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Arq. NeuroPsiquiatr. vol.10 número4

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Academic year: 2018

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D I E A R T E R I O G R A P H Y D E R H I R N G E F A E S S E . T R A U G O T T R I E C H E R T . 2ª edição. Editado por Urban & Schwarzenberg, Muenchen, 1 9 5 1 .

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neralidades atinentes à arteriografia, à anatomia do encéfalo e à distribuição vas-cular; na segunda parte é discutida a aplicação da arteriografia ao estudo d e diversas entidades mórbidas em suas variadas localizações; a última parte consta de excelente documentário constituído de magnífica coleção de arteriografias c e -rebrais, ao par de histórias clínicas resumidas.

N a parte gerai sobressai uma síntese histórica que coloca em merecido lugar a figura ímpar de E g a s Moniz. Na qualificação dos contrastes são apontados, como mais importantes o Thorotrast e os componentes organo-iodados. Na parte relativa à técnica, é ressaltado o valor da dissecção da artéria carótida, sendo* criticado o método da punção percutânea, nem sempre exeqüível e sujeito a con-tratempos. Grande valor é dado à arteriografia seriada, inclusive a fase da fle¬ bografia. A s indicações da arteriografia são divididas em dois grandes g r u p o s : tumores e alterações vasculares. Para combater as hemorragias por lesão da veia jugular ou mesmo p o r sangramento da própria artéria puncionada, o autor utili-za as propriedades hemostáticas do músculo, da adrenalina, da esponja de gela-tina embebida em fibrina. Entre as complicações, são salientadas as broncopneu¬ monias.

N o capítulo referente à fisiologia e fisiopatologia da circulação cerebral, é estudado o problema das falsas imagens, procurando o autor explicar a freqüente falta de repleção da artéria cerebral anterior e que poderia ser rotulada c o m o trombose, À flebografia dá o autor grande importância, infelizmente ainda não compreendida pela maioria dos neurocirurgiões, principalmente os norte-america-nos; trata-se de achados de difícil interpretação que, entretanto, podem ser des-prezados. Muito útil é a parte em que o autor tece considerações a respeito da arteriografia da fossa posterior, referindo as dificuldades da injeção da ar-téria vertebral e as dificuldades da interpretação dos achados, o que, aliás, vem se contrapor às afirmações de autores japonêses que insistem na facilidade da técnica mesmo com injeções por punção percutânea.

A b o r d a n d o a questão do diagnóstico dos tumores cerebrais, o autor traça o p o r -tuna e justa linha de crítica entre a arteriografia e a ventriculografia. Ressal-tando a importância da arteriografia nos casos de tumores frontais, temporais, da pequena asa do esfenóide e da região hipofisária, não deixa de referir as di-ficuldades da arteriografia no diagnóstico de tumores com outras localizações

(intra-ventriculares, por e x e m p l o ) . Capítulo dos mais interessantes é o referen-te ao aspecto arreferen-teriográfico em relação com a natureza anátomo-patológica d o s tumores. N o tocante aos aneurismas, o autor atribui grande importância ao mé-todo arteriográfico, pois, dada a grande freqüência dos aneurismas (cêrca de 1% das autópsias em g e r a l ) , o método viria possibilitar in vivo o diagnóstico clínico sempre difícil; além de tudo, a tolerância dos pacientes é perfeita mesmo nos processos vasculares mais graves.

Sem dúvida é das mais importantes a contribuição pessoal do autor ao p r o -blema de interpretação dos achados arteriográficos, pois apresenta um verdadeiro atlas da arteriografia cerebral, obra que não pode deixar de ser consultada pelos especialistas. Descrever os casos abordados seria impossível, pois sucedem-se em grande número, todos interessantíssimos e com perfeitas ilustrações.

O autor merece elogios por essa valiossíma obra que veio enriquecer sobre-maneira a bibliografia do assunto, constituindo uma das contribuições mais im-portantes editadas nestes últimos anos. A apresentação do livro é perfeita, tanto quanto à impressão como no que se refere à clichetagem.

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