Doenças da Próstata
Tomé Lopes
Tomé Lopes Branco da Palma Bruno Paiva Francisco Martins Helena Correia João Borda João Marcelino João Varela José Ferraz José Maria Alves Matos Pereira Miguel Apolinário Palma dos Reis Pedro Barros Pinto de Carvalho Rúbens de Deus Virgílio Vaz António Romão Carla Soares David Martinho Mafalda Melo Raúl Rodrigues Rui Formoso Sérgio Pereira Tiago Mendonça Tito Leitãodoenças da próstata
hiperplasia benigna da próstata (HBP)
cancro da próstata
prostatite
epidemiologia
diagnóstico
• semiologia • exames complementaresterapêutica
• médica • cirúrgica • outras modalidadesglândula prostática
central (25%)
periférica (75%)
zona de transição (5%)
cancro e prostatite HBP• anatomia
doenças da próstata
proporção relativa das patologias prostáticas mais comuns
doenças da próstata
envelhecimento da população: projecções
2000 – 2035
• população com idade ≥ 60 anos vai duplicar
• população com idade ≥ 85 anos vai quadruplicar
• diagnóstico
história clínica IPSS
toque rectal
análise de urina e secreções prostáticas função renal
PSA
urofluxometria
estudo urodinâmico
ecografia prostática transrectal biópsia prostática
doenças da próstata
• história clínica – anamnese
HBP é o diagnóstico mais frequente
3 questões:
• levanta-se durante a noite para urinar? • o seu jacto de urina está diminuído?
• sente-se incomodado por sintomas da bexiga?
história familiar de cancro da próstata
hematúria
dor à micção
dor óssea
• história clínica – anamnese
lower urinary tract symptoms (LUTS)
sintomas de esvaziamento
(obstrutivos)
sintomas de armazenamento
(irritativos)
− polaquiúria − noctúria − imperiosidade miccional− incontinência por imperiosidade − disúria
− atraso no início da micção
− ↓ da força e calibre do jacto urinário − sensação de esvaziamento incompleto − gotejamento terminal
doenças da próstata
• história clínica – anamnese
international prostate symptom score (IPSS)
Not at all Less than1 time in 5
Less than half the time
About half the time More than half the time Almost always Incomplete emptying
Over the past month, how often have you had a sensation of not emptying your bladder completely after you finish urinating?
0 1 2 3 4 5
Frequency
Over the past month, how often have you had to urinate again less than two hours after you finished urinating?
0 1 2 3 4 5
Intermittency
Over the past month, how often have you found you stopped and started again several times when you urinated?
0 1 2 3 4 5
Urgency
Over the last month, how difficult have you found it to postpone urination?
0 1 2 3 4 5
Weak stream
Over the past month, how often have you had a weak urinary stream?
0 1 2 3 4 5
Straining
Over the past month, how often have you had to push or strain to begin urination?
None 1 time 2 times 3 times 4 times 5 or more times
Nocturia
Over the past month, how many times did you most typically get up to urinate from the time you went to bed to the time you got up in the morning?
0 1 2 3 4 5
• história clínica – anamnese
IPSS = somatório das pontuações
international prostate symptom score (IPSS)
IPSS
sintomas
0 a 7 ligeiros 8 a 19 moderados
doenças da próstata
• história clínica – exame objectivo
palpação abdominal (globo vesical)
toque rectal
– decúbito dorsal
– dimensão de uma noz – consistência fibro-elástica
– nódulos / zonas de endurecimento – assimetria
– mobilidade – dor à palpação
• exames laboratoriais
urina tipo II
urocultura
citologia urinária
secreções prostáticas (leucócitos, exame cultural)
função renal
• antigénio específico da próstata (PSA)
• revolucionou o diagnóstico do CaP
• protease produzida pelas células epiteliais • liquefacção do esperma após ejaculação • maior parte circula ligado a proteínas séricas • restante circula “livre”
• antigénio específico da próstata (PSA)
Específico de órgão! • tumor da próstata • prostatite • hiperplasia benigna • biópsia • cirurgia • instrumentação do TUI • ejaculação • retenção urináriaPSA total sérico
↑
• antigénio específico da próstata (PSA)
marcador tumoral, elevado na maioria dos casos de CaP homens com idade ≥ 50 anos
valor sérico aumenta com a idade e com volume da próstata valor normal até 4 ng/mL
PSA total entre 4 e 10 ng/mL: determinação do PSA livre PSA livre baixo: sugestivo de cancro da próstata
PSA está elevado em 25% dos casos de HBP
PSA total > 10 ng/mL: probabilidade de cancro de 60% PSA > 50 ng/mL: sugestivo de metastização
• urofluxometria
medição da urina residual
doenças da próstata
hiperplasia benigna
da próstata
• nódulos microscópicos do estroma aos 40 anos • progressão clínica lenta
• proliferação de tecido prostático ocorre com a idade • componentes estático e dinâmico
hiperplasia benigna da próstata
• prevalência da HBP histológica e clínica aumenta com a idade
• mais comum na raça negra
• rara no extremo oriente
• efeitos da dieta e do ambiente
histológica
clínica
50% aos 60 anos 90% aos 80 anos 20% aos 50-60 anos 55% aos 80 anosobstrução do fluxo urinário
irritativos
(armazenamento) sintomas do aparelho urinário inferior
(LUTS)
obstrutivos (esvaziamento)
• infecções urinárias • hiperactividade vesical
• retenção urinária (aguda ou crónica) • incontinência por regurgitação
• insuficiência renal
homem 60 anos com LUTS e aumento de volume prostático tem 23% de probabilidade de episódio de retenção urinária aguda
• efeitos tardios sobre o aparelho urinário
retenção urinária aguda
retenção urinária crónica
próstata aumentada de volume sintomas graves urina residual fluxo baixo idade avançada
risco
completahiperplasia benigna da próstata
• terapêutica
avaliar
• gravidade dos sintomas
• impacto sobre a qualidade de vida • volume da próstata
• redução do fluxo urinário
terapêutica
médica cirúrgica alternativa
• terapêutica médica
principal indicação: sintomatologia moderada a severa
contraindicações
– retenção urinária aguda ou crónica
– insuficiência renal / uretero-hidronefrose – hematúria recorrente
– infecção urinária recorrente – litíase vesical
– divertículos vesicais
hiperplasia benigna da próstata
• terapêutica médica
α-bloqueantes
– alfuzosina – tansulosina
relaxamento do músculo liso prostático e do colo vesical diminuição da resistência ao fluxo urinário
sem interferência na contractilidade do detrusor
modo de acção:
• terapêutica médica
inibidores da 5α-reductase
– finasteride – dutasteride
inibição da conversão da testosterona em dihidrotestosterona (DHT) redução do tecido epitelial
redução do volume da próstata
diminuição da resistência ao fluxo urinário
hiperplasia benigna da próstata
• terapêutica médica
inibidores da 5α-reductase
– finasteride – dutasteride acção em 6 mesesdiminuição em 20% do volume da próstata
PSA total cai para 50% do valor pré-tratamento
disfunção sexual em 3-5% dos doentes
• terapêutica médica
fitoterapia
extractos de plantas – Serenoa repens
mecanismo de acção não totalmente esclarecido melhoria da sintomatologia
aumento do fluxo urinário
terapêutica combinada
hiperplasia benigna da próstata
• terapêutica cirúrgica
• terapêutica cirúrgica
hiperplasia benigna da próstata
• terapêutica cirúrgica
prostatectomia aberta
• terapêutica cirúrgica
prostatectomia aberta
hiperplasia benigna da próstata
• terapêutica cirúrgica
prostatectomia aberta
• terapêuticas alternativas
electrovaporização da próstata incisão transuretral da próstata
hiperplasia benigna da próstata
• terapêuticas alternativas
vaporização com LASER
• terapêutica cirúrgica – complicações
hemorragia
incontinência urinária
aperto da uretra
disfunção sexual
• ejaculação retrógradacancro mais frequente no homem
segunda causa de morte no homem
mais comum a partir dos 50 anos
80% diagnosticado após os 65 anos
70% têm origem na zona periférica da próstata
• epidemiologia
cancro da próstata
• epidemiologia
– história natural lenta
– maior agressividade em homens jovens
– incidência mais baixa no oriente do que no ocidente – maior risco na raça negra
– cádmio / indústria da energia nuclear – predisposição genética
– efeito do PSA sobre a mortalidade
indolente
letal
• fisiopatologia
cancro da próstata
• anatomia patológica
95% são adenocarcinomas
4,5% são carcinomas do epitélio de transição (urotélio)
0,5% são tumores neuroendócrinos ou sarcomas
• sistema de Gleason
classificação histológica
aspecto microscópico em baixa ampliação
varia entre 1 e 5
resultado sob a forma de “score”
adenocarcinoma da próstata Gleason 7 (3+4)
adenocarcinoma da próstata
• padrão 3 é o mais frequente naquela amostra
• padrão 4 é o segundo mais frequente naquela amostra
cancro da próstata
• sistema de Gleason
Gleason 1 Gleason 2 Gleason 3
• diagnóstico
como é que se diagnostica habitualmente?
toque rectal suspeito
elevação do PSA total
clinicamente
laboratorialmente
cancro da próstata
• clínica
sintomas sugerem
doença avançada!
estadios precoces
assintomático
• laboratório
alterações indicam quase sempre
doença avançada
• elevação da ureia e creatinina séricas • anemia
• estadiamento
• toque rectal • biópsia
• PSA total
• RMN / TC (se PSA > 10 ng/mL)
• cintigrafia óssea (se PSA > 20 ng/mL)
• cistoscopia
• imagiologia do aparelho urinário alto
cancro da próstata
• estadiamento
cintigrafia óssea positiva para metastização óssea múltipla
cancro da próstata
• estadiamento
não palpável Gleason ≤ 6 PSA < 10 ng/mLbaixo risco
palpável Gleason 7 PSA 10 a 20 ng/mLrisco intermédio
órgãos adjacentes Gleason ≥ 8 PSA > 20 ng/mLalto risco
• tratamento
decisão terapêutica baseada em:
• estadiamento clínico
• esperança de vida
• capacidade de assegurar sobrevida livre de doença
• morbilidade associada a cada modalidade
cancro da próstata
• tratamento
doença localizada
prostatectomia radical
• incontinência urinária • disfunção eréctilradioterapia externa
• tratamento
doença localizada
cancro da próstata
• tratamento
doença avançada / metastática
tratamento hormonal antiandrogénico
– orquidectomia bilateral
– antiandrogénios (ciproterona) – análogos LHRH
• tratamento
doença avançada / metastática
efeitos indesejáveis
perda da libido e disfunção eréctil afrontamentos (hot flashes)
ginecomastia
dismineralização óssea e perda de massa muscular aumento do risco cardiovascular
toxicidade hepática
• terceira causa mais prevalente de patologia prostática
• patologia prostática mais comum no homem com menos de 50 anos
• dor perineal é o principal sintoma
• classificação do NIH (National Institute of Health)
prostatite
categoria I
prostatite bacteriana aguda
categoria II
prostatite bacteriana crónica
categoria III
prostatite abacteriana crónica
síndrome doloroso pélvico crónico
a – inflamatório
b – não inflamatório
presença de dor genitourinária na ausência de bactérias
uropatogéneas detectadas pelos meios microbiológicos standard
• classificação do NIH (National Institute of Health)
“prostatite abacteriana e prostatodinia” substituídas por…
síndrome doloroso pélvico crónico (sdpc)
com ou sem inflamação (análise do ejaculado)
leucócitos no esperma, secreções prostáticas e urina (após massagem)
ausência de leucócitos
sdpc inflamatório
prostatite
• tratamento
prostatite aguda
antibiótico activo contra Gram-negativos
prostatite crónica
antibioterapia prolongada (fluoroquinolonas / co-trimoxazol)
α-bloqueantes
Tomé Lopes Branco da Palma Bruno Paiva Francisco Martins Helena Correia João Borda João Marcelino João Varela José Ferraz José Maria Alves Matos Pereira Miguel Apolinário Palma dos Reis Pedro Barros Pinto de Carvalho Rúbens de Deus Virgílio Vaz António Romão Carla Soares David Martinho Mafalda Melo Raúl Rodrigues Rui Formoso Sérgio Pereira Tiago Mendonça Tito Leitão