wmmm
-w~
j
rn
a
DE
IGNACIO
LUZ
DE
YERÇOSA
PIMENTEL.
,•-
M
i>\
/
\ícpir al
JAM
?8
1935 ;va*^
W"
^%
fl
QLi: SISTEMA
PARA
<D33KKa
Q) ri>M(D
DE
DOUTOR
EM
MEDICINA
FACULDADE
DA
BAHIA,
iwsMm
mu
wt
?
npM
muram
NATURALDAVILLAPfi PORTO CALVO(ALAGOAS)
ímfoo íaútiitto De Toacvniin lodé ?e Jlbelío SvUueuieleJbitacuca 'Xiui> De 'vítçoàa.
EM NOVEMBRO
DE
1864.Os nossos triumphos,nãoosobtemos napraça ou notheatro,diante damultidão queapplaude; mas
la,norecôndito deumacasa, noaposento
silencio-so,ondegemeacreatura.SóDeusoscontempla,só
clleos recompensa.O mundo eaquellcsmesmosá
quemsalvamos, nospagam,masnemnos
agrade-cemàs vezes. Foia naturesa,dizemelles.Masos
re-vezes, essespesão sobrenós.
DIVA.—***•
TYPOGRAPIHA
POGGETTI
DE
TOtRKHO
&C'
FACULDAD
E
DE
MEDICINA DA
BAHIA.
DIRECTOR
4»
Jf*.™
8nr. Conselheiro
Br.
**ofioliaplisla
ftosAnjos.
VB©B-®QIRE©ir@KEi.
m0
Snr. Conselheiro Dr. Vicente Ferreira de Magalhães.&8STO88
S?a(DSPa32ííÃç*a8<DS«, .Av\o MATBSIA8 QLH LECCIONAM
OSSI\S.DOUTOTUÍ9 '• AÍ\iM».
i„.mí,nif. i>m StiaS
é
1 Phvsica em gorai, oparticularmente
tin suas Cons. Vicente Ferreira deMagalhães. .! apDlicaçõrsoMedicina.
FranclseoRodrigues daSilva. . . Cblmlcae Mineralogia.
AdrianoAlvesdo
Uma
Gordilho . . . Anatomia desenpuva.».•ANNO.
AntóniotícCerqueira Pinto Chimlcaorgânica. physiologia.
António MarianodóBonifim Botânica eZoolopia. . . ..
AdrianoAlvesdeLimaGordilho. . . . Repetiçãode Anatomiadcscrlpliva.
3.*ASNO.
EliasJosé.Podroza Anatomiageral cpathologica.
JosédeGóesSiqueira Palhologlageral. Physiologia.
4."ANNO.
Cons.ManoelLadtslàoAranhaDantas. . Palhologja externa.
AlexandreJosé deQueiroz
Kf^moieSdê
mulheres pcjada&e demeninos. Malhias MoreiraSampaio ^ recemnascidos.B.oANNO.
AiptanrtreJosé de Oueiroz Continuação de Pathologiainterna.
jnSm
António^OliveiraBotelho . . Matériamedicae therapeutica.JoaquimAntóniouumeirauu«.
Auat iniatopographlca,Medicinaoperatória, e
JoséAnloniotícFreitas j apparclhos
c* ANNO.
AntónioJosé Ozorlo Pharmacia. Salustlano FerreiraSouto Medicinalegal.
Domingos Rodrigues Seixas Ilygicnc, e UisloriadaMedicina. António Jo«é\lvc«; Clinicaexternado3.*e 4
oanno.
AntónioJanuáriodeFarta Clinicainternado5.*e8.'anno.
<DSKP<D825P<02&3$»
RozendoAprlcio Pereira Guimarães. .")
lgnaeioJosédaCunha ( _
PedroRibeirodeAraújo )Secção Accessoria. José lgnaeio de Barros Pimentel• . .\
VirgílioClimaco Dainazio /
José AfTonso Parai/o deMoina. . . .\
Augusto Gonçalves Martins / _
DomingosCarlos daSilva SSecçao Cirúrgica.
AnionioAlvares daSilva j
Demétrio r.yriacoTounnho ( _
Luiz Alvares dos Santos > SecçãoMedica.
João Pedro daCunhaValle \
JerónimoSodré Pereira
-O
Exm.
Sr.Wr.Cincinnalo PintodaSUtb.
n>s'jaMii'ia>i\ BaniraírjYjiiJi
O
Sr. Bir.'JThomaz d'Aquino Ciaspar.MVffO!
Casamentos
illegititnos
diante
da
hygienc.
Qual
o
mais
seguro,
mais
prompto
e
mais
inof-fensivo
meio
de promover-se
o
parto
prematuro
?
Sétle
das
moléstias.
Pódc-se
sempre
determinar
com
certeza
se
liouve
defloramento?
'K sifoi
este
praticado
por
instru
mento
diverso
do
membro
viril,ou
sipor
este?
E
n'este
caso
se
liouve
ou
não
emprego
de
CASAMENTOS
ILLEGITIMOSDIANTE
DA
DVfilEM.mBSSBRXACM.
taclions(l'elevcr etde moraliserle
maria-ge,aulieudemeltrel'amour endeliorsdesunions
le-gitimes:quandnous auronsconcilielesentimentavec
ledevoir,on n'invoqueraplus lesentimentpour
vio-ler ledevoir.
F.Laurent.—Eludessur Vhhtoire de Vhumanilé.
I.
*0-^K^
HISTORIA
do casamento élambem
a historia daA
mulher.
Na
tela puríssima onde sedesenham
etranspare-cem
seus prantos e risos, suas decepções eesperan-ças, avulta e deslaca-se
também
a instituiçãosacro-sanla do casamento.
Por
elle e para elle é que vive a mulher.Por
elle é que a mulher deixa pae e mãe.Por
elle é que a Indiana supersticiosa atirava-se áschammas
quea deviam transportar ao esposo que a deixarasosinha.
Por
elleé queEpomina
entregava-secom
Sabinoaoshorrores deum
exilio.
O
casamento é a sua cruz ea sua redempção.Eugénio Pelletan fatiando do Feudalismo exprime-se n'estas
elo-quentes c sentidíssimas palavras:
La
feodalité!.,. ah! si jamais onpouvait en écrire Vhistoirc, les piores elles memes se metteraient á
IO
Si todos soubessem a historia da mulher desde o jial até o dia
em
que emancipou-a o christianismo,
ninguém
a apedrejavacomo
áMag-dalena peecadora,
mas
todos respeitavam-nacomo
se respeitauma
victima.
Parirás com dores! Serás escrava do
homem!
foi a sentençatre-menda
e irrevogável pendida dos lábios do Creador.E em
tudo cumprio-se a sentença!O
selvagem seu primeiro marido espancou-a e sorrio-se;porque
espancava
uma
escrava.patriarcha mais civilisado (pie o selvagem,
porem
mais culpado que elle, porque fechava os olhos á luz puríssima da Biblia, não aes-pancou,
mas
vendeu-a aopastor que lhe deuem
troca tantos carneiros,e dispo/. d'e!la
como
propriedade sua,como
uma
cabeça de mais queelleajuntava ao rebanho.
A
Philosophia antiga, cheia deuma
cousa que ellachamou
sabe-doria, c que era
menos
que isto e muitomenos
ainda que ignorância,afílrmou
—
que ella tinha
uma
alma de segundaordem na humanidade.A
Azia encerrou-acm
serralhos, deu-lhe porcompanhia
oEunucho
e disse-lhe
—
desperta-me do
somno
voluptuoso do ópiopara
conti-nuarmos outro mais lascivo e mais depravado ainda.
E
a desventuradasofftia e chorava, e os (pie tinham olhos paradi-visar-lhe estampado na fronte o signal de sua maldição, nunca
tive-ram mãos
para enchugar-lhe osprantos.—
Uma
inslituição, se quer,não levantou-se nunca para protegel-a das injustiças dos tempos e dos
homens, (i)
Também,
Deus lhes perdoe: o que poderiam cllcs fazer si nãolhes sobrava
tempo
para praticarem a circumeisão, a infibulação e acastração, ou extaziarem-sediante da estatua do
Eymineu
que retarda(1)
O
que os antigos fizeramem
favor da mulher, é de Ião pouca monta que1
1
a velhice
—
e do Lingan e Phallus cujos pudicissimos symbolos ellesobrigavam os devotos a trazer no pescoço,
como
se trazum
relicário.Deus
lhes perdoe, e reserve no céuum
canto longe dos pobres deespirito, ú Ovidio, Juvenal, Horácio e Plauto que tão
bem
descreve-ram
c satyrisaram-lhes o erotismo.Entretanto a emancipação chegou;
mas
chegoucomo
apparecemto-das as emancipações
—
faces ensanguentadas emembros
pisados pela lueta barbara, e sempre inglória dos tempose costumes.—
O
symbolo(Fella não foi
um
cadafalso erguido na praça publica;porém
uma
cousa mais pungente e edificante, porque a victima era o Filho de
Deus, eo martyrio
uma
Cruz.Então
mudaram-sc
as scenas.O
selvagem foi desentranhado das maltas; reformou-se a philoso-phia; c regeneraram-se os costumes.A
justiça c a equidadecom
sua irmã—
a esperança—
sentaram-senas Cathedraes christas d'onde expelliram os publicanos para dar
pas-sagem
ao sacerdote d'alva c amicto.O
casamento foi elevado a cathegoria de Sacramento, e a mulhersorriu-sc.
Si houvessem Gethsemanes para as alegrias,
como
o houve para as dores, de certo a mulher naquellomomento
devia tertambém
o seu.Mas
cm
quanto se vae ella revendo nopiedoso orgulho de suadigni-dade,
caminhemos
nós, já que é força caminhar,embora
apavoradospelo
phantasma
infelizmente verdadeiro d'aquellas palavras dePascal:—
as sciencias sãoum
labyrintho onde maisse enredaquem
mais perlose cuida da sahida.
II.
íi historia de sua vida inteira, ao
homem
nãoconvém
esquivar-seá elle,porque o celibato éa transgressão das leisphysicas c moraes.
Entretanto não pense já alguém, que pretendemos acordar
com
blasphemiasos cchos soturnos dos mosteiros,ou fulminar de morte as instituições religiosas
como
costuma tantosocialista consciencioso, queem
cadapedradeum
convento vê arderuma
fogueira jesuila, ouuma
excrescência, que é preciso cortar.
Não: si fosse preciso, abraçaríamos antes a opinião de Chateau~
briand, ou a de
M.
Becquerel que a este respeito não deve sersus-peito:
La
contenance estplus facile à observerdans Vètat ccclesiasliqueque dans loule autre position sociale.
La
preparalion sévère desgran-des sêminaires a déjà amorti la constilulionet
Va
dcsposèe ú subir lesrigueurs de la chásfilé. (1)
O
nosso fim éoutro: o celibato de quevamos
tratar não é oceli-bato mystico, poético, edificante necessário dos filhos de S. Francisco,
não: nós nos oceuparemos do que se retrahe aos encargos da família
poreoinmodidade, do que se escusa ao dever para entregar-se ao
vi-cio, do celibato
mundano,
que na phrase de Brierrcde Boismont—
c a
viuvez produzindo o suicídio.
Si ahistoria remota de
um
costume é o titulo de honracom
que seelle ostenta no presente, certo, o celibato não
tem
deque se orgulharperante a moralidade hodierna.
De
feito: apezardodesprezoem
que viviaamulher
na antiguidade,comtudo
já o celibato eracondemnado
e punido.Entre os Gregos era elle olhado
como
uma
espécie de horror;por-que os que o professavam
eram
privados de certas garantias sociaes.Os
Spartanos cobriam de infâmias o que fugia ao casamento: Platão(1) No numero (Testes, collocamos, com muitos authores, os indivíduos cuja vastidão, e actividade intcllecluacs abafam, por assim dizer, a erupção dos
13
obrigavao celibatário a dar
uma
certa quantia que se dedicava á Juno;os
Romanos
osexcluíam dos cargos da republica.Si hoje não ha instituições que os punão,
nem
interesses reaesqueos obriguemá não furtar-se ás leis eternasda família, por que o
casa-mento
adquiriuos foros de livre, condemna-os aopinião doshomens
sensatos e coagem-n'os os achaques prematuros que alquebram-lhes
o corpoc a alma.
D'entreos modernos
ninguém
melhor que E. Pelletan pozem
re-levo a physionomia moral tantas vezes enganadora do egoísta social
:
3/e/iez vous dequiconqite vil enplaine revolte conlre la famille. 11 lui
manque
quelque vertu, nimporte laquelle; si ce neslpas celle là, c'estune autre, mais toujours unevertu.
E, Pelletan
tem
razão: o celibatário quando não éum
eynico, éum
immoral, quando não éum
humoral, éum
ingrato, quando não éum
ingrato, éum
egoísta, si o egoísmo e a immoralidade não são asynthese de tudo isto.
Com
eífeito: ahi tendesum
mancebo
forte e robusto capaz deman-ter-se ási e á
uma
família, perguntae-lhe—
porque nãovos casaes?—
responder-vos ha invariavelmente: Estou muito moço ainda
—
querogozar tenho
medo
—
osmaridoshoje sãopouco respeitadosSieu soubesseque não tinha filhos
Si nos não illudimos, não precisa mais nada para ver-se
em
tudoisto afalta d'essa virtude, de que faliao escriptor francez, e que para nós não ésenão a da
coragem
de pagaruma
divida quetem
em
abertopara
com
seus antepassados.No
entretanto, á nossover, oque salvaahumanidade
d'essa espécie de lepraque assola as grandes cidades, o que a livra desseconcubi-natotácitodas sociedadescivilisadas nãoé de certo o protesto dos
tem-pos que já lá foram,
nem
a maldicção de escriptores humanitários,não : uns e outros
clamam
no deserto.Í4
.ificador é semprea victima;e então
—
ouainda étempo desalvar-se, e o arrependimento aproveita á sociedade, que ganha
um
pae defamília; ou
—
éjá tarde e o exemplode uns serve de correcção áoutros.O
exemplo ahi estánas estatísticas.—
As
de Gasper, sobre os óbitos,as de Desportes, relativasaos alienados, e as de Prevost á respeitodos
suicídios,
provam
exuberantementeem
que proporção extraordináriaestão os celibatários para os casados.
O
que a estatística não puder apresentar-vos podeis vel-o ahiem
qualquer angulo de
uma
cidade civilisada onde as luzes do progressonada deixam
em
trevasnem
as misériashumanas
—
vereis omoço
ar-rastando
uma
velhicetemporan eovelhoesforçando-se para fingiruma
mocidade sempre ridícula. São dois typos tantas vezes escarnecidos
por poetas e romancistas
—
sãoduas victimasda syphiles, da gotta, dorheumatismo, eda tuberculose.
—
Podeis vos aproximar:nem
um
nem
outro é
um
pae de família que gastasse a mocidade c forças entre acabeçaloirade
uma
creança, e a frontepura e sympalhica deuma
mu-lher, não: são dois celibatários que fugindo ao formoso grupo do
—
Resgate de
Andromeda
—
de Puget, extasiaram-se diante da Vénus dePraxiteles.
Para a mulher ha ainda
um
celibato que não é o da freira,nem
também
o da messalina;mas
uni outro mais triste e lamentável—
o
queé imposto á virgem por preconceitos paternos, e muitas vezes por
vaidade da sciencia. D'estes fallaremos
cm
occasião opportuna.Agora
só ha espaço para a questão principal quejá nos acena impaciente.
III.
Quando
ao impulso bemfasejo do christianismo, leis e instituiçõespara a sciencia deixar-se ficar de braços crusados e indifferente á
au-rora formosíssima, que abria
uma
nova era á família e á humanidade.A
hygiene leTnbrada ainda do que fora nasmãos
do primeirole-gislador acode prompta ao reclamo, e estendendo ealargando osseus
domínios até então estreitos e circumscriptos,
accompanha
as outras sciencias suas irmãs, quecom
ella, vão caminho do progresso.É
assim que estudando na arvore carcomidaos effeitos deuma
dis-solução eminente, procuram prevenil-os nos renovos, que poderão
ainda abrolhar
em
fruetos abençoados.É
assim que parecendo fundar-scna physiologia c pathologia,con-demna
por illegitimos os casamentos prematuros, os tardios, osdes-proporcionaes, os controlados entre consanguíneos, entre indivíduos
atacados de moléstias hereditárias, entreos de temperamentos e
consti-tuições semelhantes, e finalmente
em
casos devicias de conformarão debacia.
Si Iodas estas exigências da sciencia irão ou não ferir de morte a
espontaneidade que deve sempre haver
cm
tacs uniões, si tantacon-dição equivale ou não ácreação de
um
novomonte
Taygete d'onde osSpartanosatiravam as creanças que tinham a infelicidade de não
pro-met
terlhesum
athletismo de que tanto precisavam aquelles temposbellicosos, é o que não
examinaremos
antesde accompanhara hygieneem
suas demonstrações árespeito d'esses diversos pontos.Segundo as experiências dos antigos e dos modernos, dizBebay, é
reconhecidoque a epocha a mais favorável ao casamentoe á seusfruetos
è,
em
geral, devinte e cinco á quarenta annospara
ohomem, e dedes-oito á trinta annos para a mulher. Chama-seprecoces as uniões feitas
antes d'essas idades, (ardias as que se contrahem depois
As
experiências são estas: naadolescência a funeção deassimilaçãosobrepuja ainda,
como
nas primeiras epochas davida á dedisassimila-ção—
o individuo nutre-se c cresce. N'essa epocha os órgãos nãophysiolo-IO
gira.
Na
mulher omonte
de Vénus arquea se e proemina,mas
ainda ocobre
lanugcm
delicadíssima; os seios alargam-sc,mas
as suasínco-las nãose destacam visíveis; as menstruaçõesfazem-se;
mas
nãoregu-lares,
como
na puberdade.—
A
rapariga de hoje não é amenina
tra-vessa cindiscreta de então,
mas
não élambem
a donzclla reservada ereflectida á
quem
a natureza vaeconfiar a mais poética e a maior dasresponsabilidades
—
a de sermãe.No homem,
o rosto, os peitos e osmembros
principiam agoraáeo-brir-se de pellos, os testículos regorgitam
em
seu fluido natural,mas
não ainda muitoperfeito, os músculos carecem ainda do vigor que se
notano varão, aimaginação ainda não cedeu o passoa reflexão,
nem
o coração á cabeça, finalmente naphrasesempre eloquentede Beclard,
nessa epocha, o
homem
que não éum
menino, não é lambemum
homem.Na
velhiceporém
tudo dá-sc ao inverso do que vimos na outraidade.
—
Agora adesassimilação supera a assimilação: a massa docor-podirninue, apelle descora-se, o coração bate frouxoe descompassado,
a sensibilidade embofa-se, os
membros
cambaleiam, os cabellosal-vejam eo velho senta-se desconsolado aos pés da sepultura.
D'esses princípios é que decorrem parao hygienista a repugnância
ásuniõesprecoces e tardias.
No
primeiro caso, ouos interessadosn'ellanãoestãoainda aptos parao crescite etmuJtiplicami (na infância), ousi o estão, gastam-se, fati-gam-se arrastados pelo fogo de
uma
imaginação ardente, e o resultadoé
uma
geração peca e hediondamente defeituosa.No
segundo (nave-lhice) estas verdades patenteiam-se á toda luz. Si a energia
exage-rada é prejudicial aos fins do casamento,
—
muito mais a ausência(Fella.
—
velho, para ohygienista é sempreuma
espécie de Saturnocá devorar os próprios filhos.
—
Na
sua triste decadêncianem
se querresta-lhe o recurso de ter aopé de si
uma
mulhersua, queo console do tédio davelhice, si d'isto não se lembrou elle muitos annosantes de morrer.17
A
essas considerações juntam-se outras,que
não esquece nunca áquem
trata (Vossas questões-—são as provas históricas.Lycurgolegislava que o
homem
não se podiacasarsem
tercomple-tado trinta c seteannos de idade, e amulher desesete; Platão
—
trintapara o
homem
c vinte para a mulher; Sólon—
trinta e cinco paraam-bos.
De
nossa constituição fatiaremos mais tarde.Agora, quanto aos casamentos desproporcionaes, se soubermos que
são assim
chamados
—
as uniõesnas quaesaidade de
um
dos contraheníesexcede muito a do outro, bastará somente fazer-lhesapplicação doque
dissemos
em
respeito aosprecoces e tardios, corroboral-os ao depoiscom
uma
pintura erótica dasdo gosto de Debay, para concluirmos oque ha sobre os três primeiros pontos de prohibição dos casamentos.
A
applicação é fácil: si para que o casamento de fruetos sasonadosé preciso que os contrahentcs apresentem
um
certográo de robustez,e si nas uniões entre
moço
e velho não se encontram taes requizitos—
os seus resultados são sempre tristes.
Quanto
ao que dizDabay
é oseguinte:—
Os mancebos aos quaes os altraclivos dafortuna impellemá casar-se
com
mulheres velhas,esgo-tam
promp
lamenteo seu vigorprincipalmente quando tracta-se d'essasmulheres decadentesjá,
mas
insaciáveis de luxuria e cuja parte genitalé
uma
fornalha que devora tudo.As
raparigas unidas á velhosliberti-nos deterioram-se depressa, ouporque entregam-se
com
repugnância álascívia de seus esposos, ouporque o velho remoça á custa de seuviço,
e sipor acaso a concepção temlugar, o que esperar de
um
serprocreadoem
taes condições?E
oque é mais ainda, é que muitas vezes ao escarneo insultuosodo
uma
seiencia presumida,vem
juntar-seo riso"provocador deigno-rantes ou malintencionados para os quaes apresença de
um
velho queconduzpelo braço
uma
raparigana
flor dos annos, ésempreum
IS
Pobre gente! não
vêem
ascousas senão pelo que cilas tem de pai*pavel e tangível.
IV.
O
motivo poderosoqueleva o hygienista á prohibir as uniões entreconsanguíneos prende-se directamente ao facto do crusamento das
ra-ças.
—
A
utilidadedeum,
exclue a possibilidade das outras.Antesde entrarmosno
modo
porque ocreador industrioso conseguetransformar
uma
raça inteiraem
outra que surgecom
caracteres tãodissimilhantes coppostos, que dir-se-hia
uma
raça originaria, épre-ciso estabellcccr esta verdade acecita e propagada por todos os
phy-siologistas
—
no crusamento deraças ainfluencia do sangue c diminutae quasi nulla
em
relação ás influencias metereologicas sobre as quaesvive oanimal
—
A
influenciadoprimeiro é periódica, intermittente, as outras—
duradouras e continuas. Para queo creador obtenha osresul-tados desejados é absolutamente necessário que sangue, e clima se
decm
asmãos
eobrem
nomesmo
sentido.É
assim quesi transportarmosum
certonumero
de indivíduos áum
paiz estrangeiro, e o subtrahirmos á
communicação
de outros dames-ma
espécie, essesindivíduosdepoisda terceirageração seapresentarãoeom
todos os caracteres dos naluraes; siem
lugar de separarmol-os dosindígenas,como
fizemos, osposermos logoem
contactocom
elles,então a transformação é rápidae não haverá receio de que a raça
de-genere; porquesangue e climaahi estão á obrar no
mesmo
sentido.Sipelocontrario deixardes o rebanho nos
campos
que oviramnas-cer, e introduzirdes n'elle sangue estrangeiro, tereis logo
um
novoprodueto similhante ao individuo cujas qualidades,
em
vão desejaesff*
Aqui o sangue não obra deharmonia
com
o clima, e aacção do segun-do sensegun-do continuae duradoura,como
dissemos, ha de sempresuffo-cando a outra, imprimir modificações que a outra provoca,
mas
não pódc sustentar.Estabellecidos estes princípiosperguntar-se-ha
—
quala utilidade docrusamento das raças?. . . . Qual o fim docreador na prossecução
de
uma
creação, por assim dizer, artificialecalculada.?Todos nós o sabemos: é substituir qualidades desvantajosas por
qualidadesoutras, que aproveitam as artes e industrias.
O
como
se fazisto, é o queconvém
examinar aindaquerapida-mente.
—
Um
erro que parlilhaum
grandenumero de criadores, diz Beclardvconsiste
em
crer quetoda a questão de melhoramento das raças ê ose-guinte: Transformar a raça do paiz
em
que se fazem estes trabalhosem
uma
outraraça determinada que existe fora d"elle, e á qual tomou-seemprestado
um
certo numero de garanhões.Estas palavrasdo grande physiologista, são o corollario dos
princí-piosque
acabamos
de estabelecer, e o supplemcnto d'essas outras do*mesmo
physiologista:—
Póde-se transportar indivíduos,
mas
não setransporta
uma
raça:seria precisopara
isto transportarcom
cila o ceu,o ar, o solo, as aguas e as hervas.
O
creador, portanto, que desejar melhoraruma
raça nãotem que
pedir nadaao estrangeiro, porque transportará sempre
uma
inutilida-de despendiosa echeiade trabalhos.
Ninguém
penseque'estas raças decavallos, bois, carneiros, quefa-zem
o orgulhodocreadoringlez, as tomara elle emprestado á paizes-trangeiro,
não
: são todasnascidasem
seus plainos, por crusamentosengenhososde indivíduos da
mesma
família, que sobresahem á outrosem
certas qualidades.«O
pelos bygienislas, que decorre a prohibição ás uniões entre consan-guíneos.
Não
hanenhum
que não diga:—
On
a remarque que les famillesno-lies sètaignaient rapidement se les arislocralies ne se reerutaient des
nous nouveaux, les rangsseraient en quelque siècleseulement, renversés
Var lamort. (1
)
Toute aristocratie que se renferme en elle
même
sans remplacer lesmaisons que s'etaignent, se consume cl meurt. (2)
Si quiséssemos continuarnesse sentido talvez fosse precisoescrever
um
livro.Entretanto, o mais interessante, é que a religião e as leis, que
n*ella se
fundam
não são deixadasem
pazquando tratam de prohihir,unicamente á
bem
da moralidade, asuniões entre parentes chegados.Essa engenhosa lembrança é de Devay:
—
Ainsi, diz elle, les insti-tuitions canoniques chréliennes, tfou derive, en grandepartie, la
mo-ralilé de nolre lêgislation moderne, ont elles donné la preuve d'une
sage prevoyence, fondéc sur une science profonde des lois de la vie, en
prohibant Vunion matrimoniale dans certains degres de parente.
Tudo
isto que colhemos cuidadosamente e o mais de que podíamoslançarmão, seestivéssemosescrevendo
um
tractado sobre casamentos,serveao hygicnista para oppor-se ás uniões entre consanguíneos;
por-que ellaabastardeia as raças physica e moralmente.
Os
cacheticos e estúpidos são quasi sempre remcnlões de parentesque se ligarampor laços indissolúveis, dizem oshygienistas.
(1)
Devay—
ílygiene des familles.31
Em
medicinacomo
cm
todas as seiencias racionaes,um
factoex-plicaoutro facto, c a reuniãode todos é o protesto vivo contra
emper-rados e tacanhos que
timbram
em
descrer de tudo.crusamento das raças acha a sua justificação plena no facto
in-concussoe maravilhosoda herança. Si não
negamos
o primeiro,muitomenos
o segundo.No
contacto do espermacom
o ovulo, que se desprende daviziculade Graaf,ha a
consummação
deum
mysterio que a sciencia poz pornome
herança, e que não ó outra cousa mais do que olegado fatal daprimeira culpa, ou a justificação d'essas tremendíssimas palavras do
Êxodo
tantas vezes cumpridas:Eu
sou o Deos forte e ciumento, quevinga a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração
em
todos aquelles queme
odeiam, e amercia-sc depois de mil,a"aquel-les que
me
amam
eguardam
osmeus preceitos.A
herançaem
suas manifestações externastoma
a triplico denomi-nação dephysica, moral, e mórbida que os factos justiíicão plena ecabalmente.
De
feito:quem
ignora quecertos caracteres physicospredominam
em
certas famíliasemuitas vezes servem de as distinguirde outras?N'umas
é a extensão do nariz, a grossura doslábios agrandeza daboca;
como
nas famíliasromanas
dos nasones, labeones, e buecones.O
nariz aquelino é hereditário nos Bourbons—
os Guizesconhe-ciam-se pela boca e pelas orelhas
—
osMontmorency
pela largura dafronte.
N'outras é a pequenhezdas mãos, dos pés, da cabeça, da estatura,
a obesidade, os temperamentos, as constituições, alongevidade, as
Entre as bizarrias de Guilherme da Prússia conta-se a de ter
for-mado
um
exercito de gigantes.Segundo
Debay
na famíliade João Rowir, na Hungria, o pac viveucento e setenta e dois annos, a mulher cento e sessenta e quatro, o
mais velho dos filhostinha cento e quinzeannos quando lhe
morreu
opae, e o mais
moço
completavaum
século.Se acreditarmos no testemnnhode
Van
Derbach existiuuma
famíliahespanhola composta de quarenta pessoas e todas
com
dedossupranu-merários.
Ha
famílias á cujas mulheres muitocommodislatem
receio de ligar-se pela fertilidade proverbial.Todos estescaracteres e muitas vezes
um
só d'elles constituo o quese
chama
—
typo deuma
família, ou mais extensamente—
deuma
raça.Consequência do primeiro fado,
como
a herança mórbida é oco-rollariode ambos, a herança moral é outraverdade inconcussa
robus-tecida pela historia.
Nós
nos contentaremoscom
alguns factos citadospor Debay.
A
famíliados Mclciadesdeu muitos heroes; adePéricles—
profundospolíticos.
A
arte oratória era tão natural aos Hortencios, aos Curiões, e aosLelios,que transmitiu-se nãosó aos mancebos,
como
ás raparigas.Todossabemos
como
se enraisaram oscrimes edepravações nasfa-míliasdeJoão XII, Benedicto IX, Xisto IV, e dos Borgias.
Si o espermasão,perpetua atéa consumação dos séculos essas
qua-lidadesdenominadas physiologicas, não repugna que, degenerado por
qualquer motivo, transmitia o que pelo
tempo
adiante se assignalacom
onome
de moléstia.É
por isto que ainda ha pouco disiamos, quea herançamórbida
eraocorollario da physiologia.
Os
pathologistas disem queuma
é o facto particular da outra.S3
A
herançatem
seus caprichos e irregularidades que é precisoesbo-çar, ainda que ligeiramente.
Não
está ainda decidido para Berauda influencia quetem
o paeso-brea filha c a
mãe
sobre o filho. ParaDebay
esta influencia éeviden-tediante da historia. que éverdade, é que a creança está mais
ex-posta a herdar a moléstia doparente que
com
cilamais se assemelha.As
moléstias hereditáriaspodem
accometteruma
geração inteiro,podem
saltarmuitas gerações e manifestar-se n'alguns dos últimosdes-cendentes, c o queé mais notávelainda, ó
que
antes de manifestar-senosascendentesjá se
tem
patenteadoem
larga escala nos descendentes.Quaessão asmoléstiasquese
devem
reputarhereditárias?—
oume-lhor
—
qual omethodo
que deve seguir o medico para provarqueuma
moléstia merece talepitheto?
Chomcl
com
o tino e pratica que o caracterisam, responde aques-tão
com
estaspalavras:—
Le
point imporlaul esí determiner d'abordsitelle
mal
adie que sest montrèe chez les parents se developpe souventchez les enfanls; clensuile àquel point ce developpement esífrequent.
Cest doncen descendantlesgeralions plulôl
quen
lesremontant, qiConme
passe celteexpression, quela question des maladies hêréditaires doitêtre ctudiée elpeul être définitivement jugêe.
Não
sabemos si estemethodo
do distincto pathologista será sempreseguido, o que é certo é que, a phthysica, a alienação mental, a
epi-lepicia, as diversas nevroses, as moléstias de coração, a gotta, os
dar-tros, o cancro, as escrophulas, o rachitismo, e a syphilis sãosempre
trazidas
como
moléstias hereditárias.Deixando estas considerações puramente pathologicas vejamos
como
a hygicne procura por meio dos casamentosdebellar esse Protheu da
pathologia.
Mas, ireis cahir
em
contradicção palpável, contemplandocomo
con-templastes, no
numero
dos casamentos prohibidos pela hygiene asdizendo-s*
nos agoraque procura-se destruir as heranças mórbidas por meio
(Tes-tas
mesmas
uniões.A
resposta á isto nós a daremosem
occasião opportuna.—
Por oradeixai-nos caminhar.
A
theoria dos contrastes, oucrusamento foi a quea hygienehouve
por
hem
escolher para de dous diathezicos conseguir-sefruetossazo-nados.
—
Assim estabelleceu:a.
—
Antagonismo nos temperamentos e constituições, para d'ahi resultar temperamentos e constituições mixtas,quedestruíssem aten-dência inicial da forra plástica
que
caminha para a degeneraçãodo
organismo. Una-se o individuo lymphatico ao bilioso, o sanguíneo ao
nervoso, o fraco ao forte.
b.
—
Antagonismo nas moléstias e predisposições originarias.—
Exemplo: uniro rachiticoaopletórico; opredisposto á alienação
men-tal ao descendente
de
família onde as faculdadesintellectuaessãoro-bustas e o juiso solido.
c.
—
Antagonismo
de estatura—
unir o alto ao baixo, e vicc-versa.Á
esses meios juntam-se ainda, a escolha das idadese dos lugares,e finalmente a prohibicão definitiva ás uniões entre indivíduos
ata-cados de moléstias hereditárias graves e incuráveis; porque ellas se
transmittiráõ infallivelmcnte á
progénie.—
É
esta a opinião de Debay.O
mais que ha sobre isto diz respeito á prohibicão de casamentosentre consanguíneos, do quejá falíamos nocapitulo anterior.
Segundo
aordem
que estabellecemosem
nosso trabalho, resta-nostratar ainda de dous pontos
—
temperamentos e constituiçõesseme-lhantes, evicios de conformação da bacia.
Do
primeiro, agoramesmo
incidentemente falíamos: quanto aose-gundo
duas palavras somente, e passaremos a outras considerações.A
má
conformação, diz Debay, da rapariga núbil deveria serim-pedimento ao seu casamento; a experiência demonstra todos os dias
ta
antero posterior não pode parir naturalmente, èprciso que a arte
ci-rurgica venha á seu soccorro: as violentas manobras que se lhe faz
supportar para parir são quasi sempre funestas a sua existência, e,
suecede muitas vezes quea creança é sacrifica/la.
O
pelvimetro vai dicidir da surte da mulher.VI.
Si aquellas palavrasde Laurent escolhidaspara synthese deste
mal-fadado trabalho, sealgumas phrases escapadas ao correrda penna não
demonstraram
ainda, a repugnância que tivemosem
seguir a hygieneem
suas demonstrações a respeito de illegitimidade de casamentos,di^al-o agora clara e abertamente
—
as suas applicações são falsas, assuas
conclusões—
inexequíveise perigosas.Vejamos
—
.
Quando
a physiologiaestabelece e extrema as diversas phases davi-da do
homem,
não se esquece de lembrar,que nistonão vae maisdo queuma
pura divisão escholastica; porque estas diversastransforma-çõesporque passa o organismo
dependem
de sua constituiçãoetempe-ramento, grãos de vitalidade, emeios
cm
que ellevive e cresce.De
feito: o individuo de temperamento sanguíneo e constituiçãofor-tegasta
menos tempo
em
se desenvolverdo que o de condiçõesoppos-tas.
O
filho do norte não esperatanto,como
o dosulpara chegar á serhomem,
cm
toda a extenção da palavra.A
andalusa fogosa lorna-semulher
primeiro, que aapathica allemã.Si isto é assim,
como
fixacsuma
epocha paracasamentos ecxda-maes
—
d'aqui não passareis.?!Fundai-vosna
physiologia? mas, a physiologia desmente-vos.Na
historia?
mas
a historia antiga,mas
a antiguidade a respeito de26
mentos
nfio raciocina, porque nomesmo
paiz, namesma
cidade cadalegislador determina
uma
edade para casamentos.Nos
resultadosperigososda infracção de vossasleis? mas,si isto fosseassim o
mundo
eraum
chãos,ahumanidade
—
zero. Paracila valemaisum
casamentoem
que entre o consenso do cônjuges do que milafe-ridos por vossas bitolas.
—
Havemos
deprovai o.Assim não incomodeis mais asleisactuaes
com
vossas imprecações,porque ella não apertao casamento
em
um
circulo deferro,como
pre-tendeis.
As nossas leis não fixam a idade
em
queos menorespodem
casarva-lidamente.
Podemos
porem
concluir que na capacidade queaOrd
. . . .presume nos varões maiores de qualorze annos e nas fêmeas maiores de
doze, estáimplicitamente compre/tendidaacapacidadeparacasar.. . (1)
Em
outro lugar, (f 60)como
para darmais liberdade ao casamento,<liz o
mesmo
legislador: Este impedimentoporém por
falta de edadepôdeser despencado pelos ordinários, si malitia suplcal celatem.
Quantas consideraçõesde
ordem
moral não sededuzem
d'essa tão justa liberdadeem
matéria de casamentos.?!. ..
Quanto não é bemfazeja a instituição,que não deixa fmar-se a
ra-parigaque não teve culpa de encontrar antes de tempo o seu arrimo
de toda a vida?!
Mas
a hygiene pouco se importacom
tudo isto, o que cila quer sãoalhletas.
Bem
vistescomo
ellafulmina as uniões entre consanguíneos:porque o crusamentode raças é o único meio,que pode attingirá este fim.
Mas
engr.ir.sle-vosaindaem
vossasapplicações.Quando
o creador procura melhoraruma
raça, qual é omethodo
seguido?
Transporta de outro céu, de outro clima indivíduos paraesse fim,
23
ou conlcnla-sc
com
o que haem
seu paiz, c ainda maiscom
esta?mesma
raça, que vai degenerando? Já o demonstramos—
o segundomethodo
é o seguido.Então,
como
no crusamenlo da famíliahumana,
procuraes n'outrafamíliao individuo que adeve regenerar?
Ainda aqui não se esquece a hygiene de appellar para ahistoria.
—
A
aristocracia que não procura misturar secom
outra aristocracia» diz cila, cxlinguc-secm
curto espaço de tempo.Não
vos aceitamos o facto, ou se quereis que o aceitemos,di-zei-nos:
—
1.°
—
Qual é o espaço detempo, que deve viveruma
família de reis?2.°
—
Ponde-me
uma
aristocracia sã, composta de certonumero
de indivíduos, vivendoem
certo clima,com
certoscostumes, diante deoutra
em
idênticas circumstancias, introduzinuma
d'ellas indivíduosestranhos á família.
Si n'esta a vida prolongar-sc mais do que na outra, siseus
mem-bros forem mais felizes, confessaremosentão—
a vossa observação éverdadeira
—
preslamos-lhc fé.Mas
dizer, tal aristocracia de tal paizexlingniu-se porque encerroa-se
em
si tal outra de outro paiz, foi maisfeliz porque abriu os braços á príncipes estrangeiros, ó exibir
uma
inutilidade d'ondc nada se pode concluir.Novo
proscripto da lenda, caminhaes, ainda e sempre impellidoporuma
fatalidade quevos faz tombar de principioem
principio,sem
queuma
voz—
a da consciência—
vos brade amiga—
parac!
O
chrislianismo e as leis que d'elleemanam
prohibem o casamentoem
certos graus de parentesco—
dizeis ainda.Prohibem, é verdade;
mas
porque o prohibem? ParaobterathletasTou para impedir escândalos? Para melhorar o physico ou para
susten-tar a moralidade de que carecem as nações, e de que vivem a família
e a sociedade?
£H
A
f«opodem
casar validamente pela repugnância e pejo natural, epelo receio do abuso do tracto familiar, os parentes entre si, ou sejão
por consanguinidade, ou por afinidade; na linha recta in infuutiim, e
transversal até o quarto grau contado segundo o direito canónico. . .
.
Alem d'isto
em
razão do parentesco espiritualque secontrahe no baptis*mo
resulta impedimentopara
o matrimonio: 1.° Entre o baptisante e obapdsado, e seupai e mãe: 2.° Entre opadrinho e madrinha e o
afi-lhado, e seu paie
mãe
(1)O
fim da lei, pois, quando assim pensanão é mais do que impedircertas uniões illicitas que tinham lugar entre povos bárbaros;
como
entre os Tártaros, os Carahibas, os Chiles, e os Scythas, onde os pais
desposavam as filhas;
como
entre os Árabes e Persas onde os filhosdesposavam as mães;
como
no Peru eSiam
onde o irmão—
á irmã.Os
||.62
e63
aindatornam maislalo opensamento
do legisladorárespeito de casamentos.
Depois(Testas reflexões deveríamos passar naturalmente ás
prohi-bições tendentesás uniões entre indivíduos atacados de moléstias
he-reditárias.
Não
n'o faremos,porém; porque, por ora só tractamos damá
applicação feita pela hygiene de princípios eternos e verdadeiros,e as applicações aqui
sam
justas. Essa prohibição vae ter outrogéne-ro de refutação.
Entretanto, antes de passarmosadiante digamol-ojá:
sem
recusar-mos
aopinião deDebay
á respeitodeestreitamento de bacia,negamos
com
tudo,queo medico disponha de meiosparaverificar, nãoapproxi-madamente,
mas
com
todaa exactidão, de que ha mister, a extençãodos diâmetros da bacia, e d'ahi pronunciar-se á favor do casamento
ou
contra o
mesmo.
( 1) Obr. cit. | 61.
A
lei é obrigadaáconceder dispençacm
algunsd'esscs29
Os
signaes racionaes falham; o pclvimetro externo dá resultadosaproximados, que
em
laes casos nãodevem
nem
podem
satisfazer aomedico; e ao usodo interno oppõe-se a
membrana hymen
e o pudorvirginal.
VII.
Àdmitti por
um
momento,
que tudo quanto acabamos de espenderárespeito de vossas applicações sobre a iiligitimidade do casamento,
não passade
um
contrasenso, deum
absurdo contrario á todas as leisda boa lógica.
Concedei-nosisto,
mas
eui paga prestai-nos toda a attenção de (piefordes capaz sobre o que
vamos
espender á respeito do impossível daapplicação pratica de vossas theorias,
edo
resultado funesto queacar-retariam cilas.
Temos
plenos poderes:vamos
unirem
matrimonio dous indivíduos pelamaneira que imaginaes e segundoas leiseternas da igrejacalho-liça.
—
um
só,com
uma
sóepara
sempre.A
—
tem
vinte e cinco annos deidade, é de constituição forte e detemperamento
sanguíneo,em
sua família nunca deu-seum
só caso demoléstia hereditária.
B.
—
tem
dezoito annosde edade, suaconstituição é fraca,seutempe-ramento é nervoso, e de família diversa da de A., e tão pura que por
ella nuncapassou
nem
asombra
deuma
herança mórbida, efinalmenteá respeitode bacia (pode-se verifical-o) tem-n'a perfeita.
N'estas circunstancias dizeisvós
—
casem-se;porquc asociedadeterá fruetos abençoados.Mas
dizei-nos agora;cm
que parte domundo
tão abençoada;em
que raça tãobem
fadada encontrareisdois indivíduosem
laescircums-30
Uncias?Na
Europa, nAzia,n
Africa, n'America, ou na Oeeania? na raçacaucasica, na mongolica, na ethiope ou na americana?No
ceu ouna terra?—
Na
terra, haveis concordar comnosco, é tão impossívelisto,
como
oca
perfectibilidadehumana.
E
tanto isto é verdade, c tanto receiaes esta diíFiculdade queconce-deis a união entre dialhezicos, mas] a concedeis sol) aquella theoria
deantagonismo de quejá falíamos
em
lugar competente.Outradifficuldade
—
outro impossível!
Muitas vezes, c verdade, o syphilitico acha
um
depurativo enérgicono seio puro da virgem, que se lhe entrega espontânea, e
com
sacrifí-ciode sua existência; muitas vezes o tuhcrculoso encontra no
meio
d'estadesgraçadamoléstia, para a qual não ha medicina, a medicina
de
um
coração de mulher, que si o não cura, fal-o vegetar por muitosannos.
Mas
ide dizer áuma
rapariga—
sois forte e robusta, uni-vos a estepobre rachitico que arrastando
uma
desgraçadaexistência, ainda assimnão se apoderoud'ellc o
demónio
do egoísmo para desconhecerque sópoderá dar á sociedade filhos vigorosos unindo-sc comvosco para
de-hellar aquelle vicio do qual muitas vezesnão
tem
clle culpa.Dizei-lhe tudo isto,eo mais que vos suggerir avossa eloquência, c
amor
pela humanidade,evos afiançamos que nada conseguireis, ou éum
phantasma a liberdade dos affectos humanos.É
por isto, que dissemos posteriormente que prohihieis as uniõesentre indivíduos atiçados de moléstias hereditárias.
—
A
impossibili-dade na execução d'ellas aulhorisa-nos agora a nossa proposição.
—
Aquella coníradicção suspeitada destroe-se agora por si
mesma.
E
esta difficuldadesurge tantasvezescm
vosso espirito, que andaisdesvairados, ora levantando os brios do pai de família, ora invocando
asupremacia dalei para introduzir nafamilia
humana
oque
pralica-se31
n'cstc ponto (como affirmaes);
porém
também
(e reparain'isso) maiaimperfeita, porque falta-lhc o quenos sobra
—
as faculdadesmoraes.Esse vosso appellar, pois, para o paide família e para a lei é
um
louco appellar; porque dianted'esse echo perdido levanta se alta e
in-vencívela barreira dos affectos.
O
pai de família é impotente á vossoappello, porque é parteda hu-manidade; alei surdaporque bastante liberal.Muitas vezes, porém, aquelle á
quem
a Providencia confiara odeli-cadíssimocargo de chefe de família, esquecendo-se de seus deveres,
perde para sempre,sugeitando a prepotência de sua authoridade,
uma
alma
que se revia formosa na realisação deum
sonho que era todo oseu existir.
Muitas vezes o pae de família ou demasiadamente ignorante ou
de-masiadamente ambicioso, contraria as afifeições legitimasde
uma
filha; porqueo objecto d'ellas não lhe promette larga copia de cabedal, queposta na balança de sua cobiça convença-o de que elle não dá,
mas
vende
o que não secompra
nem
se vende—
o amor.Mas
o que resulta d'isto sabe-o omundo
inteiro; dizem-o asesta-tísticas; e vós
mesmo
não o ignoraes quando tractando das paixõesapresentaes os resultados funestosde amorescontrariados.
Descurei nasua cxcellcnte obra intitulada
—
Medicina das paixões—
d'entre muitoscasos que cita de amores contrariados terminados pela phthisica, mclancholia e suicídio, falia de
um
muitonotável terminadopela loucura e parricidio
com
antropophagia.É um
caso interessantíssimo que estamparíamos aquicomo
odis-tincto escriptor o descreve,senão nos desanimasse a incoveniencia de
uma
longacitação. Entretanto o resumiremos o mais que fòrpossívelpara não privarmo-nosde mais essa provaeloquentíssima do poder da
paixão, e
avós
da maishorrível de quantastragediastemereadoaima-ginação ardente de bemfadadostalentos.
3*
seus do/oito annos apaixonou-se louca e desesperadamente por Juaii Dias, que
como
cilaviviade apascentar rebanhospor aquelles Iãopoé-ticosdesvios 'las terras de Hespanha.
Esgotados todos os meios de que lançaram
mão
os dois amantespa-ra obterdovelhoobstinadoa realisaçãode seustãojustos desejos,Juan
Dias valendo-se do extremo recurso, confessa ao velho adeshonra da
filha;
mas
embalde, porquenem
áisto dobra-scaquellavontade de fer-io. Dias ousaciado das primícias d'aquella paixão, ou realmenteirri-tado por tão estranha recusa, participa íi
amante
o oceorrido,acres-centando que a renunciava para sempre porque não se queria ligará
um
homem
cuja baixesa se lhe manifestava Ião altamente.Desde este dia a pobre rapariga nãosoltara mais
um
sóqueixume.
Uma
noite o velho dormia junto aofogão.À
filha entra.... lança
-lhe
um
olhar semelhante ao da fera próxima a devorar a victima....surri-se, eagarrando
um
tenaz o descarrega sobre o craneo do pobrevelho que cahe
sem
vida á seus pós. Então, lançandomão
deuma
faca arranca-lhe o corarão e põe-se á devoral-o, gritando aos visinhos
que
pasmavam
de horror.—
Aproximai-vos!... aproximai vos!... vede!
—
Roubou-me
Dias—
ma-tei-o; despedaçou-meo coração
—
eis o seu!E
convidando-os á participar dos restos d'aquelle estranho repasto—
repelia:É
seu coração, é o coração demeu
pai.Esse factotalvez seja o único nosannacs da humanidade;
mas
outrospor venturamaisricosdeperipécias está
—
osobservandodequando
em
quando a sociedade. Para nós elles são a lógica viva das organisações
femininas, são a reacção fatal daliberdademoral contra a authoridade
mil vezesamaldiçoada do que abusa da fraqueza,
como
o senhor abusado escravo.
Si tudo isto é verdade, si todos estes horrores provota-osa
imio-rancia ou a malvadeza dos que não
comprehendem
o posto que33
thcoriasfizesse da mulher
uma
machina
de formarathletas?Desenganae-vos,pois, asvossas thcorias no estado actual da
socie-dade são inexequíveis e perigosas. Se ainda assim persistis
em
suasapplicacõcs practicas,esperae por "tempos mais felizes, deixae que a
mulher
se esqueça e abdique de sua dignidade.Entretanto,
quando
chegar este tempo, preparae-vostambém
paracommemorar
a ressurreição da Babylonia do propheta e aRoma
dosCezares
com
seus lupanares e prostíbulos, suas depravações eimpu-dicicias; parajustificar o pensamento supinamente immoral do
embai-xador Turco
cm
França,quando
dizia :Somos
uns grandes tolosem
sustentar
um
serralhocom
grandesdespezas. Vós outros christãospoupai-nos áestas despezas e cuidados;porqueo vosso serralho é
em
casa devossos amigos; e gravar na lapida de poucos túmulos este epitaphio,
que
osRomanos,
assimmesmo
no meio de tanta depravação,dedica-vam
as suas virtuosas matronas:Conjugipiw, Ínclita univirec.
Não
vos illuda finalmente a perspectiva risonha,porem
enganadorado que a geração dehoje pôz por
nome
perfectibilidadehumana,
c osque não
sonham
acordadosdenominaram—
utopia.—Não
vos
persua-daes que melhorando o physico, deixareis intacto o moral,
principal-mente
pelomodo
porque o pretendeis.Quereis a prova d'isto?-Lêde estas palavras de Ghateaubriand,
na
sua~obra
monumental—
o Génio do Christianismo.—Que
incomprehensiveldestino fazcom
queohomem
só, seja
exceptua-do d'essa lei tão necessária á ordem, á conservação, á
paz e a
felicida-de dos entes? Quanto mais visível é aharmonia das qualidades
e
movi-mento no restante da natureza tanto mais a sua desunião ê
sensível no
homem
Em
permanente lucla se travamrCelleentendimento e desejo,ra-zão e corarão. Se attinge o mais elevado
gráo de civilisação, rebaixa
ao Ínfimo da moral. Seé livre, èselvagem,
si sepule forja cadeias
pa-ra si próprio.
Se
brilha pelas34
e poeta apouca-se-lhe o pensamento; lucra o coração o quea caberá
perde, edosdesfalquesdo coração aproveita acabeça.
Com
oopulentar-se
em
sentimentosvem
empobrecerem
ideias; o dilatarseem
ideias éamesquinhar-se
em
sentimentos.A
força endurece-o e desoma-o; afraguesa dá-Ihe graças.
Uma
virtude ésempreaportadora deum
vicio,e sempre ao retirar-se, o vicio lhe levanaressaca
uma
virtudeEntretanto,se apezar de tudo isto é preciso luetar contra a
fatali-dade do destino, se é preciso ao
menos
aproximar-vos ao vosso íim,porque nãodeixaes a arvore para cuidardo frueto?
Não
tendes para acreançaque traz comsigo o
gérmen
deuma
afecção futura oaleita-mento
mercenário, a gymnastiea e tantos outros meios preconisadospor vós
mesmos
?Aconselhae-os pois, que ao
menos
tecm avantagem
de serexe-quíveis e innocentes, e deixae-nosda utopia de illegitimar, o quesó
pode impedir os motivos a que se referem os §§ GO, 61, 62, 63, do
Direito Civiljá citado.
VIII.
Agora, si d'essa perigrinação curta,
porém
tão afanosa,em
quean-damos
transviadosem
buscadaverdade, outra cousaconseguimos alemde desenganos e decepções, o que d'ella trouxemos
são estas
recorda-ções—
synthese conscienciosa—deum
labutarincessante pela causa
santa da família e da
humanidade
:
a.—
O
casamento é paramulher
o que a respiração é para os seresorganisados.
b.—
Para ohomem
não seria elle omesmo,
si a isto o não
coagis-sem
nas affecções physicas e moraes.«feM*
«o
cscarnco e a maldição, serão as suas únicas manifestações de
reconhe-cimento á antiguidade, que a rebaixouaté a escravidão.
«1.
—
Instituiçãolivre,como
aentendea lei e o exige o estado actual'da sociedade, o casamento não pode ser illegitimo sinão pelos
mo-tivos por ella apontados.
e«
—
Falsaem
seus princípios, inexequivelem
suas applicações,perigosa
em
suas conclusões a hygiene não passa deuma
presumida,quando
pretende sugeitar ás suasleis o que não ha lei que sugeite—
os affectos
humanos.
f,
—
Si se persuadem os hygienistas queaperfeiçoando o physico,aperfeiçoam
também
o moral e concorrem parauma
cousaqueuto-pistas
denominaram
—
perfectibilidade—
enganam-se.çj.
—
Assim,aillegitimae perigosaé só a hygiene,quando pretendecom
suas prohibições rebaixar a, união de dous seres pensantes ein-telligentes ao ajuntamento material de animaes pelo crusamento de
raças.
li.—
Assim,illegitimidade á respeito decasamento é palavra, quedeve ser riscada da hygiene.
f#
_0
que nunca deve esquecer ao hygienista eáquem
coube aalta missão de dirigir os destinos das gerações é
um
facto único: nãocontrariar vocações para não crear justificações tácitas de crimes, que
se nãojustificam, e que
uma
vezperpetrados—
matam
a famíliaSECÇlO
CIRÚRGICA.
Qual o mais seguro, mais prompto e mais inofensivo meio de
pro-mo\er-se o parto prematuro ?
mOP0gIC&3ES.
I.
Promover
um
parto prematuro é fazercom
que ellese dê antes de seutermo normal,porém
em
epochaem
que o feto seja viável.II.
O
fim de tal operação é salvar a vida da creanca, e poupar ápar-turiente á
manobras
sanguinolentasem
quesuecumbe
quasi sempre.III.
Regeitada a principio
como
um
crime, não ha hoje paiz civilisadoque
a não acolhae afague.IV.
As
fricções exercidas sobre o collo e fundo do útero, odescolamen-todo segmento inferior do ovulo, a perforação das
membranas,
ain-troducçãode
um
corpo extranhono
interior do collo, a rolhava-ginal, e as irrigações uterinas,—-taes são os principaes meios de que
lança
mão
o praticoparapromover
o partoprematuro.Y.
É
tão fraco o primeiro meio, tão impotente, e as vezes tãoinexe-quívelo segundo, que não
merecem
as honras deum
commentario—
cahem
por simesmos.
38
VI.
A
perforação dasmembranas
éum
processo seguro,mas
nãoinof-fensivo, ainda
quando
se trate da modificação de Meissner.VIL
Apezar d'este inconveniente, Caseaux parece preferil-o pelos seus
resultados práticos,aoda introducção da esponja preparada inventada por Hugle e por elle modificado.
VIII.
Para Caseaux, que n'este ponto segue a opinião de Sloltz, o
pro-cesso da rolha vaginal só
tem
importância quando o trabalho estiverja começado,ou aomenos, quando
uma
perturbação notável tiverso-brevindo nas funeções do útero.
IX.
O
processo das irrigações uterinas ó hoje omais geralmenteem-pregado.
X.
A
obstetríciadeve-o aKewisch.XI.
Si é
como
alguns dos outros tão prompto e tão seguro,tem
sobretodos elles agrande vantagem deser o maisinoffensivo.
XII.
Si algum outro ha que reúna todos os requisitos pedidos, não n'o
SECÇÃO
MEDICA.
Sédc das moléstias.
jpnw
i.
Por
mais útilqueseja o conhecimentoda sededeuma
moléstia,nem
sempre
o é mais de que o de suanaturesa,como
pretendia Bichat.II.
Se a cura da moléstia repousasse exclusivamente
no
conhecimentodesua sede,
mal
do medico, mal da humanidade!—
só se curariaaquel-la cuja sede fosse anatomicamente visível.
III.
Segundo
otempo
em
que obrou a causa morbifica, e segundoanaturesa damoléstia, sua sede não será anatómica, e material;
mas
vital e inpalpavel.
IV.
As
nevroses são a prova irrecusável das duas asserções.N'estas é que fogem de envergonhados os escalpellos de Bonct e
Morgagni.
VI.
Nem
sempre
o circumscriplo elimitado dasededeuma
moléstia,ou40
VII.
A
extenção da sédc anatómica deuma
moléstia depende de suana-turesaemuitas outras circumstancias.
VIII.
As
moléstias atacamsem
excepção á todas as partes do organismo.IX.
Em
ordem
de frequência as partes externas são mais sugeitas áscausasmortificas do que as internas, porque mais expostas.
X.
A
sede da moléstia não estáexclusivamente nos sólidosnem
nosliquidos,
como
queriam ossolidistas c humoristas. XI.Os
órgãos pares são sempre solidáriosem
seus sofifrimentos.XII.
Cremos
com
Chomel
na influencia das idades sobre a sede dasSECÇÃO
AGGESSORIA.
Podc-se sempre determinar com certeza si houve defloramento?
E
si foi esse praticado por instrumento diverso do
membro
viril,ou si por este? E neste caso se houve ou não emprego de
violência?
D
ROP08scOE&
I.
Quando
a anatomia disser-nos o que constituo virgindade, aprimei-ra questão serácabalmente respondida.
II.
Os
dados colhidos doexame
dos grandes lábios, da forquilha, dafossa navicular, e doorifício davagina não aulhorizam o medico á af•
firmar si houve ou não deflora ção.
III.
A
presença ou auzencia damembrana
hymen
não constitue provasexuberantes da virgindade, oude sua auzencia.
IY.
O
resultado doexame
dasmanchas
de sangue ede sperma são tão valiososcomo
os precedentes.V.
Si no meio de tanta incertezaalgumacousa ha, queaomenos, possa
descarregar a consciência domedico, é
sem
duvida a reunião de todos4»
VI.
Às
difíieuldades que existem á respeito daprimeira questão,tornam-se maiores quando setraeta da segunda.
VII.
Muitas vezes o facto de
uma
recusa leva amulher
a praticarcm
>ii» que somentedeveria ser occasionado pela malvadeza do
homem.
—
Hoje
sam
poucos os quefogem
deixando a capa,comtudo
ainda haquem
pague omal que não fez.VIII.
A
respeito dedefloraçãocada mulheréuma
Walkiria—
nãocedesem
resistência, ainda que fingida; por istoo estrago considerável da
vagi-na, cas contuzões nas diversas partes do corpo não
querem
dizer—
violência
—
,como
o pretendiamMahon
e Foderé.IX.
O
quevem
lançarum
raio deluz vivíssima sobre a questãopresen-te, <'•
o parallelodas forças da queixosa
com
as do aceusado,como
o deseus órgãos sexuaes.
X.
A
infecção venérea escropulosamente verificada concorre para omesmo
fim.XI.
As manchas
encontradas na camiza da queixosa e suas posiçõestem
tanto valor para provar-se a violência,
como
para veriíicar-se a deílo-ração.XII.
O
essencial é o interrogatório, e as pesquizas do medico segundolhe prescreve a sciencia.
—
Á
respeilo dos trez quizitos sóporeste meioHIPP0CRAT1S
APHORISMI.
I.
Mulierem
in útero gerentem ab acuto aliquomorbo
corripi,le-Ihale.
fSec. 2.a
Aph. 6.)
II.
Si fluxuimuliebri convulsioetanimi deliquiuin superveniat,
malum.
(Sec. 5.a Aph. 56.;
III.
Mulieri, mcnstruis deficientibus, a naribus fluere sanguinem
,
bonum.
(Sec. 5.a Aph. 33.;
IV.
In morbisacutis
extremarum
partium frigus,malum.
(Sec. 11. aph. 46.)
V.
Cibi, potus, vénus,
omnia
moderata sint.(Sec.
2/
Aph. 6.)VI.
In
morbo
belle comcdenti nihil proficere corpus,malum
est.(Sec. l.a Âph. 31.;
V.-I1II&
—
TjP- Poggetti de Touriulio, & C.£le>nc/á'(/a
á
Womnttfião£/íeuÍ4olce.Wanea
c ísaceite/ac/e e/e ts/6ec/c'cc>ia3o e/e //t/em&o e/eiêó-4.
oectelailo inktuic.
Sj/a /4c,iecdSácon/otmeOJ Ój/afufoJ. o0a*e'a5 e/e0uátCtot/e séfá.
££'*. <$>/. sdtvaiede/a /tf/la.
£/)?. ó/en/ia evet/ce c/etntof.
//m/itimeiíie. SÚanta e S/acuic/ae/ce/e <s/éea/t'c/na2/e/eC/ct/uvto c/e/é6"4.
g£*. gga/itàta,