AUTOCAD 3D
Texto em desenvolvimento …
Os diferentes sistemas de CAD
No mercado existem vários sistemas de ajuda ao desenho, um dos mais conhecidos é o AutoCAD da Autodesk. O autoCAD foi um dos primeiros sistemas CAD a serem comercializados a uma escala global e por essa razão ganhou tantos adeptos e hoje é o sistema cad 2d com maior implementação e visibilidade no mercado.
A vertente tridimensional do autoCAD nem sempre foi tão poderosa e organizada como agora é, os poucos comandos que outrora faziam parte do software estavam integrados no ambiente 2D e só os utilizadores mais avançados tinham
conhecimento necessário para os invocar e posteriormente fazer alguma coisa prática com estes. Eram usados sistemas de coordenadas polares, cilíndricas ou esféricos complexos e os modelos eram pouco mais que um conjunto de segmentos de recta posicionados a 3 dimensões e que reproduziam de forma pouco precisa os modelos reais (wireframe).
Hoje em dia e apesar do „módulo‟ 3D estar sempre disponível desde o momento de arranque do Autocad é possível criar um ambiente de trabalho específico para modelar peças tridimensionalmente.
Em função da escolha do layout pretendido o ambiente de trabalho muda e os diferentes icons, menus, ribbons, etc, são ajustados para mostrar as ferramentas mais usuais do 3D ocultando alguns dos comandos do 2D dando a impressão que entramos num programa diferente. É possível comutar entre o ambiente 2D, 3D e clássico; apesar de todos os comandos estarem disponíveis independentemente do módulo que se esteja a usar através da prompt.
É por esta razão que é tão importante ganhar o hábito de invocar os comandos desde a prompt, para além de ser mais prático é bastante mais rápido.
O AutoCAD é uma ferramenta que pode usar diversos periféricos de entrada sendo os mais usuais o teclado e um rato de três botões. Aliás estes periféricos são
indispensáveis.
Diferente tipos de sistemas CAD
Hoje em dia existem disponíveis no mercado centenas de programas CAD , costumo dividir estes em quatro grupos.
Programas de CAD simples para desenho de formas geométricas em que a
precisão dimensional, posicional e geométrico é o factor mais importante: Onde está inserido o Autocad.
Programas CAD para design gráfico: Corel Draw, Adobe Illustrator, etc. Programas de Modelação paramétrica e associativa: Catia, SolidWorks,
Autodesk Inventor, etc.
Programas de modelação 3D orgânica: Cinema 4D, 3D Studio, Rhino, etc.
A razão do sucesso do AutoCAD é a flexibilidade e facilidade de uso que o programa oferece, é também a porta de entrada para os sistemas mais sofisticados e
complexos.
O AutoCAD como sistema de modelação
tridimensional
O AutoCAD é um programa acima de tudo mais vocacionado para o 2D, a versão que mais vende é o AutoCAD LT (light) onde foram retiradas algumas das
ferramentas mais poderosas, como o 3D entre outras para que o preço seja mais competitivo, mas também porque o LT serve a maioria das necessidades do grande público.
Os utilizadores mais avançados já há muito que migraram para outros sistemas, concretamente os sistemas de modelação paramétrica e associativa.
Para uma utilização mais intermédia o AutoCAD ainda consegue servir e a um preço bastante competitivo, daí o sucesso deste sistema também no mundo do 3D.
Algumas questões podem surgir neste momento; o AutoCAD permite modelar todo o tipo de formas?
Sim permite
Então qual a vantagem dos outros sistemas mais caros face ao AutoCAD?
A produtividade que os mesmo oferecem em potencial; As ferramentas mais sofisticadas
A programação feita por objectos em que o próprio software tem noção dos
modelos, sabe que ocupa um determinado espaço e por isso é capaz de detectar por exemplo colisões; sabe que o objecto é sólido e por isso permite usar operações mais avançadas directamente nos modelos, permite que várias pessoas possam trabalhar no mesmo projecto ao mesmo e ter versões das várias fases,isto com o recursos a bases de dados eficientes e poderosas. Ou seja, oferecem outras vantagem que para um “poweruser” são importantes. Para concluir, o AutoCAD oferece um sistema robusto e cumpridor, no entanto
existem ferramentas em que é possível fazer o mesmo mais depressa e forma mais eficiente. É também um sistema de aprendizagem fácil não sendo necessária tanta preparação e background para a iniciação.
O ambiente de trabalho do autocad está divido de forma organizada, fomentando um excelente fluxo de trabalho, sendo de certa forma intuitivo. Assim, temos estruturas que são comuns a todos os programa do windows como:
Menus
– situados no topo e onde se agrupam ferramentas
das quais destaco:
Este menus actualmente só está disponível no modo AutoCad Classic, caso pretenda o ambiente com menus
Menu file – Manipulação de ficheiros
Menu Edit – Ferramentas de edição como o copy/paste/cut, undo, redo, enfim
todos os comandos que é habitual ver em programas que seguem a linha office da Microsoft
Menu Draw – Ferramentas de criação de entidades geométricas Menu Modify – Alteração de entidades geométricas
Depois existem outros menus, não tão centrais para o programa como o menu layer, express, etc.
O Ribbons é um conceito que surgiu com o office 2007 e que desperta em muitos utilizadores uma relação amor/ódio.
A ideia dos Ribbons é a de organizar as diferentes barras de ferramenta por famílias; um ribbon com todas as ferramentas de criação, outro com as ferramentas de
modificação… Na realidade o ribbon tenta simular a organização dos menus mas de forma horizontal e sempre visível para o operador do sistema CAD.
No caso do AutoCAD, o sistema veio beneficiar dado que a área de desenho acabou por ganhar espaço que antes era ocupado por variadíssimas barras de ferramenta para os mais diversos fins. Lembre-se que não à muito tempo uma sessão de
AutoCAD podia albergar barras de ferramenta 2D mais as barras de ferramenta 3D. Acredite, era muita coisa! A área de desenho em computadores que não suportavam resoluções mais elevadas ficava por vezes reduzida ao tamanho de um selo…
Barras de Ferramenta
Barras de ferramenta actualmente só está disponível no modo AutoCad Classic.
As barras de ferramenta que agora estão perfeitamente fundidas dentro dos Ribbons são o meio do utilizador invocar os diferentes comandos com um clique do rato.
É possível a optimização destas, acrescentar e remover icons, que equivalem a comandos, reposicionar, etc.
Tab’s
As Tab‟s são também elas uma forma de mostrar mais comandos, mas neste caso não só. Com as Tab‟s é possível colocar blocos com componentes que são usados com frequência, modelos de folhas, anotações, e muito mais.
É uma área polivalente perfeitamente configurável e que o utilizador pode usar para criar uma zona de acesso rápido a recursos que usa com frequência.
O AutoCAD fornece pelos menos duas tab‟s no momento de arranque, mas habitualmente o utilizador que trabalha com um ecrã pequeno dos computadores portáteis acaba por fechar ou minimizar, pois ocupam bastante espaço. Não deixa por isso de ser uma ferramenta interessante.
A prompt, ou linha de comandos é a zona onde o sistema comunica com o operador, já foi a zona onde tudo acontecia no AutoCAD, onde se dava entrada dos comandos e se davam as coordenadas para a localização de pontos, também era aí que o sistema mostrava as diferentes opções disponíveis para o utilizador seleccionar. De certa forma ainda assim é, hoje é possível transportar parte da informação que antes era introduzida e mostrada na prompt para a área de trabalho, junto do ponteiro do rato, sendo isto uma opção que pode estar ou não activa.
Os operadores CAD mais experientes continuam a usar a prompt e muito raramente recorrem aos menus ou às barras de ferramenta, a introdução dos comandos na prompt é muito mais rápida e são usadas várias teclas de atalho que com o tempo o utilizador acaba por assimilar. Este é um esforço que compensa, pois a
produtividade conseguida é muito maior.
Para mim que já dei centenas de horas de formação de AutoCAD vejo-me muitas vezes forçado a usar as barras de ferramenta à procura de um comando que
também muitas vezes não consigo encontrar. A autodesk tem o mau hábito de trocar as voltas a cada versão ao mudar os icons de posição.
Para quem como eu usa o AutoCAD desde 1995 ou anterior, altura em que ainda não corria em ambiente windows, fui forçado a aprender todos os comandos e mais alguns para o poder dominar, mesmo um periférico tão banal como o rato não
estava disponível para toda a gente. Ainda me recordo bem do pesadelo que era imprimir… Enfim, apesar de tantas mudanças que se sucederam desde então, o sistema está fracamente melhor que na altura.
A prompt é para muitos utilizadores o centro nevrálgico do autocad onde tudo acontece.
Área de desenho
É a zona vazia, que está à espera de receber a obra do criador, o desenho. A única coisa que nos mostra é o sistema de coordenadas do utilizador (UCS) que indica o sentido positivo dos eixos.
Actualmente esta zona para além de mostrar toda a geometria que estamos a criar também mostra informação relevante, que outrora era dada na prompt, de uma forma mais intuitiva para o utilizador. Costumo dizer em tom de brincadeira que o AutoCAD é o Paint dos programas de desenho assistido por computador por ser tão simples de usar.
Diferentes tipos de sistemas de
coordenadas
O AutoCad tem vários sistemas de introdução de coordenadas, uns mais vocacionados para 2D e outros para 3D.
Sistemas de coordenadas 2D
Coordenadas absolutas
Sistema de introdução de coordenadas absolutas, em que as coordenadas
são sempre dadas em função do zero do sistema que se encontra na posição de origem da UCS.
Coordenadas relativas
Sistema de introdução relativa de coordenadas, em que as coordenadas são
sempre dadas relativamente ao ponto anterior.
Coordenadas polares
Estes dois sistemas pode ser ainda ser polares, ou por outras palavras, o operador em vez de dar uma coordenadas em X,Y dá o comprimento do vector e a orientação em graus.
Um exemplo: 10
dá origem a um segmento com 10 unidades de comprimento e uma orientação de 45 graus, abertura para a direita, mas com base na origem dos sistema
Este sistema também pode ser usado de forma relativa. Exemplo: