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ANÁLISE DA ATIVIDADE DA FUNDAÇÃO EM

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Academic year: 2021

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Índice

INTRODUÇÃO ... 4

1. ANÁLISE DA ATIVIDADE DA FUNDAÇÃO EM 2012 ... 7

1.1 EVOLUÇÃO DOS PROJETOS ... 7

1.2 RECURSOS HUMANOS ... 9

1.3 ESTRUTURA DA FUNDAÇÃO FCUL ... 12

1.4 INDICADORES DE GESTÃO DA FUNDAÇÃO DA FCUL ... 13

1.4.1 Fluxos de Pedidos de Pagamento ... 13

1.4.2 Encerramento contabilístico ... 14

1.5 ATIVIDADES DOS NÚCLEOS OPERACIONAIS DA FUNDAÇÃO ... 15

1.5.1 Atividades comuns ... 15

1.5.2 Núcleo de Projetos internacionais ... 15

1.5.3 Núcleo de Projetos Nacionais ... 17

1.5.4 Núcleo de Prestação de Serviços ... 19

1.5.5 Núcleo Financeiro ... 19

1.6 RELACIONAMENTO COM A FCT ... 20

2 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ... 23

2.1 EVOLUÇÃO DA ESTRUTURA DE RENDIMENTOS ... 23

2.2 EVOLUÇÃO DOS RESULTADOS LÍQUIDOS ... 29

2.3 ESTRUTURA DE RENDIMENTOS E GASTOS INDIRETOS ANTES DO IMPOSTO ... 29

3 SITUAÇÃO ECONÓMICA E FINANCEIRA ... 30

3.1 RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO ... 31

3.2 FUNDOS PATRIMONIAIS ... 31

3.3 ESTRUTURA DO BALANÇO ... 32

3.4 PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS ... 33

4 PERSPETIVAS FUTURAS ... 34

5 AGRADECIMENTOS ... 34

6 ÓRGÃOS SOCIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 ... 36

7 BALANÇO ... 37

8 DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS ... 38

9 DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA ... 39

10 DEMONSTRAÇÕES DAS ALTERAÇÕES NOS FUNDOS PATRIMONIAIS ... 40

11 ANEXOS AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS ... 42

1. NOTAINTRODUTÓRIA ... 42

2. PRINCIPAISPOLÍTICASCONTABILÍSTICASDEPREPARAÇÃODASDEMONSTRAÇÕESFINANCEIRAS ... 42

2.1. REFERENCIAL CONTABILÍSTICO ... 42

2.2. DISPOSIÇÕES DO SISTEMA DE NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA PARA AS ENTIDADES DO SECTOR NÃO LUCRATIVO DERROGADAS NO EXERCÍCIO ... 42

2.3. RUBRICAS NÃO COMPARÁVEIS COM O EXERCÍCIO ANTERIOR ... 42

3. PRINCIPAISPOLÍTICASCONTABILÍSTICAS ... 42

3.1. BASES DE APRESENTAÇÃO ... 42

3.2. INVESTIMENTOS FINANCEIRO ... 42

3.3. ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS ... 42

(3)

3.5. IMPARIDADE DE ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS E INTANGÍVEIS, EXCLUINDO GOODWILL ... 43

3.6. ESPECIALIZAÇÃO DOS EXERCÍCIOS ... 44

3.7. IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO ... 44

3.8. SUBSÍDIOS DO GOVERNO ... 44

3.9. TRANSAÇÕES E SALDOS EM MOEDA ESTRANGEIRA ... 44

3.10. PROVISÕES, PASSIVOS CONTINGENTES E ATIVOS CONTINGENTES ... 45

3.11. RÉDITO ... 45

3.12. ACONTECIMENTOS APÓS A DATA DO BALANÇO ... 46

3.13. JUÍZOS DE VALOR, PRESSUPOSTOS CRÍTICOS E PRINCIPAIS FONTES DE INCERTEZA ASSOCIADAS A ESTIMATIVAS ... 46

4. FLUXOSDECAIXA ... 46

4.1. CAIXA E DEPÓSITOS BANCÁRIOS ... 46

5. POLÍTICASCONTABILÍSTICAS,ALTERAÇÕESNASESTIMATIVASCONTABILÍSTICASEERROS ... 47

6. ACTIVOSFIXOSTANGÍVEIS ... 47

7. ACTIVOSINTANGÍVEIS ... 49

8. PARTICIPAÇÕESFINANCEIRAS ... 50

9. IMPOSTOSOBREORENDIMENTO ... 51

10. CLIENTESEOUTRASCONTASARECEBER... 52

11. ADIANTAMENTOSAFORNECEDORES ... 52

12. OUTRASCONTASARECEBER ... 52

13. DIFERIMENTOSACTIVOS ... 52

14. FUNDOS ... 53

15. OUTRASVARIAÇÕESNOSFUNDOSPATRIMONIAIS ... 53

16. SUBSÍDIOSDOGOVERNO ... 53

17. FINANCIAMENTOSOBTIDOS ... 53

18. OUTRASCONTASAPAGAR ... 54

19. FORNECEDORES ... 54

20. ESTADOEOUTROSENTESPÚBLICOS ... 54

21. DIFERIMENTOSPASSIVOS ... 54

22. RÉDITO ... 55

23. FORNECIMENTOESERVIÇOSEXTERNOS ... 55

24. GASTOSCOMPESSOAL ... 55

25. IMPARIDADEDEDÍVIDASARECEBER ... 55

26. OUTROSRENDIMENTOSEGANHOS ... 56

27. OUTROSGASTOSEPERDAS ... 56

28. AMORTIZAÇÕES ... 56

29. JUROSERENDIMENTOSSIMILARESOBTIDOS ... 57

30. JUROSEGASTOSSIMILARESSUPORTADOS ... 57

31. PROVISÕES,PASSIVOSCONTINGENTESEACTIVOSCONTINGENTES ... 57

32. DIVULGAÇÕESEXIGIDASPORDIPLOMASLEGAIS ... 58

33. ACONTECIMENTOSAPÓSADATADOBALANÇO ... 58

Anexos

CERTIFICAÇÃO LEGAL DE CONTAS

(4)

INDICE DE FIGURAS

FIGURA 1-PRINCIPAIS GRUPOS BENEFICIÁRIOS DOS COLABORADORES DA FFCUL ... 10

FIGURA 2–DISTRIBUIÇÃO DOS COLABORADORES DA FFCUL POR TIPO DE LIGAÇÃO CONTRATUAL ... 11

FIGURA 3–DISTRIBUIÇÃO DOS COLABORADORES DA FFCUL POR TIPO DE BENEFICIÁRIO ... 11

FIGURA 4–DISTRIBUIÇÃO DOS BOLSEIROS POR TIPO DE PROJETO FINANCIADOR ... 12

FIGURA 5–EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE CENTROS DE GASTOS ENCERRADOS CONTABILISTICAMENTE ... 14

FIGURA 6–DESPESA MENSAL TOTAL EM PROJETOS FINANCIADOS PELA FCT ... 21

FIGURA 7–RELACIONAMENTO ENTRE A FFCUL E A FCT- VALORES ACUMULADOS ... 22

FIGURA 8–EVOLUÇÃO DA ESTRUTURA DE RENDIMENTOS DA FFCUL ... 23

FIGURA 9–EVOLUÇÃO DOS RESULTADOS LÍQUIDOS DA FUNDAÇÃO ... 29

FIGURA 10–EVOLUÇÃO DOS FUNDOS PATRIMONIAIS DA FUNDAÇÃO ... 31

ÍNDICE DE TABELAS TABELA 1–CANDIDATURAS EM 2012... 7

TABELA 2–PROJETOS INICIADOS EM 2012 ... 7

TABELA 3–PROJETOS CONCLUÍDOS EM 2012 ... 8

TABELA 4–PROJETOS ENCERRADOS CONTABILISTICAMENTE EM 2012 ... 8

TABELA 5–GESTÃO DE PROJETOS /CENTROS DE CUSTO – SITUAÇÃO GLOBAL EM 2012 ... 9

TABELA 6–DISTRIBUIÇÃO E ENCARGOS DOS COLABORADORES DA FFCUL POR TIPO DE LIGAÇÃO CONTRATUAL ... 9

TABELA 7–DISTRIBUIÇÃO DOS COLABORADORES DA FFCUL POR BENEFICIÁRIO E TIPO DE LIGAÇÃO CONTRATUAL ... 10

TABELA 8–DISTRIBUIÇÃO DOS COLABORADORES DA FFCUL POR BENEFICIÁRIO E FUNÇÃO ... 10

TABELA 9–EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE COLABORADORES DA ESTRUTURA CENTRAL DA FFCUL ... 12

TABELA 10–EVOLUÇÃO DOS GASTOS DE ESTRUTURA DA FFCUL ... 12

TABELA 11–DESPESA REPORTADA EM 2011 E 2012 ... 13

TABELA 12–Nº DE CANDIDATURAS APRESENTADAS NO PERÍODO DE 2012 POR PROGRAMA E TEMA ... 15

TABELA 13–PROJETOS INICIADOS NO PERÍODO DE 2012 POR PROGRAMA E TEMA ... 16

TABELA 14–RELACIONAMENTO FINANCEIRO ENTRE A FFCUL E A FCT ... 21

TABELA 15–ESTRUTURA DA EXECUÇÃO FINANCEIRA EM 2012 POR UNIDADE DE INVESTIGAÇÃO (FFCUL) ... 25

TABELA 16–ESTRUTURA DA EXECUÇÃO FINANCEIRA EM 2012 POR ÁREA DEPARTAMENTAL DA FCUL(FFCUL) ... 26

TABELA 17–INQUÉRITO AO POTENCIAL CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO NACIONAL (IPCTN)2012-EXECUÇÃO (FFCUL) ... 27

TABELA 18–INQUÉRITO AO POTENCIAL CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO NACIONAL (IPCTN)2012(FUNDOS)(FFCUL) ... 28

TABELA 19–ESTRUTURA DE GASTOS E RENDIMENTOS DA FFCUL(2012) ... 29

(5)

Introdução

A Fundação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FFCUL) tem por fim fomentar atividades de investigação científica, desenvolvimento tecnológico, formação, consultoria e divulgação, realizadas no âmbito da missão da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL). Neste contexto a FFCUL manteve uma estrutura de recursos humanos, administrativa, técnica e logística adequada à sua missão de apoiar a comunidade científica da FCUL na promoção e obtenção de novos financiamentos, públicos e privados, de organismos nacionais e internacionais. A actividade da FFCUL e da estrutura que a suporta, têm-se pautado por uma total coordenação com as unidades da Faculdade e numa perspectiva comum de não duplicação de serviços e funções exercidas.

No que diz respeito à política relativa às fundações, os factos ocorridos em 2012 podem-se sintetizar do seguinte modo:

1. Em Fevereiro de 2012, a Fundação respondeu ao recenseamento das fundações, inquérito que tinha uma estrutura particularmente inadequada para a natureza e funcionamento da FFCUL e das fundações orientadas para a gestão da atividade de I&D;

2. A Lei 24/2012 de 9 de Julho de 2012, que aprova a Lei-Quadro das fundações passou

a classificar a FFCUL como uma fundação pública de direito privado (art.4º do anexo Lei-Quadro das Fundações) dando, no entanto, um prazo de seis meses para as fundações públicas adequarem a sua denominação, estatutos e orgânica ao disposto na Lei-quadro das Fundações aí aprovada, sendo que, após essa data (13 de Janeiro de 2013) o disposto na lei prevaleceria sobre os estatutos, caso estes não tivessem

sido alterados1;

3. A Resolução do Conselho de Ministros 79-A/2012 de 25 de Setembro de 2012,

decorrente do censo e avaliação das fundações nacionais, recomendou à Universidade de Lisboa (UL), considerada a entidade fundadora da FFCUL, a extinção da FFCUL;

4. O projeto de decisão, emitido pelo Secretário de Estado da Administração Pública,

relativo à extinção FFCUL foi recebido a 25 de Setembro de 2012, tendo sido contestado em sede de audiência prévia a 8 de Outubro de 2012 pelo Conselho de Administração;

5. O Reitor da UL reiterou a necessidade de manutenção da FFCUL a 20 de Dezembro de

2012, ponderando, no entanto, a eventual adaptação da FFCUL às regras dos

Institutos Públicos.

Com a publicação da Lei-Quadro das Fundações em Julho de 2012, geraram-se muitas ambiguidades relativas ao quadro de gestão operacional para as fundações públicas de direito privado. O quadro de gestão assim constituído em 2012 foi extraordinariamente

(6)

complexo, não só em termos operacionais como em termos das espectativas dos colaboradores não bolseiros.

A imprevisibilidade das transferências financeiras da FCT para FFCUL ocorrida em finais de 2011 e em inícios de 2012 juntaram às dificuldades de gestão problemas sérios de tesouraria. A gestão financeira das bolsas foi melindrosa, pois embora tenha sido considerado prioritário assegurar a sua continuidade e estabilidade, não foi possível deixar de confrontar a FCT com as suas responsabilidades nesta matéria.

E todavia, como se demonstrará neste relatório, os resultados operacionais da Fundação acabaram por não se desviar muito dos de anos anteriores. O esforço feito para reforçar o número de candidaturas internacionais deu já alguns efeitos em 2012 – embora só se possa traduzir em projetos novos em 2013 ou mesmo em 2014 - e é um esforço que tem de ser mantido e reforçado qualitativamente com a adoção de medidas de apoio adequadas à internacionalização da atividade de I&D do sistema centrado na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL).

Com efeito, em termos operacionais:

 Em 2012 a FFCUL apoiou os investigadores da sua comunidade científica, assegurando

a gestão administrativa e financeira de 1488 Projetos com um movimento financeiro na ordem dos 12M€, num contexto económico-financeiro dos mais complexos dos últimos anos, e com enorme impacto negativo na disponibilidade de tesouraria.

 No ano de 2012, iniciaram-se 84 Projetos Científicos com financiamento nacional num

montante superior a 4M€ (-41% face a 2011). No mesmo período, foram submetidas 357 candidaturas nacionais (206 como entidade proponente) correspondendo a uma verba que ultrapassa os 26M€, só no que respeita à FFCUL.

 No que se refere a Projetos Europeus, em 2012, registou-se um ligeiro aumento no

número de novos contratos, +17 (+15 em 2011), com um financiamento de 2,5M€. Por outro lado, foram apresentadas 55 candidaturas a financiamento europeu (23 das quais como entidade proponente), envolvendo mais do que 31,7M€, diretamente para a FFCUL.

 Na vertente de Investigação sob contrato, os rendimentos mantiveram os níveis de

execução relativamente a 2011, atingindo o valor de 1,7M€. Ocorreu uma redução do número de novos contratos iniciados no ano (34 em 2012, face a 40 em 2011).

 No quadro da atividade científica acima referida, a Fundação da FCUL manteve as

relações contratuais com 554 colaboradores, a esmagadora maioria dos quais (485) na qualidade de Bolseiros.

(7)

Para fazer face a todas as suas responsabilidades, a Fundação contou em 2012 com 27 colaboradores (menos 10 do que em 2011), sem necessidade de reforço por trabalhadores avençados.

Ao nível da gestão operacional, realça-se o relacionamento com a principal entidade financiadora da Fundação, a FCT, tendo-se procurado melhorar a qualidade da informação relativa a transferências bancárias, realizado reuniões e contactos regulares por forma a demonstrar, e procurado resolver, em conjunto, os atrasos nos reembolsos dos Pedidos de Pagamento decorrentes de um número progressivamente maior de casos inicialmente considerados inelegíveis ou de elegibilidade duvidosa, e que revelam critérios cada vez mais rígidos que a FCT passou a seguir em 2012.

Ao nível dos resultados financeiros, destaca-se:

 Em 2012 a Fundação da FCUL realizou rendimentos na ordem dos 12.2 M€,

suportados em subsídios à exploração (9.24 M€), prestação de serviços (1.68 M€) e subsídios de investimento (1.27 M€). O resultado líquido do período traduziu-se em 131 k€, correspondente a um ligeiro aumento em relação ao valor apurado no ano anterior.

 A estrutura de gastos da Fundação da FCUL reflete bem a atividade desenvolvida no

quadro da sua missão. Cerca de 87% dos gastos apurados em 2012 (11,9 M€) correspondem diretamente às atividades de I&D realizadas. Os restantes 13% dividem-se entre os gastos da estrutura central (712k€) e outros gastos indiretos (1,01 M€). Uma parte significativa destes últimos, corresponde ao pagamento à FCUL (571k€) de gastos em limpeza, segurança e energia. Registe-se ainda que, a exemplo dos anos anteriores, a Fundação da FCUL não incorreu em qualquer custo com os seus órgãos sociais.

(8)

1. Análise da Atividade da Fundação em 2012 1.1 Evolução dos Projetos

Foram apresentadas em 2012 pela FFCUL 459 candidaturas (Tabela 1):

2009 2010 2011 2012

Total Proponente Participante

Tipo de Projeto N N N N Valor N Valor N Valor

Unidades de I & D 0 0 0 0 0 0 0 0 0

Projetos Nacionais (PIN) 425 367 36 357 26.620.688 206 21.050.546 151 5.570.142

Projetos Europeus (PIE) 28 18 35 55 31.725.597 23 18.738.890 32 12.986.707

Investigação sob Contrato (IsC) 47 34 40 34 1.087.518 34 1.087.518 0 0

Conferência, Curso, Workshop 13 14 11 13 248.880 13 248.880 0 0

Total 513 433 122 459 59.682.683 276 41.125.834 183 18.556.849

Tabela 1 – Candidaturas em 2012

Na categoria de Projetos Nacionais o número de candidaturas aumentou em relação ao ano anterior, uma vez que a FCT apenas abriu o PTDC em finais de 2011 mas o concurso prolongou-se até finais de Janeiro de 2012. No domínio dos Projetos Europeus verificou-se um aumento significativo do número de candidaturas, destacando-se os programas Marie Curie, ERC, INTERREG IV B SUDOE e ESA.

Neste período iniciaram-se 148 novos projetos (Tabela 2):

Tipo de Projeto 2009 2010 2011 2012

Q Q Q Q

Unidades de I & D 21 2.500.000 28 3.285.255 28 6.679.703 0* 0*

Projetos Nacionais (PIN) 58 2.348.443 202 13.292.313 111 6.286.542 84 4.449.655

Projetos Europeus (PIE) 7 926.750 11 4.442.832 15 1.172.972 17 2.573.628

Investigação Sob Contrato (Isc) 47 3.037.438 34 2.059.512 40 1.006.376 34 1.087.518

Conferência, Curso, Workshop 13 408.409 14 185.089 11 45.878 13 248.880

Total 146 9.221.041 289 23.265.001 205 15.191.471 148 8.359.681

*Financiamento 2011-2012 - 28 Unidades de Investigação - 6.679.703,00€

Tabela 2 – Projetos iniciados em 2012

Não ocorreu qualquer alteração no financiamento das Unidades de I&D (anteriormente designados por financiamentos plurianuais), pois os agora designados Projetos Estratégicos das Unidades foram aprovados para o período 2011/12.

Sobressai a diminuição do número de Projetos de Investigação Nacional (-32%). Nos 84 novos projetos iniciados em 2012, a FFCUL é entidade proponente em 57 (financiamento de 3.729.858€), e entidade participante em 27 (financiamento de 719.797€).

(9)

Aumentou ligeiramente o número de Projetos de Investigação Europeus (+12%), aumentando mais ainda o valor do financiamento correspondente contratado; a FFCUL é

coordenadora em 2 (financiamento de 303.876€), e participante nos 15 restantes

(financiamento de 2.269.751€).

Destaca-se finalmente uma ligeira diminuição do número de novos projetos de Investigação sob Contrato (-18%), embora não tenha diminuído significativamente o valor correspondente. Na área das Conferências e Cursos ocorreu um ligeiro aumento do número de novos projetos (+15%), e um significativo aumento do valor.

Em 2012 concluíram-se (material e financeiramente) 174 Projetos (Tabela 3), com maior destaque para projetos dos programas FP7, FACC, GRICES, Ciência Viva, CERN, PTDC, QREN_PORL, QREN_POFC, ESTEC, EUMETSAT, PIC, CMU-PORTUGAL, EUROCORES E SMA EUROPE:

Tipo de Projeto 2008 2009 2010 2011 2012

Unidades de I & D 20 20 0 1 0

Projetos Nacionais (PIN) 122 100 59 94 74

Projetos Europeus (PIE) 2 7 11 7 11

Investigação sob Contrato (IsC) 3 38 37 46 69

Conferência, Curso, Workshop 58 23 68 9 20

Total 205 188 175 157 174

Tabela 3 – Projetos concluídos em 2012

Prosseguiu com intensidade o encerramento contabilístico2 de Centros de Custo (Tabela 4):

Tipo de Projeto 2008 2009 2010 2011 2012

Unidades de I & D 0 0 9 78 0

Projetos Nacionais (PIN) 0 99 264 183 12

Projetos Europeus (PIE) 0 9 23 20 1

Investigação sob Contrato (IsC) 0 0 45 65 90

Conferência, Curso, Workshop 0 0 42 85 20

Total 0 108 383 431 123

Tabela 4 – Projetos encerrados contabilisticamente em 2012

O processo de encerramento de centros de custo manter-se-á como prioridade em 2013, pois o número total de projetos concluídos e ainda não encerrados contabilisticamente mantém-se elevado sendo o risco financeiro associado ainda difícil de quantificar.

A Tabela 5 descreve a situação global de Fundação em termos do volume de projetos (na perspetiva de todos Centros de Custo, ativos, concluídos ou encerrados):

2 A conclusão da execução financeira e material de um projeto significa apenas o reporte de acordo com as regras da entidade financiadora. O encerramento de um projeto significa o fecho do centro de custo aberto no sistema de contabilidade espelhando os movimentos de receitas e despesas de acordo com as regras do SNC.

(10)

Tipo de Projeto Ativos Concluídos Encerrados

Unidades de I & D 28 50 87

Projetos Nacionais (PIN) 300 526 558

Projetos Europeus (PIE) 43 47 53

Investigação sob Contrato (IsC) 113 151 200

Conferências, Cursos, Workshops 14 93 147

Total (2012) 498 867 1045

Total (2011) 524 816 922

Var Nr. -26 51 123

Var % +13%

Tabela 5 – Gestão de projetos / Centros de Custo – situação global em 2012

1.2 Recursos Humanos

O volume de projetos em execução em 2012, bem como os montantes aprovados desde 2009, determina o número necessário de colaboradores da Fundação, com os vários tipos de vínculo: com Contratos de Trabalho (sem termo, a termo certo e a termo incerto), como Bolseiros (de Investigação), como Avençados e como Prestadores de Serviços à Fundação. Os colaboradores da Fundação distribuem-se por 3 principais grupos beneficiários:

 FFCUL - Equipa Administrativa e Técnica (códigos 11-12 da Tabela 6)

 Unidades do sistema da FCUL - UI&D, PIN, PIE e IsC (códigos 21-24 da Tabela 6)

 Outras Entidades Externas ao sistema FCUL (código 32 da Tabela 6)

Código Tipos de Contrato Q Q (%) € (%)

11 FFCUL. Contratos de trabalho sem termo 19 3,4% 367.694,11 8,2% 12 FFCUL. Contratos de trabalho a termo certo 8 1,4% 124.798,56 2,8% 21 Unidades do sistema FCUL. Contratos de trabalho sem termo 7 1,3% 201.710,60 4,5% 22 Unidades do sistema FCUL. Contratos de trabalho a termo certo 20 3,6% 419.521,16 9,4% 23 Unidades do sistema FCUL. Contratos de trabalho a termo incerto 6 1,1% 150.626,08 3,4% 25 Unidades do sistema FCUL. Bolsas de Investigação 485 87,5% 3.066.356,57 68,8% 24 Unidades do sistema FCUL. Contratos de avença ou de prestação de serviços 3 0,5% 13.941,66 0,3% 32 Outras entidades. Contratos de trabalho a termo certo 6 1,1% 114.438,17 2,6%

TOTAL……… 554 100,0% 4.459.086,91 100,0%

(11)

A Tabela 7 e a Tabela 8, bem como a Figura 1, a Figura 2 e a Figura 3, sintetizam informação relevante adicional relativa a 2012.

Tipo de Projeto

Q

Contrato

sem termo termo certo Contrato a

Contrato a termo incerto

Contrato de

Avença/PS Investigação Bolsas de

FFCUL 19 8 0 0 0 492.492,67

Unidades de I & D 7 8 0 3 43 595.840,78

Projetos Nacionais (PIN) 0 3 0 0 281 1.971.213,60

Projctos Europeus (PIE) 0 6 5 0 56 624.049,70

Investigação Sob Contrato (Isc) 0 9 1 0 105 775.490,16

TOTAL……… 26 34 6 3 485 4.459.086,91

Tabela 7 – Distribuição dos colaboradores da FFCUL por beneficiário e tipo de ligação contratual

Tipo de Projeto

Q

Direção de Programas Coordenação Gestão de Projetos Administração & Gestão

Atividades técnicas, de engenharia, de suporte Investigação FFCUL 1 4 12 10 0 0 492.492,67 Unidades de I & D 0 0 0 13 0 48 595.840,78

Projetos Nacionais (PIN) 0 0 0 1 0 283 1.971.213,60

Projetos Europeus (PIE) 0 0 0 0 0 67 624.049,70

Investigação Sob Contrato (Isc) 0 0 0 1 6 108 775.490,16

TOTAL……… 1 4 12 25 6 506 4.459.086,91

Tabela 8 – Distribuição dos colaboradores da FFCUL por beneficiário e função

Na Figura 1, distribuem-se os colaboradores em função dos grupos beneficiários:

Figura 1 - Principais grupos beneficiários dos colaboradores da FFCUL 5% 94% 1% FFCUL Unidades do sistema FCUL Outras entidades

(12)

Na Figura 2, distribuem-se os colaboradores em função da natureza do regime contratual:

Figura 2 – Distribuição dos colaboradores da FFCUL por tipo de ligação contratual

Na Figura 3, distribuem-se os colaboradores em função da natureza das funções exercidas:

Figura 3 – Distribuição dos colaboradores da FFCUL por tipo de beneficiário

Os Bolseiros (código 25 na Tabela 6) constituem o grupo mais significativo. Em 2012 o seu custo aumentou 11% em comparação com o ano anterior, ultrapassando os 3 M€. O seu financiamento foi assegurado por:

 Unidades de I&D - 209.835€ (7%)

 Projetos de Investigação Nacional - 1.847.517€ (60%)

 Projetos de Investigação Europeus - 418.345€ (14%)

 Investigação sob Contrato - 590.658€ (19%)

A sua distribuição está descrita na Figura 4:

5% 6%

1% 0%

88%

Contrato sem termo Contrato a termo certo Contrato a termo incerto Contrato de Avença/PS Bolsas de Investigação 0% 1% 2% 5% 1% 91% Direção Coordenação de Programas Gestão de Projectos Administração & Gestão Actividades técnicas, de engenharia, de suporte Investigação

(13)

Figura 4 – Distribuição dos Bolseiros por tipo de projeto financiador

1.3 Estrutura da Fundação FCUL

A Tabela 9 descreve a evolução do número de colaboradores da estrutura central da Fundação: 2008 2009 2010 2011 2012 Efetivos 8 8 11 16 19 Contratados 10 9 10 8 8 Prestação de Serviços 6 13 16 13 0 TOTAL 24 30 37 37 27

Tabela 9 – Evolução do número de colaboradores da estrutura central da FFCUL

A Tabela 10 descreve a evolução dos gastos de estrutura da FFCUL; os valores relativos a 2012 foram extraídos da tabela de Estrutura de Gastos e Rendimentos (Tabela 19, secção 2.3):

Rubrica 2011 2012

Recursos Humanos 457.708,91 514.250,96

Aquisição de Serviços 196.628,25 160.116,80

Outras Despesas Correntes 28.972,24 16.119,62

Equipamento 21.768,70 21.900,40

Total 705.078,10 712.387,78

Tabela 10 – Evolução dos gastos de estrutura da FFCUL

Os Recursos Humanos constituem a rubrica de maior peso e abrange o grupo de 27 funcionários da estrutura; o seu peso aumentou ligeiramente em 2012, tendo saído uma colaboradora (por reforma) e sido contratados 4 novos colaboradores:

 Dois para o Núcleo Financeiro: um já se encontrava em regime de Prestação de

Serviços em 2011 no núcleo dos sistemas de informação; o segundo permitiu reforçar o núcleo de gestão de Bolsas, na sequência da decisão de proceder à renovação trimestral dos contratos de Bolsa, por força da instabilidade das transferências financeiras da FCT; 0,00 200.000,00 400.000,00 600.000,00 800.000,00 1.000.000,00 1.200.000,00 1.400.000,00 1.600.000,00 1.800.000,00 2.000.000,00 0 50 100 150 200 250 300

Unidades de I & D Projectos Nacionais (PIN) Projectos Europeus (PIE) Investigação sob Contrato (IsC) Q

(14)

 Um foi colocado no Núcleo de Projetos Internacionais, com funções de gestor de projeto, na sequência do aumento da atividade nesse domínio, quer na elaboração de candidaturas, quer na gestão de novos projetos; em 2012 uma situação de licença de maternidade obrigou a admitir e a preparar adequadamente esta nova colaboradora, garantindo a passagem adequada de informação;

 Um para reforçar a estrutura de direção e gestão financeira da Fundação e melhorar a

harmonização de procedimentos com a atividade correspondente da FCUL.

Tal como no passado, as despesas com Aquisição de Serviços incidem sobre os serviços de contabilidade e recursos humanos, auditoria, aconselhamento jurídico, apoio técnico informático, higiene e medicina no trabalho. A sua diminuição significativa relativamente a 2011 decorre da diminuição do número de colaboradores com contratos de avença, na sequência de reestruturação interna da Fundação.

Em Outras Despesas Correntes contemplam-se as despesas com material de escritório,

serviço de estafeta e comunicações, deslocações e formação.

Finalmente, a rúbrica de Equipamento refere-se à aquisição de equipamento informático e mobiliário de escritório, tendo-se procedido a diversas substituições em 2012.

1.4 Indicadores de gestão da Fundação da FCUL 1.4.1 Fluxos de Pedidos de Pagamento

Um dos mais importantes indicadores de gestão da atividade específica da Fundação é o fluxo de pedidos de pagamento (PP). A sua produção obriga à integração da informação negociada em fase de candidatura, da execução financeira e material e da consolidação entre o sistema de informação e o sistema contabilístico. Já em 2011, com a alteração das Normas de Execução Financeira e contenção orçamental nacional, tinha ocorrido um aumento substancial do trabalho administrativo dos Projetos da FCT, que se manteve em 2012.

No ano de 2012 houve um aumento significativo do número de PP’s (+50%), acompanhado de um ligeiro aumento da despesa reportada (+4%) em relação ao ano de 2011 (Tabela 11):

Entidade Valor Q

2011 2012 Var % 2011 2012 Var %

FFCUL (promotora) 7.529.109 7.790.306 3% 422 863 51%

Outras entidades (parceiras) 1.007.805 935.122 -8% 187 277 32%

FFCUL (parceira) 976.420 1.148.038 15% 132 334 60%

Total 9.513.333 9.873.466 4% 741 1474 50%

(15)

Nos casos em que a FFCUL é a entidade promotora, foram produzidos 863 PP’s, correspondentes a uma despesa reportada de 7.790.306€ e 277 PP’s correspondentes a 935.122€ foram reportados por Parceiros.

 Nos casos em que a FFCUL não é entidade promotora, foram reportados 334 PP’s

correspondentes a 1.148.038€.

Este aumento do número de PP’s está diretamente relacionado com o novo método de financiamento dos Projetos da FCT, que permite reembolsos reduzidos (despesa correspondente a 10% do valor orçamentado). Este método é drasticamente mais burocrático, moroso e dispendioso, provocando um aumento do trabalho administrativo e dificuldades acrescidas à disponibilidade de tesouraria.

1.4.2 Encerramento contabilístico

O número de encerramentos contabilísticos constitui um indicador muito relevante para a atividade da Fundação. Este processo foi iniciado no 2º Semestre de 2009 (Figura 5):

Figura 5 – Evolução do número de centros de gastos encerrados contabilisticamente

O número de encerramentos aumentou de 922 para 1045 (+13%).

0 50 100 150 200 250 300 Unidades de I & D Projectos Nacionais (PIN) Projectos Europeus (PIE) Investigação sob Contrato (IsC) Conferência, Curso, Workshop 2009 2010 2011 2012

(16)

1.5 Atividades dos núcleos operacionais da Fundação 1.5.1 Atividades comuns

As atividades transversais a todos os núcleos da Fundação restringiram-se em 2012 aos contributos para alimentar o sistema LOGOS / FUNDUS com informação relativa aos projetos de todos os tipos, e à utilização operacional do sistema LOGOS / CENSUS para gerir a informação relativa a todos os bolseiros e demais contratados da Fundação.

1.5.2 Núcleo de Projetos internacionais

A equipa do Núcleo de Projetos Internacionais viu a sua equipa reforçada, por forma a enfrentar os constrangimentos impostos pela ausência da Coordenadora (Lívia Moreira) por motivos de Licença de Maternidade.

À semelhança dos anos anteriores, a atividade deste Núcleo centrou-se no apoio e preparação de candidaturas ao 7º Programa-Quadro (7ª PQ) e outros Programas Internacionais, bem como a gestão financeira necessária à boa execução dos projetos. Face aos 75 projetos ativos, dos quais 5 coordenações, verificou-se um aumento de reportes financeiros às entidades financiadoras com datas limite coincidentes, o que colocou um peso muito significativo na equipa, que foi liderada por Carla Marques durante a ausência da Coordenadora.

Candidaturas ao 7º Programa-Quadro e outros Programas Internacionais

Em 2012 foram apresentadas e acompanhadas a nível administrativo e financeiro pela FFCUL 55 candidaturas (Tabela 12):

Programa Tema Nº candidaturas Nº Coordenador / Nº Participante

Ambiente 9 1 / 8 Espaço 2 0 / 2 Segurança 1 0 / 1 Nanotecnologias 1 0 / 1 Saúde 1 1 / 0 Tecnologias de Informação e Comunicação 2 0 / 2 Capacidades Investigação em Benefício das PME 1 0 / 1

People Acções Marie Curie 14 9 / 5

Ideias ERC 8 6 / 2

INTERREG IV B SUDOE INTERREG IV B SUDOE 5 0 /5

Agência Espacial Europeia (ESA) ESA 5 0 / 5

Outros Financiamentos * Outros 6 6 / 0

55 23 / 32

Cooperação

7ª PQ

Total

(17)

Em “Outras candidaturas” estão incluídos os seguintes programas: Crohns'S & Colitis Foundation of America; Mérieux Research Grants Programme; Instruct Integrating Biology; Global monitoring for environment and security' (GMES); The Global Research Outreach Program; European Metrology Research Programme (EMRP).

Os projetos do 7º PQ representaram a maioria das candidaturas – 39, 17 das quais com Coordenação desta Fundação. Destacam-se os programas mais utilizados para submissão de propostas: Cooperação (tema Ambiente), Pessoas (Ações Marie Curie) e Ideias (European

Research Council).

Foi ainda prestado apoio a 16 candidaturas a outros Programas Internacionais dos quais se destacam o Programa INTERREG IV B SUDOE e Agência Espacial Europeia (ESA).

Até à data de conclusão deste relatório, das 55 candidaturas apresentadas em 2012, foram comunicadas avaliações de 19, das quais 5 obtiveram parecer favorável para financiamento (4 do 7º PQ).

Tal como em anos anteriores, durante o processo de candidaturas foram mantidos e usados intensamente os canais de colaboração com o Gabinete de Promoção do 7º Programa-Quadro (GPPQ), no sentido de obter apoio na preparação das candidaturas.

Projetos iniciados em 2012

Em 2012 tiveram início 17 novos Projetos Internacionais (Tabela 13), dos quais 9 são financiados pelo 7º PQ (temas Ambiente, Saúde, Tecnologias de Informação e Comunicação e Ações Marie Curie), 1 financiado pela Organização Europeia para a Exploração de Satélites Meteorológicos (EUMETSAT) e 7 por outras fontes de financiamento:

Programa Tema Nº candidaturas Nº Coordenador / Nº Participante

Ambiente 3 0/3 Espaço 0 0 segurança 0 0 Nanotecnologias 0 0 Saúde 1 0 / 1 Tecnologias de Informação e Comunicação 1 0 / 1 Capacidades Investigação em Benefício das PME 0 0

People Acções Marie Curie 4 2 / 2

Ideias ERC 0 0

INTERREG IV B SUDOE INTERREG IV B SUDOE 0 0

Agência Espacial Europeia (ESA) ESA 0 0

Organização Europeia EUMETSAT EUMETSAT 1 0 / 1

Outros Financiamentos* Outros 7 0 / 7

17 2 / 15

Total 7ª PQ

Cooperação

(18)

Em “Outras candidaturas” estão incluídos os seguintes programas: Cystic Fibrosis Foundation; Conservation International Foundation; North Atlantic Treaty Organisation (NATO); Science and Technologies Facilities Council (STFC)).

Em 2012 este Núcleo ainda:

 apoiou os processos de negociação dos projetos 7º PQ aprovados, nomeadamente no

que respeita à questão da inserção da FCUL enquanto ‘3rd party’ da FFCUL, à revisão dos contratos de consorcio (Consortium Agreement) e ao acompanhamento do processo de inserção dos dados da instituição na plataforma ‘online’ da Comissão Europeia (Participant Portal).

 participou e colaborou ativamente na organização de diversas reuniões de trabalho e

sessões de esclarecimento organizadas pelo GPPQ.

 acompanhou o processo de reporte, comunicações com os parceiros e participou nas

várias reuniões (no país e no estrangeiro) realizadas no âmbito das Coordenações dos 2 projetos do Programa Cooperação, ‘CIRCLE-2 - Climate Impact Research and Response Coordination for a Larger Europe’ e KARYON - Kernel-based ARchitecture for safetY-critical cONtrol.

1.5.3 Núcleo de Projetos Nacionais

A atividade em 2012 do Núcleo de Projetos Nacionais (NPN), coordenado por Isabel Rodrigues, concentrou-se naturalmente no acompanhamento administrativo e financeiro de projetos, predominantemente financiados pela FCT.

O desempenho dos gestores de projeto do NPN traduziu-se no essencial, na elaboração e submissão no “Portal de Ciência e Tecnologia”, de 1197 pedidos de pagamento de despesa executada pela FFCUL com particular incidência nas despesas de Gastos Gerais, e reencaminhamento para a FCT de 277 pedidos de pagamento elaborados pelas instituições parceiras, num total global de 1474 pedidos de pagamento, duplicando os números do ano anterior (554 FFCUL / 187 parceiros / 741 total).

À semelhança dos anos de 2010 e 2011, em 2012 a FCT abriu novo concurso anual competitivo para atribuição de novos Projetos de Investigação em Todos os Domínios Científicos (PTDC), com quatro tipologias distintas e calendários diferenciados em função da área de investigação, e ainda um concurso de Projetos no âmbito do Protocolo celebrado entre a FCT e Agence Nationale de la Recherche. No total a FFCUL envolveu-se em 357 candidaturas.

Em resultado do Concurso aberto no PTDC 2010 e das correspondentes aprovações, a FFCUL celebrou 60 contratos e protocolos de colaboração com outras instituições do Sistema

(19)

Científico e Tecnológico Nacionais para a execução dos mesmos, e mais 5 do CERN 2011 seguindo-se a respetiva criação no Sistemas Informático de Gestão de Projetos.

O final do ano anterior (2011) tinha sido marcado pelo encerramento da execução do financiamento atribuído pela FCT às Unidades de I&D para o período de 2009/2010. Este financiamento foi substituído pelos Projetos Estratégicos (PEST) (2011-2012) cuja execução e reporte se manifestou como o maior obstáculo que se enfrentou em 2012. Esta transição não foi simultânea para todas as Unidades, em função dos respetivos saldos, o que complicou sobremaneira a gestão destes programas pela FFCUL.

O cumprimento das metas de execução anual definidas pela FCT para os PEST e anunciadas em Setembro de 2012, face ao fluxo de transferências de financiamento, originou um difícil equilíbrio entre taxas desejadas de execução (a 31-12-2012) “versus” financiamento disponível, tendo a FFCUL mobilizado os seus recursos financeiros para maximizar tais taxas de execução, de modo não comprometer o financiamento destes projetos em 2013, face à indicação de que o orçamento para 2013 seria calculado pela FCT com base na previsão da

execução efetiva à data de 31-12-2012. Este exercício teve resultados razoavelmente

positivos para a maioria das unidades – infelizmente não para todas.

Ainda dentro do âmbito da FCT, foi proposto um levantamento da capacidade dos PEst/Investigadores na angariação de fundos com origem noutras fontes de financiamento que resultou na atribuição de uma nova tipologia de financiamento anual denominado

“INCENTIVO” com regulamento próprio e com aplicação a partir de 2013.

No início do ano a FCT suspendeu temporariamente o programa FACC pelo que o número de centros de custo desta natureza decaiu de forma muito significativa, mantendo-se em execução algumas Cooperações Bilaterais.

Para além da FCT, a Fundação Calouste Gulbenkian foi a entidade que através do Programa Estímulo e outros apoios específicos, financiou a atividade científica gerida por este Núcleo, tarefa repartida com a Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e

Tecnológica com o Programa “Ciência Viva – no Verão / no Laboratório”.

O encerramento de 12 projetos deu continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos anos com o propósito de finalizar o trabalho administrativo, contabilístico e financeiros de todos os projetos não ativos.

Em paralelo, o acompanhamento administrativo de apoio aos Investigadores na execução de cada projeto, foi igualmente tarefa realizada por cada um dos gestores de forma a permitir a boa execução dos mesmos, em estrito respeito pelas normas de execução em vigor.

(20)

1.5.4 Núcleo de Prestação de Serviços

Em 2012, a atividade deste núcleo, liderado por Ana Afonso, e constituído por 4 colaboradoras, caracterizou-se, essencialmente, pelo apuramento do estado geral dos centros de custo existentes e encerramento daqueles que já estavam concluídos material e financeiramente.

Assim, foram revistos 239 projetos (relativos a projetos de Investigação sob Contrato, cursos, conferências, entre outros), dos quais 110 foram encerrados. No entanto, foram abertos 11 novos centros de custo, com os saldos remanescentes dos mesmos.

No que diz respeito a projetos de Investigação sob contrato, foram abertos 34 Centros de Custo. As entidades contratantes foram, essencialmente, de natureza privada. O montante contratado em 2012 foi de 1.087.518,15€.

O ano de 2012 caracterizou-se pela realização de 38 eventos científicos organizados pela Fundação, e pela abertura de 13 centros de custo. O financiamento recebido totalizou 168.600,83€, sendo as seguintes as fontes de financiamento: 2.700,00€ em Patrocínios; 36.000,00€ em Donativos, 4.517,00€ de outros financiamentos e 125.383,83€ em inscrições. Finalmente, foram ainda recebidos 186.772,12€, em financiamento diverso não faturado, tais como donativos, subsídios e prémios.

No que diz respeito à recuperação de dívidas, com faturas emitidas em anos anteriores, garantiu-se a cobrança de 319.822,80€.

O total da faturação anual deste núcleo foi de 1.943.333,06€, a que correspondeu uma entrada de verbas no valor de 1.470.442,48€, até 31 de Dezembro de 2012.

1.5.5 Núcleo Financeiro

A restruturação deste núcleo - coordenado por David Pedrosa - efetuada em 2011 na organização interna de movimento e controlo de documentação contabilística - que consistiu na aquisição de dois novos módulos do software de contabilidade da aplicação “Primavera” (encomendas e compras) - permitiu adaptar as necessidades diárias da Fundação às constantes e exigentes normas de execução financeira e contabilísticas.

Com esta adaptação os documentos contabilísticos (Requisições, Faturas, Registos de Deslocações, Folhas de Caixa, Recibos Verdes/Atos Isolados e os pagamentos mensais dos Vencimentos e Bolsas) ficaram disponíveis nos nossos sistemas de Gestão Financeira de Projetos e de Contabilidade em 24 horas, permitindo uma maior fiabilidade na gestão e reduzindo substancialmente os tempos de contabilização para posterior reporte de despesa às entidades financiadoras.

(21)

O núcleo reduziu substancialmente o tempo na identificação de todas as verbas que entram nas contas bancárias da FFCUL, permitindo aos Gestores de Projeto verificar o saldo orçamental e de tesouraria disponível dos seus projetos e espelhar na contabilidade a realidade dos projetos.

Manteve-se a apresentação mensal dos mapas de gestão de tesouraria e da relação FFCUL-FCT à Administração, o controlo dos procedimentos da Contabilidade, a elaboração de todos os contratos de Recursos Humanos (funcionários, bolseiros, avençados) e a emissão da faturação.

Destacam-se os seguintes indicadores relativos a 2012:

 A faturação foi de 2.185.428,04€ (correspondente a emissão de 272 faturas, de 11

Notas de Débito e 448 Vendas a Dinheiro); o prazo médio de recebimentos foi de 86 dias;

 Entrou em tesouraria aproximadamente 12.855.215€ (referente a subsídios e

faturação), registando-se um aumento de 3% em relação ao ano anterior;

 Efetuaram-se 3492 requisições internas a fornecedores, no valor total de 3.050.229€

(em média, 291 requisições mensais, com valor médio mensal de 254.167€);

 O movimento de tesouraria foi elevado, apesar da diminuição da disponibilidade de

tesouraria, face ao novo método de financiamento dos Projetos do universo FCT, tendo a FFCUL sido obrigada a alterar a sua política de pagamentos, por forma a garantir uma disponibilidade financeira que permitisse continuar uma execução mínima dos Projetos de Investigação. Deste modo, o prazo limite para reembolso aos Investigadores manteve-se em mês e meio; os pagamentos a fornecedores, efetuaram-se, em média, a 90 dias.

 Movimentaram-se cerca de 13.253.463€ em pagamentos a fornecedores,

transferências para parceiros, reembolsos a investigadores e pagamento de vencimentos e bolsas, correspondendo a um aumento de 2% face a 2011.

1.6 Relacionamento com a FCT

Com o novo método de financiamento implementado pela FCT no ano de 2011, os reembolsos de Pedidos de Pagamento não foram tão céleres, tornando frágil a tesouraria da Fundação.

As dificuldades de tesouraria decorrentes da instabilidade das transferências da FCT fizeram-se fizeram-sentir significativamente em 2012. Nestes termos, a Fundação fez um esforço significativo para produzir mensalmente uma tabela resumo do seu relacionamento financeiro com a FCT, que pudesse utilizar nos muitos contactos que manteve com esta agência de financiamento.

(22)

Embora os valores gerados pela Fundação nunca coincidam com os valores correspondentes gerados pela própria FCT, a experiência de 2012 mostrou que os diversos indicadores se relacionavam facilmente, traduzindo a mesma realidade financeira. Por diversas vezes estes mapas foram instrumentais para acelerar transferências e convencer a FCT da insustentabilidade de diversos atrasos.

A Tabela 14, Figura 6 e a Figura 7 permitem avaliar a situação em 31-12-2012. Estes dados são atualizados mensalmente à medida que a FCT vai regularizando situações de meses anteriores.

Tabela 14 – Relacionamento financeiro entre a FFCUL e a FCT

Figura 6 – Despesa mensal total em projetos financiados pela FCT RELAÇÃO FFCUL - FCT

Indicadores de gestão corrente (actualizados ao último dia do mês) 2012

# Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez TOTAIS

1.0 BOLSAS

1.1 Nº de bolsas integradas em projectos FCT activas no mês 181 192 191 195 199 183 196 192 190 223 207 212

1.2 Valor total mensal das bolsas activas 155.173 181.926 168.751 156.571 180.159 167.088 169.839 173.889 171.019 204.167 180.877 183.607 2.093.064 2.0 PROJECTOS e PP 2.1 Nº de projectos em execução 316 321 340 342 329 329 326 326 311 311 311 311 2.1.1 Concursos de 2006 27 27 27 27 14 14 14 14 2 2 2 2 2.1.2 Concursos de 2008 147 147 147 147 144 144 141 141 141 141 141 141 2.1.3 Concursos de 2009 77 77 77 77 75 75 75 75 75 75 75 75 2.1.4 Concursos de 2010 37 42 61 63 68 68 68 68 65 65 65 65

2.1.5 Unidades de I&D / Projectos Estratégicos 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28

2.2 Nº de PP emitidos no mês 93 109 107 119 86 53 104 20 94 131 111 97 1.126

2.2.1 Concursos de 2006 3 1 3 8 1 9 20 7 5 57

2.2.2 Concursos de 2008 50 40 45 37 38 28 47 6 38 57 28 52 466

2.2.3 Concursos de 2009 5 17 23 15 11 7 28 3 9 22 26 14 180

2.2.4 Concursos de 2010 37 43 27 25 21 15 15 4 32 12 25 8 264

2.2.5 Unidades de I&D / Projectos Estratégicos 1 9 9 41 13 3 8 6 6 20 25 18 159 2.3 Valor dos PP emitidos no mês (€) 714.493 771.521 870.789 1.236.831 605.828 342.733 764.286 320.406 651.676 941.988 1.097.856 926.495 9.244.904 2.3.1 Concursos de 2006 10.500 4.028 10.118 13.221 9.239 50.484 75.090 30.994 6.540 210.215 2.3.2 Concursos de 2009 71.000 144.800 145.500 77.664 59.675 49.971 185.264 42.204 51.380 114.519 231.084 360.367 1.533.429 2.3.3 Concursos de 2009 404.400 349.000 368.500 228.431 273.909 211.529 332.130 84.032 265.702 452.025 214.892 55.821 3.240.372 2.3.4 Concursos de 2010 190.500 180.800 137.700 110.127 76.181 46.942 87.653 70.416 209.956 29.106 162.879 104.422 1.406.681 2.3.5 Unidades de I&D / Projectos Estratégicos 48.593 96.921 208.589 816.580 185.945 34.292 146.018 114.515 74.153 271.248 458.007 399.345 2.854.208

2.4 Valor justificado por bolsas nos PP's emitidos no mês 223.634 262.269 485.903

2.5 Valor dos PP's por analizar, no mês, pela FCT 1

- FFCUL Proponente 1.399 38.385 185.111 752.136 597.808 1.574.839

2.6 Valor dos PP's por analizar, no mês, pela FCT 1 - FFCUL Participante 3.041 2.287 13.075 19.241 89.861 43.423 186.202 357.130

2.7 Despesa total já comprometida mas ainda não paga aos fornecedores 113.057 138.322 91.910 87.536 430.825

2.8 Despesa total já paga aos fornecedores mas ainda não reportada à FCT 2.360.966 2.360.966

2.9 Despesa já validada pela FCT, ainda não reembolsada - FFCUL Proponente 1.494 24.322 10.169 9.907 40.294 135.093 18.115 239.394 2.10 Despesa já validada pela FCT, ainda não reembolsada - FFCUL Participante 11.370 21.238 16.569 11.748 30.315 13.416 37.645 17.985 30.865 63.968 5.200 260.320 3.0 TRANSFERÊNCIAS (data valor no mês) 919.967 32.548 200.910 1.257.580 907.186 66.975 755.533 642.576 269.120 797.120 724.170 476.753 7.050.436 3.1 FCT --> FFCUL 901.464 175.978 179.656 1.134.250 831.230 664.396 610.663 354.231 858.544 706.654 560.701 6.977.767 3.2 FCT --> Parceiros --> FFCUL 35.446 23.691 78.514 174.254 80.792 76.004 104.710 45.269 50.975 115.321 78.742 56.675 920.392 3.3 FFCUL --> Parceiros 16.943 167.121 57.261 50.924 4.835 9.030 13.573 13.356 136.087 176.745 61.226 140.623 847.723 0 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000 2.500.000 3.000.000 3.500.000 4.000.000

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Despesas mensais da FFCUL: FCT (€)

Despesa total paga mas ainda não reportada à FCT

Despesa comprometida, ainda não paga

Valor dos PP's emitidos

(23)

Figura 7 – Relacionamento entre a FFCUL e a FCT - valores acumulados

Na Figura 7 estão assinalados as seguintes componentes: despesa feita ou comprometida (vermelho), reembolsos FCT (verde), valores já validados pela FCT mas ainda não reembolsados (azul).

Como estes elementos revelam, a situação de tesouraria para a área dos projetos nacionais com financiamento FCT foi piorando ao longo do ano. Os valores relativos a Dezembro, em particular, demonstram o esforço feito pela FFCUL para aumentar a taxa de execução dos projetos estratégicos das unidades, de modo a procurar assegurar os orçamentos de 2013: como se vê, em finais de 2012 a pressão sobre a tesouraria foi brutal (barra azul, Figura 6).

0 2.000.000 4.000.000 6.000.000 8.000.000 10.000.000 12.000.000 14.000.000

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Despesa acumulada da FFCUL: FCT (€)

Despesa efectiva acumulada Transferências da FCT Despesa validada ainda não paga pela FCT

(24)

2 Demonstrações Financeiras

2.1 Evolução da Estrutura de Rendimentos

A estrutura de rendimentos da FFCUL assenta principalmente na separação entre “subsídios à exploração e ao investimento” e “prestações de serviços” - que correspondem às classificações contabilísticas dos “projetos de investigação sujeitos a financiamento” e da “investigação sob contrato”, respetivamente. A Figura 8 descreve a sua evolução desde 2009:

Figura 8 – Evolução da estrutura de rendimentos da FFCUL

Os rendimentos concentram-se nos subsídios à exploração, que representam 76% do total (+17% em relação a 2011), atingindo um valor de 9.236.295€ em 2012. Nos subsídios ao investimento registou-se um ligeiro aumento não significativo, para 1.273.479€.

É de salientar uma queda acentuada da componente de Prestação de Serviços (-24% relativamente a 2011), certamente decorrente da redução geral da atividade económica e das restrições de contratação que têm sido impostas a empresas e institutos públicos.

A Tabela 15 sintetiza a execução financeira das Unidades de I&D3 em 2012, após validação

contabilística.

A Tabela 16 mostra, a título meramente ilustrativo, a incidência financeira relativa das diversas temáticas departamentais da FCUL em 2012.

3

Note-se que a “Unidade” é aqui entendida como unidade-cliente da FFCUL. Existem grupos de I&D da FCUL autónomos ou ligados a entidades externas que, para estes efeitos se discriminam. Alguns dados carecem de correcção pois vários investigadores estão ligados a várias unidades, e não é fácil para a Fundação saber exactamente qual a unidade que deve ser associada a cada projecto em concreto.

0 2.000.000 4.000.000 6.000.000 8.000.000 10.000.000 12.000.000 14.000.000 2009 2010 2011 2012 11% 13% 12% 10% 71% 68% 70% 76% 18% 20% 19% 14% 2009 2010 2011 2012 Subs. Investimento 1.013.549 1.414.565 1.270.636 1.273.479 Subs. Exploração 6.678.564 7.578.542 7.683.821 9.236.295 P. Serviços 1.673.031 2.226.597 2.084.476 1.683.109

(25)

A Tabela 17 e a Tabela 18 constituem a resposta oficial ao Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional (IPCTN) sobre a Execução financeira e os respetivos Fundos que a suportam em 2012, através do Gabinete de Planeamento e Estatística (GPEARI) do Ministério da Educação e Ciência, e para ser comunicado ao INE e ao Eurostat. Esta resposta é aliás integrada com a resposta complementar produzida pela FCUL que, designadamente, financia as Unidades de I& através do Orçamento do Estado (salários dos docentes, investigadores e técnicos de alguma forma alocados à atividade de I&D).

Para efeitos de geração destes indicadores financeiros relativos à atividade de I&D, um projeto / centro de custo é associado ao Departamento ao qual pertença o respetivo Investigador Responsável. No caso das Unidades com financiamento plurianual da FCT, os valores são repartidos em função da proveniência departamental dos investigadores integrados e no ativo, de acordo com os dados constantes no CENSUS. Os valores indicados não têm quaisquer consequências operacionais nem na vida das Unidades nem na vida dos Departamentos das áreas correspondentes. Com a melhoria da qualidade dos sistemas de informação da FCUL, estas tabelas constituirão progressivamente uma descrição mais rigorosa do sistema de I&D da FCUL.

(26)

Tabela 15 – Estrutura da execução financeira em 2012 por Unidade de investigação (FFCUL)

Valor % Q % Valor % Q % Valor % Q % Valor % Q % Valor % Q %

BIOFIG 181.133,96 6% 6 6% 492.547,67 9% 37 7% 82.168,75 5% 7 13% 76.577,85 5% 14 4% 832.428,23 7% 64 7% CAAUL 71.059,55 2% 2 2% 107.524,68 2% 12 2% 18.579,52 1% 2 4% 14.493,98 1% 5 2% 211.657,73 2% 21 2% CAUL 62.486,83 2% 2 2% 28.447,30 1% 2 0% 64.324,60 4% 1 2% 155.258,73 1% 5 1% CBA 195.063,94 6% 6 6% 1.153.655,59 20% 91 18% 65.684,07 4% 5 9% 317.056,34 20% 69 22% 1.731.459,94 14% 171 17% CBV / IBB 34.295,23 1% 5 5% 78.179,85 1% 8 2% 112.475,08 1% 13 1% CCMM 103.692,41 3% 5 5% 159.769,95 3% 15 3% 14.492,67 1% 1 2% 53.581,63 3% 3 1% 331.536,66 3% 24 2% CEAUL 183.067,12 6% 4 4% 37.621,71 1% 6 1% 11.862,39 1% 12 4% 232.551,22 2% 22 2% CEGUL 155.807,28 5% 8 7% 91.375,12 2% 18 4% 163.752,80 11% 40 13% 410.935,20 3% 66 7% CELC 60.967,44 2% 2 2% 1.643,39 0% 1 0% 455,56 0% 1 0% 63.066,39 1% 4 0% CESAM / UA 3.642,29 0% 3 3% 122.985,49 2% 8 2% 5.083,57 0% 4 1% 131.711,35 1% 15 2% CFAUL 45.954,22 1% 2 2% 46.766,63 1% 5 1% 92.720,85 1% 7 1% CFC 131.413,15 4% 3 3% 30.512,47 1% 5 1% 3.409,26 0% 9 3% 165.334,88 1% 17 2% CFMC 69.470,73 2% 2 2% 145.130,51 3% 9 2% 214.601,24 2% 11 1% CFNUL 83.776,03 3% 2 2% 189.728,24 3% 14 3% 9.072,24 1% 1 2% 582,29 0% 1 0% 283.158,80 2% 18 2% CFTC 77.877,35 2% 2 2% 65.182,17 1% 6 1% 24.152,85 2% 1 2% 7.541,54 0% 3 1% 174.753,91 1% 12 1% EDU -76,58 0% 2 2% 110.402,73 2% 9 2% 802,98 0% 5 2% 111.129,13 1% 16 2% CIO 214.692,14 7% 3 3% 7.297,95 0% 4 1% -22.234,89 -1% 1 0% 199.755,20 2% 8 1% CIUHCT 36.954,65 1% 5 5% 53.396,07 1% 4 1% 90.350,72 1% 9 1% CMAF 210.637,44 7% 2 2% 165.499,15 3% 13 3% 55.675,56 4% 2 4% 431.812,15 4% 17 2% CO 195.130,56 6% 4 4% 448.996,29 8% 37 7% -89,11 0% 1 2% 266.757,98 17% 53 17% 910.795,72 8% 95 10% CQB 270.788,62 9% 6 6% 506.531,24 9% 51 10% 36.506,86 2% 1 2% 1.837,84 0% 4 1% 815.664,56 7% 62 6% CREMINER 214.968,94 7% 6 6% 123.671,27 2% 9 2% 19.433,72 1% 4 1% 358.073,93 3% 19 2% GFMUL 87.509,02 3% 2 2% 129.950,29 2% 5 1% 2.909,08 0% 1 2% 4.525,20 0% 1 0% 224.893,59 2% 9 1% IBEB 91.992,45 3% 5 5% 35.692,77 1% 7 1% 26.795,30 2% 1 2% 737,13 0% 1 0% 155.217,65 1% 14 1% ICEMS /IST 18.353,51 1% 2 2% 22.307,84 0% 2 0% 321,41 0% 1 0% 40.982,76 0% 5 1% IDL 62.586,52 2% 6 6% 499.800,47 9% 56 11% 86.957,17 6% 9 16% 72.796,63 5% 22 7% 722.140,79 6% 93 10% INESC-ID 320,56 0% 1 0% 320,56 0% 1 0% LabMAg 56.801,18 2% 3 3% 9.431,72 0% 4 1% 93.006,85 6% 4 7% 29.386,65 2% 6 2% 188.626,40 2% 17 2% LASIGE 170.077,59 5% 5 5% 495.248,26 9% 39 8% 567.649,09 36% 8 14% 63.200,42 4% 23 7% 1.296.175,36 11% 75 8% LATTEX LOLS 96.996,47 2% 5 1% 49.169,99 3% 5 9% 57.258,15 4% 9 3% 203.424,61 2% 19 2% NLX 619,72 0% 3 1% 619,72 0% 3 0% SESUL 18.548,65 1% 2 2% 59.550,34 1% 3 1% 71.349,90 5% 1 2% 25.974,17 2% 2 1% 175.423,06 1% 8 1% SIM 65.875,85 2% 2 2% 137.345,08 2% 13 3% 300.311,89 19% 5 9% 110.114,50 7% 11 4% 613.647,32 5% 31 3%

Sem UI&D Associada 14.155,00 0% 1 0% 268.414,60 17% 6 2% 282.569,60 2% 7 1%

TOTAL 3.174.548,07 109 5.667.664,27 500 1.568.717,28 56 1.554.343,42 313 11.965.273,04 978

TOTAL

(27)

Tabela 16 – Estrutura da execução financeira em 2012 por área departamental da FCUL (FFCUL)

Valor % Q % Valor % Q % Valor % Q % Valor % Q % Valor % Q %

Biologia Animal 383.830,60 12% 7 6% 1.114.961,58 20% 92 18% 15.068,62 1% 3 5% 546.097,85 35% 70 22% 2.059.958,65 17% 172 18% Biologia Vegetal 59.207,35 2% 14 13% 735.245,11 13% 54 11% 50.516,62 3% 3 5% 93.096,64 6% 67 21% 938.065,72 8% 138 14%

Educação ( IEDU-UL) -76,58 0% 2 2% 110.402,73 2% 9 2% 802,98 0% 5 2% 111.129,13 1% 16 2%

Estatística e Investigação Operacional 397.759,26 13% 7 6% 44.919,66 1% 10 2% -7.864,56 -1% 14 4% 434.814,36 4% 31 3% Física 524.359,69 17% 19 17% 846.864,57 15% 73 15% 428.081,79 27% 15 27% 191.049,00 12% 31 10% 1.990.355,05 17% 138 14% Engª Geográfica, Geofísica e Energia 86.437,35 3% 8 7% 581.560,41 10% 56 11% 157.875,38 10% 10 18% 88.948,98 6% 20 6% 914.822,12 8% 94 10% Geologia 372.768,92 12% 16 15% 344.671,43 6% 40 8% 342,58 0% 1 2% 193.008,34 12% 48 15% 910.791,27 8% 105 11% História e Filosofia das Ciências 168.367,80 5% 8 7% 83.908,54 1% 9 2% 2.602,14 0% 2 1% 254.878,48 2% 19 2% Informática 226.878,77 7% 8 7% 504.679,98 9% 43 9% 660.655,94 42% 12 21% 108.387,31 7% 33 11% 1.500.602,00 13% 96 10% Matemática 421.600,73 13% 8 7% 325.540,13 6% 21 4% 122.909,24 8% 4 7% 4.980,76 0% 2 1% 875.030,86 7% 35 4% Química e Bioquímica 533.414,18 17% 12 11% 960.755,13 17% 92 18% 133.267,11 8% 8 14% 79.999,90 5% 16 5% 1.707.436,32 14% 128 13% Outros 14.155,00 0% 1 0% 253.234,08 16% 5 2% 267.389,08 2% 6 1% TOTAL 3.174.548,07 109 5.667.664,27 500 1.568.717,28 56 1.554.343,42 313 11.965.273,04 978 TOTAL

(28)

Tabela 17 – Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional (IPCTN) 2012 - Execução (FFCUL) UNIDADES BIOFIG 25.574 135.102 160.676 578.561 93.190 93.190 832.428 CAAUL 61.613 61.613 125.240 24.805 24.805 211.658 CAUL 58.932 17.940 76.872 68.417 9.970 9.970 155.259 CBA 151.291 449.065 600.357 981.944 149.159 149.159 1.731.460 CBV / IBB 30.870 30.870 69.593 12.012 12.012 112.475 CCMM 47.776 47.776 235.839 47.922 47.922 331.537 CEAUL 206.373 26.178 26.178 232.551 CEGUL 37.516 62.424 99.940 260.649 50.347 50.347 410.935 CELC 19.405 19.405 41.484 2.178 2.178 63.066 CESAM / UA 43.005 43.005 76.668 12.039 12.039 131.711 CFAUL 17.250 17.250 43.540 31.931 31.931 92.721 CFC 40.708 8.940 49.648 100.025 15.661 15.661 165.335 CFMC 75.650 75.650 105.508 33.443 33.443 214.601 CFNUL 66.732 66.732 201.407 15.020 15.020 283.159 CFTC 32.005 32.005 124.067 18.682 18.682 174.754 EDU 45.782 45.782 62.590 2.757 2.757 111.129 CIO 20.431 2.235 22.666 158.837 18.253 18.253 199.755 CIUHCT 2.608 2.608 81.299 6.444 6.444 90.351 CMAF 6.666 70.165 76.831 339.429 15.552 15.552 431.812 CO 73.301 347.262 420.563 411.404 78.829 78.829 910.796 CQB 184.568 184.568 476.930 154.167 154.167 815.665 CREMINER 52.085 35.015 87.100 220.865 50.109 50.109 358.074 GFMUL 99.822 99.822 119.745 5.327 5.327 224.894 IBEB 49.127 49.127 85.145 20.946 20.946 155.218 ICEMS /IST 2.980 2.980 29.527 8.475 8.475 40.983 IDL 33.406 182.902 216.308 417.050 88.783 88.783 722.141 INESC-ID 53 267 267 321 La bMAg 78.091 78.091 101.628 8.908 8.908 188.626 LASIGE 71.000 654.012 725.012 472.900 98.263 98.263 1.296.175 LATTEX LOLS 57.513 57.513 120.075 25.837 25.837 203.425 NLX 506 114 114 620 SESUL 52.235 52.235 87.629 35.559 35.559 175.423 SIM 200.947 134.263 335.210 262.778 15.660 15.660 613.647

Sem UI&D As s oci a da 114.438 114.438 158.170 9.961 9.961 282.570

FFCUL 514.251 514.251 1.190.274 21.900 21.900 1.726.425

TOTAIS 1.400.547 3.066.357 4.466.904 8.016.147 1.208.648 1.208.648 13.691.698

TOTAIS

1.2 - DESPESAS DE CAPITAL 1.1 - DESPESAS CORRENTES

Contra tados Bol s ei ros Total

1.1.2 - OUTRAS DESPESAS CORRENTES 1.1.1 - DESPESAS C/ PESSOAL 1.2.1 - Construções & Instalações 1.2.2 - Instrumentos & Equipamentos TOTAL

(29)

Tabela 18 – Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional (IPCTN) 2012 (Fundos) (FFCUL)

UNIDADES FP's OUTROS EU FORA DA

EU EU FORA DA EU EU FORA DA EU EU FORA DA EU EU FORA DA EU BIOFIG 655.930 19.563 12.731 688.225 8.516 3.370 75.067 2.598 89.551 22.871 31.781 54.652 832.428 CAAUL 178.646 448 179.094 18.580 18.580 13.984 13.984 211.658 CAUL 153.062 2.197 155.259 155.259 CBA 1.350.497 17.481 5.325 155.400 1.528.702 71.561 785 1.105 256 73.706 106.377 22.675 129.053 1.731.460 CBV / IBB 110.426 2.049 112.475 112.475 CCMM 263.462 263.462 14.493 14.493 53.582 53.582 331.537 CEAUL 220.689 4.395 225.083 3.440 4.028 7.468 232.551 CEGUL 1.708 242.059 55.247 2.798 2.203 304.015 32.330 32.330 17.075 57.515 74.590 410.935 CELC 60.967 1.643 62.611 456 456 63.066 CESAM / UA 126.628 212 2.709 129.548 -450 -450 2.613 2.613 131.711 CFAUL 92.721 92.721 92.721 CFC 161.926 4.897 -910 165.913 90 90 -5.777 5.110 -667 165.335 CFMC 213.422 1.179 214.601 214.601 CFNUL 273.504 273.504 9.072 582 9.655 283.159 CFTC 143.060 143.060 24.153 24.153 7.542 7.542 174.754 EDU 110.077 1.052 111.129 111.129 CIO 221.990 221.990 -22.235 -22.235 199.755 CIUHCT 90.351 90.351 90.351 CMAF 376.137 376.137 55.676 55.676 431.812 CO 642.367 80.856 -172 124.197 847.248 -89 18.309 18.220 9.141 36.186 45.328 910.796 CQB 777.347 777.347 36.507 36.507 -5.452 7.263 1.811 815.665 CREMINER 156 338.733 7.906 346.796 11.528 -250 11.278 358.074 GFMUL 215.772 1.687 217.459 2.909 2.909 4.525 4.525 224.894 IBEB 127.685 127.685 26.795 26.795 737 737 155.218 ICEMS /IST 40.983 40.983 40.983 IDL 562.454 11.112 3.637 403 577.606 83.956 37.567 16.128 137.651 2.738 4.145 6.883 722.141 INESC-ID 321 321 321 La bMAg 64.002 2.491 9.342 75.836 93.007 93.007 18.872 912 19.784 188.626 LASIGE 677.716 13 25.234 702.964 567.649 1.903 7.045 576.597 16.615 16.615 1.296.175 LATTEX LOLS 112.677 112.677 35.606 18.276 2.844 56.726 3.172 30.850 34.022 203.425 NLX 582 582 37 37 620 SESUL 78.099 3.445 81.544 71.350 22.529 93.879 175.423 SIM 178.317 6.783 117.686 -18.135 284.651 174.346 125.966 300.312 981 27.704 28.685 613.647

Sem UI&D As s oci a da 13.207 254.182 267.389 15.181 15.181 282.570

FFCUL 1.726.425 1.726.425 1.726.425

TOTAIS 1.864 8.875.815 459.239 161.605 300.443 9.798.967 1.257.578 205.816 171.902 2.854 1.638.151 184.967 2.069.614 2.254.581 13.691.698

TOTAL

FUNDOS DO ESTADO FUNDOS INTERNACIONAIS OUTROS FUNDOS

OE FUNDOS ESTRUTURAIS OUTROS FUNDOS DO ESTADO FUNDOS

DE IPFSL EMPRESAS TOTAL

EU ORG. INTERNACIONAIS EMPRESAS INSTITUIÇÕES DO ESTADO

INSTITUIÇÕES DE

ENSINO SUPERIOR IPFSL RECEITAS

PRÓPRIAS MECENATO

(30)

2.2 Evolução dos Resultados Líquidos

A situação económico-financeira no final do exercício segue a estrutura já evidenciada nos exercícios anteriores (Figura 9). O resultado mantém-se positivo, atingindo 131.258€ (154.718€ antes de imposto), consolidando-se assim os resultados líquidos da Fundação.

Figura 9 – Evolução dos Resultados Líquidos da Fundação

2.3 Estrutura de Rendimentos e Gastos Indiretos antes do Imposto

A Tabela 19 descreve a estrutura de gastos e rendimentos da Fundação em 2012:

Rubrica 2011 2012 Var % Var Abs

Verba Aprovada 1.727.606 1.784.457 3% 56.851

Juros Credores 18.968 12.137 -36% -6.831

Outros Rendimentos / Dif. De Câmbio 13.124 84.549 544% 71.424

Total Receitas 1.759.698 1.881.143 7% 121.445

Recursos Humanos 457.709 514.251 12% 56.542

Aquisição de Serviços 196.628 160.117 -19% -36.511

Outras Despesas Correntes 28.972 16.120 -44% -12.853

Despesas Bancárias 1.989 2.475 24% 486

Equipamento 21.769 21.900 1% 132

Outros Gastos / Dif. Câmbio 75.541 13.608 -82% -61.934

Riscos de Projectos 226.428 426.881 89% 200.453

Despesas LSE 615.638 571.073 -7% -44.565

Total Despesas 1.624.674 1.726.425 6% 101.751

Resultado 135.024 154.718 15% 19.694

Tabela 19 – Estrutura de Gastos e Rendimentos da FFCUL (2012)

Do lado da Receita, destaca-se:

0 20.000 40.000 60.000 80.000 100.000 120.000 140.000 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 RL 91.017 39.685 51.841 41.544 93.501 98.709 131.258

(31)

O crescimento das receitas provenientes de overheads (3%), espelhando um nível favorável de execução ocorrido em 2012, designadamente na execução dos Projetos Estratégicos das Unidades, sobretudo no último trimestre de 2012.

 É de referir a variação dos “Outros Rendimentos / Dif. De Câmbio”, motivado pela

reclassificação do custo da imparidade dos clientes reconhecidas em anos anteriores para os respetivos centros de custos dos projetos, anulando desta forma os gastos reconhecidos em anos anteriores com as imparidades na FFCUL.

Do lado da Despesa, note-se que:

 As “Despesas LSE” (Limpeza, Segurança e Energia) mantiveram-se como a rubrica de

maior peso (33%), referindo-se à comparticipação dos gastos incorridos pela FCUL (500 K€) e ICAT (71 K€) com o acolhimento de projetos.

 Os “Recursos Humanos” são a segunda rubrica de maior peso (30%); o seu ligeiro

aumento decorreu da reorganização da estrutura orgânica da Fundação em 2011, e da entrada de colaboradores – ver secção 1.3.

 Em “Aquisição de Serviços”, estão contemplados os gastos incorridos com a

subcontratação dos serviços de contabilidade e processamento salarial, auditoria e revisão de contas, manutenção de equipamentos, medicina do trabalho, e gastos de advocacia. A sua diminuição decorre da redução do número de colaboradores com contratos de avença.

 É de salientar o aumento significativo do valor em ”Riscos de Projetos”. O

encerramento contabilístico de projetos teve grande impacto, motivado por correções e movimentos contabilísticos que geraram um custo na ordem dos 427k€. Por outro lado, em finais de 2012, a FCT começou a considerar não elegíveis muitas despesas, designadamente ao nível das aquisições de bens e serviços, no valor de 455.893€.

 É de referir a redução significativa dos “Outros Gastos / Dif. Câmbio”, justificada

principalmente pelo reconhecimento das imparidades dos clientes nos respetivos centros custos, ao contrário do que acontecia nos anos anteriores, onde essas imparidades eram assumidas pela FFCUL.

3 Situação Económica e Financeira

Os diversos elementos contabilísticos permitem concluir que a evolução da Fundação em 2012 foi positiva num contexto económico-financeiro e institucional dos mais complexos da vida da Fundação. A gestão financeira adotada assentou num perfil prudente por forma a permitir a liquidez e a estabilidade financeira e manter a boa execução dos Projetos de Investigação.

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