Representação de Sistemas no Domínio Tempo
Introdução
Um sistema Linear Invariante no Tempo (LIT) pode será representado e analisado de diversas formas, duas delas serão abordadas neste curso: a representação no domínio tempo e a representação no domínio da freqüência. O objetivo deste laboratório é familiarizar o aluno com a representação de sistemas no domínio tempo utilizando o MATLAB.
Leitura - Bibliografia: Lathi - Capítulo 2.
Considerações iniciais
Consideraremos para a nossa análise, sistemas lineares diferenciais cujas entradas x(t) estão relacionadas com y(t) por equações diferenciais lineares no formato:
) ( . . ... . . ) ( . . ... . 1 1 1 1 1 1 1
1 b xt
dt x d b dt x d b dt x d b t y a dt y d a dt y d a dt y d N N M M M N M M M N N N N N N N
(3.1)
Onde todos os coeficientes
a
i eb
i são constantes.Usando a notação D para derivada, podemos representar também no formato:
D
N
a
1.
D
N1
...
a
N1.
D
a
N
.
y
(
t
)
b
NM.
D
M
b
NM1.
D
M1
...
b
N1.
D
b
N
.
x
(
t
)
(3.2)A resposta de um sistema pode ser expressa como a soma de duas componentes: a componente de entrada nula e a componente de estado nulo.
RESPOSTA TOTAL = resposta de entrada nula + resposta de estado nulo. (3.3) Entrada nula
x(t)=0Estado nulo
condições iniciais zeros.Resposta do sistema a condições internas: Resposta de Entrada Nula
Para x(t)=0, a equação 3.2 pode ser representada por:
.
...
1.
.
0(
)
0
1
1
a
D
a
D
a
y
t
D
N NN
N (3.4)
Usando a heurística observa-se que a equação 3.4 deve ser zero para qualquer valor de t e para isso, a combinação linear das derivadas deve ser zero. Tal resultado somente será possível se
y
0(
t
)
e suas N derivadas sucessivas tiverem o mesmo formato. Sabe-se que somente a função exponenciale
.t possui esta propriedade. Assim, presume-se que:t
e
c
t
y
0(
)
.
.
é a solução de 3.4, logo:
.
...
.
.
0
.
1 11
N N tN N
e
a
a
a
c
Uma solução não trivial:
.
...
.
0
)
(
N
a
1 N1
a
N1
a
N
Q
(3.5)Isso mostra que
c
.
e
.trealmente é a solução de 3.4, desde que
satisfaça a equação 3.5. Escrevendo em termos de fatores:
.
.
0)
( 1 1 N
Q
(3.6)Verifica-se que
possui N soluções, assumindo que
i são todos distintos. Isso faz com que a resposta genérica possa ser escrita como a soma de todas as soluções:t N t
t
c
e
c
e
Ne
c
t
y
2 . .. 1
0
(
)
.
.
.
1
1
(3.7)Onde
c
1,
c
2,
,
c
Nsão constantes que dependem das condições do sistema. Note que o polinômio Qnão possui qualquer relação com a entrada. Este polinômio é denominado polinômio característico. As raízes deste polinômio são chamadas raízes características ou autovalores. As exponenciais são os modos característicos.
Exemplo:
Determine a resposta de entrada nula
y
0(
t
)
para
3. 2
. () ()2
t Dx t y D
D quando
y
0(
0
)
0
e5
)
0
(
0
y
.A função roots encontrará as raízes do polinômio da derivada.
roots([1 3 2]); %-- raizes do polinomio
Assim,
1
1
e
2
2
e a resposta nula resulta em:y
t
c
e
tc
e
2.t 2 . 1 10
(
)
.
.
.Para encontrar as constantes, necessitamos de 2 equações relacionadas com as condições iniciais:
t t
e
c
e
c
t
y
0(
)
1.
1.
2.
2. e sua derivaday
0(
t
)
c
1.
e
1.t
2
c
2.
e
2.tFazendo t=0 e substituindo as condições iniciais:
2 1
2 1
2
5
0
c
c
c
c
A=[1 1;-1 -2]; B=[0 -5]’; C=A\B
Resultando em
c
1
5
ec
2
5
.t=0:0.01:10;
Tarefa 1 – Resposta nula do sistema mecânico
Determine a resposta de entrada nula
y
0(
t
)
para
6. 8
. () ()2
t Dx t y D
D quando
y
0(
0
)
0
e8
)
0
(
0
y
. Após a realização do cálculo, plote a resposta y(t) do sistema.Tarefa 2 – Resposta nula do sistema mecânico
Definido o sistema mecânico translacional em equilíbrio, representado pela seguinte equação diferencial:
2 .
. ()0 t y k D b mDSe alterarmos a posição inicial do sistema para y(0)=0,1 m e ý(0)=0, plote a resposta y(t) do sistema.
Considere k=100 N.m, b=52 N.s/m, e m=1 kg.
Tarefa 3 – Resposta nula utilizando dsolve
O MATLAB pode solucionar uma equação diferencial através da função dsolve. Exemplo:
Y = dsolve('D2y+52*Dy+100*y = 0','y(0)=0.1','Dy(0)=0','t')
Observação: Note que saída da função dsolve é uma variável simbólica. Para plotar o resultado devemos fazer com que o Matlab substitua a variável simbólica t pelo vetor numérico t (definido anteriormente). Isso deve ser feito através da função eval.
Tarefa 4 – Resolva a tarefa 2 utilizando dsolve
Resolva novamente a tarefa 2 com o uso da função dsolve do MATLAB e compare o resultado. Depois disso, resolva novamente a equação diferencial da tarefa 2 utilizando uma entrada x(t) = 5t + 3 assumindo as mesmas condições iniciais.
Resposta h(t) ao Impulso Unitário
A partir da equação 3.2, podemos representar a resposta ao impulso como:
.
...
.
.
(
)
.
.
...
1.
.
(
)
1 1 1
1
1
D
a
D
a
h
t
b
D
b
D
b
D
b
t
a
D
N
N
N
N
NM M
NM M
N
N
(3.8)A resposta ao impulso compreende os modos característicos para
t
0
. Além disso, no único momento t=0, só poderá haver o impulso. Assim pode-se escrever a equação 3.8 como:Em 3.8, se M<N,
b
0
0
e as condições iniciais (0) (0) (0) (0) 0) 2 (
n n Nn
n y y y
y e (0) 1
) 1 (
N n
y .
Os modos característicos podem ser representados como:
P(D).yn(t)
.u(t)dependentes do polinômio P(D) que representa as derivadas do sinal de entrada.
Exemplo:
Determine a resposta ao impulso
h
(
t
)
para
2 3. 2
. () () t Dx t h DD para condições iniciais nulas. A função roots encontrará as raízes do polinômio da derivada.
roots([1 3 2]); %-- raizes do polinomio
Assim,
1
1
e
2
2
e a resposta nula resulta em:y
n(
t
)
c
1.
e
1.t
c
2.
e
2.t.Para encontrar as constantes, necessitamos de 2 equações relacionadas com as condições iniciais:
t t
n
t
c
e
c
e
y
(
)
1.
1.
2.
2. e sua derivaday
nt
c
e
tc
2e
2.t .1
1
.
2
.
)
(
Fazendo t=0 e substituindo as condições iniciais (Sistema de segunda ordem - N=2, y(0)0 e
y
(
0
)
1
):
2 1
2 1
2
1
0
c
c
c
c
A=[1 1;-1 -2];
B=[0 1]’;
C=A\B
Resultando em
c
1
1
ec
2
1
. Como . ( ) )
(t b0 t
h
P(D).yn(t)
.u(t)0
0
b
e
P
(
D
).
y
n(
t
)
.
u
(
t
)
D
.
h
(
t
)
.
u
(
t
)
1
.
e
1.t2
.
e
2.t
.
u
(
t
)
Portanto:
1. 2.
. () )( 1. 2.
t u e e
t
h t t
Para a resolução no MATLAB:
Yn = dsolve('D2y+3*Dy+2*y = 0','y(0)=0','Dy(0)=1','t'); Dyn= diff(Yn);
Tarefa 5 – Resposta ao impulso do sistema mecânico
Definido o sistema mecânico translacional em equilíbrio, representado pela seguinte equação diferencial:
mD2b.Dk
.y(t)u(t)Se aplicarmos uma força impulsiva de amplitude 1N (u(t)