o que vai me sustentar até encontrar o meu próximo alvo. O que eu não esperava era encontrar um retrato de uma mulher, que parece idêntica à mulher que desmaiou na sala ao lado.

Uma imagem com facilmente dez anos de idade com beiradas rasgadas e uma nota na parte traseira que lê: Última foto de mamãe.

Emoção constrói dentro de mim enquanto meu coração dói por sua perda. Com isso, eu coloco a foto de volta na gaveta e fecho tudo. Ela conheçe a mesma dor que eu. Eu não posso roubar dela. Não quando ela já perdeu tanto.

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CAPITULO DOIS

ROWE

— E ela tomou cheques de você? — Pergunto.

— Sim.

— Em que data isso ocorreu?

— Não tenho certeza. — Ele responde, enquanto passa a mão pelo cabelo.

— Você não sabe quando ela estava em sua casa?

— Poderia ter sido qualquer momento ao longo do último mês.

— E você tem certeza de que era esta mulher em particular?

Ele me dá um sorriso arrogante.

— Bem, havia outras mulheres que poderiam ter suspeitas.

— Sério? Quantas mulheres trouxe em casa durante o último mês?

— Eu perdi a conta.

— Isso é uma piada para você? Você é o único que foi roubado e que nos chamou. Só estou tentando descobrir como você sabe que foi ela, se você teve uma porta giratória de mulheres nos últimos trinta dias.

Seu rosto começou a ficar um lindo tom de vermelho enquanto sua pressão arterial aumenta pelo meu questionamento.

— Quantas vezes eu tenho que te dizer? Foi Riele! Eu sei isso!

— Calma, senhor. Executaremos o nome e a descrição dela através do nosso sistema, já que você não encontra nenhuma foto em que seu rosto esteja visível. Nós precisaremos do talão de cheques para impressões digitais também. A menos que suas impressões digitais apareçam, não há muito que possamos fazer. A única prova que você tem é de que os cheques estão faltando. Você disse que sua assistente

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tem acesso, bem como um número não revelado de mulheres, que você teve em sua casa no mês passado. Poderia ter sido qualquer uma delas.

— Por que você não acredita em mim? — Sua voz está ficando cada vez mais alta. Esse cara tem fodido muitas mulheres e isso sem contar sua assistente. Quem sabe se ele não está dormindo com ela também.

— Não é sobre acreditar em você, é sobre ter as evidências para apoiar a sua reivindicação de que era realmente esta mulher em particular. Você teve um grande número de mulheres em sua casa, para não mencionar quaisquer outros conhecidos que visitaram você.

Poderia ter sido qualquer um deles. Eu sei que você acha que foi essa Riele, mas precisamos de prova.

— Um foi descontado em um banco duas milhas daqui. Outro, dez milhas de distância. Isso é apenas dois. Houve mais um. Você não pode olhar para o seu vídeo e ver se é ela?

— Vamos entrar em contato com o gerente do banco para ter acesso aos vídeos, mas até então, sugiro que coloque seus cheques e dinheiro em um cofre. Eu não gostaria de vê-lo aqui novamente no próximo mês para a mesma queixa quando isso poderia ter sido evitado.

Não tenho certeza de quem é o ladrão, mas depois de falar com esse homem, não há como determinar quem roubou seus cheques, junto com vinte e quatro mil dólares em um dia, a menos que tenhamos impressões digitais, o que duvido muito, pois isso soa como um criminoso de carreira. Nenhum dos cheques foram sinalizados até três semanas depois, quando ele olhou para o seu extrato bancário e o informou. O cara deve acompanhar melhor seu dinheiro. Talvez se ele notasse um tempo atrás, teria pessoas no banco que se lembrassem da mulher. Vou verificar o vídeo nos bancos, mas aposto que nenhum deles revela nada. Se essa pessoa se deu ao trabalho de dormir com ele, roubar seus cheques e ir para galhos diferentes para que ninguém

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entendesse, duvido que eles estivessem no banco com a cor natural do cabelo, o rosto mostrado, etc. Não, essa pessoa vai ser muito difícil de pegar, a não ser que ela foda com algo no meio do caminho.

~*~

Meu nome é Rowe Falk, e eu sou um detetive.

Todos os dias quando eu chego em casa, eu paro e olho para as imagens de meu pai e irmão penduradas no corredor. Ambos estão de uniforme da polícia. Sei que os deixei orgulhosos naquele dia de trabalho. Meu irmão foi morto no cumprimento do dever, mas meu pai faleceu primeiro. Ele nunca me viu se formar na academia, mas sabia que seguiria seus passos. O câncer o levou muito cedo.

Eu não tenho mais família. Minha mãe me deixou um mês depois que eu nasci, deixando meu pai para criar meu irmão e eu, sozinho.

Meus avós de ambos os lados se foram. Sem tias ou tios do lado do meu pai. Tenho alguns que conheço do lado da minha mãe, mas eles não têm nada a ver comigo. Parece que todo lado da família é um bando de pessoas problemáticas. Alguns estão na cadeia cumprindo pena por drogas. Os outros, eu perdi a noção e não queria procurar.

Se eles queriam algo comigo, deveriam ter mantido contato quando minha mãe foi embora. Mas não fizeram. Todos eles desapareceram.

Não tenho idéia de onde minha mãe está. À medida que crescia, perguntava ao meu pai sobre ela, e ele me dizia tudo o que sabia, mas não me disse por que ela foi embora até os dezesseis anos. Então ouvi a verdade. Ela começou um relacionamento com outro homem dois meses antes de eu nascer, e depois saiu para se mudar pelo país com ele. Ela pode ir se foder. Sim, deu-me a vida, mas ela nunca foi uma mãe. Apenas uma mulher que não achava que valia a pena ficar; que

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preferiu fugir com um homem que mal conhecia do que ficar e cuidar de seus filhos. Ela não tinha que ficar com meu pai para ser uma mãe para nós, mas escolheu o namorado dela, ou o que quer que fosse, em vez de meu irmão e eu.

Eu vivo na mesma casa que eu cresci. Proteger esta cidade e as pessoas que vivem nela são minha vida. Elas dependem de mim, e em certo sentido, dependo delas, também. Eu não tenho uma esposa ou filhos. Eu nem sequer tenho um cão ou um gato. Sou apenas eu e eu.

Minha vida é simples, e gosto desse jeito. Sem complicações. Nada para se preocupar, exceto o meu trabalho e as pessoas em minha comunidade.

Meus amigos continuam tentando me arrumar as amigas de suas namoradas ou qualquer coisa assim. O que eles não entendem é que eu vejo as mulheres como uma complicação que não quero ou preciso.

A esposa do meu melhor amigo o deixou por outro homem. Meus outros amigos estão apenas na fase namorada. Claro, um deles tem dois filhos com sua namorada. Eles estão felizes, e eu estou feliz por eles. Cada um na sua e tudo isso. Isso não quer dizer que não chego a saciar minhas vontades. Eu só vou até a cidade e vou para diferentes bares.

Casos de uma noite são as escolhas que faço e que eu estou muito feliz com elas.

As mulheres nos clubes me veem como um motoqueiro tatuado e musculoso. Elas acham que sou um bad boy, e caramba, se isso não atrai as mulheres. Talvez seja o couro, talvez seja a linha dura da minha mandíbula. Seja o que for, funciona para mim. Eu não divulgo que eu sou um policial. Isso iria afastar algumas, enquanto outras provavelmente acham que é quente e me perguntam onde estão minhas algemas. Eu não faço teatrinhos. Eu quero foder e ir para casa. Sem carícias, sem conhecê-las, anonimato. Eu as deixo saber de antemão

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que não sou material do noivo, fazendo com que elas entendam que vou embora antes do sol nascer, e não irei deixar meu número de telefone.

Esta noite, vou para a cidade e um novo bar, que está no lado menor. Vou preferir conforto por luxuria qualquer dia. Um pequeno bar significa assento confortável e boa bebida. Não chamativas luzes de clube, uma linha de corda, e entrada exclusiva. Eu sou um garoto do campo depois de tudo. Eu não gosto de clubes.

~*~

Não me surpreende o bar estar cheio quando eu chego. Um novo bar é igual a um monte de gente. Todos querem ver o que o mais novo lugar tem para oferecer, antes de decidir se ele vai se tornar um paraíso regular ou não. Eu sou um deles esta noite, só que eu estou aqui para encontrar alguém para me fazer sentir bem e a quem possa dar prazer em troca.

Escolho um assento escondido em uma mesa, uma vez que o bar está cheio. Além disso, aqui eu posso assistir todos ao meu redor. Com a minha jaqueta de couro jogado sobre o encosto da cadeira ao meu lado, eu faço uma varredura com meus olhos ao redor da área, tentando encontrar alguém que eu poderia passar a noite. Há uma abundância de mulheres atraentes aqui, mas nenhuma delas me chamou a atenção. Isto é, até que olho para a minha esquerda imediata e encontro uma mulher sentada sozinha na mesa ao lado da minha.

Ela está envolta em escuridão, o bulbo na lâmpada acima tendo queimado. Ela se inclina para a frente para colocar os cotovelos sobre a mesa com seu telefone em suas mãos. As luzes das outras mesas a iluminam.

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Tatuagens cobrem os braços e as mãos. Seu longo cabelo preto sobre os ombros. Há um piercing em um olho e, maldita, é a coisa mais sexy que eu já vi.

Eu estive com todos os tipos de mulheres. Baixa, alta, magra, cheias de curvas. Tatuada, não. O que você disser. Claro, todas elas foram divertidas, mas nenhuma delas me extasiou como esta mulher, e apenas coloquei meus olhos sobre ela. Eu não tenho certeza se é uma boa coisa ser tão tomado por ela, mas eu estou em meus pés antes de perceber o que estou fazendo. Cerveja na mão, ando até sua mesa, parando um pé de distância dela.

Ela olha para cima. Maquiagem escura dá a ela essa aura durona e só me faz deseja-la mais.

— Posso ajudá-lo? — Ela é atrevida, e eu adoro isso.

— Importa-se se eu me sentar?

Seu pé encaixa debaixo da cadeira em frente de mim para puxá-la mais perto da mesa.

— Por uma questão de fato, eu faço.

— Eu não mordo.

— Eu não ligo. — Ela se concentra de novo em seu telefone e volta a digitação.

— Posso pelo menos comprar uma bebida?

— Não — ela responde rapidamente, sem olhar para cima.

Eu rio.

— Você é sempre tão agradável?

Ela fica de pé rapidamente. Ela é apenas um par de polegadas mais baixa do que eu, o que quer dizer algo, desde que eu tenho 1,93 metros.

— Quão difícil é para você entender o que estou dizendo? Eu estou sentada sozinha, no escuro, e continuo dizendo que não. Qual parte

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está confundindo você? A escuridão ou a palavra não deixando meus lábios? Eu não estou interessada.

Eu coloquei minhas mãos no ar em sinal de rendição.

— Bem. Você ganhou. Eu vou voltar para a minha mesa. Estou bem perto de você, se você precisar de alguma coisa ou quiser ter uma conversa com alguém na vida real e não no seu telefone.

Ela coloca as mãos juntas e bate seus cílios.

— Oh, que bom. — Eu rio e sento na minha mesa.

Agora eu só estou entediado. Ninguém aqui é tão interessante quanto ela, e caramba, adoro um desafio. Em vez de tentar olhar para outras mulheres, sento calmamente e lentamente descasco o rótulo da minha garrafa de cerveja. Com o canto do meu olho, eu vejo homens se aproximar dela de vez em quando. Alguns são afugentados por um simples olhar, enquanto outros precisam de algumas palavras aquecidos antes de deixar sua mesa com o rabo entre as pernas.

Tomo outro gole quando uma mulher loira anda até mim e senta na cadeira ao lado da minha.

— Posso te fazer companhia? — Ela sorri. Ela não é meu tipo. Ok, isso é uma mentira. Quase toda mulher é o meu tipo, desde que não estejam procurando um relacionamento. Ela não é quem eu quero ir para casa esta noite, no entanto. Eu não consigo tirar a mulher na outra mesa fora da minha cabeça.

Eu sorrio de volta.

— Obrigado, mas não. Eu estou esperando por alguém.

A mulher diz: — É uma pena. Eu sou uma ótima companhia.

— Eu não tenho dúvida de que seja — eu respondo. Ela se levanta e sai.

Eu ouço uma risada do meu lado. Viro-me e encontro minha vizinha de volta no escuro onde eu não posso vê-la.

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— Algo engraçado? — Pergunto.

Ela se inclina para a frente.

— Apenas me perguntando por que você não quer levá-la para casa e transar com ela. Ela estava obviamente interessada.

— Ela poderia estar, mas eu não estava. Eu posso ser um cara, mas não sou um porco.

— Uhum.

— Além disso, ela não é quem eu quero.

Seus olhos encontram os meus.

— Nem eu.

— Você não sabe o meu tipo.

— E eu não quero. — Ela se levanta e bate algumas notas sobre a mesa. Quando ela passa, eu não consigo deixar de me concentrar na maneira como seu jeans molda sua bunda. Meu pau agita com a visão.

Quando ela chega na porta, um sujeito para na frente dela, mas as pessoas se enchem atrás dela. Eu não posso ver o que está acontecendo. Eu fico de pé, jogo algum dinheiro na mesa para cobrir minha cerveja e uma gorjeta, e pego meu casaco. Então caminho para onde a vi pela última vez.

Algum cara lança palavras ofensivas. Ele é facilmente ouvido sobre as outras vozes, devido à sua gritaria.

— Vamos lá, baby, venha para casa comigo.

Eu alcanço as costas dela quando ela diz: — Um, eu não conheço você, porra. Dois, você está bêbado. E três, eu não vou a lugar nenhum com você. — Então o cara levanta a mão para agarrá-la. Ela é mais rápida e torce fora de seu alcance, mas ele consegue colocar a mão na cintura dela. Ela tenta mexer para longe dele, mas com o bar lotado, as pessoas entrando e saindo, não há espaço para se mover. Finalmente,

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eu já tive o suficiente. Minha mão dispara para agarra-lo pelo pulso e retiro a sua mão dela.

— Qual é o problema? — Ele grita comigo.

— O negócio é que a senhora não quer que você a toque.

Ele é muito mais baixo que eu, sua cabeça para no meu ombro.

Seus olhos finalmente encontraram os meus. Eles estão vidrados a partir da quantidade de álcool que foi consumido. Ele engole.

— Ela é minha namorada.

— Eu não sou! — Ela grita. — Eu nem te conheço!

Ele volta sua atenção para ela, mas eu me movo para bloquear sua visão. Agora estou de pé entre eles.

Ela bate nas minhas costas.

— Eu posso lidar com minha própria merda. Eu não preciso de você para se meter nos meus negócios.

Olhando para ela por cima do meu ombro, eu digo: — De nada.

Ela revira os olhos e pisa fora da porta. O cara se move para segui- la, mas eu planto a minha mão em seu peito.

— Deixe-a ir.

— Eu não tenho que ouvir você. — Ele soa como uma criança petulante.

— Você não, mas há muitos policiais nesta cidade que gostariam de saber sobre você colocar suas mãos em uma mulher que não quer. — Seus olhos se arregalam quando eu levanto minha mão, segurando meu telefone.

— Tanto faz. — Ele acena. — Eu não preciso disso. — Ele se move mais para dentro do bar para longe da direção onde minha mulher misteriosa foi. Aceno para o barman, que acena com a cabeça em minha direção, um entendimento entre nós para ele assistir o cara.

Agora hora de encontrar essa mulher atrevida e misteriosa.

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CAPITULO TRÊS

HOPE

Meus pés batem na calçada de concreto enquanto coloco distância entre o bar e eu. Com cada clique de meus saltos, ando um passo para longe da briga que encontrei. Quem diabos era aquele cara na porta, e por que ele acha que eu deveria ir para casa com ele? Eu estou tão cansada de homens assumindo, só porque uma mulher está em um bar, que elas são fáceis. Então o cara sentado ao meu lado interveio, o que eu não precisava. Eu tive que sair de lá antes que alguém brigasse e chamassem a polícia.

Eu tento ficar fora de quaisquer brigas onde os policiais poderiam estar envolvidos. Minha vida é vivida de uma forma que evito a polícia a todo custo. Eu também sou muito cuidadosa quando estou com um alvo. Eu tento não deixar nenhuma evidência para trás quando roubo.

Claro, eu uso luvas, cubro o rosto, ou uso falsas impressões digitais;

basicamente, faço tudo que posso para garantir que não serei pega. Eu acho que é hora de fazer as malas e sair dessa cidade. Esse incidente no bar me deixou nervosa, e eu não sei o porquê.

Meu lar permanente é três horas de distância, mas eu alugo um apartamento aqui perto para facilitar as coisas. Mês a mês, e ninguém sabe. Se eu dormir com um cara que não é um alvo, vamos para a casa dele ou fodemos em seu carro. Eu não preciso de um contrato de arrendamento ou a preocupação de como vou sair dele quando fizer as malas e sair. Às vezes saio muito rapidamente.

Eu não estive em casa em seis meses. Talvez seja a hora de visitar a casa e checar as coisas. Eu nunca fui capaz de vender o lugar onde

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fui criada e onde vi os meus pais vivos pela última vez. Mas eu não vou lá muitas vezes. Eu não posso. É tão difícil. As memórias inundam minha mente cada vez que abro a porta, é mais do que posso suportar.

Eu vou uma ou duas vezes por ano, no entanto. Eu tenho que garantir que o lugar ainda está de pé, e que o quintal ainda esteja sendo cuidado pelas pessoas que eu pago.

Alguém com botas pesadas está me seguindo, e eu tenho um palpite de quem é. Eu preciso de um madito táxi e sair dessa rua. Eu não quero esse cara me perseguindo.

— Hey! — Ele chama atrás de mim. Eu quase preferia ter o cara bêbado me perseguindo. Pelo menos, eu seria capaz de fugir dele.

Eu não viro. Sua velocidade pega, assim como a minha, mas eu não posso me mover tão rápido nos saltos como ele faz em suas botas.

Então, ele está atrás de mim, com a mão no meu braço, tentando me parar.

Eu sacudo e giro ao redor.

— Não me toque — eu fervo.

Ele imediatamente puxa sua mão para trás.

— Uau. Eu só estava tentando chamar sua atenção.

— Não ocorreu que eu não quero falar com você?

— Sim, mas eu tinha que ter certeza de que você está bem.

Eu giro e começo a caminhar pela calçada novamente.

— Estou bem.

Ele dá um passo ao meu lado e mantém o ritmo.

— Deixe-me pelo menos me certificar de que chegue bem em casa.

— Eu sou uma menina grande. Eu posso chegar lá por conta própria.

— Estou muito consciente de que você é uma menina grande, mas serei amaldiçoado se a deixar ir para casa sozinha nestas ruas.

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— Você tem um complexo de salvador?

Ele ri.

— Algo parecido.

Olhando-o, ele sorri e essas covinhas - me fode - aparecem. A luz da rua brilha perfeitamente sobre nós. Eu vi aquelas covinhas no bar, mas ele está mais perto agora. Mais sexy. Não me deixe começar a sentir o cheiro dele, que sempre chega à minha direção. Um aroma picante e amadeirado que é todo masculino. Está tomando tudo de mim para não virar para ele e saltar em seus braços.

Esse homem tem foda escrito em tudo sobre ele. Quando ele estava no bar, eu poderia ver tatuagens em seus braços. Braços que são muito musculosos. E a jaqueta de couro que está usando agora, sim, eu estou em total desejo. Mas, em seguida, suas ações contradizem sua aparência. Bad boys não andam por aí sendo cavaleiros e tentando salvar donzelas em perigo. Não que eu seja uma donzela.

Então, qual é o seu negócio? Ele é um menino mau, ou menino que finge que comprou um casaco de couro e tenta agitar o olhar? Não posso esquecer as tatuagens. Essa merda é permanente. Talvez ele seja um menino mau. Bad boys eu posso lidar, é os bons que eu preciso evitar. Os que, se eles conseguirem descobrir o que faço, terão os policiais na minha bunda em pouco tempo.

Eu paro, fazendo-o seguir meu exemplo. Timidamente, coloco minha mão no peito sob seu casaco e me inclino.

— Você tem planos para o resto da noite? — Um bad boy não vai dizer não para me foder. Um bom menino vai tentar ser educado em primeiro lugar e manter suas mãos para si mesmo. No final, porém, o pau sempre vence. Pelo menos eu vou ser capaz de dizer onde esse cara vai em poucos segundos.

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Sua mão pousa no meu quadril quando seus olhos encontram os meus.

— Eu não. O que você tem em mente?

— Oh, eu não sei. Talvez algo que envolva muito menos roupa. — Eu arrasto minha mão em seu peito, parando na cintura da calça jeans.

Seus olhos se enchem com luxúria.

— Parece bom para mim. — Ele pega a minha mão na sua e começa a nos levar de volta para o bar.

— Espere, estamos indo na direção errada. Meu apartamento é o outro caminho. — Porra! Acabei de dizer o meu apartamento? Por que diabos eu disse isso? Eu não quero ele lá. — Por que não vamos para sua casa?

— O seu é mais perto, obviamente. Você é capaz de ir caminhando até lá. O meu é fora da cidade. — Merda. — E nós podemos chegar ao seu apartamento mais rápido na minha Harley. — Meu apartamento ou a cidade? Não gosto da ideia de ficar preso na casa de um cara que não conheço, sem jeito de chegar em casa. Eu acho que vai ser meu apartamento. Agora eu realmente preciso sair da cidade. Uma noite, e amanhã arrumarei minhas coisas e sairei daqui.

Pelo menos eu sei que ele é definitivamente um bad boy. Ele quer me foder, e anda de moto. Todos os pensamentos sobre meu apartamento fogem enquanto eu penso em estar na parte de trás da Harley. Deus, mal posso esperar para sentir aquele garoto mau vibrar entre as minhas pernas. A motocicleta, é claro.

Nós chegamos no estacionamento do bar e andamos para sua carona. Oh meu, está bem. Toda preta, brilhante, novinha em folha.

Eu coloco minha mão sobre o tanque, descendo até a curva do assento e do pára-choque traseiro, e termino perto da placa. Os escapamentos da moto são preto fosco, misturando-se com o resto da motocicleta.

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— Ela é linda — eu digo com adimiração.

— Você gosta de Harleys?

— Oh sim. Eu costumava ter uma há um tempo atrás, mas não tinha ninguém com quem andar, e ficou solitario. Acabei vendendo.

Na verdade, eu vendi quando tive um mês difícil. Foi durante uma das minhas baixas, e fui capaz de vender quase pelo preço que paguei.

Eu amava dirigi-la, no entanto. Mas era solitario. Eu passava por casais andando juntos. Eu queria isso, mas não poderia tê-lo. Não com a vida que eu levo.

— Isso é ruim. Poderíamos ter andado juntos.

Meus olhos se arregalam, mas abaixo a cabeça e bato no assento de couro na motocicleta.

— Liga. Estou pronta para me divertir. — Não vou pensar em como seria andar ao lado dele. Não. Não vai me fazer nenhum bem.

Ele levanta a perna e balança sobre o assento. Olhando por cima do ombro, ele me dá um sorriso arrogante. Eu sento no assento atrás dele e estendo minhas mãos para frente para segurar sua cintura quando liga. O barulho do motor, o ruido dos canos, é tudo incrível.

— Qual é o seu nome, querida?

Levanto uma sobrancelha por ele me chamar de querida.

— Ashlyn, e eu não sou sua querida. — Ele ri e coloca a Harley em marcha. Ele a leva para a estrada com força, o que me faz apertar mais forte nele. Nós paramos em uma luz.

— Onde você mora? — Ele pergunta alto ao longo dos canos. Dou- lhe as instruções, e estamos novamente em direção ao meu apartamento.

No meio do caminho, ele pega minha mão, que está descansando em sua cintura, e puxa-a para seu estômago, pressionando a palma da mão contra a minha para me segurar perto dele. Eu posso sentir cada

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cume de seus músculos abdominais, e sim, eu estou acariciando-os de cima para baixo. Nós iremos para o meu apartamento para foda, afinal.

Talvez eu comece as coisas agora.

Usando minha mão direita, eu acaricio do seu estômago até a cintura da calça jeans. Indo mais para o sul, passo a mão sobre o jeans e o encontro ficando duro embaixo da palma da minha mão. Isto não está fazendo só ele ficar quente. Estou começando a me contorcer no assento. Eu não fui completamente fodida em algumas semanas e poderia usar a liberação.

Nós chegamo ao meu apartamento em alguns minutos. É o segundo andar de uma restaurada casa de tijolos. Nós descemos da moto, e não dou mais do que dois passos antes de seu braço dar a volta em minha cintura, puxando-me para perto, enquanto ele me beija nos lábios duro. Eu me derreto nele. Seu beijo é cheio de paixão e promessa do que está por vir. Mas eu não estou prestes a descer com ele na calçada.

Nós nos beijamos e tentamos nos despir enquanto subimos as escadas. Eu pesco minhas chaves e de alguma forma acabo abrindo a porta sem sequer olhar. Eu aposto que não poderia fazer isso novamente se tentasse. Nós brevemente nos separamos uma vez que estamos no interior, ele chutando a porta fechada atrás de nós. Eu deixo cair a minha bolsa e as chaves no chão.

Ele faz uma pausa, os olhos digitalizando meu apartamento, em seguida, vira o interruptor de luz perto da porta.

— Este é o lugar onde você mora? — Eu aceno. Eu pensei que estava transando. — Onde está toda a sua mobília?

Meu apartamento é escasso: sofá, televisão, e nada mais na área de estar. Eu preciso ser capaz de me mover em qualquer momento, e não posso fazer isso se eu guardar merda e me apegar a todo lugar que

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temporariamente moro. Eu alugo lugares decorados. É mais fácil juntar as coisas quando você só tem o básico para embalar.

— Eu sou minimalista — eu digo e cruzo os braços.

— Minimalista? Parece mais como você está sem dinheiro e mal pode dar ao luxo de viver aqui. É por isso que você vendeu sua Harley? Você estava quebrada? — Como se eu fosse dizer a verdade.

— Não. Eu já lhe disse o motivo. Este é apenas como eu vivo.

Ele se vira e olha para minha cozinha nua, sem nada em cima do balcão, apenas um forno de microondas, em seguida, caminha até o pequeno corredor para o banheiro e quarto.

— Você paga para viver aqui?

— O quê? Sim!

— Nunca se sabe. Pessoas ficam em lugares que eles não têm direito.

— Eu não posso acreditar que você acabou de me acusar de ser uma intrusa. Será que um posseiro a manteria assim limpa? Será que um posseiro tem uma chave do apartamento?

— Peço desculpas — diz ele, enquanto caminha de volta para mim.

Seus olhos estão me olhando ao longo da cabeça aos pés. Fome surge neles. Eu acho que ele se esqueceu de minha situação de vida quando se lembrou de que estava prestes a transar.

Suas mãos encontram meus quadris, e agora eu esqueci sobre tudo, mas o quanto eu quero seus lábios nos meus.

— Ashlyn ...

— Sim?

— Você quer saber o meu nome? — Não, realmente não. Eu não preciso de uma razão para apegar-se a um nome e iniciar isso. Embora, se eu disser isso ele definitivamente vai juntar as coisas.

— Certo. Eu deveria saber qual nome chamar durante o sexo.

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Ele ri.

— Rowe.

— Seu nome é Rowe?

— Sim, é um nome de família. — Nome estranho, mas tanto faz.

Então, novamente, Hope não é exatamente um nome incrível, mas nunca vou revelar o meu verdadeiro eu para ele.

Eu levanto a camisa para encontrar osso duro e seu plano abdomem. Tatuagens cobrem seu peito e eu quero lamber cada polegada dele.

— Menos conversa, mais stripping — Eu ordeno.

— Mulher que gosta de ir ao que interessa. Eu gosto disso.

Estendendo a mão, eu aperto os lábios fechados. Eu não quero conhecê-lo. Eu não quero gostar de sua personalidade ou o timbre profundo de sua voz. E certamente não quero um amigo. Ele não é do tipo que posso roubar. Ele é muito observador. Além disso, ele está me vendo por quem realmente sou. Sem cabelo falso ou maquiagem cobrindo minhas tatuagens. Sem falso nariz ou queixo. Hoje à noite saí como eu. Apenas Hope.

Espera, por que um bad boy deu a mínima para o tipo de apartamento que vivo? Ele deveria ter tirado minhas roupas e pressionado minhas costas contra a parede com minhas pernas ao redor de sua cintura.

Os lábios de Rowe pressionam o local logo abaixo da minha orelha, e os meus pensamentos se dissolvem no nada. Tudo o que posso fazer agora é sentir. Sua língua toca o meu ombro enquanto sua mão puxa minha camisa para baixo para que ele possa beijar ao longo da minha pele. Meus dedos fazem o trabalho rápido na frente da calça jeans, e em nossa próxima respiração, minha mão está envolvida em torno de

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seu pau. Ele geme baixo, fazendo-me querer tira-lo e cair de joelhos diante dele.

Eu não consigo me mexer. Não quando ele levanta minha camisa sobre minha cabeça e puxa meu sutiã para chupar meu mamilo em sua boca. Não quando a outra mão encontra o meu clitóris e me faz gritar. Não, não há mais pensamentos. Somente sexo com o homem delicioso diante de mim.

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CAPITULO QUATRO

ROWE

Gentilmente mordo seu mamilo, provocando um grito de prazer dela. Ela está se movendo contra a minha mão enquanto eu pressiono dois dedos dentro dela, amando como estou a deixando selvagem.

— Oh, Deus. — Ela geme.

Retirando minha mão, eu a puxo pela cintura e a levo para o quarto.

Suas pernas estão enroladas em torno de mim, seus lábios nos meus enquanto eu tropeço através de seu apartamento.

Eu finalmente chego em sua cama e a coloco no colchão, beijando seu corpo. Com os meus lábios e língua na parte inferior do seu estômago, trabalho em sua calça jeans e calcinha. Então minha boca encontra seu ponto mais sensível. Uma vez que seu gosto atinge a minha língua, fico entorpecido. Nada mais existe, alem da beleza diante de mim. Seus dedos passam pelo cabelo no topo da minha cabeça enquanto ela me segura no lugar enquanto esfrega contra o meu rosto.

Porra, ela é incrível. Ela tem atitude e sabe o que quer.

Meu pau está dolorosamente duro. Eu quero estar dentro dela da pior maneira. Tomando uma varredura final dela com a minha língua, eu levanto e removo minhas roupas. Eu pego um preservativo do bolso antes de jogar meu jeans no chão. Ela está esparramada na cama diante de mim. Tatuagens dispersam sobre seus braços, uma no quadril, outra em sua coxa oposta. Eu aperto meu pau e bombeio algumas vezes enquanto a observo. Ela aperta os mamilos, seus olhos sobre o que tenho para oferecer, fazendo meus movimentos diminuirem para que eu possa olhá-la me observando.

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Soltando meu pau, eu abro o preservativo e o enrolo. Abaixo meu corpo sobre o dela, penetro-a, e, porra, ela é tão gostosa quanto eu imaginei. Seu corpo envolve em torno de meu pau como uma luva.

Eu tomo suas mãos nas minhas e as coloco acima de sua cabeça enquanto começo a me introduzir. Eu a penetro e em seguida me afasto. Mas antes de deixá-la, eu a penetro novamente: rápido e duro.

Cada vez que eu faço isso, ela arqueia-se para mim. Seus mamilos roçam meu peito. Com o luar filtrando através de uma abertura em suas cortinas, vejo como seus lábios e seus olhos permanecem fechados enquanto a fodo completamente.

— Você é tão gostosa, querida. Tão sexy, porra.

Suas coxas apertam minha cintura e seus lábios encontram os meus. É preciso cada gota de meu controle para não deixar ir. Cada gemido, toque e beijo, tudo isso me deixa mais perto de gozar. O que eu não daria para liberar nela e marcá-la como minha. Sem preservativo, sem barreiras. Apenas nós dois.

Espere. Que porra é essa? Eu nunca tive esse pensamento sobre qualquer mulher. Nunca.Caralho. Eu preciso colocar minha cabeça no lugar. Eu estou dormindo com ela e, em seguida, saindo daqui. Quanto mais tempo eu ficar, pior temo que vai ser. Não posso permitir que esta mulher entre em minha cabeça mais do que ela já está.

Ela suga meu pescoço, trazendo o meu foco de volta para ela.

Puxando para fora dela, eu a rolo e abro suas pernas. Ashlyn levanta a bunda levemente para que fique em exibição para mim. Pele sedosa encontra minha mão enquanto passo as mãos ao longo de suas curvas.

Estou enterrado de volta nela dentro de segundos. Com uma mão, enrolo o cabelo dela em meu punho, enquanto eu uso a outra para chegar ao redor e esfregar seu clitóris. Ela precisa gozar para que eu

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possa. Eu nunca vou primeiro. Não vou até que a mulher que estou esteja satisfeita.

— Porra, sim! — Ela grita enquanto suas mãos seguram o lençol debaixo dela. Seu corpo treme enquanto ela monta onda após onda de clímax. Porra, amo dar prazer às mulheres. Vê-las se desfazer é uma das minhas coisas favoritas.

Eu continuo fazendo pequenos círculos em seu clitóris, prolongando seu orgasmo durante o tempo que ela me deixa. Ela finalmente acalma a minha mão me fazendo parar. Agora é minha vez.

Bombeando nela mais algumas vezes, meu orgasmo bate forte. Eu derramei no preservativo. O pensamento está de volta na minha cabeça que eu gostaria que estivesse nela e não na fina camada de látex entre nós. Não consigo o afastar. É uma visão incômoda de quão maravilhoso seria reivindicá-la. Estou tão ferrado. Eu preciso sair.

Eu não perco tempo. Não posso deitar ao lado dela e segurá-la.

Minha cabeça está toda confusa, e eu não vou deixá-la ficar sob a minha pele. Puxo e retiro o preservativo, amarro antes de jogá-lo na lata de lixo. Caminhando de volta para o lado da cama, eu a beijo nos lábios o mais rápido possível e digo: — Obrigado por esse grande momento.

Ela estreita os olhos e se apoia sobre um cotovelo.

— Me fodendo e saindo? Sem carinho?

— Você não me parece o tipo carinhoso, querida.

Ela se senta, pega minhas roupas do chão, e as joga para mim com força. Ela está chateada que eu não quero ficar? Eu não diria que é o tipo de mulher de abraçar e ficar de conchinha, especialmente depois da nossa conversa inicial e ela não querer ter nada a ver comigo.

— Chateada que você não vai acordar ao meu lado de manhã? — Pergunto com um sorriso arrogante.

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— Em seus sonhos, imbecil. Estou tentando te tirar daqui mais rápido. Que porra está demorando tanto tempo, afinal? É apenas jeans e uma camiseta. Apresse essa merda. — Ou ela está cobrindo seus sentimentos ou é realmente o que ela quer. De qualquer maneira, eu vou embora.

Eu não me preocupo em olhar para trás enquanto eu jogo minhas roupas e caminho até a porta. Não sei ao certo o que acontece comigo, mas o pensamento de não a ver novamente faz algo comigo – algo que não estou pronto para analisar. No último minuto, decido deixar meu cartão de visita em seu balcão. Tem os meus números de trabalho e celular. Talvez seja uma coisa tola para fazer. Só o tempo irá dizer.

~*~

— E você está dizendo que não a vê em dois meses? — Pergunto.

O cara esfrega sua nuca.

— Algo parecido.

— Como você sabe que essa mulher era a pessoa que levou seus cheques?

— Bem, eu não sei ao certo, mas eu tenho uma suspeita.

— E essa suspeita seria? — Estou escrevendo tudo isto enquanto eu falo com ele, não tenho certeza de que nada disso é preciso.

— Eu não a vi desde que eu a peguei no escritório do meu hotel.

Desde então, eu não fui capaz de ter a localização dela. Eu liguei e mandei mensagem, mas nada.

— Nunca lhe ocorreu que a mulher que você dormiu, não quer ter um relacionamento real, e lhe deu um número falso?

— Claro, mas por que ela faria isso? Eu balançei seu mundo.

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— Huh Uh. Claro que você fez. Ok, eu vou começar arquivando isso e entrarei em contato.

— Você tem que pegá-la. — ele implora. — Eu quero meu dinheiro de volta.

— Nós trabalharemos nisso. Você não é o primeiro a relatar cheques desaparecidos e dinheiro saindo de sua conta bancária.

No caminho de volta para a estação, eu corro os últimos casos pela minha cabeça. Todas as vítimas eram do sexo masculino e todos disseram que uma mulher roubou seus cheques. Todos os homens dormiam com a mulher. Mas é aí que as semelhanças terminam. A mulher nem sempre pega vários cheques. Às vezes é apenas um. Como com esse cara. Um cheque e foi descontado no seu banco, o que faz sentido. O banco que detém o seu dinheiro seria o único a descontar o cheque, para que ela recebesse o dinheiro de imediato.

Tenho filmagens de outros bancos. A mulher em questão tem diferentes características faciais em cada vídeo. Ela deve ter usado narizes falsos para mudar sua aparência. Seu cabelo é muito diferente nos vídeos e nas descrições que recebemos. Esse cara disse que ia nos dar todas as filmagens de seu escritório, mas meu palpite é que haverá inúmeras mulheres que ele está transando, e mesmo quando aponta para ela, terá o rosto estrategicamente escondido das câmeras.

Quem quer que seja, não é novo nesta vida. Ela tem habilidades e conhecimentos. Ela também é uma ladra e precisa de ser pega, mas como você pega alguém quando você não tem idéia de quem será seu próximo alvo? Eu diria que todos os homens ricos, mas ela encontrou um cara de classe média há algumas semanas e sacou dois mil da conta dele. Não era uma tonelada, mas ainda era roubo.

Com a forma como ela opera, ela nunca atinge o mesmo banco duas vezes. Acontece que os relatórios que recebemos foram ricos

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proprietários de empresas locais que têm dinheiro em grandes agências principais. Se essa mulher seguir em frente, teremos que trabalhar com outras jurisdições para garantir o controle.

Eu sento e estudo as imagens que recebi dos bancos. O vídeo, as fotografias, há algo muito familiar sobre a mulher, mas não me lembro de conhecer alguém com essa aparência. Os fatores comuns em todas as fotos são as maçãs do rosto altas e a maneira como ela anda. Tudo o resto é diferente. Suas roupas variam de conservador a sensual.

Esfregando o queixo com o polegar e o indicador, tento juntar todos os pedaços. É um quebra-cabeça, mas está faltando mais da metade das peças. Não há como montá-lo sem elas, mas é meu trabalho fazer isso. Eu odeio não ser capaz de descobrir casos. Sou muito melhor nos cortes e secos. Você sabe o que aconteceu, chame o agressor e ele está resolvido. Isso me manterá acordado à noite. Especialmente porque há essa parte de mim sussurrando que já vi essa mulher antes. Há também a parte lógica da minha mente dizendo que muitas mulheres andam da mesma forma.

— Você está bem? — Rider pergunta enquando ele puxa uma cadeira ao lado da minha mesa. Ele é o outro detetive da nossa força policial.

— Sim, este caso, está só me incomodando. Esta mulher ... — Eu lhe entrego as imagens. — Há algo sobre ela e eu não consigo entender.

Está bem na minha frente, mas não consigo vê-lo.

— Ela é a única que tem roubado cheques?

— Sim.

— Bem, é melhor você descobrir isso e logo. Parece que o cara que você entrevistou mais cedo é enteado do prefeito, e ele não está muito satisfeito ao saber que ele foi roubado.

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— Porra. — Eu não preciso dessa merda a mais. Ja é ruim o suficiente que eu não posso resolver este caso; agora eu vou ter a respiração do prefeito no meu pescoço. — Talvez ele precise dizer ao seu enteado para manter seu pau em suas calças e não foder mulheres aleatórios. Esse cara é um verdadeiro idiota.

— Você está certo. Não muda nada, mas você está certo.

Rider está de pé e me bate no ombro.

— Você vai descobrir isso. Você sempre faz.

— Obrigado por cuidar do meu caso merda, idiota.

— Não tem problema, homem — diz ele, sorrindo. Idiota.

Eu sento na minha mesa algumas horas a mais, tentando descobrir este caso. Meu telefone da mesa toca. É o chefe e ele quer me ver.

Ótimo. O prefeito já deve ter falado com ele. Eu não preciso dessa merda. O que preciso fazer é resolver este caso e tirar essa mulher das ruas antes que ela encontre sua próxima vítima e roube ainda mais dinheiro.

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CAPITULO CINCO

HOPE

Não dormi depois que ele saiu. Fiquei acordada à noite, jogando e girando. Por volta de quatro horas da manhã, fui para a cozinha pegar uma bebida. Foi quando eu vi. O item solitário jogado no meu balcão:

algo que muda tudo e torna-se o ponto de inflexão final para eu fugir.

Ele é um policial. Melhor ainda, um detetive. Bad boy, minha bunda.

Eu preciso sair da cidade. Eu deveria ter ido embora quando vi pela primeira vez o seu cartão, mas era como se meus pés estivessem grudados no cimento. Eu não podia me mover. Eu finalmente consegui voltar para a cama com o cartão na minha mão. Ficar aqui não é inteligente. Nem um pouco. Então por que é quatro da tarde e eu ainda estou na cama? Por que não sai ainda? Eu poderia estar de volta em casa agora.

Continuo tentando dizer a mim mesmo que não estou ainda deitada na cama por causa dele. Mas eu estou. Tivemos uma ligação ontem à noite. Eu não me importo como ele agiu quando saiu. Enquanto ele estava enterrado dentro de mim, abri meus olhos e vi as profundezas do seus, e formamos uma conexão incomum. Ele sentiu. Eu sei que fez. Rowe se assustou, no entanto. Porra, isso me assustou também.

Essa é a única coisa que posso pensar. Por que mais ele correu para fora do meu apartamento como se sua vida dependesse disso?

Isso é estúpido. Balanço a cabeça e me arrasto da cama. Ele é apenas um cara. A porra de um policial que eu não tenho que ficar pensando. De todas as pessoas em todo o mundo, encontro uma conexão com um detetive. Muito inteligente, Hope. Talvez da próxima

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vez eu vou dormir com alguém em uma equipe da SWAT, ou melhor ainda, no FBI.

Abro a porta do armário e retiro a única mala de viagem que tenho comigo. Em menos de trinta minutos, eu embalado tudo o que é meu no apartamento. Roupas, toalhas e produtos de higiene pessoal apenas. Eu vou jogar toda a comida no lixo, e levá-la para fora. Eu não ficarei. Eu não posso. É muito perigoso. Rowe sabe onde eu moro. Na chance dele voltar aqui me procurando, eu preciso ir embora. Graças a Deus, nunca dei ao senhorio qualquer informação real. Ele me conhece como Ashlyn Briske.

As únicas pessoas que sabem o meu nome verdadeiro são da minha família distante, e eles não contam. Eu não falo com eles, e gosto desse jeito. Eles tentaram manter contato depois que meus pais faleceram, mas não queria nada com eles. Eu gostava de estar sozinha. Ninguém com quem se preocupar. Ninguém para responder. É melhor assim.

Com um saco de lixo cheio na mão, caminho descendo as escadas para a frente do triplex. Este é o último saco. Já levei um para fora, que estava cheio de lixo real. Este segundo é comida que eu não quero quando voltar para casa. Enquanto coloco para baixo o saco, um modelo mais novo de Dodge Charger preto passa lentamente. As janelas são matizadas por isso não posso ver quem está dentro. Todo o cabelo em meus braços se levanta. Eu não gosto disso, e meu corpo está em alerta máximo.

Viro abruptamente para dentro do prédio.

— Ashlyn! — Gritam atrás de mim, me fazendo parar minha caminhada. Porra. Eu conheço essa voz. Decido ignorar e abro a porta.

— Ashlyn, pare! — Paro. Tenho medo de se não fizer isso, ele vai derrubar a porta até que o deixe entrar. Se eu tivesse tirado minha bunda para fora da cama mais cedo, eu poderia ter evitado isso.

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Viro um pouco e inclino as costas no parapeiro enquanto ele estaciona seu carro. Minhas mãos começam a tremer. Ele é um detetive, porra, e sou uma criminosa. Ele está vindo para me prender, ou se arrependeu da maneira que ele me deixou na noite passada?

No segundo que ele aparece no meu campo de visão, meu corpo começa a ficar quente, lembrando o que ele fez para mim na noite anterior. Ele está vestindo calça jeans escura e uma camiseta preta.

Seus músculos esticados contra o tecido das mangas, e suas tatuagens espreitando por baixo.

— Como você está? — Pergunta ele.

Levanto uma sobrancelha, e para minha surpresa, caio facilmente na conversa com ele.

— Você está me perguntando como eu estou depois do jeito que você deixou na noite passada?

— Não foi minha melhor saída.

— Foi uma merda de jogada.

— Escute, eu não tenho relacionamentos.

Cruzo meus braços.

— Então por que você está aqui? Pelo endereço em seu cartão, você nem sequer trabalha nesta cidade. — Merda, agora ele sabe que eu não só vi o seu cartão, mas também olhei a cidade que ele trabalha.

— Você me checou?

— Eu li o seu cartão.

Ele sobe quatro degraus para ficar logo abaixo de mim, seus olhos segurando os meus, mesmo que ele esteja mais ao nível do peito comigo.

— Por que você não me ligou?

— Eu não estou ligando para o idiota que pulou fora do barco assim que ele acabou comigo.

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— Eu mereço isso.

— E mais.

— Posso entrar?

— Não. — Respondo rapidamente. De jeito nenhum eu quero ele dentro do meu apartamento. Especialmente com a minha mala no meio da sala de estar e o dinheiro no balcão para o restante do meu aluguel.

Foda-se isso.

— Venha para um passeio comigo.

— Eu não posso. Eu tenho planos. — Planos para dar o fora daqui.

— Mude eles. Venha comigo.

— Por quê? Você disse que não tem relacionamentos. — A verdadeira questão é por que estou tendo essa conversa? Nada de bom virá a partir disso, e eu sou uma tola por ter a idéia de ir com ele.

— Eu não estou pronto para deixar você ir ainda.

— Você não precisa me deixar ir, e eu não vou dormir com você de novo.

— Sim, você vai, mas esse não é o ponto — diz ele, sorrindo. Filho da puta arrogante. — Olha, eu estou de folga o resto do dia, e eu queria levá-la em algum lugar.

— Mais uma vez, você disse que não tem relacionamentos.

— Este não é um relacionamento. Isso é eu perguntando se você quer ir comer alguma coisa.

— Às quatro e quarenta e cinco da tarde?

— Especial mais cedo?

— Nós não temos oitenta.

Ele ri.

— Não, mas a comida vai ser tão boa agora como seria às sete. — Na sugestão meu estomago resmunga. Ele varre o braço para fora. — Minha carruagem espera.

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Eu reviro meus olhos e viro para a porta da frente.

— Deixe-me ir pegar minha bolsa.

— Eu estarei esperando, querida. — Eu rosno baixo na minha garganta por que ele me chama assim. Ele ri quando eu piso no andar de cima para pegar minhas chaves e bolsa.

Estou seriamente indo com ele? Eu não deveria. Eu deveria lhe ter dito para se foder, subir e esperar que saia. Então eu poderia ter agarrado minha mala e saído. No entanto, não o fiz. E agora eu vou ter um jantar com ele. Talvez vá dormir com Rowe mais uma vez antes de ir para casa. Algo para me segurar até encontrar a próxima cidade que estou me mudando.

Acabei de sair com um cara com quem não deveria estar saindo. Por que não posso consertar as coisas quando ele está na jogada? Esta é uma má idéia. Se Rowe se apegar, é isso mesmo, eu vou ter que despejá-lo, e não vai ser bonito. Quero dizer, como faço para romper com alguém tão quente como ele que monta uma Harley? Oh, bem, é um detetive. Talvez se eu ficar repetindo esse fato na minha cabeça, serei capaz de me manter firme.

Estou ficando muito à frente de mim mesma. Já imaginando terminar com ele; dormimos juntos apenas uma vez e ainda não comemos uma refeição juntos. É apenas uma refeição grátis e sexo. É isso aí. Nada mais.

Eu pego minhas coisas e tranco a porta do meu apartamento. Não que eu acho que alguém vai quebrar e roubar a mala com apenas roupas, toalhas e produtos de higiene pessoal na mesma. Todo o dinheiro que robo dos cheques que eu troco está escondido em todo o apartamento, no qual voltarei para pegar antes de sair de uma vez.

Digamos que, por acaso, tenham encontrado um esconderijo, não há

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como encontrar os outros. Sou muito estratégica onde eu escondo dinheiro. Anos sendo ladra me ensinou isso.

Comida e sexo e eu estou fora. Espera, ele está dirigindo. Porra. Eu só vou pegar um táxi. Em seguida, outro pensamento me bate. Onde estamos fazendo sexo? Não aqui, isso é certo. Talvez na parte de trás do carror. Eu com certeza não quero voltar para a casa dele.

Lá embaixo, acho Rowe encostado em seu carro parecendo sexy, e um calafrio sobe minha espinha. Má idéia, Hope. Péssima ideia, porra.

Ele abre a porta para mim.

— Depois de você, querida.

Eu paro e fico olhando para ele antes de entrar no carro.

— Você vai dizer isso agora só para me irritar?

Ele sorri largamente.

— Absolutamente.

— Idiota —, murmuro e entro no carro.

Ele ri quando fecha a porta e da a volta no capô para chegar ao lado do motorista. O motor ronca, e nós vamos para Deus sabe onde para comer.

Quinze minutos dirigindo, eu estou perguntando a ele para onde estamos indo. Ele não vai dizer e, em vez disso coloca a mão na minha coxa, avançando lentamente até a junção das minhas pernas. Ele sabe exatamente o que fazer para me calar e fazer o que quer. Nenhum homem jamais teve esse poder sobre mim. Eu não sou o tipo submissa.

Então seus dedos acariciam meu clitóris através do meu jeans, e estou ficando realmente com tesão. O que eu estava pensando? Sexo?

Mais quinze minutos e um orgasmo depois, nós estamos chegando em um pequeno restaurante no meio do nada quando Rowe retira a mão de dentro do meu jeans. Felizmente, as janelas são escurar e ninguém que passa do lado do carro pode me ver fechando-o. Olho para

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Rowe e vejo como ele lentamente chupa os dedos que estavam apenas dentro de mim. Gozei alguns segundos atrás, e eu quero mais.

Inclinando-me, alcanço seu ziper, mas ele gentilmente me empurra.

— Primeiro alimento. Fodendo depois.

— Idiota.

Ele ri e sai do carro. Eu sigo o exemplo, sem esperar por ele para abrir a minha porta. Nós caminhamos lado a lado para porta da lanchonete, e noto um punhado de carros aqui. É apenas cinco, por isso é ainda o início de uma multidão. Ele segura a porta para mim quando entro.

Todas as cabeças do lugar se voltam para nós, e é aí que meus pés param de se mover. Rowe esbarra em minhas costas.

— O que há de errado? —, Ele pergunta.

Viro a cabeça ligeiramente e sussurro: — Por que todo mundo está olhando para nós? — Eu odeio ser o centro das atenções. Na verdade, eu costumo fazer o maximo possível para garantir que ninguém me note, a menos que eu esteja procurando um novo alvo. Isso é outra história.

— Cidade pequena, e eu sou um de seus policiais, então eles me conhecem. Além disso, nunca sou visto com uma mulher. Eu não trago meus casos de uma noite para casa comigo.

— Mas eu não sou um caso de uma noite. Obviamente.

Ele sorri.

— Não, você não é. — Em seguida, outra palavra que ele disse me chama atenção.

— Casa?

— Sim, esta é a minha cidade natal.

Cada parte do meu corpo está gritando para fugir. Para virar e ficar longe de Rowe e esta cidade, onde todo mundo se conhecem e,

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provavelmente, toda a sua família e parentes falecidos. Que porra estou fazendo? Eu não pertenço a este lugar. Eu não faço isso. Eu estava muito envolvida em meu orgasmo para prestar atenção onde estávamos indo.

Rowe pega a minha mão, puxando-me dos meus pensamentos, e começa a andar em direção a uma cabine no canto onde nos sentamos.

Eu estou no piloto automático neste momento. Eu olho para a saída repetidamente, tentando encontrar uma razão para sair, mas lembrando que eu não tenho carro, e quem sabe se há uma empresa de táxi aqui. Adorável.

— Hey, — Rowe diz, e encaixa os dedos na minha cara.

— Huh? — Meus olhos mudam para os dele.

— O que você gostaria de beber?

— Oh, a água está bem. — Eu não tinha percebido a garçonete que estava em pé na mesa.

Olho para cima e a noto que ela está me dando o mais sujo de todos os olhares. O tipo de olhar que diz que eu estou aqui com o cara que ela está pegando. Mas quando olho para Rowe, ele só tem olhos para mim. Ótimo. Eu preciso entrar no meio disso.

A garçonete finalmente sai e eu não posso deixar de perguntar, — Ex-namorada sua?

— Nem mesmo perto. Ela é irmã do meu amigo e vem tentando ficar comigo durante anos.

— Isso faz sentido.

— Ela não significa nada para mim, além de ser uma amiga.

— Você não tem que explicar nada para mim. Eu não tenho nenhum direito sobre você — eu o lembro. — Nós estamos apenas aqui para jantar e fazer sexo. — Eu posso ter dito isso um pouco alto demais. O casal de idosos na cabine atrás de mim se vira para olhar.

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