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A Teoria do Estado e a Eficiência
da Administração Pública
Prof. Doutor Jacob Massuanganhe
PhD, Politicas Públicas, Governação e Desenvolvimento Local Coordenador de Programas, CPPPGL- UAN
UNIVERDIADE AGOSTINHO NETO FACULDADE DE DIREITO
Programa de Mestrado e Pós-Graduação
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Administração
“Administrar” é, em geral, tomar decisões e efectuar operações com vista à satisfação de determinadas necessidades. É pois uma actividade que se concretiza na junção de meios humanos, materiais e financeiros no seio de uma organização.
Qualquer organização necessita de administração.
Mas nem todas as administrações se regem pelos mesmo princípios e regras.
Administração Pública vs Administração Privada
O Que é a Administração?
•
A
Administração
(do latim:
administratione
) é o conjunto de
atividades voltadas a direção de uma organização utilizando-se
de técnicas de gestão para que alcance seus objetivos de
forma eficaz, com responsabilidade social e ambiental.
•
Lacombe
entende que a essência do trabalho do administrador
é obter resultados por meio das pessoas que ele coordena. A
partir desse raciocínio, temos o papel do "Gestor
Administrativo" que, com sua capacidade de gestão com as
pessoas, consegue obter os resultados esperados.
•
Drucker
diz que administrar é manter as organizações coesas,
fazendo-as funcionar. Este autor coloca mais ênfase nas
Funções Administrativas
As principais funções administrativas são:
•
Fixar objectivos (planear)
•
Analisar: conhecer os problemas.
•
Solucionar problemas
•
Organizar e alocar recursos (recursos financeiros e
tecnológicos e as pessoas).
•
Comunicar, dirigir e motivar as pessoas (liderar)
•
Negociar
•
Tomar as decisões.
•
Mensurar e avaliar (controlar).
Fayol
foi o primeiro a definir as funções básicas do
Teoria Geral da Administração
•
A TGA começou com a
ênfase nas tarefas
, com a
administração científica
de Taylor. A seguir, a preocupação
básica passou para a
ênfase na estrutura
com a
teoria
clássica
de Fayol e com a
teoria burocrática
de Weber,
seguindo-se mais tarde a
teoria estruturalista
.
•
A reacção humanística surgiu com a
ênfase nas pessoas
, por
meio da
teoria comportamental
e pela
teoria do
desenvolvimento organizacional
. A
ênfase no ambiente
surgiu com a
teoria da contingência
. A
teoria dos sistemas
,
posteriormente, desenvolveu a ênfase na tecnologia. Cada
uma dessas cinco variáveis -
tarefas, estrutura, pessoas,
ambiente e tecnologia
- provocou a seu tempo uma diferente
teoria administrativa, marcando um gradativo passo no
6
Noções Básicas sobre
Administração Pública
•
Segundo Freitas do Amaral a Administração Pública é
“
O sistema de órgãos, serviços e agentes do Estado,
bem como das demais pessoas colectivas públicas,
que asseguram em nome da colectividade a satisfação
regular e continua das necessidades colectivas de
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A Administração Central e Administração Local do Estado
•
Nem todos os órgãos e serviços do Estado têm competência
extensível a todo o território, existem também órgãos e serviços cuja
competência está limitada a determinadas áreas circunscritas.
•
Existe administração local do Estado e existe administração local que
não é da competência do Estado (a administração autárquica e a
administração regional).
•
Os governadores e administradores são órgãos locais do Estado,
representam o Governo no seu territorio. Os presidentes das
Câmaras são órgãos locais dos municípios, representam as
populações dessa área circunscrita.
8
Administração directa do Estado e Administração indirecta do
Estado
•
A administração do Estado visa o alcance da satisfação das
necessidades colectivas. Quando essa actividade é realizada por
serviços integrados na pessoa colectiva Estado, estamos perante a
administração directa do Estado (ministérios, secretarias, etc).
•
Quando a actividade exercida para atingir os fins do Estado é
realizada por pessoas colectivas públicas, distintas do Estado,
estamos perante a administração indirecta do Estado.
9
A função administrativa é Assumida pelo Estado sob duas
formas:
•
Directa
–
através de órgãos e serviços sob a dependência
do Governo. Serviços sem autonomia / serviços com
autonomia (escolas/universidades);
•
Indirecta (devolução de poderes)
–
através da criação de
entidades com personalidade jurídica. Não pertencem ao
Estado mas prosseguem fins atribuídos ao Estado. O
Estado tem poderes de intervenção. São: institutos,
empresas públicas, associações públicas.
Teorias Administrativas Principais Enfoques
Administração Científica Racionalização (divisão) do trabalho no nível operacional
Teoria Clássica Organização formal; Fixação de funções
Teoria da Burocracia Organização burocrática; Racionalidade organizacional
Teoria Estruturalista Organização formal e informal;Análise intra- e inter-organizacional
Teoria das Relações Humanas Organização informal; Motivação, liderança, comunicações e dinâmica de grupo
Teoria Comportamental Teoria das decisões; Integração dos objetivos organizacionais e individuais
Teoria do Desenvolvimento Organizacional Mudança organizacional planejada; Abordagem de sistema aberto
Teoria da Contingência Análise ambiental (imperativo ambiental); Abordagem de sistema aberto;
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Especificidades da Administração Pública
A actividade administrativa pública é um instrumento do poder político com constrangimentos especiais que não afectam a administração privada:
objectivos definidos pelo poder político e que não podem ser modificados pela Administração;
restrições financeiras, decorrentes do financiamento público e leis orçamentais;
limitações legais quanto à gestão dos recursos humanos e financeiros e quanto à contratação de bens e serviços.
A sobrevivência das organizações públicas, ao contrário das organizações privadas, não depende do mercado, mas antes da vontade do poder político
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Especificidades da Administração Pública (Cont.)
A administração pública pauta-se pelo respeito de princípios jurídicos especialmente consagrados e que regem a sua actuação.
.
.
Principios
☛
Legalidade
☛
Impessoalidade
☛
Moralidade
☛
Publicidade
☛
Eficiência
A gestão pública para ser excelente tem que ser
legal, impessoal, moral, pública e eficiente
.
.
Princípio da Legalidade
Princípio de legalidade reza que "
ninguém será obrigado a
fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de
lei
". Neste sentido, conceitua que a legalidade, como
princípio de administração, significa que o administrador
público está, em toda sua actividade funcional, sujeito aos
mandamentos da lei e exigências do bem comum, e deles
não se pode afastar ou desviar, sob pena de praticar ato
inválido e de responsabilidade disciplinar, civil e criminal,
de acordo com cada caso.
A legalidade, como princípio de administração, significa
que o administrador público está, em toda sua actividade
funcional, sujeito aos mandamentos da lei e exigências do
bem comum, e deles não se pode afastar ou desviar, sob
pena de praticar ato inválido e de responsabilidade
.
Todos os usuários ou destinatários da acção de uma
organização pública são preferenciais,
Todos são iguais
perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...”
Esta
estabelece que a Administração Pública não deva conter
a marca pessoal do administrador, ou seja, os actos
públicos não são praticados pelo servidor e sim pela
Administração a que ele pertence.
Não deve imperar na Administração Pública a vigência do
ditado popular de privilégio ou mesmo favoritismo. No
sector público, o tratamento diferenciado é discriminatório,
ilegal e antidemocrático. A Administração Pública não
pode desviar-se dos fins almejados pela lei para favorecer
ou prejudicar qualquer pessoa ou grupo. A pessoa do gestor
não se confunde com o exercício do cargo.
.
.
Princípio da Moralidade
A institucionalização do Estado Democrático de Direito,
ao prever a expressa admissão do princípio da
moralidade, reacende as discussões acerca do tema ético
e moral na acção pública. Pautar a acção pública por um
código moral. Não se trata de ética, no sentido de
princípios individuais, de foro íntimo, mas de princípios
morais de aceitação pública.
A moralidade pode ser compreendida através do provérbio
- nem tudo que é lícito é honesto.
A administração, por
isso, deve ser orientada pelos princípios do Direito e da
Moral, para que ao legal se ajunte o honesto e
.
Ser transparente, dar publicidade aos dados e fatos.
Esta é uma forma eficaz de indução do controle social.
Todos têm direito de acesso às informações disponíveis
na administração pública, ou a ela entregues.
Se a gestão é pública, natural é que públicos sejam todos
os seus actos tornados em faceta de dominio comum.
Apublicidade é o princípio instrumental dos demais.
Através dele qualquer cidadão pode verificar se os
.
Este princípio tem o poder de informar a Administração
Pública, visando aperfeiçoar os serviços e as actividades
prestados, buscando a optimização dos resultados e
atender o interesse público com maiores índices de
adequação, eficácia, racionalidade e satisfação do
interesse comum.
Fazer o que precisa ser feito com o máximo de qualidade,
ao menor custo possível. Não se trata de redução de custo
a qualquer custo, mas de obter a melhor relação entre a
qualidade do serviço e a qualidade do gasto.
Significa a busca de qualidade e produtividade, de
resultado, nas decisões e condutas da Administração.
HERMENÊUTICA E
CIBERNETICA NOS
ACTOS
O Conceito
•
Hermenêutica é um ramo da filosofia que se debate com
a compreensão humana e a
interpretação
de textos
escritos. A palavra deriva do nome do deus grego
Hermes, o mensageiro dos deuses, a quem os gregos
atribuíam a origem da linguagem e da escrita e
considerado o patrono da comunicação e do
entendimento humano.
•
Origem do Termo:
O termo "hermenêutica" provém do
verbo grego "hermēneuein" e significa "declarar",
"anunciar", "interpretar", "esclarecer" e, por último,
"traduzir". Significa que alguma coisa é "
tornada
compreensível" ou "levada à compreensão
".
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Compreesnã o
Interpretaçã o
Ciencia deductiva (Objectiva)
Ciencia Inductiva (Subjectiva)
MaTERIAL
IMATERIAL Ciência dedutiva
(Objectiva)
Ciência Indutiva (Subjectiva)
MATERIAL
CONHECIMENTO
SABEDORIA
Métodos de interpretação
A hermenêutica serve exactamente para justificar e dar
metodologia de como proceder com a interpretação
subjectiva e objectiva. Para tal, recorre a vários modelos
que tem vindo a ser desenvolvidos para este fim.
•
Metodo Historico
: Foi Gadamer quem colocou o problema com
grande clareza
: Se as ciências históricas são compreensivas, ou
interpretativas, como conceber através de seus enunciados, uma
validade
? “não somente a história não chegou ao fim
- nós mesmos,
enquanto compreendemos a história, nos encontramos nela como
membros condicionados e finitos de uma cadeia que continua a
avançar. do a ser desenvolvidos para este fim.
A hermenêutica
• Método Psicológico: Schleiermacher expandiu a tarefa hermenêutica ao colocar ao lado da interpretação gramatical a interpretação psicológica
(psíquica comportamental). A partir de agora, o que deve ser compreendido
não é somente a literalidade das palavras e seu sentido objectivo, mas
também a individualidade de quem fala ou do autor. Dilthey caracteriza suas
intenções ao afirmar: “A riqueza da nossa experiência permite-nos imaginar, por uma espécie de transposição, uma experiência análoga exterior a nós e compreendê-la...”
• Método Sociológico de aprendizagem: Vale ressaltar a interpretação sociológica - Que é a interpretação na visão do homem moderno, ou seja, aquela decorrente do aprimoramento das ciências sociais, de modo que a regra pode ser compreendida nos contextos de sua aplicação, quais sejam o das relações sociais, de modo que terá um elemento necessário a mais para
considerar quando da apreciação dos casos concretos ante a norma.
Teorias de Aprendizagem
considera-se que o homem não pode
ser considerado um ser passivo. Ele
organiza suas experiências e procura
lhes dar significado. É um processo
dinâmico, centrado nos processos
Enfatiza a importância dos processos
mentais do processo de aprendizagem,
na forma com se percepciona,
selecciona, organiza e atribui
A hermenêutica
• Método do Direito: No caso do Direito, trata-se de técnica específica que visa a compreender a aplicabilidade de um texto legal. Em palavras mais simples: quando uma lei entra em vigor, assim como toda e qualquer
literatura, se requer uma compreensão de seu conteúdo. Se não houvesse regras específicas para tal interpretação (e é disso que trata a hermenêutica jurídica), cada qual poderia (quer juízes, quer advogados) entender a lei da maneira que melhor lhe conviesse. Logo, a Hermenêutica traz para o mundo jurídico uma maior segurança no que diz respeito à aplicação da lei, e, ao mesmo tempo, assegura ao legislador uma antevisão de como será aplicado o texto legal, antes mesmo que entre em vigor.
• Metodo Logico: Dilthey se apropria da teoria hermenêutica enquanto
caminho para constituição de uma “Crítica da Razão (Logica – Se A=B e B=C, então A=C)”. A palavra proferida ou escrita, que relata o evento,
implica em uma distância em relação ao evento: uma perda entre o originário da expressão na impressão.
A hermenêutica
• Metodo Holistico: E ainda, a Holística- Tradado no estudo da doutrina Cibernetica- A cibernética surgiu como uma ciência interdisciplinar
destinada a estabelecer relações entre várias ciências e permitir que cada ciência utilizasse os conhecimentos desenvolvidos pelas demais ciências, centrando o objecto de investigação os fenómenos Que individualmente a ciência não tenha explorado ou desenvolvido princípios, tentando explicar o vazio encontrado no domínio da integração das varias ciências do
conhecimento.
• Quem fala de Cibernética, deve se lembrar em primeira instancia da palavra sinergias (interligações, sistemas), que abarcaria o texto a luz de um mundo transdiciplinar (filosofia, história, sociologia...) interligado e abrangente.
Inclusive, dando margem a desconsiderar certo texto em detrimento de uma justiça maior no caso concreto e não representada na norma entendida
exclusivamente e desligada dos outros elementos da realidade que lhe dão sentido.
•
28
A expressão textual pode ter diferentes interpretações (A≠B)
Pensamento originário traduzido na escrita, porém fica o teor subjectivo na fonte inspiradora do texto
Pensamento
Interpretativo traduzido na compreensão, porém a interpretação depende da objectividade, que exclui a subjectividade da fonte primária
A B
Técnica de Interpretar:
•
Para tal a interpretação pode recorrer a Interpretação
Gramatical ou Filológica, Interpretação Lógica,
interpretação Sistemática, Interpretação Histórica,
Interpretação Teleológica, Interpretação Sociológica,
interpretação económica, jurídica, antropológica.
•
Há consenso entre a generalidade dos autores de que
a interpretação, a despeito da pluralidade de elementos
que devem ser tomados em consideração, é una.
Nenhum método deve ser absolutizado
: os diferentes
meios empregados ajudam-se uns aos outros,
combinando-se e controlando-se reciprocamente.
AS REGRAS DE ARGUMENTAÇÃO
• É importante relembrar o contexto histórico das teorias hermenêuticas, ora apresentadas. No século XIX, procura-se construir a Hermenêutica como uma Ciência da Interpretação, nos moldes das demais Ciências que utilizam parâmetros para a objetividade; e, com isso, desvaloriza-se a retórica.
Admitir-se que há uma única solução para o caso concreto exige a adoção de um critério de correção formal e/ou substancial. AAULIS ARNIO explica que existem, a grosso modo, duas teorias que procuram explicar a noção de única resposta correta. Segundo a versão mais forte (a qual pressupõe um sistema jurídico fechado), representada pelas doutrinas extremas do direito natural racionalista e pela dogmática jurídica conceitual), há de existir
sempre uma única resposta correta para cada caso em particular dentro do ordenamento jurídico, cabe ao intérprete achá-la.
31
A racionalidade dos discursos jurídicos é dada por sua própria discutibilidade, pois todas as suas premissas e conclusões podem
32
AS REGRAS DE ARGUMENTAÇÃO
FENOMENO INFORMAÇÃO CODIFICAÇÃO
OBSERVAÇÃO PROCESSAMENTO PRATICA
Com recurso a Hermenêutica Administrativa
Discuta o principio de legalidade previsto na
Doutrina da Administração Pública.
33
…Nada é eficiente por princípio, mas por consequência, e não será razoável imaginar que a Administração, simplesmente por
REFORMA DA
ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA
O que significa Reforma da Administração
Pública?
•
Mudanças estruturais e /ou do processo em áreas tais
como o designio organizacional, descentralização, gestão
do pessoal, finanças públicas, gestão de resultados,
reformas reguladoras, acesso à informação e interacção
com a sociedade civil e o sector público.
As reformas da Administração Pública podem ser
apontadas sobre uma questão / sector particular tais
como Estatuto de Serviço Civil, por exemplo.
O último obejctivo da Reforma
da Administração Pública é de
melhorar a vida de todos os
cidadãos, em particular o
pobre e o vulnerável.
IMPACTO DA TECNOLOGIA
Reforma da Administração Pública
Desempenha um papel importante
na oferta dos serviços básicos as
populações (Estradas, Escolas e
Hospitais).
É um dos veículos principais
através do qual a relação entre o
estado e a sociedade civil e o sector
privado é realizado.
Fortalecimento de Instituições de Governação Eficiente
Reforma da Administração Pública
O apoio à Reforma da Administração Pública é um meio para o
melhoramento da governação e alcance dos obejctivos de
REDESENHO DO APARELHO DO ESTADO ACTIVIDADES EXCLUSIVAS DO ESTADO ACTIVIDADES NÃO-EXCLUSIVAS
PRESSUPÕEM O EXERCÍCIO DE PODER DO ESTADO DE REGULAMENTAR, FISCALIZAR E FOMENTAR
Arrecadação Tributária Segurança Pública Controle Ambiental,
etc
SÃO DE INTERESSE PÚBLICO, MAS PODEM SER DELEGADAS OU PRODUZIDAS POR TERCEIROS COM O APOIO E SUPERVISÃO DO ESTADO
Educação Saúde Meio Ambiente
Desenvolvimento em C & T, etc Agências Executivas Organizações Sociais Agências Reguladoras Mandato de Directores e Independência do Governo Contrato de Gestão/Parceria Privatização
Causas do Mau Funcionamento
Sistemas da Administração Pública
Fortalecimento de Instituições de Governação Eficiente
Reforma da Administração Pública
Fraco Desempenho
Liderança
Falta de capacidade
Falta de recursos
O tamanho do Estado
Papel do governo
Consequências do mau funcionamento
Sistemas da Administração Pública
Redução do crescimento economico
Desencorajamento no investimento estrangeiro direito
Violação dos direitos humanos
Fraca confiança no governo
Vulnerabilidade acrescida à corrupção
Decrescimo e diversão nas receitas governamentais
Regulamentos ineficientes do governo
Fortalecimento de Instituições de Governação Eficiente
Reforma da Administração Pública
Objectivos de uma Reforma da
Administração Pública:
Um serviço público moderno
e democrático dever-se-
á ser….
Eficiente
Responsivo
Transparente
Tendências na Reforma da Administração Pública
No mundo, as administrações públicas tendem a seguir os
seguintes elementos:
1.
Globalização
2.
Descentralização
3.
Parcerias públicas-privadas
4.
Governo -E
5.
Abordagem baseada em direitos ao desenvolvimento
6.
Transparência, responsabilidade e Anti-Corrupção
Áreas da Reforma da Administração Pública
Governação
Serviço Civil
Instituições e Processos
Gestão Financeira
Fortalecimento de Instituições de Governação Eficiente
Reforma da Administração Pública
Caracteristica cruzada: Capacitação
Actores da Reforma da Administração Pública
A Reforma da Administração Pública exige sinergia entre actores políticos e não políticos.
A Reforma da Administração Pública dever-se-á ser conduzida
domesticamente, e a vários níveis (nacional, provincial, local)
A Reforma da Administração Pública é conduzida por agentes de mudança dentro da:
Instituições governamentais
Sector Privado
Sociedade Civil
Exemplos de Indicadores da Reforma da
Administração Pública a Nível Local
•Grau de implementação do nível local das iniciativas de reforma da
administração pública lançada e centralmente designada.
•Existência de uma visão clara e planos estratégicos/operacionais nas
instituições do governo local.
•Gestão excelente dos recursos financeiros
•Público formal de contratos, propositos, orçamento e contas pelas
administrações municipais e provinciais.
•Auditoria independente regular dos projectos e contas públicas
•Padrões publicados de entrega do desempenho
•Grau de profissionalização do pessoal e críterios de selecção
•Grau de confidência entre cidadãos a instituições públicas locais
A retórica da Eficiencia Administração Pública: foco na instutição
•
A retórica da "
eficiencia da Administração Pública
", hoje muito
disseminada no debate público, pretende, senão de forma
aberta, pelo menos de forma dissimulada,
modernizar a
abordagem secular do modelo jurídico-administrativo
que
orienta o sector público.
•
Esta retorica, pode ser entendeda como forma de subterfugio
politico face a tendencia crescente da "ingovernabilidade" e
"ineficiência" do sector público. Neste contraponto entre
"modelos administrativos" costuma-se proceder a uma
dicotomização demasiado simplista e discussista, para confundir
os momentos, entre o "
velho" e o "novo
". Em linguagem mais
simplista, esta abordgam não tem sustentaculo que nos parece
convencente sobre os resultados pretendidos.
A falácia da profissionalização administrativa: foco no individuo
•
Na profissionalização administrativa há que incutir no servidor
valores morais, éticos e deontológicos
inerentes ao bem servir,
munindo-o certamente de condições que garantam a
satisfação, motivação e ambiente organizacional favorável, pelo
que se torna imperioso o investimento no capital humano, e
uma reorientação dos processos de selecção e admissão dos
servidores e gestores públicos.
•
Não baste se ser soldado para ser comandante
–
Habilidades
humanas
, comportamentais e técnicas que devem ser
integradas na faceta para se ser um bom comandante. Nasce
assim, o papel fundamental da liderança na motivação e
orientação dos servidores públicos para objectivos comuns,
tendo como referencia a necessidade de melhor servir o
publico.
O discurso da desburocratização: foco nos processos
•
A reforma pressupõe que com a
simplificação dos
procedimentos
, a modernização e a desburocratização, há um
efeito na melhoria da qualidade do serviço público. A reforma
não tem em conta factores subjectivos como motivacionais,
comportamentais, atitudes, habilidades e consciência de
Estado por parte do servidor público, factor indispensável para
a melhoria da oferta de serviços básicos e da qualidade do
serviço público.
•
Factores de
moralidade e responsabilização
dos agentes
públicos não mereceram destaque devido, e como tal a
reforma na sua amplitude ignorou aspectos gerenciais do
sector publico, desde a e liderança organizacional,
planeamento estratégico e operacional, controlo e avaliação
de desempenho.
O discurso da desburocratização: foco nos processos
•
No cenário de adaptação burocrática, o que parece estar
em relevo é a manutenção do que é essencial no modelo
tradicional de organização centrado na noção de serviço
público. Porém, ocorrem tentativas para nele introduzir
mecanismos de eficiência organizacional no âmbito da
redução das despesas.
•
A lógica burocrática continua a prevalecer, mas a ela são
agregados elementos da lógica
managerialista relativos
a
gestão dos recursos humanos, em particular: a redução
de efectivos, mobilidade no trabalho, modalidades de
contratualização individual, acompanhado da
precarização dos vínculos à organização.
O discurso da desburocratização: foco nos processos
•
Por outro lado, a este cenário continuam a estar
associadas narrativas dominantes que realçam a
importância dos valores éticos, deontológicos e cultura
de Estado que afectam a função pública, como por
exemplo
o tipo de atendimento
nas repartições públicas.
•
Em suma, a profissionalização administrativa do sector
publico implica em grande medida uma actuação virada
para a melhoramento do
desempenho individual
, onde
o centro da atenção é o homem.
A Falácia reforma administrativa e o papel da Pesquisa
•
Criticas inerentes a inflexibilidade e excessiva
concentração nos processos, regras e procedimentos
fizeram com que o resultado destes programas não fosse
o mais desejado na medida em que foi excluindo desta
abordagem o
Homem como servidor público
, e o centro
da actividade do Estado.
•
A retórica da reforma da administração pública, embora
tivesse dar um passo significativo da nova consciência do
papel e acção do Estado na procura de atender as
necessidades do cidadão, a sua abordagem é
meramente
tecnicista e redondamente administrativa
.
A Falácia reforma administrativa e o papel da Pesquisa
•
Houve uma excessiva orientação em facetas tecnocratas,
de reforço institucional e de modernização dos serviços
públicos (
hardware
) e sem ter a devida atenção o fazedor
da mudança e pilar do processo transformativo - Homem
(o
software
) para operar e fazer com que as mudanças e
as transformações tenham resultados desejados.
•
Não se teve em conta factores motivacionais,
comportamentais, atitudes, habilidades e consciência de
Estado que o servidor público devia ter como premissa
para melhor orientação e actuação.
Cibernética e a Teoria
dos Sistemas:
A Cibernética
•
A cibernética foi criada por Nobert Wiener entre os
anos de 1943 e 1947, justamente quando Von Neuman
e Morgenstern (1947) criavam a
Teoria dos Jogos
e
Shannon e Weaver (1949) criavam a
Teoria
Matemática da Informação.
Nessa mesma época, Von
Bertalanffy (1947) já definia a
Teoria Geral dos
Sistemas.
A palavra cibernética, do grego
kybernytiky
,
significa a arte de governar. A cibernética foi definida
pelo Wiener de Norbert do matemático dentro
1947
como a ciência de uma comunicação e do controle no
animal e na máquina.
•
Definição de cibernética, é a ciência da comunicação e
do controle, seja no animal, seja máquina, que permite
que conhecimentos e descobertas de uma ciência
possam ter condições de aplicação a outras ciências,
isto é, oferece sistema de organização e de
processamento de informações e controles que
auxiliam as outras ciências.
•
O campo de estudo da cibernética são os sistemas.
Os
sistemas seriam os elementos que estão
dinamicamente relacionados entre si, formando uma
actividade para atingir o mesmo objectivo (conjunto).
•
A cibernética é a ciência da comunicação e do controle. A
comunicação é que torna os sistemas integrados e
coerentes e o controle é que regula o seu
comportamento. A cibernética compreende os processos
físicos, fisiológico, psicológico etc. de transformação da
informação.
•
A comunicação é que torna os sistemas integrados e
coerentes e o controle é que regula o seu
comportamento. A Cibernética compreende os processo
e sistemas de transformação da informação e sua
concretização em processos físicos, fisiológicos,
psicológicos etc. de transformação da informação.
•
A cibernética Organizational é distinta da cibernética da gerência. A
cibernética Organizational (OC) estuda o projeto organizational, e o
regulamento e o self-regulation das organizações de um perspective
da teoria dos sistemas que faça exame também da dimensão social
na consideração.
•
A cibernética da gestão é a aplicação concreta de natural
cybernetic
leis a todos os tipos de
organizações
e
instituições
criado por seres
humanos, e ao
interações
dentro deles e entre eles. É uma teoria
baseada em leis naturais.
O campo de estudo da cibernética, esta
associado a um conjunto de elementos dinamicamente
relacionados que formam uma actividade para atigir um
determinado fim, operando sobre um conjunto complexo.
Teoria Geral dos Sistemas
•
A
Teoria Geral de Sistemas
(T.G.S.) surgiu através dos
trabalhos do biólogo alemão
Ludwig von Bertalanffy
. A
Teoria Geral de Sistemas não busca solucionar
problemas ou tentar soluções práticas, mas sim
produzir teorias e formulações conceituais que possam
criar condições de aplicações na realidade empírica
(autoregulação
–
A correlação cria auto-soluções).
•
Ela critica a visão que se tem do mundo dividido em
diferentes áreas do conhecimento, que classifica como
arbitrárias, com fronteiras solidamente definidas e
espaços vazios entre elas.
•
Expansionismo
: É o principio que sustenta que todo o
fenómeno é parte de um fenómeno maior. É orientado
para uma
analise global e com a totalidade
, o tipo de
visão voltada para o todo que denominamos como
abordagem sistémica.
•
A Teoria Geral dos Sistemas afirma que as
propriedades dos sistemas não podem ser descritas
significativamente em termos de seus elementos
separados. A compreensão dos sistemas somente
ocorre quando estudamos os sistemas globalmente,
envolvendo todas as
interdependências de suas
partes
.
62
C
B
A
Teoria Geral dos Sistemas
Objectivo:
Maximizar os
processos de
desenvolvimento
atraves de uma gestão
de processos
integrados de acção
Modelo de Administração Pública Matricial
Modelo de gestão governamental voltado para
resultados de desenvolvimento que se baseia na
definição das
redes de governação
constituída
pelos links/nós entre programas (desdobrados de
um projeto de desenvolvimento) e a
arquitetura
Gestão pública contemporânea: uma era de reformas
Fundamenta-se das relações sobre:
•
Estruturas Governementais
•
Programas e Projectos
•
Responsabilidade social
Como tornar governos mais capazes de formular e
alcançar resultados de desenvolvimento?
Como promover a formulação e a implementação
efectivas?
Princípios do Governo Matricial
•
Orientação para resultados: alinhar a arquitetura
governamental (organizações e recursos) com os
resultados dos programas
•
Pragmatismo: vincular e otimizar as partes da
arquitetura governamental (organizações e seus
recursos) que contribuem para o alcance dos
resultados de programas prioritários
•
Selectividade: focar na carteira restrita de programas
prioritários com alta agregação de valor aos objectivos
de desenvolvimento
•
Contratualização: incentivar a adesão e o
Restabelecendo os elos perdidos da gestão por resultados
•
Elo 1
–
consistência estratégica (Metas de
desenvolvimento X carteira de programas)
•
Elo 2
–
convergência das agendas (carteira de
programas X arquitetura governamental)
•
Elo 3: programas, organizações e orçamento
•
Elo 4: programas, organizações e pessoas
•
Elo 5: programas, organizações e sistemas de
informações
V ISÃO D O D ESE N V O L V IMEN T O Programa 1 Programa 2 Programa 3 Programa 4 Programa n
Governo Actor A Actor B Actor C Actor N
Programas e arquitectura Sistémica
Metas P
Metas P
Metas P
Metas P
Metas P
Promover o alinhamento e a Convergência
dos actores do Desenvolvimento
Definindo as redes: os nós (horizontais) dos programas e
os nós (verticais) das organizações
Programa 1
Programa 2
Programa 3
Programa 4
Programa n
REDE DE NÓS NA HORIZONTAL NÓS NA VERTICAL V ISÃO D O D ESE N V O L V IMEN T O
Governo Actor A Actor B Actor C Actor N
Conceitos:
•
Acção Critica: Vai ser a actividade em que nenhum outro actor esta
interessado em investir, no entanto é uma actividade determinante
para assegurar a cadeia (o surgimentos de outras actividades).
•
Parceiro Estratégico: Vai ser o agente privado, semipúblico ou social
que tem na sua visão os mesmos ideias com o Governo, pelo que o
seu contributo é determinante (A sua quota no mercado é
determinante)
•
Sistema Aberto: Tem a ver com a lógica de parceria, no entanto cada
um dos agentes que formam a parceria tem a sua funcionalidade.
Podemos citar o exemplo de uma Cooperação bilateral em que cada
um dos Estados é soberano).
•
Sistema fechado: Tem a ver com agregação de um objectivo e acção
comum em prol de um único resultado. Partilha-se a visão para
materializar o mesmo fim. Pode.-se referir o exemplo da SADC
(Integração regional)
Programa 1
Programa 2
Programa 3
Programa 4
Programa n
Metas S Metas S Metas S Metas S Metas S
Metas P Metas P Metas P Metas P Metas P Convergência de agendas
Implica em promover o direcionamento estratégico dos actores visando o alcance dos
objetivos COMUNS
Governo Actor A Actor B Actor C Actor N
V ISÃO D O D ESE N V O L V IMEN T O
Redes Estratégicas
50.000 10.000 5.000 30.000 3.000 20.000 40.000
600.000 Habitantes
)
(+40.000)Programa 1
Programa 2
Programa 3
Programa 4
Programa n
Metas S Metas S Metas S Metas S Metas S
Metas P Metas P Metas P Metas P Metas P Planeamento Estratégico Diagnóstico Institucional A linhament o das r edes
Contrato de Parceria
C ontrat os de G est ão
Governo Actor A Actor B Actor C Actor N
V ISÃ O D O D E SE N V OL V IMENT O RESULTADOS
Um controle matricial
•
Controle sistêmico (polos de desenvolvimento)
: contribuição
ou desempenho de cada organização para consecução de
programas transversais (um ou um conjunto deles no âmbito de
uma determinada política) acaba contribuindo para o bem comum
•
Controle integrado correlacionando:
O uso dos meios (a partir
de um modelo) e os resultados, podem concorrer para um modelo
de hierarquia ( Actor A faz 1;Actor b faz 2
–
Nasce uma cadeia,
que cria o
efeito de aglomeração
(Concentração de
organizações orientados para o mesmo fim (
Toyota não produz tudoque o carro precisa: pneus, vidros….no entanto usa as empresas parceiras
)
•
Controle em rede:
O controlo e desempenho de uma
organização tem efeitos colaterais
–
economias de escala.
Obdece a um modelo de centro-periferia. Nasce um
efeiito de
Implicções de Política:
•
Actor Estratégico: Determinante para
estabelecimento de e parcerias estratégicas com o
Governo
•
Acção Critica: Prioridade do Governo de modo a
estabelecer a cadeia (Efeito do Investimento) em
outras frentes da vida económica e social.
•
Eficiência será determinada pelo efeito de contenção
de custos mantendo a qualidade dos serviços
–
Circuito de partilha de custos
Implicções de Política:
•
Elimina-se o efeito de desenvolvimento exógeno, em
que somos obrigados a seguir uma linha de
orientação pelos nossos parceiros internacionais
(Soberania do Estado).
•
O efeito de interligação cria cadeia que pode se
traduzir na forma auto-regulada (Parceria estratégica
–
Globalização e Integração regional).
Em suma:
•
O Estado não precisa fazer tudo, mas sim investir
naquelas acções que garantem o efeito multiplicador,
ou seja com maior impacto para a sociedade,
1. Com recurso a Teoria dos Sistemas, como
assegurar a eficiência da administração
Pública, no quadro da sua missão de
satisfação das necessidades colectivas.
2. Discuta a teoria da Cibernetica no quadro da
globalização e Integração regional. Que
implicações de Políticas.
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